Lover, you should've come over 𝜗𝜚˚⋆ larry fanfiction 𝜗𝜚˚⋆ capítulo 1
Descrição: A vida do solteirão Louis é virada de cabeça para baixo quando uma linda bebê é deixada na porta de sua casa em meio a uma tempestade e mesmo com o pânico do momento, ele sente de alguma forma que deve ficar com ela, que era assim que realmente deveria ter sido. Com ajuda de seus amigos próximos, eles começam um novo tipo de família e não medem esforços para fazer o melhor pela garotinha.
Anos depois a vida de Louis vira de cabeça para baixo de novo quando Harry, um jovem artista melancólico com um passado nublado e destorcido entra em seu caminho, fazendo-o se apaixonar pela primeira vez depois de muitos anos.
avisos e tag's: nessa fanfic irá conter louis tops, harry bottom, mpreg, romance, slow burn, tentativa de comédia romântica, lidar com temas como luto, perda e dramas familiares, fora a menção de vícios e, claro, cenas de sexo.
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Tinha noites que Louis acordava e no relógio ainda eram pelo menos três da manhã, nunca mais do que isso.
Ele sempre acordava com aquele amargor na boca causado pela lembrança. Lembrança de sensações desagradáveis. E todas essas sensações causadas pela abstinência.
Nessas noites ele sentava no colchão que rangia um pouco as molas e colocava as pernas para fora da cama, sentindo a madeira gelada do assoalho em seus pés. Então ele ligava o abajur logo ao lado com um pequeno clique, então observava a ficha de “2 anos sóbrio” que deixava sobre a mesinha de cabeceira como um tipo de amuleto da sorte. Ou um tipo de objeto que afastava coisas ruins. Pensamentos ruins ou hábitos ruins, o que seja.
Ele estava indo mais do que bem, desde que tinha se mudado para Boston. Era lá que morava seu amigo de infância, Zayn, e o amigo dele Niall. Por mais que se conhecessem a muito tempo, Zayn não tinha noção da proporção que a bebida tinha de controle sobre a vida de Louis e de muitas decisões que já tinha feito.
Quando Louis se mudou para a cidade querendo começar tudo de novo, arrumar um novo emprego, lar e hábitos, decidiu que para seu próprio bem precisava assumir que a bebida era um problema para ele. Geralmente quando se tem um vício, as pessoas se tornam um tanto negacionistas sobre a situação fodida em que se encontram. Louis antes se recusava a aceitar que o álcool para ele estava se tornando algo fora da curva, mesmo que ele acordasse para trabalhar e já buscasse por seu cantil sempre cuidadosamente abastecido e nas pausas do trabalho se ocupasse em beber doses no bar que tinha na frente – e que muitas vezes passava de umas poucas doses e ele logo estava grogue, precisando dar um perdido do emprego e ir cambaleando para casa.
Então, quando chegou em Boston e estava hospedado por uns dias na casa de Zayn até ficar certo o contrato da casinha que estava tentando alugar, colocou as cartas na mesa e falou sobre o vício. Falou que estava disposto a realmente tentar ter uma vida sem precisar estar chapado, que na próxima semana começaria em um emprego novo como segurança em um hotel e que então acertaria para passar em uma psicóloga. Como ele já imaginava, a primeira reação honesta de Zayn foi oferecer ajuda com as sessões iniciais e procurar grupos de apoio, mas Louis afirmou veemente que ele estava bem por aquelas semanas e não precisava. Que só estava contando o caso para abrir o jogo de uma vez por todas, sentia que já havia mentido para si mesmo por tempo demais e tentado fazer o mesmo com aqueles à sua volta.
Desde então ele esteve na linha. Sua vida não era luxuosa, mas era boa. Ele tinha uma casa pequena e um pouco velha, mas que ficava em um bairro tranquilo e possuía certo charme, além de ser perto do apartamento de Zayn. Ele ainda trabalhava como segurança em um hotel, onde todos gostavam e confiavam muito nele. Nesse hotel ele tinha feito amigos importantes como Calum e Emily, manobrista e recepcionista do hotel. E ele também ia para terapia pelo menos uma vez por semana, com sua psicóloga muito perspicaz Meredith.
Mas ainda tinha aqueles momentos que Louis era atingido por uma enorme sensação de melancolia. Isso fazia ele sentir falta de quando era pequeno e estava em casa com sua mãe. Quando ajudava sua mãe com as irmãs pequenas, tudo parecia tão mais tranquilo e fácil.
Louis sabia que se sentia mais deprimido quando recebia ligações das irmãs. Elas contavam como estava na escola e em casa, que Mark às vezes dava duro tentando trabalho e aparecia com um pouco de dinheiro, mas que sempre voltava a beber de novo e coisas faltavam em casa. Então Louis prometia enviar uma quantia em dinheiro que ajudaria pelo restante do mês e recusava sempre que prometiam retribuir de alguma forma futuramente. Ele sempre falava com as gêmeas ou Felicite, pois Charlotte sempre estava trabalhando para tentar ajudar.
Sentir falta de casa, nem sempre significa que deva voltar para lá. E Louis aprendeu isso da pior forma. Sabia que suas irmãs infelizmente acabavam pagando por isso, mas retornar para Doncaster se tornava um gatilho para maus hábitos por si só. A falta que sentia da mãe, a culpa e flashes de um pai bêbado parecia ecoar por todas as partes.
Ele precisava se manter distante. Precisava de uma rotina, constância e ser cercado por hábitos bons. E estava conseguindo aquilo em Nova York.
𝜗𝜚˚⋆
12 anos atrás…
— Que bom que mudou de ideia sobre aquele Chevrolet. Juro pra você que vai uma graninha a mais nesse da Toyota, mas pelo menos é um carro que não decepciona.
— Ainda estou considerando. Eu realmente gosto da Chevrolet. — Louis falou com um dar de ombros, após ouvir mais de uma vez Calum repetir aquela mesma sequência de palavras. Ele viu o moreno rir balançando a cabeça em negação e acabou por rir também. — Tudo nele compensa mais para mim. É um carro confortável, econômico e… bom, é confiável. — Louis tinha um sorrisinho nos lábios, as mãos juntas em frente ao corpo em uma postura reta e confiante em seu terno preto, um fone em uma das orelhas e luvas nas mãos por conta do tempo frio.
Louis estava bem posicionado logo ao lado das enormes portas duplas de vidro do hotel com detalhes dourados. No chão se estendia um longo tapete vermelho até os degraus oval em mármore. Abaixo dos degraus estava Calum, usando seu uniforme onde a calça social era preta e o smoking já era branco. Ele também usava luvas por conta do frio e uma touca igual a de Louis, essas fornecidas pelo hotel.
Um carro se aproximou e parou em frente aos degraus e dele saiu Emily, usando seus costumeiros saltos altos preto e meia calça preta. Ela saiu do carro fechando a porta e esse logo seguiu o caminho, Louis observando que ela usava a saia social preta acima dos joelhos, camisa social branca e o terninho, mas um sobretudo preto de camurça para se aquecer.
— Boa noite, meninos. — Ela cumprimentou com um sorriso marcado pelo batom levemente avermelhado, tirando o capuz expondo o cabelo preto bem amarrado em um coque. Os dois imediatamente responderam o cumprimento e ela subiu os degraus com os saltos ferroando o tapete vermelho, Louis imediatamente abrindo a porta para ela. — Sempre cavalheiro, Louis. Ainda não deixou Calum fazê-lo mudar de ideia sobre o carro, certo? — Ela lançou um sorrisinho esperto em direção a Calum, que piscou para ela.
— Ainda não. — Louis já respondeu. — Eu e você sabemos bem que aquele carro é incrível e um clássico.
— Exatamente, Louis. Chevrolet como nenhum outro!
Emily entrou no hotel e no mesmo instante saiu dele o outro segurança, indicando para Louis que seu turno tinha acabado e ele estava dispensado. Os dois se cumprimentaram de modo educado, apesar de Louis não lembrar mais do nome dele, e Louis aproveitou para passar as orientações de que um hóspede na categoria 5 estrelas chegaria por volta das duas da manhã e queria o máximo de discrição.
Louis se despediu de Calum, que o desejou um bom descanso. Entrou no hotel aquecido e imediatamente se afastou na direção da porta onde tinha uma salinha para funcionários, encontrando Emily já ali sentada no sofá de dois lugares, pronta para comer sua salada antes de começar o expediente.
— Quando vai buscar o carro? — Louis ouviu ela perguntar, mesmo que tivesse passado por outra porta onde dava para o vestiário cheio de armários de funcionários marcados por números. Ele parou em frente ao 32, colocou o código no cadeado e abriu com um ranger velho, se adiantando em tirar o terno e pendurar no cabide adequadamente, antes de pegar o sobretudo enfiado ali mais cedo de qualquer jeito.
— Se tudo correr bem, ainda hoje. — Louis respondeu alto o suficiente para ela ouvir, saindo do vestiário fechando o sobretudo. Emily olhava para ele com um quê de preocupação, lábios franzidos.
— Mas hoje à noite vai ter aquela tempestade de neve. Acho que deveria remarcar isso para amanhã de manhã. — Emily orientou preocupada e continuou a falar, percebendo que Louis se oporia. — Você lembra o que aconteceu com Calum quando decidiu sair naquela tempestade? O vento era tão forte que ele escorregou no gelo e quebrou o cotovelo. Você vai amanhã de manhã, fique em casa esta noite.
Louis não lembrava de Emily alguma outra vez ter falado daquele jeito com ele, e por se tratar de uma situação não convencional, pensou que seria uma péssima ideia ir contra a orientação dela. Por isso ele cedeu e disse que tudo bem, ficaria em casa naquela noite e mandaria mensagem para a concessionária avisando que iria de manhã.
Os dois se despediram e Emily disse que se veriam depois de amanhã no horário de sempre. As duas últimas semanas foram uma loucura pela repentina mudança de horários. Louis, Emily e Calum sempre trabalharam juntos no turno da manhã, mas por causa da falta de funcionários as coisas precisaram mudar um pouco. Louis começou a entrar no horário da tarde para sair a noite, Calum entrava no meio da tarde e pouco depois Emily chegava, e os dois iam embora de madrugada juntos pois moravam próximos. A chefia prometeu que se tratava de algo temporário e por sorte foi, pois em breve pelo menos Louis e Emily voltavam ao horário da manhã.
Tinha um ponto de ônibus próximo do hotel e era ali que Louis pegava ônibus para ir para casa todos os dias. Ele colocou os fones no ouvido e conectou no celular aguardando seu ônibus chegar, se sentindo aliviado que em breve teria seu próprio carro e como seria mil vezes mais confortável para fazer suas coisas, pequenas viagens para cidades próximas.
No momento que Louis pegou o ônibus e tomou um lugar perto da janela, seu celular tocou e ele não demorou a atender quando viu o nome de Felicite no ecrã.
— Oi, Fizzy. — Louis cumprimentou com um sorrisinho, ouvindo no fundo da ligação as gêmeas pequenas rindo e brincando.
— Oi, Lou! Liguei pra saber como você está. Faz um tempinho que não ligo, me desculpe. A escola tá mais puxada, pois em breve farei os vestibulares e as notas contam bastante no processo.
— Eu imaginei, Fizzy. Você me avisou que poderia demorar um pouquinho pra entrar em contato. — Louis espiou pela janela as pessoas andando em passos rápidos pra chegar logo em seus carros e fugir da ventania. — Não liguei também porque não queria acabar atrapalhando nos estudos. Como estão as coisas?
— Tranquilas. A Lottie conseguiu um trabalho extra em um bar algumas noites por semana, então hoje ela foi trabalhar e eu estou com as gêmeas.
Foi difícil aquela informação não dar um pequeno nó na cabeça de Louis. Lembrava muito bem que a irmã trabalhava somente no período da tarde em um escritório de certo advogado da cidade, e na parte da noite ia para a faculdade de administração.
Parecia que as coisas tinham ficado ainda mais complicadas em Doncaster e Louis não fazia a mínima ideia. As irmãs com certeza tinham se esforçado de certo modo para não transparecer como a situação estava complicada em casa e de repente Louis se sentiu péssimo.
Felicite com certeza notou que a informação nova tinha deixado o irmão quieto demais.
— Louis, sinto muito não ter comentado nada antes, mas a Charlotte me fez prometer que não falaria nada pra não te preocupar. — Felicite falou. — Ela teve um problema com aquele advogado, Antony. Parece que ele estava confundindo as coisas e começou a ser meio invasivo com ela… A Lottie obviamente deu uma cortada nele, ele se sentiu ofendido e mandou ela embora.
— Nossa, Fizzy, não consigo acreditar nisso. — Louis suspirou e, mesmo com o frio que fazia, sentiu certo calor com a raiva que sentiu daquela história.
— A Lottie tentou muito não mudar a rotina e procurar empregos de meio período, mas esses ou eram muito longe de casa, ou não pagavam tão bem quanto o trabalho anterior. — Felicite informou e Louis pôde ouvi-la suspirar um pouquinho. — Uma amiga dela falou desse bar que estava contratando, agora ela trabalha das sete da noite até sete da manhã.
— Parece muito cansativo… ela ainda precisa cuidar de vocês.
— E é, mas você conhece a Lottie, nunca demonstra estar cansada pra ninguém… porém, ela parecia realmente triste de precisar largar a faculdade.
— Eu sinto muito… Depois eu irei ligar para Charlotte, vou ver algum valor a mais para enviar desta vez no começo e no fim do mês. — Louis disse, voltando a olhar pela janela. Ficou surpreso ao se dar conta de que já estava a poucas quadras da sua casa. — Vai dar tudo certo, Fizzy. Preciso que me prometa que vai continuar estudando, tentar aquela bolsa que tanto quer na Universidade de Nova York.
— Mas a Charlotte…
— Te prometo que vamos dar um jeito, ok? Quando você vier estudar em Nova York, posso ver de trazer todas para cá. Você vai ver, vou estar em uma casa maior e podem morar comigo até se estabilizarem, ou pelo tempo que quiserem. — Louis apertou o botão indicando que iria descer e levantou se direcionando para a porta.
— Tudo bem, Lou… Te amo, estamos com saudade.
— Também te amo, Fizzy. Amo todas vocês.
Eles se despediram e foi o tempo do ônibus parar e as portas abrirem. Louis desejou boa noite para o motorista e desceu, seguindo pela calçada reta até sua casa azul claro, que tinha a luz da varanda acesa.
Louis subiu os degraus da varanda que rangiam e buscou pela chave no bolso frontal da calça, a colocando na fechadura antes de girar com um estalo. Quando abriu a porta foi recebido por sua casa pequena, mas aconchegante. No andar de baixo tinha uma sala de estar de paredes amarelas integrada com uma cozinha americana de paredes azuis claro e móveis de madeira cor cinza, onde Louis foi colocar água para esquentar em uma chaleira. Na cozinha tinha mais duas portas, uma que dava para o quintal que tinha um ótimo tamanho para Louis e outra para uma despensa onde Louis deixava seus mantimentos.
Na sala de estar tinha um lance de escadas que dava para o segundo andar onde tinha apenas dois quartos pequenos, sendo um onde Louis dormia e o outro onde ele ainda mantinha caixas com suas coisas de quando tinha se mudado para lá há pelo menos três anos, e no final do pequeno corredor um banheiro que, apesar de pouco espaço, tinha uma banheira que Louis gostava muito.
Não era uma casa muito chique e moderna, na verdade estava bem longe disso, porém Louis realmente gostava do lugar. Era mais que confortável, o aquecedor era ótimo, ele tinha feito reparos no assoalho antes velho e tratou dos pequenos mofos que tinha nas paredes.
O fogão de Louis não era um dos melhores e ele sabia que a água ia demorar um pouco para ferver, então rapidamente subiu os degraus e foi até o banheiro tomar uma ducha rápida. No momento em que ele entrou no banheiro, teve a impressão de escutar batidas na porta. Ele até parou por um instante e esperou para ver se ouvia mais alguma coisa, e quando não ouviu se voltou para o chuveiro e tentar água quente.
No meio da ducha ele teve impressão de ouvir mais batidas e se adiantou um pouco mais no banho, ao mesmo tempo que pensava que deveria ser algum tipo de brincadeira idiota. Afinal, veja só o horário e porque não tocar a porcaria da campainha?
Saiu do banheiro se secando com a toalha até chegar ao quarto, onde pegou um moletom preto do guarda roupa, cueca e bermuda cinza. Ele jogou a toalha molhada no cabideiro e, enquanto descia as escadas, ouviu desta vez a campainha.
— Zayn? Se for você, pode deixar de ser idiota? — Louis bufou descendo os degraus sem muita pressa. Aquilo tinha cara de uma brincadeira idiota que o amigo de longa data faria para pertubá-lo.
Porém, quando Louis se aproximou da porta e por segurança olhou através do olho mágico primeiro, franziu o cenho confuso. Recuando um passo e antes que resolvesse deixar aquilo de lado, ouviu e viu o momento que uma pedrinha bateu contra a vidraça da janela da sala e quicou no parapeito de madeira.
— Quem estiver fazendo essa palhaçada, já chega! — Louis abriu a porta de uma vez, não viu nada além da rua escura e tranquila, uma ventania muito fria e maluca que fazia as árvores e pequenos arbustos da vizinhança balançarem loucamente.
Louis suspirou fazendo um pequeno ‘Tsc’ com a língua e antes que fechasse a porta, seu olhar fitou o chão onde deveria ter apenas um pequeno tapete rente a porta, mas o que viu ali quase fez seus olhos rolarem para fora das órbitas.
Ali tinha a droga de um pequeno bebê, em uma cesta grande e bem feita que parecia ser de crochê. O bebê estava dormindo, muito bem embalado em um pequeno cobertor fofo rosa pastel e uma mantinha em um tom de rosa um pouco mais escuro.
Louis ficou um tempo ali olhando, sem saber exatamente o que fazer. Quando colocou um pouco as ideias em seu devido lugar, correu descendo os três degraus da varanda e parou na calçada, olhando bem em volta, tentando enxergar qualquer pessoa naquele escuridão congelante.
O seu coração estava muito acelerado no peito, a cabeça dando algumas voltas pelo nervosismo, só então percebendo como estava tremendo tanto por conta do frio sinistro que fazia do lado de fora. Ele não estava com as roupas certas para ir ao lado de fora.
E se ele estava se tremendo tanto, não demorou para pensar naquele bebê na porta da sua casa. Então, ainda olhando para todos os lados, ele não demorou para voltar para casa e pegar aquela cestinha onde o bebê estava, levando-o para dentro com cuidado.
Quando Louis deixou a cesta sobre o sofá de dois lugares, viu então um tipo de envelope amarelo lacrado com cera derretida vermelha com um tipo de símbolo que lembrava a letra W.
Louis abriu o envelope e tinha dois papéis dentro, então leu aquele que era maior e estava dobrado, sendo uma carta escrita com caligrafia perfeita em cor preta. Quando abriu a carta, caiu dela um tipo de corrente prata com um pingente oval contendo pequenas pedras brilhantes.
Louis,
você não sabe quem eu sou, mas eu sei o suficiente sobre você para lhe confiar essa pequena vida. Sei que talvez deva estar pensando o que deve se passar na cabeça de alguém, para descartar um pequeno bebê desta forma, na porta de alguém. Gostaria que soubesse como eu realmente tentei evitar que isso acontecesse, mas envolve muitos fatores com pessoas importantes e realmente egoístas e gananciosas. Ela já estava em perigo desde o momento em que souberam que estava na barriga de sua mãe.
Sei que sua situação atual não é uma das melhores, por isso, junto a esta carta, lhe deixo um cheque com uma quantia que acredito servir de ajuda nos cuidados dessa criança.
Confio que vai tomar as melhores das decisões sobre essa pequena vida. Sei que vai zelar e cuidar como se fosse sua. E sei que o certo é ela estar com você, por mais que você possa duvidar disso.
Seu amigo, Zain Javadd Malik, é conhecido por ser um ótimo advogado em Nova York. Tenho certeza de que ele irá ajudá-lo.
Por favor, ame, proteja e cuide dessa criança.
Com a mão um pouco trêmula segurando a carta, Louis deixou de lado e pegou o que parecia ser o cheque mencionado e precisou sentar quando viu o valor de oito milhões de dólares. A cabeça de repente começou a doer e dar muitas, e muitas voltas.
Pelo menos uma hora tinha se passado e Louis estava sentado no mesmo lugar. Apenas tinha se levantado para desligar o fogão quando a chaleira tinha começado a chiar, nem mesmo se interessando em terminar de preparar o chá. Ele estava há um tempinho ali, parado, olhando a bebê de pele muito branquinha e bochechas coradas dormir tranquilamente.
De repente ele ouviu batidas na porta e vozes familiares, não demorando para reconhecer se tratar de Zayn e Niall. Ele tinha ligado para Zayn uma hora atrás, pedindo que viesse urgentemente para a sua casa, porque algo tinha acontecido. Zayn na mesma hora ficou preocupado achando, com certeza, se tratar de uma recaída pressionando Louis para dizer de uma vez por todas do que se tratava e pedindo que não fizesse besteira. Louis apenas disse que era delicado, por ligação não dava para contar e que, quando ele chegasse, não tocasse a campainha e sim batesse na porta.
Louis levantou do sofá e foi até a porta de entrada, abrindo e encontrando ali Zayn com os cabelos muito escuros e um pouco compridos em um pequena bagunça e Niall com a cara amassada de sono, trazendo três cafés em copos descartáveis. Niall também estava ali pois morava por enquanto junto com Zayn, por causa de alguns problemas.
— Caralho, você quase matou a gente do coração e parece estar perfeitamente… não, você não parece ótimo. — Niall se corrigiu quase imediatamente quando analisou melhor seu rosto.
— O que aconteceu, Louis? Estamos preocupados pra cacete. — Zayn disse e então Louis orientou que entrassem, ouvindo seus passos na sala de repente pararem.
Louis fechou a porta silenciosamente e se virou vendo Zayn e Niall olhando confusos e um pouco surpresos para a bebê dormindo serenamente ali. Os dois então olharam para ele em busca de respostas e Louis se aproximou da mesinha de centro, pegando ali a carta e o cheque, entregando para eles poderem ler.
Enquanto eles liam a carta com atenção, os olhos parecendo se arregalar mais a cada palavra, Louis ficou sentado olhando atentamente para a pequena bebê enquanto pensava no que deveria ser feito.
— Louis, isso é… é loucura! — Zayn falou chocado, enquanto Niall tinha os olhos azuis vidrados no cheque de valor altíssimo. — Como alguém que você não conhece, mas que de alguma forma conhece você, simplesmente larga aqui um bebê pra você cuidar?
— Não sei, Zayn. Eu sei que eu tô ficando maluco com essa porra.
— Temos que ir até a polícia. — Zayn disse de modo profissional e analítico, enquanto Niall franziu o cenho para isso.
— Você leu a carta. A pessoa conhecia o Louis e queria que ele ficasse com a bebê, que cuidasse dela.
— Ok, Niall, mas isso não se trata de um filme. É a vida real, é muito complicado. — Zayn disse de modo quase grosseiro, mas Louis o entendia. Não era brincadeira alguma aquilo que estava acontecendo, era muito sério.
— Mas essa pessoa de certa forma deu a entender que essa bebê estaria mais segura com o Louis, de alguma forma. — Niall teimou pegando a carta da mão de Zayn e relendo por cima o conteúdo. — Se esse bebê for para as autoridades? Se trata de pessoas poderosas, não? Se conseguissem facilmente encontrá-la e acontecer algo com ela?
— Estamos falando de suposições, Niall. Não sabemos o quanto do conteúdo da carta é verdadeiro.
— Ah, que tal a gente partir dessa análise com o cheque de fodendo oito milhões de dólares no nome do nosso amigão?
— Tudo bem, pessoal, chega. — Louis falou chamando atenção dos dois. — Estão falando um pouco alto, vão acabar acordando ela. Eu tô apavorado, todas essas coisas que vocês falaram, acreditem em mim, eu já pensei também…
— Então, você tá considerando ficar com ela? — Zayn perguntou um pouco incrédulo e Louis suspirou com um dar de ombros. — Louis, é muita responsabilidade, tem tanta burocracia…
— Acha que não sei? Eu não sei o que fazer, Zayn. Eu sei que se a gente entregá-la, não vamos ter direito algum de saber mais nada dela. Onde ela será deixada, como está. — Louis coçou a nuca e olhou direto nos olhos do amigo. — Ela foi deixada aqui, o que sei dessa história foi o que foi dito na carta e de repente sinto que agora ela é responsabilidade minha.
— Vamos fazer o seguinte, então… amanhã é outro dia. Vamos dormir, descansar um pouco e então pensar melhor sobre a situação. — Niall sugeriu. — Tem um mercadinho aberto no fim da rua. Vou comprar algo que ela possa precisar por essa noite, se acordar e sentir fome, ou fazer cocô igual os bebês fazem.
Niall dizia isso enquanto se afastava até a porta e não deu tempo de nenhum dos dois responderem nada sobre isso, antes de sair. Zayn suspirou abrindo o sobretudo que usava e caiu esparramado na poltrona marrom, os olhos âmbar observando Louis.
— Eu só tenho medo… que seja demais pra você. — Zayn disse com delicadeza em voz baixa e Louis assentiu, entendendo exatamente o que ele quis dizer. — Por favor, não me leve a mal, Louis.
— Claro que não, eu… também tenho medo.
— Eu faria meu melhor pra garantir que nada acontecesse com ela. Tenho uma conhecida que trabalha na Serviços de Proteção a Criança, posso falar com ela pra dar uma atenção especial pro caso.
Louis pensou um pouco sobre o que Zayn falou e assentiu. Ele queria mesmo que aquela criança tivesse os melhores cuidados e uma ótima família. Sabia que jamais faria algo que pudesse machucá-la e muito menos prejudicá-la.
Louis tinha sua bagagem de experiência cuidando das irmãs pequenas desde que se entendia por gente e sabia como cuidar de um bebê. Mas ele ainda temia que a pessoa que o escolheu, que escreveu aquela carta não tivesse tanta razão.
A garotinha merecia uma família de verdade, uma mãe e um pai, talvez irmãos em uma casa grande e incrível. Ela tinha mais chances de conseguir aquilo, talvez, se estivesse nas mãos da justiça.
❃❃❃
Já era manhã, pelo menos umas nove horas. Tinha alguns minutos que a bebê tinha acordado chorando. Louis conferiu que sua fralda estava cheia, a trocou por uma nova que Niall tinha comprado na noite anterior e ela até mesmo deu um sorrisinho que pegou Louis um pouco desprevenido. Depois de estar limpa e com uma nova fralda, Louis a vestiu novamente para que ficasse aquecida e a deu a mamadeira que Niall tinha ajudado a preparar.
Niall e Zayn tinham passado a noite ali para fazer companhia a Louis e ajudá-lo. A mamadeira tinha sido preparada por Niall de manhã antes de sair para trabalhar e Zayn continuava ali, tomando café na pequena mesa enquanto observava Louis sentado na poltrona alimentando a pequena.
Era difícil não perceber todo aquele cuidado que Louis estava tendo com a bebê. Como ele parecia saber exatamente o que e como deveria fazer, a embalando suavemente, enquanto essa sugava a mamadeira preguiçosamente.
Zayn suspirou, terminando o restinho do café em uma golada, se levantando para deixar a xícara na pia. Então ele adentrou a sala e sentou no braço do sofá olhando para Louis, que ao perceber que estava sendo observado olhou de volta.
— Nós vamos cuidar bem dela. — Zayn afirmou com uma certeza inabalável e Louis ergueu as sobrancelhas inegavelmente surpreso, antes de assentir.
— Vamos. — Louis assentiu e Zayn deu uma olhada no relógio de pulso.
— Você avisou mais cedo que não ia conseguir ir pro trabalho hoje, certo? — Zayn perguntou ficando de pé e Louis assentiu. — Ok. Vou atrás de preparar a papelada o mais rápido possível e resolver toda a situação. Então você vai ter que assinar umas coisas, marcar presença… essa pequena burocracia. — Zayn disse vestindo o sobretudo, indo até a porta.
— Claro, tudo bem.
— Tudo bem. — Zayn afirmou e abriu a porta, olhando para a bebê desta vez com um carinho que transparecia nos olhos desta vez. — Qualquer novidade eu te ligo.
Então ele saiu fechando a porta e Louis ficou ali, sentado com a pequena vida em seus braços, sussurrando uma promessa de que faria de tudo para protegê-la e oferecer as melhores coisas.
Entre livros e silêncios, dois professores se encontram no outono tardio — um historiador que busca vestígios do que se perdeu, e um filósofo que escreve melodias com palavras. Em passos lentos, olhares demorados e toques murmurados, descobrem que o tempo, às vezes, dobra-se para acolher o que sempre esteve destinado. Uma história sobre o amor que não grita, mas permanece — como música baixa no fundo de uma noite que ninguém mais escuta.
• Louis Tops
• Louis professor
• Harry professor
• Clássico e Maduro
O campus da Universidade de Florença estendia-se como um mosaico de edifícios históricos, revestidos de heras que pendiam preguiçosamente das cornijas antigas, mesclando-se à arquitetura renascentista que sobrevivera a séculos de intempéries e revoluções silenciosas. Era uma manhã de outono - dessas em que o sol espalha uma luz morna e dourada pelas alamedas de pedra, enquanto folhas queimadas pelo tempo se desprendiam das árvores, rendendo-se à dança inevitável do vento.
Louis caminhava com passos deliberados, a pasta de couro surrada presa sob o braço, como um escudo discreto que o separava do mundo. Professor de História Moderna, há dois anos morava naquela cidade, um francês expatriado, com sotaque elegante, quase blasé, que arrancava dos alunos uma atenção disciplinada. A barba bem aparada, os olhos azuis sempre semi-cerrados como quem avalia, decifra, contempla - mas jamais entrega, jamais confessa.
Naquele dia, cruzava o claustro central quando ouviu, ao longe, a melodia despretensiosa de um violão. Não era um som habitual naquele ambiente acadêmico, onde predominavam o ranger de livros, o som ritmado das teclas e os debates abafados entre professores e estudantes. Ele parou, curioso. Seguiu o som até uma das pequenas praças internas, protegida por colunas jônicas, onde uma figueira crescia imponente.
E lá estava ele: sentado no encosto de um banco de pedra, a camisa de linho clara com as mangas arregaçadas, os cachos castanhos desalinhados como quem não tem qualquer pressa em domá-los. Os dedos dedilhavam as cordas do violão com uma naturalidade desconcertante, e os olhos - de um verde translúcido, como vidro aquecido ao sol - acompanhavam o compasso com uma serenidade quase imprópria para aquele cenário formal.
Louis ficou alguns segundos ali, em pé, observando, como quem encontra um quadro inesperado numa galeria silenciosa.
— Bela manhã - disse, afinal, com aquela entonação controlada, um timbre grave e polido que parecia sempre esconder mais do que dizia.
O outro ergueu os olhos e sorriu, como quem não se surpreende, mas acolhe.
— Sempre é, quando se pode começar o dia com música - respondeu, e inclinou a cabeça para o lado, estudando-o sem cerimônia. — Harry Styles - estendeu a mão, o anel prateado reluzindo ao sol.
Louis apertou-lhe a mão com firmeza contida.
— Louis Tomlinson.
— Já ouvi falar - Harry comentou, recolhendo o violão para o colo, como quem protege algo precioso, mas sem se fechar. — Suas aulas sobre História Revolucionária são muito comentadas... especialmente pela sua forma de desmontar mitos e provocar polêmicas.
Louis sorriu de canto, um sorriso pequeno, mas que denunciava um orgulho discreto.
— Não creio que isso me torne popular.
— Não com todos. Mas com quem importa, talvez.
O silêncio instalou-se entre eles por um breve instante, denso e confortável, como a névoa suave que pairava sobre o Arno nas primeiras horas da manhã.
Harry apoiou o violão ao lado e cruzou as pernas, descontraído.
— E você, professor de quê? - perguntou Louis, mesmo já desconfiando, pela informalidade e pela liberdade com que ocupava aquele espaço, que só poderia se tratar de alguém pouco afeito a protocolos excessivos.
— Filosofia Moral e Estética.
Louis soltou uma breve expiração, como quem percebe, com certo prazer, que o acaso acabara de lhe pregar uma peça interessante.
— Então está acostumado a falar de beleza, bem e verdade, mas nunca com respostas absolutas.
Harry deu uma risada leve, inclinando o corpo para a frente, os cotovelos apoiados nos joelhos.
—Exatamente. E você, pelo que dizem, gosta de demolir certezas históricas.
Louis inclinou o rosto, concordando silenciosamente, e então, pela primeira vez, permitiu-se sentar ao lado dele, no banco de pedra fria.
— Talvez, no fundo, sejamos colegas de ofício.
Harry sorriu, com aquele ar de quem não se apressa, de quem sabe que as conversas importantes são como o vinho da região: precisam respirar, precisam de tempo.
— Talvez - concordou, olhando para o céu que, agora, se recobria de uma leve camada de nuvens alvas, como véus que filtravam a luz.
E assim permaneceram por alguns minutos, trocando frases espaçadas, como se não houvesse urgência alguma, como se a manhã pudesse durar para sempre.
Foi apenas quando os sinos da catedral próxima dobraram, marcando a hora cheia, que Louis ergueu-se, ajeitando o colarinho da camisa e recolhendo a pasta.
— Preciso ir. Aula sobre o Iluminismo. Ironicamente, acho que acabei de ter um momento iluminado.
Harry riu, daquela risada rouca e curta, que mais parecia um segredo partilhado.
— Nos vemos por aí, Louis Tomlinson.
Louis apenas acenou, caminhando pelo claustro agora parcialmente sombreado, sem virar-se uma só vez, mas sabendo - com uma certeza tranquila - que Harry ainda o observava partir.
Os dias seguiram-se com a constância silenciosa que caracteriza os ambientes universitários: corredores atravessados por passos apressados, cafés entornados entre uma aula e outra, livros esquecidos sobre bancos de mármore, enquanto as folhas de outono continuavam a se acumular como pequenos testemunhos do tempo.
Louis, fiel ao seu hábito meticuloso, frequentava sempre o mesmo café, a poucos metros do portão de ferro forjado que delimitava o campus. O "Caffè delle Rose" era um refúgio discreto, escondido entre uma livraria especializada em ensaios filosóficos e uma loja de antiguidades cujas vitrines empoeiradas pareciam resistir ao próprio presente.
Naquela manhã, como tantas outras, Louis atravessou a rua com a mesma expressão compenetrada, os passos firmes, as mãos afundadas nos bolsos do sobretudo cinza. Ao empurrar a porta do café, foi recebido pelo aroma familiar do grão recém-moído, misturado ao perfume doce de brioches quentes.
E lá estava ele.
Harry ocupava uma mesa próxima à vitrine, a xícara de cappuccino ainda soltando pequenas volutas de fumaça, enquanto lia distraidamente um exemplar surrado de "A Estética do Invisível". Os cachos, mais longos agora, caíam-lhe sobre a testa, e uma caneta repousava sobre o canto do livro, como uma pausa intencional.
Louis hesitou por um segundo, as sobrancelhas levemente erguidas, antes de aproximar-se.
— Não sabia que frequentava este café - disse, como quem comenta algo trivial, mas não consegue esconder o fio de expectativa que se insinua por baixo da voz.
Harry ergueu os olhos, e novamente aquele sorriso aberto, caloroso, que parecia sempre recebê-lo como se fosse esperado.
— Não sabia que você frequentava - rebateu, fechando o livro com um gesto calmo e convidativo. — Quer se sentar?
Louis hesitou, mas apenas por cortesia; acomodou-se na cadeira de madeira, pendurando a pasta na quina da mesa.
— Sempre venho aqui. Gosto da tranquilidade, da ausência de pretensão... e do café, claro.
Harry inclinou o corpo para a frente, apoiando o queixo na mão, com aquele olhar de quem não se contenta com respostas simples.
— A ausência de pretensão... uma qualidade rara nos dias de hoje.
Louis sorriu, dessa vez mais abertamente, e soltou um suspiro breve antes de pedir um espresso ao garçom que passava.
Por alguns segundos, ficaram em silêncio, observando o movimento lento da rua através da vitrine: estudantes de arquitetura equilibrando rolos de plantas, um casal de idosos caminhando de braços dados, vendedores de flores rearranjando buquês sobre as bicicletas.
Harry girou a aliança prateada no dedo antes de falar, como quem molda as palavras antes de entregá-las.
— Tenho lido alguns artigos seus. Especialmente aquele sobre a desconstrução dos heróis revolucionários.
Louis inclinou levemente a cabeça, curioso.
— E?
Harry sorriu, aquele sorriso que começava sutil, num canto dos lábios, mas que logo se expandia, iluminando-lhe os olhos.
— Você escreve como quem provoca, mas sem querer ferir. Gosto disso.
Louis baixou o olhar para a xícara recém-chegada, soprando levemente a borda antes de beber.
— Provocar é essencial. Mas ferir... nunca foi o meu método.
Harry assentiu lentamente, como quem confirma algo que já intuía.
— Concordo. Filosofia também é, no fundo, uma provocação permanente.
Louis soltou um riso abafado.
— Então somos provocadores profissionais.
Harry mordeu o canto do lábio inferior, pensativo.
— Talvez sejamos apenas pessoas que nunca se conformaram com as respostas fáceis.
Um silêncio confortável recaiu novamente entre eles. Lá fora, uma lufada de vento ergueu algumas folhas secas, fazendo-as girar freneticamente antes de depositá-las, exaustas, na calçada úmida.
Louis ergueu o olhar e encontrou o de Harry: havia nele uma tranquilidade rara, como quem habita plenamente o momento presente, sem pressa, sem ansiedade pelo que virá.
— Você sempre toca violão na praça? - perguntou, de repente, como quem se permite finalmente invadir um território pessoal.
Harry sorriu, olhando para além da vitrine, como quem revisita uma memória já polida pela repetição.
— Sempre que posso. A música me ancora... quando as palavras não bastam.
Louis assentiu devagar, compreendendo mais do que poderia expressar.
— Nunca soube tocar instrumento algum - confessou, os dedos deslizando levemente sobre a borda da xícara. — Sempre achei que faltava... liberdade demais.
Harry soltou uma risada baixa, os olhos semicerrados pelo prazer da confissão inesperada.
— E na História não falta liberdade? - provocou, inclinando-se mais, diminuindo a distância entre eles.
Louis sorriu, dessa vez mais amplo, e negou suavemente com a cabeça.
— Na História... falta poesia.
Harry ergueu as sobrancelhas, agradavelmente surpreso.
— Talvez seja por isso que ela e a Filosofia precisem tanto uma da outra.
Os sinos da Igreja de Santa Croce começaram a dobrar novamente, marcando a passagem do tempo com sua cadência grave e imutável. Louis terminou o café, ajeitou a pasta e, desta vez, antes de levantar-se, olhou demoradamente para Harry, como quem reconhece, mesmo sem pressa, que há algo ali que merece ser cultivado.
— Até mais, Harry Styles.
Harry sorriu, recostando-se na cadeira com um ar satisfeito, quase vitorioso, e respondeu com aquela placidez que parecia ser sua assinatura:
— Até breve, Louis Tomlinson.
Os dias seguintes escoaram-se com a delicadeza de um rio preguiçoso. O outono, agora em seu auge, tingia a cidade de tonalidades douradas, enquanto as manhãs se preenchiam de um frio tênue, insuficiente para afastar os transeuntes das ruas, mas suficiente para que os cachecóis fossem usados com certa elegância.
Louis caminhava pelos corredores silenciosos do Departamento de História, equilibrando uma pilha de livros entre os braços. O aroma de papel envelhecido e madeira encerada impregnava o ar, como se o edifício guardasse não apenas livros, mas também todas as palavras já ditas entre aquelas paredes.
Ao passar pela grande janela de vidro fosco, avistou, no pátio interno, uma figura familiar: Harry, sentado no banco de pedra sob a pérgola coberta de heras que começavam a secar, com o caderno aberto sobre o colo e a caneta movendo-se em gestos lentos, quase preguiçosos.
Louis permaneceu alguns segundos imóvel, observando-o através do vidro como quem contempla uma pintura. A luz filtrada pelas folhas projetava sombras suaves sobre o rosto de Harry, que parecia completamente absorto, o mundo reduzido ao espaço entre a mão e o papel.
Num impulso discreto, Louis desviou o caminho, atravessou a escadaria e contornou o claustro até alcançar o pátio. O rangido leve da porta de ferro alertou Harry, que ergueu os olhos e sorriu com aquela expressão serena que parecia torná-lo sempre anfitrião, nunca visitante.
— Louis.
— Harry - respondeu, contendo, como sempre, aquele traço involuntário de sorriso que a presença dele parecia provocar.
Harry fechou o caderno com delicadeza e bateu levemente no espaço vazio ao seu lado, convidando-o a sentar-se. Louis obedeceu, ajeitando a lapela do casaco enquanto acomodava os livros sobre o colo.
— O que escrevia? - perguntou, olhando de soslaio para o caderno fechado.
Harry ergueu o olhar para o céu pálido e respondeu, após um breve suspiro:
— Nada de importante. Só anotações... ideias desconexas que talvez nunca se tornem nada.
Louis inclinou levemente a cabeça, curioso.
— Mesmo as ideias desconexas podem ser preciosas.
Harry soltou uma risada baixa, fechando um pouco mais o corpo, como quem se protege do vento, embora soubesse que a companhia ali bastava como abrigo.
— Você guarda tudo o que escreve?
Louis sorriu de canto, ajeitando a pilha de livros.
— Quase tudo. Mesmo o que me envergonha... Gosto de ter rastros do que pensei, de como mudei.
Harry assentiu, lentamente, como quem entende profundamente aquela necessidade silenciosa.
Por alguns instantes, deixaram-se envolver pelo silêncio do pátio: o canto de um melro ao longe, o arranhar ocasional de folhas secas sendo arrastadas pelo vento e o murmúrio distante de estudantes atravessando o claustro.
Louis ajeitou a manga do casaco e, após uma breve hesitação, perguntou:
— E você... sempre soube que seria professor?
Harry sorriu, fechando os olhos por um momento, como quem busca a resposta em algum lugar muito além dali.
— Não. Na verdade... achei que seria músico. Passei anos acreditando nisso.
Louis sorriu, genuinamente interessado.
— E o que mudou?
Harry abriu os olhos e encarou-o com aquele olhar límpido, que parecia sempre disposto a atravessar defesas.
— A Filosofia... apareceu sem que eu percebesse. Um livro esquecido, uma aula qualquer... e, de repente, percebi que também era uma forma de música, só que feita com palavras e silêncios.
Louis deixou escapar um riso breve e admirado.
— Nunca pensei assim... mas faz sentido.
Harry ergueu uma sobrancelha, provocando:
— E você? Sempre soube que seria historiador?
Louis apertou os livros contra o peito, como quem protege uma parte frágil de si mesmo.
— Acho que, de alguma maneira, sim. Sempre fui fascinado por aquilo que não se pode mais tocar... por vestígios. O passado é feito disso, não? De coisas que resistem mesmo depois de perderem a função.
Harry assentiu, calado, absorvendo a confissão com respeito e, talvez, com uma admiração que ainda não ousava nomear.
Uma folha solta desprendeu-se da pérgola e pousou sobre o livro no colo de Louis. Harry estendeu a mão e a recolheu com suavidade, girando-a entre os dedos.
— O que fazemos com o que se perde... é o que nos define, não acha? - murmurou, soltando a folha no ar, deixando que o vento a levasse sem resistência.
Louis acompanhou o movimento com os olhos, antes de voltar a encará-lo, demoradamente.
— Acho... que nunca tinha pensado nisso, mas... sim.
Ficaram assim, os dois, sob a pérgola quase desfolhada, enquanto a tarde se esgarçava em tons pálidos e o campus começava a esvaziar-se, como um cenário silencioso à espera de que aquela conversa - ou outra, futura - se prolongasse indefinidamente.
Desta vez, quando Louis levantou-se, foi Harry quem o deteve com um gesto sutil, segurando-lhe o antebraço com delicadeza.
— Louis...
Louis virou-se, surpreso com o toque, embora fosse leve, quase imperceptível.
Harry sorriu, sem soltar-lhe o braço.
— Quando quiser... posso te mostrar a música também.
Louis não respondeu de imediato, mas o sorriso que se abriu, discreto, foi suficiente como promessa.
— Eu gostaria.
E, então, partiu, deixando Harry sentado no banco de pedra, com o caderno novamente aberto sobre o colo, e um traço de esperança rabiscado no meio da página.
O outono, já avançado, trazia consigo aquele frio delicado que obrigava a cidade a se recolher em cafés aquecidos e bibliotecas silenciosas. Louis, no entanto, encontrava conforto naquela estação: gostava da forma como as árvores se despiam sem pudor, como a luz se tornava mais oblíqua, como os passos das pessoas pelas calçadas ressoavam mais vagarosos, como se o próprio tempo tivesse aprendido, enfim, a desacelerar.
Naquela tarde, após o término de uma aula sobre Historiografia Moderna - onde falara longamente sobre o conceito de "presentismo" e as armadilhas da nostalgia como lente histórica -, Louis guardava os papéis na pasta quando ouviu uma batida discreta na porta.
— Louis?
A voz já lhe era familiar, mas ainda assim provocou-lhe aquele sobressalto interno, como um breve estremecimento da alma, discreto, mas real.
— Harry... - sorriu, apoiando-se na mesa, como quem precisa de um ponto de equilíbrio.
Harry adentrou a sala com a habitual elegância despretensiosa, os cabelos presos em um coque frouxo, um sobretudo de lã que parecia mais um abraço do que uma peça de vestuário, e uma pasta de couro amassada sob o braço.
— Interrompo?
Louis negou com a cabeça, apontando a cadeira em frente à mesa.
— De forma alguma.
Harry sentou-se, cruzando as pernas, enquanto Louis fechava a pasta. O silêncio entre eles era confortável, como o calor de uma lareira invisível, e nenhum dos dois parecia sentir urgência de preenchê-lo.
— A aula foi boa? - perguntou Harry, após algum tempo, enquanto seus olhos vagavam pelas estantes forradas de livros que ocupavam toda a parede lateral.
Louis assentiu, sorrindo de canto.
— Acho que sim... embora, às vezes, me pergunte se as palavras chegam mesmo até eles ou se se dissipam no ar, como poeira.
Harry inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
— Elas chegam... talvez não no instante que você espera, mas em algum momento, vão encontrar o caminho.
Louis ficou em silêncio, observando aquele homem à sua frente: havia em Harry uma espécie de serenidade que parecia rarefeita no mundo; um modo de habitar os silêncios sem ansiedade, de deixar que os gestos tivessem espaço, que o tempo cumprisse o seu curso natural.
— Você fala como quem já aceitou isso - disse, por fim.
Harry sorriu, aquele sorriso leve, que começava nos olhos antes de se insinuar pelos lábios.
— Eu aprendi... ou talvez ainda esteja aprendendo.
Louis inclinou a cabeça, curioso.
— A aceitar o quê?
Harry ergueu os olhos, fitando-o diretamente, e sua voz soou baixa, quase como uma confidência:
— Que nem tudo precisa acontecer no tempo que imaginamos.
Louis sentiu-se atingido por aquela frase, como se, de repente, ela nomeasse algo que até então existia apenas como um sentimento difuso em seu peito.
Por alguns instantes, limitou-se a observá-lo: o modo como a luz que entrava pela janela traçava um desenho pálido sobre o rosto de Harry, o modo como seus dedos brincavam distraidamente com a aba da pasta, como se cada gesto fosse medido, necessário e, ainda assim, livre.
— Quer um café? - perguntou, num impulso, levantando-se.
Harry sorriu, erguendo a mão num gesto de aprovação.
— Aceito.
Louis caminhou até o aparador no canto da sala, onde uma cafeteira repousava ao lado de duas canecas de porcelana branca. Enquanto servia o café, sentiu aquela estranha e silenciosa antecipação que o tomava sempre que Harry estava perto - como se sua presença deslocasse levemente o eixo do mundo, tornando o ar mais denso, o tempo mais tangível.
Ofereceu-lhe a caneca, e Harry a recebeu com aquele agradecimento silencioso, um leve inclinar de cabeça, um olhar demorado.
Beberam o café em silêncio, enquanto lá fora as folhas secas rodopiavam no pátio e o crepúsculo começava a tingir o céu com tons de cobre e violeta.
— Gosto deste lugar - disse Harry, rompendo o silêncio, os olhos passeando pela sala, pelos livros, pelas plantas que Louis cultivava junto à janela.
Louis sorriu, encostando-se à borda da mesa.
— Eu também... Acho que criei um espaço onde me sinto menos... vulnerável.
Harry ergueu o olhar para ele, curioso.
— Vulnerável?
Louis deu de ombros, como quem pondera se deve ou não aprofundar-se na confissão.
— Aqui... as coisas parecem mais... organizadas. Lá fora... é tudo tão... incerto, não acha?
Harry assentiu, pousando a caneca sobre a mesa, com aquele mesmo cuidado com que parecia tratar todas as coisas.
— Mas é nessa incerteza que mora o que é vivo.
Louis soltou uma risada breve, balançando a cabeça.
— Você sempre tem uma resposta filosófica para tudo.
Harry sorriu, erguendo levemente as mãos, como quem se rende.
— Deformação profissional.
Louis ficou calado por alguns segundos, contemplando o modo como Harry permanecia ali, sentado, sem pressa, como se ambos soubessem que aquele encontro - embora aparentemente casual - já se inscrevia como um traço delicado e inevitável na narrativa de suas vidas.
— Você me disse, outro dia... que poderia me mostrar sua música. Ainda... está de pé?
Harry ergueu os olhos, e havia neles um brilho tranquilo, mas que, agora, Louis percebia, era também uma oferta silenciosa, um convite.
— Sempre.
Louis respirou fundo, como quem aceita uma travessia, ainda que não saiba o que encontrará do outro lado.
— Então... me mostre.
Harry sorriu, fechando a pasta e levantando-se com um movimento fluido, pegando o casaco que repousava na cadeira.
— Agora?
Louis hesitou apenas um segundo, antes de assentir:
— Agora.
Saíram juntos da sala, caminhando pelos corredores vazios da universidade, enquanto a noite, já plenamente caída, os envolvia naquela penumbra tranquila, onde os passos soavam como uma promessa ainda não dita.
Desceram os degraus da universidade em silêncio, como quem caminha não apenas para fora de um prédio, mas também para dentro de um espaço onde as palavras perderiam a necessidade e só restaria o essencial: o gesto, o olhar, o som das folhas esmagadas sob os sapatos.
O ar da noite trazia um frio macio, que fazia com que Louis encolhesse as mãos nos bolsos do sobretudo, enquanto Harry, ao seu lado, mantinha aquele passo tranquilo, como quem sabia exatamente onde estava indo, mas não tinha pressa alguma de chegar.
— Moro aqui perto - disse Harry, quase como quem pede desculpas, embora não houvesse, de fato, nenhuma razão para isso.
Louis assentiu, olhando o céu escuro recortado pelos galhos nus das árvores. A cidade parecia adormecida, envolta naquela quietude que só se conhece nas noites de outono, quando cada ruído é absorvido pela espessura do ar.
O prédio de Harry era antigo, de fachada coberta por heras secas e grades de ferro trabalhado. Subiram dois lances de escada, e ele abriu a porta com um gesto habitual, deixando Louis entrar primeiro.
O apartamento era como Harry: silencioso, composto de detalhes discretos, uma estética que misturava o clássico e o despojado com uma harmonia involuntária. Livros espalhados - mas não abandonados, antes deixados ali como quem se despede de uma leitura apenas temporariamente -, quadros de paisagens enevoadas, um piano antigo junto à janela e, sobre ele, um caderno de pautas aberto, com anotações a lápis, quase ilegíveis.
Louis caminhou devagar, os olhos passeando pelos objetos, sem tocá-los, mas absorvendo aquela atmosfera que era ao mesmo tempo estranhamente familiar e irremediavelmente estrangeira.
Harry deixou o casaco sobre uma poltrona, afrouxou o lenço do pescoço e foi até a pequena cozinha, de onde perguntou:
— Quer vinho ou chá?
Louis sorriu, sentando-se à beira do sofá.
— Surpreenda-me.
Harry riu baixinho, pegando uma garrafa de vinho tinto e duas taças.
— Sempre tão disponível ao acaso...
Louis o acompanhou com o olhar, notando como até mesmo o gesto mais simples, como desenroscar uma garrafa, parecia impregnado daquele vagar elegante que Harry carregava consigo, como quem se move não para alcançar algo, mas simplesmente porque o movimento é parte de sua natureza.
Sentou-se ao seu lado, oferecendo-lhe a taça.
— Ao acaso, então - brindou.
— Ao acaso - repetiu Louis, e beberam.
Por alguns minutos, não disseram nada, e o silêncio, longe de ser um constrangimento, parecia ser precisamente aquilo que ambos buscavam: um espaço onde as palavras, tão usadas nas salas de aula, não fossem mais necessárias.
Harry foi até o piano e passou os dedos pelas teclas, sem tocá-las de fato, apenas delineando a superfície marfim com um gesto contemplativo.
— É aqui que componho - disse, olhando-o de soslaio.
Louis apoiou a taça no braço do sofá, inclinando-se levemente para frente, curioso.
— Mostre-me.
Harry sorriu, puxou o banco e sentou-se, respirando fundo antes de permitir que as mãos pousassem, finalmente, sobre o teclado.
E então começou.
As notas preencheram o espaço com uma delicadeza quase dolorosa, como se cada som fosse um fio de seda lançado no ar, entrelaçando-se aos outros até formar uma tapeçaria invisível que cobria o quarto inteiro.
Louis permaneceu imóvel, os olhos fixos nas costas de Harry, nos ombros que se moviam suavemente a cada acorde, na cabeça que se inclinava levemente quando a melodia exigia mais concentração.
Não sabia dizer quanto tempo havia passado - minutos, talvez, ou uma eternidade - até que Harry, suavemente, deixou as mãos repousarem sobre o colo, encerrando a canção com um suspiro quase imperceptível.
Virou-se, então, e perguntou, com aquela voz que parecia sempre conter um rastro de ironia e ternura:
— E então?
Louis demorou a encontrar as palavras.
— É... lindo - disse, por fim, e a palavra lhe pareceu insuficiente, quase vulgar, mas era tudo o que conseguia articular diante daquela beleza que não se oferecia, apenas existia.
Harry sorriu de leve e fechou o piano, como quem encerra um ritual.
— Gosto de pensar que a música é... uma forma de dizer aquilo que...
Ele interrompeu-se, como se buscasse a palavra certa, mas Louis completou:
— ... aquilo que não conseguimos dizer de outro modo.
Harry assentiu, os olhos cravados nos dele, como se naquele momento a distância entre ambos fosse nada mais que um traço frágil, prestes a se desfazer.
O silêncio que se seguiu foi denso, mas não pesado; antes, carregado daquela expectativa mansa, que não exige, não apressa, apenas... está.
Louis respirou fundo, recostando-se ao sofá, enquanto Harry permanecia ali, sentado ao piano, olhando-o com aquele ar de quem compreende, de quem não precisa perguntar.
E então Louis disse, com um sorriso quase imperceptível:
— Gosto da sua música.
Harry sorriu, e esse foi o único movimento que fez, como quem sabe que, naquele momento, nada mais era necessário.
E o tempo, mais uma vez, pareceu deter-se entre eles, como quem, generoso, lhes oferecia o presente raro da suspensão.
Harry permaneceu junto ao piano por um instante mais, os olhos ainda cravados nos de Louis, até que se levantou, caminhando lentamente até a cozinha, onde se serviu de mais vinho. O som discreto do líquido preenchendo a taça parecia ser, ali, o único ruído possível.
Louis seguiu-o com o olhar, sem se mover, absorvendo aquela imagem como quem registra mentalmente um quadro: o vulto alto, a camisa de linho levemente amassada, a luz morna incidindo de lado sobre o rosto de Harry, conferindo-lhe uma aparência ainda mais serena, quase antiga.
Quando Harry voltou, estendeu-lhe a taça, sentando-se mais próximo desta vez, de modo que seus joelhos quase se tocassem, separados apenas pelo tecido macio das calças.
— Gosto do silêncio que fica entre nós - disse Harry, num tom que não perguntava, apenas constatava.
Louis assentiu, sorrindo breve, passando os dedos pelo bojo da taça, acompanhando a curva do vidro com distração.
— É confortável... - respondeu, depois de um instante, e então acrescentou, com a voz mais baixa, quase um sopro: — ...e ao mesmo tempo... expectante.
Harry sorriu com o canto da boca, e aquele sorriso, pequeno e oblíquo, pareceu a Louis mais eloquente que qualquer discurso.
Por um momento, nenhum dos dois disse nada. Apenas o som dos relógios, ao longe, o ruído leve da cidade adormecida, e o calor discreto que parecia emanar, não das lâmpadas, mas da própria presença um do outro.
Harry inclinou-se um pouco, como quem queria alcançar a garrafa, mas deteve-se a meio caminho, o rosto mais próximo de Louis do que estivera até então. E ali ficou, sem buscar o vinho, sem recuar.
O olhar de Louis deslizou, por instinto, dos olhos verdes para a linha do maxilar, depois para a curva dos lábios, ligeiramente entreabertos, e então ergueu de novo os olhos, encontrando-os fixos, serenos, expectantes.
E houve, então, um instante suspenso, em que poderiam ter se aproximado de uma vez, em que a ânsia poderia ter cedido ao gesto apressado - mas não.
Em vez disso, Harry apenas ergueu a mão, devagar, e tocou com a ponta dos dedos o dorso da mão de Louis, que repousava sobre a coxa. Foi um toque mínimo, quase inexistente, mas bastou para que Louis prendesse a respiração, os olhos fixos naquele contato tão casto e, paradoxalmente, tão carregado de intenção.
— Está frio... - murmurou Harry, mais para si do que para ele, passando então o polegar suavemente sobre os nós dos dedos de Louis, como quem aquece, como quem desperta algo que até então estava adormecido.
Louis não respondeu, apenas virou a palma da mão para cima, oferecendo-a inteira, e Harry entrelaçou os dedos aos dele, apertando-os de leve, antes de levá-los devagar até os lábios, onde pousou um beijo silencioso, castíssimo, e ainda assim incendiário.
Louis fechou os olhos, sentindo o calor breve da respiração de Harry sobre sua pele, e quando os abriu novamente, encontrou-o tão próximo que podia sentir o aroma discreto do vinho, da madeira polida do piano, do perfume suave entranhado em sua camisa.
Foi Louis, então, quem se inclinou primeiro - milímetros, apenas, como quem testa a densidade do espaço entre eles. Harry correspondeu, desfazendo de vez a distância, encostando os lábios aos de Louis com uma suavidade tão grande que parecia que poderia ser apenas um erro, um acaso, um roçar involuntário.
Mas não era.
Ficaram ali, os lábios colados, imóveis por um segundo, apenas respirando um ao outro, até que, muito lentamente, Louis abriu a boca, e Harry aprofundou o beijo com aquela mesma delicadeza, como quem não quer romper o tecido invisível que os envolve, mas apenas trançá-lo mais apertado.
As mãos de Harry soltaram-se das de Louis e deslizaram para sua cintura, puxando-o com suavidade para mais perto, até que não havia mais espaço algum entre os dois corpos.
Louis levou a mão ao rosto de Harry, segurando-o pela mandíbula, e aprofundou o beijo, deixando que a respiração se entrecortasse, que a pulsação se acelerasse, mas ainda assim - sem pressa, sem urgência.
Quando se afastaram, foi só o suficiente para que se olhassem, e então Louis sorriu, um sorriso que misturava desejo e ternura, e Harry respondeu do mesmo modo, passando os dedos pelos cabelos dele, afastando uma mecha que caía sobre a testa.
— Quer... ficar? - perguntou, num sussurro, como quem oferece não apenas a casa, mas também o abrigo de si mesmo.
Louis respirou fundo, olhando ao redor: o piano silencioso, os livros, a janela semiaberta para a noite fria.
E então respondeu, com a mesma simplicidade com que se dizem as coisas inevitáveis:
— Quero.
Harry sorriu, e inclinou-se outra vez, beijando-o com mais intenção agora, puxando-o para que Louis se erguesse junto a ele.
Guiou-o então, de mãos dadas, até o quarto, onde as luzes eram mais suaves ainda, e a cama, desfeita, parecia ter sido esquecida de propósito, como quem soubesse, desde cedo, que aquela noite não terminaria apenas em vinho e música.
Ali, despiram-se devagar, cada peça de roupa sendo retirada com o mesmo vagar reverente com que haviam se olhado durante toda a noite - não como quem quer desfazer, mas como quem quer revelar, camada a camada, até que só reste o essencial: pele, respiração, presença.
E então, nus, deitaram-se, os corpos enlaçados como as mãos haviam estado antes, explorando-se com a mesma paciência infinita com que Harry dedilhava o piano: buscando não a explosão, mas a harmonia; não o grito, mas o suspiro prolongado que se insinua e permanece, mesmo depois do silêncio.
A respiração de Harry tornou-se um pouco mais acelerada quando Louis, já sobre ele, desceu os lábios pelo pescoço, traçando um caminho lento, sem pressa, como quem mapeia território conhecido pela primeira vez. O quarto estava silencioso, salvo pelo som das respirações e pelos lençóis que se ajustavam aos movimentos suaves, quase ritmados, como se fossem extensões vivas de seus corpos.
Louis sustentava-se sobre os antebraços, inclinando-se para olhar Harry de cima, como se quisesse gravar cada expressão, cada nuance daquele rosto entregue, ligeiramente iluminado pelo reflexo âmbar do abajur deixado propositalmente aceso.
Harry fechou os olhos um instante, como quem se rende ao toque e, ao mesmo tempo, confia-se inteiramente à condução de Louis, ao compasso que ele ditava com os beijos calmos, as mãos quentes e firmes explorando-lhe o peito, o abdômen, os quadris com uma precisão que não pedia permissão porque já a tinha, porque o corpo de Harry respondia com a mesma urgência discreta, com a mesma necessidade silenciosa.
Louis desceu mais, mordendo de leve a curva do quadril de Harry, provocando um suspiro mais audível, quase um gemido que ele quis engolir com outro beijo. E então voltou a subir, com o mesmo vagar, até que seus rostos ficaram novamente próximos, e ele pôde sentir a respiração quente e entrecortada de Harry contra seus próprios lábios.
— Está bem? - murmurou, com aquela voz rouca que só surgia em momentos assim, íntimos, onde a palavra é só um pretexto para o toque que vem depois.
Harry sorriu, abrindo os olhos com um brilho úmido e vulnerável que contrastava com a segurança contida no corpo de Louis sobre o seu.
— Muito... - respondeu num fio de voz, e então ergueu as mãos para acariciar a nuca de Louis, puxando-o para mais um beijo, agora mais faminto, menos contido, deixando que os dentes se encontrassem, que as línguas se buscassem com um ímpeto que já não admitia recuos.
Louis deixou que o próprio corpo se encaixasse ao de Harry, acomodando-se entre suas pernas, pressionando-se de modo firme, possessivo, mas ainda assim envolto na mesma ternura silenciosa que permeava cada gesto entre eles desde o primeiro olhar naquela sala de aula, semanas antes.
As mãos de Louis seguraram as coxas de Harry com força, guiando-o, abrindo espaço para que pudesse tomar posse de tudo que aquele momento oferecia, como quem sabe que é ali, naquele instante, que reside algo maior, algo que escapa à mera carne, embora dela se sirva com toda intensidade.
E quando enfim o fez seu, quando os corpos se uniram num só movimento firme, decidido, Louis fechou os olhos e deixou escapar um suspiro grave, enquanto Harry arqueava-se sob ele, agarrando-se aos seus ombros, soltando um gemido abafado contra o pescoço de Louis, mordendo-o de leve, como quem quer marcar a pele, deixar ali uma lembrança, uma âncora para quando, mais tarde, acordassem e se perguntassem se tudo não fora apenas sonho.
O ritmo que Louis impôs era, como sempre, seguro, firme, mas não apressado - ele sabia exatamente como provocar, como manter Harry à beira, oscilando entre o controle e o abandono total, como quem guia uma melodia que cresce e se intensifica, até que os corpos já não distingam mais onde termina um e começa o outro.
E quando Harry sussurrou seu nome, com a voz entrecortada e os olhos semicerrados, Louis acelerou o compasso, pressionando-se mais, enterrando-se mais fundo, até que ambos, como notas dissonantes que enfim se resolvem, alcançaram juntos o clímax, num suspiro longo, compartilhado, que pareceu reverberar pela casa toda - apagando as luzes, silenciando a cidade, deixando apenas aquele som, aquele instante, como o único que importava no mundo.
Ficaram assim, enlaçados, os corpos ainda trêmulos, úmidos, os corações batendo rápido sob as peles aquecidas, até que Louis se deixou cair de lado, puxando Harry consigo, aconchegando-o contra o peito, enquanto com a mão desenhava linhas invisíveis pelas costas dele, como quem escreve um poema que não precisa de palavras.
Harry suspirou, aninhando-se mais, e depois de um tempo em que apenas o silêncio os envolveu novamente, disse, com a voz adormecida:
— Nunca pensei que... pudesse ser assim.
Louis sorriu, beijando-lhe a têmpora com uma delicadeza quase reverente.
— Assim como? - perguntou, mesmo sabendo a resposta.
Harry ergueu um pouco o rosto, os olhos verdes brilhando, e respondeu:
— Tão... inevitável.
Louis não respondeu - não precisava. Apenas o apertou mais contra si, fechando os olhos, deixando que o sono viesse devagar, como tudo entre eles, como todo o percurso que haviam traçado até ali: sem pressa, mas inexorável, como a música que insiste em tocar, mesmo quando a sala já está vazia.
O piano havia sido dedilhado unicamente para ele, como a história havia sido contada exclusivamente para ele... Ambos escutaram a poesia alheia.
Onde Louis é um calouro virgem na universidade um pouco perdido entre os dormitórios e encontra um veterano de Gastronomia que o ajuda a se encontrar.
Ltops;
Hbottom;
Não há uso de preservativos!
Vampirismo;
Powerbottom;
Asfixiofilia;
Overstimulation;
Dupla penetração;
Sadomasoquismo;
Edging;
Virgindade;
Belly bulge
🩸Caso não se sinta completamente satisfeito com os avisos acima, não se force a ler. Me digam se houver qualquer errinho, estou com uma pequena dificuldade na correção! Boa leitura, mwa
🦇 ݁ ˖ִ ࣪
Tomlinson não havia imaginado que sua vida na universidade seria tão complicada. Não como um pretexto para dize-lo que é menos inteligente que os outros estudantes, mas realmente se tornou um grande empecilho quando tomou as rédeas da própria vida e saiu da casa dos pais para morar em um país desconhecido e por conta própria.
O moreno é natural de uma cidadezinha pacata no interior da Inglaterra, então tem sido um pouquinho complicado lidar com a nova rotina, mas nada que não consiga superar. No entanto, há algo pior que Tomlinson pode caracterizar como 'complicada' na sua integração no campus da universidade.
As presas afiadas apareciam de vez em nunca entre os lábios fininhos e vermelhinhas do moreno, apesar de conversar o mínimo possível e esconder os lábios assim que o integravam em alguma conversa. E tem se tornado difícil tentar esconde-los. As aulas de cálculo geral eram melhores neste quesito. Não era necessário falar muito. Apenas arrumava os óculos retangulares que escorregavam para a ponta do nariz pontudinho e realizava anotações importantes.
Seu porte não tão musculoso. Era algo que aparentemente chamava muita atenção dos estudantes ao seu redor. Ainda, a atenção que recebia era descomunal.
Louis não se considerava alguém com uma beleza surpreendente ou algo como Damon Salvatore para chamar os olhares de todos garotos e garotas que passavam por ele. Mas por algum motivo acontecia. Então, precisou se acostumar a usar roupas mais grossas e casacos de lã quentinhos quando seu período coincidia com o inverno, ao tentar se esconder. Até que ao menos conseguisse tomar as rédeas e controlar seus instintos por mais tempo.
Nessa noite de novembro, o moreno carregava alguns cadernos pequenos de anotações e seu tablet em uma das mãos enquanto bebericava um copo de chá de limão ao andar de volta para seu quarto individual no grande campus da universidade. Torceu o nariz algumas vezes devido ao cheirinho forte que os outros alunos exalavam e abaixou a cabeça para não lidar com suas pupilas dilatadas. Sua barriga roncava de tanto tempo sem comer com o dia atarefado e se sentia exausto, completamente.
Tomlinson fez uma careta incomoda quando começou a se aproximar da porta de madeira que integrava o grande corredor com todos os dormitórios.
O som estava alto e não esperava algo diferente vindo do campus de exatas. O cheiro de álcool e maconha ardia seu nariz. Torceu para quando se deitasse na cama o cheiro de sangue dos universitários ao redor não o atingisse também, levando em consideração que no fim destas festas sempre aconteciam imprevistos e brigas entre jovens idiotas, ou algum tarado com fetiche em sangue.
O som alto e as sensações causavam calafrios em seu corpo não treinado enquanto continuava a caminhar de cabeça baixa pelos corredores até a porta de seu dormitório individual.
Apertou os olhinhos azuis algumas vezes sentindo a visão embaçar e o corpo querer cambalear um pouquinho por estar tão estimulado e sentir tudo tão intensamente.
Não havia ninguém que soubesse sobre sua 'condição'. Tomlinson acredita fielmente nisso e espera que continue por todo o tempo que precise para graduar.
–Tomlinson, cara.–Sentiu uma mão o sacudir nos ombros, o parando no meio do caminho e tirando um pouco da sua concentração no piso de madeira decorado, quando finalmente olhou para cima pela primeira vez ao entrar na fraternidade integrada.–Já esta bêbado, porra? A festa começou agora.–Niall o olhava animado com duas garrafas de vidro na mão, quase vazias. As pupilas dilatadas nos olhos azuis um tanto menos intensos mostrava como ele estava tão altinho também, assim como o resto dos estudantes que rodeavam a porta aberta com um som alto e muitas vozes agitadas. Niall o tocou no ombro novamente com um sorriso ladino no rosto esperando uma resposta. Achava que o amigo estava bêbado e talvez fosse o motivo de estar meio tonto enquanto andava.
–To' bem, cara. Obrigado, mas não bebo.–O moreno respondeu dando um sorriso amigável enquanto tentava respirar fundo e retomar sua consciência para continuar o caminho. Ajeitou os fios lisinhos que caiam na testa a todo custo e o óculos que escorregou na pontinha do nariz.
–Desde quando não bebe?
–Horan, você pergunta isso toda vez, cara. Não tomo álcool.– O moreno riu, um pouco mais aliviado com a distração da conversa apesar do cheiro forte que vinha do loiro.
–Poxa, é verdade.– A expressão de Horan mudou drasticamente, enquanto entortava os lábios e parecia um tiquinho chateado por não ter lembrado disso do melhor amigo. Louis riu com a expressão dele. Eles tinham a mesma conversa todas as vezes que encontrava Niall em alguma festa do seu curso.
–Tá' tudo bem, amigo. Aproveita aí. Amanhã saímos para tomar um café ou alguma coisa. Vai ser bom pra sua ressaca e preciso terminar a lista de questões de cálculo.– Tomlinson alisou o ombro do amigo gentilmente e sorriu reconfortante enquanto escondia os lábios por trás das mãos disfarçadamente ao sentir um cheiro forte metálico vendo uma ruiva se aproximar de Horan.
A garota usava um vestido castanho e coladinho no corpo, marcando os seios fartos e aparentava estar igualmente alterada como o loiro. Debbie se encostou em Niall se esfregando e cochichando algo indecente no ouvido dele.
O moreno torceu os lábios novamente para o que escutou -e prefere não dizer em voz alta-, tentando esconder os caninos aparentes pelo cheiro forte de sangue vindo da garota, que provavelmente estaria menstruada, e as bochechas carmesim pelas coisinhas ditas. Relaxou os ombros quando encontrou a brecha perfeita para continuar o caminho até seu dormitório, vendo o quanto Niall pareceu se entreter com a ruiva na sua frente, apesar de mais tonto que antes.
Parava no caminho algumas vezes, olhando para o chão e respirando fundo para controlar os instintos. Louis deu mais uma bufada aliviado quando finalmente sentiu as presas um pouquinho menores. Os cabelos castanhos estavam bagunçados e caíam em sua testa pela agitação.
Andava um pouquinho mais devagar, não notando quando passou direto pela porta do seu dormitório, abrindo novamente outra porta de madeira que integrava o restante dos quartos de dentro da grande fraternidade. Não havia uma divisão exata de competição de fraternidades ou algo do tipo como em universidades americanas. A faculdade apenas integrava uma grande fraternidade para todos os cursos e alunos que possuíam a chance de se alojarem nos dormitórios, era fácil acesso para qualquer um dos outros quartos e poderia trombar com um estudante de qualquer outro curso a qualquer instante.
Os barulhos e cheiros diminuíram drasticamente, o que, apesar de aliviar o peso nos seus ombros deixou Louis um pouco incomodado pelo estranhamento. E então notou um cheiro diferente dos provenientes da festa.
O cheiro de comida. Que era tão tão forte, e mesmo que desta vez um pouco mais reconfortante, o fez cambalear mais um pouquinho novamente.
–Obrigado pelo pouquinho de trigo. O meu havia acabado e eu não me atentei. Prometo retribuir. – O moreno escutou uma voz doce e carinhosa vindo de dentro de um dos quartos. Rapidamente levantou a cabeça para a porta a sua frente. Ela era toda decoradinha com pequenas camélias de adesivo em volta da maçaneta violeta e ele acreditaria ser um dormitório feminino se a voz que escutou de dentro não soasse masculina, apesar do tom doce e carinhoso.
O cheiro de queijo grelhado ficava cada segundo mais forte quando misturado com a colônia adocicada que a pessoa atrás dela usava no momento.
As pupilas dilataram novamente e Louis coçou com a ponta dos dedos a barba rainha e ruiva olhando atentamente para a porta.
Por algum motivo estava enfeitiçado pelo cheirinho que dissipava no ar, quando em abrupto a porta abriu e Louis pode ver o rosto que acompanhava voz doce e carinhosa.
–Oops. Merda. – O moreno ralhou baixinho ajustando as mangas do suéter azul enquanto tentava desviar o olhar do garoto a sua frente quando seus olhares se encontraram.
–Oi– O garoto pendeu para o lado apoiando o quadril em uma das pernas e sorriu dócil com as covinhas fundas mas bochechas vermelhinhas a mostra. –Você está bem?– Perguntou com a voz ainda mais dócil e melancólica -se possível-. Se aproximando delicadamente do homem a sua frente e o deixando encarar por mais tempo.
Tomlinson finalmente pode notar e admirar com mais cuidado os cachos castanhos que caiam um pouquinho na testa na tentativa de um rabo de cavalo bagunçado. Os olhos verdes e que tinham as pupilas igualmente dilatadas, juntamente com os lábios grossinhos e brilhosos que acompanhavam as covinhas bonitas nas bochechas.
E, porra. O garoto é lindo.
Usava uma blusa de manga longa preta de gola alta e justinha em todo seu tórax e braços por baixo do avental branco, que não aparentava a sujeira de farinha de trigo como as dobras das mangas da blusinha mostravam em seus cotovelos.
Não era um avental profissional, como utilizado em aulas da faculdade ou em restaurantes renomados por chefes de cozinha, mas ainda bonito. Louis acredita que o acessório talvez nem fosse tão bonito assim, o garoto que era.
As fitinhas que amarravam em torno da sua cintura delineavam a parte do corpo, mostrando o quão fininha e curvilínea ela era. Havia também um paninho pendurado em um dos lados da fitinha, e provavelmente utilizava alguma calça de malha ou moletom como ele estava usando por baixo, mas não notou a tempo suficiente de ser chamado atenção.
As bochechas de Louis coraram pelo tempo que passou observando o garoto com afinco, quase o secando. Dilatou as narinas novamente e respirou fundo o cheirinho bom que conseguiu reconhecer como uma colônia frutada com alguns tons florais.
–Ei, suas pupilas estão grandes, gatinho. Está passando mal? – O menino se aproximou um pouquinho mais se possível para o olhar mais de pertinho, sorrindo igualmente maior ao observar as maçãs do rosto fundinhas, os olhos azuis e chamativos e sua barba ralinha ruiva que completamente chamava a atenção.
O garoto de olhos azuis coçou a barba com a ponta dos dedos novamente olhando para o lado numa tentativa de desviar o olhar mais uma vez. Já foram incontáveis. Fazendo o cacheadinho sorrir o secando um pouquinho mais discreto e lambendo os lábios com a pontinha da língua ao observar as mãos do homem completamente coberto, e como as veias nela se destacavam com tanto afinco nos dedos tatuados e bonitos.
–Meu nome é Harry. Por que não me responde?
–Perdão, foi falta de educação da minha parte. Estou um pouco tonto. Não quis ser mal educado ou te atrapalhar, mas acho que me perdi nos dormitórios. Sou Louis Tomlinson.
–Bem, senhor Tomlinson. – Pigarreou divertido. –Acho que seja calouro para ter se perdido nos dormitórios e vir parar na porta de um estudante de gastronomia.
–Porra, fui tão longe assim? – Louis pestanejou, finalmente se dando conta da diferença da aparência do corredor que estava. —Me desculpe mesmo, Harry. Sou calouro e o cheiro e barulho das festas no meu corredor estavam insuportáveis, não quis te incomodar. –Deu um passo para trás ao mesmo tempo que Styles se aproximou dele.
–Se os barulhos estão tão ruins e altinhos, não tem problema ficar aqui! Desde que não incomode os outros estudantes. –Harry limpou os dedos longos na toalhinha que tirou do avental branco o olhando com um sorriso cafajeste.
—Eu sou quieto, acredite. —Harry soltou uma risadinha pela frase enquanto o moreno torcia a sobrancelhas para tentar entender o que tinha de tão engraçado nisso.
Estava o caçoando?
–Não quer entrar, Louis? Pode ficar aqui um tempinho. Até as festas pararem, ao menos. Festas de calouros são realmente um porre, mas se acostuma com um tempinho. –Suspirou.– Mas me parece um pouquinho tonto, posso te pegar um remédio e preparar algum chá para se acalmar, gosta de canela ou lavanda? –O cacheadinho sugeriu carinhoso.
–Me parece papo de psicopata que vai me torturar dentro do seu dormitório, chefe. – Tomlinson riu um pouquinho, tentando soar mais amigável.
E honestamente, o sorriso do garoto bonito era tão contagiante que estava cogitando realmente fazer aquilo. Afinal, seriam só alguns minutinhos até que arrumasse um lugar para passar aquela noite como fez diversas vezes.
Louis tinha um fundo onde guardava dinheiro para possíveis imprevistos, e mamãe era muito gentil e carinhosa quando se tratava de situações como essa. Quando se mudou, sabia que situações assim viriam acontecer e estava completamente disposta a o ajudar como for.
–A menos que queira ser morto e torturado com uma caçarola italiana e um pouquinho de chá. Eu não colocaria veneno, não posso estragar minhas receitas assim, gatinho. Que coisa feia pensar isso de mim. –Fez um biquinho dramático apesar de estar feliz do garoto azulado estar um pouco mais a vontade e distraído. –Vamos, entre. Só até estar um pouquinho melhor. E não me engane, senhor Tomlinson. Pude escutar sua barriga roncando de longe!
–Tudo bem. Mas apenas um pouquinho, não quero te atrapalhar. Até me estabilizar, sim? – O moreno sorriu pequenininho ainda envergonhado do garoto bonito ter o convidado para entrar.
Qualquer ser humano com algum senso crítico teria recusado a oferta, mas analisando a situação, quem realmente estaria em perigo seria o Styles. E Louis espera realmente que o cheiro de dentro do quarto com uma pequena cozinha ao lado não seja tão mais forte a ponto de suas presas aparecerem novamente.
Louis estava errado.
Ao que Harry abria melhor a porta para que ele pudesse entrar e acompanhava para dentro guardando o paninho em suas mãos e desamarrando o pequeno laço do avental atrás da sua cinturinha. Tomlinson dilatou as narinas para a mistura de cheiros que o acoitou de inicio. E com toda certeza, o cheirinho de Harry estava tão mais forte dentro do pequeno alojamento.
Notou a pequena mesa de estudos com um notebook apoiado em cima e uma pilha de livros, algumas fotos e anotações grudadas na parede a sua frente e tudo devidamente organizadinho. A cama do cacheado aparentava ser um pouco maior que uma de solteiro convencional, com o edredom rosa e arrumadinha com algumas almofadas. Tomlinson sorriu ao perceber o perfeccionismo do cacheadinho. E mesmo que sendo um dormitório estudantil, seu espaço era individual e se parecia muito com Harry. Exalava delicadeza, organização e o principal, seu cheiro gostoso.
Andou um pouquinho para frente da bancada com algumas cadeiras onde o garoto provavelmente fazia suas refeições e notou a pequena cozinha com os utensílios que com toda certeza era primordial para suas aulas praticas e receitas feitas em casa.
Tamborilava a pontinha dos dedos na bancada de madeira, ainda desviando o olhar do cacheado para que o outro não notasse seus olhos quase assustadores pela pupila grande.
–Seu quarto é bonito. –Sorriu gentil tampando os dentes com os lábios fininhos. –É você nas fotos? –Apontou com a outra mão para as pequenas polaroides, ainda torcendo o nariz de vez em quando após fungar fundo.
Harry terminava de dobrar o avental e deixar em cima da bancada oposta a Louis, buscando uma luva para retirar a caçarola de dentro do forno sem se queimar. Desviou do objetivo, vestindo a luva e andando ate a frente de Louis.
–Sim. Quando era pequenininho. –Sorria carinhoso com a lembrança.
–Está usando perfume? – Tomlinson corta o assunto, se assustando com a pergunta que até o pegou desprevenido.
–Está te incomodando? Me desculpe, não era para estar tão forte. –Se afastou novamente do moreno para abrir o forno e retirar o utensílio de vidro com cheirinho de coco e queijo ralado da sobremesa.
Apoiou o refratário perto da pia, tirando a luva térmica novamente e retornou o assunto. –E para saber, não uso perfume ou algo do tipo, gatinho. O cheiro me deixa enjoado. –Deu uma pausa. –Não gosto de perfumes em mim.
Tomlinson apertou os olhos ao saber que aquele cheiro gostoso vinha diretamente e naturalmente do cacheadinho.
–Pode se sentar na cama, é mais confortável. Estou terminando de dar os últimos toques na receita, e pode comer se quiser. Tire o casaco, o calor vai te deixar mais enjoado. Quer algum chá? Posso te dar um com todo prazer.
–Não, obrigado. Vou me sentar um pouquinho até conseguir melhorar e ligo pra dormir na casa do meu amigo. – O moreno comentou previamente, aceitando a oferta de retirar o casaco grosso de lã e pendurou em cima de uma das cadeiras, mostrando seu fisico um pouco musculoso na camiseta de gola baixa e de alguma banda hippie desconhecida. –Não se importa mesmo que eu me sente na sua cama?
–Não mesmo.
O cacheado o observou atentamente quando Tomlinson se sentou na pontinha da cama, o viu virar a cabeça um pouquinho para o lado e sorriu maior ao notar a cicatriz em sem pescoço.
Tão sutil mas não conseguiu passar despercebido. Mordendo o lábio inferior com a pontinha dos dentes e um sorrisinho travesso pela recém descoberta, o cacheado deixou a tarefa de terminar a receita de lado quando caminhou para frente da cama e do moreno. Harry não era bobinho, e também não era como se seres místicos ou fantasiosos fossem realmente ficção como os livros costumam demonstrar de maneira exagerada. Eles existiam de uma maneira completamente camuflada entre os seres comuns. Ser algo do tipo não é algo que se deva exibir por ai.
Algo que Styles saberia lidar muito bem, eram com vampirinhos. E não seria necessário que lesse livros e grimórios antigos para que entendesse do assunto. O cacheadinho tinha certeza do que aquela marquinha já cicatrizada no pescoço do moreno com carinha de nerd significava.
Louis finalmente percebeu o quão mais delineado o corpo de Harry era sem aquele avental quando se acomodou na pontinha da cama e direcionava o olhar tímido para o garoto bonito, era quase como se seu corpo o puxasse unicamente para o garoto bonito.
A blusa gola alta apertadinha demais para sua sanidade na cintura delineada do outro universitário, e marcando os mamilos pontudinhos dos peitos proeminentes e aparentemente inchadinhos. A calça moletom que caia em baixo do umbigo de cintura baixa, mas apertavam um pouco nas suas coxas grossinhas, como um fodido modelo.
Styles fez o melhor biquinho que pode, de forma teatral antes de iniciar o assunto.
–Essa marca no seu pescoço...
–Porra. –Tomlinson se assustou com a citação e tentou esconder a todo custo a cicatriz com a mão, mesmo sendo tarde demais. –E-eu não vou fazer nada, eu j-juro. Posso ir embora, me desculpe mesmo. Cacete. –Respondeu rápido demais com um semblante preocupado no rosto e um pouco de chateação ao perceber que pode ter perdido uma possível amizade ou uns beijinhos trocados que poderiam dar por um descuido seu de deixar aquilo aparecer, imaginando que provavelmente estaria assustando o cacheadinho naquele ponto.
–Eu não mordo, gatinho. Quem morde é você. –Harry sorriu ladinho, andando com os quadris de um lado para o outro em direção do moreno, quase rebolando dentro da calça justinha, fazendo Louis perder o ar com a maneira que Styles parecia tão dominante simplesmente com o jeitinho que falava. E não precisaria de muito para o ter na pontinha do dedo, ele tem certeza disso. –Não precisa ir embora. Não tenho medo.
Tomlinson torceu a sobrancelha em confusão mais uma vez.
–Louis, posso te perguntar uma coisinha?
–Talvez.
–Está namorando? –Louis corou com a pergunta, se sentindo sem saída a cada segundo que se passava e Harry se aproximava mais dele devagarinho. Parando em pé entre suas pernas afastadas, em uma postura que soaria dominante se não fosse o olhar baixo e o jeitinho que mordiscava o lábio inferior, escondendo o máximo seus dentes proeminentes. Se pudesse classificar Styles em alguma caixinha, certamente ele seria uma loba.
–Não. – O garoto respondeu rápido e desesperadinho. A pontinha do dedo empurrando o óculos que escorria no nariz pontudinho.
–Você me beijaria se eu fizesse?
–Achei que era só uma pergunta, chefe Styles.
–Eu posso te perguntar mais essa, então! Ainda não me respondeu, meu bem. –Se aproximou mais um pouquinho, se possível.
A canela batendo no box da cama e inclinando seu corpo para mais pertinho do de Louis enquanto se abaixava lentamente. Tomlinson, em resposta, começava a se apoiar nos cotovelos na cama com tanta aproximação. Suas bochechas se tornando quase violeta de tão vermelhas e as narinas largas para respirar bem fundo o cheiro gostosinho que Harry exalava como um maldito pecado, assim como o dono.
Tomlinson definitivamente não se importaria de ir ao inferno se Styles fizesse o pecar.
Louis apenas acenou com a cabeça, parecendo desesperado suficiente para que Harry desse o próximo passo. E ele o fez.
O cacheadinho se aproximou finalmente, juntando seus lábios em um selinho dócil e carinhoso. Sentindo a barba crescendo na palma das mãos quando acariciou o rosto do moreno com afeição.
Tomlinson suspirou baixinho com o selinho e se deleitou quando iniciaram um beijo lento e envergonhado ainda por sua parte, se deitando completamente na cama e deixando apenas o tronco um pouquinho levantado para que o cacheadinho pudesse subir em cima dele. Harry sorriu quando suas línguas se encontraram e começou a ser um pouquinho mais afoito, explorando a boca do moreninho com os lábios vermelhos. Subiu mais um pouquinho em cima dele se possível, com os joelhos em cada lado das coxas abertas para sentar-se em cima delas, manhoso.
Soltou um gemidinho com o jeitinho delicado que Tomlinson o beijava o imitando. Sentindo o cheirinho de perfume floral do garoto e esfregando um pouco nas coxas musculosas do moreno.
Soltou um ofego baixinho, separando o beijo com uma mordidinha no lábio fininho de Louis e o lambendo logo a seguir. Encarou Louis, os olhos azuis brilhantes, e riu baixinho quando o outro tentou juntar suas bocas novamente para continuar se beijando.
—Tá' animado, gatinho? -- Louis concordou afoito com a cabeça tentando novamente voltar o beijo gostoso, mas Harry o segurou no lugar com a palma da mão, ainda acariciando a barba ralinha. —Faz tempo que não beija ou me quer tanto assim?
—E-eu te quero.
—E a outra pergunta?
Tomlinson desviou o olhar pela primeira vez depois daqueles longos minutos.
—Eu nunca beijei.
Harry sorriu maior, exibindo os dentinhos de coelho e mordendo o lábio com a informação nova. Se ajeitou sentando um pouquinho mais para frente no colo de Tomlinson e sentindo seu pau durinho por baixo do pano moletom com tão pouquinho. As bochechas do bumbum gordinho quase que instantaneamente abrigando o volume longo que sentia pulsar gostosinho perto do seu cuzinho.
Sua pupila dilatou, quase consumindo complentamente as íris verdinhas do cacheadinho, enquanto suas covinhas apareciam mais fundinhas com o sorrisinho que dava.
— E está assim com tão pouquinho, Tomlinson?
—Desculpa. N-não era para-
–Shh, eu quero. Seu beijo é uma delicia, gatinho. Mas eu posso fazer muito mais, sabe...— Tirou uma das mãos do rosto de Tomlinson, levando a pontinha dos dedos para a barra da calça do moreno e riu baixinho quando escutou um ofego vindo dele, sem nenhuma hesitação. —Você parece tão grosso, Lou. Será que sabe só morder ou me comer gostoso também, vampirinho?
—Porra. —Louis revirou os olhos azuis com o palavreado, sentindo a calça apertar com o cacete durinho ardendo em baixo da boxer e juntou seus lábios novamente em um ato de impulso. Feliz que Harry retribuiu ele muito muito bem.
Styles voltou a o beijar com mais afinco. Se encontraram agora de maneira desesperada um pelo outro, as línguas enroladas e se esfregando rapidinho de uma maneira que quase soaria vergonhosa, acompanhando Harry dando gemidinhos manhosos na pontinha da sua língua em cima do caralho gostoso, o apertando. Tomlinson sentia a cabecinha dolorida no tecidinho mole pulsar deliciosamente e revirando os olhos desta vez tão fortemente ao sentir Styles sentar mais forte e apertar seu membro entre as bochechas do bumbum enquanto tinha a barba ralinha na palma da mão do outro.
E ele tinha certeza que gozaria vergonhosamente rápido com o jeitinho que o cacheado conseguia o dominar.
Harry mordeu o lábio inferior dele, expondo os dentes afiados do moreno e sorrindo ladino quando escutava o nerdzinho gemer extremamente alto. Retirou os óculos retangulares do rosto do moreno, jogando em qualquer canto da cama, o dando mais liberdade de beijar gostoso o moreno.
Deu mais uma lambidinha em cima da boquinha rosada de Tomlinson, apertando suas bochechas fundas com a palma da mão e não deixando de olha-lo nos olhos por um segundo sequer quando desceu um pouquinho os dedos da mão livre.
A pontinha do indicador delineando seu maxilar e descendo lentamente pelo peitoral magro até que pudesse acariciar os pelinhos ralos em baixo do umbigo do vampiro, se afastando um pouquinho e perdendo o contato do seu cuzinho tão perto do caralho grosso. Desceu o olhar enquanto passava a pontinha do indicador, delineando o contorno do pau duro por cima da malha fininha.
Contraindo o cuzinho ao sentir Tomlinson gemendo na sua língua conforme retornavam o beijo desengonçado e seu próprio pau pulsando dentro da calcinha fininha, completamente molhadinho e gemendo manhoso com o leve toque da pontinha do dedo se lambuzando de pré-gozo.
A pontinha do polegar e indicador com as unhas pintadas de um lilás brilhante e tão delicadinho como o cacheado, contornavam a cabecinha inchada, sentindo a boquinha carnuda salivar com a grossura que conseguia sentir, apertando delicadamente a pontinha gostosa e rodeando onde sentiu ser a fendinha, já que sentia sua ponta do dedo mais molhadinho ao apertar naquele ponto.
Tomlinson gemia audível e manhosinho na boquinha do cacheado, mas arregalando os olhos abruptamente quando sentiu perder o contato gostosinho e ao mesmo tempo preguiçoso do garoto em seu colo.
—Você pode gozar comigo rebolando no seu colo, gatinho? — Harry perguntou baixinho e com um biquinho para ele quando se desencaixou do beijo molhado, apertando as sobrancelhas e com um olharzinho pidão, mas que não conversava com seu impulso ao voltar a se sentar em cima do cacete pulsando do moreno. Apertando a bunda gorda no seu colo e girando os quadris gordinhos em movimentos circulares, como se estivesse o cavalgando.
—H-Harry-, eu — Tomlinson jogou a cabeça para trás, expondo as veias tortuosamente grossas no pescoço bronzeadinho e arrancando um sorrisinho maior de Styles. As mãos ainda espalmadas do lado do seu corpo no colchão, envergonhado de segurar na cintura delineada e bonita. —Eu vou v-vir rápido, e depois não v-vou conseguir, oh, isso.
Harry rebolava mais forte em seu colo com afinco, girando o bumbum cheio de um lado para o outro, mas mudando o ângulo para se esfregar para frente e trás, como se o vampiro fosse seu cavalo e ele estivesse o cavalgando deliciosamente.
Sentia o pau longo e pulsante esfregando entre as suas bochechas abertinhas e tão próxima do seu buraquinho o fazendo sentir a pré-porra encharcar sua própria calcinha através do tecido da calça. O suor escorrendo e grudando alguns cachos rebeldes no seu rostinho e pele leitosa que se tornava avermelhada.
O próprio pau esfregando na renda da calcinha igualmente lilás e sentindo os poucos músculos do abdômen de Louis roçarem sua glande, molhando a malha fina da camiseta do nerdzinho e aumentando os movimentos, ficando cada vez mais rapidinho ao que sentia Louis respingar e sentir seu pré-semen em todo seu cuzinho, mesmo com tanto tecido. Seu próprio pênis estocando e esfregando por cima do abdomen contraído e delicioso.
—Essa será a primeira vez, amor. Quero fazer muito mais com você, vampirinho. Não estamos nem perto de acabar. —Levou a própria mão para a sua cabecinha inchada, levantando a camiseta de Tomlinson para acariciar a pontinha melada nos gominhos enquanto se esfregava mais forte, rebolando como uma maldita putinha. Com a outra mão, largou de apertar as bochechas vermelhinhas do mais novo, descendo a ponta das unhas por seu pescoço e simulando apertar o pescoço bonito, o segurando levemente para testar o limite do garoto. —Goza gostosinho pra’ mim, gatinho- oh porra. — Revirou os olhos com o gemido muito mais escandaloso dos que Tomlinson estava soltando, o sentindo esporrar em toda cueca apenas com os dois se esfregando gostosinho.
— Porra, porra, porra, O-oh Hazz. —Abria a boquinha bonita, sem vergonha de soltar sons deliciosos com o garoto gostoso o dando prazer.
Ele praticamente se sentia no paraíso.
— Gozou tão rapidinho, amor. — Harry se sentou para trás, em cima das coxas grossas e torneadas de Tomlinson. O pau durinho ainda dentro da calcinha apertada naquele ponto e sentindo a renda arranhar sua cabecinha deliciosamente.
Passava a palma da mão em cima do membro ainda duro do moreno, olhando pra bagunça que tinha em sua calça e ansioso para finalmente tirar aquele tecido que atrapalhava sua visão.
Apertou o caralho grosso e pulsante, mal fechando a palma em torno dele e levantando o olhar novamente para encara-lo com as pupilas dilatadas. Lambendo os dentes superiores com a pontinha da língua e sorrindo maior do que já fez ao mostrar suas presas aparecendo, igualmente as de Tomlinson, apesar de bem mais afiadas e grandes do que do universitário, arrancando um suspiro surpreso do outro.
— Harry. Você também… — Suspirou pesado, torcendo a sobrancelha grossa e sentindo o pênis voltar a endurecer, mesmo que sensivelzinho por ter gozado vergonhosamente rápido.
— Foi um garoto tão bom me obedecendo, Lou. Nem preciso te estimular para ficar durinho pra mim novamente, não é? Já está latejando na minha mão, gatinho, tão obediente. Bom menino. —O apertou mais fortemente, quase próximo de o machucar mas ao observar as expressões do moreno, percebeu que ele amava a dorzinha tanto quanto ele. — Deixa seu pau livre pro seu Harry, meu bem. Quero te mamar agora, mhm?
E Tomlinson então, tão rápido como sentiu a mãozinha de Styles o apertando deliciosamente, sentiu o contato se dissipar, não largando o olhar dos movimentos delirantes do cacheado e a forma bonita que ele conseguia performar cada passo que dava.
Descendo a calça e a boxer até o meio das coxas, o suficiente para sentir o peso do caralho longo encostar em seu umbigo por cima da camiseta e expor suas bolas inchadas, ansioso para o que viria a seguir.
Styles se levantou, virando de costas para o moreno parcialmente deitado na sua cama ainda, puxando a camiseta de gola alta por sua cabeça e bagunçando um pouco mais seus cachos chocolate que retirou o elástico o prendendo, e expondo a cintura delineadinha de costas.
As unhas lilás rodeando a barra da calça e descendo ela lentamente pelos quadris e coxas grossinhas enquanto virava o pescoço e olhava para o membro grosso e arrocheado de Louis por cima dos ombros, empinando para trás ao descer o tecido por seu bumbum em exibir a calcinha fininha que mal cobria seu cuzinho piscante para o calouro.
Sentiu o buraquinho contrair quando observava o moreno de canto rodear o próprio pau com a mão, punhetando o caralho devagarinho e gemendo baixinho pela visão gostosa do cacheado empinadinho na sua direção, não largando os olhos do cuzinho apertado e sentindo que poderia gozar novamente apenas observando o cacheado assim, como um maldito punheteiro.
—Vai gozar tão gostoso dentro de mim, não é, Lou? Vai esporrar todinho dentro de mim e vai durar bastante quando eu sentar forte em você. — Passou a calça finalmente pelas suas canelas, andando para a pequena mesinha próxima a cama e retirando um vibrador grande de dentro, para voltar a cama e joga-la ao lado de Louis, o vendo arregalar os olhos com o brinquedinho.
Mas o dildo grosso do seu lado no lençol não seria nada obsceno comparado com a visão de Harry caminhando e rebolando os quadris para ele, ainda vestido naquela maldita calcinha. O pau de Styles esturricado dentro da renda com pequenos desenhos de corações por toda ela e que mal conseguia cobrir sua protuberância em um volume delicioso, aumentando o movimento preguiçoso da punheta que Tomlinson fazia unicamente para o cacheado.
E porra, Louis tem certeza que poderia observar o garoto por toda eternidade.
Harry chegou finalmente pertinho dele, mordendo o lábio inferior de um jeito safadinho e deixando alguns filetes de de sangue escorrerem pelo seu queixo ao que suas presas machucavam ali, deliciosamente.
A coxas grossas bateram no box acolchoado novamente, posicionado entre as pernas grossas de Louis que estavam abertas, o fazendo parar a punheta imediatamente, observando os movimentos do cacheadinho.
—Vem mais pra pontinha da cama, Lou. Quero te mamar gostoso. Quer isso?
—Porra, sim. — Engoliu em seco, obedecendo o garoto bonito prontamente e disposto a fazer absolutamente qualquer coisinha que ele quisesse fazer a partir do momento que seus olhares se cruzaram.
A mão quentinha do cacheado circulou o membro espesso de Tomlinson, agora, devidamente sem qualquer peça o impedindo.
Sentindo a boquinha salivar com a espessura e as veias grossas e pulsantes com o pouquinho toque. O caralho tão duro como se estivesse para gozar pela primeira vez e não tivesse feito isso anteriormente.
Começou com movimentos delicadinhos, punhetando o membro grosso quando se ajoelhou no chão, empinando bem a bunda gorda e lambendo os filetinhos de sangue que escorriam dos próprios lábios, desviando o olhar de Louis que tinha as pupilas dilatadas e bonitas em sua direção para focar unicamente no cacete.
Observava o jeitinho que a cabecinha do pênis inchado ficava esporadicamente mais rubra em um vermelho escuro e sentindo saliva descer pelo seu queixo. A glande sumindo deliciosamente na punheta e deixando o prepúcio completamente coberto e voltando a mostrar a fenda jorrando uma quantidade grande de pré-porra.
—Quer que eu te chupe, Lou? —Apertou o punho em volta da grossura gostosa. Girando o pulso e continuando a masturbação preguiçosa, acompanhando os gemidos manhosos que saíam da boca fininha de Tomlinson que acenou freneticamente para a pergunta.
—Implora.
—H-Harry, mhm, cacete-
—Implora, caralho. — Parou abruptamente com a punheta, s0ltando o membro e sentindo o seu próprio pingar enquanto apertava as coxas grossinhas, com os joelhos um pouquinho doloridos por cima do tapete felpudo. Recolheu com a pontinha do polegar a lubrificação do vampirinho, levando para seu próprio pau esturricado no meio das coxas e provocando a cabecinha sensível, enquanto o olhava esperando que Louis o obedecesse.
E ele o fez.
— Por favor, por favor, por favor, Harry. Por favor, eu- oh. Harry eu quero sua b-boca, por favor.
— Assim que eu gosto, gatinho. — Sorriu ladino para o moreno, esticando a língua e voltando a fechar a mão em volta da grossura. Deixando um pouquinho da saliva acumulada pingar em cima da fenda melada e escorrer pelos lados do membro e suas bolas. Com lambidinhas de gatinho na ponta grossa, o gosto salgado tomando conta do seu paladar e gemendo manhosinho na cabecinha inchada somente em sentir a grossura do homem e como ele gemia desesperado, soltando muxoxos desconexos e desesperado para sentir o aperto quente da boca de Styles.
Harry percebeu que o garoto não duraria tanto com as suas provocações, tomando início de rodear a cabeça grossa inteira nos lábios cheinhos, espalmando as mãos nas coxas de Louis e gemendo em seu caralho quando sentiu os pelinhos finos de Tomlinson se arrepiarem com a boquinha quente e apertada em volta dele.
O cacheadinho apertava cada vez mais forte o cuzinho pulsante, querendo se acabar no membro de Louis o mais rápido possível, mas tão tão satisfeito de ter Tomlinson se acabando de gemer com pouco tempo que o colocou na sua boca quentinha e apertada.
Os lábios grossinhos tentavam ao máximo proteger as presas para que não o machucasse naquele momento. As unhas se agarrando nas coxas do moreno enquanto seus movimentos com a boca aumentavam. Lambendo e mamando Louis, com a cabeça se movimentando para cima e baixo. Gemia manhosinho na pontinha do caralho pulsante na sua boca.
—H-harry, eu, cacete, gatinho. —O moreno gemia mais audível do que havia feito, e suspeitava que naquele ponto sua garganta arranharia na manhã seguinte, mas Harry não parecia se importar nem um pouquinho com os sons altos. Ele amava um homem gostoso gemendo daquele jeitinho pra ele. —Eu vou gozar, eu, mhm.
As presas de Styles ficaram mais aparente do que estavam antes, de quando estava tentando esconder, levando o calouro ao limite com as pontinhas dos dentes afiados arranhando sua carne grossa e sensível.
Sentiu os músculos das coxas sob suas palmas endurecerem, percebendo que o moreninho realmente estava pertinho de gozar.
Tirou o membro babado da boca inchadinha e quase tão rubra quando o caralho delicioso de Tomlinson com um barulho audível, em uma linha fininha da sua saliva ainda conectando sua língua habilidosa na cabecinha gorda, quando usou uma das mãos para o rodear novamente e apertar a fenda da cabecinha com força, o impedindo de esporrar novamente.
—Shhh, gatinho. Você não vai gozar agora, mhm? Vai esporrar só quando estiver dentro do meu buraquinho, meu bem. —Apertou o polegar mais firmemente, observando o membro se tornar um tom arroxeado e gemendo juntamente com Tomlinson ao que levou a pontinha da língua para lamber os filetes de sangue que escorreram dos arranhões que saiam da coxa de Louis. Aumentando suas pupilas dilatadas e sorrindo ao que o caralho pulsou mais firmemente na sua palma, o soltando rapidamente para perder o contato.
— Você não vai se tocar. – Ordenou.
Styles se levantou de onde estava ajoelhado, sentindo os joelhos avermelhados e doloridinhos. Subiu devagarinho em cima do moreno, de quatro e engatinhando em sua direção. A palma da mão molhadinha empurrou o peitoral de Louis comprimido e contraído por ter sido impedido de gozar, o forçando para que se deitasse completamente na cama.
O cacheadinho então se sentou em cima do quadril do outro, sentindo seu próprio membro durinho e negligenciado se esfregar deliciosamente e delicado sob o membro do outro, se empinando um pouquinho para que aproximasse seus rostos mais uma vez. As duas mãos, desta vez, acariciando a barba ralinha de Tomlinson, delineando com carinho o rosto avermelhado por se segurar tanto, deixando selinhos delicados sob os lábios fininhos e machucados enquanto era igualmente retribuído. Iniciando mais um beijo calmo, para que Louis regulasse a respiração enquanto esfregavam as línguas lentamente.
Tomlinson finalmente tomando coragem de segurar e acariciar os cachos suados de Styles em um carinho delicado, movimentando suas cabeças de um lado para o outro e deixando Harry chupar a pontinha da sua língua em um certo ponto, com selinhos estalados entre os beijos cortados e calminhos, gemendo extremamente manhoso com o garoto empinadinho em cima dele.
— Está sendo um garoto tão bonzinho para mim, Lou. É meu bom garoto, não é? —Apertou os fiozinhos da sua nuca, os cabelos castanhos e escorridos ainda suados como seu pescoço, sentindo a respiração do moreno se regular um pouco mais, apesar do membro arroxeado e sem qualquer toque ali continuar pingando, com um olhar pidão é completamente submisso.
— Sim, sim, eu sou seu bom garoto, Hazz.
— Uhum, você é, meu vampirinho. Quero sentar bem gostosinho no seu caralho, Lou. Você quer?
— Sim sim, hmpf, por favor. —Deixou um selinho novamente, carente dos toques do cacheadinho e finalmente quebrando o contato de olhar os olhos bonitos e verdinhos do garoto quando o observou de canto Harry recolher o vibrador esquecido ao lado deles na cama e o lançar um olharzinho inocente, deixando Tomlinson sem imaginar qual seria seu próximo passo para prosseguir com aquilo.
— Sei que vai gozar rapidinho quando eu sentar em você, Lou. Mas vai me deixar usar seu pau como brinquedinho pra mim. Não é?
— Eu sou seu. Faço o que você quiser. —Soltou uma lufada forte de ar quando via o mais velho delinear o vibrador com a pontinha dos dedos, torcendo as sobrancelhas curioso sobre o que Harry faria ali.
Sem perder mais um minuto, Harry segurou o membro inchado de Tomlinson com a outra mão assim que largou o toque em suas bochechas fundas. Rodeando a cabecinha no seu cuzinho pulsante ao levantar o quadril mais que necessariamente costumava fazer pelo tamanho do mais novo, introduzindo e sentando no cacete e Louis de uma vez.
O pescoço branquinho e leitoso jogado para trás, junto com seus cachos bagunçadinhos e formando um biquinho ao gemer escandaloso como era, pela grossura dentro do seu cuzinho tão apertadinho.
— Caralho, Harry. Que cuzinho gostoso. Mhm. — Louis apertava as sobrancelhas apertando os dentes afiadinhos com o olhar grudado no pau meladinho de Harry roçando em seu abdômen contraído. Ainda segurando o vibrador grossinho com a outra mão branquinha enquanto mantinha a palma espalmada sob o peitoral de Tomlinson, sentando com força no caralho grosso.
Subia as coxas grossinhas e descia sentando forte sob as bolhas inchadas e prestes a gozar de Tomlinson, contraindo o buraquinho guloso e rebolando em círculos lentamente. Gemia escandaloso com o tamanho e grossura do calouro, mas tão ansioso por mais, porque sabia que aguentaria e levaria Louis igualmente a loucura, que não deixava de intercalar os olhos azuis brilhantes da cabecinha inchada e rosadinha pingando sob seu umbigo; as sentadas gostosas do cacheadinho, observando o jeito que seu caralho entrava quase explodindo de prazer no cuzinho apertado e era esmagado pelas paredes quentinhas; e a outra mão de Harry ainda segurando o vibrador grosso, quase como se o provocasse a pensar o que fariam com aquilo.
— Q-que boquinha afiada, amor. Mhm. Seu caralho me come tão bem. — Circulou o quadril, com um grito e soluço engasgado ao que sentiu a cabeça gorda apertar no seu pontinho sensível quando finalmente o achou e se levando ao limite. Contraindo tão mais forte que havia feito antes e arranhando o peitoral magro do moreno, arrancando filetinhos de sangue dele. Observou o abdômen dele se contrair sob seu próprio pau negligenciado, sorrindo pequenininho entre os gemidinhos.
—Vai gozar pra mim, gatinho?
— Eu OH. Porra, Harry. M-me desculpa, eu não v-vou aguentar.
— Vai gozar tão rapidinho, não é? — Tomlinson acenava freneticamente para a pergunta de Styles, completamente submisso para qualquer coisa que o outro vampiro quisesse fazer com ele. Absolutamente qualquer coisa.
E Harry estava feliz em testar todos os limites possíveis do moreno. Ele ama um nerdzinho sob a palma da sua mão.
Mas então o mundo de Louis desabou.
Harry saiu rapidamente do seu colo ao que os gemidos se tornavam mais grossos e as veias grossas de Tomlinson ficavam mais estufadas ao que estava pertinho de gozar.
Levantou os joelhos, sentindo o membro grosso deslizar para fora do seu cuzinho e despencar na própria barriga de Louis sob a poça de pré-porra que Styles havia deixado ali.
O polegar do cacheadinho rodeou a cabecinha de Louis novamente, apertando a fenda com firmeza e rindo sarcástico com o desespero do moreno em baixo de si.
— Não, não, não, não. Por favor, n-não. —Apertou os dedos no lençol bagunçado, levantando o tronco um pouco e revirando os olhos brilhantes pelas lágrimas que ameaçavam cair, retorcendo o rosto magro por ter sido impedido de gozar mais uma vez.
— Shhh, gatinho. Você vai gozar em mim. Mas quero você esporrando bem forte no meu cuzinho, sim?
Louis engoliu em seco, tentando controlar a respiração aos poucos e acenando para o cacheadinho.
— Bom garoto. Agora deita. — Harry comandou, e sendo obedecido prontamente enquanto finalmente levava o vibrador em frente ao seu corpo, soltando o polegar da glande de Louis no pau arroxeado e inchadinho, ligando o brinquedinho para brincar e massagear a própria glande. Sentado sob as coxas grossas de Tomlinson e sentindo crescer as presas ao lado dos seus dentinhos de coelho. Gemendo dengosinho e formando um biquinho por finalmente ter algum estímulo no pau negligenciado, mas que não durou muito porque seu objetivo era outro. —Está mais calmo, Lou?
—Uhum. —Respondeu preguiçosamente, lambendo os filetes de sangue da sua boca machucada e se deliciando com o gosto no seu paladar.
Styles ligou o vibrador do dildo, apertando um pouquinho sob a sua fenda meladinha e gemendo manhoso enquanto buscava o membro de Louis com a outra mão, voltando a enfiar no seu cuzinho, sentando lentamente nele e contraindo o buraquinho em volta dele.
Tirou o vibrador do próprio pau durinho, se deixando cair sob o abdômen do calouro novamente e se empinando ao espalmar a mão no peitoral de Louis novamente. Subindo um pouquinho mais a mão para perto do pescoço bronzeadinho e levando o brinquedo grosso, mesmo que não tanto quando o caralho de Tomlinson, para perto do seu buraquinho, introduzindo de uma forma grosseira e gritando um gemido engasgado ao que sentiu o cuzinho dilatado por ser rasgado pelos dois ao mesmo tempo, sem qualquer preparação, se deliciando com a dor.
O gemido que acompanhou o grito delicioso de Louis, arregalando os olhos em estado de choque com a sensação deliciosa de dividir o espaço apertadinho com o brinquedo e sentir a vibração por toda sua extensão negligenciada.
— Pode gozar quando q-quiser, mhm, Lou. — Arranhou o pescoço bronzeado com a pontinha das unhas pintadas, ainda empinadinho para que pudesse enfiar o dildo no próprio buraquinho tão tão tão aberto e gulosinho.
Tomlinson gritou mais um gemido engasgado, soltando lágrimas pelos olhos brilhantes e as sobrancelhas apertadinhas ao esporrar jatos grossos imediatamente, como um cachorrinho que obedece os comandos do seu dono.
E seu dono era completamente Harry.
A visão se tornando turva enquanto esporrava pelo que pareciam horas a fio, sem parar um segundo sequer e tornando o buraquinho do cacheado em uma bagunça melada, facilitando o deslizar do vibrador que Harry socava forte e gritava gemendo para ele também.
— M-mas eu só vou parar quando eu gozar no seu abdômen t-todinho Oh, Lou. Mhm. —Sorriu sapeca, soluçando os gemidos e se empinando mais, se possível, em cima do moreno quando sentia o caralho dele continuar duro apesar de ter acabado de gozar e sentindo melar ainda mais sua barriga com a expressão desesperada de Louis, ao que ele aumentou os movimentos do vibrador e rebolava mais forte em seu colo.
— Ha-Harry, p-para. E-eu não vou oh, caralho. — Gemeu entre-cortado, revirando os olhos ensopado de lágrimas. —Eu não vou a-aguentar. Por favor.
— Shh, gatinho. Eu tô’ quase vindo, o-oh. —Apertou o cuzinho mais forte ao redor dele, babando por todo seu queixo ao sentir os dois o rasgando completamente em uma dor extremamente deliciosa, sentindo ser deliciosamente arrombado. Mas deu uma risadinha sarcástica quando sentia o desespero de Tomlinson. — Como tem coragem de dizer que não vai aguentar se é você quem está me comendo, Lou? Olha como você está empurrando seu caralho no meu cuzinho. Mhm, porra, que delicia.
— Harry, Harry, Harry. Caralho. — Gemeu, a garganta rasgando por tanto estímulo no pau sensível, sentindo Harry se deitar um pouco mais em cima dele e rodear sua traqueia completamente, desta vez com a mão que antes estava em seu peitoral, ao mesmo tempo que sentava mais forte sob suas bolas doloridas, o enforcando e fazendo de um jeitinho que Tomlinson nunca imaginou sentir quando sua visão escureceu com a respiração cortada pela forma que o cacheadinho o enforcava. Gozando mais uma vez e esporrando pouquinhos jatos dentro do cacheado juntamente com Harry, completamente super estimulado pelo pau sensível, enquanto contraia o cuzinho e gozava pela primeira vez, ambos juntos e sensíveis.
Harry parou com os movimentos aos pouquinhos, soltando o pescoço de Tomlinson e o deixando respirar finalmente. Retirou o brinquedinho de dentro dele, jogando em qualquer canto da cama e saindo devagarinho de cima do pau do calouro, observando admirado como Louis parecia tão acabadinho em baixo dele.
Buscou uma das mãos de Louis, que continuava obedientemente espalmadas no colchão, juntando dois dedos dele e levando para o seu cuzinho, enfiando devagarinho para manter a porra grossa dentro dele.
Se deitou sobre o corpo de Louis delicadamente, ainda mantendo os dois dedos tatuados e grossinhos de Tomlinson dentro do seu buraquinho, controlando a respiração juntamente com ele.
— Respira fundo pra mim, gatinho. —Deixou beijinhos delicados no pescoço vermelhinho, subindo para seus lábios fininhos em um selinho carinhoso. — Estou aqui, mhm?
— Caralho, Harry. —A voz saiu fininha através da garganta arranhada, soltando um sorriso completamente satisfeito quando conseguiu finalmente controlar a respiração e sentindo toda sua porra na pontinha dos dedos dentro do buraquinho do cacheado.
—E dizem que vampiros são imortais, Lou. Espero que tenha gostado. Quero sentar no seu pau gostoso pelo resto da nossa eternidade.
🦇🦇🦇🦇
oioi, amores! Me sigam o que acharam e me perdoem qualquer errinho de escrita. Estou um tiquinho insegura pois me sinto enferrujada em escrever, mas me digam por favorzinho o que acharam! Aceito sempre críticas construtivas e ideias do que gostariam que eu escrevesse!! Amo vocês, mwa mwa 💋💋
Onde Louis é um alfa acanhado nerd, físico teórico e tem um novo vizinho, e Harry é um ômega simpático, bonitinho e confeiteiro que muda de apartamento.
avisos!: É minha primeira oneshot entt pode n estar muito boa! Foi reescrita mas pode haver erros.
•°.* Bellybulge, creampie, hbottom, ltops, palavras de baixo calão, nudez, conteúdo totalmente sexual, omegaverse (abo), louis!alfa, harry!omega. Provavelmente esqueci algo mas é o principal.
De todas as formas, aquela era, de fato, a primeira vez deles.
Harry vestia uma daquelas camisas de turnê, de um tecido fino que abraçava suas curvas e possuía uma abertura estratégica até a cintura. Por baixo, apenas um short curto — que já havia sido descartado em algum canto do quarto — e suas meias. Louis, fiel ao seu estilo, usava nada mais que uma camiseta oversized do Lanterna Verde e uma calça de moletom cinza.
O contraste era hipnotizante. O peito do ômega, sutilmente marcado pelo tecido justo da blusa, fazia a libido de Louis atingir níveis astronômicos. Harry já estava entregue sobre a cama do mais velho, os cachos espalhados pelo travesseiro, em um estado de quase êxtase. Louis havia sido meticuloso: beijos no pescoço, mordidas precisas na glândula odorífera e uma atenção devota aos mamilos de Harry por cima do tecido, enquanto sua coxa pressionava com a força exata o centro das pernas do ômega.
Para um nerd, ele era perigosamente bom com a boca... e com as mãos.
Mas espere um pouco. Você sabe como eles chegaram aqui?
Deixe-me fazer as honras e narrar o desenrolar improvável entre um físico introvertido e um confeiteiro de mão cheia.
.•°*.*°•.
Harry mudou-se para o novo apartamento em um dia ensolarado, cercado por pilhas de caixas de papelão que pareciam se reproduzir sozinhas. A mudança foi exaustiva; a noite já havia caído e ele ainda lidava com o caos, ciente de que, no dia seguinte, a rotina na padaria seria pesada, com tortas, bolos e encomendas esperando por ele.
Exausto, Harry aguardava seu jantar na porta quando dois rapazes saíram do apartamento da frente. Eles pareciam tímidos, quase envergonhados, como se tivessem sido interrompidos em algo importante. O ômega sorriu, observando-os, até que seus olhos pousaram em um rosto familiar. Era Zayn! Seu amigo de infância, de quem a vida e a faculdade haviam acabado por afastar.
— Zayn Malik? — Harry exclamou, surpreso.
— Harry? — O rosto de Zayn iluminou-se. — Zee! Meu Deus, quanto tempo!
O abraço foi apertado, carregado de nostalgia. O outro alfa, que acompanhava Zayn em silêncio, ficou momentaneamente em segundo plano, observando a cena com uma curiosidade contida.
— Harry, este é o Louis — Zayn os apresentou. — Ele é físico teórico e meu melhor amigo.
— Prazer, Louis. Sou confeiteiro — Harry estendeu a mão, fixando o olhar nos olhos azuis intensos do alfa. Ele o achou inegavelmente atraente; uma mistura de intelecto e uma aura "quente" que não esperava encontrar em um acadêmico. — Acho que já sabe que me chamo Harry. Vai ser um prazer ter você como vizinho.
— O prazer será todo meu... em ter você por aqui — Louis respondeu, e o peso da palavra "prazer" pareceu vibrar no ar, instaurando uma tensão instantânea entre os dois.
.•°*.*°•.
Harry recebeu seu sushi, pagou o entregador e, num impulso de gentileza, convidou os dois para entrar. Embora tenham recusado a comida — para o alívio secreto de Harry, que estava faminto —, eles o ajudaram a carregar as últimas caixas pesadas para dentro, garantindo que nada fosse deixado no corredor.
— Muito obrigado pela ajuda. Eu não saberia como retribuir — Harry disse, recostado na porta.
— Você poderia aparecer no nosso apartamento amanhã — Louis sugeriu rapidamente. — É sexta, dia de pizza. O Zayn vem sempre, e acho que o Liam e o Niall iam adorar te conhecer.
— Oh, eu não queria incomodar...
— Não seria incômodo nenhum, Harry — Zayn reforçou. — Nós realmente queremos que você vá.
Harry pensou por um segundo, abrindo aquele sorriso de covinhas que fez o coração de Louis errar uma batida.
— Tudo bem. Vocês me convenceram.
Na noite seguinte, o cenário era composto por quatro alfas e um ômega, este último vestindo um vestido leve que atraía olhares discretos. Após a pizza, a atmosfera relaxou e, por sugestão de Zayn e Harry, o grupo começou a jogar "Eu Nunca" regado a doses generosas de álcool.
— Eu nunca tive dois paus me fodendo! — Alguém soltou, e o som dos copos batendo na mesa foi imediato.
A essa altura, três coisas eram certas:
Ninguém mais sabia quantas doses já tinham tomado.
O álcool estava ditando as regras.
A conversa tinha tomado um rumo irremediavelmente sexual.
— Eu nunca usei, ou fiz algum parceiro usar, fantasias de super-heróis no sexo! — disse Niall, o astrofísico irlandês, entre risos.
Apenas Harry não bebeu. Ele nunca tinha explorado esse fetiche. Todos o olharam com uma mistura de surpresa e interesse, especialmente Louis, que sorria como um golden retriever levemente embriagado. As confissões continuaram: dildos, recordes de orgasmos, preferências na cama... até que Harry tentou trazer o jogo de volta para águas mais calmas.
— Eu nunca deixei a toalha molhada em cima da cama — ele tentou.
Mas o destino — ou o álcool — tinha outros planos.
— Eu nunca recebi uma creampie — Harry soltou, quase num sussurro.
O silêncio foi imediato. Ele falou tão baixo que os outros pediram para repetir. Entrando em pânico e com as bochechas ardendo, ele reformulou rapidamente:
— Eu... eu nunca recebi um buquê de flores!
Apenas Liam bebeu, explicando que sua mãe sempre lhe dava uma flor no Dia dos Pais e que, "tecnicamente, se juntasse tudo, dava um buquê". Harry suspirou aliviado, embora soubesse que a primeira frase ainda pairava em algum lugar da mente de Louis.
.•°*.*°•.
Um mês se passou. A amizade entre Harry e Louis floresceu entre trocas de correspondências e jantares casuais. Louis, movido pela curiosidade científica e por uma vontade genuína de agradar, ficou com aquela palavra na cabeça: creampie.
Em sua mente literal de físico teórico, ele associou com o termo da culinária: torta de creme. Ele procurou na padaria de Harry e não encontrou. Questionou o ômega, que ficou vermelho como um tomate e disse que ainda estava "se aperfeiçoando na torta".
Decidido a fazer uma surpresa, Louis foi para a internet pesquisar receitas. Foi então que a internet o levou por um caminho... diferente. Três links de sites de pornô apareceram nos resultados. Curioso, ele abriu uma guia anônima e pesquisou ‘creampie pornô’. Sua visão pareceu embaçar ao descobrir o verdadeiro significado.
O choque inicial foi substituído por uma compreensão súbita do porquê de Harry agir de forma tão tímida. Mas Louis, apesar de nerd e introvertido, tinha seus 25 anos e uma dose considerável de audácia.
Harry o convidou para um chá em sua casa naquele sábado. Louis decidiu levar uma torta de creme real, da padaria local, mas com um plano B em mente. Se Harry estivesse falando da torta, ele seria apenas um vizinho gentil. Se ele estivesse falando de outra coisa... bem, Louis estava pronto para a aula prática.
.•°*.*°•.
Harry estava adorável em sua blusa de alcinhas branca e shorts folgados. Ele havia arrumado a mesa com biscoitos e chá de camomila quando a campainha tocou.
— Trouxe uma torta de creme — Louis anunciou, entrando no apartamento com uma sacola.
Harry quase engasgou com a própria saliva. Ele não sabe, ele com certeza não sabe, pensou o ômega, tentando manter a compostura enquanto Louis o observava atentamente.
— Quer experimentar? — Louis sugeriu, cruzando os braços e se aproximando. — Você disse que estava se aperfeiçoando, pode usar essa como referência.
Harry cortou uma fatia, sentindo o olhar do alfa queimar em sua pele.
— É boa... — Harry começou, a voz um pouco trêmula. — Só tem um pouco de chantilly demais e a massa está um pou...
— Eu sei o que é uma creampie, Harry.
O tempo pareceu parar. Louis se aproximou, tirando o prato das mãos de Harry e o colocando sobre o balcão, com o ômega o acompanhando no olhar.
— Louis...
— No começo, eu realmente achei que era a torta — Louis confessou, ficando frente a frente com o ômega, cujos feromônios de vergonha e excitação começavam a inundar a cozinha. — Mas depois eu pesquisei. E, para ser sincero... eu fiquei muito interessado no conceito.
Os cheiros de pinheiro, lavanda, baunilha e morango se fundiram em um coquetel inebriante.
— Você tem interesse... nisso? — Harry perguntou, os olhos verdes fixos nos de Louis.
— Tenho — Louis afirmou, a voz se tornando mais grave.
Harry olhou para baixo, notando o volume na calça de moletom cinza de Louis. Ele era um alfa atraente, inteligente e estava ali, confessando um desejo mútuo. Por que não juntar o útil ao agradável.
— Quer saber como que faz?... — Harry desafiou, com um sorriso audacioso.
Agora foi a vez de Louis perder o fôlego. Sem palavras, ele apenas assentiu, deixando que seus próprios feromônios de desejo respondessem por ele.
— Vem para o meu quarto. — Harry segurou sua mão, guiando-o com pressa.
Louis observou o balanço dos quadris de Harry e sentiu o sangue latejar. Puta merda, ele pensou, eu vou mesmo foder o Harry.
Louis agarrou os quadris de Harry, fazendo-o deitar-se na cama. Ao retirar o shortinho branco, revelou-se um membro já desperto sob a calcinha confortável. Um rosnado baixo escapou da garganta de Louis com a visão.
Ele uniu seus lábios aos de Harry, lábios cheios, em formato de coração, um convite irresistível. Suas mãos apertavam as coxas pálidas e macias, subindo pelos quadris de curvas suaves até a cintura definida. A blusinha justa, ainda presente, tornava tudo mais provocante ao marcar o peito do ômega.
Harry soltava suspiros deleitosos, sentia falta de ser tocado com aquela intensidade. Seu corpo já respondia ao toque, liberando o pré-gozo que começava a umedecer a peça íntima, acompanhando a lubrificação que já encharcava sua entrada.
Louis focou sua atenção no pescoço e na glândula de Harry, mordendo e lambendo cada pedaço de pele que exalava o aroma inebriante da excitação. O lobo dentro do alfa rugia em aprovação ao cheiro doce que dominava o quarto.
— Louis, eu quero agora... entra, por favor — Harry gemeu de forma arrastada quando os dedos do alfa brincaram com seus mamilos por cima do tecido. O atrito era delicioso, o fazendo arquear o corpo cheio de desejo. — Lou… Alfa!
Louis rosnou, tocando a pele leitosa com uma possessividade descomunal. Ele observou o ômega por alguns instantes, ele quer tanto tomá-lo com a roupa e tudo, manter a blusinha seria o toque final de luxúria que ele tanto precisava.
Libertando-se da sua calça de moletom, Louis pouco se importou com a camisa do Lanterna Verde que ainda vestia. Seu foco era total no ômega de íris brilhantes e verdes que o devorava com o olhar. Ele se abaixou, beijando cada lado do quadril de Harry antes de puxar a calcinha pelas pernas pálidas. Ao ver o fio de lubrificação se romper entre o tecido e a entrada avermelhada, Louis sentiu a própria boca salivar.
— Alfa! Por favor, me preencha... — o cheiro de pinheiro de Louis se intensificou, mergulhando Harry em um estado de necessidade absoluta, seu corpo pulsando só por sentí-lo.
— Calma, ômega. Vou te dar exatamente o que você precisa — Louis murmurou. Ele desceu a boca até a base do membro de Harry, distribuindo beijos úmidos enquanto massageava o que estava ao redor. — Você é delicioso, Harry.
Os dedos de Louis desceram para a entrada, que pulsava em expectativa. O aroma ali era tão forte que quase se podia sentir o gosto na sua língua. Louis usou sua boca para explorar o local, enquanto dois dedos preparavam o caminho, fazendo Harry segurar seus cabelos lisos e implorar por mais.
— Consegue chegar ao ápice apenas com minha boca e meus dedos, ômega? Quero sentir o seu gosto em mim — Louis questionou, enquanto uma mão apertava a coxa grossa de Harry e a outra trabalhava ritmadamente em sua entrada.
— Consigo, alfa... Sim! — Harry soltou um gemido alto. A mistura de sensações era avassaladora. Quando os dedos de Louis pressionaram o ponto certo, o estopim foi inevitável, e Harry atingiu seu primeiro orgasmo, rápido demais até, mas o cheiro, os dedos grossos de Louis, tudo era tão bom que não conseguiu se conter.
Louis saboreou o momento, limpando cada vestígio com a língua antes de se posicionar. Harry, ainda envolto na névoa do prazer, sentiu quando Louis finalmente afundou seu membro, grosso, com 17 cm e uma glande grossa, dentro dele. O movimento foi lento e firme, permitindo que Harry se acostumasse com o preenchimento. A cabeçinha do pau do alfa entrando com resistência, abrindo o ômega aos poucos, era tão bom que fez ambos soltarem um xingamento em uníssono.
Harry sentia cada centímetro de si sendo expandido. Louis levou os dedos, ainda úmidos, até a boca do ômega, que os chupou ansiosamente enquanto tentava processar a sensação de ter Louis tão fundo. O alfa pega as pernas de Harry entrelaçando as coxas ao redor de sua cintura, intensificando o contato, finalmente chegando até a base, com as bolas de Louis batendo na polpa da bunda do outro.
Pela sua posição, Louis conseguia ver o relevo de sua própria cacete contra o abdômen de Harry. A visão de um montinho feito por causa da cabeça grossa de seu pau, junto do seu membro pulsando dentro do ômega o deixou ainda mais excitado.
— Lou... eu,... uh! Eu sinto você tão fundo — Harry murmurou com gemidos, abrindo os olhos para ver a silhueta protuberante em seu ventre. — Tão grosso... você é tão bom… minha nossa.
— Puta merda, Harry — Louis rosnou, vendo a mão pequena do ômega tocar a superfície onde o membro o pressionava por dentro.
— Não é pra ter dó de mim, alfa.
Atendendo ao comando, Louis começou a estocar com força e precisão. O ritmo era frenético, a pele se chocando e o som da lubrificação densa preenchendo o ambiente. Harry já choramingava de prazer, chamando pelo nome do alfa enquanto seus corpos se moviam em perfeita sincronia.
Harry solta um gemido baixo, quase como um miado, suas mãos agarrando o pescoço e os ombros de Louis arranhando-o enquanto sentia cada estocada forte. O ômega tinha certeza que iria ficar muito abertinho, sua lubrificação descia entre suas pernas e melava Louis, tão escorregadio, quente, molhado.
Arqueou as costas quando o alfa achou sua próstata, gemendo alto, arranhando as costas do alfa que tremeu inteiramente sob si depois de apertar todo o membro grosso depois de uma estocada.
— Você vai acabar comigo… Porra. — cada vez que Louis retirava e colocava o cacete grosso dentro de si, era como se estivesse sendo partido ao meio de uma forma tão gostosa que não se importaria de deixar Louis o usar como um brinquedinho. Pensando bem, Harry queria isso. — Lou! Alfa! Hum! minha nossa, e-eu quero vir.
— Eu também — Louis respondeu, focando toda a sua energia em levar Harry ao limite. Ele diminuiu o ritmo por um segundo, apenas para forçar a glande mais fundo, buscando fuder o colo do útero do ômega.
Toda vez que metia ele sentia a pequena barreira batendo contra sua glande, ele sentia pequenos espirros de pré-porra saindo de si em cada estocada que batia. O alfa queria mais, muito mais, e se ele tinha como fazer, ele vai tentar.
O ômega tremeu inteiramente, sentindo a glande dentro de si pressionando mais e mais, sua respiração descompassada, seu corpo inteiro formigando, trêmulo, ele não sabia o que Louis estava tentando fazer, mas a sensação era terrivelmente deliciosa, mesmo que doesse.
Até Louis finalmente conseguir o que queria, meter a cabecinha do seu pau sendo sugado pelo colinho do útero do ômega, era tão fodidamente apertado, era quente, molhado. Seu corpo inteiro arrepiou-se, tremendo levemente. A visão de ver Harry tentando arquear o corpo, suas mãos empurrando o ventre de Louis de tantos estímulos que quase pedia para parar, sua barriga lisinha conseguindo mostrar o quão cheio estava foi o fim da sanidade de Louis.
— Veja o quão fundo eu consigo chegar, babe. Sente o meu pau te abrindo, te deixando pronto só pra ele te foder. — Ele passa a mão por cima do relevo pequeno no ventre de Harry, o vendo com a cabeça arqueada, tremendo, soltando murmúrios baixos, respiração ofegante.
Harry volta sua atenção em Louis, piscando lento, sendo torturado pela pequena dor gostosa de ser totalmente preenchido, seus cachos totalmente bagunçados enquanto viu o pau de Louis dentro de si. Nunca se sentiu tão cheio em sua vida, tremia de excitação.
Olhou para o alfa, que não parava de acariciar seu corpo, sua cintura, uma de suas mãos agora estimulava seu mamilo durinho, enquanto a outra apertava sua coxa branquinha. Num flash de rapidez, a pupila de Louis dilata, o cheiro se intensificando, o ômega por um momento achando que era o hut do alfa, mas simplesmente o seu lobo tomou as rédeas, falou mais alto.
Com uma estocada final forte e profunda, saindo do encaixe e voltando de uma vez, arrombando o colinho, o nó de Louis começou a se formar exatamente onde deveria. As pernas de Harry tremeram violentamente, lágrimas de puro êxtase rolaram por suas bochechas enquanto ele gritava o nome de Louis. Harry atingiu o ápice novamente pintando seu peitoral com as gotas de porra, ao mesmo tempo sentindo o útero jorrar seu melzinho contra o cacete grosso do alfa no instante em que Louis o preenchia com sua própria porra quente.
O nós prendendo-os um ao outro. O ventre de Harry estava visivelmente inchado, preenchido pelo alfa. O ômega estava exausto, com a boca aberta em um 'O' silencioso, sentindo cada pulsação de Louis dentro de si. Sentindo tudo, seus peitos agora sendo chupados por um alfa que arrancou sua blusinha.
— Vai aguentar tudo aqui dentro? Veja como sua barriguinha está, hmm... tão cheia de mim — Louis sussurrou, tremendo enquanto o nó finalizava o processo.
— Uhm… uhum… — Harry respondeu com um murmúrio baixinho, mal conseguindo abrir os olhos, mas quando os faz, brilhavam de satisfação. — E-eu… hmm.
Louis sorriu, beijando-o com carinho, sendo retribuído de maneira desajeitada por Harry, que ainda estava absorvendo tudo
— Eu sinto cada jato seu… em mim, uh alfa… — Harry confessou, já quase sendo tomado pelo sono. — Não sai… por favor, não… não tira.
Harry lutava fortemente para não dormir, mas seu corpo não o ajudava, choramingando, lágrimas caindo pelo seu rosto quando Louis se movimentou tentando procurar uma posição confortável.
— Prometo, meu bem. Eu cuido de você — o alfa deixa um último selinho antes que o ômega se entregasse ao descanso. Se arrumou levemente contra o corpo do ômega, ficando numa conchinha. Mesmo seu nó já desinchando, ele continuou dentro do outro, caindo em um sono junto do cacheado.
¸¸.•* Aquele que a rotina de trabalho muda quando Louis encontra uma camisola rosinha no sofá do seu cliente e inevitavelmente acaba com os seus dedos dentro da sua boquinha bonita!
Harrybottom
LouisTops
HarryInter! Harry com bocetinha
Não há a utilização de preservativos!
Utilização de kinks durante a oneshot
Bellybulge;
Dirtytalk, palavras usadas como: bucetinha, buraquinho, seios, caralho, pau, grelinho e entre outros.
Caso não se sinta completamente satisfeito com os avisos acima, não se force a ler. Me digam se houver qualquer errinho, estou com uma pequena dificuldade na correção! Boa leitura, mwa
🍬
Trabalhar como jornalista havia sido algo realmente grande para Louis, ainda que não fosse nomeado como repórter, a área mais conhecida pelo nome jornalismo, atuava em algo que realmente havia desejado há bastante tempo. Tomlinson costumava produzir conteúdos, tanto para agencias de comunicação assim como para clientes diretos, que por sua vez, costumava entrar em contato com ele via e-mail e onde debatiam sobre o tema que Louis precisaria construir seu trabalho em cima.
Se sentia realmente feliz enquanto trabalha com isso, sente-se quase como um profissional autônomo. Louis não trabalha para qualquer emissora ou algo do tipo diretamente, desde que começou a exercer a área, sempre priorizou trabalhar para clientes diretos, dessa forma conseguia tornar sua rotina mais flexível com seus outros afazeres, apesar da grande demanda.
O moreno sempre teve uma boa vida financeira, seus pais desde tão pequenininho sempre se empenharam bastante para que nunca passassem qualquer dificuldade, ainda que as más línguas digam que o dinheiro da família Tomlinson era sujo. Bom, você poderia tirar suas próprias conclusões; desde que ambos Senhor e Senhora Tomlinson sempre puderam se dar o luxo de caviar, trufas brancas e queijo de alce postas sobre a mesa do café da manhã com uma bela xicara de chá, de onde vinha o dinheiro não era problema. Louis cresceu com tal mentalidade de que não precisaria se preocupar o suficiente com a sua renda mensal pelo seu emprego, e influenciado ainda por papai e mamãe para não trabalhar durante toda ela, já que teriam dinheiro o suficiente para sustentar ao menos suas quatro próximas gerações.
Louis sabe muito bem disso.
No entanto, o filho único Tomlinson nunca se sentiu completamente feliz com a ideia de passar sua juventude, ao menos o fim dela, e toda sua vida adulta desocupado e talvez viajando tanto ao redor do mundo. Não gostava da perspectiva de se sentir inútil. Ainda um tanto aéreo a economia de todo o resto de Londres e visto que o ramo que seguia poderia ser substituído por inteligência artificial brevemente, se sentia completamente feliz fazendo aquilo que gostava.
Afinal, ocupava a maior parte do seu tempo escrevendo e produzindo coisas, além do outro resto de horas que passava se exercitando e passeando com seus cachorros. Obviamente, a ideia de passar todas as horas completas do dia com alguém usufruindo todo aquele dinheiro parecia algo um tanto tentador para o homem de vinte e cinco anos, mas ainda, não tão tentadora quanto gostaria, visto que junto a ele não existe quaisquer par romântico.
Não costumava produzir artigos voltados para marketing, mesmo eliminando boa parte de suas demandas ao recusar isso, ele filtra bastante sobre o que gostaria de trabalhar, apenas o trás pequenos casos criminais para escrever e produzir em forma jornalística, publicando nos pequenos blogs e até em sua maioria, recebendo propostas de grandes emissoras para os escrever e ser publicado em grandes páginas. Algo notoriamente instigante. Ele realmente gosta do que faz, apesar de colocar a culpa das noites mal dormidas nos casos terrivelmente detalhados e catastróficos que recebia, e não em falta de companhia.
Não que o moreno tatuado estivesse dispensando os bichinhos peludos! Por deus, não. No entanto sua caixa de e-mails continuava cheia e o trabalho era algo que ocupava realmente muito tempo.
→Olá, boa noite, Senhor Tomlinson. Li alguns artigos que você escreve à respeito de alguns casos, e gostaria de dizer que estou incrivelmente interessado :)
Tomlinson não deixou de pensar em como o rostinho escrito no fim da mensagem e o 'kitty' escrito no final do e-mail do garoto não passaram despercebidos e soou tão fofo em sua cabeça. Apesar do tempo o ensinar que não deveria o julgar por algo tão bobo, era inevitável pensar como estaria recebendo aquela proposta dessa vez. Deveria ser direto e profissional, no entanto, não mencionou aquilo.
louist.journalcontact @ mail.co.uk
→ Boa noite, Senhor Edward. Gostaria que me fizesse um breve resumo da sua proposta, se não o for incomodo, podemos analisar juntos e então chegar a um acordo.
→Oh, certo. Pode me chamar de Harry, por sinal. Acredito que não trabalhe diretamente com marketing, mesmo que pessoalmente eu não ache que isso se enquadra. Sou um escritor de contos de terror amador, e nessa nova trilogia eu apresentaria casos criminais que soariam como casos comuns, gostaria que me escrevesse algo a respeito desse, para que eu pudesse publicar como um real artigo jornalístico e fazer as pessoas se interessarem pelos contos. Sei que não trabalha exatamente com isso, mas tenho admirado há bastante tempo a maneira como trabalha com as palavras em seus artigos para o jornalismo e gostaria que produzisse um para mim.
Anexo.doc!
louist.journalcontact @ mail.co.uk
→Eu acho a proposta tentadora, Harry! E tem sorte que eu esteja interessado em me arriscar na escrita jornalística para outros meios também. Aprecio que goste da minha maneira de noticiar as coisas. Irei dar uma olhada no documento.
→Muito obrigada pela oportunidade :D, eu estou disposto a tomar uma xícara de chá em Londres se realmente se interessar pela proposta, tenho um bom investimento e estou realmente focado nisso!! ;)
Louis riu em como o garoto poderia facilmente exigir que eles se encontrassem pessoalmente. Louis sempre preferiu ser mais recluso e realizar suas reuniões de forma virtual. Não nega que estava um tanto animado em se aventurar em outro tipo de escrita e desenvolver algum tipo de parceria com aquele escritor novo no ramo. Seria algo diferente de qualquer forma. O moreno gostou muito da ideia e a maneira em como o garoto estava sendo compreensivo deu um animo encorajador para ele.
Queria que aquilo realmente funcionasse. Alongou a coluna enquanto ainda estava sentado na cadeira, bagunçando o cabelo castanho com as mãos secas e suspirando ao pensar em como aquilo poderia funcionar. Fala sério, o quão irracional o garoto estaria sendo se fosse em alguma cafeteria e talvez planejasse seu assassinato. Isso daria um bom livro... Tomlinson precisa fazer uma pequena anotação sobre como precisa se preocupar mais com o fato de se distrair tão rápido! Piscou os olhinhos azuis distraídos e voltando a responder Styles depois de algum minutos.
louist.journalcontact @ mail.co.uk
→Nunca realizei reuniões pessoalmente, mas aproveitando que está em Londres também, deve ser uma boa oportunidade. Ao menos que esteja planejando meu assassinato, então me avise previamente para despedir dos meus cachorrinhos hahahaha. Quando fica melhor para você!
→Hahaha, talvez seja mais fácil acontecer o contrário. Podemos nos encontrar no Café Monmouth, Seven Dials? É mais movimentado. Podemos ir na sexta durante à tarde, se não for incomodo. Pode me dizer o que vai vestir? Não quero me dar o luxo de te confundir com algum senhor barbudo de lá.
Louis olhou rapidamente no calendário, lendo que ainda estavam na quarta e concordando baixinho com um murmuro fofo, como se seu cliente pudesse o escutar. Tomlinson sorriu mais uma vez para a tela, com o quão incrivelmente amigável o garoto conseguia ser.
louist.journalcontact @ mail.co.uk
→ Eu tenho uma reputação a zelar, senhor Styles! Soa perfeito para mim, estarei usando uma regata preta, tenho algumas tatuagens no braço, me encontre lá com a sua propostas, e se não for incomodo, a ideia do seu conto!
Harry não deixou de sorrir do outro lado da tela também. Esperava pessoalmente que o colunista fosse talvez ser um pouquinho arrogante com a sua ideia nova, dado que alguns haviam desistido da sua proposta antes mesmo de pensar em Tomlinson. Apertou os olhos verdes, pensando em como seria a sua aparência, já que Louis nunca se deu o trabalho de aparecer nas mídias por mais de seu nome. Regata preta. Tatuagens no braço. Colunista Louis Tomlinson. Cafeteria Monmouth, Seven Dials.
Dali dois dias!!
¸¸.•*
A garota se certificou em fazer uma pequena nota mental sobre as coisinhas que precisava levar em relação a sua proposta para Louis. Levou um pequeno exemplar de sua última obra e continho de terror mais recente, ainda que não estivesse sido notificado como best-seller, era uma ótima história de suspense.
Decidiu que para se encontrar com o jornalista, ele gostaria de se vestir mais formalmente, não queria causar uma péssima impressão! Precisaria se vestir de maneira séria, dispensando as presilhas de lírios para sair e apenas deixando com que os cachos ficassem bem arrumadinhos em um coque, com roupas que cobriam todo o seu corpo e o deixaria aquecido para a tarde gelada na Inglaterra, com uma blusa de trico bege que escondia perfeitamente seu segredinho de possuir seios gordinhos em baixo! Não gostaria de sentir ter a possibilidade de receber olhares tortos de Louis Tomlinson.
O vento friozinho deixava suas bochechas mais coradas que o normal e ele esperava profundamente que pudesse se manter aquecidinho com uma xicara de cappucino no Café. O ambiente estava também um tantinho cheio, mais que o previsto, portanto, Harry se certificou de chegar algum tempo antes para que pudesse pegar uma mesa vazia para os dois e já deixar seus lábios gordinhos com o gostinho amargo da bebida, separando os documentos e em como gostaria que Louis fizesse sua noticia detalhadamente. Sentia os olhos piscarem em agitação junto com o seu peito, animado para aquela oportunidade de promover seus contos e como seria um grande passo na sua carreira de escritor.
Os barulhos de conversa demasiadamente alto irritavam um pouquinho o cacheado, enquanto ele franzia o lábio juntamente com as sobrancelhas, nervoso que talvez não conseguisse encontrar o colunista em meio a tantas pessoas agitadas durante a tarde. Sentiu um leve toque no seu ombro, quando um homem de olhos azuis e os dentinhos bonitinhos o olhava com um sorrisinho charmoso nos lábios. Observou ele torcendo a cabeça para o lado quando começou a falar e sentiu os olhos verdes automaticamente ficando mais brilhantes para o tanto que seus poros escorriam beleza.
—Boa tarde, você é Harry Styles, não é? —o cacheadinho desceu os olhos para a regata preta que grudava um pouquinho em seu peito, as tatuagens nos dois braços delineados e a voz rouquinha. Os cachinhos balançaram no coque, enquanto olhava quietinho para o colunista, ainda um pouquinho surpreso já que definitivamente não era a aparência que esperava ele tendo. Porra, ele parece tão novo e bonito... —Não tenho mais certeza se é Harry. Seria engraçado para uma primeira reunião presencial eu errar a pessoa que deveria conversar.
—Não, não. Eu sou Harry sim. Boa tarde, Tomlinson — sorriu exibindo os dentinhos de coelhos por baixo dos lábios e corando um pouquinho mais as bochechas quando o homem se sentou na sua frente, ficando por alguns minutos em silencio antes de pedir uma xicara de chá e voltar a olhar para Harry o encarando com os olhos verdes bonitos, logo após ligar seu notebook. Tomlinson consegue citar cada característica do homem bonito na sua frente, e a maneira como ele estava mordendo o lábio inferior vermelho pela bebida quente enquanto era um pouquinho desajeitado com as folhas.
Se talvez não fossem as circunstancias, Louis poderia tão facilmente sair com o garoto cacheado com outras finalidades, faz tempo que não beija. Tomlinson respirou fundo, soltando uma risadinha contida para si mesmo e seus pensamentos que estavam viajando para outro lugar antes mesmo que pudessem trocar cinco minutos de diálogo constante.
—Eu achei que precisaria te procurar, Louis! Como me achou?
—Harry, não é tão dificil não te encontrar quando tem um adesivo grande escrito 'Styles' junto de um coelhinho branco na capa do seu notebook. —Harry arregalou os olhos bonitos, se esquecendo brevemente daquilo e brincando com a ponta dos dedos envergonhada.
—Ei! Eu poderia ser qualquer Styles. Devem existir muitos Styles por toda Londres.
—Foi arriscado, eu sei! Mas era você no fim das contas —piscou um dos olhos na direção dele, soando gentil e charmoso. Harry pensava se em algum momento iria derreter pelo jeitinho que ele era tão gostoso com cada mínima ação que tinha, ou se ele agia assim com todos os seus clientes e não estava tão acostumado com alguém tão bonito o olhando assim intensamente.
—Mhm, certo. — Harry tossiu baixinho, desviando do sorriso ladino que Louis dava para ele da forma mais sútil possível, buscando o exemplar pequeno da sua última obra de terror e separando as ideias em tópicos organizadinhos em um bloco de notas do notebook. —Estava pensando em algo que pudesse te beneficiar no fim das contas também, de um jeitinho profissional. Tenho algumas ideias para o meu conto e se quiser eu posso explicar o enredo dele detalhadinho. —O cacheado sorriu animado sentindo quando o moreno na sua frente desviou o olhar por poucos segundos, agradecendo a garçonete pela xícara de chá, e voltando a ficar completamente concentrado nas palavras escorregando pelos lábios vermelhos e beijáveis.
—Eu estava procurando trabalhar com algo diferente dessa vez, sua proposta chegou em um ótimo momento!
—Isso é incrível! — exibiu as covinhas fundas nas bochechas, quando tomou um grande fole do cappuccino e voltou a falar de maneira agitadinha sobre todas as suas ideias e de como aquilo poderia ser desenvolvido. —A sua notícia não seria exatamente noticiando algo por que vai ser totalmente ficcional, mas, mhm, a personagem basicamente procuraria cometer assassinatos e delitos em busca de se tornar alguma figura dos filmes de terror clássico. Ela tem uma grande fascinação por filmes de terror, faria isso até ser realmente considerada relevante no mundo dos crimes mas não apenas tratada como uma serial killer!!
Louis sorriu mais ainda para como ele conseguia se animar na maneira que falava sobre seu próximo livro publicado.
— Onde posso entrar, Harry?
—Oh, certo. Mhm, você faria as matérias escritas, como em colunas de revistas relatando os assassinatos que a personagem cometeu mas como se não existisse qualquer suspeito ainda. Eu me encanto pela forma que você consegue prender a atenção das pessoas que leem suas notícias, gostaria de saber se aceita essa proposta! –Harry sentia os lábios repuxando e o olhar de Louis passando por cada centímetro do seu rosto enquanto falava, realmente entretido com aquilo tudo.
—Está pedindo para que eu espalhe fake News, Harry Styles? — o moreno de regata riu divertido com a expressão preocupada que tomou o rosto do cacheado por alguns segundos, antes de notar que era alguma brincadeirinha do colunista para se enturmar.
—Não, Loooouis! —riu junto. — Gostaria que desenvolvesse as notícias, podem ser apenas pequenos bloquinhos detalhando as causas das mortes do suposto caso criminal ainda, e então colocar ao lado do seu nome na matéria, dizendo que poderiam ler sobre aquilo no meu livro. Me perdoe se a proposta for arriscada demais, Tomlinson. Eu estive procurando por algum colunista mas é tão difícil achar alguém que realmente aceite algo desse tipo. Seria uma ótima oportunidade de divulgar o meu trabalho com tanta credibilidade igual a sua.
—Você é bom nisso. Em escrever —piscou o olho charmoso mais uma vez. —Eu fico feliz mesmo que goste tanto assim da maneira que eu escrevo, realmente, Harry. Eu gosto da sua ideia, é bem sonhadora para ser sincero mas é particularmente muito boa. Meu trabalho nunca foi minha fonte única de renda então sempre filtrei tanto nos trabalhos que pego, mas acho que quero arriscar com o que você tem em mente.
Sentiu o coração agitar ao que os olhos bonitos do Harry aumentaram em expectativa, entraram em um consenso que Louis antes veria a maneira como deveria escrever e todo o resto mais detalhadamente para então discutirem sobre valores. Harry se sentia completamente realizado e poderia ficar ainda mais alegre com o jeitinho que Tomlinson o olhava com algo beirando o desejo e o brilho no azul dos olhos pequenos e as ruguinhas não escondiam isso.
Mas, oh, isso não é assunto que se debata entre uma reunião de negócios para a carreira de um cliente, nunca mesmo! Harry ainda sentia a perguntinha matutando na sua cabeça se o seu futuro parceiro de projeto seria tão quente conversando com todas as pessoas ou se estava em um momento especial para ele, enquanto flertavam silenciosamente.
Louis agradecia aos céus e aos reinos que não tivesse perdido o jeito de flertar com alguém depois de um longo tempo sem fazer aquilo.
Depois de mais alguns minutos, com os lábios quentinho das bebidas que soltavam fumacinha e as xícaras sem uma gota do docinho, Harry presumiu que já estava no momento de se despedirem e discutir mais sobre isso, em alguma outra oportunidade.
Ele teria a certeza que haveria outra oportunidade. Que fosse pessoalmente também, em algum lugar mais calmo para escreverem sobre aquilo e que pudessem falar menos agitados um com o outro.
—Mhm, acha que podemos marcar algum outro dia para nos encontrarmos e falarmos sobre o projeto, então?
—Sim. —Harry riu com a forma que o homem não relutou ao menos um pouquinho em respondê-lo sobre aquilo. Oh, certo, talvez o desespero pela nova oportunidade deixasse o moreno gostosinho eufórico assim, ou ele estava realmente retribuindo seus olhares.
Styles tentava a todo momento ser o mais discreto possível, mas ele não era o melhor de todos nisso...
—Posso continuar te mandando os e-mails para marcarmos outro dia e falar mais sobre isso, acho que me deu inspiração para escrever mais hoje!
—Me passe seu número, é mais fácil de achar seu contato do que em meio a inúmeros outros e-mails de propostas, Harry. Podemos ir em algum lugar mais calmo e privado da próxima vez. —falou a última parte com um leve tom de malícia que com toda certeza não passou despercebido pelo cacheado, que a certo ponto estava hipnotizado por esse enquanto passava seu número e deixava um beijo no maxilar de Louis coberto pela barba coberta e ralinha.
--Obrigada.
Porra, até o cheiro da sua pele era incrivelmente mais deliciosa de perto.
***
O convite de trabalho disfarçado foi definitivamente mais explícito do que Louis achou que seria. Não dizendo que ele não estava contente com aquilo, ele estava, realmente contente com o convite. Styles havia o chamado para seu próprio apartamento daquela vez, com alguma desculpa que havia desenvolvido ideias novas e seria legal conversarem mais sobre aquilo para iniciar.
Louis estava satisfeito de início com o caminho que aquela nova proposta estava tomando! Iniciou de antemão a introdução das matérias por meio do computador, batendo nas teclas rapidamente enquanto as palavrinhas apareciam na sua cabeça, e ele se agitava com a ansiedade. Escreveu talvez alguns parágrafos de introdução para cada uma das matérias que Harry o detalhou da última vez, sem detalhes pois seria melhor desenvolver eles na presença de Styles.
Ele teria a presença de Styles dali alguns minutos de qualquer forma!
A porta do seu apartamento estava entre-aberta desde que Tomlinson chegou na recepção e o cacheado pediu para que liberasse a entrada do colunista. O ambiente era calminho e agradável, ainda que Louis conseguisse sentir seu coração palpitando forte e os dedos ásperos apertando a pequena bolsa do seu notebook.
Pensou diversas vezes em fazer a barba antes de sair de casa, mesmo que ela estivesse bem ralinha ainda e gostasse da forma como ficava bonito nela. Não fez com medo de Styles achar ele inconveniente e achar que está se encontrando com o cacheado com outras intenções não mais que trabalho! Louis não queria soar rude mesmo que tivesse passado tantos pensamentos envolvendo o outro garoto.
Harry deixou que a água fervesse para preparar duas xícaras de chá. O tempo estava ameno, mas seria reconfortante tomar o líquido docinho com um pouquinho de leite. Verificou se não tinha qualquer peça de roupa no sofá, onde os dois ficariam para desenvolver o artigo.
Harry morava em seu apartamento sozinho, então tinha tanta liberdade para deixar suas roupas e pijaminhas largados pelo sofá quanto qualquer outra coisa. A última coisa que fez antes que Louis batesse lentamente na porta, foi afofar as almofadas e dar uma última verificada.
Pensou mais uma vez sobre como seria terrível perder sua oportunidade única pela sua condição.
Tomlinson apareceu com suas roupas caras, de alfaiataria provavelmente. Harry se encolheu com a sensação de ter uma casa tão pequenininha e estar usando roupas simples, tão distante da realidade do colunista famoso. Suas bochechas coravam ele sorria pequenininho quando sentia os olhos azuis passando por todo seu corpo delineado nas roupas folgadinhas. O cacheadinho quebrou o silêncio.
–Oi, Louis –sorriu bonitinho. –Mhm, pode já ir se sentando no sofá, fiz chá, vou trazer um pouquinho para nós.
Tomlinson olhou mais uma vez para a sua cintura fininha e bonita pela marcação da blusa, soltando um arzinho pelo nariz e sentindo o coração palpitar com os pensamentos sobre ter o corpo branquinho no seu colo ou qualquer outro cenário no meio daquela sala espaçosa.
–Suas ideias já estão nas folhas em cima da mesa de centro?– o moreno perguntou com a bolsa onde protegia o notebook em baixo do braço marcado pelas veias salientes. Quando se sentou confortavelmente no sofá e iniciava os arquivos para conversarem direitinho sobre aquilo.
O tempo passou mais rapidinho do que os dois esperavam inconscientemente. As duas xícaras de chá já estavam vazias exatamente 40 minutos depois, com Louis pessoalmente entusiasmado com a ideia diferente do escritor, sorrindo com uma risadinha presa quando o cacheado se animava um tanto e fazia muitos gestos explicando sua história. Harry sentia as bochechas corando cada segundo mais com as encarnadas do mais Velho em sua direção. Esperava estar escondendo muito bem.
–Oh, certo. Acho que seria importante pontuar em como a personagem estava completamente alheia a situação. Antes da situação começar. Podemos colocar a personagem fazendo qualquer coisinha, como fervendo a água, vou fazer mais uma cápsula de chá e então podemos desenvolver isso.
–Eu gosto da ideia da inocência que vai ser retratada, parece clichê mas vai surpreender ao decorrer da notícia. –Louis concordou com as bochechas vermelhas das risadas anteriores e as ruguinhas nos olhos pela mente do enrolado. –Acho que vamos terminar suas notícias comigo fissurado pelo seu livro. Essa divulgação vai ser incrível.
Harry enrolou a ponta da blusa nos dedinhos finos, honrado do pelo elogio do colunista. Sua cabeça foi para outra coisinha quando finalmente voltou a reparar o mais velho minunciosamente. Estava distraídinho com seu projeto mas agora, o olhando pela ponta do carpete, o jeitinho que ele estava sentado, com a postura relaxada, notando que ele esteve o olhando com as mãos em cima da coxa e o sorrisinho de canto pelo tempo todo. Porra, ele parecia tão gostoso assim. A calça social marcava perfeitamente o volume das suas coxas e as tatuagens diversas nos dedos fazia ele pensar como se pareceriam enfiadinhos na sua boca.
–Certo, estou indo fazer mais chá. Mais uma xícara?
–Sim, por favor.
Tomlinson conseguiu finalmente soltar a respiração pesada que esteve prendendo por tanto tempo. Desviando o olhar rapidamente quando o garoto apareceu na sua frente andando em direção à cozinha, e apertando os olhos azuis. Olhou o horário no relógio de pulso quando abriu os olhos novamente.
–Açúcar? –Harry gritou da cozinha.
–Não, obrigado, Haz. Sem, por favor. –Levantou para esticar as pernas e desprender um pouco a calça marcada no seu pau. Olharia na direção de Harry o menos possível, pelos próximos minutos, apenas olhando para a tela do computador! Faria esse esforcinho. –Não acredito que toma chá com açúcar!
Riu baixinho com a provocação para o branquinho, enquanto ajeitava as almofadas no intuito de distrair a mente. Torceu os olhos quando viu o pedaço de um pano rosa em baixo de uma delas, curioso, puxando a pontinha do tecido de seda e gemendo desacreditado pela peça delicadinha e feminina no tom rosa bebê que tinha na mão. Porra, Harry disse que morava sozinho. Aquilo devia com certeza ser de alguma garota que havia levado para seu sofá, talvez.
–Que ofensa, Lou! Eu nunca colocaria açúcar no meu chá. –levava os dois pratinhos com as xícaras vermelhas em cima em passos delicados, com medo de que derrubasse. Até os colocar em cima da mesa de centro.
–Harry, tem que ter mais cuidado onde deixa as roupas das garotas que trás aqui. –aprontou despretensiosamente para o tecido rosado com as rendas branquinhas e tão bonito na ponta do sofá, totalmente descoberto. Acompanhando as bochechas de Styles ficarem em um tom quase vinho e os seus olhos encherem de lágrimas.
–Senhor, que vergonha –tampou os olhos com as palmas das mãos delicadas, sentindo a timidez sair dos poros do seu corpo. Fazia um biquinho de chateação que prontamente foi descoberto quando Louis tirou suas duas mãos do rosto, para o ver direitinho.
–Está chorando? Harry, é só uma camisola. A guarde para devolver para a garota.
–Não, Louis, é minha!
O cacheado tem certeza que o silêncio que prosseguiu na sala demorou muito menos do que parecia do seu ponto de vista, mais envergonhado que antes pela situação e pronto para que Louis o fizesse uma cara de nojo assim que estivesse indo embora do projeto.
–Porra, é tua? –os olhos azuis brilhavam, quando as veias salientes pareceram ainda mais sobressaltavas nos seus braços e suas mãos, os punhos serrados. –Senta aqui do meu lado.
–Não preciso repetir, Tomlinson. Vou guardar e podemos tomar o chá para finalizar a notícia, certo?
–Não. –respondeu o escritor firmemente, admirando seu ainda biquinho e preocupado suficiente com o choro baixinho do outro para que pensamentos perversos surgissem. Olhou o jeitinho que as pernas grossas se espalharam no sofá por baixo do shortinho de tecido fino do garoto, engolindo a saliva quando pensava sobre o quão bonito e delicioso ele ficaria por baixo da camisola, com os biquinhos dos peitos tão aparentes e babadinhos depois que deixasse Louis o machucar e chupar por cima da seda.
Harry sentou pertinho do colunista famoso ainda um pouquinho recluso, obedecendo tudinho que ele pedia sem pensar duas vezes.
–Coloca a perna na minha coxa, Harry. Olha para mim.
Harry sentiu as bochechas quase caírem do seu rosto de tão envergonhado que se tornava a cada segundo, com as camisola em cima da outra perna do colunista, que por sua vez, tinha o colo completamente ocupado com a coxa grossa de Styles em seu shortinho largo e fininho!
–Por que está chorando? –Louis perguntou delicadozinho para o mais novo. Passava a pontinha dos dedos por toda sua coxa arrepiada, tão perto da barra do tecido moletom branco, como se estivesse apenas brincando com ele a este ponto.
–Está brincando? Isso é tão idiota! Estamos aqui a trabalho, não pode pegar uma peça minha íntima e fingir que está tudo bem! –fez um biquinho com os lábios ainda restando o aroma quente do chá. –Ainda é um pijama! Feminino! O quão ridículo isso soa, Louis?
–Não entendo ainda o que importa se é uma peça feminina.
–Esse é o problema, Louis! Eu sou um garoto, deveria usar coisas de garoto.
Louis lambeu os lábios antes que tomasse fôlego para falar novamente. As pontinhas dos dedos cada vez mais perto do quadril branquinho, empurrando a barra do short suavemente e fazendo um carinho que deixava os mamilos marronzinhos do outro arrepiados na camiseta, ainda que os montinhos dos seios estivessem quase escondidinhos do garoto.
–Ainda ficaria gostosinha de pijama. – sorriu de ladinho, mostrando os dentes branquinhos quando dava o sorriso mais cafajeste que pudesse ter lançado para o escritor.
Tomlinson parecia estar regulando tanto a respiração aquele ponto. Com a mão livre do toque na pele do cacheado, ajeitou o caralho que começava a endurecer por baixo da calça social, com um pequeno apertozinho em uma tentativa boba de conter o tesão que sentia. Harry sentiu o olhar baixo ser automaticamente atraído para o colo de Louis, observando com os olhinhos brilhantes e ainda molhadinho a a grossura rígida em volta da palma da mão tatuada, arrepiando novamente toda a sua pele e arrancando mais uma risadinha zombeteira de Louis pelo quão ela parecia sensível.
–Não precisa dizer isso. Por favor. Você não sabe como eu sou.
–Não entendo onde está querendo chegar, querido.
–Louis eu sou um garoto, mas nasci com as partezinhas de uma mulher, o quão ridículo isso soa?
–Você...
–Pode se sentir livre de parar nosso projeto por aqui se quiser, por favor, não quero olhares feinhos na minha direção. Não era para ter descoberto isso.
–Está dizendo que tem...? –Louis perguntou mais uma vez, ainda fissurado o suficiente e esperando que Harry dissesse em voz alta para sanar sua dúvida sobre o que estava realmente pensando.
–Quer me fazer sentir pior? Poxa, eu tenho seios e uma florzinha. é tão humilhante.
Harry dizia tudo aquilo com um pesar tão grande no inicio de uma chateação que não notava os olhos azuis de Tomlinson brilhando em sua direção e como se tornava a cada segundo que passava mais marcado na calça social grossa.
–Por que eu te acharia ridículo? Não.
–Fala sério, não precisa mentir... –apertou a pontinha dos dedos, pronto para se levantar e esconder-se no quarto até que o colunista já estivesse fora de casa, para chorar pelo restante da semana.
–Acha que eu estou mentindo, Hazz? –apertou a coxa do garoto enquanto falava, com firmeza entre os dedos e olhando mais uma vez para seu colo, ao que indicava para o outro olhar também e reparar em como seu pau parecia tão marcado no tecido. –Eu 'tô duro pra caralho para você, não 'tá vendo?
Harry saiu da sua bolha de chateação, ainda um pouquinho surpreso pela reação inesperada do mais velho quando concordou com a cabeça devagarinho, ainda hipnotizado o suficiente para não conseguir dizer mais nadinha e apertar sua própria palma da mão em cima da de Louis, como uma breve indicação para que ele fosse mais firme com o carinho em sua perna nua. O choro baixinho foi contido pelo restante do tempo, quando Styles adquiriu os olhos verdes brilhantes ainda olhando para o colo do moreno e a boquinha entre-aberta.
–Realmente por mim? –apertou a sua mão em cima da palma aberta de Tomlinson em sua coxa, pedindo para que ele o apertasse mais em ao menos perceber este ato. Recebeu um aceno confiante de Louis em resposta, observando com tanta atenção o busto da cacheada e notando por fim o volume marcadinho dos seus seios, se perguntando como não havia os visto, mesmo que ainda tão escondidinhos.
–Porra. Não acha melhor parar por aqui?
Styles mordeu a boca molhadinha mais uma vez, com os olhos amendoados olhando como uma cadelinha pedindo por qualquer coisa para o mais velho e negando sutilmente com um movimento delicadinho.
Quando por fim grudou seus lábios nos de Louis, soltando um suspiro tão baixinho de fino que mais se pareceu com um gemido, beijando ele devagarinho e com a língua quentinha entrando dentro da boca do colunista famoso.
–O-oh, mhmm – acenou a cabeça em concordância com os olhos fechadinhos quando Louis puxou sua mão para cima do cacete completamente duro, apertando a palma quente em seu próprio comprimento e fazendo com que Harry segurasse nele tão firme a ponto de sentir a glande pulsando nos seus dedinhos. Louis riu baixinho com o quão Harry estava todo entregue tão facilmente e com os diversos cenários na sua cabeça sobre como poderia colocar o corpinho magro de quarto de apoio na mesa de centro e comer sua florzinha até estar transbordando de porra.
Voltou a grudar suas bocas, o beijo se parecendo um pouquinho mais desesperado dessa vez do que jamais esteve, completamente entregue ao moreno tatuado e o punhetando com delicadeza ao que sentia sua outra mão fazendo carinho na barba rala do queixo ossudo. Soltou mais um ofego alto, quando sentiu as pontas dos dedos frios de Tomlinson chegando pertinho do lábio da sua buceta gordinha já por baixo do short, sentindo as pernas longas se contorcerem com o quão impaciente estava parecendo para ele.
–Porra. –Louis suspirou fundo com a mão delicadinha ainda acariciando a pele macia do cacheadinho, olhando para Styles com os olhos semi cerrados e um sorrisinho de canto. Puxou o lábio gordinho inferior na ponta dos dentes, afastando o rosto quando ele fez movimento de voltar ao beijo lentinho. –Você é todo desesperadinho, não é? Parece que nunca ninguém comeu sua bucetinha direito.
Harry apertou a boquinha com os olhos arregalados, como se estivesse sido descoberta com tanta facilidade assim, acompanhando quando o caralho grosso de Louis pulsou mais forte na sua mão, soltando a pré-porra com tanta força pela calça.
Louis grunhiu quando entendeu o olhar envergonhado do escritor, sentindo o coração acelerar e tão ansioso para que conseguisse comer ele pelo resto do dia todo.
–Ninguém te comeu, amor. Vai ser todo apertadinho para mim, não vai? Vai ficar deitadinho com as mãos para trás e rebolar no meu caralho igual uma putinha desesperada. –Tomlinson riu na boquinha dele quando voltou a grudar os lábios com desespero, tocando ainda com delicadeza a sua pele nua da xotinha por baixo do shortinho fino. A sua outra mão segurando firme o quadril de Harry no sofá, para que sentisse ter total controle do corpo, enquanto o polegar macio chegava cada momento mais perto do centro molhadinho e o quentinho do seu grelinho.
Com a sua boca gemendo baixinho contra sua língua, se tornava todinho maleável.
–Mhmm, s-sim –Harry apertava com mais força os olhos verdinhos fechados, empurrando o quadril contra a mão de Louis e implorando para que ele fizesse qualquer outra coisa além de só acariciar os lábios da sua florzinha, pedindo de forma quietinha que ele enfiasse as pontinhas dos dedos em seus lábios pequenos e o tocasse tão cuidadosamente assim no grelinho.
Harry sentia que a cada momento que passava se tornava mais desesperadinho por qualquer outro contato mais firme com Louis. Não se importava realmente com o que ele quisesse fazer consigo, desde que tivesse alguma coisinha para se lembrar pelas próximas noites enquanto se tocasse e enfiasse os dedos longos bem fundo no seu buraquinho por baixo do pijama.
Como se seus pensamentos tivessem sido sussurros para Louis, o outro abriu os olhos enquanto sentia os gemidinhos na sua boca e suas línguas se enrolando, para chupar o músculo molhado do mais novinho e separar os lábios com um fio de saliva novamente.
–O pijama, mhm? –sentiu o corpinho saltar na sua mão quando o indicador encontrou a poça de lubrificação que ele soltava em baixo do shortinho, espalhando o liquido ralinho por todo grelinho gordo dela. – Coloca o pijaminha para mim!
Deixou de tocar o cacheado por completo, esticando os braços e colocando apoiado no encosto do sofá, ainda com o quadril jogado para cima e as pernas completamente abertas na postura relaxada, esperando que Harry se levantasse para colocar a peça bonitinha. Harry se esquecia por algum tempo como estava apreensiva que Louis descobrisse isso, agora, com os olhares de Tomlinson, se sentia tão desejada a ponto de não pensar em qualquer outra coisa que não fosse fazer coisinhas obscenas com o colunista.
–Sim, sim –Styles respondeu apressadinho, pegando o tecido rosinha e macio em cima da perna de Louis ainda, deixando de o tocar por completo e afastando as coisinhas de cima da mesa de centro para o canto, se sentia sufocado com elas tão pertinho. Fez como se estivesse se retirando para se vestir como o outro havia pedido, quando sentiu ser impedido.
–Não, não, pode se vestir aqui na minha frente? Tira a roupinha e coloca a camisola pra' mim. –Apertou o pau grosso por cima da calça ainda vestida, desabotoando os primeiros botões e descendo o zíper para que deixasse apenas a boxer aparecendo com a roupa ainda vestida, seu cinto grosso de couro parando em qualquer canto do sofá que realmente não se importou. As veias protuberantes ainda mais marcadas do que antes, deixando Harry doidinho para que pudesse fazer alguma coisa.
Levou um sustinho quando sentiu a saliva caindo do cantinho da sua boca e concordou com um múrmuro animado para se vestir para Louis. Ainda com os olhos verdes grudados na mão tatuada acariciando o próprio pau. Tirava a blusa larguinha, sentindo a pele arrepiar ainda mais com os mamilos expostos no ar geladinho da sala, completamente vermelhos dos beliscões que causou em si mesmo em um momento de excitação de manhãzinha. Os seios pequenos aparentava ser completamente gostosinhos em um tamanho médio, balançando em seu busto quando retirou a peça com pressa, sem qualquer sutiã por baixo.
Louis ainda pensa sobre como deixou passar despercebido.
Prendeu os dedos na barra do short, lambendo os lábios enquanto via Louis tirando a cabecinha do pau para fora da boxer, ainda o mantendo preso, para grunhir com o maxilar ossudo apertado e massagear a glande gorda.
Foi mais rápido do que estava pensando em ser naquele momento, excitada para vestir o pijama e se sentar do ladinho de Louis novamente. Ansioso para a próxima parte.
Suas coxas grandes se contorceram quando tirou o short, apertando a buceta no meio delas, ainda um pouquinho envergonhada, se apressando para se vestir rapidinho e não notando quando o tecido rosa se tornava transparente quando não vestia qualquer outra coisa por baixo. Chegou pertinho de Louis novamente, jogando as roupas no chão e se sentando com as pernas apertadinhas do seu lado.
–Você consegue ficar toda molhadinha, sabia? Olha isso. – pousou sua palma da mão na coxa de Harry quando ele se sentou do seu lado mais uma vez, apesar de ter feito isso por cima do tecido rosa agora. A mão deslizando tão perto da sua virilha e embalando a bucetinha com o tecido roçando em toda ela sensível, enquanto não deixava de olhar para ela, e a fazer soltar um suspiro leve quando a seda se tornava ensopada com um simples toque na sua florzinha.
Abriu a boca gemendo escandaloso pela forma que Louis o chamou ali. Harry gostava dos pronomes femininos. Louis sorriu satisfeito.
–Gosta que eu chame assim? Gosta que eu chame você como uma garota? Vai gostar quando eu disser que vou comer toda a sua bucetinha? Que você fica tão linda nesse pijaminha que não penso em outra coisinha que não seja estar te fodendo todinha até estar ardida?
Harry concordou mais desesperada do que antes, balançando os cachinhos.
Styles jogou um pouquinho mais do quadril para cima, pedindo não todo silencioso para que Louis o chupasse mais firmemente e não fosse tão delicado assim com o seu corpo. Gostava dos toquezinhos delicados dele por cima do pijama, mas já se tornava uma garotinha impaciente com ele tão gentil assim.
–Mais, por favor por favor –formou um biquinho apelativo para ele. Sentiu quando perdeu completamente os toques pela primeira vez, os olhos completamente atentos sobre os seus próximos movimentos, satisfeito em ver Louis chupando seu próprios dedos para colocar em baixo da roupa e os deslizar de cima para baixo em toda sua umidade, ficando vergonhosamente mais molhadinha e escandalosa.
–Vem no meu colo. Senta aqui. –soltou um estalo depois de algum tempinho de provocação, dando tapinhas em seu colo, por cima da boxer descoberta da calça. E sorrindo contente quando o mais novo obedeceu com tanta rapidez ao que ele pediu, como se fosse completamente submisso e vulnerável. Completamente como um bonequinho de Tomlinson.
Suas coxas enrolaram em volta do quadril sentado de Louis, com as duas mãos do mais velho apertadas em sua cintura fina e o os olhos na mesma altura que os seus, completamente posicionado com a bocetinha gordinha em cima do comprimento grosso e pulsante de Tomlinson por cima da boxer fina.
–Vai me deixar enfiar os dedos dentro da sua bucetinha? –Harry concordou sem pensar duas vezes, com a camisola vergonhosamente molhada e as duas mãos apoiadas no peitoral firme de Louis, pulsando o buraquinho desesperada por qualquer toquezinho. Os dentinhos de coelhos aparentes quando sorria contente como um fodido carente. Tomlinson mostrou os dedos para o cacheado, induzindo que ele os colocasse na boca e chupasse também, o membro pulsando por mais tempo quando apertava suas pernas delineadas e via o enrolado se deliciando em sentir o gostinho da sua própria xoxotinha misturada com o da saliva de Louis.
Com os dois dedos da mão completamente ensopados, Louis desceu com eles pelo corpo branquinho e se retorcendo em cima do seu colo desesperado por algum toquezinho em direção abaixo do seu pijaminha mais uma vez, com a mão seca apertando sua barriga branquinha e os dois dedos longos indo em direção ao buraquinho desesperado mais uma vez, ansiosa que Tomlinson enfiasse ao menos a pontinha dos dedos em sua grutinha e o dedasse gostosinho.
–Abre os olhinhos para mim, Hazz. Me olha enquanto eu te dedo. –Harry concordou com um murmuro para o colunista, rebolando devagarinho no seu caralho marcado, antes que tivesse o quadril levantado e as pontinhas dos dedos de Tomlinson acariciando sua entradinha como uma breve provocação.
–Não precisa ser delicadinho, L-Lou. –Suspirou fundo com o primeiro dedo entrando tão facilmente na sua xoxotinha gulosa. Sorriu sapeca quando sentiu pingar lubrificação na palma da mão do moreno que a dedava com apenas um dedo ainda, em meio aos suspiros e gemidos fininhos.. –Eu aguento muito mais, mhm. Faz rapidinho.
–Porra. Você é desesperada pra' cacete. – enfiou o indicador com força, enquanto olhava firmemente nos olhos de Harry que se fecharam por um breve segundo. –Abre o olho. Presta atenção. Quero que fique com a palma da mão em cima da sua barriga, bem pertinho do seu grelinho. Quero que você sinta quando eu te comer tão forte que vai acertar sua mão.
–Por favor, faz logo. –empurrou a o quadril na direção do único dedo que ainda estava enfiado dentro de si, e completamente paradinho, na intenção de se foder um pouquinho mais forte até que Louis começasse o tratar realmente com brutalidade. –P-porra. –arregalou os olhos verdes quando sentiu o dedo de Louis entrar juntamente com o segundo em uma das suas reboladas e sentir ambos acertando tão bem no seu pontinho de prazer em um momento de desespero da mais novinha quando Louis os curvou. –Eu. O-oh. –respirou fundo quando voltou a sentar rapidinho nos dedos de Tomlinson, esperando a sensação gostosinha de novo. –O-oque foi isso, Lou?
–Nunca tinha apertado seu pontinho, amor? –Harry negou com a cabeça, envergonhado com a resposta que deu a Louis, mas soltando um gemido longo e fininho logo depois que o moreno voltou a o dedar com força em direção ao seu pontinho, incansavelmente. –Nunca tinha rebolado um pau de borracha pra sentir o seu pontinho ardendo e querendo mais? Ninguém nunca quis te comer toda sensívelzinha assim? –continuou fazendo mais perguntas sem pausa, na intenção de ver a forma como Harry se embaralhava completamente nas respostas e nunca era possível formar algo coerente com o buraquinho implorando por mais o fodendo e empurrando tão fundo. –Você é a porra de uma virgenzinha mesmo.
Com a palma da mão posicionada pertinho do pé da barriga, Harry conseguia sentir um pequeno volume aparecendo e batendo na sua pele, revirando os olhos e ronronando como um gatinho.
–Consegue sentir esse volume no pé da sua barriga, Harry? Não faz ideia de como vai ser forte quando comer toda a sua bucetinha finalmente.
O moreno continuava enfiando os dois dedos dentro, a dedando com força e tão deliciosamente que Harry achava ser capaz de derreter com mais algumas apertadas no seu pontinho de prazer.
Louis, com a mão livre do corpo magrinho, deixou para tirar o membro de baixo da cueca, enquanto observava com a boca salivando o jeitinho que os peitinhos gostosinhos pulavam roçando no pijama. Olhou fundo nos olhos verdes que lacrimejavam um pouquinho dramáticos, quando aproximou os lábios fininhos da sua aréola marronzinha e puxou o biquinho do peito em uma das dedadas fundas.
Com a mão ainda comendo o buraquinho apertado com os dedos, levava Harry um pouquinho para cima o posicionando em cima do seu cacete logo depois. Styles fez um biquinho gemendo baixinho quando os dedos de Louis saíram de dentro de si para sentir o comprimento grosso se esfregando entre as bochechas da sua bunda branquinha e deixando os lábios da sua bocetinha tão abertos que abrigavam o membro grosso de Louis. Recebendo pequenos espasmos com o jeitinho que seu clitóris esfregava no membro duro em alguma das suas reboladas. . As veias saltadas da grossura pulsavam pertinho do seu cuzinho, sendo o suficiente para deixar o cacheado tremendo com a pequena estimulação.
Tomlinson não precisou pedir qualquer coisinha para que o Harry estivesse o obedecendo completamente mudo. Como se estivesse cavalgando com alguma coisinha dentro dele, esfregava deliciosamente para frente e para trás, arregalando os olhos verdes toda vez que Louis movimentava o polegar em pequenos círculos em volta do seu clitóris, se sentindo a beira do prazer a todo segundo.
–Vai ser apertadinha para mim quando te foder?
O cacheado sentiu os lábios abrindo em um último gemido mudo quando esporrou completamente sensível, manchando o tecido rosinha e respingando e espirrando por todo cacete grosso de Louis, sorrindo com o gemido alto que Louis soltou pela surpresinha. Balançou a cabeça em concordância algum tempinho depois, como um delay. Completamente sensível e sentindo a sensação gostosinha dominar seu corpo. Louis, acompanhando seu sorriso quando as reboladas se tornavam mais desesperadas e molhadas novamente, depois de pouquinhos segundos se recompondo, quando seu buraquinho ainda continuava guloso e fez questão de sugar o pau de Louis em uma das suas esfregadas desesperadas em seu colo.
–P-porra, Lou. Oh–torceu as sobrancelhas grossas. –Mhm, sim. Por, por favor.
Louis apertou as sobrancelhas, imitando o ato do escritor, grunhindo satisfeito quando teve um contato mais profundo. Sorriu contente com a expressão de dor que Harry apresentava, ainda que estivesse rebolando em cima das suas bolas devagarinho e desesperado por mais, fazendo com que a dorzinha se tornasse completamente alheia. A bucetinha completamente molhada e apertando minunciosamente sua glande gorda era extasiante.
–Me diz o que quer.
–Me come. –olhou para ele com os olhos brilhantes das novas lágrimas que apareceram.
–O que? Comer o que, Styles?
–Come a minha bucetinha, por favor. –suspirou sôfrego. –Até estar estourando ela, por f-favor.
Tomlinson o olhou de cima a baixo, sentindo o cacete pulsar dentro do buraquinho apertado do garoto, que fazia questão de comprimir a cada segundo, suspirando brutalmente.
–Levanta. Coloca a bochecha de apoio na mesa de centro, vou te comer de quarto. Não vai aguentar mais nem um pouquinho, não é? Vai estar espirrando no meu colo todinha se continuar aqui por mais tempo. –Harry o olhava ainda em cima do seu colo, com uma expressão espantada como se estivesse se perguntando o quão bruto Louis seria a partir dali, pensando onde ficarão suas mãozinhas se seu apoio será a bochecha molhadinha.
Styles se levantou para apoiar a bochecha na mesa gelada do centro, levantando a barra da camisolinha ensopada, e empinando o quadril na direção do homem que estava sentado o olhando com ar de superioridade. A florzinha parecendo tão bonita e apetitosa naquele ângulo, exibindo os lábios gordos e como estava pingando para Louis.
Tomlinson não pensou por mais de um segundo antes que estivesse pegando o cinto de couro caro jogado em baixo das almofadas e amarrando os pulsos branquinhos juntos atrás das costas largas de Harry, como um maldito puto.
–A próxima vez. –deu uma pausa no que estava falando, punhetando o membro grosso na própria palma da mão, sentindo o quanto a saliva de Harry ainda escorria por seu caralho pelos dedos ensopados que tinha se tocado antes, apertando a linha da glande em volta dos seus dedos grossinhos e gemendo alto com o contato e a visão dos buraquinhos completamente aparentes de Harry em sua direção. –Que eu estiver te comendo. –Pincelou a bordinha da sua buceta pulsante. –Que eu estiver comendo a sua bocetinha com fome. –enfiava a cabeça gorda do pênis até que estivesse o metendo com força, a sala sendo preenchida com o barulho alto das bolas batendo no quadril do cacheado em uma rápida estocada. –Vou fazer questão de gozar na mesa e fazer você se esfregar, mhm?
Começou a foder o buraquinho guloso, com a mão apoiada em sua lombar e o quadril completamente jogado em sua direção com desespero, delineando cuidadoso as estrias na base de sua coluna que o deixavam tão bonito e delicado. Sorria satisfeito o suficiente em escutar o jeitinho que Harry se engasgava entre suas estocadas acertando diretamente em seu pontinho de prazer, e não conseguia proferir qualquer coisinha coerente com a boca espirrando saliva e sua língua se movendo perto do vidro da mesinha o deixando como uma putinha babada.
Os pulsos se tornavam vermelhos pelo apertão, mas não o suficiente para mostrar que Harry estava tentando ser desobediente e se retirar o aperto gostosinho, pois este estava recebendo completamente o pau de Louis o fodendo com força como se estivesse com sede. As bolas gordas batiam no quadril de Harry enquanto suas mãos repletas de veias marcadas pela excitação marcavam o quadril branco do cacheado, como se ele estivesse se tornando incansável.
–Me aperta pra caralho. Porra, eu amo te comer. –Louis fechou os olhos em prazer, apertando os lábios fininhos e acertando diretamente na próstata de Styles. Gemeu tão alto que dúvida não ter acordado os vizinhos do escritor quando o buraquinho guloso apertou em volta do seu membro, esporrando mais uma vez em sua camisolinha quando gozou e tirando o pau da bucetinha antes que esporrasse dentro dele. Esporrando em todo pijaminha bonito como Harry tem feito, esfregando a porra grossa com a ponta do polegar e o membro ainda completamente ereto mesmo depois do orgasmo.
Harry ainda estava com a coluna arqueada, depois de gozar pela segunda vez em um gemido silencioso, com pouquinhos resquícios da porra escorrendo da xoxotinha avermelhada das estocadas gostosas de Louis. Sentia a humilhação escorrer do seu corpo e pingar como suor com a risadinha de Louis atrás de si, que por sua vez, o olhava completamente embebido no enrolado e ria da forma que ele continuava se empinando para trás pedindo para ser comido mais uma vez. Como se nunca fosse suficiente.
—Porra. Em uma próxima reuniãozinha dessa, prometo te trazer uma camisola transparente e cara pra caralho, só para ver o quão bonita fica em você, Harry.
Já tinham alguns dias que Harry andava me evitando.
Não saberia dizer se é proposital, e muito menos o que se passa naquela cabecinha. Mas eu percebi que isso começou em algum dia que ela voltou mais cedo do balé sem eu precisar ir busca-la. Desde então, ela vem agido... diferente.
Não tenho mais a oportunidade de abraçar sua cinturinha fina e cheirar os cachinhos arrumados, por algum motivo, ela sempre arruma uma desculpa para se afastar quando tento toca-la e me aproximar. Não se deita comigo no sofá para vermos algum filme agarrados por baixo do cobertor, e muito menos me deixa deslizar a mão pela sua coxa enquanto a acomodo do meu lado.
Os beijos doces de despedida que eu recebia na bochecha toda vez que ela saia também pararam, suas manhas e necessidade de esconder o rosto na curva do meu pescoço de repente viraram algo absurdo.
Eu não sou nenhum pouco idiota, sei que a forma como nos tratamos é estranha e diferente demais para dois melhores amigos. Mas Harry nunca pareceu se importar em me deixar acariciar sua cintura, cheirar seus cachos e beijar sua bochecha por tempo demais. A iniciativa de mudar nosso comportamento também jamais iria partir de mim. Não quando tudo que eu mais queria era arrancar aquelas roupas do corpo dela e experimentar o quão apertada sua bucetinha gulosa deve ser.
Eu sempre acreditei que minha melhor amiga era doce e inocente demais para ter essas segundas intenções, então me contento em aproveitar o máximo que posso de sua inocência, e claro, busco outros métodos para aliviar meu tensão por Harry.
A ideia de gravar vídeos íntimos surgiu da minha mente ardilosa quando Harry me contou que adorava se gravar enquanto dançava. Com sua voz doce e mansa, ela não notou a forma que meu pau endureceu no moletom quando ela disse que estava mais flexível e conseguia abrir mais as pernas.
Claro que ela obviamente falava sobre alguma posição do balé, e em dias comuns eu prestaria atenção em cada detalhe que ela me contava, mas acontece que naquele dia ela estava absurdamente gostosa vestindo um conjuntinho de academia e tudo que eu consiga pensar era segurar suas coxas e comer sua xoxota bem gostoso.
Nunca neguei que Harry era o meu tipo ideal, e sempre buscava garotas um tanto parecidas com ela para foder de vez em quando. Acontece que depois que eu passei a postar vídeos meus na internet, eu passei a ser um pouco conhecido para quem prestasse atenção, principalmente quando eu dava o azar de acabar na cama de alguma garota que reconhecia as minhas tatuagens. Em um desses péssimos dias, uma das garotas ficou interessada e perguntou se podia participar. Incrivelmente, isso me viciou.
Não posso dizer que já estive totalmente satisfeito alguma vez na cama, sei que só iria me sentir assim com Harry - o que eu também estava conformado que nunca iria acontecer. Então tinha os meus métodos, eu focava constantemente nos cachos castanhos e as vezes nos seios cheios que lembravam os que eu sempre quis. Todas as garotas com quem eu fodi, eu imaginava Harry naquela situação. Somente assim para eu gozar, infelizmente.
Eu pensava em como seria enfiar meu pau todinho na sua bucetinha gorda, nos peitinhos gostosos roçando no meu rosto, nos gemidinhos manhosos que ela soltaria. Na forma como ela iria implorar e ronronar no meu colo desesperada por um orgasmo. Eu não seria nada delicado, e eu sei que ela iria gostar.
Porra, eu me lembro bem de como aquela bucetinha pequena era gostosa. No dia que encontrei ela se empinando todinha, toda peladinha e exposta, apenas com aquela toalha minúscula que ela usava. Era quase insuportável conviver com ela e seu jeito provocante.
Minha boca salivou e meu pau fisgou na minha cueca apenas por olhar a xoxota carnudinha e extremamente vermelha. Eu tive que me masturbar três vezes depois que ela saiu de casa até me aliviar por imaginar o quão apertadinha ela deve ser. A imagem dela nunca saiu da minha mente. Eu não tinha certeza se ela tinha me escutado, ou se sabia o que eu estava fazendo naquele dia. Mas, de qualquer forma, eu venho notado um comportamento peculiar vindo de uma gatinha tão inocente.
Harry anda me evitando, sim, mas quando acaba que eu consigo pega-la desprevenida e a agarrar por trás, eu sinto o corpo inteiro dela se estremecer. Ela passa horas no quarto, trancada, e quando sai, está com as bochechas coradas, os cachos molhados depois de um banho quente e sua pele avermelhada. E eu noto o quanto ela anda sensível - muito mais do que ela já, se é que isso é possível.
Me parece sujo demais deduzir o que Harry anda fazendo as escondidas, e por isso fica tão envergonhada quando me vê e eu pergunto se esta tudo bem. Mas é excitante demais a ideia que minha gatinha esteja fazendo coisas inapropriadas, e se aliviando sozinha.
Na quarta-feira a noite acontece algo que me prova quase tudo que eu estou pensando. Harry saia de um banho quente e demorado, suas bochechas estão coradas, pele avermelhada e vejo que ela esta ofegante e sonolenta. Ela já esta de pijama, vestindo um conjuntinho rosa. Minha mente traçando possibilidades do que ela poderia estar fazendo dentro daquele banheiro. A observo se dirigir para a cozinha alheia a qualquer coisa ao seu redor. Ela não percebe quando eu me aproximo dela e agarro sua cintura, a fazendo pular de susto e tentar de afastar. Mas eu não deixo, a puxando mais para mim, e abraçando sua cintura.
- L-Lou! - ela morde os lábios apreensiva e se vira para mim. Suas mãozinhas pousando no meu peito e seus cachos na altura do meu queixo. - V-você me assustou...
- O que você tem, Haz? - Aperto sua cintura de propósito, somente para vê-la estremecer e morder os lábios enchidinhos. - Parece que anda vendo o bicho-papão
- N-não! Não é nada, Lou. O que você esta dizendo?
Ver ela gaguejar e sorrir nervosa faz a minha mente viajar por tantos cenários impróprios. Me sinto um merda por deixar meu olhar escapar pros seus seios gostosos subindo e nascendo na minha frente, por ela estar ofegante. A ideia de que eu posso ter deixado ela molhada me tira o juízo.
- Só estive pensando... - aproximo nossos rostos e sinto sua pele por cima do pijama queimar no meu toque. - Você tem sido uma gatinha tão manhosa, fiquei preocupado que algo tivesse acontecido. Não tem nada pra me contar?
Vejo os olhinhos verdes se arregalarem levemente, sua bochecha queimar e pequenas lágrimas se acumularem no canto dos seus olhinhos. Harry nega sutilmente com a cabeça e sua reação só deixa meu pau mais duro na minha cueca.
- N-nao... Lou, não t-tenho. - ela engole seco e eu passo alguns segundos a encarando, me deliciando da sua expressão toda chorosa e dengosa nos meus braços.
- Ótimo, gatinha. Vou ir deitar. - digo por fim, finalmente soltando seu corpo e não resisto em apertar suas bochechas antes de ir para o quarto, a deixando sozinha na cozinha.
ᥫ᭡
É sexta-feira novamente, então, apesar do afastamento de Harry e de como as coisas andam mais intensas, é nosso costume eu vir buscá-la no balé e irmos para casa assistir filmes enquanto tenta me convencer de comer a pipoca doce de caramelo que ela sempre faz.
Por isso, me encontro caminhando pelos corredores do estúdio de dança que ela tem aula, indo em direção a sala de ensaio. Já passa um pouco mais das sete e meia, então sei que sua aula já acabou e ela provavelmente está se trocando.
Não pretendo provocá-la me intrometendo em sua aula somente para vê-la vestindo seu conjuntinho de balé com suas coxas roliças se apertando tão deliciosamente naquela meia calça rosa. Ela fica absurdamente gostosa e eu adoraria rasgar aquela meia de tecido delicado. Harry me tira completamente o juízo e eu preciso me controlar para não ficar de pau duro no meio do corredor.
- Louis! Que surpresa.... - Não evito um suspiro pesado ao ouvir a voz melodramática me chamando e me viro lentamente para encarar a garota parada no batente da porta.
- April. Oi. - Não tento ser agradável e nem um pouco educado, sei que Harry não esta por perto para eu ter que me forçar uma simpatia que não tenho.
Sei muito bem que April tenta flertar comigo em todas as oportunidades possíveis, e se fosse qualquer outro cara já teria caído nos encantos dela, mas não comigo. Desde o dia que Harry me confessou o quanto a loira é antipática com a minha gatinha, eu não faço muita questão de tentar simpatia. Loiras não fazem meu tipo de qualquer forma.
Cachos são o meu tipo. Cachos castanhos, lábios gordinhos e covinhas e olhos verdes.
- O que faz aqui? - ela morde os lábios e se aproxima de mim, sorrindo de um jeito que me dá tédio.
- Estou procurando a Harry. - digo rápido e observo seu sorriso mudar para um mais sarcástico e isso me irrita. - Já são sete e meia.
April me olha um pouco confusa por alguns segundos e depois murmura um som de entendimento e ri baixinho. Me controlo para não revirar os olhos e sair andando atrás da minha gatinha.
- Sim, mas... não teve ensaio hoje, nossa professora precisou se ausentar. - ela diz como se fosse óbvio e balança a cabeça. - Harry não te avisou?
A informação me atinge como uma água fria e eu esfrego os dedos nos meus olhos fechados com força. As lembranças de hoje pela manhã chegando na minha mente. Harry em uma camisola pequena demais. Seus cachos estão bagunçados e bochechas coradas. Ela esta sonolenta e caminha na minha direção esfregando os olhinhos. Ela diz alguma coisa sobre consulta médica, ensaio adiado e morango no café da manhã.
Mas tudo que eu consigo prestar atenção é em suas coxas grossinhas expostas, no contorno dos seus peitinhos gostosos no decote e no seu bumbum arrebitado rebolando de volta para seu quarto quando ela nota meu olhar nada discreto no seu corpo.
- Droga... eu esqueci disso. - April ainda esta me olhando de um jeito estranho e eu aceno para ela. - Certo, eu já vou indo, então.
- Esta... tudo bem, Louis? - Ela diz novamente com intenção na sua voz. - Digo, entre você e Harry...
- Como assim? - franziu o cenho e a expressão da loira agora é como se ela estivesse preocupada. - Claro que estamos bem.
Sei que minha frase soa mais como se estivéssemos em um relacionamento, mas eu não me importo.
- Ah, você sabe... Lou, eu fiquei preocupada se Harry tivesse se incomodado com o que eu disse. - Ela ri baixinho e passa os olhos pelo meu corpo.
- Do que você está falando? - digo impaciente pela possibilidade dessa garota ter magoado minha gatinha de novo e por seu olhar em mim.
- Eu sei que ela é toda tímidazinha e tal, mas eu disse que ela não precisava ter ciúmes, não é? - ela se aproxima devagar e sua mão se ergue para tocar meu braço. - Afinal, vocês são melhores amigos e... são apenas alguns vídeos.
O entendimento cai em mim e fecho os olhos com força.
Harry descobriu.
Estou fodido.
ᥫ᭡
Sempre pensei na possibilidade de simplesmente contar a Harry tudo que eu sinto por ela. Abrir meu coração e meus sentimentos. Ser totalmente sincero. Já planejei inúmeras vezes como abordar o assunto e comentar sutilmente sobre, mas, todas as vezes que as palavras estavam quase saindo de mim, algo me para.
Seja no dia em que ela me contou em ligação que teve seu primeiro beijo com um garoto da sala de biologia - eu estava em semana de provas da universidade, então não pude dirigir até nossa cidade e quebrar a cara do garoto. Sorte dele, acredito. Ou quando éramos crianças e ela me chamava de irmão-de-alma enquanto segurava minha mão e deitava sua cabeça no meu ombro. Sempre parecia que tinha algo impedindo que eu pudesse falar sobre como me sentia.
Sempre que deitamos juntos no sofá, Harry em cima de mim enquanto eu mexo no seus cachinhos bagunçados, e penso que talvez seja a oportunidade perfeita, mas, todas as vezes, nossos olhos se cruzam por alguns segundos e então ela se afasta com alguma desculpa de que precisa ir ao banheiro ou buscar água. Depois de todas as tentativas falhas de demonstrar meus sentimentos, eu coloquei na minha cabeça que talvez Harry não tenha tanto interesse em mim, então eu tentei seguir em frente. Mas claro, isso nunca deu certo. Nem mesmo todas as garotas iguais a Harry que existem no mundo, poderiam se igualar a minha Harry. A minha gatinha.
A minha gatinha que agora eu descobri que anda vendo meus vídeos fodendo com outras garotas escondida. Tento ficar irritado, desconfortável ou até mesmo chateado com a situação. Mas tudo que me vêm na mente a imagem da Harry toda excitadinha me vendo foder com outras. Meu pau endurece na calça jeans enquanto em ando apressadamente o corredor do nosso prédio, em direção ao nosso apartamento.
A medida que me aproximo da porta eu checo os bolsos da minha jaqueta e solto o ar pela boca ao perceber que esqueci a chave. Mesmo com os meus pensamentos sobre Harry, meus vídeos e ela excitada ainda claros em minha mente, eu pego o celular e mando uma mensagem perguntando se ela esta em casa. Bato algumas vezes na porta e sem resposta, aguardo alguns minutos.
É estranho que ela esteja demorando para visualizar as mensagens e não tenha escutado a porta bater. Ela não estar em casa não é uma possibilidade também, considerando que é uma sexta a noite e ela não teve aula de balé, não teria motivos para minha gatinha estar em outro lugar que não seja seu quarto uma hora dessas.
Sem paciência e ansioso para encontrá-la agora que sei seu segredinho, disco seu número e escuto chamar algumas vezes. Na terceira, ela atende e eu posso jurar sentir meu pau endurecer só de ouvir a voz dela.
- Lou? - ela suspira audivelmente na ligação e sua voz sai fraca.
- Gatinha, onde você tá? - questiono e ouço ela se mexer do outro lado da linha.
- Ahn... E-em casa. Por que?
- Pode vir abrir a porta pra mim? Eu esqueci minhas chaves.
Ouço um suspiro surpreso e ela murmura algo apressada e desliga. Mais alguns segundos e porta se abre revelando a imagem mais pecaminosa da minha vida. Harry está vestindo mais um dos seus pijaminhas que me deixam maluco; um shorts curtinho rosa e uma blusa de botão branca marcando o biquinho dos seus peitos subindo e descendo a medida que eu percebo que ela esta ofegante. Minha menta dá um estalo ao constatar o que ela fazia sozinha no quarto. Seus cachos bagunçados e bochechas rosadas só reforçam minha teoria.
- Não me ouviu bater, gatinha? - questiono quando entro fechando e trancando a porta atrás de mim.
Observo a minha gatinha tentar ajeitar os cabelos para trás e cruzar os braços enquanto suspira com os lábios vermelhos.
- D-Desculpa, Lou... eu estava, hum, estava... vendo série. - ela morde os lábios e me olha com uma carinha pidona, que ela só faz quando esta mentindo e quer me convencer de algo.
- Série, é? - riu baixinho e ela assente murmurando, caminho pela sala deixando minhas coisas na móvel sob o olhar atento dela. - Estava no estúdio agora. Fui te buscar pensando que tinha aula.
- Louis! Não acredito, eu te avisei hoje... - ela finalmente ri baixinho desacreditada e se encosta na lateral do sofá.
- Eu sei, fui no automático e nem me lembrei do que você falou hoje cedo. - Volto para ela e não sou nada sutil quando meus olhos descem por todo seu corpo. - Acho que estava distraído com outras coisas.
Demoro um pouco mais meu olhar em suas coxas roliças e expostas, pensando no quanto eu gostaria de tocá-las. Harry percebe meu olhar e a vejo pressionar uma perna na outra, enquanto fica vermelha de vergonha. Ela esta molhada, e eu sei disso.
- Q-que coisas?
A observo engolir seco e ignoro sua pergunta enquanto me aproximo, nossos corpos alguns centímetros de distância e agora ela parece ter mais dificuldades para respirar. Não sei o que se passa nessa cabecinha, mas eu sei que estou causando alguma coisa nela, e isso já basta pro meu pau latejar nos meus jeans.
- Sabe... encontrei a April e ela comentou umas coisinhas... - deixo a frase morrer no ar, só pra ver a reação da minha gatinha.
Harry trava. O corpo inteiro dela dá um micro choque, como se eu tivesse encostado um fio elétrico na sua espinha. Os dedos apertam o tecido do short rosa, os olhos descem, sobem, descem de novo. Ela sabe. Eu sei que ela sabe. E ela sabe que eu sei. Eu dou um passo pra frente e ela, como sempre, dá um pra trás. Só que dessa vez, ela fica presa entre mim e o braço do sofá. Perfeitinha. Quente.
Eu encosto uma mão na lateral da sua cintura bem ali, onde ela sempre treme e deixo meu polegar deslizar pra cima e pra baixo, devagar, devagarinho, só pra torturar.
- Me vai contar porque anda tão manhosa ultimamente? - minha voz sai baixa, rouca, quase um ronronar. - Me evitando e fugindo de mim?
Harry abre a boca, mas nada sai. Só um suspiro quebradinho que me deixa duro num nível absurdo.
- N-não tô te evitando...
- Não tá, não? - rio, mas é um riso curto, quente, perigoso. - Então por que você some toda vez que eu encosto em você? Por que as bochechas ficam assim... - toco com o indicador, só pra vê-la fechar os olhos - tão vermelhinhas?
Ela engole seco. Eu abaixo um pouco a cabeça, e nossa respiração cola. Meu nariz encosta nos cachinhos úmidos dela.
- Andou fazendo muitas coisinhas escondida, não andou, minha gatinha? - sussurro contra o ouvido dela. - Hum?
O corpo dela quase desmonta. A respiração vacila. As mãos sobem, como se quisesse me empurrar... mas param no meu peito, sem força nenhuma. Só tremendo. Tocando meus músculos.
- Louis... - ela murmura, chorosinha e toda manhosa. - Eu... eu não... não sei do que você tá falando...
- Sabe sim. - seguro o queixo dela, fazendo-a olhar pra mim. - Eu ouvi sua voz no telefone, assim... molinha. Ofegante. - passo o polegar no lábio inferior dela, que abre sem ela perceber. - Você acha que eu não sei reconhecer minha gatinha quando ela tá se tocando?
O gemidinho engasgado que ela faz quase me mata. Harry solta outro suspiro, como se o ar ficasse pesado demais pra segurar. Ela tenta virar o rosto, mas eu acompanho.
- Me diz, bebê... - minha boca roça na dela, sem beijar - o que você tava vendo no seu quarto antes de eu chegar, hein?
- N-nada... Lou.
Ela solução sob meu toque, e aperto sua cintura instintivamente, deixando meu corpo um pouco mais coladinho no dela.
Eu sorrio. Lento. Sujo. Meus lábios tocam a lateral do seu rosto e meu corpo prende o dela entre o sofá.
- Não mente pra mim, minha gatinha...você sabe que eu não gosto. Você viu todos. - afirmo, não pergunto. - E ainda ficou molhadinha por minha causa.
O corpo dela treme inteiro. E eu encosto minha testa na dela, respirando contra sua boca.
- Gatinha... você não faz ideia do quanto isso me deixa maluco.
Harry tá presa entre mim e o sofá, o peito subindo rápido, como se cada respiração fosse um pedido de socorro e um convite ao mesmo tempo. Eu baixo um pouco o rosto, deixando minha boca a milímetros da dela.
Quase toca. Quase. Só pra matar ela de nervoso.
- Me conta uma coisa... - murmuro, e minha voz sai tão baixa que parece pecado. - Você... gostou de assistir, não gostou?
O corpo dela reage antes da consciência. Um arrepio inteiro percorre sua pele. Ela tenta virar o rosto, mas eu seguro de leve o queixo dela, guiando de volta pro meu olhar.
- Lou... - ela sussurra, perdida. - Eu... eu não...
- Gostou sim. - interrompo, suave, mas firme. - Eu vi nos seus olhos. Do jeitinho que você não consegue esconder nada de mim.
Ela aperta os lábios, as bochechas fervendo, a respiração toda torta. Parece prestes a chorar de vergonha e gemer ao mesmo tempo. Eu a encosto mais no estofado, meu corpo fazendo sombra no dela e minha ereção toca suas coxas nuas. Ela arregala os olhinhos verdes e boquinha gostosa abre em um gemido mudo.
- Me diz... - minha testa encosta na dela, nossa respiração vira uma só - assistir eu fodendo outras garotas te deixou molhada?
Ela solta um som quase inaudível.
Um "ah" que é pura entrega. E eu sorrio. Lento. Cruel de tão doce.
- Você gostou, então? - minha voz arranha no ouvido dela. - Que gatinha atrevida... ficou molhadinha assistindo eu tocar alguém parecia com você.
Harry fecha os olhos forte, como se isso fosse apagar a verdade da pele dela.
- Lou... eu...
- Shh... - calo ela com o dedo em seus lábios, me deliciando com a visão dela toda chorosa nos meus braços, roçando o nariz no dela - tudo aquilo que você viu... tudo aquilo que te deixou tremendo... eu sempre quis fazer com você.
Ela abre os olhos devagar, como se o chão tivesse sumido.
- Sempre. - repito, numa confissão murmurada, quente, perigosa. - E você nunca me deixou. Sempre me afastando. Me chamando de melhor amigo... mas agora você não tem para onde fugir, gatinha.
A mão dela sobe instintivamente até meu peito, mas ela não me empurra.
Ela só segura minha camisa, como se fosse a única coisa impedindo o mundo de desabar. Eu aproximo de novo, mais ainda, minha boca quase tocando a dela - quase, quase - só pra torturar. Meus olhos descem até a boca dela, depois voltam. Ela fecha os olhos brevemente e depois os abre, encarando meus lábios.
- Você... sempre quis?
Eu quase rio quando ela pergunta aquilo, como se ainda tivesse alguma dúvida.
Mas não tem humor em mim. Só ela. Só essa porra de necessidade que eu venho enterrando há tempo demais.
- Sempre quis - repito, e minha voz sai baixa, rasgando por dentro. - Desde que eu me entendo por gente, eu te quero. Você não tem ideia.
Harry aperta minha camisa. Não pra me afastar. Pra se segurar.
Como se eu fosse o único ponto fixo num quarto que tá girando. Eu seguro o queixo dela, faço ela levantar o rosto pra mim. Gosto de ver o medo e o desejo misturados nos olhos dela - é bonito. É cruel. É tudo que eu imaginei quando me toquei pensando nela pela primeira vez.
- Me conta... - eu provoco, roçando o polegar nos lábios dela. - Vai mentir pra mim agora? Vai dizer que não apertou as coxas vendo meus vídeos? Que não enfiou a mãozinha na calcinha imaginando que era eu te fodendo?
Ela fecha os olhos, respiração presa, peito subindo rápido.
Caralho... ela tá derretendo na minha frente.
- Eu... eu fiquei com vergonha - ela murmura. - Eu não devia ter visto...
Eu rio baixinho, encostando a boca na pele quente do pescoço dela.
- Não devia... ou não conseguiu evitar, gatinha?
O corpo dela treme. Ela solta um som tão suave que quase me ajoelho ali mesmo.
- Me diz - sussurro no ouvido dela, minha voz quase um toque. - Você se tocou pensando em mim?
Nada. Só o silêncio dela, denso, quase pornográfico.
E então ela levanta os olhos - grandes, brilhantes, implorando pra eu não parar.
- Eu... pensei - ela admite, e a voz quebra. - E eu... gozei.
Fecho os olhos. Respiro fundo. Tento não gemer.
- Puta que pariu, Harry...
Aperto a cintura dela porque, se eu não segurar, minha perna vai falhar. É isso que ela faz comigo sem nem tentar.
- Você vai me matar - eu digo contra a boca dela, quase rindo, quase chorando.
Ela tenta falar alguma coisa, mas eu encosto a testa na dela e corto qualquer tentativa de fuga.
- Escuta bem - falo baixo, firme, sem espaço pra mal-entendido. - A partir de agora, eu não vou fingir que não te quero. Não vou ignorar o fato de que você goza pensando em mim. Não vou ser seu "melhor amigo" enquanto você treme desse jeito na minha mão.
Minha mão sobe pelas costas dela, lenta, reclamando cada centímetro como se fosse meu por direito. Chego perto da boca dela. Tão perto que eu sinto o suspiro dela na minha língua. Mas não beijo. Não ainda. Quero ela desesperada. Ela abre a boca, mas nada sai. É tão bonitinha assim, toda quebrada, tremendo entre as minhas mãos... que eu quase esqueço de respirar.
Quase.
Eu passo o polegar na boca dela de novo, bem devagar, só pra ver o lábio inferior tremer.
- Sabe o que eu tô pensando agora? - murmuro, minha voz arranhando na garganta. Ela engole seco. - Que você foi uma gatinha muito atrevida.
Aperto mais a cintura dela, trazendo o corpo dela pro meu como se eu tivesse todo o direito. E, por Deus, ela deixa. Ela cede.
- Muito atrevida mesmo - repito, mais perto, roçando minha boca na dela, sentindo o suspiro quente bater no meu rosto. - Assistir meus vídeos escondida... gozar pensando em mim... e depois olhar pra minha cara como se nada tivesse acontecido.
Ela solta um som baixinho, quase um pedido de desculpa. Eu rio. Baixo. Perigoso.
- Má - digo, encostando minha testa na dela. - Você foi muito má comigo, Harry.
Minha mão sobe pro pescoço dela, segurando de leve, só o bastante pra ela sentir o comando, não o aperto. O olhar dela fica vidrado, hipnotizado, molhado. Ela respira fundo, o peito subindo rápido, e então a voz sai... quebradinha, toda do jeito que destrói qualquer resto de autocontrole que eu ainda tinha.
- Lou... - ela soluça, baixinho, chorosinha - eu não quis... eu juro que eu não...
Ah, mas quis sim. E o pior (ou melhor) é que eu vejo nos olhos dela: ela tá dizendo não com a boca, mas o corpo dela tá gritando sim pra mim desde o primeiro momento. Eu seguro o rosto dela entre as minhas mãos, acariciando as bochechas quentes, sentindo cada tremor, cada pedacinho de vergonha que ela tenta esconder.
- Ei... - murmuro, com um sorriso lento, quase cruel - você sabe que não adianta mentir pra mim, né?
O lábio dela treme. Ela fecha os olhos, quase se encolhendo contra mim. Minha boa gatinha confusa. Eu aproximo mais, meu nariz deslizando pela bochecha dela até chegar na orelha.
- Eu vou te ensinar a ser uma boa gatinha pro seu Lou agora - sussurro, bem quente, bem baixinho, sentindo ela arrepiar inteira. - Você quer isso?
Ela fica imóvel por um segundo. Presa. Engolindo seco. Lutando consigo mesma. E então, finalmente, cede. Sua voz vem tão fraquinha, tão manhosa, tão envergonhada... que eu sinto meu corpo inteiro reagir.
- S-sim... - ela respira, contra o meu peito - Eu quero... Lou, por favor.
Eu puxo o queixo dela pra cima, fazendo-a olhar pra mim. Os olhos grandes, brilhando, implorando sem perceber.
- Fala direito, gatinha - digo, roçando minha boca na dela sem beijar. - Fala como eu gosto de ouvir.
Ela geme baixinho, a voz falhando, mas saindo:
- Eu quero ser boa, Lou...
- Eu quero ser sua gatinha boa...
E eu sorrio contra os lábios dela, finalmente deixando meu hálito misturar com o dela.
- Assim que eu gosto.
Eu deixo o "gatinha boa" dela pairar no ar por um segundo, saboreando cada sílaba. O corpo dela tá grudado no meu, quente, tremendo, respirando como se estivesse aprendendo a viver pela primeira vez. Aí eu me inclino, pego o lábio inferior dela entre os meus dentes e puxo - lento, provocando, maldoso. Só o suficiente pra ela soltar aquele gemidinho que me arranca o chão.
Ela se inclina pra frente, buscando a minha boca, quase me beijando. Eu seguro o rosto dela com firmeza e me afasto só o bastante pra vê-la desabar de frustração.
- Não. - digo, baixo, quente. - Você não vai me beijar ainda.
Os olhos dela se abrem devagar, enormes, surpresos, manhosos. Ela tenta se aproximar mesmo assim, como se não tivesse ouvido. Eu seguro o queixo dela de novo e faço ela parar.
- Só vou te beijar quando você aprender a sua lição, gatinha. - deixo um sorriso lento, arrogante, bem de propósito. - Até lá, minha boca é proibida pra você.
Ela solta um suspiro choroso, quase um reclaminho, e eu quase cedo. Mas não. Não agora. Eu passo o dedo pelo canto da boca dela, limpando a lágrima que nem chegou a cair.
Meu olhar desceu para os peitinhos grandes, avantajados no tecido fino da camiseta, quase estourando aqueles botões tão delicados. Harry morde o lábio inferior e olha para mim enquanto balança levemente seu corpo. Um gesto tímido mas que carregava grande malícia por trás. Ela estava se insinuando. Como uma verdadeira putinha.
Sorrio levemente e puxo sua cintura ate ter seu corpinho inteiro colado no meu. Os montinhos gostosos roçando no meu peitoral.
- Seja uma boa gatinha e me deixa ver seus peitinhos.
- Você.... quer que eu tire a minha blusinha, Lou?
Ela suspira manhosa e um pouco insegura, mas pressiona mais ainda seu corpo no meu, se esfregando em mim. Como a porra de uma gata no cio. Eu assinto e vejo ela se afastar um pouco para ter espaço. Seus dedinhos sobem trêmulos pros primeiros botões da blusa e ela começa a desabotoar lentamente. Sua pele vai sendo exposta e eu acompanho com o olhar atento enquanto ela tira a blusinha dela para mim.
Deixa o tecido cair sobre os ombros e eu prendo a respiração ao encarar os biquinhos rosados daqueles seios deliciosos. Vejo Harry ficar vermelha e abaixar a cabeça, totalmente envergonhada e tímida com meu olhar no seu corpo. Eu sorrio levemente e acaricio sua cintura, guiando seu corpo até ela estar sentadinha no braço do sofá.
- Olha pra mim, gatinha. - peço e ela levanta o olhar atento ao meu, seus cachos um pouco bagunçados caem em sua rosto graciosamente e seus olhos verdes me hipnotizam. - Eu posso?
Coloco uma mexa de cabelo atras da sua orelha e me inclino para sussurrar perto da sua bochecha, deslizando a ponta do meu nariz na pele avermelhada, a ouvindo suspirar e então sinalizar com a cabeça uma autorização tímida. Sem esperar muito, minha mão sobe instintivamente pra sua cintura e eu agarro seu peitinho gostoso entre os dedos.
- Lou... - ela geme baixinho e fraca, as perninhas abrindo para me acomodar entre elas.
A minha gatinha geme como uma verdadeira putinha enquanto eu aperto seus seios e minha ereção toca suas coxas roliças.
- Sensível aqui, gatinha? - sussurro contra sua boca, puxando de leve o biquinho durinho.
Um arrepio visível corre por ela, dos ombros até a ponta dos dedos. As perninhas se fecham por um segundo por puro reflexo - e depois se abrem de novo, me chamando.
Meu olhar sobe do corpo dela até encontrar o rosto corado, os olhos grandes demais pra fingir qualquer coisa. Eu me sinto no céu. Seus seios estão na minha mão e ela geme desesperada para eu fazer mais alguma coisa.
- Você é tão gostosa. - digo baixo, controlado. - Eu imagino o quão apertadinha você deve ser aqui em baixo.
Meus dedos apertam seu biquinhos com força, para então descer minha mão lentamente até seu shorts. Minha palma alcança o tecido molhado, sentindo sua xoxota latejar enquanto se baba inteira. O peito sobe e desce rápido demais e estremece no lugar.
- Lou... - ela agarra meu braço e para meus movimentos. - Lou... não...
Ela choraminga pra mim com um biquinho choroso nos lábios e sua voz manhosa como uma gatinha no cio. Ela pede para eu parar, mas ao mesmo tempo, força minha mão para sua xoxotinha novamente. Meu dedos se encaixam no seu grelinho inchado por cima do tecido e não perco tempo em começar a acaricia-lo
- Boa gatinha. - murmuro sentindo o molhado entre suas pernas. - Tão boa.
Harry ronrona parecendo satisfeita com o elogio, enquanto seu quadril inclina na minha direção e se esfrega na minha mão. Sinto sua xotinha pingar e molhar todo o tecido do shorts fino, quando meus dedos aumentam a fricção, ela treme e arreganha as pernas. Uma mancha escura se acumula no tecido enquanto eu seguro seu grelinho e torço entre os dedos, a fazendo gritar e se contorcer tentando afastar minha mão.
- L-lou... a-ah, assim n-não - seus gritinhos saem meio desesperados, mesmo que seus movimentos não demonstrem tanto esforço pra me afastar. Ao contrário, sinto ela se molhar mais.
- Minha gatinha não gosta de ser judiada? - minha voz sai doce e mansa, enquanto ainda aperto seu grelinho inchado por cima do shorts. Ela nega lentamente com um biquinho choroso nos lábios, suas pernas permanecem abertas pra mim. - Pensei que quisesse ser boa.
- E-eu quero... quero ser boa, papai.
Ela continua a gritar e repetir que quer ser uma boa garota, e eu observo seus peitinhos gostosos balançarem enquanto ela treme nos meus braços. Paro com os movimentos na sua xotinha, somente para segurar seus cachinhos bagunçados e atrair sua atenção pra mim.
- Seja uma boa garotinha do papai e vira pra mim.
Sua resposta vem um gemidinho alto e manhoso, ao mesmo tempo que arregala os olhinhos pela forma que eu chamei. Mesmo assim, como uma boa gatinha, ela desce do estofado e se vira lentamente. Seu bumbum arrebitado roçando no meu pau enrijecido ainda dentro da calça, ela morde o lábio inferior enquanto se empina timidamente melhor pra mim. Eu agarro seus cachos e a faço deitar o tronco inteiro no braço do sofá, seus seios pressionados no estofado claro e seu rabinho totalmente encaixado no meu quadril.
- Agora o papai vai te ensinar a ser uma boa gatinha. - puxo levemente seus cachos, a fazendo gemer baixinho, enquanto encaixo meu pau na sua bucetinha, me esfregando levemente ali.
Ela geme como uma verdadeira putinha desesperada, gritando e pedindo por mais. Largo ela deitada ali e meus dedos correm pela sua silhueta, a cintura fina, o quadril avantajado e finalmente sua bunda gordinha. Agarro o cós do seu shortinho e começo a descer o tecido e deixando cair nos seus pés, expondo seu bumbum e enfim a bucetinha gorda que eu tanto sonhei experimentar.
Ela esta exatamente na posição que eu a vi a primeira vez, empinadinha e bem molhada, totalmente vermelha de tanto se esfregar. Sinto Harry ficar mais agitada a medida que me aproximo da sua buceta exposta, acariciando suas coxas grossas para acalmá-la.
- Papai... por favor!
- Desesperada, gatinha? - zombo da sua expressão dengosa e meu hálito quente bate contra seu grelinho todo inchadinho. Ela choraminga mais um pouco, como se implorasse por algo. - Quer saber o que vai acontecer agora?
Ela assente desesperadinha, suas perninhas agitadas e a bucetinha gulosa pingando. Não me contenho em morder com força suas coxas grossinhas, a fazendo espernear novamente. Aliso sua pele leitosa e seu bumbum imaculado, apertando a carne gostosa e imaginando o quão deliciosa ela ficaria vermelha.
- Sabe como o papai ensina minha gatinha a ser boa? - ela nega e eu intensifico o aperto em sua bunda. - Levando uns tapas.
Harry franzi a testa sutilmente, a expressão cansada e manhosa se transformando em confusão para então ela finalmente entender o que iria acontecer. Não demora para ela começar a chorar e negar desesperada, mas quando eu volto a apalpar seu rabinho, ela se mistura em uma confusão entre rebolar nas minhas mãos e negar chorando.
- Papai, não, por favor...
- Você é um putinha mal comida. - ela chora mais e eu dou o primeiro tapa forte nas suas coxas, arrancando um grito esganiçado dela. - Quer ser boa pro papai Lou? Então vai obedecer e contar todos os tapas que eu der. E se voce errar alguma vez, eu vou dobrar seu castigo. Me ouviu bem?
- S-sim, papai, ouvi. - ela choraminga desesperada, eu paro meus movimentos para me erguer e tirar minha jaqueta. Não falo em voz alta, mas observar minha Harry vulnerável e peladinha pra mim enquanto eu ainda estou completamente vestido me tira do eixo. Minhas mãos vão para sua bunda novamente e eu abro as bandas gordas, expondo sua xoxota melada.
Observo buraquinho guloso piscar enquanto jorra mais do seu melzinho pra fora e a visão me faz gemer rouco, desejando meter a língua nela. Mas sei isso é algo que ela nao merece ainda, então me contenho em apertar a pele ate ficar avermelhada e então pesar a mão ao estalar um tapa forte no seu rabinho. Ela grita desesperada para então gemer alto como uma puta.
- U-um... - a ouço murmurar baixinho, lembrando que ainda precisa se concentrar nas minhas ações. Dou outro tapa e ela grita. - Dois!
Harry grita e geme desesperada quando meus tapas vêm fortes e certeiros, sua pele branquinha e sensível lentamente se transformando em um tom vermelho com a marca dos meus dedos.
- Sete, oito! AH! - Continuo espancando sua bunda gorda, e chega a ser cômico como nem no décimo tapa a sua pele ja esteja totalmente vermelha.
Não paro com o seu castigo e quando a contagem chega nos trinta, a bunda dela ja se aproxima em um tom escuro de vermelho, quase roxo. A voz dela ja esta fraca e suas pernas perderam a força, mas mesmo assim, minha gatinha se esforça em continuar sendo obediente contando. Percebo que, quanto mais eu espanco sua bunda, mais alto e mais manhosa ela geme. A minha gatinha esta adorando sentir dor.
- Trinta e dois, hum! - ouço seu gemidinho manhoso e ela empinar sua bundinha mais na minha direção. - Trinta e... quatro...
Automaticamente, paro com meus movimentos ao ouvir suas palavras. Harry parece perceber instantaneamente o que fez e paralisa também e, lentamente, ela vira o rostinho na minha direção. Seus cachinhos bagunçados, as bochechas vermelhas e a boquinha inchada quase me fazem esquecer seu erro por um momento, mas quando ela soluça e começa a chorar, meu pau volta a latejar dentro da minha cueca.
- L-lou... D-Desculpa...
Ela choraminga desesperada quando eu a interrompo, mas nao me importo com suas desculpas, puxo seus cachos com força e ergo seu corpo. Suas costas encostam no meu peitoral e minha mão livre segura suas bochechas vermelhas, ate formar um biquinho nos seus lábios.
‐ Sua vadia inútil, eu avisei o que aconteceria se errasse.
– D-desculp-
Um tapa forte acerta sua bocheca esquerda e Harry chora desesperada com minhas palavras rudes, seu corpo borbulhando ela lentamente se esfrega em mim. Seu bumbum vermelho encaixado no meu pau enrijecido eu só penso em comê-la propriamente logo.
— Cala a boca, eu nao mandei voce falar. To vendo que vou ter que deixar de ser bonzinho com voce. – acerto outro tapa forte em seu rosto, a fazendo gemer alto e chorar mais ainda. — Tão gostosa... mas uma gatinha tão má.
Desço meus dedos pelo seu corpo e agarro os seios gostosos, torcendo os biquinhos rosados, ate chegar na sua xoxota melada, sinto seu buraquinho guloso piscar e jorrar mais do seu melzinho na minha mão.
— De joelhos. — sussurro contra seu biquinho choroso enquanto meus dedos apertam o grelinho inchadinho. Harry arregala os olhinhos verdes na minha direção e os lábios gordinhos se abrem devagar, ate ela assentir inebriada quando a solto do meu aperto.
Vejo minha gatinha se virar lentamente e então, começar a se ajoelhar aos meus pés. Perco o ar com a visão que eu tenho. Harry esta ajoelhada na minha frente, as coxas roliças levemente abertas, sua xoxota pingando no piso de madeira e seus cachinhos cobrindo parcialmente seu rosto corado. Ela me olha de cima, com os olhos grandes e manhosos, a boquinha gostosa e abertinha quase esperando para que eu enfie meu pau ali.
Desabotoo meus jeans acompanhado pelo olhar dela, meu pau faz um volume considerável na cueca e eu aperto por cima do tecido, nunca quebrando nosso contato visual. Mas Harry parece bem mais interessada no meu volume, sorrio canalha e me aproximo dela, minha ereção coberta quase tocando seu rosto enquanto a seguro no lugar pelos seus cachos. Ela esta toda vermelhinha de vergonha e tesão.
— Vamos, gatinha, papai esta esperando. Põe a boquinha.
Ela coloca a língua pra fora e lambe lentamente o tecido umido por cima do meu cacete. Harry ronrona e esfrega a bocheca no meu pau, lambendo e tentando sugar tudo que conseguia por cima do tecido elástico da cueca. Esfrego meu pau mais algumas vezes no seu rosto, ate que perco a paciência naquele joguinho sujo e coloco minha ereção pra fora. Harry se assusta levemente quando o pau pesado encontra seu rosto, mas nao não espero e começo a empurrar para dentro da boquinha gostosa.
— Eu sei que quer ser boa pro papai, então me mama direitinho.
Harry tenta acomodar todo meu cacete em sua língua e quanto sinto a cabecinha do meu pau tocar sua garganta fundo, nao espero seu comando para comecar a meter na sua boca. Os lábios inchadinhos se arrastam por todo meu comprimento, sua boquinha molhada e bem quentinha acomoda meu pau inteiro. Seguro seus cachos com força quando começo a meter mais forte e nesse momento Harry volta a gemer abafada.
— Boquinha gostosa. — Gemo rouquinho quando os dentinhos de coelho raspam no meu pau. — Que delicia, gatinha. Voce é tao boa.
Barulhos molhados ecoam pelo apartamento junto aos seus gemidos excitadinhos e abafados. A visao do meu pau entrando e saindo da sua boca é demais para mim.
— Vai deixar o papai gozar na sua boca, meu bem? — Ela revira os olhos excitada e mexe com a cabeça, me fazendo aumentar os movimentos. A ouço engasgar algumas vezes e em seguida encho sua boca com toda a minha porra. — Engole tudo...
Me afasto brevemente enquanto ela engole tudo, com algumas gotinhas escapando pela lateral dos seus lábios. Sua boca esta molhada e ela respira ofegante olhando para mim.
– Tudo bem? — Toco de leve a bocheca vermelha, passando o dedo carinhosamente pela pele marcada. Harry concorda com a cabeça e fecha os olhos, suspirando talvez cansada.
Estou tão focado no nosso momento que não percebo as horas passando e muito menos que talvez a minha gatinha esteja ficando exausta, apesar de estar gostando, não sei o quanto ela esta acostumado a isso — e pela minha saúde mental, espero que pouco.
– Vem, gatinha.
Pensando nisso, ajudo a levantar e agarro sua cintura, trazendo seu corpo mole ate mim e nos guiando até cairmos sentados no sofá. Harry vem automaticamente para o meu colo, suas coxas gostosas se acomodando em cima de mim e seu rosto encontrando caminho para se esconder entre a curva do meu pescoço, assim como ela sempre faz.
Sorrio satisfeito ao perceber que ela voltou a agir normal comigo, acrescentando o fato dela estar nua sob meu corpo e ter acabado de me chupar, isso só melhora meu humor. Abraço sua cintura com força e beijo seus ombros, seus dedos estao nos fios soltos da minha nuca e sinto sua respiração batendo contra minha pele.
Traço pequenos beijos até a curva do seu pescoço, mordendo e chupando a pele quente. Harry estremece no meu colo, murmurando e gemendo baixinho perto do meu ouvido.
– Você foi muito boa... — Sussurro beijando a lateral do seu rosto e agarrando seus cabelos. — Gatinha do papai... vou dar o que voce quer.
Harry geme afetada e eu guio seu rosto para ela me olhar nos olhos, nossas respirações quentes batendo uma contra a outra, seus lábios inchadinhos e vermelhos roçando nos meus, ela esta começando a ficar agitada em cima de mim e para acabar logo com a sua tortura eu dou a ela o que ela quer, e o que eu sempre quis.
Nossos lábios se chocam com uma iniciante calma, seu quadril se encaixa no meu e meu pau fisga na sua coxa. Sinto Harry desesperada enquanto ataca os meus lábios, ela tenta me acompanhar, mas meu aperto firme em seus cachos nao permite que ela faça muito. Minha língua invade a boca dela e tudo se torna uma bagunça de pequenos gemidinhos e saliva. Aperto suas coxas quando ela suga minha língua da mesma forma que sugava meu pau minutos atrás.
– Papai... – Harry choraminga manhosa quando nós afastamos um pouco, se encaixando em mim e meu pau tocando sua bunda gordinha. – Por favor.
— Ainda não está satisfeita? — agarro a carne gorda do seu rabinho, pressionando minha ereção entre as bandas. Eu sei o que ela quer, e é obvio que eu estou louco para meter nela como sempre quis, mas não me contenho em fazê-la implorar por isso. — O que a minha gatinha quer? Fala pro papai....
Ela chora mais, negando levemente e ficando vermelha como um tomate. Sorrio para ela e não me contenho em estalar um tapa forte na bunda gorda, a fazendo se espernear.
— Papai!
— Estou achando que minha gatinha não aprendeu a lição corretamente...
— Eu aprendi! Papai, eu sou uma boa gatinha... — choraminga desesperada. — Por favor, papai, eu sou uma boa gatinha.
— Não esta parecendo... a minha gatinha claramente precisa de alguma coisa e não quer me falar. — Puxo seus cabelos e meus lábios vão para seu pescoço, beijando e lambendo a pele. — Papai odeia não dar o que minha filhote quer.
— E-eu... Ah!
— Hum?
— E-eu quero que o papai toca a minha bucetinha. – Sua voz finalmente sai e meus dedos correm lentamente pelo seu corpo ate tocarem o montinho molhado, sentindo o grelinho inchadinho. A ouço gemer alto.
— E o que mais, gatinha? Só isso? — faço uma massagem gostosinha no grelinho sensível, a ouvindo suspirar e chorar perto do meu ouvido. – Só as mãos do papai na sua xoxota?
— Dentro, papai... — Harry geme baixinho e bem manhosinha. — Eu quero o dedos do papai dentro da minha florzinha.
Sinto minha ereção doer de tanto tesão que eu sinto no momento, ver Harry implorar toda manhosa me pedindo para foder sua buceta virou meu som favorito. Me sinto viciado em seu corpo e no seus gemidos, meus dedos entram no seu buraco apertado, molhando minhas mãos e apertando as juntas. Harry geme mais desesperada, gritando e se contorcendo em cima de mim, e eu sequer usei meu pau nela ainda.
— Assim, amor? — Indago, torcendo minhas digitais no seu interior molhadinho. — Gosta assim? Gosta dos dedos do papai dentro do seu buraquinho?
Fodo sua bucetinha gulosa com minha mão, minha palma batendo contra seu grelhinho sensível e as mãos delicadas de Harry seguram meus biceps com força.
— S-sim, sim, papai, gosto muito! AH!
Quando sua xoxota começa a piscar desesperadamente e meus dedos se apertam no seu interior, eu afasto minha mão rapidamente.
— Ah! Não! — Agora lágrimas grossas escorrem pelas bochecas coradas da minha gatinha, seus olhos verdes brilham no molhado e um biquinho insatisfeito enfeita seus lábios gostosos. — Papai, não! Por que parou?
Suas unhas pintadas de rosa arranham meus braços e ela tenta puxar rudemente meus dedos para dentro dela novamente. Ela esta agindo agora como uma gatinha arisca, somente porque eu tirei o que ela queria. Não gosto nada de sua reação, e não é difícil segurar seus braços e então virar nossos corpos no sofá. As costas de Harry batem contra o estofado e ela parece acordar da sua pequena birra ao se assustar com o movimento brusco.
— O que pensa que está fazendo? – seguro sua cinturinha fina, puxando seu quadril ate de encontro no meu, pressiono meu pau em sua barriga. — Você nao aprendeu nada com a sua lição? É tão desesperada assim?
— Lou... — ela soluça e eu minha mão preenche seu rosto em um tapa forte.
— Cala a boca. Só foi receber um pouco de atenção que voltou a ser essa vadia desesperada. — Seguro seu rosto entre meus dedos, formando um biquinho nos seus lábios. — Não dá para ser bonzinho com você. Viu o que você fez?
Me ergo brevemente somente para mostrar meu antebraço para ela, as pequenas marcas das suas unhas curtas se formando em linhas avermelhadas agora na minha pele. Seus olhinhos se enchem de lágrimas novamente, e ela começa a murmurar desculpas desengonçadas, tentando tocar os ferimentos.
— Fica quieta. — Me ergo no sofá, ficando de joelhos e afasto sua mãos atrevidas do meu corpo.
Harry esta jogada no estofado, os cachinhos bagunçados pelo tecido claro e as pernas abertas, sua xoxota melada ja se econtrava em um vermelho escuro. Seu rosto está inteiro vermelho e repleto de lágrimas, as bochechas quentes e seu biquinho manhoso nos lábios, tentando me persuadir.
— Me perdoa, papai....
— Você vai ter que fazer mais que isso. Papai ficou muito chateado. — Arqueio as sobrancelhas, terminando de desabotoar minhas calças e arrancando ambos tecidos do meu corpo. Meu movimento faz Harry morder os lábios trêmula.
— O senhor vai me perdoar? — Ela me olha com aqueles olhinhos verdes que eu sou completamente apaixonado, sua voz doce e dengosa saindo tão naturalmente me tira do eixo. Ela sabe exatamente como me dobrar inteiro.
— Minha gatinha vai ter que se esforçar pra me agradar.
— Eu vou... eu faço o que você quiser, papai. — Sua voz sai fraca, e ela nem ousa se mexer. Meus dedos agarram seus cabelos pela nuca e eu ataco seus lábios.
Sinto meu gosto misturado ao seu em sua língua, Harry tenta tocar meus ombros, mas eu puxo seus pulsos e prendo com a minha mão acima da sua cabeça. Ela está quase totalmente imóvel quando volta a gemer entre meus lábios e tenta tocar nossos quadris.
— Mandei você ficar quieta. — Cravo meus dedos no seu quadril, a fazendo choramingar, e viro seu corpo no sofá. Harry se assusta com o movimento brusco, soltando um gritinho alto.
Ela olha pra mim por cima dos ombros, seu rabinho agora esta todo empinadinho na minha direção. É confusão estampa seu rosto.
— O que o papai vai fazer? - Ela pergunta confusa, e eu agarro o bumbum arrebitado, apertando a carne toda vermelhinha. Alguns pontinhos roxo estampando a pele sensível.
— Minha gatinha não queria desculpar?
— Sim! Sim, papai... eu quero ser boa.
— Ótimo.... Porque agora eu quero meter bem fundo na sua bucetinha. Coloca as mãos para trás. — Ela segue minhas ordens automaticamente, jutando os pulsos nas costas. Eu puxo seu corpo, a fazendo ficar de joelhos e com a cabeça deitada no sofá.
Olho ao meu redor e pego seu shortinho esquecido jogado no tapete, o tecido esta mole e bem maleável, então é facil usá-lo para amarrar suas mãos para trás do corpo. Harry tenta protestar e me olha confusa.
— Papai, não. — Ela chora mais, tentando se soltar, mas eu ignoro seus pedidos irritado, dando um tapa forte em sua coxa.
— Se reclamar mais uma vez eu vou te largar aqui sozinha e insatisfeita. — Dou outro tapa em sua bunda, abrindo as bandas gordas e meu olhar cravando na sua xoxota melada. — Você acha que eu não posso encontrar alguém melhor para foder? Você mais do que ninguém sabe que eu tenho boas opções...
Minha voz sai rude para a persuadir, o que funciona pois mais lágrimas grossas escorrem pelo seu rosto bonito.
— Não! Papai, por favor, não faz isso...
— De repente a minha gatinha não gosta mais da ideia de me ver fodendo com outras? — Meu riso sai debochado, com uma mão segurando minha bunda e com a outra punhetando meu pau lentamente. — Você acha que é boa o suficiente para me satisfazer?
— Sim! Eu sou, papai! — Teima com a voz irritada agora. Ela está com ciúmes e isso me faz aumentar a velocidade da minha mão no meu pau. — A minha bucetinha ta toda meladinha, papai... Só para você.
Gemo rouco com suas palavras, aproximo meu pau da sua entradinha apertada, forçando para meter dentro.
— Papai vai meter bem gostoso no seu buraquinho guloso.
Quando meu pau entra inteiro dentro dela, Harry estremece, pressionando seu rosto contra o estofado e tentando abafar seus gemidos. Sua xoxota melada pressiona o meu pau de forma deliciosa, mais alguns segundos e eu começo a movimentar meu quadril.
— Awn papai... – sua voz sai abafada, nosso quadris batendo um contra o outro fazendo um barulho erótico que ecoa por todo o apartamento.
Seguro seu pulso preso entre os dedos e apoio meu pé no chão e o joelho no sofá para começar a foder mais forte. Sua bunda gorda balança no ar, fazendo pequenas ondas quando da de encontro comigo. Minhas bolas pesadas batem contra suas coxas, deixando tudo mais sensível e avermelhado. Sinto sua bucetinha gulosa toda molhadinha e deslizando pelo meu cacete.
— Porra, tão apertadinha e gulosa. — Fixo meu olhar no meu pau saindo e entrando do seu buraquinho, a visão me faz estremecer.
— Mais, papai... mais! Isso! — geme alto arqueando as costas quando eu moldulo meu quadril na sua direção.
— Que bucetinha gostosa, amor. — Me inclino na sua direção, o movimento fazendo meu pau se afundar mais nela. — Você é tão linda e ainda mais deliciosa assim, deixando o papai comer sua xoxota bem gostoso.
— Papai pode fazer o que quiser comigo, eu sou só sua. — Sussurro fraca, os lábios gordinhos roçando nos meus quando voltamos a nos beijar. Sua língua agora invadindo minha boca em um beijo molhado e desengonçado pela nossa posição. — Papai ta gostando?
— Muito, meu amor. Papai está muito satisfeito. Minha gatinha merece gozar. — Peço quando aumento as estocadas e levo meus dedos até seu grelinho, a estimulando enquanto fodo sua buceta. — Você foi muito bem. Uma boa garota do papai.
Harry se aperta no meu pau e goza forte, molhando toda minha ereção. Ela geme e se contorce inteira e eu sinto sua xoxotinha sensível. Quando estou para sair de dentro dela, ela começa a se agitar.
— Não, papai! Dentro, faz dentro de mim. — pede com carinho e manha em sua voz. Parece inacreditavelmente ela estar pedidno para eu gozar dentro dessa forma.
— Minha gatinha quer que o papai encha ela de leitinho? — ela concorda prontamente, rebolando o bumbum arrebitado. — Boa menina.
Volto a meter rápido e forte, seu aperto me fazendo gozar e explodir dentro dela com algumas estocadas. Minha porra preenche seu buraquinho apertado, vazando pelas laterais. Harry geme necessitada e toda manhosa. Me afasto lentamente e vejo minha porra escorrer por entre suas coxas.
O corpo mole e cansado da minha gatinha despenca no sofá, suas pernas estão dobradas e seus cachos jogados de lado. Ela respira ofegante e trêmula. Solto suas mãos e meu coração aperta quando a vejo com os braços moles e sem força.
Meu corpo ainda ferve e eu estou me recuperando dos meus dois melhores orgasmos, mas me concentro em cuidar da minha Harry agora.
— Gatinha. — chamo com cuidado, acariciando seu corpo docemente, meus dedos fazem um carinho leve em seus cabelos a observando com os olhos fechados e respiração profunda. – Meu bem, fala comigo.
— Hum... — ela murmura manhosa, me arranca um risinho. — Lou...
— Vêm cá, vamos cuidar de você. — Puxo seu corpo com delicadeza, passando um braço pelas suas pernas e outro no seu ombro. A ergo no meu colo e caminho pelo nosso apartamento completamente nu e com o meu mundo nos braços.
Já no banheiro, a coloco sentada no balcão da pia e ligo o chuveiro. Harry esta sonolenta e não fala muito, mas se mantem agarrada ao meu corpo e eu não a deixo afastada nem por um segundo, tanto por necessidade tanto quando eu temer que ela vá cair se eu soltá-la.
Lavo seus cabelos cuidado e deixo a agua escorrer pelo nosso corpo pelo o que parece horas. Não falamos mais do que o necessário mas sei que em algum momento teremos que conversar propriamente sobre tudo.
Por ora, deixo os minutos passarem e quando vejo necessidade de voltar para o mundo real eu desligo o chuveiro nos enrolo em toalhas novas. Harry finalmente parece acordar quando entramos no seu quarto, enrolei ela numa das minhas toalhas limpas para ajudá-la a se secar.
A vejo procurar algumas roupas no guarda roupa, para finalmente pegar uma blusa qualquer jogada na comoda e vestir. É uma blusa minha, e eu não faço ideia de como veio parar nas suas coisas.
Quando ela se vira para mim com os fios molhados e uma escova de cabelo na mão, ela parece finalmente perceber que eu ainda estou com a toalha enrolada na cintura. Suas bochecas coram automaticamente e a desvia o olhar.
— Ah, sério, gatinha? — Rio desacreditado, tentando me aproximar. — Vergonha?
— Lou! Fica quieto. — ela murmura mal humorada, de costas para mim tentanto se distrair enquanto penteia os cabelos.
A surpreendo ao abraçar sua cintura e cheirar seu pescoço cheiroso. Não deixo ela tentar se afastar enquanto ri envergonhada e com o sorriso mais lindo do mundo.
— Para, Lou! — gargalha alto quando passo a fazer cócegas no seu pescoço e quadril.
— Você não tem ideia do quanto me deixa maluco. – Digo sincero, deixando beijos molhados pela sua pele. — Eu quero ter você para sempre. De corpo e alma. Eu não aguento fingir que só sou seu amigo, gatinha. Me deixa ter você por inteira, por favor.
Minha voz é sincera e eu sei que ela sabe que não me refiro a parte sexual, mas quero deixar isso claro. Ela me olha sobre os ombros e então se vira, ficando na ponta dos pés para alcançar e abraçar meu pescoço.
— Lou... eu sempre gostei de você. Eu quero mais... Quero mais do que ser só sua amiga. Eu sempre quis.
Meu coração palpita forte dentro do meu peito, um sorriso enorme rasga meu rosto e eu abraço seu corpo firmemente, a girando no ar. Harry gargalha e eu sinto o tipo de felicidade que somente ela consegue me arrancar.
Sei que teremos muito o que conversar e resolver ainda. Sei que tudo que aconteceu não chegou nem perto de tudo que ela merece para aceitar que eu seja o seu namorado. Mas também sei que, por ora, é tudo que nos basta.
∘ ׄ · ׂ ᗢ Baby, I'm Preying on You Tonight ੭ (repost)
Harry é o adorável e manhoso gatinho de Louis, a menos que ele não esteja tendo o que quer e na hora que quer.
Louis, seu dono, deixa de lhe dar atenção em dado momento, e isso ocasiona em arranhões e uma deliciosa caçada na floresta nos fundos de casa a fim de colocar aquele gatinho petulante no seu devido lugar.
IMPORTANTE!!! Essa one foi escrita em 2022, portanto há a possibilidade de que você já tenha lido ela. Na época, ela foi escrita por mim e uma amiga, a mitzie, mas acabou sendo derrubada do wattpad. Tomei a liberdade de repostar porque tenho muito carinho por essa e por toda a experiência que foi escrevê-la :) Abaixo estão alguns avisos, desejo uma ótima leitura a todos!
∘ ׄ · ׂ Pet play - Onde numa dinâmica bdsm, um dos parceiros, geralmente o submisso, age como um bichinho. Nessa história, Harry é um gatinho.
∘ ׄ · ׂ Primal play/caçada - Onde se liberta os sentimentos mais e até animalescos numa cena. Aqui, também acontece uma caçada onde um é a presa e outro o caçador.
∘ ׄ · ׂ Hbottom/ltops - Na qual o casal têm uma dinâmica de BDSM em que Louis é o dominador e Harry, o submisso/break me.
∘ ׄ · ׂ Break me - Quando o submisso necessita ser "quebrado", caçado ou forçado a sua submissão, nem sempre precisando de punições físicas para tal.
∘ ׄ · ׂ Degradation - Ato de degradar verbalmente ou fisicamente outra pessoa e sentir prazer mútuo nisso.
∘ ׄ · ׂ Breeding - Quando se goza dentro da vagina ou ânus com a premissa de engravidar o parceiro.
∘ ׄ · ׂ Overstimulation - Forçar seu parceiro a ter vários orgasmos múltiplas vezes.
∘ ׄ · ׂ Dacrifilia - Sentir prazer em assistir seu parceiro chorar durante o sexo.
∘ ׄ · ׂ ᗢ ׄ · ׂ ∘
Louis está em casa.
Claro que está, ele mora ali, Harry sabe. Harry o vê todos os dias quando acorda, lhe dá um beijo gostoso na bochecha e se aconchega mais em meio aos seus braços fortes.
Harry também sabe que ele sempre está lá quando chega do trabalho e eles jantam juntos fofocando sobre seus dias e os melhores acontecimentos. Sobre os piores também, e é nesses momentos de desabafo que é necessário ter alguém que o escute.
Harry não tem de repetir a sentença uma ou duas vezes em sua mente quando abre seus olhos naquela manhã, a qual se completa de um jeito que o garoto de cachos não gosta muito de perceber.
Louis está em casa. Mas Louis não está na cama com Harry, como deve ser.
Honestamente, Harry acha que deveria ser um crime da parte do namorado deixar seu lindo e fofo gatinho para trás assim, sem mais nem menos.
É realmente doloroso quando a única coisa que o gatinho encontra na cama para agarrar-se é o travesseiro do seu dono. Ele ainda está parcialmente acordado, mas tem completa noção de que deve agir sobre ter sido abandonado.
Louis provavelmente está em seu escritório resolvendo assuntos chatos de trabalho. Aqueles que têm ocupado seu tempo cada vez mais ultimamente, o obrigando a estar em reuniões infinitas ao invés de assistir filmes embaixo das cobertas quentinhas com seu filhote.
A necessidade de foco é parte da personalidade do seu gatinho. Não que ele precise estar grudado a Louis o dia inteiro, mas até os momentos íntimos e doces estão sendo perdidos e isso o machuca consideravelmente no fundo de seu coração felino.
Então, respirando o cheiro do namorado ainda presente na fronha, Harry idealiza um único objetivo para o seu dia:
Conseguir atenção.
Harry levanta e coloca os pés para fora da cama. Ele se espreguiça e coça seu olho direito, bocejando em seguida. Sim, ele está bastante empenhado sobre onde precisa ir para obter Louis, mas seu soninho ainda existe.
Assim, o gatinho tem um breve tempo para si, de modo que possa despertar, e então se dirige até a cozinha do andar de baixo. Se quiser ganhar Louis, começar pelo estômago e demonstrar seu amor com café da manhã é um ótimo começo.
Minutos mais tarde naquela manhã, o som persistente e familiar faz Louis dar um pequeno sorriso antes mesmo de reparar na figura cacheada parada na porta com dois pratos em mãos.
— Fiz panquecas — seus dentinhos frontais proeminentes aparecem quando um sorriso carinhoso se expande em seu rosto.
Ele não pede permissão para entrar, como faria em outra ocasião, muito menos se importa em saber se Louis está ocupado ou não.
Seus pés, revestidos por meias com bolinhas de gel simulando patinhas de gato, andam o curto espaço até a mesa de Louis. Ele deposita os dois pratos sobre a superfície dela antes de acomodar-se de lado no colo confortável do namorado. As pernas pendendo para fora da cadeira.
— Dormiu bem? — Louis pergunta assim que desgruda os olhos da tela do computador só para ver Harry aninhar-se melhor em si, consequentemente fazendo o guizo da sua coleira discreta tilintar. Adorável.
— Dormi, sim — ele está envolvido pelo calor de Louis com a cabeça apoiada no peito dele, não perdendo a oportunidade de acariciar sua bochecha no local. Ele não consegue evitar acrescentar depois: — Senti sua falta na cama hoje de manhã.
Se há outro sentido em sua fala, ele acabou passando despercebido por Louis que estava focado demais em tentar encontrar as palavras certas para informar o gatinho de que ele teria que ser paciente, visto que sua agenda estava lotada de compromissos que ainda tomariam boa parte do seu tempo.
— Sobre isso… — começa, rolando um mirtilo do prato com o garfo pra lá e pra cá. — Aconteceram alguns problemas com a empresa e eu preciso acompanhá-los até que sejam solucionados. Tudo o que eu quero é a sua colaboração e consciência de que, por hoje, não poderei te dar a atenção que você quer. Mas sabe que vou recompensar, não é?
As palavras atingem Harry com tanta força que ele sente o peito doer, por pouco não chorando como uma criança após o choque da realidade onde terá que sobreviver o dia sem o namorado.
O gatinho pensa em negar veementemente a fala de Louis ou até implorar para que ele mudasse de ideia, mas ele não acha que nada disso adiantaria de fato considerando a seriedade nas sentenças do namorado. Até que ele lembra do seu objetivo inicial.
Nunca foi difícil para ele conseguir atenção de seu dono e dessa vez não seria diferente. Ele faria Louis largar qualquer papelada burocrática apenas para tê-lo. Afinal, Harry era muito mais interessante.
Ele até tinha um sininho!
O gatinho não diz nada, apenas ergue o rosto alguns centímetros e deposita um beijo inocente na mandíbula de Louis. Tão doce e puro como um lobo em pele de cordeiro.
Então, o empresário volta a ficar sozinho no seu escritório.
As panquecas acabaram servindo de almoço para Louis que não teve tempo de parar o trabalho e fazer uma refeição adequada. Emendando, assim, a manhã com a tarde, sem perceber a mudança das horas.
Diferente de Harry que esteve com o tempo ocioso e contou cada segundo do relógio. Os ponteiros pareciam demorar uma vida para se moverem e o sentimento de que estava sendo deixado de lado corroía seu interior.
Ele sabia que precisava entrar em ação o mais rápido possível se quisesse tirar algo do seu dono, especialmente no único tempo a sós que tinham durante a semana, e era exatamente isso que ele tinha em mente quando escolheu sua saia mais curta e guardou o controle do brinquedo que colocou em si mesmo dentro do bolso lateral dela.
Foi, claro, um processo bastante prazeroso. Se abrir com seus dedos frios de lubrificante com o bumbum empinadinho para então atolar o vibrador bem devagarinho até a base. O gatinho soltou como um miado quando se sentiu cheio.
Enfiando apenas a cabeça para dentro do escritório, Harry é agraciado pela visão de um Louis concentrado em coisas que não fazem o menor sentido para o gatinho. Mesmo assim, sua expressão séria de sobrancelhas franzidas e mandíbula cerrada fazem o garoto precisar ainda mais do seu contato.
Ele só nota que não está sozinho quando Harry para na sua frente, impedido de avançar mais por culpa da mesa. É impossível não perder um tempo a mais observando as coxas grossas sendo exibidas dessa forma, apertadas por meias 3/4. Louis pigarreia quando percebe sua demora ali, finalmente encontrando os olhos esmeraldinos e forçando-se a ignorar a distração.
— Gatinho lindo! Está precisando de algo? — ele clica em alguma tecla do computador. Sua pergunta é genuína, ele realmente quer saber se Harry está bem. Um sorriso doce surge em seus lábios.
O menino acena a cabeça positivamente e faz seus fios cacheados balançarem no processo. Seu guizo também emite um leve som. Quando chegou no cômodo, ele retirou o objeto guardado dentro do bolso, agora segurando-o ansiosamente entre os dedos escondidos atrás das costas.
As sobrancelhas de Louis se erguem com a resposta, rapidamente ficando preocupado ou levemente interessado com o que seu garoto queria de tão urgente com ele agora.
O gatinho é a coisa mais preciosa que Louis tem, e a ideia de que seu filhote esteja passando por algo ruim ou desconfortável é o suficiente para que ele entre em estado de alerta e tente solucionar a situação o mais rápido possível.
— O que aconteceu? — ele pede uma especificação, retirando um dos fones e apoiando os antebraços sobre a mesa para ficar mais próximo de Harry.
Quando percebe a chance que tem nas mãos, Harry dá uma risadinha leve e coloca um cachinho do seu cabelo solto para trás da orelha, inclinando-se sobre a superfície em seguida para fazer contato visual com seu dono enquanto vira a mão tatuada e deixa o pequeno controle na palma dela.
Louis interrompe a conversa de olhares rapidamente para ver o que Harry colocou ali, voltando com uma expressão incrédula e lábios prensados em uma linha fina.
Ele largaria tudo para ajudar e socorrer Harry quando fosse realmente urgente e preciso, mas não havia como deixar coisas importantes de lado por causa da carência e necessidade de uma atenção que ele já deixou claro que seria recompensada mais tarde.
— Eu já disse que vou passar o dia ocupado, querido — seus dedos coçam a barba rala e o gatinho segue o movimento com o olhar, sentindo uma vontade absurda de ser arranhado por ela. — Agora estou no meio de uma reunião — ele explica, maneando a cabeça em direção a tela onde Harry espia brevemente, curioso.
Ao encarar Louis de novo, o garoto tem seus olhos brilhando enquanto silenciosamente implora qualquer coisa do seu dono. Ele não se dá por vencido, Harry precisa ser determinado e cumprir com o seu propósito. Ele sabe ser persistente quando quer.
— Mas eu quero brincar — ele choraminga e seu lábio inferior forma um biquinho fofo.
O mais velho pondera por um tempo. Ele não tem como dar a devida atenção para o seu filhote naquelas condições, mas pode deixar isso um pouquinho mais interessante. Então, ele tem uma escolha.
Harry o observa como se pudesse ler seus pensamentos.
— Fique quietinho, ok? Seja bonzinho — sai mais como uma ordem do que como uma pergunta. Louis vê Harry concordar empolgado e abre o seu microfone em seguida. — Sim, estou aqui. Me desculpem, tive que resolver um probleminha.
Harry abre sua boca, ofendido, para questionar Louis sobre ter sido reduzido a um "probleminha" no instante em que o namorado se recosta de volta na cadeira e utiliza o controle para ligar o plug na vibração mais fraca. Suas mãos se espalmam na mesa, o gatinho solta um gemido quase inaudível só pelo mínimo contato e Louis sorri de canto fingindo não ser nada ao voltar a prestar atenção na reunião.
Verdadeiramente, ele tenta. Mas é difícil quando ele aumenta para a segunda vibração e Harry enfraquece, sentando na cadeira e imediatamente cravando as unhas curtas nos braços forrados dela quando o objeto afunda ainda mais dentro de si, pressionando exatamente no seu ponto doce.
Harry entreabre seus lábios deixando ar quente passar por eles, mas não pode ficar muito tempo assim, pressionando as duas almofadinhas vermelhinhas uma contra a outra para obedecer seu dono e não fazer barulho demais.
O gatinho faz questão de olhar cada reação do namorado. Certo momento, ele segura as duas pernas juntas na parte de trás dos joelhos e expõe sua entradinha preenchida pelo brinquedo. Apenas a pedrinha azul para fora. Ele nota como a língua de Louis umedece os próprios lábios finos em provocação.
Obviamente ele nem se prestou a usar alguma coisa por baixo da saia. Seu membro endurecido procura espaço entre suas pernas, manchando a parte clarinha com sua própria lubrificação que saia de sua fenda toda vez que o vibrador o estimula mais profundamente.
O empresário não faz ideia de qual assunto está sendo discutido entre as pessoas do outro lado da tela, sua atenção está totalmente voltada para seu Harry completamente excitado que passou a ondular os quadris contra o assento, fazendo expressões prazerosas, vez ou outra puxando os fios cacheados para trás.
Quando Louis muda para a última intensidade, o que não demora muito para acontecer, Harry é pego de surpresa e emite um gemido alto, perdendo qualquer controle que sequer teve em algum momento. Suas mãos correram para cobrir a própria boca, mas era tarde demais. Seu dono ouviu, claro que ouviu, e ele tem certeza de que é por isso que a vibração dentro de si parou abruptamente, o fazendo arregalar os olhos.
— Não! Não, não, não — ele pede repetidamente. As bochechas coradas e os olhos aguados. — Por favor.
Seu semblante desesperado quase faz com que Louis se deixe levar por ele antes de rapidamente lembrar-se do combinado. Ficar quieto era a única coisa que Harry precisava fazer, mas, além de não conseguir, ele ainda atrapalhou uma boa parte da reunião do seu dono.
Louis apenas pensou em como seu gatinho era mesmo nada mais que petulante.
Não tinha nem um motivo aparente para que Louis voltasse a ligar o vibrador e aquele miado do gatinho tinha sido o suficiente para que ele desistisse de agradá-lo. Por isso ele apenas mira Harry com um olhar que deixa claro sua decisão final.
— Saia daqui — ele está tapando o microfone com a mão, indicando que a conversa será breve. — Vá tomar um banho e nem pense em se tocar, eu vou saber se o fizer e então sim você vai ter algo para reclamar.
Harry o olhou frustrado e desacreditado de que iria ser deixado para trás mais uma vez. Ele encara o chão e respira fundo para não voar com fúria no pescoço do namorado, chegando a ponderar se seria uma opção viável.
Mas, felizmente, o gatinho é muito pacífico e calmo. A última coisa que ele faz antes de levantar-se para obedecer Louis é secar uma lágrima teimosa que desceu por sua bochecha rubra.
Já em pé, ele ajusta sua saia de forma comportada e leva alguns segundos para equilibrar-se com as pernas trêmulas, ainda pensando no possível orgasmo incrível que perdeu.
Harry lança um sorriso amigável para Louis e é respondido da mesma maneira, o dono parecendo não ter remorso nenhum na ordem que o deu. Ele não vê quando o gatinho vira de costas para ir embora e uma expressão oposta cobre seu rosto.
O cacheado rotulou a atenção de Louis como sendo um troféu, e ele está disposto a fazer de tudo para conquistá-lo.
O gatinho deixa o escritório a passos lentos. Ele poderia simplesmente retornar e continuar torrando toda a paciência de Louis até que ganhasse alguma reação mais condizente com seus padrões. Mas Harry tinha que admitir a si mesmo que precisava de uns segundos sozinho para, no mínimo, recuperar sua respiração daquele primeiro momento.
Ele também pensaria em como voltaria para o escritório, dessa vez com o mesmo objetivo, mas com uma artimanha diferente.
Harry desobedeceu seu dono. Ele de fato foi para o quarto, mas não estava em sua mente tomar um banho. Até poderia se tocar para aliviar-se por hora e arcar com as consequências mais tarde, mas ele sabia o quão irritado Louis ficava ao ter essa ordem, em específico, não cumprida.
Ele gosta de como sua camisa é decotada e bem rente ao seu corpo, fazendo seus peitos parecerem maiores. Gosta também da sua saia curta e do tom azul dela. Ama as suas meias que o fazem sentir como um gatinho de verdade e como tudo termina com sua coleira escura presa em seu pescoço, fazendo barulho sempre que se movimenta, contrastando com a sua pele.
Talvez, então, faltasse algumas coisinhas para lhe somar pontos para com seu dono. Talvez Louis não o visse da forma que era de fato para então atender suas necessidades.
Se ele era um gatinho, lhe faltavam orelhas, claro, então Harry sobe até seu quartinho – porque ele é bonzinho o suficiente para ter um com direito a uma gaiola cor de rosa e almofadas a vontade – e saltita na ponta das patas até a caixinha na cômoda onde pode pegar suas orelhinhas. A tiara é colocada bem acima dos seus cachos que cobrem as suas orelhas de verdade.
Elas têm o pelo escuro como os seus cabelos, realmente parecendo que era uma extensão em sua cabeça. Harry se olha no espelho e realmente gosta do que vê, ele se sente realmente bem estando assim, ainda mais quando sabe que tudo isso era para Louis.
E ainda havia algo que ele ama poder simular. Da mesma cor da "pelagem" das orelhinhas, ele tira de dentro da caixa um plug que se completava numa bonita cauda de gato, seu interior até revira-se ao saber que estaria fazendo uma bela troca agora.
Apoiado na bancada, ele retira o vibrador agora inutilizado, afinal, Louis tinha ficado com o controle e Harry sabia que o tinha perdido até segunda ordem. O gatinho se contém em foder seu buraquinho só um pouquinho, porque a sensação de estar preenchido era como o céu, mas essa não é a sua função agora.
Assim, Harry substitui o vibrador pelo plug – por enquanto frio e molhado em mais lubrificante – que é nada mais que seu rabinho e sua identidade.
A saia tem um corte perfeito para que ele passe a parte fofa para fora, ainda continuando vestido com a peça. Quando ele consegue esse feito sem gemer por ter seu cuzinho estimulado, acha que deveria ganhar uma insígnia de ouro.
O espelho é grande o suficiente para que ele possa olhar todo o seu corpo. Harry empina a sua bunda e balança o quadril, o rabinho balança junto. Suas mãos passam por seu abdômen e ele solta um suspiro baixo.
Ele se sente gostoso, mais que isso apenas se Louis batesse em suas bochechas e as deixasse rosas ou se ele ainda fizesse Harry derramar lágrimas de prazer.
Depois disso, Harry ajeita os cachos apertando com as mãos e seu rumo é o mesmo de antes: escritório.
Dessa vez, o gatinho está em quatro patas, caminhando lentamente como se um bichano fosse. Balançando o quadril para obter um rebolado lascivo e sua velocidade era a mesma de uma lady sem pressa alguma.
Ele empurra a porta com seu ombro, a voz de Louis pode ser ouvida de longe quando coloca a cabeça para dentro. Ele está trabalhando, ainda na mesma ou quem sabe quinta reunião do dia, Harry se força a não rolar os olhos com o pensamento e continuar com aquele olhar petulante e curioso que só ele sabe fazer.
Louis registra que a porta foi aberta, mas, de onde está, não pode ver Harry, então por meio segundo acha que o fato da porta abrir do nada não passa de alguma corrente de vento no corredor e que seu gatinho está fielmente o obedecendo.
Harry aproveita a deixa para se esgueirar um pouco mais em direção a mesa, ele pode ver os pés de Louis cobertos pela calça de moletom. Inteligente, porque Louis não vestiria roupas de trabalho se estivesse trabalhando em casa.
Isso vai facilitar a vida de seu gatinho também, se tudo der certo.
Harry se aproxima, a primeira coisa que faz é esfregar a sua bochecha no joelho de Louis. O dominador dá um salto, não esperando por isso genuinamente. Ele franze o cenho e olha para baixo por pouco não machucando o que está ali.
Quando visualiza, é apenas Harry. De quatro com a bunda empinada, se exibindo. Olhos fechadinhos e bochechas se esfregando agora em sua coxa.
Louis respira fundo, controlando certa paciência ao perceber que se iludiu quanto a conduta de seu submisso. Harry nota e então sorri de canto porque sabe que está sendo observado.
Louis é chamado para responder alguma coisa e assim o faz, ele pensa que, se Harry ficar bem quietinho de uma vez por todas em seus pés, não será um problema. Então ele continua o trabalho, mas sem sequer tocar seu gatinho, afinal, parece que a cada segundo ele quer ficar mais em apuros.
Harry bufa. Louis não vai fazer nem um afago em suas orelhas? Ele não pode vê-lo ali clamando atenção de todas as formas?
O gatinho abre os olhos e muda de posição, ele se faz ficar entre as pernas de Louis, que por enquanto está sendo bastante receptivo com seu filhote.
Harry se senta sobre suas panturrilhas agora, ele se inclina e lambe uma faixa na parte interna da coxa de Louis. Ele também inspira como se pudesse se envolver com o clima.
Seus toques são petulantes, arriscados. O gatinho não tem medo nenhum do perigo.
Sua mão agarra a perna de seu dono, onde acaricia mesmo com o tecido grosso. A outra mão está ali o deixando apoiado no colo de Louis que veementemente o ignora, mas é difícil dizer se seus pensamentos se correlacionam com seu pau.
Harry o excita, é sempre assim e nem precisa de muito. Ele tem um bom autocontrole, afinal seu prazer está em dar prazer ao seu filhote, mas Louis não é de ferro. Quando Harry lambe bem onde seu membro está guardado é fato que ele sente uma boa fisgada no pé de sua barriga.
Ele sabe que vai ficar duro em não muito tempo e conhece seu filhote o suficiente para ficar de olho em suas atitudes. Sua mente felina quer o levar à loucura, Louis precisa impor limites.
Alguém está falando alguma besteira sobre finanças, a reunião já está no final, mas isso não quer dizer que Louis vai deixar Harry ir além – muito embora, no fundo do seu coração, sinta por perder um boquete dele, mas Harry não merece isso agora.
Harry acha que está indo bem, que conquistou seu passe livre com suas lambidinhas e esfregões. Então ele quase cantarola quando ergue sua mão a fim de liberar o pau de seu dono e poder fazer o serviço completo.
Mas ele não poderia estar mais enganado.
É bem aí que ele tem seu pulso agarrado pelos dedos tatuados de Louis, e quando olha para cima encontra com o olhar azul intenso. Harry sente as batidas de seu coração errarem um compasso, mas sua sobrancelha se ergue como se perguntasse o que raios estava fazendo de errado.
Ele está intencionalmente desafiando Louis.
— Pare. Agora. Harry — Louis diz, a voz profunda junto a ordem final, logo após ter deslogado da reunião. — Eu te dei uma ordem simples e tentei ser compreensivo na conversa, mas você não foi capaz de entender. Não te dou permissão para me tocar.
Louis afasta o braço de Harry de perto dele, o soltando perto do corpo alheio. Harry faz mais drama que o necessário, tirando o peso de seu braço como se Louis houvesse o jogado para longe.
O barulho que o guizo fez quando o corpo de Harry chocou-se contra o chão foi o único som em meio ao silêncio. Ali, aos pés do seu dono, Harry se sente minúsculo, e ele odeia essa sensação.
Não por saber que seu dono estava acima dele — onde ele sempre esteve, de qualquer forma — mas sim porque seu ego sai terrivelmente ferido. Harry é um gato lindo e bom para Louis, ser desprezado dessa maneira faz suas bochechas arderem em um misto de raiva e mágoa.
Ele tentou todos os métodos disponíveis para ter a atenção do namorado, e até poderia ser tachado de rancoroso por ter decidido que, se Louis o quisesse a partir daquele momento, teria que se esforçar muito para consegui-lo. O detalhe era que ele não dava a mínima.
Louis tenta arrumar sua tiarinha torta entre os seus cabelos, mas não obtém sucesso quando Harry desvia do seu toque e empina o nariz para o lado contrário. Sua feição está irada quando afasta-se até uma distância segura e olha uma última vez para o seu dono, ajeitando suas orelhas felpudas por conta própria e mostrando que sabe se virar muito bem sozinho.
Os olhos azuis estão com um brilho a mais desde que teve seu toque negado, algo como surpresa e irritação. Harry só estava lhe dando o troco, era apenas uma vingança por ter sido tão rejeitado.
Assim que Louis é deixado para trás por um gato esnobe, ele finalmente percebe o que acabou de acontecer. O dono brincou tanto com as inúmeras chances que teve de dobrar Harry sobre a mesa e fodê-lo como ele merecia que acabou ficando sem nada.
Ele sabe que foi cruel e o jeito que foi abandonado o deixou consideravelmente triste. Louis reconhece que precisa pedir desculpas por ter agido errado e tentar redimir-se com um sexo gostosinho e lento com direito a beijinhos molhados em todo seu rosto.
É seu objetivo quando ele sai do escritório assim que conseguiu deixar para trás todas as tarefas pendentes e vai exatamente para onde sabe que seu filhote está.
O quarto do gatinho.
Lá, duas batidas leves na porta não fazem nada acontecer. Harry deve estar enrolado em si mesmo no tapete macio esperando que Louis ficasse de joelhos e pedisse desculpas — se fosse preciso, ele realmente ficaria. Sem resposta e já tendo deixado avisado que estava ali, ele gira a maçaneta até encontrar seu filhote sentado descontraído em sua caminha confortável.
Ele ainda está completamente montado com orelhas no topo da cabeça e um rabinho delicado para fora da saia. Louis sentiu-se péssimo por negar alguém tão gracioso, e, quando viu Harry olhar sobre o ombro com desinteresse para recebê-lo, seu coração partiu-se ao meio.
Ele deixa a porta aberta e suspira para tomar coragem e se aproximar do gatinho. Logo, Louis está de pé ao lado de Harry, o qual sequer fez questão de erguer os olhos para vê-lo e se mantém de costas. Ele se sente pior a cada minuto e precisa resolver tudo aquilo urgentemente.
O mais velho se agacha perto do garoto, ainda sem tocá-lo, e pigarreia antes de começar.
— Harry — chama, e mesmo não obtendo resposta, tenta continuar. — Acredito que você tenha ficado triste ou no mínimo chateado pela forma que eu te tratei, então eu peço perdão. Definitivamente não foi minha intenção causar esse sentimento ruim em você.
Nada. Harry está completamente distraído fazendo trancinhas finas nas pontas dos fios cacheados, sem a mínima vontade de responder Louis.
Decepcionado, o dono senta com as costas apoiadas na parede ao lado da caminha enfeitada. Ele respira fundo, as pernas esticadas e os olhos pidões na direção do seu garoto que não faz contato visual consigo.
— Sinto muito por ter te deixado frustrado. Você precisava tanto ser usado por mim e eu te ignorei, mas agora estou aqui para você e posso me redimir.
Com isso, pela primeira vez, Harry lentamente vira o rosto e encontra os olhos do seu dono, interessado nele. Suas bochechas estão mais rubras que o normal, Louis repara.
— Você merece atenção, sempre. Eu errei, estou arrependido e quero te fazer bem — seus dedos ousam acariciar a lateral da coxa do garoto como podem por algum tempo, mas o gatinho não cede.
Ele tem uma expressão inocente após finalizar o nó com a fita de cetim na ponta da trança. Sua expressão é o oposto de séria, uma covinha timidamente funda em sua bochecha.
— Oh, não se preocupe com isso — suas palavras transmitem tranquilidade e Louis sabe que há algo a mais nisso.
— Tem certeza? — pergunta, só para se certificar de que o seu filhote está falando realmente sério.
— Com certeza — assente, se virando e pondo-se de joelhos. Ele se inclina com a falsa intenção de dar um beijo em Louis e aproveita para sussurrar contra os lábios alheios. — Aquela merda de plástico não chega nem perto do seu pau, mas era a única coisa que tinha para me foder.
O gatinho tem um sorriso cheio agora, vendo Louis olhar profundamente dentro dos seus olhos, incrédulo com a sua audácia. Harry se afasta, pondo-se de costas para seu dono e propositalmente empinando sua bunda na direção dele para pegar o dildo rosinha largado no canto oposto da sua cama. Ele ainda brilha com lubrificante, indicando que havia acabado de ser usado.
— Você entende? Eu chamei seu nome, o nome do meu dono, enquanto socava um pau que não era o dele dentro de mim — o sorriso em seus lábios nunca sai enquanto seu namorado havia mudado a postura completamente e apenas o fulminava com o olhar. — Mesmo assim, Louis, eu te perdôo. E eu também peço perdão por estar tão abertinho e ter gozado tanto por causa de outra coisa que não era você — ele volta para o namorado e termina seu falatório com um selinho, quase sentindo seus lábios queimarem ao encostar-se em Louis.
Algo diferente — que Harry já esperava — emana do seu dono. Ele tinha apenas dito os fatos e isso, por algum motivo, fez a expressão do namorado mudar completamente. As mãos fechadas em punhos.
— Agora saia daqui — sua mão balança no ar em direção a porta, como um gato mimado. — Preciso pintar as minhas unhas e não quero que você me atrapalhe.
Louis abaixa a cabeça por alguns instantes e nega, não acreditando no que tinha acabado de ouvir. Ele quer deixar aquela pele pálida cheia de marcas apenas para mostrar quem era o único que dava ordens e decidia as coisas por ali. Onde Harry estava com a cabeça ao simplesmente ignorar algo importante que ele tinha dito?
Harry novamente passa a fazer de conta que Louis não estava ali. Colocar-se sobre as pernas era impossível agora que elas tremiam com o orgasmo recente, então ele fica sobre a palma das mãos e joelhos para poder sair dali. Mas o gatinho não consegue ir muito longe quando têm a cintura fortemente agarrada e inconscientemente vira-se, chocando as costas contra o chão e resmungando por causa do baque dolorido.
— Aonde você pensa que vai? Acha mesmo que você pode me desobedecer, agir como a porra de um pirralho mesquinho e ir embora assim? — seus dedos apertam a cintura fina com força, sentindo Harry se contorcer para livrar-se deles.
— Me solta! — grita, suas mãos empurram os ombros de Louis sem efeito nenhum. — Vai se foder, Louis! — em um movimento impensado movido apenas pelo instinto de sobrevivência, suas unhas deixam uma marca na bochecha do mais velho.
Vergões em linhas pintam a pele com a barba por fazer e os segundos parecem não passar enquanto o dono processa o que havia acabado de acontecer. Os dedos tatuados tocam a parte ardida do seu rosto e Harry vê seu destino nos olhos de Louis que brilham como nunca antes.
Harry está muito, muito fodido.
Mas ele não vai ficar pra ver o desfecho.
Pensando rápido, o gatinho aproveita um momento de distração para se desvencilhar de seu dono, por pouco tempo, atordoado pela ação surpresa. Então, ele usa toda a força que lhe resta depois de seu orgasmo e empurra o corpo do mais velho para o lado.
Harry quase escorrega quando tenta se levantar, mas se apoia nos joelhos e corre para fora do quarto sem olhar para trás. Louis não é idiota, ele sabe que pegar Harry ali não seria tão divertido a deixá-lo ir e eventualmente pegá-lo.
Como uma bela caça que estava prestes a começar.
— Harry, Harry… Você vai se arrepender tanto do que está fazendo — Louis diz, se erguendo e indo até a porta rapidamente. Sua pele arde, mas apenas o superficial — Pode correr, gatinho, eu vou pegar você de qualquer forma e te fazer engolir toda a sua petulância de uma vez só.
Nem que seja engolindo com a minha porra junto, Louis pensa enquando vê apenas a pontinha do rabinho cruzar o corredor e logo em seguida ouve os passinhos na escada.
O gatinho até escuta as ameaças, engolindo em seco, mas tudo o que faz é canalizar toda a sua destreza em ir para o mais longe possível de Louis.
Ele sabe que aprontou, mas não está cem por cento arrependido, ainda está magoado porque Louis não lhe deu atenção, então acha que o mesmo mereceu sua teimosia e mereceu saber que não deu a Harry um orgasmo.
Mas Harry não é bobo, ele sabe que passou dos limites arranhando bem no seu rosto e ainda fugindo logo em seguida. Ali, ele deu a Louis o aval para considerar que ele tem que ser punido por todas essas coisas da forma mais bruta que ele souber.
Então Harry não vai deixar isso fácil e, enquanto puder, ele vai fugir pra bem longe.
Ele também tem noção que Louis lhe deu uma folga para se esconder e ter o gostinho da caça. Um caçador e seu filhote pirralho. Harry ainda acha que tem alguma chance contra seus braços fortes.
Harry precisa manter-se a salvo pelo máximo de tempo possível, mas os espaços parecem pequenos demais para que ele se esconda e é questão de minutos até que Louis o encontre. O pensamento de voltar para o seu quartinho e deixar Louis usá-lo até que ele desmaiasse passa por sua cabeça rapidamente, mas está fora de cogitação.
Ele ainda está sobre os joelhos e mãos, seu rabinho felpudo ficando para trás enquanto seus movimentos são rápidos e descoordenados pelo piso laminado da sala.
Situar-se do lugar onde está o faz ter uma grande ideia. Na sala há uma escada e o gatinho tem certeza de que consegue encolher-se o suficiente para ficar lá até que a adrenalina passe e ao menos possa normalizar um pouco sua respiração.
Harry corre para lá como se sua vida dependesse disso — o que talvez fosse verdade — e dobra-se do jeito mais compacto que pode, se reduzindo ao máximo sentado no chão embaixo dos degraus. Sua testa quase toca seus joelhos e seu corpo nunca esteve tão trêmulo por causa do medo de ser pego.
O gatinho sente tudo dobrar a intensidade quando escuta passos na escada. São de Louis. Ele está perto e isso não é bom.
Pode ser intuitivo, mas Harry sabe exatamente quando Louis desce o último degrau e fica em silêncio para tentar ouvir qualquer sinal do seu filhote.
O gatinho tem sua respiração ofegante pelo esforço de despistar seu dono somado ao temor inegável que percorre todo o seu ser.
— O meu gatinho foge de mim para tentar livrar a própria pele — Louis fala, e então é possível saber que ele está se movendo de novo. — Mas é engraçado, porque isso só me irrita ainda mais…
De onde Harry está, ele pode ver quando Louis se aproxima devagar do sofá e tenta capturar qualquer coisa que estivesse escondida atrás dele, sem sucesso. Se ele não estivesse com o coração quase saltando pela boca, teria até achado a cena engraçada.
— … E me deixa com vontade de destruir ele — o dono finaliza e o coração de Harry quase para quando ele vira na sua direção. — Ouviu, querido? Eu vou te encontrar e acabar com você.
Mas Louis não o vê, ele ainda está bisbilhotando outros cantos e o gatinho está atrás de algumas caixas que o camuflam. Mesmo assim, Harry pressiona os lábios para evitar fazer qualquer mínimo som e seus olhos lacrimejam.
— Vou usar cada pedacinho da sua pele, e não vai adiantar esbravejar porque nada vai me fazer parar — Louis continua com suas ameaças, essas que Harry coloca fé que não são brincadeira nem por um segundo.
Ele acredita em tudo porque sabe que se Louis encostar nele, vai cumprir com tudo aquilo. E a ideia faz um arrepio subir por sua espinha, o gatinho sente medo e sua reação genuína é tapar a boca para abafar um gemidinho.
O gatinho observa Louis com os olhos verdes atentos, o vendo cantarolar com toda a calma do mundo enquanto procura por ele.
Poderia até ser engraçado o quão divergente é a situação de ambos. Enquanto Harry tenta seu máximo para manter-se em silêncio e fazer com que seu corpo ansioso fique parado, Louis anda com passos lentos para lá e pra cá ditando cada um de seus planos luxuriosos.
Louis está vindo na sua direção novamente, mas Harry tem sorte quando ele passa por si e segue sua busca no outro lado da casa. Ele espera o dono sumir no corredor, sabendo que foi para a cozinha, e esgueira-se entre as caixas em direção a brecha da porta da frente.
O gatinho está em suas quatro patas mais uma vez, focado em sair de dentro daquela casa o quanto antes para ficar longe por algumas horas até que a situação melhore.
Ele se sente eufórico quando fica em frente a porta da frente com a sua liberdade a centímetros de distância, mas, antes que os seus dedos alcancem a maçaneta, uma ardência repentina na sua cabeça o faz gemer assustado.
De relance, ele consegue ver Louis ao seu lado, e sente o aperto nos seus cabelos aumentar cada vez mais. Harry leva as próprias mãos para segurar a do seu dono, o que não causa nenhum efeito em diminuir a força.
Seus olhos estão vibrantes e em alerta, mas ele mal consegue registrar alguma coisa além da voz de Louis.
— Encontrei você — é um sussurro rente a sua orelha e Harry tem certeza de que também há um sorriso ladino. — Você é tão bobinho, não presta nem para manter-se a salvo.
O gatinho tenta arduamente afastar-se, mas nenhum dos seus protestos causa efeito em Louis. Ele está quase aceitando que esse é o fim da linha.
— Preste bastante atenção, gatinho — sua mão guia a cabeça de Harry para que a ponta dos seus narizes se encostem e ele possa falar claramente. — Eu iria adorar comer você agora mesmo quantas vezes eu quisesse. Imaginar você chorando por causa do meu pau fundo nesse seu rabo é tentador.
Harry fecha os olhos por um momento, tentando não deixar seus pensamentos se confundirem, o deixando ainda mais indefeso.
— Mas eu também gosto da sensação de te deixar fugir como um animal idiota só para capturá-lo depois e provar que as presas sempre perdem — Louis olha no fundo dos olhos amedrontados de Harry mais uma vez e distancia seus rostos, passando a vê-lo de cima.
Ele aproveita o momento para tirar de Harry sua coleira com o sininho, dando-lhe um bônus em não ser ouvido ao mesmo tempo que um castigo ao tê-la confiscado.
Louis não dá a Harry tempo de protesto, porque continua dando a sua lei:
— Então eu aconselho que você corra muito, Harry, e se esconda bem dessa vez, porque eu vou achá-lo e fazer você desejar nunca ter me desobedecido.
A forma como Louis o solta é rude, seu corpo cambaleia e o braço esquerdo absorve o impacto contra o chão gelado. Antes que ele saia correndo sem olhar para trás, percebe que Louis trancou a porta da frente.
Sua ficha cai quando ele olha por cima do ombro e vê a saída dos fundos, totalmente aberta como um convite. Nos fundos do quintal há uma floresta lotada de árvores antigas com troncos grossos e bons lugares para picnics românticos, entrar lá nessas condições seria apenas para adiar o inevitável, visto que ela assemelhava-se a um labirinto onde todos os caminhos levavam ao mesmo lugar.
Era impossível perder-se lá dentro. Mais cedo ou mais tarde Louis encontraria Harry, e foi por causa disso que ele limitou sua fuga somente à floresta.
E Harry sabe disso, mas ele ainda corre como se sua pele pudesse ser salva.
Um lado dele usa o instinto quase de sobrevivência para correr e se esconder o máximo que puder, mas o outro o lembra o tempo todo como que inevitavelmente terá versões prolongadas daquele puxão que teve em seus cabelos.
Sua roupa já está amassada e suas pernas tremem e eles mal começaram, ele é, sobretudo, um gato de rua. Afinal, Louis foi maldoso o suficiente para lhe arrancar sua coleira.
Ele atravessa a porta e sente a grama pinicar através da meia fina que protege seus pés, ele tem certeza ali que vai sair arranhado dali quando tudo acabar.
Harry não pensa em olhar para trás e cogitar saber o quão próximo Louis está. Ele apenas atravessa o quintal e se enfia entre as árvores sem cuidado algum onde há galhos e troncos descascados.
Ele esbarra em tudo, mas a parte boa da caçada é saber que terá marcas no final, de um jeito ou de outro. Galhos se quebram por onde ele passa e folhas saltam, ele não está se importando com nada além dele.
Depois de um tempo correndo e atropelando tudo que há pela frente, ele se esconde atrás de um tronco grosso, suas mãos limpinhas agora estão sujas e com um leve arranhão pela forma como grudou na árvore para se proteger.
O gatinho tem a respiração ofegante depois de tanto correr, mas ele checa e não está no pior de seus estados. Harry está um pouco cansado apenas.
O céu está claro, no entanto o sol deve se pôr em breve.
Ele olha em volta e já não vê mais sua casa de onde está, talvez isso queira dizer que foi para longe o suficiente.
Seus sentidos também estão apurados, qualquer barulhinho faz seu coração palpitar um pouco mais. Ele não vê sinal de Louis em nenhuma parte, então, por um segundo, relaxa.
Harry encosta com suas costas no tronco, ajeita sua blusinha levemente suja de terra e tenta desamassar sua saia. Arruma suas orelhinhas também, se ele as perdesse ficaria mais triste do que se fosse pego.
Mas felizmente tudo está no lugar.
O gatinho suspira, já meio recuperado e pronto para voltar a se esgueirar pelos espaços que aquela floresta vai proporcioná-lo, e é quando ele escuta um galho de quebrar há poucos metros dele.
Quando olha bem devagar apenas erguendo a cabeça o mínimo possível, vê que é Louis quem o quebrou.
Harry sabe que ainda não foi visto porque está do outro lado, mas ele tem que tapar a sua boca para não emitir nenhum som a mais.
— Gatinho… gatinho? — a voz rouca de Louis soa. — Sei que está próximo. Já posso te sentir, minhas mãos formigam só de pensar em tocar sua pele tão delicada.
Louis está perto, muito perto, cada vez se aproximando mais e talvez ele até saiba que o gatinho está bem atrás daquela árvore.
Harry grunhe, Louis vira o rosto na hora, a marca que Harry deixou está bem aparente agora.
Seu dono tem as feições suaves quando registra Harry e solta um riso baixo e seco.
— Você está aí, não está? — ele diz profundo. — Vai desistir assim, filhote?
Harry, paralizado pelo medo, de repente sente algo se acender dentro dele e numa tentativa primitiva de reação e desafio, ele simplesmente sai correndo na direção contrária de novo.
E Louis, provando que estava certo sobre seu gatinho estar a poucos passos de si, se põe a correr também, na direção para onde seu filhote assustado foi.
Harry perdeu um tempo precioso, ele olha para trás e vê de relance Louis mais perto do que nunca, até mesmo a bochecha avermelhada está lá fazendo o gatinho engolir em seco quando desvia o olhar e continua a correr.
Louis parece menos cansado que ele, se aproximando mais a cada segundo, assim como o coração de Harry se torna mais rápido.
Ele até ouvia Louis dizer algumas coisas, mas era tudo tão irreal em sua mente que ele mal registrava ao certo todas aquelas ameaças desejosas. Talvez fosse porque elas eram capazes de fazê-lo se render.
Seu pensamento é que ele pode desviar de Louis e ele tenta ao fazer uma curva mal calculada. Isso porque no momento em que virou, logo tropeçou em um galho altinho.
Seus joelhos vão diretamente de encontro com o chão, seu corpo é segurado pelas palmas de suas mãos, mas mesmo assim sua direita vacila e metade do seu corpo tomba.
Harry solta um grito surpreso e fino, seus sentidos registravam que os passos de Louis estavam ainda mais próximos. Ele se vira e se arrasta pela terra suja tentando fugir do inevitável.
— Não, não, não, não — ele vai repetindo baixinho para si mesmo enquanto Louis está praticamente ali, se divertindo com o desespero de seu filhote.
Soa muito como o fim da linha agora.
Quando sente suas costas em um tronco, tenta se erguer e ir para outro lado, mas Louis já tinha o alcançado e ele tropeça nas próprias pernas de qualquer forma.
Harry fecha os olhos, e quando percebe, só sente mãos pesadas agarrarem sua cintura e seus braços, então seu corpo estava prensado contra a madeira. Ele não caiu, mas Louis o pegou.
A respiração de Louis bate na lateral de seu rosto porque ele queria mostrar que estava muito próximo agora.
Muito embora Harry tentasse se desvencilhar, sabia que não seria solto mais até que Louis estivesse devidamente saciado.
— Te peguei, gatinho — Louis provoca o óbvio só porque pode. — Exatamente como eu disse que faria. Aproveitou o gostinho de ter controle?
Harry tem algo como um rosnado com a bochecha encostada na árvore tentando olhar Louis.
— Não. Lou, me solta — ele resmunga, apertando seus braços. Sua voz está meio quebrada pela respiração ofegante, seus olhos brilham em lágrimas prontas para se formarem.
— Oh, que pena — Louis diz, enquanto Harry parece fazer um esforço astronômico para mover um músculo, ele parece segurar uma pena e não um ser humano —, porque eu estou o pegando de volta.
Ali, prensado num tronco, no chão terroso e irregular da floresta com as roupas amassadas e sujas, Harry soube que definitivamente não havia como escapar.
Seu braço é rudemente puxado e Louis o coloca deitado sobre as folhas caídas. Troncos enormes que quase tocavam o céu típico do entardecer é a paisagem que os olhos esmeraldinos enxergam, mas seu corpo está tenso demais para aproveitá-la.
Harry sente um peso sendo aplicado em seu ventre, o impossibilitando de mover ou girar os quadris. Ele ergue a cabeça para checar o que está forçando-o contra o chão e vê o sapato de Louis descansando sobre o tecido outrora limpo de sua blusa.
O gatinho arregala os olhos e um choramingo resmungado é usado para tentar convencer o dono de que aquilo não era necessário.
— O que foi, Harry? — ele pergunta, pressionando ainda mais a sola contra o garoto. — Não era isso que você queria? Ser usado? Ter a minha atenção? Você merecia ter ido para a porra da sua gaiola de gato arrogante e ficado lá, mas eu não o mandei fazer isso, então me agradeça.
Harry sabe o quão tedioso e exaustivo é ficar preso no espaço pequeno da sua gaiolinha. Por mais que ela tenha almofadas, seu fundo seja estofado e exista a possibilidade de deitar-se para esperar o tempo passar, é decepcionante saber que Louis está a poucos metros de si depois de tê-lo mandado ficar lá por causa de algum erro seu.
Tendo ficado nove horas sozinho da última vez e não querendo que isso se repetisse, ele olha Louis com os olhos chorosos e manha antes de proferir:
— Obrigado — Harry quer acabar logo com isso. O peso que seu dono está depositando em si está começando a machucá-lo. — Muito obrigado por sempre saber o que é o melhor para mim.
Seria muito melhor para Harry se, naquele momento, ele aceitasse o que tinha para receber.
A resposta parece agradar Louis que diminui aos poucos a intensidade que é depositada. Ele sente verdade nas palavras do seu gatinho, até porque Harry não está em condições de fingir para tirar alguma vantagem no momento.
— Muito bem — seu pé é removido de cima do garoto e mesmo assim não há uma tentativa de fuga por parte dele.
Louis calmamente flexiona as pernas de Harry e se ajoelha perto delas, afastando as coxas roliças e pondo-se no meio, fazendo questão de sujar a roupa do gatinho ao arrastá-lo até que seus quadris estivessem colados. O mais novo chiou baixinho ao sentir o membro de Louis já duro contra a sua bunda.
Louis aproveita para juntar os pulsos do gatinho acima de sua cabeça, sob o olhar de que não deveria tentar nada com aquelas unhas. Ele não precisa segurar para que elas fiquem onde foram postas.
— Vou dizer o que acontecerá a partir de agora — suas mãos correm pela pele de Harry até chegarem na barra inferior da sua saia, enrolando-a um pouco para cima. — Eu vou te foder quantas vezes eu quiser e te estimular como eu achar que você merece até que eu esteja satisfeito.
Mal colocando força, seus dedos seguram e rasgam o tecido que cobre o peito de Harry, o deixando vestido apenas com pedaços de roupa e suscetível a arranhões e sujeiras da natureza.
Harry ofega surpreso com a ação, seu quadril se movendo em reação, mas sendo parado de imediato por Louis antes de continuar narrando sua sentença.
— Você só vai gozar quando eu mandar, e se não o fizer, vou fazer questão de te deixar tão cansado e bagunçado que você vai desmaiar. Se você for um gatinho bom, vou te compensar no final e você vai voltar a ser meu despejo quando eu te deixar cheio com a minha porra.
A ideia de ser super estimulado cairia bem mais cedo quando isso era tudo o que Harry desejava, mas agora ele sabia que ela seria uma vingança com um modo de execução mais intenso e destrutivo.
— Você entendeu bem? — a palma da sua mão é consideravelmente fria na cintura de Harry que pondera até perceber que uma negociação para diminuir sua punição seria negada.
O gatinho assente e suspira, murmurando um "entendi", em tese consentindo tudo que viria. Em seguida, leva sua mão até o rabinho sujo de terra para retirá-lo de si, mas seu dono o impede antes que ele o faça ao segurar seu pulso.
— Como você vai me segurar dentro de você no final sem isso? — só então Harry entende que vai ser fodido enquanto usa o plug, além de ter que se alargar ainda mais para abrigar o pau grande e grosso de Louis.
Ele solta sua mão ao lado de seu corpo suspirando com a ideia e sentindo-se latejar em ser tão preenchido assim. Louis realmente levaria a sério sua desobediência com aquele dildo e a importunação no escritório.
Dada as instruções, Louis não se demora em terminar de empurrar a saia de Harry para cima, só para ter o gostinho de rasgar ela aos lados do corpo delgado, seu pênis rubro e ereto demonstrando o quão excitado o gatinho já está.
Harry tem bochechas coradas e respiração sem sinais de se acalmar, seu peito desnudo pela blusa rasgada demonstra isso com jeito. Tudo somado a sua clara excitação e o rabinho felpudo que pulsa cada vez que o cuzinho tenciona no plug faz Louis se sentir no paraíso.
— A corrida te deixou excitado, filhote? — Louis provoca, suas unhas curtas passando pela barriga sujinha, esta se movendo das cócegas que se faz sentir.
— Louis — Harry tenta se afastar, encolhendo a barriga, mas só ganha um aperto no quadril. E nem adianta quando ele segura o pulso de Louis, porque o mesmo o pega e faz virar de bruços, prendendo suas mãos nas costas.
Harry choraminga com o aperto, mas facilita quando Louis indica com o braço que o quer empinado em seus joelhos com o rostinho no chão.
— Eu te fiz uma pergunta, Harry — Louis repete, ainda prensando as duas mãos de Harry em suas costas com uma das suas. A outra busca algo no bolso da sua calça. — E eu quero palavras.
— Eu me excitei porque- — Harry solta um grito surpreso quando descobre o que Louis procurava e tem seus pulsos presos por uma fita adesiva cinza e grossa.
Todo o peso do seu corpo estava sobre os seus joelhos, agora era impossível apoiar-se e outra forma e Harry sabia que logo seu corpo ficaria cansado pelo esforço e a posição não exatamente confortável.
Louis nem precisa dizer para que ele soubesse que aquilo era para que mantivesse suas unhas longe dele.
Um beliscão em seu quadril o faz despertar do silêncio em surpresa.
— Ah! Eu me excitei porque tive medo do- do senhor me pegar.
Louis solta uma risadinha quando Harry termina, ele se põe de pé e olha a arte que é seu gatinho todo maltrapilho e empinado apenas para si com o rabinho despontando de forma felpuda e seu corpo sendo segurado por seus joelhos diretamente na terra.
Como a tarde está se preparando para se despedir, raios de sol alaranjados batem bem nas costas claras e cheias de pintinhas de Harry.
— E aconteceu do mesmo jeito, não? — Louis diz em falsa simpatia. — Pobre do meu gatinho, é uma puta tão bem feita que mesmo em apuros tem tempo de ficar duro. Será que você gozaria se eu tivesse te deixado correr por mais tempo?
Louis continua ditando enquanto afasta as coxas de Harry para que possa tê-lo bem abertinho.
— Eu… provavelmente, Lou — Harry diz, ter se fodido mais cedo não rendeu em nada, ele já se sentia na borda mesmo sem toques explícitos de Louis ainda. — Eu sou um gatinho sedento e só o senhor pode me satisfazer.
— Uhum, vejo que está entendendo qual o seu lugar novamente — Louis volta a se abaixar e deixa um aperto numa das bandas do bumbum cheinho, ele afasta de modo que possa esticar a borda do cuzinho avermelhado. — Uma pena que isso não vá me fazer pegar leve.
Louis aproveita a abertura para lamber a borda ganhando um gemido arrastado de Harry, que faz um esforço enorme para não voltar a fechar suas pernas, tudo que consegue é apertar suas mãos uma na outra.
— Lembre-se, eu quero te ouvir — Louis diz, admitindo que os gemidos de Harry lhe favorecem, então ele não quer perder nada disso.
Louis começa a devidamente estimular Harry para dar início a contagem prometida.
De um lado, sua mão envolve o pau que gotejava mais a cada frase dita por ele e pelo esforço que Harry tinha que fazer para aceitar tudo, são movimentos firmes e ritmados que fazem o gatinho gritar alto no meio da floresta. Do outro, Louis empurra o plug para dentro de Harry, mas nunca volta o suficiente para tirá-lo, apenas causa movimento dentro do gatinho.
Como bônus, sua língua lambe todo o redor possível deixando, além de tudo, o mais molhado possível, pois não tardará para que seu pau se junte àquele plug.
Harry praticamente engasga com aqueles estímulos todos, seu pau molha toda a mão de Louis facilitando os movimentos e é quase um sacrifício se manter naquela posição diante de tudo.
A boca de Louis é como seu paraíso e inferno particular ao mesmo tempo, a barba rala raspa em sua pele deixando o saber que a região deve ficar cada vez mais avermelhada.
— Louis! Louis eu vou- eu preciso… por favor — lágrimas deixam o rosto de Harry marcado enquanto ele inclina ainda mais contra o rosto de Louis.
Sua mente está tão nublada que não pode nem mesmo falar coisas que façam sentido. O gatinho está sendo estimulado desde que começou sua fuga, talvez até mesmo antes disso, no escritório ou depois de desobedecer seu dono. Mas a verdade é que cada mínimo toque ou fala o leva cada vez mais ao limite e é impossível controlar-se quando Louis o faz se sentir tão bem.
Louis, em reação, intensifica os movimentos com a mão, mas afasta seu rosto por um momento.
— Venha gatinho, goze gostoso na minha mão, vamos — ele incentiva, dando-lhe a permissão que precisava.
Fora fácil e nesse primeiro momento Harry libera seu prazer em abundância, sendo alto ao sujar a mão de Louis com seu gozo branquinho e Louis ainda é levemente bondoso, continuando só até onde sabe que é, de fato, prazeroso para seu gatinho.
Ele para depois de segundos, Harry está apertando mais ainda o plug dentro de si, suas pernas ainda mais trêmulas, mas ele é segurado pelo braço de Louis só até ser guiado com um puxão pela nuca para que suas costas se choquem com o peito de seu dono.
— Você é tão facinho, gatinho — Louis murmura contra seu ouvido, o aperto nos cachos ainda é forte, Harry mantém a boca entreaberta e os olhos fechados enquanto absorve todas as sensações do recente orgasmo. — Vou te fazer vir tantas vezes ainda… O que você acha disso?
Sem aviso prévio, Louis empunha o pau de Harry novamente e começa a trabalhar rápido nele mais uma vez. Harry ainda meio mole e sensível demais solta um grito agudo, pois não esperava que fosse ser estimulado tão cedo.
Ele solta uma sequência de "não's" com olhos surpresos e arregalados. Uma tentativa inútil de se soltar, já que tem seus braços presos e seu corpo bem imobilizado.
— Oh, Lou, dói muito — Harry fala, enquanto chora e deixa seu rosto molhar cada vez mais. — Louis…
— Doía também enquanto você usava aquela merda de plástico no seu rabinho, Harry? Uh? — Louis diz em tom tranquilo, não como se estivesse literalmente arrancando lágrimas de seu gatinho. — Eu só vou parar quando estiver gozando de novo, então sabe o que fazer.
Com a fala só lhe resta aceitar como Louis beija e deixa marcas em seu pescoço e superestimula seu membro até que a dor volta a se tornar prazer gradativamente.
Assim, Harry desmonta nos braços de Louis mais uma vez depois de alguns minutos, o fato de ter vindo com um intervalo tão curto o fez se excitar e vir ainda mais rápido na segunda vez.
Dessa vez, porém, sua porra veio menos espessa e ele já se sentia acabado quando recostou todo seu peso no peito de seu dono.
— Muito bem — Louis revela em seu ouvido. — Você está indo bem, filhote.
Louis solta o pênis de Harry e acaricia sua barriga e cintura, ele está dando um momento maior para Harry respirar e se recuperar para que possam seguir em frente.
Esse é um bom momento para Louis checar se Harry vai bem para continuar e eles confiam um no outro para saber que o que disserem agora vale como ouro.
— Obrigado, Lou — Harry ronrona, literalmente ronrona quando esfrega sua bochecha na de Louis. — Estou bem — ele declara e Louis leva isso como o ok que precisava.
Quando foi puxado para colar-se em seu dono, Harry sentiu o pau duro entre a sua bunda exposta, mas estava ocupado demais focando no seu terceiro orgasmo do dia. Porém agora ele podia dar um jeito nisso, o que também lhe daria um tempo para respirar antes que Louis o fizesse vir mais vezes.
Então, como o bom provocador que era, o gatinho se posiciona ainda mais em cima do membro de seu dono e rebola devagarinho apenas para que ele aceite sua proposta sem pensar duas vezes.
— Lou… — ele mia, virando o rosto para sussurrar contra a bochecha alheia. — Você já está duro para o seu gatinho — sua língua atrevida aparece entre os lábios apenas para lamber uma linha fina na bochecha do namorado. — Eu posso chupar você? Por favor, eu preciso tanto sentir seu gosto.
Harry tem os olhinhos cristalinos e um biquinho proeminente nos lábios, Louis não o negaria nem se quisesse. Sua bunda está se esfregando vulgarmente em cima da calça que o mais velho ainda veste. O gatinho pode até aparentar estar precisando de um descanso, mas nunca deixaria a oportunidade de ter o pau de Louis passar.
O dono não lhe dá uma resposta imediata, os dedos tatuados descem pela pele das costas levemente suja por folhas e terra e sem aviso prévio acabam rasgando a fita que imobiliza as mãos do seu menino. Harry tem seus dedinhos movimentando-se ansiosamente assim que se vê livre.
— Vá em frente — ele sussurra contra a orelha do seu filhote, removendo com cuidado a parte colante e acariciando seus pulsos. — Mostre como um bom gatinho faz.
Harry quase saltita de alegria quando sente as mãos livres, ele se afasta só para conseguir se virar e vê quando o dono senta sobre as folhas de outono caídas pelo chão, flexionando levemente as pernas e as abrindo para Harry encaixar-se no meio e ter acesso ao seu pênis duro marcado na calça.
As mãos do garoto fazem uma viagem rápida pelas coxas alheias revestidas pelo moletom escuro antes de chegarem à barra dele, atrapalhando-se um pouco na hora de baixá-lo por ter pressa demais em levar aquele membro até o fundo da sua garganta.
Quando finalmente consegue, repara na mancha mais clara na frente da boxer branca indicando toda a excitação que o seu dono estava sentindo enquanto o perseguia, o encontrava e o fazia gozar.
Toda a ideia de caçar Harry fazia o pau de Louis latejar. Era indescritivelmente excitante para os dois toda a perseguição e o desenrolar da cena.
Os dedos de Harry adentram a peça de roupa do seu dono e ele puxa o pênis molhado para fora. Louis geme com a sensação levemente gélida do ar em contato com a glande e o garoto assiste a imagem com devoção, querendo gravar cada reação do namorado na memória.
O pênis rubro e babado pesa na mão de Harry, ele mal pode acreditar que está prestes a chupar Louis no meio da floresta. Mas ele está, e isso o faz juntar as coxas uma na outra enquanto vergonhosamente sente seu próprio membro endurecendo mais uma vez. A percepção de que seu dono ainda está vestido enquanto ele tem somente alguns poucos retalhos restantes da sua roupa em seu corpo também influencia para que isso aconteça.
Para honrar seu lado felino, o gatinho aproxima-se do pau do dono e deixa lambidinhas curtas na ponta sem nunca interromper o contato visual com os olhos azuis. Ele aproveita que está o segurando com a mão direita e dá algumas batidinhas em sua língua, emitindo um som molhado enquanto seus olhos se enchem de lágrimas por causa da sensação. Ela é indescritivelmente boa e ele ainda não acredita que está finalmente conseguindo o que queria desde cedo.
— Você demora demais — Louis reclama, suas sobrancelhas estão franzidas em descontentamento. — Leve suas mãos para trás das costas e só as use se eu deixar.
Harry se sente insultado por apenas querer aproveitar cada segundo do prazer que é ter o pau do namorado somente para si e pensa em protestar, mas ele tem certeza que irá morrer se não estiver mamando seu dono logo, então desiste de provocar e opta por obedecer o namorado. Suas mãos são postas juntas e entrelaçadas atrás de si e ele está de joelhos esperando a próxima ordem.
Louis não perde mais tempo ao agarrar um punhado do cabelo cacheado e forçar a cabeça de Harry para baixo, enquanto a outra mão segura seu próprio pênis sensível depois de tanto tempo sem alívio e o guia para dentro do gatinho.
Mesmo querendo que seu menino se engasgue no seu pau logo, ele aproveita para se vingar da provocação de Harry ao esfregar a cabecinha babada superficialmente sobre os lábios cheinhos, os deixando pegajosos até que Harry resmungue em protesto e o convença a fazê-lo ir mais fundo quando o encara com os olhos cheios de lágrimas acumuladas.
No começo, ele deixa o garoto acostumar-se com a intromissão. A língua habilidosa contra sua glande faz arrepios percorrerem seu corpo e Louis geme entredentes, ora focado na submissão de Harry, arrumando os fios de cabelo do gatinho que escaparam do seu aperto para não atrapalhá-lo, ora o deixando chupar apenas seu dedo para ter o prazer de ouvi-lo pedir por mais. Logo Harry já consegue abrigar até a metade do seu pau grosso.
O gatinho tem que parar por um momento e Louis pensa que ele precisa respirar, mas percebe que está errado quando uma quantidade significativa de saliva sai dos lábios avermelhados e escorre por seu pênis. Tudo o que ele recebe do seu garoto é um sorriso satisfeito e em seguida ele está abocanhando novamente o membro ainda mais molhado.
— Você não consegue ficar longe do caralho do seu dono, não é? — ele está forçando Harry a acolher cada vez mais de si. — Agindo feito uma vagabunda o dia inteiro só para chamar a minha atenção e acabar com essa boca gostosa cheia da minha porra.
Ele pode sentir quando Harry geme, enviando vibrações diretamente para si, e isso o motiva a forçar o que falta para dentro da cavidade do seu filhote. Louis o segura contra os pêlos pubianos ralos da sua virilha e acompanha o corpo do garoto ficando inquieto em busca de ar.
— No final das contas você só precisa ser caçado e comido vivo para lembrar que não passa de um animalzinho tolo — sua voz é um sussurro que pega Harry em cheio. — Meu gatinho é tão pervertido que eu aposto que ele foderia com qualquer um para manter-se vivo.
Quando termina de pronunciar a última palavra, ele finalmente deixa o seu menino se afastar. Harry tosse como nunca, há lágrimas escorrendo pelas bochechas e um fio de saliva ligando seus lábios ao pau de Louis. Ele ainda está sendo segurado pela mão do dono e isso o impede de ir muito longe. Sua garganta dói como o inferno e sua visão é quase nula com as gotas d'água que a deixam turva.
Além da dor e da privação de ar, a humilhação também o consome como nunca. Os fios do seu cabelo são uma bagunça assim como os pedaços de roupa que ainda permaneceram em seu corpo, a vermelhidão das suas bochechas e as lágrimas que deslizam por elas são apenas detalhes que o deixam uma visão ainda mais pecaminosa.
Mas é incrível como, mesmo sobrecarregado, ele olha Louis nos olhos e tem a voz rouca quando pronuncia:
— Goza… — seu peito sobe e desce em uma respiração profunda, ele está tentando se recuperar. — Goza na minha garganta — suas palavras estão falhas, mas Louis sabe que ele vai aguentar até que seu pedido se realize.
O dominador rosna e não tem tempo para admirar quão lindo seu menino fica pedindo por si quando o direciona novamente para abrigar todo seu pau mais uma vez.
Harry está o levando até o fundo agora e Louis esporadicamente o mantém parado apenas para ter o prazer de vê-lo chorando e sentindo-se no limite, mesmo sem nunca parar de agradar seu dono. Certo momento, a mão de Louis toca o pescoço de Harry e ele pode sentir a saliência do próprio pênis na ponta dos dígitos, tendo orgulho do seu menino por acolhê-lo tão bem.
Quando o formigamento conhecido desponta no ventre de Louis e ele sabe que está prestes a vir, lembra-se que esqueceu de um detalhe importante e dá batidinhas leves no rosto de Harry para fazer ele prestar atenção em si. O garoto o encara de baixo e mantém-se atento.
— Não engole — é uma ordem simples e o gatinho sabe sobre o que Louis está falando.
O menino assente, precisando mover sua cabeça mais algumas vezes para que seu dono realizasse seu desejo e o segurasse contra si, gemendo alto ao atingir o fundo da sua garganta com jatos de porra quentinha. O gatinho continuou chupando Louis, sedento, até que fosse afastado à força, ficando de joelhos mais uma vez.
Uma boa parte do líquido perolado acumulou-se na sua boca, ele sabia o que Louis queria e sua necessidade de ser bom o fez lutar contra seus instintos e não engolir sua recompensa.
— Mostre — Louis tem a respiração levemente ofegante pelo orgasmo mas seu tom de voz é firme. Ele segura o queixo de Harry, o incitando a abrir a boca com o polegar sobre o seu lábio inferior.
O garoto separa os lábios e mostra a língua onde uma quantidade da porra de Louis está acumulada. Ele tem seus dentinhos proeminentes exibidos ao saber que foi bom e espera uma ordem para que finalmente possa tomar o prazer do seu dono.
— Muito bem — ele elogia, mantendo a boca de Harry aberta para presenteá-lo com a sua saliva ao cuspir em cima do próprio gozo. O gatinho geme baixinho em resposta. — Pronto, pode engolir agora.
Harry fecha a boca e o faz como se estivesse tomando sua bebida favorita. Louis sempre terá o melhor gosto para agradar o paladar do gatinho.
— Como se diz? — o dono perguntou e Harry, que tinha os olhos fechados para apreciar o sabor do dono, logo os abriu para respondê-lo.
— Obrigado. Muito obrigado — uma covinha aparece em sua bochecha, seus olhos estão quase fechando-se pelo cansaço mas algo o diz que Louis está longe de acabar.
O que é comprovado quando uma mão volta a envolver seu pênis extremamente sensível, mesmo que duro, e ele sente lágrimas voltarem a molhar seus olhos, encolhendo-se na tentativa de se afastar.
— Por favor, não. E-eu já aprendi a minha lição, por favor — sua feição implora por um descanso, mas Louis não se importa com isso.
O mais velho brinca um pouco com o pau do seu gatinho até decidir seus próximos passos e aproveita para deixar o relaxamento após o orgasmo se dissipar. Quando o faz, ele abandona o membro que quase não molhou mais a sua mão e põe-se de pé.
Harry está com a cabeça apoiada na mão e o cotovelo descansando na própria coxa a ponto de entregar-se ao sono, mas ele logo entra em estado de alerta quando Louis agarra seu braço e espera que ele abra os olhos para puxá-lo para cima e arrastá-lo como uma boneca de pano pelas folhas e galhos secos.
Harry é colocado contra o tronco de uma árvore próxima, ele sente seu rosto arranhar na textura da madeira e a respiração de Louis está próxima do seu pescoço. As mãos do namorado seguram sua cintura e ele sabe que essa é a única coisa que o mantém em pé.
— Eu preciso refrescar sua memória? — ele pergunta e Harry não tem tempo de responder. — Eu disse que ia te foder quantas vezes eu quisesse até que eu estivesse satisfeito, e eu ainda não estou.
Louis instrui o gatinho a segurar-se no tronco em que está apoiado e ele escora a bochecha na superfície. Seu corpo inteiro implora por uma pausa e a ponta do seu nariz está avermelhada por causa do seu choro recente, mas ele sabe que esse não é seu limite.
O dominador admira como Harry vai ficando cada vez mais maleável em suas mãos, cada vez mais obediente e bonzinho e com mais vontade de agradá-lo, muito embora sua teimosia natural ainda rondasse seu consciente.
Louis está ali justamente para colocá-lo na linha, não importa quanto tempo precisasse.
Harry sente a polpa de sua bunda e a parte de trás de sua coxa ser acariciada e em seguida ouve o estalo em sua pele antes de sentir a ardência, tal sentido reverbera até que ele esteja gemendo relativamente alto e ecoando pelas floresta.
— Gemendo nesse tom e eu nem pude te foder ainda — Louis provoca, deixando um tapa na outra coxa também, a ideia de deixar a pele rosinha para si é mais forte que seus atos. — Vai gemer assim como uma gata no cio também quando eu estiver enterrado te enchendo de filhotes?
Palavras são um grande prazer para Harry, ele acha que geme ainda mais quando ouve Louis falar com ele do que com os toques que está ganhando.
— Sim, Lou — ele diz em um fio de voz apenas para não deixar seu dono sem resposta. — Eu amo quando você faz isso…
— Uhum — Louis prossegue, ouvindo Harry. — Eu farei isso em breve, mas… Essas coxas, porra, Haz. Vou precisar usar elas primeiro.
Louis desce as mãos pelo quadril cheio, ele faz as pernas de Harry ficarem juntinhas, mas ainda não parece suficientemente apertado.
Ele tem o impeto de rasgar mais a saia de Harry para ter a visão melhor do bumbum e de seu rabinho e então pegar a fita adesiva novamente e começar a passar pelas pernas do gatinho, um pouco acima dos joelhos. Este se mantém quietinho agarrado ao tronco com suas pernas bem juntinhas até que Louis termine o que está fazendo.
Ele fez aquilo vezes suficientes para saber quantas voltas precisa para não machucar Harry e ainda o deixar bem apertadinho. Então, quando acaba, corta o excesso e guarda tudo de volta.
— Olha isso… — Louis retorna então a grudar seus corpos. — Como pode ficar tão gostoso assim, uh?
— Gostosinho pra você, Lou — Harry mia, seus olhos fechadinhos enquanto sente Louis pincelar com seu pau onde suas coxas se unem, muito provavelmente ainda molhadinho com sua saliva. — Use elas…
— Vou usar, sim — Louis rosna. — Vou te deixar sentindo que te usei de todas as formas por dias e mais dias e ver se assim você acalma seu fogo.
Harry sorri de canto, como se houvesse desafio em si ainda e solta uma risadinha de desprezo.
— Eu duvido, senhor.
Uma frase curta é suficiente para Harry notar Louis por toda parte em seu corpo de novo, o aperto que levou em seu quadril certamente deixou marcas, o jeito como Louis prendeu seus pulsos com uma única mão em suas costas e o deixou sentir toda a madeira da árvore em sua barriga também foi algo no mínimo prazeroso por sua fala pirralha.
Logo em seguida, há mais um gemido rouco e luxurioso de Louis e Harry tem o pau alheio atravessando suas coxas impossivelmente apertadas.
Harry se sente ainda mais tomado e envolto àquilo, o impacto é como se tivesse seu buraquinho fodido. Ainda não, ele sabe que não vai terminar aquele dia ter sido comido por completo. Mas Louis tem uma dedicação elevada quando se vê também tomado pelo aperto gostoso que Harry pode lhe dar.
Só Harry, honestamente.
O gatinho pede permissão para tocar seu dono, o que lhe é conseguido naquele momento e ele não perde tempo em agarrar os cabelos de Louis pela nuca e o guiar em seu pescoço.
Harry sabe que não está em condições de pedir, mas ele tem sido tão bonzinho e acha que merece ganhar marcas em sua pele.
Louis morde seu ombro pelo puxão, seus corpos se movimentam em êxtase, Harry sendo levado pelos golpes do quadril alheio se chocando contra seu corpo e tudo que pode fazer é se empinar e manter-se apertado para o seu dono da melhor maneira possível.
Como fora de sua promessa fazer Harry gozar tantas vezes que quisesse, Louis sabe lhe dar prazer de tantas outras formas. Dar um descanso para seu gatinho não estava no roteiro, e seu pau estimula os testículos pesados e sensíveis de Harry, lhe arrancando sons esganados.
A imagem deles é, no mínimo, animalesca. Eles certamente aproveitam a floresta para deixar que todos os seus sons ecoem por aí.
Em dado momento, Louis manda que Harry se segure novamente e o dedilha até que possa alcançar seu buraquinho. O gatinho solta um grunhido ao levar dois dos dedos de seu dono com o plug já alocado ali.
Mas ele aceita, sua mente está muito inebriada de prazer para ligar os pontos do que isso significa.
Louis então se concentra entre segurar seu gatinho e foder suas coxas e seu cuzinho ao mesmo tempo.
O ponto é que se sente próximo de vir e como não pode desperdiçar a chance de encher seu gatinho, ele o prepara para receber mais que apenas seus dedos, e quando sente que é a hora certa faz questão de trocar suas coxas por seu buraquinho apertado que pode aliviar seu pau muito melhor.
Quando Louis abre espaço para caber, a pontinha de seu pênis forçando entrada junto ao rabinho felpudo, Harry se vê choramingando outra vez, com a cabeça no ombro de Louis. Sua boca está aberta e seus olhos molhados.
— Lou, ah- Eu não posso aguentar — Harry chora em miados, sentindo-se alargado pelo pau de Louis.
— Claro que aguenta, gatinho — Louis devolve, a voz profunda pelo prazer, se afundando cada vez mais. — Vai me decepcionar agora? Sem carregar meus filhotes?
A voz de Louis é tristonha, como se sentisse muito por seu gatinho não querer mais sua porra.
Harry rosna, ele ofega também quando sente Louis por completo, mesmo falando ele continuou até ter todo seu comprimento lá dentro, seu interior bem alargado por levar duas coisas ao mesmo tempo.
— Não, não, Lou — Harry se desespera. — Eu não vou te decepcionar, não… Eu quero seus filhotes, por favor.
Louis nem mesmo responde dessa vez, apenas arranca um gemido alto e constante de Harry quando passa a se movimentar avidamente, ainda lembrando de todo tom petulante que seu gatinho usou consigo.
Desse modo, surrando seu ponto doce diversas vezes, seus corpos unidos e cada vez mais quentes chegam a um ápice praticamente juntos.
Harry nem sabe como conseguiu gozar pela quarta vez naquele dia, após a ordem direta de Louis, mas sentiu todo o seu corpo tremer como se houvera sido a primeira e intensa vez.
Louis, por sua vez, despejou todo o seu prazer no interior de Harry, o fazendo guardar todo o líquido quente para si. Quando saiu, capturou com os dedos o que o plug não pode segurar e levou até os lábios do gatinho lambuzando-o todo com sua porra.
Harry, mesmo mole contra o corpo de Louis, conseguiu sorrir de canto ao passar a sua língua lentamente nos lábios sujos, sendo agraciado pelo sabor de Louis novamente.
— Vê só, haz? Você me aguenta tão bem — Louis sussura calmo em seu ouvido.
Harry se sente incrível ao ser elogiado, em conjunto com o cafuné no topo da sua cabeça, e quase dorme ali mesmo depois de toda a superestimulação o deixar hipersensível e ainda mais manhoso.
Ele consegue visualizar seu tão precioso descanso vindo em sua direção, o qual parece desviar de si quando ele sente Louis o estimulando com o plug por algum tempo sem nunca tirá-lo de dentro para não deixar seu líquido vazar. Harry consegue sentir o peito do namorado movimentar-se em suas costas enquanto ele estabiliza a própria respiração.
— Vou te fazer vir mais uma vez, o que acha? — ele está depositando alguns selares no ombro mordido para que seu garoto se acalme.
O gatinho está sentindo-se destruído como não esteve há meses. Seu corpo fragilizado treme nos braços do seu dono e ele sonha acordado com a sua caminha. Suas pernas estão prestes a ceder e ele tem certeza de que não aguenta continuar ali por mais um segundo.
— Não! — sua resposta é determinada. — Você vai deixar seu gatinho ir embora agora. Por favor, Lou.
Ele consegue sentir uma risada soprada contra sua pele e não entende porque seu dono está rindo até que ele volte a falar.
— Não… Vamos fazer do meu jeito — Louis segura o braço de Harry e o gira sem esforço algum para fazê-lo olhar em seus olhos. — Está vendo ali? — ele aponta para o lado esquerdo e seu garoto olha na direção indicada.
Uma mesa de madeira clara com bancos fixos a ela, usada para piqueniques, está próxima. Se Harry se esforçar, consegue até ver as suas iniciais juntas com as de Louis dentro de um coração gravado na lateral dela, ele sabe o local exato porque foi ideia e execução sua.
Ele assente em resposta a Louis, seus cachinhos balançam no processo e ele encara a mesa, atento às próximas instruções.
— Você vai me esperar lá. Quero você deitado sobre ela com os pés em cima do banco — suas ordens fluem naturalmente e Harry as absorve.
Ele não acha que conseguirá andar muito nessas condições. A mesa não está longe, mas o gatinho se sente dolorido em todos os lugares possíveis e é uma luta árdua até que seus membros funcionem.
Enquanto falava, Harry ponderava e descansava e Louis lhe soltava das fitas nas pernas, uma vez que eram inúteis agora.
— Vá lá, gatinho — Louis incentiva, dando-lhe tapinhas no bumbum.
Com muito esforço, ele está andando até onde foi mandado, equilibrando-se sobre as pernas que quase não o sustentam mais e usando troncos grossos de apoio quando passava por eles.
Quando chega, o garoto aguarda na posição que seu dono lhe disse para ficar. Suas costas e bumbum estão sobre a superfície levemente úmida pelo orvalho enquanto seus pés descansam no banco logo abaixo.
Ele não quer erguer a cabeça para saber o que Louis está fazendo, e nem precisa o fazer quando sente dedos agarrando seus tornozelos e o expondo ainda mais ao afastá-los.
— Você foi tão bonzinho pra mim — Louis divaga acariciando suas coxas com a parte interna levemente avermelhada. — Tão dedicado em me fazer bem… O melhor gatinho.
Harry ronrona com os comentários de seu dono, ele está feliz por ouvir isso e saber o que Louis pensa sobre ele.
— Você já está cheio? — ele pergunta, tocando o plug para complementar sua dúvida.
O gatinho poderia dizer que sim, mas sabe que estaria mentindo. A verdade é que ele jamais teria o suficiente do seu dono e sempre buscaria por mais.
— Não, não estou — sua voz está fraca, mas ele precisa adicionar: — Faça isso, me deixe cheio de você, por favor.
Louis admira seu garoto tão vulnerável sob o entardecer e decide acatar seu pedido para finalizar a cena. A noite já está próxima e ele sabe que o escuro não agrada nada o seu gatinho.
— Não se preocupe, gatinho, eu vou — ele responde ao segurar as mãos de Harry acima da sua cabeça e guiar o pau para dentro dele mais uma vez.
Com menos resistência, ele sente a pontinha do plug resvalar na sua glande e geme rente a orelha de Harry que se abre ainda mais para recebê-lo.
O som molhado do seu pré gozo misturado com o líquido quente guardado dentro do menino deixa a cena ainda mais erótica, os gemidos de ambos e os choramingos de Harry ecoam pelo espaço aberto.
O corpo de Harry é empurrado para cima de acordo com as investidas de Louis contra si, e ele não consegue parar de encarar o namorado com medo de perder sua feição relaxada e prazerosa quando ele estiver vindo mais uma vez.
Louis desce a mão para tocar onde seu pau está movimentando o rabinho felpudo do garoto, gemendo ao sentir as bordas do cuzinho alargado em seus dígitos. Ele ameaça inserir um dedo na brincadeira, mas Harry praticamente grita e tenta se afastar, sobrecarregado demais.
O garoto toma a liberdade de circular o quadril do dono com as pernas para manter um ritmo de estocadas fortes que Louis dá em busca do próprio orgasmo e a mão pesada e forte do namorado deixa tapas estalados na sua coxa esquerda, o que só agrega para que ele se sinta ainda mais estimulado. O dono tira um tempo para ver como a epiderme da região está e se contenta com a coloração rubra que seus dedos deixaram.
A testa do moreno está suada e alguns fios do seu cabelo liso caem sobre ela. Harry sabe que precisa dar um jeito de fazê-lo gozar logo para não vir antes diante de uma cena tão atraente.
Então ele usa uma das suas artimanhas de gatinho.
— Você acabou comigo — sussurra, suas mãos são fortemente seguradas e suas forças estão quase esgotadas. — Eu amo tanto quando você me destrói, tão bom pra mim.
Louis está quase vindo de novo, e sabe que atingiu o ponto doce do seu garoto quando ele arqueia as costas e interrompe o falatório para gemer. Os quadris dele inconscientemente também movem-se contra o mais velho, ordenhando o pau do seu dono.
Querendo ou não, as palavras de Harry também causam efeito sobre Louis, o que o faz levar as pernas torneadas para descansar em cima dos seus ombros e, com isso, ele consegue ir ainda mais fundo dentro do gatinho.
Harry ousa olhar para baixo quando sente seu dono enterrado dentro de si e choraminga ao ver a saliência do pênis dele sob seu ventre. O garoto aproveita para adicionar isso no seu apelo e, agora que tem as mãos livres porque Louis está segurando sua cintura, ele guia os dedos tatuados para cima da protuberância que some e reaparece conforme é fodido.
— Você está tão fundo, Lou… Seu caralho me deixa tão cheio — suas sobrancelhas estão franzidas em prazer e seu tom é manhoso e pedinte. — Me dê seus filhotes. Guarde sua porra dentro de mim, Lou, por favor.
O moreno mantém um ritmo ainda mais selvagem, impossibilitando que seu gatinho continue falando e consequentemente os deixando na beira. Quando Louis desce linhas de arranhões sobre o peito e a barriga de Harry, o garoto sabe que vai gozar.
Contraindo-se ao redor do pau do seu dono, o garoto chora ao ter o quinto orgasmo do dia arrancado de si a força ao mesmo tempo em que se sente finalmente livre da punição de Louis. Seu corpo convulsiona e arrepios fortes despontam na sua coluna quando o namorado derrama mais uma vez em si no mesmo momento.
O gatinho, mesmo no estado quase inconsciente que está, surpreendentemente escuta algo caindo contra as folhas do chão e tem certeza de que é uma parte da porra de Louis. Harry está tão cheio a ponto de vazar.
Louis dá dois passos para trás, a fim de mais uma vez se agraciar com a imagem pecaminosa e destruída de seu gatinho. Ele tem orgulho no olhar, se sente não só satisfeito, mas com um sentimento de posse que ninguém mais pode tirar de si.
O gatinho tomba a cabeça para o lado, um sorrisinho curto nos seus lábios quando sua visão alcança a de seu dono. Ele sabe que só vai conseguir voltar para casa carregado, mas também aprendeu a lição. Talvez. Ao menos o olhar que Louis direciona a si simplesmente o faz inflar o peito feliz e quase ronronar como um verdadeiro gatinho.
Longe de Harry tentar arranjar seu dono de novo, mas ele acha que foi uma punição que compensou.
É oficialmente o fim da cena.
∘ ׄ · ׂ ᗢ ׄ · ׂ ∘
Harry de fato teve de ser carregado por Louis de volta para casa, e honestamente, ele nem cogitou colocar seus pezinhos na terra imunda de novo.
Louis, de bom grado, lidou com seu gatinho manhoso e cansado do melhor jeito possível. Afinal, depois de uma cena intensa como aquela, ele precisava de cuidados e carinhos e Louis nunca seria negligente com seu filhote.
As próximas horas foram todas sobre banhar Harry e tirar qualquer resquícios de terra que pudesse haver em si, lavar seus cabelos massageando suavemente com seus dedos, até mesmo pintar suas unhas e dar-lhe muitos beijinhos em toda parte e depois, assim que lidou com um arranhão ou outro – Harry fazendo questão de cuidar daquele na bochecha de Louis com muitos beijinhos e pedidos de desculpa aceitos –, Louis vestiu Harry com um pijama fofo e eles foram para a caminha adorável do felino.
Poderiam ter ido para sua cama de casal também, mas Harry sempre gostou mais de passar os cuidados pós cena ainda no clima da dinâmica deles, sendo aconchegado e cuidado como um gatinho.
— Como se sente, haz? — pergunta Louis, acariciando seus cabelos.
Harry tem sua cabeça no peito de Louis, inspirando seu cheiro e por pouco não caindo no sono. A noite já existia lá fora e ele sabia que teria boas horas para adormecer com Louis bem pertinho de si.
— Me sinto bem — Harry responde, desenhando padrões aleatórios no peito se Louis. — Você me fez bem, Lou. E eu ainda o sinto por toda parte. Eu gosto disso. — Harry apoia o queixo em Louis para olhar seu rosto mais de perto. — E você, Lou?
Louis sorri por saber que seu gatinho está bem e se preocupa com ele também. Harry é o ser mais encantador que ele já conheceu.
— Estou ótimo, orgulhoso de você — ele verbaliza.
Harry sorri tímido e esconde seu rosto no pescoço de Louis em seguida, que solta uma risadinha.
— Oh, quase me esqueci de algo — Louis se lembra e Harry o olha curioso quando é erguido junto a ele com cuidado para que seja pego algo atrás do travesseiro confortável. — Estou te devolvendo sua coleira agora.
Harry se acende imediatamente, em sua concepção, Louis o deixaria sem ela por mais tempo como um resquício da lembrança de sua petulância. Mas não! Ele realmente está o tendo ela de volta agora.
— Sério? — ele pergunta com olhos brilhantes e um sorriso característico da sua felicidade genuína.
— Não a quer? — Louis devolve, um leve tom provocador em seu timbre.
— Eu quero! Por favor, eu quero de volta, Lou — ele faz um biquinho para compor seu pedido.
— Estou te devolvendo porque você foi ótimo hoje e aprendeu sua lição, considere um voto de confiança — Louis dá seu discurso, já ajustando a fivela para rodear o pescoço de Harry em seguida.
Harry balança a cabeça com afinco e quase chora contente ao senti-la em seu pescoço novamente. Sua coleirinha já havia se tornado um acessório essencial, como se ele tivesse nascido com ela.
— Pode confiar em mim, eu vou me manter na linha — ele promete, mas ambos sabem que ele não pode cumprir por muito tempo e essa é a essência da coisa toda.
Harry não poderia viver sem umas palmadas de vez em quando. Agora, porém, quando Louis prende a coleira com o guizo em seu pescoço, ele é o gatinho de ouro outra vez.
O gatinho brinca adoravelmente com o sininho, o fazendo tilintar enquanto é apreciado por seu dono, e depois avança para beija os lábios de Louis com amor e intensidade.
— Eu te amo — ele diz contra os lábios do moreno, que toma sua cintura para si e os devolve para o conforto do colchão.
— Eu também, filhote. Te amo muito — Louis profere de volta.
Harry amolece ainda mais depois de estar cem por cento completo de novo e volta a se acalmar no peito de Louis. Este conta uma história, a pedido de seu gatinho, para que então o garoto durma embalado pela voz acolhedora e descanse do dia intenso e de muitas emoções como aquele.
O cheiro doce dos fios cacheados tomava conta do olfato de Louis há uns bons minutos. Não fazia nem uma hora que Tomlinson havia voltado de uma viagem de duas semanas e o seu namorado já estava o seguindo por todos os cantos.
Bastou somente colocar o pé dentro de casa para que o seu garoto grudasse em si como um coala faz em sua árvore favorita, quase não dando espaço para Louis guardar as malas de qualquer jeito no quarto do casal e tomar banho em seguida para enchê-lo de beijos e abraços. Ele merecia por ter sido um menino tão paciente. Louis até achava engraçado o barulho que o salto baixo dos sapatinhos de Harry fazia ao chocar-se contra o piso enquanto ele ia pra lá e pra cá à sua espera.
Harry havia sentido falta de Louis. Muita. Sua gatinha até era uma boa companhia e serviu para não deixá-lo tão sozinho nos primeiros dias, mas ela não lhe dava beijinhos de boa noite ou perguntava como havia sido seu dia. Louis era insubstituível e fazia o coraçãozinho de Harry quebrar-se em mil pedaços quando acidentalmente, através de uma troca de mensagens, lembrava do quão longe estavam um do outro.
Mensagens essas que eram enviadas por Harry a qualquer hora do dia para informar o namorado de cada pequena coisa que acontecia consigo.
As mais improváveis eram as favoritas de Louis. Desde fotos da pequena gatinha até áudios onde o mais velho conseguia identificar alguns soluços e fungadas chorosas reprimidas enquanto Harry dizia pela quinta vez no dia que estava perto de, literalmente, morrer de saudade. Styles era sensível demais por natureza, e Louis sabia que todo seu cuidado e amor incondicional com ele o deixava ainda mais dependente de si. Porém, o método de contar junto de Harry as poucas horas que faltavam para se verem novamente ajudou a confortar seu garoto, de certa forma, até sua volta para casa.
Foi uma tortura esperar até que Louis saísse do banheiro e finalmente lhe desse a devida atenção. Ele até tentou ficar quieto como o namorado havia lhe pedido, mas foi impossível quando seus pés instintivamente o guiaram para o corredor e ele acabou sentado ao lado da porta como um cachorrinho abandonado. Ora amassando a camisola entre os dedos, ora fazendo trancinhas nos cabelos sedosos por entre as mechas soltas. As quais acabaram o deixando ainda mais lindo e foram finalizadas com finas fitas de cetim brancas — que Harry fez questão de buscar em seu quarto — em formato de pequenos laços.
O mais novo percebeu que duas semanas se transformam em dois anos quando se espera pela pessoa amada. Mas Louis estava ali agora, e ele não podia pedir mais quando o viu sentar-se no sofá e abrir os braços em sua direção para convidá-lo a acomodar-se em seu colo.
Era onde ele estava agora. Uma perna de cada lado do quadril do namorado vestido com uma calça de moletom cinza. Sua cabeça repousou no ombro esquerdo desnudo de Louis. Seus pés vestiam meias brancas com uma faixa de babados ao redor dos tornozelos e eram abrigados dentro de sapatos Mary Jane, os favoritos de Harry. Ambas as mãos dos namorados estavam carinhosamente entrelaçadas, desejando encostar cada célula de um em cada célula do outro para matar a saudade de uma vez por todas.
Louis estava sempre o mimando demais, lhe dando tudo antes mesmo que o garoto pensasse em querer, mas principalmente o colocando em um pedestal intocável. Fazia questão de lembrá-lo todos os dias sobre o quão perfeito e único ele era, se contentando com as bochechas rubras de Harry e as mãos de dedos finos escondendo o próprio rosto com vergonha. Mesmo sabendo que seu menino era confiante o suficiente em outras situações, o jeito tímido que ele agia em tais momentos ainda era adorável.
— Senti tanta saudade de você — Harry murmurou, erguendo o rosto apenas para depositar um beijo casto no maxilar de Louis, acomodando-se novamente em seguida como um filhotinho.
— Eu também senti saudade de você, carinho — a mão livre de Louis fazia uma carícia singela nas costas de Harry, a qual estava coberta pelo tecido da camisola fininha e branca com estampa de pequenas margaridas.
— Não faz mais isso — os olhos esmeraldinos encontraram os azuis novamente. Seus lábios tinham um biquinho manhoso e Louis tinha vontade de beijá-lo apenas para mostrar que não iria a lugar algum, mas percebeu que Harry ainda tinha algo a acrescentar — Não fica longe por tanto tempo. Promete.
Louis realmente nunca havia feito uma viagem tão longa, porém, daquela vez, um imprevisto de última hora tomou mais do seu tempo do que ele havia planejado. O que o afastou do seu garoto e lhe causou uma dor de cabeça que o acompanhou por todos os minutos a mais. Foi desumano informar Harry de que ficaria longe por um tempo mais longo e acompanhar seus olhos enchendo d'água através da tela do celular.
Em casa, Louis precisava relaxar, desligar do mundo agitado e focar apenas em Harry e toda sua doçura que serviam como um calmante natural para si. Estar com seu amor assim, tão próximo, era o suficiente para melhorar seu humor rapidamente.
— Prometo — tirou algumas mechas do cabelo cacheado que acabaram caindo no rosto do mais novo, aproveitando para repousar a palma da mão na bochecha direita apenas para deixá-la ali. Harry se inclinou contra seu toque como um gatinho — Não vai acontecer de novo. Você é minha prioridade, sempre.
Uma covinha sutil surgiu no canto do sorriso de Harry. Em sua bochecha corada. O garoto tímido e manhoso de Louis estava ali, começando a dar seus ares. Completamente adorável.
Apesar do jeito que Harry sempre se portava na presença do namorado, o relacionamento tinha muito diálogo. Tudo era consensual em literalmente todos os aspectos da relação, o que a tornava saudável e agradável de ser vivida. Louis tinha o dom de fazer com que Harry se expressasse e colocasse em palavras tudo o que gostava ou não no convívio entre os dois, melhorando e consertando os aspectos juntos em seguida como um casal dedicado em cumprir todas as juras de amor e compromisso.
Mas havia um problema. Harry era, sem dúvida, a pessoa mais inibida que Louis já conheceu, e foi exatamente isso que despertou a curiosidade do mais velho. Foi o que fez com que ele se aproximasse do cacheado.
Por mais difícil e demorado que tenha sido o processo de deixar Harry confortável o suficiente até ele perceber que Louis tinha interesse em si e em tudo aquilo que o fazia ser quem ele era, Tomlinson esperou pacientemente para tê-lo e secretamente sempre orgulhou-se de tal feito. Afinal, isso o levou a encontrar a pessoa mais amável que ele já teve a oportunidade de desfrutar da companhia.
Porém, Louis sabia melhor do que ninguém sobre a habilidade que o namorado tinha de utilizar uma feição inocente enquanto fazia coisas que não condiziam nada com ela. Como, por exemplo, encará-lo de baixo com os olhos brilhantes enquanto esfregava seu rosto no volume da sua calça e silenciosamente pedia permissão para retirá-la. Ou, também, quando sentava em seu colo como quem não tinha segundas intenções e acabava ondulando mais o quadril do que o recomendável para manter a sanidade de Louis. Sempre jurando que não era nada proposital por ter muita vergonha de confessar que na verdade sempre foi.
Entender quando seu garoto queria algo a mais de si tornou-se fácil com o passar do tempo.
Apesar de raramente verbalizar, Harry sabia demonstrar que sentia falta de Louis de outros modos. Toques eram os melhores. Mas existiam os momentos em que o namorado não dava o braço a torcer. Então, depois de cinco tentativas ignoradas, tudo o que restava era um Harry com olhos cristalinos pelas gotas de água que se derretia em sensibilidade a qualquer mínima resposta calculada de Louis. Respostas extremamente bem pensados para que não tivessem nada que o deixaria satisfeito, menos ainda algo que o tirasse daquela bolha íntima em que haviam entrado. Louis gostava de levar Harry ao limite só para vê-lo declarar com todas as letras que precisava ser fodido. Ele sabia o quão doloroso e humilhante isso era para seu garoto. Assim como também sabia, na mesma medida, o quanto aquilo o excitava e o deixava perto de um orgasmo sem ao menos ser realmente tocado.
Harry estava começando a dar indícios de que queria Louis naquele momento. Depois de toda aquela eternidade sem vê-lo, ele estava precisando mais do namorado do que nunca. Suas coxas grossas e malmente cobertas pelo tecido do vestidinho apertavam o quadril de Louis com necessidade enquanto sua bunda macia deslizava discretamente pelo colo do namorado. Ele queria ser visto e principalmente implorava para ter seu desejo de duas semanas saciado, mas Louis parecia não reparar em suas investidas, concentrado demais na televisão.
Por outro lado, Tomlinson estava completamente ciente das intenções do mais novo. Mas aquele dia seria um dos quais ele deixaria Harry cansado até tê-lo despudoradamente implorando por si. Afinal, estava com imensa saudade do seu menino. Descrever como e onde queria ter Louis seria um preço a ser pago para que isso de fato acontecesse.
Quando as mãos habilidosas de Louis moveram-se e pousaram em seu quadril, Harry arrepiou-se. Por pouco não se gabando de ter conseguido um toque sem muito esforço. Mas sua esperança e seu ego murcharam assim que os dedos pressionaram a pele com uma força considerável para fazê-lo parar de se mover. Foi possível escutar um muxoxo triste vindo do cacheado enquanto seu peito subia em um suspiro. Ele estava tão pertinho de conseguir o que queria, era somente frustrante ter suas expectativas cortadas tão cruelmente.
Os olhos verdes estavam baixos, em conjunto com os dedos finos apoiados no peito de Louis em um toque quase leve demais para ser sentido. Seu punho direito se fechou ansiosamente perto da tatuagem próxima da clavícula do namorado e sua última reação antes de voltar a afundar o nariz no pescoço de Louis foi soltar mais um suspiro impaciente e derrotado.
Louis havia percebido tudo, cada mínimo movimento e suspiro de Harry, e isso seria interessante.
Enquanto o garoto choramingava e soltava leves lufadas de ar ou barulhinhos bobos para lembrar Louis de que estava ali, o mais velho fingia não notar nenhuma de suas ações. Seu quadril ficou imóvel depois que foi colocado assim, mas o resto do seu corpo denunciava a sua vontade, mexendo-se até mesmo involuntariamente, ansiando pelo namorado.
As coisas foram levadas assim até que, em certo ponto, quando a carência havia alcançado cada canto do seu ser, sua mão correu em direção aos fios da nuca de Louis e ele provocou uma leve puxada ali. Foi inocente, mas Louis tomou isso como a hora perfeita para começar a colocar seu plano em prática, pegando o controle e desligando a televisão que realmente não era importante agora.
— Harry? — chamou, virando o rosto para tentar encontrar os olhos do namorado mesmo naquela posição onde eles estavam praticamente escondidos.
Mas não por muito tempo. Em um pulo, o cacheado ergueu a cabeça e fitou Louis com suas grandes esmeraldas. Ele finalmente havia atraído a atenção do mais velho. Um sentimento bom fez seu peito aquecer enquanto um sorriso feliz brotou em seu rosto. Ele não precisou responder para que Louis continuasse falando.
— Está precisando de alguma coisa? — perguntou falsamente. Suas mãos se mantiveram na camisola que revestia a epiderme cheirosa de Harry.
O garoto pensou um pouquinho e então seu lábio inferior ficou proeminente em um biquinho quando a realização caiu sobre ele como um balde de água fervente, a qual ocasionou o aquecimento de cada centímetro da sua pele.
Louis estava ali tão perto, mas iria brincar consigo e com a sua timidez como se Harry fosse apenas um fantoche moldável aos seus gostos e preferências. Não que isso fosse ruim, muito pelo contrário. Porém, esse modo de humilhá-lo, especificamente, sempre resultava em um cacheado trêmulo reduzido a uma bolinha de vergonha e lágrimas, apesar de totalmente satisfeito e agradecido ao namorado.
Tentando reunir sua coragem para despejá-la em uma única frase e aproveitar a oportunidade que provavelmente só ganharia novamente depois de algumas horas, Harry posicionou-se melhor em cima de Louis e pegou a mão dele na sua, levando-a lentamente para baixo do tecido que vestia e a posicionando sobre sua intimidade que já molhava levemente o tecido da calcinha pelos pensamentos antecipados sobre o que aconteceria a partir dali, finalmente conseguindo proferir:
— Aqui. Dói — seu tom era lamurioso e Louis se divertia internamente com isso, mesmo que não deixasse transparecer. Harry se frustrou ao esperar e não receber qualquer tipo de movimentação por parte do outro.
Talvez ele devesse começar a baixar suas expectativas e parar de ser tão precipitado com suas ideias.
— E o que você quer que eu faça? — indiferente, Louis perguntou. Seus ombros subiram e desceram como se não entendesse o pedido do seu garoto e a cabeça foi inclinada em questionamento.
Harry suspirou pela milésima vez em um curto período de tempo. Sua dose de confiança já havia sido injetada ao fazer Louis tocá-lo e, em seguida, pronunciar as duas palavras. A partir dali ele estaria completamente exposto e suscetível à degradação enquanto seu atrevimento de minutos atrás evaporava de uma vez só.
— Papai — o garoto murmurou, reclamando, tentando esquivar-se de dar uma resposta objetiva. Ele estava dando tantas dicas do que precisava que Louis fizesse consigo, mas o namorado parecia estar cada vez mais longe de realmente tentar entendê-las.
Sua cabeça estava baixa mais uma vez, os fios cacheados e compridos pendiam e impediam Louis de visualizar seu rosto. Suas bochechas provavelmente já estavam coradas o suficiente naquele momento e Harry odiava a ideia de deixar Louis saber disso, mesmo tendo noção de que as futuras lágrimas inevitáveis seriam vistas de qualquer forma.
— O papai não me ama mais? — perguntou em um fio de voz. Foi possível ouvir quando Harry fungou, provavelmente para se controlar e não começar seu choro tão cedo. Seus olhos esmeraldinos ainda não olhavam os oceânicos de Louis.
Louis, esse que quase se deixou levar pelo jeito de Harry, por pouco não fez o garoto deitar-se no sofá para fodê-lo como ele merecia e acabar com aquela tortura que estava sendo para si também. Mas ele estava disposto a levar tudo aquilo até o fim, ciente de que a última pergunta de Harry foi apenas para fazê-lo sentir-se uma péssima pessoa e mudar seus planos.
— O papai ama você, sim — os dedos da sua mão livre percorreram o braço de Harry, unicamente pelo prazer de vê-lo lutar contra as ações involuntárias e acabar arrepiando-se lindamente — Ele só ficou longe do menino dele por muito tempo — a mesma mão subiu a carícia até o topo da cabeça de Harry, afagando o começo dos seus fios — E acabou esquecendo o que o filhote dele quer quando age de um jeitinho tão… — ponderou por alguns segundos, tentando encontrar as palavras — Carente e necessitado.
Harry fechou os olhos com força ao ouvir seu namorado. Era isso, Louis tinha o resumido em carência e necessidade, nada além. Quando tornou a abri-los, notou sua visão ficar turva por lágrimas, se amaldiçoando por ser tão sensível. Suas coxas pressionaram as de Louis com força, causando um atrito significativo contra o toque no seu pau, enquanto o mais velho sentiu a renda em contato com os seus dedos grossos ficar ainda mais pegajosa. As palavras do moreno, querendo ou não, mexiam notavelmente com o corpo e as reações do mais novo. Louis deu um sorriso ladino.
— Mas você pode ajudar o papai a lembrar — deu a ideia, ainda acariciando os cabelos de um Harry amuado sentado em si. Ele decidiu não forçar o garoto a olhá-lo, pelo menos não por enquanto — Eu só quero fazer meu menino se sentir bem.
Em uma última tentativa, Harry choramingou e negou com a cabeça. Ele ainda tentava lutar contra o poder de persuasão que Louis tinha, ciente de que remar contra a maré seria em vão. Seus dedos seguraram o pulso de Louis com força por medo de que aquele mísero toque no seu pau fosse interrompido.
— Não, papai — seus cachinhos adoráveis, em conjunto com as tranças, balançavam enquanto negava — Não consigo.
Mesmo com a resposta, Harry tinha dois corações naquela situação, dois pensamentos que o levavam a lugares diferentes. Ele poderia pensar somente em si e decidir de uma vez por todas que não faria o que Louis estava sugerindo, deixando a timidez consumi-lo por inteiro. Por outro lado, fazer isso seria puro egoísmo, já que Louis sempre o fez sentir-se tão bem e o mínimo que ele poderia fazer era retribuir por ser intensamente cuidado e amado. Ele não conseguia sequer imaginar como seria decepcionar seu papai e jamais tomaria uma decisão que resultasse nisso.
— É até irônico — Louis voltou a falar, ocasionando um pulinho discreto e assustado de Harry que havia se perdido em pensamentos. Dedos firmes empurraram seu queixo para cima, o fazendo ver o namorado por entre as mechas castanhas — Você ser tão tímido que não consegue nem falar com o seu dono, e ao mesmo tempo tão cadela a ponto de se molhar feito uma virgem na minha mão — Harry sentia seu rosto quente de vergonha enquanto travava uma batalha árdua contra si mesmo para não deixar as lágrimas teimosas caírem — Você quer isso. Você quer o papai. Então vamos tentar mais uma vez, vou te dar mais uma chance, sim?
Foi quase difícil notar quando Harry assentiu tão discretamente. Louis tinha um poder tão grande sobre si. Era até intimidador o modo como ele sempre conseguia o que queria, obrigando e convencendo Harry a fazer qualquer coisa por si. O peso do seu corpo já estava todo sobre o colo do namorado, incapaz de manter parte dele apoiado em seus joelhos. Sua mão livre estava caída ao lado com receio de agir e fazer o namorado desistir da sua última tentativa. Ele queria ser bom. Ele precisava ser bom.
— E eu juro que vou te deixar na mão se você decidir continuar sendo tímida, porque você sabe como o papai gosta de te ouvir — o cacheado fungou e negou várias vezes com medo de ser deixado ali sozinho, prometendo que faria tudo corretamente. Louis suspirou e retirou os fios de cabelo do rosto de Harry mais uma vez, ligando os olhares de maneira intensa — Coisinha, você quer dizer alguma coisa para o papai?
Os ombros de Harry desabaram assim como sua postura em um claro sinal de desistência.
Louis sabia como conseguir o que queria do mais novo de uma forma tão natural que às vezes até era difícil para o garoto perceber que havia cedido e ido contra seus princípios. Mas, naquele momento, ele via claramente toda sua estabilidade e auto preservação indo para o ralo, dando espaço para que as próprias palavras proferidas ocupassem as lacunas deixadas e o consumissem com seus significados sujos e pervertidos.
— Preciso de você. Preciso do meu papai — pediu em um fio de voz. Seu olhar baixou por alguns segundos, mirando a mão de Louis que desaparecia entre suas pernas junto da sua que servia para manter a palma quente dele ali. Mostrando a que se referia.
Quando teve coragem de olhar Louis novamente, foi simplesmente demais. Os olhos azuis estavam tão concentrados em si e esperavam tanto que foi inevitável segurar seu choro contido. As primeiras gotas escorreram lentamente por suas bochechas rubras. Não tinha mais volta.
Seu peito ardia como se pegasse fogo, desejando ser um pouco mais desinibido ou que Louis simplesmente esquecesse aquela ideia e fosse realmente para a parte que interessava e que sonhou durante todo aquele tempo longe do namorado.
— Preciso do pau do papai tão fundo dentro de mim, me comendo como só ele sabe, por favor — seu corpo tremeu involuntariamente ao ser estimulado. Louis esfregava seu pau levemente por cima da renda, gostando do que ouviu, mas aqueles panos começaram a irritar Harry profundamente e ele teria que pedir para livrar-se deles, caso contrário não teria nada — P-pode rasgar minha calcinha.
Não é como se Harry estivesse mandando em algo ali, ele apenas estava proferindo seus desejos durante uma grande luta interna sobre ser bom para si mesmo ou para Louis. O poder ainda era totalmente do mais velho e isso jamais mudaria.
Tomlinson depositou um beijo em cima da lágrima acumulada no canto dos lábios de Harry. Ele amava seu menino, assim como também amava seu choro desesperado.
O barulho do rasgo do tecido foi momentâneo, libertando o pênis do garoto que pesava e molhava a palma de Louis aos montes. Era vergonhoso demais.
- Caralho… Que porra - Tomlinson deu um riso anasalado, claramente debochando de Harry que se encolheu ainda mais - E eu ainda nem te toquei de verdade. Agora você me deixou curioso pra saber como vai se molhar quando eu estiver fodendo sua bunda.
O garoto emitiu um chorinho manhoso e tentou esconder o rosto no pescoço do outro em busca de alívio para toda a vergonha que estalava em cada célula do seu ser, algo que não agradou muito Louis.
- Por favor, olhos em mim - ele segurou seu rosto molhadinho de lágrimas com apenas uma mão, não forte o suficiente para formar um biquinho em seus lábios, era apenas para lhe passar uma ordem - Você não vai me privar de ver o estrago que está fazendo consigo mesmo, não é?
As borboletas no estômago de Harry estavam agitadas e a engrenagem dos seus pensamentos mal funcionava àquela altura. Ele negou com a cabeça vezes demais.
Styles sabia como o namorado estava fingindo uma grande simpatia consigo. Não foi ele que se colocou naquela situação, o garoto jamais passaria tamanha vergonha de propósito. Era Louis quem estava no controle e o manipulava para que ele acreditasse que a intenção de se humilhar vinha dele. Como se o namorado não fosse o diabo sussurrando no seu ouvido.
Os dedos tatuados subiam e desciam preguiçosamente pela extensão de Harry que manhava baixinho, o último sabendo que aquilo indicava que ele precisaria de mais do que somente isso para finalmente ser recompensado.
— Meus peitos — sua voz estava levemente embargada, as gotas grossas já deslizavam pelo seu rosto sem impedimento — Brinque com eles, papai, eles são todos seus — ao pedir, Harry levou as mãos até a barra da camisola curtinha e a tirou em um piscar de olhos, tamanha necessidade que sentia.
Um ar gélido natural e noturno beijou sua pele ao despir-se. Seus cachos ficaram ainda mais selvagens pelo movimento rápido e repentino. Seus braços instintivamente cobriram seu corpo ao perceber o quão exposto estava e a vontade de encolher-se para se proteger do olhar azul quase venceu, porém, antes que pudesse, Louis segurou seus braços com delicadeza e os afastou para ter acesso ao seu peito e aos mamilos durinhos em antecipação.
Seus peitos não eram grandes, mas possuíam um tamanho perfeito para Louis.
Harry esquivou-se ao sentir a barba de Louis roçar contra sua pele, e seus mamilos rosinhas ficaram ainda mais eriçados e convidativos para que o namorado pudesse mamar naqueles peitos como se a vida dele dependesse disso. E talvez, naquele momento, realmente dependesse.
"Você é incrível" foi tudo o que Louis disse antes de aproximar-se do seio esquerdo, passar a língua molhada de saliva sobre o botãozinho e soprar diretamente em cima dele em seguida apenas para ver o garoto se arrepiar, enfim começando a realmente chupá-lo.
Harry se mantinha estável com as mãos nos cabelos de Louis enquanto os lábios finos faziam um ótimo trabalho em deixá-lo sedento por mais. A glande de Harry pingava na calça de Louis e ele podia sentir perfeitamente o pau duro do namorado entre sua bunda. Era uma troca, quanto mais Harry movimentava os quadris e consequentemente estimulava Louis, mais ávidos eram as lambidas do namorado em seus peitinhos sensíveis.
Ambos saiam ganhando.
Quando mudou de lado, usando os dedos para continuar dando atenção para um e poder começar a chupar o outro mamilo, pôde reparar em Harry. Nas suas sobrancelhas franzidas. Nas lágrimas que escorriam pela sua face. Nos gemidos gostosos que saíam por entre seus lábios gordinhos. Na obra de arte que era Harry no cúmulo do desejo sem nenhum pudor. Mas Louis estava com saudades das suas esmeraldas, então, para chamar atenção, despejou um fino filete de saliva sobre o botãozinho e o acompanhou deslizar pela pele leitosa, hipnotizado com a cena.
O garoto abriu os olhos chorosos na direção de Louis e segurou ainda mais forte os cabelos do namorado. Ele só era incrível porque Louis o fazia sentir-se assim. Único. Desejado. Harry sabia o quão sortudo era por ter tido seu destino cruzado com o de Louis.
— O meu papai me faz tão bem. Sua boca é tão boa — divagou, mantendo o contato visual com um Louis abaixo de si dedicado em seus peitos, machucando seus mamilos com fome - Obrigado papai.
Foi tarde demais para Louis pensar nas próprias ações ao ouvir aquilo, ocasionando uma mordida leve na pontinha excitada do seio direito e logo em seguida um puxão no biquinho entre os dentes, sentindo sua calça molhar com o líquido de Harry mais uma vez.
— Você vai querer gozar assim? — Louis sussurrou contra sua pele, Harry estremeceu pela sensação, feliz por poder escolher, e derramou mais algumas lágrimas.
— Sim. Sim, por favor — então lembrou-se de adicionar: — Eu quero gozar enquanto o papai cuida dos meus peitinhos e toca meu pau — Harry se perdeu um pouco nas palavras, estava ficando cada vez mais difícil formular frases que faziam sentido — Tão bom pra mim.
Harry conseguiu ouvir um gemido satisfeito vindo de Louis, o qual se perdia nos cílios molhados acima dos olhos verdes e fazia disso uma motivação para acelerar o movimento do seu punho. O pênis de Harry molhava cada vez mais e facilitava o toque enquanto seus gemidos e ofêgos envergonhados, necessitados e sensíveis eram como música para os ouvidos do mais velho.
Harry vinha sendo estimulado desde o momento em que o namorado exigiu que ele se humilhasse a ponto de expor seus desejos em palavras, mesmo sabendo que ele tinha dificuldade e que sempre ficava vermelho como se estivesse queimando. Louis não ligava. Sabia que o fruto daquela degradação seriam as suas tão amadas lágrimas de Harry, e Styles amava a sensação do cúmulo. Chegar ao cúmulo com lágrimas nos olhos, hipersensibilidade e gozo de Louis em qualquer parte do seu corpo era como chegar ao paraíso, só que melhor.
A boca de Tomlinson deixava o namorado perto de colapsar, e a junção com a estimulação gostosa no seu membro resultava em cada vez mais gotas caindo dos olhos verdes. Seus dedos permaneciam entre os fios de Louis e seu quadril ia de encontro à mão dele, tentando saciar-se o mais rápido possível. Sua bunda deixava Louis cada vez mais duro e com vontade de vê-lo gozando logo para poder finalmente entrar nele.
Louis passou a utilizar os dentes para arranhar de leve os mamilos e Harry se contorcia ainda mais em seu colo.
— E-estou quase — soprou em meio lágrimas e suspiros, a visão completamente nublada — Quase gozando para o papai — mesmo em tais circunstâncias, deu um sorriso com o canto dos lábios, não deixando de sentir orgulho de si mesmo. Afinal, ele estava falando.
Mas sua felicidade morreu assim que Louis resolveu voltar a falar:
— Você se contenta com pouco — e então ele estava sorrindo. Não era amigável, era debochado. Louis estava rindo de Harry como se ele não fosse nada além de um garotinho sensível e carente de contato — Não sente vergonha de si mesmo?
Harry assentiu cabisbaixo e se sentiu inferior ao ver o namorado daquele jeito, em uma posição totalmente oposta à sua. Seus ombros chacoalhavam conforme seu choro e seu ventre doía ao tentar segurar seu orgasmo para não parecer tão desesperado como Louis estava dizendo que ele era. O que não aconteceu por estar recebendo uma punheta tão bem tocada ao passo que tinha sua área erógena chupada com afinco.
Tudo o que restava era vir na mão de Louis com gritinhos e lágrimas e comprovar a visão que ele tinha sobre si.
Quando a sensação de formigamento se apossou da sua virilha, Harry não viu necessidade de perguntar se poderia ou de avisar Louis de que estava vindo. Ele estava precisando disso a uns bons minutos, foi uma libertação se deixar levar pelas ondas prazerosas que se apossaram do seu corpo frágil. Suas costas arquearam de leve e suas coxas tremeram com a liberação do orgasmo. O líquido perolado manchando a mão e a calça de Louis, junto de algumas gotinhas pelo abdômen moreno. Seu gemido mais alto da noite foi abafado pelo pescoço de Louis, onde Harry inconscientemente escondeu o rosto e privou o namorado de vê-lo chorar como nunca enquanto gozava.
Ele já tinha sido repreendido por ter se escondido antes.
Um silêncio suspeito se apossou em seguida. Suas pálpebras, que provavelmente ficariam inchadas amanhã, estavam pesadas pelo cansaço e seu corpo doía por ter ficado tanto tempo naquela posição. Alguns espasmos do orgasmo recente ainda o percorriam. Harry sentia seu rosto molhado, alguns fios de cabelo grudavam sobre ele. O garoto estava incapaz de ter noção dos próprios atos com a mente nublada e a visão turva enquanto pintava a roupa e a pele de Louis com a sua porra, muito menos pensava sobre as possíveis consequências que eles trariam.
Mas então ele sentiu. Ou, melhor dizendo, não sentiu. Louis estava imóvel embaixo de si. Talvez limpando sua mão pegajosa ou fazendo alguma outra coisa, Harry não sabia identificar. Por isso, o cacheado resolveu ver com os próprios olhos. Checar por si mesmo o motivo de Louis não tê-lo jogado contra o tapete e o usado como quisesse assim que ele gozou.
A expressão que Harry encontrou no rosto de Louis partiu seu coração. Era uma feição quase magoada. Talvez melhor definida como decepcionada. Seus olhos eram um azul vazio enquanto o canto dos seus lábios estavam voltados para baixo em chateação. Harry sentiu como se ele simplesmente fosse levantar dali sem qualquer explicação e ir embora, e isso o deixou desesperado.
Foi tentando relembrar de minutos atrás que a realização caiu sobre si. Ele sabia como o namorado tinha tesão e amor por suas lágrimas em momentos íntimos. Harry já viu como Louis ficou excitado enquanto o assistia usar um plug em público e chorar contido por se sentir exposto demais, triplicando a sensação de ser estimulado exatamente no seu pontinho com o objeto. Mas então, ao afundar seu rosto no pescoço do namorado, ele impediu que Louis visse o que ele provavelmente idealizou desde o começo.
Harry se sentia extremamente culpado. E essa culpa foi revertida em um choro com direito a soluços e gotas grossas que pingavam na calça de Louis, onde antes foi derramado seu prazer. Ele sentia a angústia percorrer seu corpo frágil e precisava tomar uma atitude urgentemente para tentar redimir-se. Era o objetivo que ele tinha em mente quando começou a beijar todos os cantos do rosto impassível de Louis, até que teve seu maxilar segurado sem muita força, apenas para mandá-lo parar.
- Me… Me desculpa papai - ele chorou, sentindo um aperto forte em sua pele.
— O papai está tão chateado — Louis falou contra os lábios de Harry, nunca deixando o garoto beijá-lo — Eu tento ser bonzinho e fazer meu menino se sentir bem, mas ele não se importa nem um pouco comigo.
Harry negou com a cabeça com veemência, odiando que tivesse deixado Louis se sentir daquele jeito. Seu rosto foi apertado ao ponto de um biquinho formar-se em seus lábios cheios, mas não doía. Nada doía tanto quando a sensação de ter decepcionado seu papai. As lágrimas deslizavam por seu rosto em maior quantidade a cada minuto.
— Você entende o papai, coisinha? Estou decepcionado — continuou, internamente se deliciando com o choro do garoto.
— Não. Não, não, me desculpe. Por favor, papai, eu errei — suplicava entre os espasmos que seu corpo dava, já se sentindo sobrecarregado e confuso, as palavras somente escapavam por seus lábios — Por favor. Eu sou seu. Sua coisinha, para você usar quando quiser.
Harry estava uma bagunça completa, seus cachos emolduravam seu rosto de forma desordenada e a fina camada de rímel nos seus cílios começava a escorrer como tinta escura brutalmente arremessada em um quadro branco delicado. Tinha um contraste. Era lindo. Seu pau doía de sensibilidade a cada esbarrão acidental e seu físico e emocional estavam perto de se esgotarem. Mesmo que tenha sido apenas um orgasmo, a vergonha tomava conta de absolutamente todos os seus sentidos, fazendo com que a exaustão fosse geral. Porém, mesmo nessas condições, tudo o que Harry precisava era provar para Louis que ele era um bom menino, e ele o faria.
— Papai — tocou a barba aparada de Louis com a mão trêmula. Os olhos azuis o miraram com descontentamento — Eu posso ser bom, muito bom. O papai pode usar e me comer como ele quiser — pediu, o polegar acarinhando a bochecha de Louis singelamente — E eu prometo que não vou ficar quietinho — acrescentou — Vou dizer tudo o que o meu papai quiser ouvir. Por favor.
A luz amarelada do cômodo refletia nos olhos verdes e aguados. Por fim, Harry encostou a sua testa na de Louis, não sabendo se deveria beijá-lo ou não. Demorou alguns segundos de contato visual para que Louis decidisse o que faria com a sua coisinha, acabando por compadecer-se com a expressão pidona, afinal, Harry só queria agradá-lo e estava disposto a conseguir isso. Ele lhe daria uma chance.
— Você vai ter que aprender a usar essa boca gostosa se me quiser dentro de você — proferiu, atacando os lábios de Harry em seguida.
Era um beijo onde não havia disputa, apenas dois extremos. Dominância e submissão. O controle e o controlado. Louis guiando a dança de línguas enquanto Harry apenas seguia seu ritmo. Os sons molhados faziam o cacheado tremer por finalmente estar recebendo aquilo do namorado depois de tanto tempo e a angústia se dissipava aos poucos. As mãos de Louis se perderam entre os fios de cabelo de Harry, o puxando para si em busca de mais.
Harry, mesmo fraco e sonolento, relutantemente teve que impedir o contato e verbalizar suas ideias. Sua necessidade de ser bom o impedia de secar as lágrimas para poder agradar Louis e suas duas mãos seguravam o rosto barbado para ter total atenção enquanto pronunciava com todas as letras o que precisava que o namorado fizesse.
— Você vai me deitar no tapete e meter em mim sem preparação. Nada de língua ou dedos, apenas o seu pau — Harry se surpreendeu com o quão confiante sua voz saiu, atrevendo-se em descer seus dedos pelo abdômen de Louis até o caminho de pelos bem aparados e segurar o pau grosso, ofegando discretamente em surpresa ao sentir o tecido da calça extremamente molhado contra as costas da mão.
Harry sabia que aquilo iria doer como o inferno, mas precisava de uma punição bem feita depois do que aprontou.
— O papai já está babando para ter o garotinho dele - Louis estava sem cueca e isso explicava o pênis tão bem delineado entre as bandas gordinhas da sua bunda
Louis quis sentir na pele a temperatura das bochechas avermelhadas de Harry. Estavam extremamente quentes, notou. O choro tinha diminuído um pouco. Talvez o garoto se arrependesse de toda aquela coragem em minutos, mas era incrível para Louis poder ouvi-lo daquela forma. Com atenção e foco. Não deixando de reparar no esforço que ele fazia para fazê-lo sentir-se bem.
Harry estava sacrificando a si mesmo para mostrar que a única coisa que importava ali era Louis.
— Mas se doer e eu implorar para você parar, não dê atenção. Eu quero sentir você — sua palma espalhou o pré gozo do namorado pela extensão antes de puxá-la para fora da calça e fazê-la bater contra a pele bronzeada, dura e necessitada de alívio.
Louis gemeu e apoiou a cabeça no encosto do sofá ao ter seu pau devidamente punhetado junto com as palavras tão pecaminosas vindas de lábios tão doces. Ao voltar a postura anterior, não pensou duas vezes antes de agarrar as coxas de Harry e levantar-se com ele no colo para deitá-lo no tapete macio da sala. Contemplando cada centímetro do seu menino ao deixá-lo ali para remover sua única peça de roupa, arremessá-la em qualquer canto, e ajoelhar-se próximo às pernas fechadas de Harry.
Encarando o teto sobre si, as lágrimas voltaram para a visão de Harry. Um momento de lucidez o fez cair na realidade da situação e perceber o estrago que aquilo faria na sua reputação introvertida. Mas agora era tarde demais. Duas gotas escorreram pelos cantos dos seus olhos e foi preciso tomar ar para continuar com o seu maldito falatório.
— Agora o papai vai abrir as pernas do garotinho dele — fungou, apoiando-se sobre os cotovelos para ver Louis por cima dos seus joelhos, o qual se mantinha em silêncio com um sorrisinho sacana para não assustar Harry que já estava desinibido.
Louis afastou suas coxas e Harry voltou a deitar as costas no chão, deixando ser usado de acordo com o próprio roteiro. Ele tinha vontade de voltar a fechar as pernas, e aquela luta interna sobre preservar-se ou ser bom causava gotas grossas que saiam dos seus olhos e se desfaziam no tapete. Seu peito ardia em uma mistura de sentimentos, somado ao estado quase sonolento que sua mente e corpo entraram ao desfazer-se no colo de Louis. Ele tinha sido cruel e estava pagando por isso, mesmo assim Harry não conseguiu evitar a tentativa de uma fuga.
De repente, seus joelhos foram juntados novamente por si mesmo e ele se pôs de bruços, engatinhando, tentando ir para longe dali e de toda aquela humilhação que estava passando. Harry não pensou em Louis ou em como ele ficaria furioso ao ver sua falta de colaboração mesmo depois de ter prometido que seria bom, não, ele só precisava se esconder no primeiro lugar que encontrasse pela frente e chorar seus pulmões fora por ter sido tão exibido e desagradável consigo mesmo.
Porém, antes que pudesse começar a sua fuga, mãos agarraram ambos os lados da sua cintura com força e o trouxeram de volta, virando seu corpo para cima novamente com um baque surdo do seu corpo contra o tapete.
— Não! Papai, pare — seus punhos fechados batiam contra o peito de Louis, tentando empurrar-se para cima e sair do aperto dos seus dedos — Por favor, me deixe ir, eu não quero mais.
Com isso, Louis substituiu as mãos pelo antebraço para prender Harry contra o chão, o pressionado em seu ventre, e inclinou-se sobre o corpo que se debatia debaixo de si, espalmando a palma contra o tapete felpudo ao lado da cabeça de Harry e ficando a centímetros do seu rosto. Harry parou de esquivar-se, com medo de qual seria o próximo passo de Louis e focou nos olhos azuis que pareciam observar sua alma. O garoto sentiu seu lábio inferior tremer pelo choro enquanto esperava Louis reagir.
Louis levou os lábios finos até a orelha de Harry e usou o tom mais rouco para proferir:
— Não — foi simplório, mas causou um efeito notável em Harry. Os olhos verdes se fecharam com força e ele pode sentir o próprio pau voltando a ficar duro contra o abdômen do namorado somente com isso — Você vai ficar aqui e vai ser usado pelo papai até que ele decida ser o suficiente — enquanto pronunciava com seu sotaque carregado, impulsionava seu pênis entre as bandas macias da bunda de Harry que ainda lutava, superficialmente esbarrando sobre seu buraquinho — A única coisa que eu quero de você são as suas palavras e suas lágrimas, o resto não importa. Não importa se você não quer mais. Não importa se você quer fugir. Não importa se você me mandar parar. Eu não dou a mínima para o que você quer, coisinha.
Harry tinha a respiração pesada, seus dedos agarraram o tapete felpudo para tentar descontar sua angústia. Ele estava derrotado, perto de esgotar-se totalmente e virar apenas um objeto que o namorado usaria para foder e gozar assim que terminasse.
Louis pegou a primeira almofada que encontrou em cima do sofá e a posicionou embaixo da bunda de Harry, elevando os quadris do garoto na sua direção.
O cacheado inutilmente ainda tentava colar as coxas com o resquício que tinha de ânimo para defender-se, mas Louis estava entre elas e proibia qualquer recuo que ele pensasse em fazer. O salto baixo dos seus sapatos batia contra o chão sem causar um som realmente alto enquanto suas pernas debatiam-se e sua respiração estava cada vez mais dificultosa.
— Você quer sentir o papai aqui? — Louis indicou o ventre de Harry com a mão e sentiu-se vazar ainda mais quando o garoto negou desesperadamente. Foi uma pergunta retórica, Louis não estava nem um pouco interessado na resposta de Harry.
Como estavam, Louis pode ver o cuzinho de Harry se contraindo em nada em busca de qualquer coisa que o preenchesse. Seu polegar não tardou em contornar o buraquinho apertado, sem forçá-lo para dentro em momento algum, afinal, o pedido foi claro. Harry queria sentir-se abrindo no pau de Louis. O mais velho usou a mão livre para espalhar mais lubrificação por sua extensão e preparar-se para foder seu garotinho.
- Por favor, me deixe ir - ele tentou mais uma vez, apoiando seus antebraços no chão para poder afastar-se um pouco para trás, olhando o pau grande de Louis e engolindo em seco, sabendo como iria doer levar aquilo sem preparação nenhuma.
Estava sendo desobediente e aquilo não agradava seu papai nem um pouquinho.
Louis se inclinou na direção de Harry, irritado, pegando um punhado do seu cabelo com força para que o garoto prestasse muita atenção.
- Que merda, Harry, você tá me irritando pra caralho - ele cuspiu as palavras descontentes contra seu rosto - Abre a boca, eu vou refrescar a porra da sua memória - ordenou, vendo Harry relutar um pouco antes de fazê-lo, não sabendo o porquê do pedido.
Mas então ele soube. Assim que viu Louis acumular uma quantia de saliva em sua própria boca para então cuspir dentro da sua cavidade aberta em expectativa. Imediatamente sentindo o gosto do seu dono em sua língua e fazendo novas lágrimas brotarem em seus olhos.
Isso o afetou mais do que deveria. Mostrava a ele o quão inútil seria lutar e o quão insignificante eram suas súplicas.
— É isso que você é e é pra isso que você serve, você entendeu? - perguntou, firmando seu aperto nos fios de cabelo e amando ver Harry chorar novamente concordando com a cabeça - Agora engole.
Louis esperou pacientemente até que visse a garganta de Harry mexer em sinal de que ele havia obedecido e então relaxou o punho, apenas encostando a palma na parte de trás da cabeça de Harry para que ele mantivesse a atenção.
— Faça mais uma dessas suas ceninhas e você vai pagar caro por isso — sua voz estava um pouco mais grossa, impondo limites e respeito ao que Harry assentia levemente.
Harry ainda sentia uma necessidade absurda de fuga, apesar de impossibilitado. Ele virou seu rosto para o lado e pressionou a bochecha contra o chão, não querendo olhar a cena que se desenrolava acima de si. Seus lábios tinham um biquinho triste e seu peito subia e descia com dificuldade, afetado pela clara raiva de seu papai. Harry não percebeu o momento em que Louis voltou a deitar sobre seu corpo, apenas sentiu os dedos virarem grosseiramente o seu rosto para encará-lo.
— Nem pense em virar seu rosto mais uma vez. O papai quer ver como você chora pra ele igual uma virgenzinha — murmurou contra seus lábios, segurando a base do próprio pau e o encaixando no buraquinho do garoto.
A glande vermelhinha brincou um pouco na entradinha ao que o mais novo gemia incessantemente, sem sequer pedir para que seu dono parasse. Seu pau já duro novamente caído sobre seu estômago.
— Não brincou sozinho aqui atrás quando o papai esteve fora? — Louis perguntou curioso, notando como seu rabinho estava com dificuldade para recebê-lo.
— Não, papai — Harry sussurrou, tentando se controlar e relaxar para que não doesse tanto.
Entrar em Harry estava sendo difícil. Mesmo que ele já tivesse conseguido até a metade, a entradinha do seu menino o apertava na tentativa de expulsá-lo a cada segundo.
— Porra, duas semanas te deixaram ainda mais apertado — falou entre dentes. Suas mãos seguravam as coxas de Harry com força para mantê-lo quieto e facilitar o processo.
— Por favor, não fale assim — manhou — E-estou tão envergonhado, papai — a última palavra foi prolongada em sua voz, acabando em soluços que fizeram seu corpo tremelicar. Seus braços estavam jogados sobre o chão, inúteis. Malmente tentando livrar-se de Louis. Apesar de tudo, seu quadril ia de encontro ao pau do namorado para tê-lo cada vez mais.
Os pés de Harry estavam plantados no chão, as pernas dobradas e o quadril obrigatoriamente erguido enquanto Louis terminava de forçar-se para dentro, logo sentindo as bolas pesadas baterem contra sua bunda branquinha. Rastros de maquiagem desenhavam linhas na pele rubra do seu rosto. Sua perna inconscientemente circulou o quadril de Louis para mantê-lo dentro de si o maior tempo possível enquanto uma lufada de ar presa em seus pulmões foi liberada.
— V-você me machuca. Dói muito — sussurrou, fechando os olhos com força ao sentir a primeira estocada de Louis, sem tempo para se acostumar com a invasão.
— Oh, eu imagino — respondeu, falsamente secando uma linha molhada no rosto de Harry — Mas, sinceramente, espero que você acabe ainda pior.
O cacheado tremeu com as palavras cruéis de Louis, deitado ali como um ser sem sentimentos ou emoções enquanto se acostumava com o pau gostoso em seu buraquinho intocado há duas semanas.
Louis estava encantado pelas lágrimas de Harry que escorriam em abundância logo no primeiro impulso do seu pau. Harry tinha o corpo impaciente e usou os cabelos de Louis para agarrar-se à consciência que lhe restava, erguendo o pescoço até colar ambas as testas. Seus olhos imploravam por algo que ele sequer sabia exatamente o que era e, pela proximidade, Louis conseguia ver cada nova gota d'água que se formava na superfície esmeraldina.
Louis o comia tão bem e tinha os olhos azuis tão penetrados em Harry que faziam a sensação ficar ainda mais intensa. Harry desviou o olhar para baixo por um momento, acompanhado a cena dos quadris do namorado batendo contra o seu enquanto o pau dele sumia dentro de si, exatamente quando sentiu a glande tocar seu pontinho doce. O que o obrigou a agarrar-se ainda mais em Louis e gemer em sua boca para incentivá-lo a foder exatamente ali.
Ambas respirações tinham descompasso. A de Louis pelos movimentos certeiros em busca do próprio orgasmo depois de tanto tempo duro, enquanto a de Harry por se sentir sobrecarregado, com estímulos e lágrimas demais, tudo ao mesmo tempo.
Harry não pensou duas vezes antes de pegar a mão de Louis na sua e a descansar sobre seu ventre, onde os dígitos do mais velho sentiram a saliência do próprio pau sob a camada de pele macia de Harry.
— Eu te sinto tão fundo — pronunciou-se entre soluços chorosos, sem quebrar o contato visual com Louis — Você está machucando a sua coisinha tão bem, papai.
— Porra…
Louis continuava investindo seu quadril contra a bunda de Harry, já avermelhada pelo atrito dos corpos, e aproveitou para deslizar a mão mais para baixo até encontrar o pênis sensível e novamente duro do seu garoto. Seus dedos envolveram a extensão e Harry chiou, encolhendo-se e negando com a cabeça vezes demais.
— Não! — gritou, segurando o pulso de Louis que malmente o estimulava — Eu quero gozar com você.
Louis gemeu baixinho e ondulou o quadril dentro de Harry. O som de peles se encontrando misturava-se com os choramingos do cacheado.
Buscar por ar estava sendo cada vez mais difícil, e só piorou quando Louis subiu a mão mais uma vez, agora em direção ao seu pescoço infelizmente imaculado, e manteve um aperto significante. Aquilo extrapolou o limite de Harry. Mais lágrimas salgadas foram produzidas até que sua mente processasse o que ele deveria fazer para parar com o ato. Demorou três segundos para que sua mão abrisse e fechasse duas vezes, indicando que Louis deveria interromper a privação de ar, o que ocorreu imediatamente.
Harry reconheceu a feição preocupada de Louis enquanto ele o analisava para checar se estava tudo bem para continuar com a cena. Então, para provar que sim, estava tudo perfeitamente bem, e que não, Harry não precisava de um tempo, o cacheado segurou os dedos de Louis anteriormente posicionados em seu pescoço e sem cerimônia levou dois deles até os lábios. O cenho de Louis franziu por um instante sem compreender o que o garoto faria, até que ele sentiu uma quantidade significativa de saliva escorrer sobre seus dígitos e logo em seguida ambos serem forçados para dentro da boca receptiva de Harry que começou a chupá-los, simulando um boquete.
O garoto sentia sua entradinha ser abusada enquanto mantinha a boca cheia de Louis, fazendo questão de deixar os dedos bem molhados assim como faria se fosse o pau do seu papai no lugar deles. Suas bochechas quentes formavam vincos por tamanha dedicação que ele tinha em abrigar cada vez mais dos dígitos tatuados dentro de si. Louis os forçou até sentir a garganta de Harry resvalar nas pontas, fazendo o namorado engasgar uma última vez antes de acabar com a sua diversão, os tirando de entre os seus lábios.
— A coisinha se arrependeu de não ter mamado o pau do papai? — os dedos molhados de saliva seguraram o rosto do garoto, fazendo seus fluidos se misturarem enquanto Harry revirava os olhos — Bichinho inútil.
Harry amaldiçoou Louis por não deixá-lo virar o rosto em uma tentativa frustrada de escapar da humilhação, ao mesmo tempo em que sentiu seu próprio pênis vazar contra o abdômen e seu choro aumentar notavelmente.
— Desculpe, papai — choramingou, podendo ver as pequenas gotículas de água acumuladas em seus próprios cílios.
O cacheado, mesmo naquelas condições onde tudo era demais e ele almejava um bom descanso para recuperar-se depois que fosse usado, ainda tinha um pouco de consciência e persuasão em seu interior. Harry sabia o quão bom era em afetar Louis com as palavras certas. Mesmo que o mais velho tivesse um fetiche absurdo em ouvi-lo falar coisas obscenas, parte do mérito era seu por saber exatamente como moldar as sílabas até que as frases fizessem algum efeito sobre Louis, e ele sempre conseguia.
Então, ali, viu-se completamente submisso de Louis. Com o rosto molhado de lágrimas e os fios de cabelo grudando nas trilhas que elas deixaram. Ouvindo os gemidos gostosos do namorado próximo a sua orelha enquanto era fodido com força e sentia-se totalmente entregue a ele. Tendo a sensação de que seu rosto pegaria fogo a qualquer momento pelo calor presente em suas bochechas. Além de, é claro, a sensação incrível de se sentir pequeno e usado apenas para o prazer de Louis. Com tudo isso, Harry estava no limite mais uma vez, impedindo-se de vir até que Louis também viesse. Mas ele teria que acelerar o processo se quisesse cumprir com suas palavras.
Styles utilizou do seu último fôlego para olhar profundamente nos olhos de Louis e pedir com a voz mais doce que pôde utilizar:
— Goza dentro de mim, papai. Deixa o seu garotinho vazando você — sua outra perna também circulou o quadril de Louis para o manter dentro assim que suas palavras tiveram efeito.
Harry pode sentir o líquido de Louis jorrar dentro de si assim que pronunciou a última palavra, cruzando ainda mais os tornozelos nas costas do namorado para deixar a porra acumular-se no seu interior e pingar assim que seu buraquinho fosse abandonado. Louis gemeu rouco com o olhar cravado no cacheado assim que teve o orgasmo finalmente liberto. Harry comprimiu os lábios quando sentiu-se esporrando entre os dois abdomens, lembrando-se de não quebrar o contato visual para que Louis visse o estrago que suas lágrimas exaustas causaram.
O cacheado sentiu-se relaxado ao constatar que havia sido usado e servido como o brinquedo de Louis. Foi um milagre que seus dedos não tivessem perdido a força assim que sentiu o mais velho gozar jatos longos dentro de si. Sua obediência o mantinha ali até que a última lágrima escorresse pela sua face. Harry quase ronronou quando Louis levou uma mecha ondulada do seu cabelo para trás da sua orelha.
O papai estava tão orgulhoso dele e nada além disso importava.
Os olhos verdes fecharam assim que Louis repousou sua cabeça sobre uma almofada macia, entregue ao sono e ao cansaço com a certeza de que Louis cuidaria bem de si. Logo Harry sentiu-se vazio quando Louis saiu de dentro dele, perdendo a imagem do namorado que assistiu a porra vazar do seu cuzinho a medida que ele se contraia involuntariamente.
— Amo você. Amo o papai — murmurou, seus braços enlaçaram o pescoço de Louis em um abraço estranho quando ele voltou para perto de si.
O mais velho sorriu carinhoso para o seu menino, usando os polegares para enxugar as trilhas mais finas de água sobre seu rosto e aproximou-se para deixar um beijinho casto em seus lábios.
— Eu também amo você, carinho.
E foi com essa frase tomando o lugar de todos os seus pensamentos, com mais uma comprovação de que Louis o amava, que Harry adormeceu profundamente.
tags: abo não tradicional, ALFA x ALFA, hbottom, pain kink, um pouco de humilhação e manipulação, belly bulge, ambos homens cis, harry usando calcinha e sendo chamado de puta p baixo.
ps: um obrigado especial às divas que me motivaram a escrever e me ajudaram com o título, amo vocês!!!
boa leitura :p
Harry tinha uma camisa branca de botões quase inteiramente aberta e jeans colados em suas pernas na primeira reunião com o advogado da família do seu ômega.
Oliver e Harry não tinham mais o fogo e o amor inicial do casamento, as coisas esfriaram num nível insuportável até o ômega se manifestar e pedir o divorcio. Aquilo acabou sendo um alívio para ambos porque nenhum dos dois via alguma salvação no relacionamento, e esse era o motivo pelo qual eles estavam naquela sala ampla com uma mesa exageradamente grande adornada por cadeiras robustas.
À espera deles estava Louis Tomlinson, o advogado. Ele observava a grande Londres que se exibia através das janelas enormes. Seu terno azul escuro era bem alinhado em seus ombros musculosos, assim como em todo seu físico corpulento, e seu cabelo parecia brilhar sob as luzes da sala. As mãos com dedos tatuados estavam unidas na frente do corpo.
Havia também seu cheiro, algo como madeira e couro misturados com um fundo de canela. Ele definitivamente era um alfa e a intensidade do aroma fez Harry pigarrear audivelmente, fazendo Louis se virar na direção do casal.
“Boa noite, Sr. Tomlinson” Oliver se apressou em ir até o advogado e apertar sua mão. A firmeza do toque deixou o ômega claramente nervoso e Harry revirou os olhos pela facilidade que ele teve em esquecê-lo.
“Boa noite, Smith” o sorriso que ele tinha nos lábios era profissional, mas ainda assim tão bonito “Suponho que esse seja Harry Styles”
Era péssimo, mas Harry não pôde evitar reparar na beleza de Louis. Nos olhos hipnotizantes e azuis, na boca fina e na barba bem feita que adornava o rosto de maxilar marcado. Ele só não sabia porque estava sendo tão detalhista com um advogado tão alfa quanto ele.
Quando o silêncio se tornou constrangedor e Harry notou a mão estendida na sua direção, ele a segurou.
“Sou eu, sim” o cheiro de Louis parecia ainda mais forte e Harry odiou que estivesse arrepiado “Sou o marido de Oliver… Ex marido, em breve” algo na presença do advogado deixava Styles levemente tenso.
A resposta de Louis foi um sorriso ladino. Ele molhou o lábio inferior com a língua e desceu o olhar para o peito exposto de Harry de forma descarada, erguendo as sobrancelhas em seguida como se tivesse constatado alguma coisa.
“Por favor, fiquem a vontade” ele soltou a palma quente de Harry e indicou a mesa de reuniões.
O alfa e o ômega sentaram-se um de frente para o outro enquanto Louis se acomodou na cadeira da ponta para conseguir ver os dois homens. Sua postura era sempre superior, assim como seu modo de falar, e isso estava incomodando o cacheado. Era como se ele não fosse um alfa presente ali também e não pudesse demonstrar sua liderança.
O advogado não lhe dava brecha alguma.
Louis parecia fazer aquilo de propósito, sempre lançando olhares sugestivos demais como se quisesse desfiá-lo por algum motivo ainda desconhecido por Harry.
“E assim ficaria a divisão de bens” Louis eventualmente disse, apontando para alguns papéis com a ponta da caneta.
“Acho que precisamos de uma segunda opinião, um outro advogado” Harry sequer sabia o que estava falando, Louis estava o intimidando o suficiente para que ele quisesse sair correndo daquela sala e descobrir qual era seu problema.
Tomlinson se recostou na cadeira, apoiando o cotovelo na mesma e escorando o queixo em seus dedos, encarando o fundo dos olhos verdes de Harry.
“Algum problema, Styles?” seu tom de voz era ácido.
Harry olhou para Oliver que parecia chocado e então voltou para Louis. O garoto engoliu o bolo que se formou em sua garganta e fechou os olhos negando com a cabeça.
"Nenhum, senhor, desculpe. Acho que só falei sem pensar"
Sério? Harry havia chamado outro alfa de senhor? Que porra era aquela?
"Bom, então eu espero que dá próxima vez você fique calado se não tiver nada útil para acrescentar" o alfa ofereceu um sorriso sem humor e logo voltou a falar com Oliver como se não tivesse repreendido um rival.
Afinal, alfas nunca se submetiam uns aos outros, isso era uma regra de sobrevivência. Quando há dois dominantes, ambos buscam ficar por cima de forma selvagem, mostrando suas habilidades e não baixando a cabeça.
Mas Harry se encolheu.
Os ouvidos de Styles pareciam tapados pelo resto da reunião, ele apenas concordava e discordava com murmúrios porque havia algo muito errado com seu corpo. O cheiro de Louis e o aroma doce de Oliver, agora ainda mais forte, estavam enojando seus sentidos. Havia o advogado e tudo que o cercava e isso era demais para o cacheado.
O lobo de Harry se sentia um filhotinho ao lado de tanta superioridade.
Seus sentidos voltaram a funcionar quando, depois do que pareceu uma eternidade, ele notou Oliver se levantar e apertar a mão de Louis mais uma vez em despedida.
Harry sentia as orbes secas porque esqueceu de piscar por tempo demais, focado em um único ponto da mesa que parecia mais interessante do que a conversa.
"Styles, gostaria que ficasse um pouco mais para discutirmos sobre as cláusulas da sua empresa" Louis chamou sua atenção. Não era bem um pedido, soava mais como uma ordem.
"E-eu... preciso levar Oliver para casa" sua fala estava quebrada e ele se amaldiçoou por isso.
"Não precisa! Eu me viro bem, resolva o que você precisa com Sr. Tomlinson e nos falamos depois" o ômega parecia realmente querer ser prestativo, mas Harry tinha vontade de matá-lo.
Os olhos verdes estavam arregalados quando olharam para o advogado novamente. Eles acompanharam sua figura prepotente enquanto Louis guiava Oliver para a porta da sala com cordialidade. Styles definitivamente não queria ficar sozinho com Louis, não depois de tudo o que já havia sentido em tão pouco tempo.
Com a audição apurada por causa da adrenalina, ele ouviu a porta ser fechada e então trancada.
Seus pelos arrepiaram por inteiro e seu lobo despertou quase que instantaneamente. Harry empurrou a cadeira para trás com brutalidade e se pôs em pé com o coração batendo forte no peito. Havia uma sensação de queimação em suas veias quando ele andou com passos largos até Louis e parou à centímetros do seu rosto.
"Que porra você pensa que está fazendo?" o cacheado tinha fúria brilhando em sua íris, mas isso não parecia abalar Louis de modo algum.
"Eu já disse, vamos discutir sobre as cláusulas da sua empresa e..."
Sem conseguir completar a fala, o colarinho da sua camisa foi agarrado pela mão de Harry enfeitada com anéis e um rosnado brotou na garganta do cacheado. Ele o liberou no rosto de Louis na intenção de intimidá-lo, mas Tomlinson apenas riu.
"É sério que você ainda tenta mostrar dominância?" ele estava quase gargalhando e Harry tinha uma expressão mais do que confusa "Você ainda não entendeu qual é o jogo aqui, não é?"
Num golpe ágil, Louis trocou as posições e então Harry estava encurralado contra a parede. Diferentemente de Tomlinson, ele tinha a bochecha colada na parede gélida e as mãos presas em suas costas. Seu corpo lutava para sair do aperto do advogado, mas estava sendo completamente inútil.
"Eu vou te explicar então" sua boca estava tão próxima do ouvido de Harry que o garoto precisou fechar as mãos em punhos para aliviar seu ódio que só crescia "Pensei que somente o seu maridinho fosse um ômega, mas você cheira igual a um. Quando apertou a minha mão eu pude ver como você já estava tão entregue só pelo aroma doce que você liberou e isso me fez perceber o submisso bonito que eu tinha na minha sala" a sua risada fez um arrepio longo reverberar a coluna de Harry "Então você senta na minha frente e quer pagar de machão, e isso é tão ridículo quanto mentir pra si mesmo que não sente vontade nenhuma de pular em cima de mim e me pedir pra foder esse seu rabo apertado"
Styles precisou morder os lábios para não emitir nenhum som que Louis fosse gostar. O advogado, em contrapartida, pôde notar sua expressão deleitosa.
"Eu não... não sei do que você está falando" ele tentou se livrar do aperto mais uma vez, seus batimentos cardíacos estavam em seus ouvidos "Dá pra me soltar, porra?"
"Depende muito, você vai se comportar?"
Harry deu um riso anasalado em deboche e escorou a testa na parede, precisando entrar no joguinho de Louis para se ver livre.
"Você tem a minha palavra"
Bastou Louis afrouxar a rigidez de suas mãos para que Harry o empurrasse para longe e fosse em direção à porta, era como se ele estivesse lutando pela sua vida. Seus dedos tentaram forçar a maçaneta e os olhos procuraram com esperança pela chave pendendo na fechadura.
"Está procurando alguma coisa?" Louis balançou uma única chave na frente dos olhos de Harry como uma isca. O cacheado apertou os olhos com fúria e um sentimento de desistência crescendo cada vez mais.
Seria mentira dizer que Tomlinson estava errado quando falou que Harry o desejava, porque ele o queria.
Styles só tentou fugir para escapar da vergonha de se sentir tão atraído assim por outro alfa. Aquilo não era biologicamente nem moralmente correto. Ele não reparou que seu cheiro havia ficado mais doce na presença de um igual, mas não achava isso o fim do mundo.
E se Louis fosse tomá-lo naquela sala mesmo, ele gostaria de se divertir um pouco também.
"É muito engraçado que a sua primeira reação foi fugir ao invés de me atacar" Louis divagou, encostando-se na borda da mesa e cruzando os braços.
Harry se virou, o corpo colado contra a madeira da porta e sua cabeça recostada para trás, pensando em seus próximos passos e dando a visão bonita do seu pescoço imaculado para Louis.
O alfa desejou muito mordê-lo naquela região e isso fez seu interior se agitar. Um rosnado grosso saiu dele e Harry estremeceu.
"Venha até aqui" ele mandou, seu tom rude e exigente.
O cacheado nunca tinha sido tratado daquela forma antes, sempre foi ele quem dominou e subjugou seus funcionários e seu marido. Era simplesmente novo ter outro alguém mandando em si, apesar de também ser muito prazeroso.
"Não estou afim"
Louis arqueou uma das suas sobrancelhas, incrédulo que aquela espécime de alfa estava realmente tentando bater de frente com ele. Ele desceu o olhar para as pernas de Harry e notou o volume do seu pau marcado nas calças coladas.
"Não é o que parece"
Harry acompanhou seu olhar e tentou se cobrir com as mãos, envergonhado ao ponto de causar um rubor nas suas bochechas.
"Agora você está com vergonha?" sua voz estava tão mordaz que parecia rasgar a epiderme do cacheado "Você é uma puta, Harry. Você é a porra de um ômega" ele cheirou o ar, se deleitando com os cubos de açúcar em formato de aroma que preenchia a sala "E tem o melhor cheiro que eu já senti, sem dúvidas"
O cacheado estava aturdido, sentindo-se pequeno diante da fala de Louis.
"Vem aqui, me deixe cheirar você"
O garoto estremeceu com a fala do advogado, sentindo seu membro cada vez mais duro dentro do aperto das calças. Faziam algumas boas semanas desde que ele tinha feito sexo com Oliver e, somado com aquela experiência nova que era um alfa lhe domando, ele sentia seu interior incendiar.
Ele precisava de algum alívio e tinha certeza de que Louis iria lhe proporcionar isso.
Com passos lentos e receosos demais, ele se arrastou até ficar na frente de Louis. Seu cabelo estava caído como uma cascata na frente do seu rosto e seus olhos estavam grudados nos sapatos bem polidos do alfa.
O advogado estava o manipulando e Harry sabia disso, mas ele sentia tanta vontade de se entregar e deixar Louis fazer o que quisesse com ele.
Por mais que não assumisse isso nem para si mesmo.
Louis ergueu seu rosto com delicadeza pelo queixo e tocou o pescoço de Harry, devoto, sentindo a pele arrepiar sob seus dígitos.
"Eu poderia te marcar bem aqui" seus dedos passeavam pela lateral da epiderme branquinha e Harry negou com a cabeça vezes demais "Não? E por que não? Você ficaria lindo com a marca de um alfa na sua pele. Com a minha marca"
"É... errado" Styles estava quase se deitando em direção ao seu toque como um gatinho.
"Oh, Harry, ficar maleável na mão de outro alfa também é muito, muito errado" sua pele formigou e ele não se conteve em pressionar as laterais do seu pescoço para privá-lo de ar, aproximando ainda mais seu rosto para sussurrar em sua boca "E mesmo assim você está aqui, ômega"
O cacheado rolou os olhos em puro deleite pela forma como Louis o chamou, inconscientemente virando a cabeça para o lado e deixando seu pescoço ainda mais visível, pedindo por uma reivindicação.
"Olha isso... puta que pariu, você é uma vadia submissa do caralho" ele não se conteve em levar as presas, agora ainda mais afiadas, e raspá-las na área sensível, apenas para enlouquecer o garoto.
"Louis, eu..." ele manhou, apertando as pernas uma na outra, tentando descontar um pouco do tesão que sentia enquanto Louis o arranhava com os dentes e a barba.
Aquilo era demais, o garoto nunca imaginou que pudesse ficar tão excitado com a ideia de ser marcado. Era definitivamente o pecado que ele estaria disposto a cometer com aquele advogado.
"Shh, eu sei" seu hálito estava quente de desejo "Vamos cuidar disso, sim? Ajoelha pra mim"
O garoto tinha certo temor no olhar, porque nunca havia feito aquilo antes. Ele reparou no volume dentro das calças sociais de Louis e engoliu em seco.
"Não precisa ter medo" Louis notou sua feição "Vamos começar devagar para ver você perdendo sua marra aos poucos"
Ele não respondeu, apenas ajoelhou-se tímido no chão frio da sala e encarou Tomlinson de baixo com suas orbes esmeraldinas. Ele queria ser bom e estava esperando uma próxima ordem como a porra de um ômega dedicado em agradar seu alfa.
Louis se desfez do cinto sem pressa, gostando de ver a antecipação na expressão de Harry. Sem se preocupar em tirar de fato alguma peça de roupa, ele apenas puxou seu cacete já duro de dentro da calça e o deixou na frente do rosto do cacheado.
Harry tinha os olhos arregalados e muito interessados, analisando todo o comprimento daquele pau com a cabecinha rosada e a extensão repleta de veias. Sua boca salivou.
"É todo seu" ele levou os dedos até o cabelo bagunçado de Harry "Eu sou muito paciente, mas você tem que fazer do jeito certo. Cuide com os dentes e deixe tudo bem molhado porque depois eu vou entrar em você"
O outro assentiu, acatando as ordens.
Ele começou com lambidas tímidas na ponta do caralho, sentindo o gosto almiscarado da cabecinha rubra dançar em seu palato. Harry não sabia exatamente onde colocar as mãos, então espelhou o que fazia consigo mesmo quando precisava gozar e começou uma punheta preguiçosa no comprimento do alfa.
O advogado queria afundar seu pau todo de uma vez na garganta de Harry, mas sabia que isso assustaria o garoto e ele provavelmente não iria querer continuar, então deixou que ele explorasse e se divertisse como quisesse.
Quando tomou coragem, Harry levou metade do cacete duro para dentro da boca, contornando as veias com a língua e se deliciando com a sensação nova que era tudo aquilo. Ele olhava diretamente para Louis em busca de uma resposta para saber se estava sendo bom o suficiente enquanto o advogado se satisfazia com o rostinho corado do alfa.
Louis tinha uma expressão prazerosa e Harry queria muito poder emoldurá-la. Os olhos azuis estavam quase tomados pelas pupilas negras e uma camada fina de suor se concentrava em sua testa. Ele era como a porra de um deus do sexo e isso mexia com absolutamente toda a razão do cacheado.
Seus fios cor de chocolate balançavam quando ele ia e voltava com a cabeça, tentando tomar cada vez mais daquele caralho e ficar drogado com o gosto de Louis.
"Isso, ômega, você está indo tão bem" ele incentivou e o cacheado gemeu, enviando vibrações gostosas para a ponta do seu pau.
O apelido fez Harry chupá-lo com mais afinco, formando vincos em suas bochechas e estalos toda vez que ele tirava a glande dos lábios apenas para voltar e deixar Louis louco de tesão. Aos poucos ele se tornava uma bagunça de gemidos, lágrimas e saliva e isso era uma perdição para Louis.
Tomlinson eventualmente rosnava de tesão e apertava suas mechas com mais força, mas o garoto sentia falta de algo, de algum tipo de desafio nos olhos dele e de sua brutalidade, então ele teve uma ideia.
Ele saiu até a pontinha do cacete babado e voltou, arrastando seus dentes superficialmente na pele sensível do advogado, coisa que havia sido proibida.
Louis grunhiu e apertou seu cabelo, mas entendeu que poderia ter sido apenas um descuido.
Até que Harry fez de novo.
Seus fios foram puxados para trás até que ele estivesse em uma distância considerável do pau de Louis. Ele queria avisá-lo de que Harry estava usando os dentes, mas então viu um sorriso sapeca no rosto do cacheado.
"Você fez de propósito?" ele estava verdadeiramente puto agora.
Talvez Harry não fosse um submisso, afinal. Talvez ele gostasse de ser forçado a se submeter.
"Não sei, eu fiz?"
A palma da mão de Louis ergueu-se no ar e então voltou contra a bochecha de Harry, fazendo o garoto chiar de dor. Uma vermelhidão se instalou na pele pálida e Harry sentiu seu pau molhar mais com isso.
"Faz..." sua voz estava embriagada de luxúria "Faz de novo, por favor" então ele pegou a mão de Louis e a posicionou na epiderme quente que havia sido espancada.
Louis molhou o lábio inferior com a língua, morrendo de excitação por ver aquela figura tão entregue aos seus modos. Sua mão livre encontrou o cacete desesperado por alívio e ele se masturbou devagar apenas com a imagem de Harry implorando pela dor.
"Eu disse que seria paciente se me obedecesse, mas acho que você não serve nem para isso" então ele deixou outro tapa estalado e Harry gritou.
O advogado foi até os lábios de Harry com rudez, puxando o inferior para baixo e obrigando sua boca a abrir. Ele agarrou os cabelos cacheados com domínio "Agora vai ser do meu jeito"
Ele bateu com a glande molhada de pré gozo e saliva nas bochechas machucadas do cacheado apenas para humilhá-lo e fazê-las arderem antes de realmente entrar na sua cavidade. Sem dar tempo para que ele se acostumasse, sem deixar ele seguir o próprio ritmo.
Louis não estava fodendo a sua boca, mas sim a usando como um buraco para se aliviar. Ele não mexia os quadris, apenas puxava a cabeça de Harry até o nariz dele tocar sua virilha e então repetia outra e outra vez.
Quando o advogado manteve a glande sensível por mais tempo na garganta do cacheado, os dedos magros arranharam o tecido da calça de Louis em desespero, desferindo socos para tentar se livrar da queimação e poder respirar novamente. Ele sentia que acabaria desmaiando.
Em exatos cinco segundos ele foi solto, fazendo sua garganta contrair e liberar ainda mais saliva, um fio transparente ligando sua boca até a poça no chão. Seu rosto parecia queimar e ele tossia, buscando se acalmar.
"Acho que superestimei você" Louis fez um carinho nos seus cachos, mas seu tom era manipulador "Você ainda precisa de muito para se tornar um ômega bom de verdade"
Harry ergueu os olhos chorosos, limpando algumas lágrimas com as costas da mão. Ele estava destruído e Louis sequer tinha fodido ele ainda.
"Então me ensine a ser bom, senhor" pediu com a voz quase sussurrada, vendo a reação imediata que aquilo causou em Louis.
As mãos tatuadas não perderam tempo em encontrar seus fios mais uma vez. Seu couro cabeludo ardia como o inferno, mas Harry aprendeu que gostava da dor.
Num instante, seus lábios receptivos enveloparam o caralho gostoso mais uma vez, Louis não aguentava perder mais um segundo de tempo.
Nas primeiras estocadas brutas, ele tinha reflexos e seus olhos enchiam de lágrimas quando o cacete grosso tocava sua garganta. Seu corpo inteiro parecia pegar fogo, tamanho tesão que ele sentia.
Isso até conseguir relaxar e passar a tomar aquilo como um verdadeiro ômega.
Louis tinha um sorriso ladino e orgulhoso nos lábios quando sentiu Harry se forçar por conta própria para levá-lo fundo.
O ritmo do alfa se tornou implacável e Harry estava desesperadamente excitado, então ele tateou cegamente até encontrar seu próprio pau, apertando-o por cima das roupas e rolando os olhos em prazer.
O advogado notou sua ação, tirando seu pau da cavidade já destruída do garoto.
"Está com dor?"
Harry concordou, esperançoso de que isso faria Louis aliviar as coisas para ele.
"E você fica excitado com isso? Meu ômega é tão sujo assim?" ele levou o sapato até a mão de Styles que estimulava o próprio pau e a afastou com um empurrão "Já que você precisa tanto se tocar, monta no meu sapato enquanto eu te uso"
O submisso logo chegou mais perto do pé de Louis e sentou sobre ele, conseguindo uma fricção gostosa enquanto rebolava os quadris como se estivesse cavalgando em um pau. O tecido da sua própria roupa estimulava sua glande extremamente molhada e isso lhe causava pequenos espasmos.
Tomlinson apenas sorriu pelo modo como Harry sequer questionava suas ordens, já tão bêbado de vontade para fazer tudo o que ele mandasse.
Os sentidos do cacheado gritavam o nome de Louis e o cheiro do alfa estava por toda a sala, cada vez mais intenso para as narinas de Harry e isso o levava à loucura. Era quase tão prazeroso quanto um orgasmo e talvez ele pudesse gozar somente com o aroma forte e masculino de Louis.
O cacete já estava em sua boca mais uma vez e ele tinha que se concentrar em ser bom para seu alfa e buscar alívio ao mesmo tempo. As sensações reunidas pareciam estourar atrás das suas pálpebras fechadas e ele aproveitava ao máximo a forma como estava sendo usado.
Louis, por outro lado, poderia vir apenas contemplando aquele "alfa" tão entregue e submisso aos seus pés. Ele sentia as bolas repuxarem e o baixo ventre esquentar com a antecipação de um orgasmo.
Harry se sentia sobrecarregado e isso era gostoso pra caralho. Ele estava tão perdido nas sensações que lhe preenchiam, aguentando Louis e montando em seu sapato caro, que sentiu seu corpo estremecer mais forte do que as outras vezes.
Focado demais no prazer do alfa, ele sequer percebeu que havia gozado.
Quando sentiu que não aguentaria mais um segundo, Louis deixou apenas a cabecinha do seu caralho na língua de Harry e pode assistir quando esporrou jatos esbranquiçados diretamente para dentro do garoto.
"Não engole, mantenha a boca aberta" disse ofegante, puxando os próprios fios do cabelo para trás ao inclinar-se e cuspir um fio de saliva diretamente na língua de Harry, misturando seus fluídos na boca dele "Agora sim, pode engolir"
Harry o fez com prazer, sentindo tudo aquilo deslizar pela sua garganta como uma recompensa.
"Bom ômega" ele secou algumas lágrimas que escorreram pelas bochechas de Harry e ajudou ele a se erguer depois de deixar um beijo em sua testa suada com alguns fios colados.
As pernas esguias estavam trêmulas quando o cacheado se colocou em pé, precisando do apoio de Louis. Ele sentiu algo pegajoso demais dentro da sua roupa e teve a certeza de que havia gozado somente se esfregando como um bichinho e mamando o pau do alfa.
"Se sente bem?" perguntou, seus olhos azuis buscavam qualquer traço de que Harry estivesse desconfortável.
"Estou ótimo" sua voz estava rouca e Louis queria lhe dar mais um tapa somente porque ele era gostoso pra caralho.
"Tira a roupa pra mim, tira" mandou, ainda segurando a cintura fina para mantê-lo estável.
Harry terminou de desabotoar a camisa, passando ela pelos ombros e braços e deixando-a jogada no chão. Ele viu como Louis se demorou em suas tatuagens e mordeu os lábios. Então continuou, desafivelando o cinto e abrindo a braguilha da sua calça skinny. Harry não queria ser rápido, era bom ter Louis olhando para seu corpo com um desejo ardente.
Seu coração errou o compasso, subitamente com vergonha do que Louis diria ao ver que ele vestia uma...
"Porra, você quer me matar" ele rosnou, puxando Harry até colarem seus peitorais, fazendo o garoto cambalear desajeitado "Quando eu acho que você não pode ser mais vagabunda, descubro que você esteve de calcinha esse tempo todo" suas mãos apertavam a carne farta da bunda de Styles com agressividade.
O garoto arfou, se empinando mais contra a palma áspera de Louis.
"Que porra você queria vindo no meu escritório com uma peça tão minúscula?" ele enganchou o dedo médio na alça lateral e soltou, vendo o elástico voltar contra Harry em um estalo "Já saiu de casa pensando em dar para qualquer um que quisesse te comer?"
Harry manhou e negou vezes demais, enlaçando seus braços ao redor do pescoço de Louis.
"Lou... Louis, alfa, me beija. Por favor"
O advogado não perdeu tempo, deixando uma mão em suas bandas gordinhas e levando outra para os fios de cabelo da sua nuca, puxando os lábios rosados em sua direção.
O beijo era dominante por parte de Louis, enquanto Harry apenas se deixava levar pela sensação que era a língua explorando a sua com vontade. Tomlinson era como um predador sugando a vitalidade de sua presa. As mordidas que ele deixava nos lábios de Harry doíam, mas o garoto só conseguia desejar mais. Aquele alfa beijava tão bem que Harry teve vontade ser seu ômega para sempre.
Um fio quase invisível de saliva ligava ambas as bocas quando Louis se separou contra a sua vontade. Ele trocou de lugar com Styles e logo estava prensando as coxas branquinhas entre as suas e a borda da mesa. Como se erguesse uma pena, colocou o garoto em cima da superfície de madeira.
Harry olhou para trás e deu um risinho.
"Vamos realmente fazer isso em cima dos papéis do meu divórcio?"
Louis deu de ombros, brincalhão.
"Você prefere o chão gelado?"
O garoto negou com a cabeça, rindo divertido antes de puxar Louis pela gravata e lhe dar mais um beijo urgente. Ele se sentia mais confiante e relaxado agora, nada mais parecia errado na sua submissão e seu cheiro estava cem por cento adocicado. As pernas de Harry enlaçaram o quadril de Louis e ele pode sentir seu cacete duro novamente roçando na parte interna da sua coxa.
Com rapidez, ele tirou o blazer de Tomlinson e pode ver os músculos marcados do alfa sob a camisa social branca. Harry mordeu os lábios atrevido e explorou seu bíceps com os dedos, sentindo como ele era duro e malhado sob seu toque.
Louis deu-lhe liberdade para examiná-lo como uma terra inexplorada. Afinal, Harry nunca havia tido qualquer contato com um corpo forte e músculos que não eram os seus, e aquilo era no mínimo curioso.
"Cospe" mandou, a palma da mão posta na frente dos lábios de Harry.
O garoto o fez, acompanhando quando Louis levou a mão molhada para o próprio pau e começou a masturbá-lo lentamente. Ele encostou sua testa na de Harry e só então notou a mancha escura na calcinha dele.
"Você gozou?" Harry assentiu "Quando?"
"Quando eu... Quando eu estava com seu pau na boca"
"Porra" praguejou baixinho, movendo o garoto para mais perto da borda da mesa com uma só mão "Não tira ela, eu quero foder você assim"
Harry assentiu, seus dedos apertavam os ombros alheios com força.
Ele se encolheu quando sentiu a ponta gorda da glande roçar na sua entrada. Harry sentia tudo escorregadio o suficiente, mas não conseguia evitar o temor que aflorava em sua mente.
"Ei, está tudo bem." Louis fez um carinho no seu quadril e Harry sentiu seus músculos relaxarem um por um "Aqui" ele colocou o nariz de Harry com cuidado em sua glândula odorífera "Sente o cheiro do seu alfa e relaxa"
O garoto inalou com vontade o aroma de Louis por alguns segundos e assentiu, confirmando que estava sim melhor e que eles poderiam continuar.
Louis voltou a pressionar seu cacete no cuzinho do alfa e quis morrer com o quão apertado ele era. Ele empurrou somente até a glande e sentiu Harry contrair, apertando as pernas ao seu redor e cheirando seu pescoço com força.
Harry estava agarrado a ele como um coala se agarra em seu galho favorito.
O advogado era calmo, deixando Harry se acostumar com a primeira sensação de ardência até que ele lentamente estivesse completamente dentro. Suas bolas bateram na bunda macia de Harry e ele precisou de todo o autocontrole para não fodê-lo com força.
"Eu estou bem, você pode se mover agora" garantiu, deixando um beijo casto na curva do ombro do advogado.
Ele ainda era delicado no começo, lutando contra a entradinha virgem de Harry que tentava expulsá-lo a toda hora. Gradativamente Louis foi aumentando o ritmo e força das estocadas, até ter o corpo do cacheado dando pequenos solavancos com a sua brutalidade.
Harry acabou deitado e mole sobre a superfície da mesa e os papéis bagunçados, seus cabelos espalhados por ali como a porra de um anjo.
Louis notou o quão relaxado e receptivo seu ômega estava sendo, sua boca pornográfica estava aberta liberando os gemidos mais gostosos que ele já ouviu na vida. Os dedos magros apertavam os mamilos rosinhas para estimulá-los e o alfa teve muita vontade de brincar com aqueles biquinhos até que estivessem roxos.
O garoto estava perdido no próprio prazer quando Louis pegou sua mão e posicionou sua palma em seu baixo ventre, onde um relevo surgia toda vez que ele ia fundo dentro dele. Harry arregalou os olhos e apoiou-se no antebraço livre para ver melhor, o cabelo desgrenhado cobrindo parte da sua face.
"Vou te dar o meu nó, o que você acha disso?" seu tom era quebrado, buscando o próprio orgasmo. O cacheado rolou os olhos em prazer com a ideia "Quer carregar os meus filhotes, ômega?" ele deixou a palma de Harry no mesmo lugar e deslizou a sua até o pau esquecido dentro da calcinha do cacheado.
Harry tremeu com a sensação que era ter sua bunda surrada enquanto o advogado punhetava seu pau tão gostoso.
"Sim... Porra, Louis!" sua cabeça pendeu para trás.
"Olhe para mim, quero ver como você é gostoso levando meu caralho nesse rabinho de virgem"
Styles gemeu alto e se obrigou a sustentar seus olhos nos de Louis. Seus lábios eram tão mordidos que alguns filetes de sangue o pintavam.
O alfa sentia que estava mais perto do que nunca, sendo implacável nas suas estocadas contra a bunda já avermelhada de Harry. Os sons que ele emitia estavam cada vez mais animalescos e selvagens, e isso excitava o cacheado de um jeito absurdo.
O cabelo liso colava na testa de Louis e os músculos se contraiam cada vez sob o tecido da sua roupa, era uma visão e tanto.
Harry ainda sentia o relevo do cacete de Louis o comendo sem dó alguma e aquilo o empurrava para a borda. A noção de que estava sendo fodido tão intensamente era demais para sua sanidade.
"Louis, Louis!" Harry gritou, as costas batendo de volta na mesa quando ele gozou contra o tecido rendado e a palma de Louis, amassando alguns papéis enquanto se entregava ao orgasmo forte que o atingiu.
Ele soluçou e chorou, cansado, sentindo seu buraco ser usado mais algumas vezes até que Louis estivesse liberando jatos quentes de porra branquinha em seu abdômen com um gemido gutural.
O corpo de Harry dava os últimos espasmos quando Louis o cobriu com o seu, deixando alguns beijos delicados no seu maxilar e cheirando sua nuca apenas para que o cheiro gostoso e docinho o tranquilizasse.
"Oi" ele riu, acariciando a bochecha de Harry com os dedos.
O cacheado abriu os olhos, se deparando com o rosto tão lindo perto do seu. Ele não se conteve em sorrir.
"Oi, você acabou comigo" sua voz era divertida.
"Te machuquei?" seus olhos agora estavam arregalados, com preocupação "Me desculpa, porra. Eu sinto muito, acho que foi demais. Eu..."
Ele foi calado por um beijo demorado de Harry, o ato inocente tinha a intenção de tranquilizar Louis. Harry definitivamente não poderia estar melhor.
"Você foi perfeito pra mim" ele mordeu o lábio inferior atrevidamente, pensando "Ahm... você falou sério sobre me dar sua marca?"
Louis deu de ombros, maneando a cabeça positivamente.
"Eu não tenho um ômega e você não terá mais o seu em breve, acho uma boa ideia te tornar meu"
A lembrança do divórcio sequer doeu em Harry, ele estava feliz com a possibilidade de ser de Louis.
"Eu também acho, alfa" o garoto deu um risinho contido.
Logo ele estava rindo alegre e alto enquanto Louis enchia sua clavícula de beijos e consequentemente lhe fazia cócegas.
tags: abo não tradicional, ALFA x ALFA, hbottom, pain kink, um pouco de humilhação e manipulação, belly bulge, ambos homens cis, harry usando calcinha e sendo chamado de puta p baixo.
ps: um obrigado especial às divas que me motivaram a escrever e me ajudaram com o título, amo vocês!!!
boa leitura :p
Harry tinha uma camisa branca de botões quase inteiramente aberta e jeans colados em suas pernas na primeira reunião com o advogado da família do seu ômega.
Oliver e Harry não tinham mais o fogo e o amor inicial do casamento, as coisas esfriaram num nível insuportável até o ômega se manifestar e pedir o divorcio. Aquilo acabou sendo um alívio para ambos porque nenhum dos dois via alguma salvação no relacionamento, e esse era o motivo pelo qual eles estavam naquela sala ampla com uma mesa exageradamente grande adornada por cadeiras robustas.
À espera deles estava Louis Tomlinson, o advogado. Ele observava a grande Londres que se exibia através das janelas enormes. Seu terno azul escuro era bem alinhado em seus ombros musculosos, assim como em todo seu físico corpulento, e seu cabelo parecia brilhar sob as luzes da sala. As mãos com dedos tatuados estavam unidas na frente do corpo.
Havia também seu cheiro, algo como madeira e couro misturados com um fundo de canela. Ele definitivamente era um alfa e a intensidade do aroma fez Harry pigarrear audivelmente, fazendo Louis se virar na direção do casal.
“Boa noite, Sr. Tomlinson” Oliver se apressou em ir até o advogado e apertar sua mão. A firmeza do toque deixou o ômega claramente nervoso e Harry revirou os olhos pela facilidade que ele teve em esquecê-lo.
“Boa noite, Smith” o sorriso que ele tinha nos lábios era profissional, mas ainda assim tão bonito “Suponho que esse seja Harry Styles”
Era péssimo, mas Harry não pôde evitar reparar na beleza de Louis. Nos olhos hipnotizantes e azuis, na boca fina e na barba bem feita que adornava o rosto de maxilar marcado. Ele só não sabia porque estava sendo tão detalhista com um advogado tão alfa quanto ele.
Quando o silêncio se tornou constrangedor e Harry notou a mão estendida na sua direção, ele a segurou.
“Sou eu, sim” o cheiro de Louis parecia ainda mais forte e Harry odiou que estivesse arrepiado “Sou o marido de Oliver… Ex marido, em breve” algo na presença do advogado deixava Styles levemente tenso.
A resposta de Louis foi um sorriso ladino. Ele molhou o lábio inferior com a língua e desceu o olhar para o peito exposto de Harry de forma descarada, erguendo as sobrancelhas em seguida como se tivesse constatado alguma coisa.
“Por favor, fiquem a vontade” ele soltou a palma quente de Harry e indicou a mesa de reuniões.
O alfa e o ômega sentaram-se um de frente para o outro enquanto Louis se acomodou na cadeira da ponta para conseguir ver os dois homens. Sua postura era sempre superior, assim como seu modo de falar, e isso estava incomodando o cacheado. Era como se ele não fosse um alfa presente ali também e não pudesse demonstrar sua liderança.
O advogado não lhe dava brecha alguma.
Louis parecia fazer aquilo de propósito, sempre lançando olhares sugestivos demais como se quisesse desfiá-lo por algum motivo ainda desconhecido por Harry.
“E assim ficaria a divisão de bens” Louis eventualmente disse, apontando para alguns papéis com a ponta da caneta.
“Acho que precisamos de uma segunda opinião, um outro advogado” Harry sequer sabia o que estava falando, Louis estava o intimidando o suficiente para que ele quisesse sair correndo daquela sala e descobrir qual era seu problema.
Tomlinson se recostou na cadeira, apoiando o cotovelo na mesma e escorando o queixo em seus dedos, encarando o fundo dos olhos verdes de Harry.
“Algum problema, Styles?” seu tom de voz era ácido.
Harry olhou para Oliver que parecia chocado e então voltou para Louis. O garoto engoliu o bolo que se formou em sua garganta e fechou os olhos negando com a cabeça.
"Nenhum, senhor, desculpe. Acho que só falei sem pensar"
Sério? Harry havia chamado outro alfa de senhor? Que porra era aquela?
"Bom, então eu espero que dá próxima vez você fique calado se não tiver nada útil para acrescentar" o alfa ofereceu um sorriso sem humor e logo voltou a falar com Oliver como se não tivesse repreendido um rival.
Afinal, alfas nunca se submetiam uns aos outros, isso era uma regra de sobrevivência. Quando há dois dominantes, ambos buscam ficar por cima de forma selvagem, mostrando suas habilidades e não baixando a cabeça.
Mas Harry se encolheu.
Os ouvidos de Styles pareciam tapados pelo resto da reunião, ele apenas concordava e discordava com murmúrios porque havia algo muito errado com seu corpo. O cheiro de Louis e o aroma doce de Oliver, agora ainda mais forte, estavam enojando seus sentidos. Havia o advogado e tudo que o cercava e isso era demais para o cacheado.
O lobo de Harry se sentia um filhotinho ao lado de tanta superioridade.
Seus sentidos voltaram a funcionar quando, depois do que pareceu uma eternidade, ele notou Oliver se levantar e apertar a mão de Louis mais uma vez em despedida.
Harry sentia as orbes secas porque esqueceu de piscar por tempo demais, focado em um único ponto da mesa que parecia mais interessante do que a conversa.
"Styles, gostaria que ficasse um pouco mais para discutirmos sobre as cláusulas da sua empresa" Louis chamou sua atenção. Não era bem um pedido, soava mais como uma ordem.
"E-eu... preciso levar Oliver para casa" sua fala estava quebrada e ele se amaldiçoou por isso.
"Não precisa! Eu me viro bem, resolva o que você precisa com Sr. Tomlinson e nos falamos depois" o ômega parecia realmente querer ser prestativo, mas Harry tinha vontade de matá-lo.
Os olhos verdes estavam arregalados quando olharam para o advogado novamente. Eles acompanharam sua figura prepotente enquanto Louis guiava Oliver para a porta da sala com cordialidade. Styles definitivamente não queria ficar sozinho com Louis, não depois de tudo o que já havia sentido em tão pouco tempo.
Com a audição apurada por causa da adrenalina, ele ouviu a porta ser fechada e então trancada.
Seus pelos arrepiaram por inteiro e seu lobo despertou quase que instantaneamente. Harry empurrou a cadeira para trás com brutalidade e se pôs em pé com o coração batendo forte no peito. Havia uma sensação de queimação em suas veias quando ele andou com passos largos até Louis e parou à centímetros do seu rosto.
"Que porra você pensa que está fazendo?" o cacheado tinha fúria brilhando em sua íris, mas isso não parecia abalar Louis de modo algum.
"Eu já disse, vamos discutir sobre as cláusulas da sua empresa e..."
Sem conseguir completar a fala, o colarinho da sua camisa foi agarrado pela mão de Harry enfeitada com anéis e um rosnado brotou na garganta do cacheado. Ele o liberou no rosto de Louis na intenção de intimidá-lo, mas Tomlinson apenas riu.
"É sério que você ainda tenta mostrar dominância?" ele estava quase gargalhando e Harry tinha uma expressão mais do que confusa "Você ainda não entendeu qual é o jogo aqui, não é?"
Num golpe ágil, Louis trocou as posições e então Harry estava encurralado contra a parede. Diferentemente de Tomlinson, ele tinha a bochecha colada na parede gélida e as mãos presas em suas costas. Seu corpo lutava para sair do aperto do advogado, mas estava sendo completamente inútil.
"Eu vou te explicar então" sua boca estava tão próxima do ouvido de Harry que o garoto precisou fechar as mãos em punhos para aliviar seu ódio que só crescia "Pensei que somente o seu maridinho fosse um ômega, mas você cheira igual a um. Quando apertou a minha mão eu pude ver como você já estava tão entregue só pelo aroma doce que você liberou e isso me fez perceber o submisso bonito que eu tinha na minha sala" a sua risada fez um arrepio longo reverberar a coluna de Harry "Então você senta na minha frente e quer pagar de machão, e isso é tão ridículo quanto mentir pra si mesmo que não sente vontade nenhuma de pular em cima de mim e me pedir pra foder esse seu rabo apertado"
Styles precisou morder os lábios para não emitir nenhum som que Louis fosse gostar. O advogado, em contrapartida, pôde notar sua expressão deleitosa.
"Eu não... não sei do que você está falando" ele tentou se livrar do aperto mais uma vez, seus batimentos cardíacos estavam em seus ouvidos "Dá pra me soltar, porra?"
"Depende muito, você vai se comportar?"
Harry deu um riso anasalado em deboche e escorou a testa na parede, precisando entrar no joguinho de Louis para se ver livre.
"Você tem a minha palavra"
Bastou Louis afrouxar a rigidez de suas mãos para que Harry o empurrasse para longe e fosse em direção à porta, era como se ele estivesse lutando pela sua vida. Seus dedos tentaram forçar a maçaneta e os olhos procuraram com esperança pela chave pendendo na fechadura.
"Está procurando alguma coisa?" Louis balançou uma única chave na frente dos olhos de Harry como uma isca. O cacheado apertou os olhos com fúria e um sentimento de desistência crescendo cada vez mais.
Seria mentira dizer que Tomlinson estava errado quando falou que Harry o desejava, porque ele o queria.
Styles só tentou fugir para escapar da vergonha de se sentir tão atraído assim por outro alfa. Aquilo não era biologicamente nem moralmente correto. Ele não reparou que seu cheiro havia ficado mais doce na presença de um igual, mas não achava isso o fim do mundo.
E se Louis fosse tomá-lo naquela sala mesmo, ele gostaria de se divertir um pouco também.
"É muito engraçado que a sua primeira reação foi fugir ao invés de me atacar" Louis divagou, encostando-se na borda da mesa e cruzando os braços.
Harry se virou, o corpo colado contra a madeira da porta e sua cabeça recostada para trás, pensando em seus próximos passos e dando a visão bonita do seu pescoço imaculado para Louis.
O alfa desejou muito mordê-lo naquela região e isso fez seu interior se agitar. Um rosnado grosso saiu dele e Harry estremeceu.
"Venha até aqui" ele mandou, seu tom rude e exigente.
O cacheado nunca tinha sido tratado daquela forma antes, sempre foi ele quem dominou e subjugou seus funcionários e seu marido. Era simplesmente novo ter outro alguém mandando em si, apesar de também ser muito prazeroso.
"Não estou afim"
Louis arqueou uma das suas sobrancelhas, incrédulo que aquela espécime de alfa estava realmente tentando bater de frente com ele. Ele desceu o olhar para as pernas de Harry e notou o volume do seu pau marcado nas calças coladas.
"Não é o que parece"
Harry acompanhou seu olhar e tentou se cobrir com as mãos, envergonhado ao ponto de causar um rubor nas suas bochechas.
"Agora você está com vergonha?" sua voz estava tão mordaz que parecia rasgar a epiderme do cacheado "Você é uma puta, Harry. Você é a porra de um ômega" ele cheirou o ar, se deleitando com os cubos de açúcar em formato de aroma que preenchia a sala "E tem o melhor cheiro que eu já senti, sem dúvidas"
O cacheado estava aturdido, sentindo-se pequeno diante da fala de Louis.
"Vem aqui, me deixe cheirar você"
O garoto estremeceu com a fala do advogado, sentindo seu membro cada vez mais duro dentro do aperto das calças. Faziam algumas boas semanas desde que ele tinha feito sexo com Oliver e, somado com aquela experiência nova que era um alfa lhe domando, ele sentia seu interior incendiar.
Ele precisava de algum alívio e tinha certeza de que Louis iria lhe proporcionar isso.
Com passos lentos e receosos demais, ele se arrastou até ficar na frente de Louis. Seu cabelo estava caído como uma cascata na frente do seu rosto e seus olhos estavam grudados nos sapatos bem polidos do alfa.
O advogado estava o manipulando e Harry sabia disso, mas ele sentia tanta vontade de se entregar e deixar Louis fazer o que quisesse com ele.
Por mais que não assumisse isso nem para si mesmo.
Louis ergueu seu rosto com delicadeza pelo queixo e tocou o pescoço de Harry, devoto, sentindo a pele arrepiar sob seus dígitos.
"Eu poderia te marcar bem aqui" seus dedos passeavam pela lateral da epiderme branquinha e Harry negou com a cabeça vezes demais "Não? E por que não? Você ficaria lindo com a marca de um alfa na sua pele. Com a minha marca"
"É... errado" Styles estava quase se deitando em direção ao seu toque como um gatinho.
"Oh, Harry, ficar maleável na mão de outro alfa também é muito, muito errado" sua pele formigou e ele não se conteve em pressionar as laterais do seu pescoço para privá-lo de ar, aproximando ainda mais seu rosto para sussurrar em sua boca "E mesmo assim você está aqui, ômega"
O cacheado rolou os olhos em puro deleite pela forma como Louis o chamou, inconscientemente virando a cabeça para o lado e deixando seu pescoço ainda mais visível, pedindo por uma reivindicação.
"Olha isso... puta que pariu, você é uma vadia submissa do caralho" ele não se conteve em levar as presas, agora ainda mais afiadas, e raspá-las na área sensível, apenas para enlouquecer o garoto.
"Louis, eu..." ele manhou, apertando as pernas uma na outra, tentando descontar um pouco do tesão que sentia enquanto Louis o arranhava com os dentes e a barba.
Aquilo era demais, o garoto nunca imaginou que pudesse ficar tão excitado com a ideia de ser marcado. Era definitivamente o pecado que ele estaria disposto a cometer com aquele advogado.
"Shh, eu sei" seu hálito estava quente de desejo "Vamos cuidar disso, sim? Ajoelha pra mim"
O garoto tinha certo temor no olhar, porque nunca havia feito aquilo antes. Ele reparou no volume dentro das calças sociais de Louis e engoliu em seco.
"Não precisa ter medo" Louis notou sua feição "Vamos começar devagar para ver você perdendo sua marra aos poucos"
Ele não respondeu, apenas ajoelhou-se tímido no chão frio da sala e encarou Tomlinson de baixo com suas orbes esmeraldinas. Ele queria ser bom e estava esperando uma próxima ordem como a porra de um ômega dedicado em agradar seu alfa.
Louis se desfez do cinto sem pressa, gostando de ver a antecipação na expressão de Harry. Sem se preocupar em tirar de fato alguma peça de roupa, ele apenas puxou seu cacete já duro de dentro da calça e o deixou na frente do rosto do cacheado.
Harry tinha os olhos arregalados e muito interessados, analisando todo o comprimento daquele pau com a cabecinha rosada e a extensão repleta de veias. Sua boca salivou.
"É todo seu" ele levou os dedos até o cabelo bagunçado de Harry "Eu sou muito paciente, mas você tem que fazer do jeito certo. Cuide com os dentes e deixe tudo bem molhado porque depois eu vou entrar em você"
O outro assentiu, acatando as ordens.
Ele começou com lambidas tímidas na ponta do caralho, sentindo o gosto almiscarado da cabecinha rubra dançar em seu palato. Harry não sabia exatamente onde colocar as mãos, então espelhou o que fazia consigo mesmo quando precisava gozar e começou uma punheta preguiçosa no comprimento do alfa.
O advogado queria afundar seu pau todo de uma vez na garganta de Harry, mas sabia que isso assustaria o garoto e ele provavelmente não iria querer continuar, então deixou que ele explorasse e se divertisse como quisesse.
Quando tomou coragem, Harry levou metade do cacete duro para dentro da boca, contornando as veias com a língua e se deliciando com a sensação nova que era tudo aquilo. Ele olhava diretamente para Louis em busca de uma resposta para saber se estava sendo bom o suficiente enquanto o advogado se satisfazia com o rostinho corado do alfa.
Louis tinha uma expressão prazerosa e Harry queria muito poder emoldurá-la. Os olhos azuis estavam quase tomados pelas pupilas negras e uma camada fina de suor se concentrava em sua testa. Ele era como a porra de um deus do sexo e isso mexia com absolutamente toda a razão do cacheado.
Seus fios cor de chocolate balançavam quando ele ia e voltava com a cabeça, tentando tomar cada vez mais daquele caralho e ficar drogado com o gosto de Louis.
"Isso, ômega, você está indo tão bem" ele incentivou e o cacheado gemeu, enviando vibrações gostosas para a ponta do seu pau.
O apelido fez Harry chupá-lo com mais afinco, formando vincos em suas bochechas e estalos toda vez que ele tirava a glande dos lábios apenas para voltar e deixar Louis louco de tesão. Aos poucos ele se tornava uma bagunça de gemidos, lágrimas e saliva e isso era uma perdição para Louis.
Tomlinson eventualmente rosnava de tesão e apertava suas mechas com mais força, mas o garoto sentia falta de algo, de algum tipo de desafio nos olhos dele e de sua brutalidade, então ele teve uma ideia.
Ele saiu até a pontinha do cacete babado e voltou, arrastando seus dentes superficialmente na pele sensível do advogado, coisa que havia sido proibida.
Louis grunhiu e apertou seu cabelo, mas entendeu que poderia ter sido apenas um descuido.
Até que Harry fez de novo.
Seus fios foram puxados para trás até que ele estivesse em uma distância considerável do pau de Louis. Ele queria avisá-lo de que Harry estava usando os dentes, mas então viu um sorriso sapeca no rosto do cacheado.
"Você fez de propósito?" ele estava verdadeiramente puto agora.
Talvez Harry não fosse um submisso, afinal. Talvez ele gostasse de ser forçado a se submeter.
"Não sei, eu fiz?"
A palma da mão de Louis ergueu-se no ar e então voltou contra a bochecha de Harry, fazendo o garoto chiar de dor. Uma vermelhidão se instalou na pele pálida e Harry sentiu seu pau molhar mais com isso.
"Faz..." sua voz estava embriagada de luxúria "Faz de novo, por favor" então ele pegou a mão de Louis e a posicionou na epiderme quente que havia sido espancada.
Louis molhou o lábio inferior com a língua, morrendo de excitação por ver aquela figura tão entregue aos seus modos. Sua mão livre encontrou o cacete desesperado por alívio e ele se masturbou devagar apenas com a imagem de Harry implorando pela dor.
"Eu disse que seria paciente se me obedecesse, mas acho que você não serve nem para isso" então ele deixou outro tapa estalado e Harry gritou.
O advogado foi até os lábios de Harry com rudez, puxando o inferior para baixo e obrigando sua boca a abrir. Ele agarrou os cabelos cacheados com domínio "Agora vai ser do meu jeito"
Ele bateu com a glande molhada de pré gozo e saliva nas bochechas machucadas do cacheado apenas para humilhá-lo e fazê-las arderem antes de realmente entrar na sua cavidade. Sem dar tempo para que ele se acostumasse, sem deixar ele seguir o próprio ritmo.
Louis não estava fodendo a sua boca, mas sim a usando como um buraco para se aliviar. Ele não mexia os quadris, apenas puxava a cabeça de Harry até o nariz dele tocar sua virilha e então repetia outra e outra vez.
Quando o advogado manteve a glande sensível por mais tempo na garganta do cacheado, os dedos magros arranharam o tecido da calça de Louis em desespero, desferindo socos para tentar se livrar da queimação e poder respirar novamente. Ele sentia que acabaria desmaiando.
Em exatos cinco segundos ele foi solto, fazendo sua garganta contrair e liberar ainda mais saliva, um fio transparente ligando sua boca até a poça no chão. Seu rosto parecia queimar e ele tossia, buscando se acalmar.
"Acho que superestimei você" Louis fez um carinho nos seus cachos, mas seu tom era manipulador "Você ainda precisa de muito para se tornar um ômega bom de verdade"
Harry ergueu os olhos chorosos, limpando algumas lágrimas com as costas da mão. Ele estava destruído e Louis sequer tinha fodido ele ainda.
"Então me ensine a ser bom, senhor" pediu com a voz quase sussurrada, vendo a reação imediata que aquilo causou em Louis.
As mãos tatuadas não perderam tempo em encontrar seus fios mais uma vez. Seu couro cabeludo ardia como o inferno, mas Harry aprendeu que gostava da dor.
Num instante, seus lábios receptivos enveloparam o caralho gostoso mais uma vez, Louis não aguentava perder mais um segundo de tempo.
Nas primeiras estocadas brutas, ele tinha reflexos e seus olhos enchiam de lágrimas quando o cacete grosso tocava sua garganta. Seu corpo inteiro parecia pegar fogo, tamanho tesão que ele sentia.
Isso até conseguir relaxar e passar a tomar aquilo como um verdadeiro ômega.
Louis tinha um sorriso ladino e orgulhoso nos lábios quando sentiu Harry se forçar por conta própria para levá-lo fundo.
O ritmo do alfa se tornou implacável e Harry estava desesperadamente excitado, então ele tateou cegamente até encontrar seu próprio pau, apertando-o por cima das roupas e rolando os olhos em prazer.
O advogado notou sua ação, tirando seu pau da cavidade já destruída do garoto.
"Está com dor?"
Harry concordou, esperançoso de que isso faria Louis aliviar as coisas para ele.
"E você fica excitado com isso? Meu ômega é tão sujo assim?" ele levou o sapato até a mão de Styles que estimulava o próprio pau e a afastou com um empurrão "Já que você precisa tanto se tocar, monta no meu sapato enquanto eu te uso"
O submisso logo chegou mais perto do pé de Louis e sentou sobre ele, conseguindo uma fricção gostosa enquanto rebolava os quadris como se estivesse cavalgando em um pau. O tecido da sua própria roupa estimulava sua glande extremamente molhada e isso lhe causava pequenos espasmos.
Tomlinson apenas sorriu pelo modo como Harry sequer questionava suas ordens, já tão bêbado de vontade para fazer tudo o que ele mandasse.
Os sentidos do cacheado gritavam o nome de Louis e o cheiro do alfa estava por toda a sala, cada vez mais intenso para as narinas de Harry e isso o levava à loucura. Era quase tão prazeroso quanto um orgasmo e talvez ele pudesse gozar somente com o aroma forte e masculino de Louis.
O cacete já estava em sua boca mais uma vez e ele tinha que se concentrar em ser bom para seu alfa e buscar alívio ao mesmo tempo. As sensações reunidas pareciam estourar atrás das suas pálpebras fechadas e ele aproveitava ao máximo a forma como estava sendo usado.
Louis, por outro lado, poderia vir apenas contemplando aquele "alfa" tão entregue e submisso aos seus pés. Ele sentia as bolas repuxarem e o baixo ventre esquentar com a antecipação de um orgasmo.
Harry se sentia sobrecarregado e isso era gostoso pra caralho. Ele estava tão perdido nas sensações que lhe preenchiam, aguentando Louis e montando em seu sapato caro, que sentiu seu corpo estremecer mais forte do que as outras vezes.
Focado demais no prazer do alfa, ele sequer percebeu que havia gozado.
Quando sentiu que não aguentaria mais um segundo, Louis deixou apenas a cabecinha do seu caralho na língua de Harry e pode assistir quando esporrou jatos esbranquiçados diretamente para dentro do garoto.
"Não engole, mantenha a boca aberta" disse ofegante, puxando os próprios fios do cabelo para trás ao inclinar-se e cuspir um fio de saliva diretamente na língua de Harry, misturando seus fluídos na boca dele "Agora sim, pode engolir"
Harry o fez com prazer, sentindo tudo aquilo deslizar pela sua garganta como uma recompensa.
"Bom ômega" ele secou algumas lágrimas que escorreram pelas bochechas de Harry e ajudou ele a se erguer depois de deixar um beijo em sua testa suada com alguns fios colados.
As pernas esguias estavam trêmulas quando o cacheado se colocou em pé, precisando do apoio de Louis. Ele sentiu algo pegajoso demais dentro da sua roupa e teve a certeza de que havia gozado somente se esfregando como um bichinho e mamando o pau do alfa.
"Se sente bem?" perguntou, seus olhos azuis buscavam qualquer traço de que Harry estivesse desconfortável.
"Estou ótimo" sua voz estava rouca e Louis queria lhe dar mais um tapa somente porque ele era gostoso pra caralho.
"Tira a roupa pra mim, tira" mandou, ainda segurando a cintura fina para mantê-lo estável.
Harry terminou de desabotoar a camisa, passando ela pelos ombros e braços e deixando-a jogada no chão. Ele viu como Louis se demorou em suas tatuagens e mordeu os lábios. Então continuou, desafivelando o cinto e abrindo a braguilha da sua calça skinny. Harry não queria ser rápido, era bom ter Louis olhando para seu corpo com um desejo ardente.
Seu coração errou o compasso, subitamente com vergonha do que Louis diria ao ver que ele vestia uma...
"Porra, você quer me matar" ele rosnou, puxando Harry até colarem seus peitorais, fazendo o garoto cambalear desajeitado "Quando eu acho que você não pode ser mais vagabunda, descubro que você esteve de calcinha esse tempo todo" suas mãos apertavam a carne farta da bunda de Styles com agressividade.
O garoto arfou, se empinando mais contra a palma áspera de Louis.
"Que porra você queria vindo no meu escritório com uma peça tão minúscula?" ele enganchou o dedo médio na alça lateral e soltou, vendo o elástico voltar contra Harry em um estalo "Já saiu de casa pensando em dar para qualquer um que quisesse te comer?"
Harry manhou e negou vezes demais, enlaçando seus braços ao redor do pescoço de Louis.
"Lou... Louis, alfa, me beija. Por favor"
O advogado não perdeu tempo, deixando uma mão em suas bandas gordinhas e levando outra para os fios de cabelo da sua nuca, puxando os lábios rosados em sua direção.
O beijo era dominante por parte de Louis, enquanto Harry apenas se deixava levar pela sensação que era a língua explorando a sua com vontade. Tomlinson era como um predador sugando a vitalidade de sua presa. As mordidas que ele deixava nos lábios de Harry doíam, mas o garoto só conseguia desejar mais. Aquele alfa beijava tão bem que Harry teve vontade ser seu ômega para sempre.
Um fio quase invisível de saliva ligava ambas as bocas quando Louis se separou contra a sua vontade. Ele trocou de lugar com Styles e logo estava prensando as coxas branquinhas entre as suas e a borda da mesa. Como se erguesse uma pena, colocou o garoto em cima da superfície de madeira.
Harry olhou para trás e deu um risinho.
"Vamos realmente fazer isso em cima dos papéis do meu divórcio?"
Louis deu de ombros, brincalhão.
"Você prefere o chão gelado?"
O garoto negou com a cabeça, rindo divertido antes de puxar Louis pela gravata e lhe dar mais um beijo urgente. Ele se sentia mais confiante e relaxado agora, nada mais parecia errado na sua submissão e seu cheiro estava cem por cento adocicado. As pernas de Harry enlaçaram o quadril de Louis e ele pode sentir seu cacete duro novamente roçando na parte interna da sua coxa.
Com rapidez, ele tirou o blazer de Tomlinson e pode ver os músculos marcados do alfa sob a camisa social branca. Harry mordeu os lábios atrevido e explorou seu bíceps com os dedos, sentindo como ele era duro e malhado sob seu toque.
Louis deu-lhe liberdade para examiná-lo como uma terra inexplorada. Afinal, Harry nunca havia tido qualquer contato com um corpo forte e músculos que não eram os seus, e aquilo era no mínimo curioso.
"Cospe" mandou, a palma da mão posta na frente dos lábios de Harry.
O garoto o fez, acompanhando quando Louis levou a mão molhada para o próprio pau e começou a masturbá-lo lentamente. Ele encostou sua testa na de Harry e só então notou a mancha escura na calcinha dele.
"Você gozou?" Harry assentiu "Quando?"
"Quando eu... Quando eu estava com seu pau na boca"
"Porra" praguejou baixinho, movendo o garoto para mais perto da borda da mesa com uma só mão "Não tira ela, eu quero foder você assim"
Harry assentiu, seus dedos apertavam os ombros alheios com força.
Ele se encolheu quando sentiu a ponta gorda da glande roçar na sua entrada. Harry sentia tudo escorregadio o suficiente, mas não conseguia evitar o temor que aflorava em sua mente.
"Ei, está tudo bem." Louis fez um carinho no seu quadril e Harry sentiu seus músculos relaxarem um por um "Aqui" ele colocou o nariz de Harry com cuidado em sua glândula odorífera "Sente o cheiro do seu alfa e relaxa"
O garoto inalou com vontade o aroma de Louis por alguns segundos e assentiu, confirmando que estava sim melhor e que eles poderiam continuar.
Louis voltou a pressionar seu cacete no cuzinho do alfa e quis morrer com o quão apertado ele era. Ele empurrou somente até a glande e sentiu Harry contrair, apertando as pernas ao seu redor e cheirando seu pescoço com força.
Harry estava agarrado a ele como um coala se agarra em seu galho favorito.
O advogado era calmo, deixando Harry se acostumar com a primeira sensação de ardência até que ele lentamente estivesse completamente dentro. Suas bolas bateram na bunda macia de Harry e ele precisou de todo o autocontrole para não fodê-lo com força.
"Eu estou bem, você pode se mover agora" garantiu, deixando um beijo casto na curva do ombro do advogado.
Ele ainda era delicado no começo, lutando contra a entradinha virgem de Harry que tentava expulsá-lo a toda hora. Gradativamente Louis foi aumentando o ritmo e força das estocadas, até ter o corpo do cacheado dando pequenos solavancos com a sua brutalidade.
Harry acabou deitado e mole sobre a superfície da mesa e os papéis bagunçados, seus cabelos espalhados por ali como a porra de um anjo.
Louis notou o quão relaxado e receptivo seu ômega estava sendo, sua boca pornográfica estava aberta liberando os gemidos mais gostosos que ele já ouviu na vida. Os dedos magros apertavam os mamilos rosinhas para estimulá-los e o alfa teve muita vontade de brincar com aqueles biquinhos até que estivessem roxos.
O garoto estava perdido no próprio prazer quando Louis pegou sua mão e posicionou sua palma em seu baixo ventre, onde um relevo surgia toda vez que ele ia fundo dentro dele. Harry arregalou os olhos e apoiou-se no antebraço livre para ver melhor, o cabelo desgrenhado cobrindo parte da sua face.
"Vou te dar o meu nó, o que você acha disso?" seu tom era quebrado, buscando o próprio orgasmo. O cacheado rolou os olhos em prazer com a ideia "Quer carregar os meus filhotes, ômega?" ele deixou a palma de Harry no mesmo lugar e deslizou a sua até o pau esquecido dentro da calcinha do cacheado.
Harry tremeu com a sensação que era ter sua bunda surrada enquanto o advogado punhetava seu pau tão gostoso.
"Sim... Porra, Louis!" sua cabeça pendeu para trás.
"Olhe para mim, quero ver como você é gostoso levando meu caralho nesse rabinho de virgem"
Styles gemeu alto e se obrigou a sustentar seus olhos nos de Louis. Seus lábios eram tão mordidos que alguns filetes de sangue o pintavam.
O alfa sentia que estava mais perto do que nunca, sendo implacável nas suas estocadas contra a bunda já avermelhada de Harry. Os sons que ele emitia estavam cada vez mais animalescos e selvagens, e isso excitava o cacheado de um jeito absurdo.
O cabelo liso colava na testa de Louis e os músculos se contraiam cada vez sob o tecido da sua roupa, era uma visão e tanto.
Harry ainda sentia o relevo do cacete de Louis o comendo sem dó alguma e aquilo o empurrava para a borda. A noção de que estava sendo fodido tão intensamente era demais para sua sanidade.
"Louis, Louis!" Harry gritou, as costas batendo de volta na mesa quando ele gozou contra o tecido rendado e a palma de Louis, amassando alguns papéis enquanto se entregava ao orgasmo forte que o atingiu.
Ele soluçou e chorou, cansado, sentindo seu buraco ser usado mais algumas vezes até que Louis estivesse liberando jatos quentes de porra branquinha em seu abdômen com um gemido gutural.
O corpo de Harry dava os últimos espasmos quando Louis o cobriu com o seu, deixando alguns beijos delicados no seu maxilar e cheirando sua nuca apenas para que o cheiro gostoso e docinho o tranquilizasse.
"Oi" ele riu, acariciando a bochecha de Harry com os dedos.
O cacheado abriu os olhos, se deparando com o rosto tão lindo perto do seu. Ele não se conteve em sorrir.
"Oi, você acabou comigo" sua voz era divertida.
"Te machuquei?" seus olhos agora estavam arregalados, com preocupação "Me desculpa, porra. Eu sinto muito, acho que foi demais. Eu..."
Ele foi calado por um beijo demorado de Harry, o ato inocente tinha a intenção de tranquilizar Louis. Harry definitivamente não poderia estar melhor.
"Você foi perfeito pra mim" ele mordeu o lábio inferior atrevidamente, pensando "Ahm... você falou sério sobre me dar sua marca?"
Louis deu de ombros, maneando a cabeça positivamente.
"Eu não tenho um ômega e você não terá mais o seu em breve, acho uma boa ideia te tornar meu"
A lembrança do divórcio sequer doeu em Harry, ele estava feliz com a possibilidade de ser de Louis.
"Eu também acho, alfa" o garoto deu um risinho contido.
Logo ele estava rindo alegre e alto enquanto Louis enchia sua clavícula de beijos e consequentemente lhe fazia cócegas.
Louis desde que começou no seu novo estagio percebe os olhares diferentes da diretora do colegio, harry que desde que botou os olhos no jovem não conseguia parar de imaginar o quão bom o garoto quietinho poderia a foder
Louis, 25
Harry, 35
Tw: lactation kink, breeding, traição
Ib: anon
(Vou adicionar a capa depois pq to viajando e a internet não me ajuda a carregar as fotos)
Louis caminhava pelos corredores da escola sentindo a mesma ansiedade como se fosse um primeiro dia de aula, ele apertava a alça da bolsa em sua mão, respirava desregulado tentando chegar na sala da diretoria para pegar as informações para o estagio
"Olá, ahm... posso entrar?" ele fala apos abrir uma fresta da porta da diretoria encontrando uma figura cacheada sentada na cadeira de couro preta
"Ah sim, bom dia, pode entrar. sou harry styles, você é?" a mulher levanta apertando a mão do outro e sorrindo amigavel
"Sou louis tominson, começo meu estagio hoje"
"Prazer senhor tomlinson, creio que veio para pegar os seus horarios, certo?"
"Sim, não pude vir para a reunião de inicio de semestre" ele senta em uma das cadeiras em frente a mesa comprida de vidro
"Acredito que já esteja impresso, me da só um minutinho" a cacheada pega o telefone fixo na mesa e liga para a secretaria que cuidava dos documentos
Louis usou esse tempo para analizar a sala, as paredes pintadas em um tom claro de cinza, uma estante com livros, trofeus e fotos, Um armario atrás da porta e um sofá do outro lado, em sua frente ficava a mesa de vidro com uma pilha de papeis e porta canetas, computador e a cadeira de escritorio em um couro preto.
Seu olhar caiu em harry que usava uma blusa social branca levinha, seus cachos soltos em seu ombro e o crachá de identificaçao pedurado em seu pescoço, louis suspirou sem jeito quando notou que pelo jeito que a mais velha sentava ele podia notar a rendinha do sutiã vermelho aparecendo na blusa que tinha os 3 primeiros butões soltos e como suas coxas pareciam esmagadas na saia preta colada que ela usava.
"Sr. Tomlinson?" Ele sai de seus desvaneios ao ouvir a voz calma o chamando "aqui está sua grade com as salas e o professor principal, qualquer duvida ou problema pode vir aqui" ela entrega a folha de papel fitando rapidamente o moreno sentado em sua frente
Ele usava uma camisa polo azul escuro que marcava o braço com alguns musculos aparentes mas nada muito extravagante, ele usava uma calça preta social mas que ficava perfeitamente apertada em seu corpo
"Obrigada sra. Styles" ele levanta rapido saindo da sala e regulando a respiraçao descopensada caminhando sua primeira aula completamente aos olhares de styles
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Louis puxava os dois adolescentes pelo corredor, ele mal tinha feito seis meses de estagio e ja tinha que lidar com briguinhas bobas de estudantes
"Bom dia sra. styles, está muito ocupada?" Ele estra notando a sala vazia mas alguns barulhos vinham do banheiro que tinha a porta fechada
"Só um minuto" ele escuta a mais velha fala e ele senta os dois garotos nas cadeiras em frente a mesa e se apoia na parede proximo a porta de vidro fosco "ah olá professor tomlinson, desculpe ouve um probleminha" ele observa a cacheada colocar oque parece que são duas garrafinhas na pequena geladeira da sala "oque aconteceu?" Ela senta na cadeira atrás da mesa
"Pelo oque me falaram victor começou a provocar thomas por causa de algum motivo besta e thomas avançou dando um soco no rosto dele e começaram a brigar na cafeteria durante o intervalo, mas nenhum quis falar nada" os olhos verdes caem no garoto que segurava uma bolsa de gelo contra a bochecha e o outro que tinha a cabeça baixa
"Quem vai começar falando? Se os dois não quiserem entrar em grande problema então e melhor esclarecerem tudo" ela fala seria e louis volta a se apoiar na parede observando a cena, harry usava hoje uma blusa social soltinha em um tom de cinza com os primeiros botões desabotoados e uma saia preta como normalmente usava
Ele nota as unhas pintadas de branco enquanto ela escreve algo em um caderno
"Victor ganha 3 horas de detenção após a aulas e thomas 3 horas e meia" ela observa os dois adolescente e continua quando thomas faz a menção de protestar "mesmo que tenha sido provocado não é motivo para querer resolver com violencia e os pais tambem vão ser notificados, estão liberados" harry guarda o caderno na estante proxima de sua mesa e chama louis antes que ele feche a porta "tomlinson preciso que assine uns papeis sobre o passeio de turma do 9° ano, coisinha besta mas esqueci de pedir antes" ela puxa algumas folhas da gaveta ao lado da mesa enquanto tomlinson se senta em sua frente
Ele pega uma caneta e lê em silencio antes de assinar
"Tem filhos?" A cacheada o olha confusa "quer dizer, e-era garrafinhas de leite que colocou no frigobar?"
"Ah sim, tenho uma garotinha de 9 meses" ela liga a tela do celular mostrando a nenem que sorria na tela de bloqueio, ela parecia uma exata copia de harry com os olhos verdes grandes e os dentinhos de coelho junto com as covinhas fundas
"Adoravel" ele diz sorrindo sem mostrar os dentes "não sabia que era casada, não usa nenhum anel" ele levanta ao ouvir o sinal tocando indicado que o intervalo tinha chego ao fim
"É complicado" ela diz baixo
"Desculpe, fui invasivo" ele abre a porta se preparando para sair
"Sua grade de horarios irá mudar, o administrativo não me passou ainda mas passa aqui no final das aulas para ver se já está aqui" louis acena com a cabeça antes de sair da sala
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Louis pega suas coisas saindo da aula que teve que substituir, ele amava pedagogia mas dar aulas para 6° e 7° anos pode ser um karma de alguma vida passada
"Licença sra. Styles" ele dá dois toques vendo a cacheada concentrada em algo no computador, ela o olha atraves das lentes do oculos que combinava perfeitamente com seu rosto
"Ah sim vou pedir para imprimirem, pode ser sentar" ela digita algo no computador e reencosta na cadeira olhando para louis que estava sentado em sua frente encarando o chão "dia cansativo? Teve duas substituições certo?" Ela puxa assunto tomando um gole da sua xicara de café
"Sim, professor elias estava doente essa semana"
"Fiquei sabendo, pobre homem sempre tão trabalhador" harry cruza as pernas observando o moreno que estava visivelmente desconfortavel "quer um café? Chá? Agua?" Ela levanta caminhando até o frigobar
"Aceito uma agua" a cacheada tira uma garrafa de agua e deixa na mesa
"Vou pegar a grade" ela caminha indo para fora da sala mas trava antes de passar por tomlinson que sentava despojado bebendo sua agua "merda" ela diz baixo levando as mão para seus seios "desculpe tomlinson me de somente uns minutinhos" ela fala apressada indo até o banheiro e encostando a porta
"Está tudo bem?" Ele para atrás da porta falando em um tom preucupado
"Sim sim, é só que meu leite acabou vazando, hoje tive que tirar mais, não é geralmente assim, é só quando estou em casa ou exc..." ela corta a frase deixando louis levemente confuso
'Excitada?' Ele pensa consigo mesmo
Ele se senta na cadeira novamente vendo harry sair alguns minutos depois do banheiro, agora usando uma camisa social branca, levinha e quase transparente
"Doi?" Ele aponta para a bombinha que estava na pia do banheiro que tinha a porta aberta
"Um pouco, quando estou em casa é melhor porque tenho a nenem mas aqui não tenho muita opção" ela o olha diretamente nos olhos, a imensidão verde encontrando o azul "e você tem esposa? Ou namorada"
"Não namoro" ele responde curto desviando o olhar da mais velha, ficando alheio ao sorrisinho nos labios vermelhos
"vou pegar a grade" ela caminha ate a porta e sai da sala
Louis continua na sala levemente atordoado pelo o olhar da cacheada, ele não era ingenuo, ele ja tinha notado os olhares e até algumas ações da mais velha para si
No inicio ele achou que estava delirando e que era coisa da sua cabeça, mas depois quando notou os labios vermelinhos sendo mordidos e as coxas grossas se pressionando enquanto as orbes verdes o olhavam descaradamente durante uma reunião
Ele soube que tinha algo ainda mais errado quando sonhou com aquelas coxas na mesma noite
"Aqui sr. Tomlinson, desculpe o atraso" ela senta na cadeira novamente, harry sente seu peito vazar, ela não teve tempo de esvaziar totalmente então agora ela tinha mais uma blusa suja mas ela não fez nada, seu olhar encontrou os olhos azuis curiosos olhando para seus peitos
"Eles estão..." ele fala meio acanhado observando por cima da camisa a pequena mancha molhada passando pelo bojo do sutiã
"Sim eu não tive tempo..." os olhos azuis disfarçam a olhando e concordando sem ao menos saber com oque
Ela oprime um sorriso observando as bochechas vermelhas de louis e como ele estava inquieto na cadeira "não gosto de tirar com a bombinha, eles doem tanto" ela aperta os peitos fazendo mais leite escorrer por dentro da roupa "eles ficam cheinhos tão rapido" louis sentia sua calça jeans ficar apertada "você pode me ajudar lou?" Harry o olhava como uma 'gatinha manhosa'
Louis continua parado de costas para a porta e seus olhos acompanham os passos de harry ate si
"Sra. Styles... " ele fala apreensivo
"Você não quer tomlinson?" Ela fica em sua frente, poucos centimentros de encostar o torso molhado em si
Louis não poderia negar mas tambem sabia que harry era bem mais experiente que si, afinal a mais velha tinha até uma filha
Ela senta no sofá desabotoando a camisa molhada, nunca tirando os olhos verdes do mais novo
Louis se aproxima de harry lentamente, ela o da a mão o puxando para deitar com o torso em seu colo como um bebê, ele fica meio desnorteado mas apenas faz oque a mulher o manda
Ele vê o exato momento que ela solta o sutiã liberando os peitos cheinhos que vazavam leite
"Mama, amor" com o dedo do meio e o indicador ela guia o biquinho rosinha do peito para a boca de louis, que o chupa devagar ainda com receio
Ela ofega e empurra a parte de tras de sua cabeça contra seu peito o fazendo colocar mais da mama em sua boca
O liquido doce quentinho escorria aos poucos para sua boca, o gosto invadindo todo seu palato
Louis terminou de mamar todo o liquido de um lado e sentou no sofá puxando harry para seu colo antes de continuar no outro lado, essa que gemeu surpresa com o movimento repentino e sentiu o caralho pressionar contra sua bunda
Louis colocou o outro peito na boca voltando a chupar todo o liquido gostosinho enquanto harry gemia manhosa, puxava seu cabelo e rebolava em seu colo
"Oh lou... tão bom para mim..." ela ofega enquanto brinca com o outro biquinho ainda sensivel "tão bom lou... agora toda vez que eu precisar eu vou te chamar, não me importo se estiver dando aula" ela geme olhando nos olhos azuis que a olhava, o preto tornando o azul quase inexistente "solta, amor... ta doendo" ela tenta afastar o mais novo que continuava grudado em si mamando no peito que já não vazava nenhum liquido
Ele se afasta por fim observando harry sair de seu colo e se ajoelhar entre suas pernas
Ela abriu seu cinto e a calça puxando de sua cintura
"Sra. Styles... não podemos" ele segura a mão da cacheada quando ela faz a menção de baixar sua cueca
"Porque não amor? Não tem mais ninguem na escola" ela deixa beijinhos no falo duro por cima da cueca fazendo louis suspirar e agarrar os cachos cor de chocolate
Ela sorri sentindo as puxadas em seu cabelo enquanto beijava toda a extensão presa na cueca, era quase como louis estivesse usando aquilo para manter seu auto controle
Ela aproveita a baixa guarda do moreno ao que ela chupa a cabecinha inchada por cima da cueca e puxa o tecido para baixo fazendo o cacete duro bater em sua bochecha corada, ela coloca a cabecinha na boca e rodeia com a lingua fazendo pré-porra vazar aos montes
Louis geme alto tentando afastar a mais velha que segurava sua cintura continuando a chupar o pau em sua frente, ela o olhava com os olhos verdes, lagrimejando quando tentava levar toda a extensão em sua boca
"Harry..." ele geme, sua respiraçao desregulada e seu baixo ventre revirando
"Goza pra mim, amor" ela punhetava rapido o pau duro ouvindo os choramingos de louis que tentava se esquivar de seu toques ao que gozava em tiras grossas em sua boca
Ela chupa a cabecinha sensivel antes de se afastar sentando no colo de louis de novo, esse que tinha os olhos fechados e choramingava baixinho ao que sentiu harry rebolar contra seu membro ainda sensivel
"Me fode lou" ela rebolava devagar sentindo o calor das mãos de louis em sua cintura e o pau começando a endurecer de novo embaixo se si "deixa eu sentir seu pau me fodendo ate o fundo, me deixando cheinha de porra" ela rebola mais urgente levantando a barra de sua saia ate sua cintura
Ele afasta a calcinha de renda que ja estava encharcada e guia seu pau meio incerto para a entradinha apertada da buceta
"Oh loue... tão grande" ela senta devagar engolindo todo seu pau
Louis gemia apertando as coxas que quicavam em seu colo, ela o apertava e vazava melzinho aos montes deixando tudo mais molhado e liso
"Harry??" A cacheada ouve as batidas na porta e congela no colo de louis quando ouve a voz de seu marido "harry já estou esperando tem 40 minutos, maggie está enjoada com sono" ele tenta abrir a porta mas estava trancada "harry?"
"E-eu ja vou" ela fala alto "tive um imprevisto com a bombinha mas já resolvi" louis testa estocar o quadril vendo os olhos verdes se arregalarem e ela enfiam o rosto em seu pescoço abafando um gemido
"Abre a porta eu espero ai dentro junto com a nenem" ele bate novamente
"Não consigo sair do banheiro agora..." ela sente louis guiar o seu quadril em reboladas lentas, o cacete estava até o fundo em sua buceta "vai sujar a sala" louis geme rouco em seu ouvido quando sente a buceta o apertar "m-me espera no carro" ela fala por fim esperando que o marido não atrapalhasse a melhor foda que ela tinha há meses
Ouve-se um murmuro do lado de fora e logo passos se distanciando
Ela começa a quicar mais urgente contra louis sentindo seu orgasmo mais proximo do que nunca
"Deixando o marido esperando enquanto fode com outro" ele fala devagar deixando uma mordida fraca no pescoço de harry que arqueava as costas e gemia alto " esconde a aliança só para foder com novinhos?" Ele fala deixando para tras qualquer resquicio de vergonha
A cacheada tremia em seu colo, gozando por todo seu pau e o apertando fazendo ser impossivel de segurar o propio orgasmo, ele goza fundo na buceta apertada enquanto harry tentava regular a respiração deitada em seu peito e com o rosto em seu pescoço
"Preciso ir, ele pode desconfiar de algo e pode prejudicar teu estagio" ela levanta arrumando a calcinha e a saia no lugar e pega uma blusa, agora preta, do armario
Louis levanta arrumando a calça no lugar e penteando seu cabelo com a mão
Harry puxa louis para um beijo rapido, o encostando contra o vidro da porta, ele pousa as mãos na cintura da garota antes dela se afastar e pegar algo na gaveta da mesa, louis vê ela colocar a aliança dourada novamente em seu dedo, e o entregar uma chave
"Essa é a chave reserva, eu vou sair primeiro e depois voce sai e tranca" ela pega as coisas e deixa um beijo nos labios de louis antes de sair da sala e ir até o carro de seu marido como qualquer dia normal
Louis sai um tempo depois mas harry, tal o marido e a filha ainda estavam parados em frente ao carro estacionado na garagem
Louis observa a cacheada brincar com a criança em seu colo, que ria e esticava as maos tentando alcançar a mãe
Quem olhava de longe imaginava que era só uma familia feliz mas louis sabia que harry podia sentir sua porra escorrer pela suas coxas.
Onde Louis é apenas um mecânico solitário que vê sua rotina ser atormentada por cachos delicados e covinhas seduzentes.
Ou onde Harry vai a uma corrida clandestina e tem certeza de que Louis é dele —em todos os sentidos.
avisos: ltops, hbottom, Harry como uma garota cis, pwp, oneshot (parte 1 de 2)
Harry não sabia se estava mais nervosa pelo barulho dos motores, que rangiam alto como o de caminhões, ou pelo fato de estar ali –porque, porra, ela conseguia sentir o cheiro da ilegalidade pairando no ar. Estava longe de ser um território Styles.
Ela nunca tinha visto nada igual antes. O cheiro de gasolina queimava suas narinas e as luzes amareladas dos postes mal iluminavam as pessoas reunidas na beira da estrada. Tudo vibrava com a música alta e a fumaça corria solta por causa dos pneus cantando, tão desordeiros quanto as batidas de seu coração.
Ela andava devagar, atenta a tudo e todos, tentando fingir que não estava apavorada, tentando se misturar ao local –apesar de que seu rosto entregava que ela não era familiar.
–Harry, relaxa– Yohana disse. Ela era meio asiática e meio latina, bolsista em sua escola e aquele ambiente era comum para ela. O que a deixava naturalmente mais calma que Harry –É só ficar perto de mim, beleza?
Mas foi perambulando entre os grupos de pessoas e os carros estacionados que o viu. O mundo ao seu redor pareceu ficar mais silencioso.
Louis estava agachado ao lado de um carro vermelho –Harry não saberia dizer que marca era aquela nem se a pergunta valesse um milhão de libras–, a pouca luz refletindo seu rosto concentrado. O macacão estava fechado até o pescoço, as mãos sujas de graxa e os olhos fixos no motor, como se nada o distraísse. Ou existisse.
Havia algo nele… Real. Cru.
Algo que Harry nunca tinha visto em sua vida perfeita.
Sem perceber, ela parou de andar. Yohana foi na frente, mas já estava com um grupo grande, não seria difícil voltar a achá-la. Ela quis fazer uma coisa… A amiga podia esperar, certo?
Louis levantou o olhar quando ouviu passos muito mais perto do que ele gostaria. E quando viu Harry o observando, levantou-se e franziu o cenho –não hostil, mas como quem tenta entender por que diabos uma garota de saia rodada e um salto alto Mary Jane, parecendo uma boneca, estava ali.
Harry sentiu um frio no estômago, repensando se foi uma boa ideia.
–Oi– disse, tentando soar casual.
Louis piscou devagar.
–Tá perdida?
–Não… Só… Olhando– Harry observou o motor, como se entendesse o que visse –Tá consertando?
Louis limpou as mãos no pano que ficava apoiado em seu ombro.
–Não.
Silêncio.
–Ah– ela murmurou –É que… Hum… Você parece saber muito bem o que está fazendo.
Louis não respondeu, apenas abaixou-se novamente e voltou ao que fazia antes. Focado. Bonito demais para a sanidade de qualquer garota.
Harry sabia que aquilo foi um “se manda” silencioso, mas não conseguiu ir embora.
–Eu nunca vim à uma corrida assim– ela continuou –É… Intenso.
–É– Louis respondeu sem olhar.
Harry enrolou um cacho entre os dedos, meio sem graça. Chegava a ser engraçado ela estar nesse tipo de situação, pois ela geralmente não se esforçava para chamar atenção.
–Você corre também?
Louis soltou o ar pelo nariz, quase uma risada cética. Se pela pergunta ou pela insistência, Harry não saberia dizer.
–Não.
–Só arruma carros?
–Isso.
Outra resposta curta. Deus, esse garoto sabia falar como um ser humano ou só estava sendo selvagem com ela? Parecia um monólogo.
Harry mordeu o lábio, começando a achar que o problema era ela. Será que estava o incomodando?
Entretanto, como quem estava hipnotizada, ela não se foi. Pelo contrário, se esgueirou mais para perto, cautelosa.
–Posso… Ver?
Finalmente ele olhara para ela novamente. Não havia simpatia, nem hostilidade –só uma espécie de alerta, como se ele avaliasse um risco e se valia a pena corrê-lo ou não. Decidiu que essa seria sua primeira e única corrida da vida…
–Se você sujar esse sapato aí, não pode falar que a culpa é minha– ele disse, fingindo desinteresse.
Harry sorriu, aliviada por arrancar uma frase um pouco maior.
Aproximou-se devagar, inclinando o corpo para espiar o interior do carro. Louis olhou para ela, avaliando-a. Não de uma maneira sexual ou algo do tipo, mas sim curioso. Ela realmente não parecia fazer parte daquele ambiente.
A garota queria realmente prestar atenção, mas tinha ciência demais do olhar de Louis. Talvez não era a atenção que queria dele, mas pelo menos tinha alguma. E ela queria tanto que isso não soasse como uma pick me patética.
–Como você sabe onde mexer?– ela perguntou, tentando distrair a própria mente.
–Simplesmente sei– respondeu, com os braços cruzados sobre o peito.
–Mas como sabe que essas peças são as certas?
Louis parou. Harry o olhou sobre o ombro, perguntando-se se não estava sendo intrometida demais –era óbvio que ela não entendia nada do assunto. Ele parecia dividido entre suspirar de impaciência e responder de uma vez de forma grosseira para ver se ela calava a boca.
Mas quando seus olhos encontraram os verdes dela, ele não conseguiu fazer nenhum dos dois.
–Porque eu escutei o motor– essa havia sido a frase mais gentil que ele lhe direcionara desde o começo –Ele me diz onde dói.
Harry se virou por completo, escorando-se na parte lateral do capô.
–Como… Alguém falando?
Louis passou o olhar por todo seu rosto. Bem devagar.
–Pra quem presta atenção, sim.
Harry sentiu um arrepio inesperado, engolindo em seco.
Louis então virou de costas, quebrando o contato visual e jogando o pano sobre o ombro de novo.
–Vai começar– ele disse, indicando com a cabeça para a movimentação que começava a se formar ao redor da pista improvisada –Você deveria ir. Isso aqui não é lugar para alguém como você.
Harry arqueou uma sobrancelha, intrigada.
–E que tipo de pessoa eu sou?
Louis hesitou. Apenas por um segundo. Ele não queria falar nada que a ofendesse, mas talvez deveria –talvez ela não voltasse. Mas quando a olhou novamente, ele não teve essa coragem.
–Simplesmente sei– repetiu, voltando-se para o carro, pondo fim a conversa.
Simplesmente sei. Assim como sobre os carros?
Harry tentou não martelar a dúvida na cabeça enquanto voltava para Yohana.
—
Harry não entendia muito bem porque suas pernas o levaram até ali.
A corrida já tinha terminado, as pessoas estavam se dispersando, cada uma indo para o seu carro, e o cheiro de borracha queimada já esfriava sobre o vento. Ela devia ter acompanhado Yohana até o carro, mas mentiu, dizendo que precisava fazer uma coisa –que não deu detalhes– e para esperá-la no carro.
Ela não podia ir embora. Não ainda. Não quando Louis não saia de sua cabeça.
Harry o encontrou do jeito mais fácil possível: sozinho, guardando as ferramentas dentro da maleta e terminando de ajeitar suas coisas sob a caminhonete velha. Visto dali, ele parecia tão frio e inquebrável… Talvez por isso totalmente irresistível.
Engolindo o nervosismo, ela se aproximou.
Louis levantou os olhos devagar, sem surpresa, como se já esperasse que ela voltaria –não ansiosamente, deve-se dizer.
–Styles– ele disse, seco. Não era um cumprimento. Era uma constatação.
A garota sentiu um arrepio. Não de medo, mas de como Louis fazia seu sobrenome parecer um incômodo.
–Só Harry está bom– respondeu, tentando se sentir mais confiante do que se sentia –Você sabe meu sobrenome.
Ele fez uma careta que tentou disfarçar.
–Você foi assunto hoje.
–E o que entregou que era eu?
Louis a olhou de cima a baixo, como se perguntasse “não é óbvio?”.
–É difícil de ouvir um sobrenome desse nesse tipo de lugar– ele fez uma pausa –Ainda mais quando metade do pessoal está apostando se a menina rica vai desmaiar ou vomitar.
Harry riu, mesmo sentindo as bochechas queimarem.
Ele ocultou a parte que quase todos vieram perguntar o que ele estava fazendo com a princesinha dos Styles. Como se fosse ele que tivesse ido atrás dela.
–E você? Apostou em quê?– ela questionou, divertida.
Louis observou-a por um longo momento, como se tentasse decidir se valia a pena responder. Ele podia ver o que estava tentando fazer.
–Achei que você ia embora na metade– ele disse, finalmente –Mas não foi.
Harry respirou fundo, juntando toda sua coragem para continuar:
–Talvez eu estivesse e-
Louis levantou a mão, interrompendo-a sem cerimônia.
–Não precisa terminar– a voz dele era firme, quase fria –Seja lá o que você veio procurar aqui, não vai achar comigo.
Harry piscou. Várias vezes. Surpresa pela dureza. Não esperava um sorriso, claro, mas… Uma batida de porta na cara assim?
Louis voltou a empurrar as coisas de volta na caminhonete, decidindo que a conversa acabou.
–Escuta,– ele completou, parando completamente, ainda de costas para ela –Esse lugar não é pra você… E eu também não.
Harry sentiu o estômago apertar –não de vergonha, mas de uma curiosidade ainda maior, teimosia pura.
–Eu só queria conversar– murmurou, tentando não se sentir afetada.
Louis encontrou seu olhar virando a cabeça em cima do ombro. Havia algo ali, sim –não interesse declarado, mas reconhecimento. Como se avisasse por obrigação, como se já tivesse passado por uma situação semelhante antes.
–Conversa com qualquer um– ele gesticulou vagamente, abanando a mão para as pessoas que ainda haviam sobrado no meio da rua e bebiam algo que parecia barato –Eu tenho coisa pra fazer.
Foi um corte. Direto, limpo.
Harry abriu a boca para responder, mas nada pareceu se encaixar na conversa atual. Então apenas assentiu, engolindo o amargo de quem esperava um doce, mas lhe foi tirado.
Deu um passo para trás, o salto fazendo um barulho alto no asfalto.
Depois outro.
Louis não disse nada. Fazendo o que estava fazendo como se Harry já não estivesse mais ali.
Mas, perante a luz fraca, Harry captou um detalhe: Louis a olhou novamente –rápido e quase imperceptível– quando achou que ela já estava de costas.
O tipo de olhar que queima mais, por ser escondido. Deixando uma sensação eterna pelo não dito.
Harry sentiu o peito apertar outra vez, mas não de frustração, dessa vez. E sim de certeza.
Ela tinha acabado de ser dispensada –claramente– e racionalmente deveria ir embora e nunca mais voltar. Mas nada naquela troca apagou o que sentiu. Muito pelo contrário.
—
Harry pensou a semana inteira naquela maldita corrida. Se fosse honesta com ela mesma, ela não parou de pensar em Louis. Ela tinha que vê-lo de novo.
Era bizarro, ele mal lhe deu moral ou trocou uma meia dúzia de palavras com ela e ainda assim ela não conseguia esquecê-lo.
Quando chegou na escola em uma quarta-feira aleatória, Harry correu em busca de Yohana. Achou-a pegando suas coisas no armário e não perdeu tempo em pular no seu pescoço.
–Por favor, não me venha com seus dramas, eu estou com ressaca!– ela disse, fechando os olhos, parecendo cansada.
–Bebendo numa terça?
–Harry, admiro muito você por aguentar essa escola sóbria– respondeu, como se explicasse o porquê de tamanha irresponsabilidade.
–Eu não tenho muita escolha– ela murmurou, tão baixo quanto um sopro, enquanto soltava a amiga.
–O que?– Yohana fez uma cara confusa.
–Nada– Harry foi rápida em abrir um sorriso.
Um silêncio se instalou entre as duas e a latina não demorou para estreitar os olhos para Harry, que parecia levemente –ou muito– ansiosa.
–Tá bom, desembucha.
–Yo,… Então– ela começou, mordendo a parte interna da bochecha, hesitante –Você disse que às vezes acontecem outras corridas, né?
–Hum– concordou, desconfiada –Por quê?
Harry tentou parecer casual. Enrolou uma mecha de seu cabelo, arrastando o mesmo salto que usara na corrida no chão polido da escola. Não convenceu nem ela mesma.
–Eu… Gostei. Da vibe. Da adrenalina. Foi… Diferente.
Yohana riu. Alto. Chamando atenção de todo o corredor.
–Aham. A princesinha dos Styles gostou da adrenalina, é?
Harry deu um tapa em seu braço, fazendo cara feia para ela.
–Vai se ferrar! Foi legal, sim! Eu quero ver de novo, tá?
Yohana ficou em silêncio por alguns segundos, analisando-a. Ela sabia que ali tinha mais do que Harry queria lhe contar, mas não pressionou.
–Tá– ela levantou as mãos –Você quer ir de novo porque foi legal. Eu entendi. É melhor você ir comigo do que inventar de ir sozinha.
Harry tentou parecer indiferente, mas uma animação queimou seu estômago e apareceu em seu sorriso.
–Então você vai me levar?
–Vou– ela apontou para Harry –Mas se der polícia, é cada uma por si. Não vou arranjar encrenca por causa de uma garota que pode ter uma equipe inteira de advogados a sua disposição.
Harry levantou as mãos, inocentemente.
–Prometo me comportar. Vou colocar minha melhor roupa!
–Eu não faria isso se fosse você– mas Harry já estava longe demais para ouvir.
___
Harry passou a tarde inteira inquieta, como se tivesse tomado café com energético. A ponto de Yohana bater na porta do quarto e erguer as sobrancelhas.
–Pronta?– ela perguntou –Ou vai ficar andando em círculos até abrir um buraco no chão?
Harry fingiu naturalidade, jogando uma jaqueta de couro legítimo –que ela torcia para que os outros achassem que não era– sobre os ombros.
–Tô animada, só isso.
A outra garota riu, aquele riso de quem já conhece as manias da amiga.
–Animada? Harry, você nunca ligou para uma corrida clandestina. Uma vez que te levo e agora parece ser seu hobby favorito. Que diabos aconteceu lá?
–Nada– ela respondeu rápido demais –Só… Achei legal. Adrenalina e tal, sabe.
–Aham– ela estreitou os olhos, mas continuou sorrindo –Sei. A senhorita “eu prefiro festas com bebidinhas frutadas” agora ama poeira, motor e gente gritando.
Harry deu de ombros, tentando parecer casual.
–Quem sabe eu só estava precisando sair da minha zona de conforto. Tentar coisas novas.
–Certo, novidade– ela deu um tapinha no ombro da amiga enquanto caminhavam até o carro –Vamos antes que essa sua empolgação evapore.
Mas a empolgação não evaporou. E talvez nunca fosse.
Quando chegaram ao local onde ocorreria a corrida dessa vez –era sempre um local diferente, Harry soubera, e também se pegou questionando como eles marcavam essas coisas. Harry mal prestou atenção nos carros fazendo fila, no barulho dos motores ou no cheiro de pneu queimado. Ela estava inquieta, olhando para todos os lados como quem espera algo… Ou alguém.
Yohana notou de rabo de olho.
–Você tá que nem uma criança procurando algodão-doce. Nunca vi isso.
–Só tô… Curtindo o ambiente– ela insiste.
Ela ergueu as mãos em rendição, rindo.
–Beleza, beleza. Vai lá “curtir”. Eu vou pegar uma bebida.
E, assim, livre da atenção dela, foi fácil para Harry seguir seus impulsos e se esgueirar para seu objetivo principal e inicial: procurar Louis no meio do tumulto.
O coração acelerou quando finalmente o viu, sozinho, encostado em um carro preto, como se o mundo inteiro fosse barulho –menos ele.
Harry se aproximou devagar, como se aquele pedaço de chão estivesse a desabar se ele pisasse forte demais. As mãos dele estavam sujas de graxa –para variar– e ele vestia uma camisa branca manchada, com o olhar perdido longe dali. Até notar a sombra de Harry chegando perto.
Louis levantou o olhar preguiçosamente, como quem reconhece o incômodo que irá passar.
–Você de novo– não foi hostil, mas também não era exatamente acolhedor.
Harry forçou um sorriso, tentando parecer alguém que só estava de passagem.
–Aham. É… Eu vim de novo– ela pigarreou, sem saber muito bem o que dizer –A corrida da semana passada foi interessante.
Louis arqueou uma sobrancelha, como quem não acredita no que ouvira.
–Hum. Interessante.
Harry assentiu, firme demais para soar natural.
–Foi.
Silêncio.
Louis voltou seu olhar para o carro, dando a Harry a oportunidade de ir embora sem que ele precisasse ser rude.
Mas ela não foi.
–Vai correr hoje?– perguntou, tentando recuperar o terreno.
Louis soltou um suspiro nasal curto, quase um riso abafado.
–Talvez.
–Você pilotando deve ser…– Harry parou, sem saber exatamente como continuar –Uma visão e tanto.
Louis olhou de lado, finalmente virando um pouco o corpo na direção dela. Os olhos azuis tinham aquela intensidade gelada e calculada, mas que mandava uma chama intensa para o meio de suas pernas.
–A maioria das pessoas que volta aqui é pela adrenalina– Louis comentou, devagar –Mas você…– ele estreitou os olhos –Não tem cara de que veio por isso.
Harry sustentou o olhar, tentando não parecer que foi pega no flagra.
–E qual “cara” eu tenho?
Louis limpou a mão na calça, cruzando os braços em frente ao peito. Um gesto pequeno, mas que dizia: estou prestando atenção em você agora.
–De quem veio procurar por algo– depois corrigiu-se: –Ou alguém.
A garganta de Harry secou.
–Não sei do que você está falando.
Louis inclinou a cabeça, um sorriso mínimo –só o canto dos lábios, quase imperceptivelmente.
–Claro que não.
Harry desviou o olhar por um instante, olhando para o Mustang atrás dele –bonito, antigo, imponente, mas que não parecia estar nos seus melhores dias. Quando voltou-se para o garoto, havia algo novo na voz.
–Posso ver o carro?– não era desculpa, mas também não era a intenção principal.
Louis hesitou por um momento. Não porque não queria mostrar, mas porque mostrar seria como permitir que Harry chegasse mais perto. Mais dentro de sua vida… Talvez.
Mas abriu espaço, por fim, dando um meio passo para o lado.
–Vê aí. Só não encosta no capô– avisou –Ainda está quente.
Harry sorriu, as covinhas decorando suas bochechas e dando-a um ar inocente. Inocente o suficiente para que Louis esquecesse que ele era o objetivo dela ali.
Aproximou-se do carro, passando a mão pelo ar, sem tocar realmente –respeitando o cuidado. Louis observava. De braços cruzados, cara fechada e reparando em cada detalhe daquela garota invasiva.
Louis não podia deixar de admitir que ela era linda. Linda como uma garota nenhuma outra tinha se mostrado para ele até então. Os cabelos cacheados, os lábios cheios, as bochechas coradas, o corpo muito bem delineado. Perfeitinha demais para se encaixar em seus padrões: desarrumado, sujo e pobre.
Harry virou-se, devagar, os cachos acompanhando o movimento.
–Ele é bonito. Dá pra ver que você cuida muito bem.
Louis assentiu, olhos presos nos verdes dela.
–Não é meu… Mas é, eu cuido bem do que está sob minha posse.
Harry assentiu com a cabeça, sem saber o que dizer, corando.
–E você… Hum… Cuida bem das pessoas também? Ou só dos carros?
Louis secou o sorriso, mas não a afastou.
–Depende da pessoa.
–Ah.
–É– ele deu um pequeno passo para trás, desfazendo qualquer tipo de intimidade que eles tenham criado –Vai assistir a corrida com a sua amiga, garotinha.
–Garotinha? Quantos anos você acha que eu tenho?!– ela pergunta, exacerbada, colocando uma mão no peito, quase ofendida.
Louis deu um sorriso de canto.
–Tenho certeza de que sou mais velho que você.
–Isso não te faz a voz da experiência, senhor mais velho que eu– Harry retrucou, debochada –E só para você saber, eu tenho dezessete, faço dezoito mês que vêm!
–Ou seja, completamente ilegal– ele provocou.
–Acho que você se esqueceu de onde nós estamos…
Louis abriu um sorriso ainda maior. Ele podia ser quatro anos mais velho, mas ela sabia como lhe responder como um igual.
–Touché.
—
O galpão pulsava com luzes vermelhas e música grave –algo tipo reggaeton estava tocando. A festa pós-corrida sempre era assim: suada, ruidosa, cheia de gente meio bêbada e completamente imprudente.
Harry foi arrastada por Yohana, mas não demorou muito para que ela se perdesse intencionalmente da vista dela. Afinal, ela não tinha ido ali para curtir. Não como os outros, pelo menos.
Louis estava em um canto menos iluminado, apoiado num dos pilares de concreto, segurando um copo vermelho. Ombros relaxados, expressão fechada, olhando para a pista de dança improvisada como quem não se vê ali de forma alguma.
Ele era, sozinho, mais interessante que um grupo inteiro de homens que sabiam conduzir uma dança com sensualidade.
Harry parou a alguns passos de distância e ficou o observando –descaradamente. Louis sentiu. Levantou o olhar e a encontrou.
Por um segundo, nenhum dos dois desviou, deixando que a atmosfera ficasse densa ao redor.
Então Harry andou até ele. Sem hesitação. Sem rodeios.
Louis soltou um suspiro baixo, entornando o resto da bebida que tinha em seu copo.
–Você não aprende mesmo, né?– a voz era baixa, grave, mas não demonstrava um ataque, apenas cautela.
Harry chegou perto o bastante para Louis sentir o cheiro de sua bebida doce e seu perfume caro.
–Se você quisesse que eu não viesse– disse Harry, com aquele sorriso que parecia inocente –Teria me mandado embora da corrida de um jeito mais convincente.
Louis olhou para seus lábios antes de voltar para os olhos. Se martirizou por isso.
–Você não deveria estar bebendo– murmurou.
–Você também não– rebateu ela, dando de ombros –Mas aqui estamos.
–Eu sou legal– relembrou Louis.
Harry riu.
–Explica isso para a polícia se você for pego dirigindo, então.
Louis apertou o copo em mãos, porque, porra, ela tinha razão. Irritado consigo mesmo, ele suspirou fundo, mas não deu um passo para trás.
–Você tá bem soltinha, né?
–Honesta!– corrigiu, inclinando a cabeça –Ou você preferia que eu ficasse fazendo de conta que não passei a semana inteira pensando em você?
Louis travou o maxilar, desviando o olhar. A sinceridade bateu fundo demais. Gostaria de pensar que a garota estava assim por causa da bebida e que no dia seguinte ela nem se lembraria disso, mas sabia que isso era o tipo de coisa que ela falaria sóbria –ela era bem óbvia em suas intenções com Louis.
–Você tem dezessete, garotinha– relembrou-a, pois isso tinha que ser argumento o suficiente.
Harry sorriu de canto, em pura provocação.
–Agora que você sabe vai ficar usando isso sempre?– ela bebeu um gole de bebida antes de continuar –Eu tenho quase dezoito, caso você tenha deletado essa informação da sua mente.
Louis soltou um riso curto, incrédulo.
–Isso não muda porra nenhuma.
–Muda para mim– ela diz, encostando o ombro no mesmo pilar, quase roçando no dele –Significa que eu sei exatamente o que eu quero e o que eu preciso para conseguir.
Louis respirou fundo, como se aquilo estivesse começando a irritá-lo –não por ser ruim, mas porque estava ficando verdadeiro demais.
–Olha, eu sei o que você está fazendo.
–Ótimo!– Harry inclinou-se em sua direção. Só um pouco –Assim eu não preciso disfarçar.
Louis a encarou, sério, como se avaliasse cada palavra.
–Você não tem noção do tipo de confusão que está procurando.
–Tenho sim– Harry rebateu, firme, direta –E ainda assim vim até aqui. Melhor, eu pedi para vir até aqui.
–Sua amiga?
Mas não precisava de resposta, estava claro que sim. Louis já tinha visto Yohana outras vezes antes dela aparecer com Harry, deslocada com suas roupas de grife.
A tensão ficou mais densa. Pessoas passavam ao redor, rindo, bebendo, dançando –mas entre eles, era tudo diferente. Eles viviam no próprio mundinho, como se as coisas ao redor não os afetasse, pois já tinha muito a se pensar ali dentro.
Louis finalmente falou, em voz baixa:
–Por que você veio hoje? De verdade.
Harry não piscou.
–Porque da última vez que eu te vi… Você me mandou embora antes que eu entendesse o que…– ela se interrompeu, tentando organizar os pensamentos –Caramba, o que é isso que acontece quando a gente fica perto. É como um imã que me puxa pra você e eu não consigo… Não. Eu não quero me afastar.
Louis prendeu a respiração. Ele não esperava por aquilo dito tão cru, tão sem rodeios.
–Harry…
–Fala– provocou Harry, mordendo o lábio inferior, com os olhos brilhando de álcool e coragem –Diz que não é nada. Diz que eu estou fantasiando. Que eu sou uma garotinha sonhadora.
Louis não disse. Não conseguiu.
Só desviou o olhar para qualquer lugar que não fosse Harry e o quão próximo ele estava.
Harry sorriu devagar.
–É– murmurou –Eu sabia.
Yohana apareceu gritando o nome de Harry lá no fundo da festa, mas ela nem virou.
Louis finalmente encontrou seus olhos, temendo que ela fosse mas ao mesmo tempo ansiando que ele desse fim a essa tortura e voltasse para sua amiga. Era tão confuso, com nenhuma garota foi tão confuso, que merda!
Ele tentou recuperar o controle da situação, respirando fundo antes de dizer:
–Você deveria ir.
Harry se aproximou, ao invés. O suficiente para que sua boca ficasse perto do ouvido de Louis –sem tocar, apenas o hálito tórrido o queimando.
–Se você queria que eu fosse, não teria ficado parado enquanto eu falava tudo isso.
Louis fechou os olhos por um segundo. Foi o máximo de deleite que se permitiu: ouvir aquela voz doce enfeitiçá-lo como uma sereia faria com o pescador.
–Vai, Harry– ele repetiu, num tom que traía o que realmente queria.
Harry deu um passo para trás, mas não desviou o olhar nem por um segundo.
–Eu vou, mas você sabe que isso não acabou.
E, antes de se afastar por completo, disse baixinho:
–Você sente. Tanto quanto eu.
Louis não respondeu, mas o silêncio que ficou disse tudo.
—
Era mais tarde na festa quando Harry encontrou Louis –desta vez perto de um grupo que fazia bastante barulho. Não era um jogo oficial, ninguém estava sentado em roda ou coisa do tipo. Era apenas um monte de gente batendo garrafas na mesa improvisada, rindo alto e apostando tragos.
Um cara gritou:
–Duelo! Quem perde, bebe!
Harry olhou, curioso.
Louis estava ali, encostado na mesa, braços cruzados, observando –tentando não participar, mas também não indo embora.
Era um jogo simples: dois participantes olhavam um para o outro, quem desviasse o olhar primeiro, bebia. Era divertido, porque os outros envolta podiam fazer palhaçada, mexer com eles ou qualquer outra coisa que fosse desviar a atenção dos participantes.
Era o jogo perfeito para Louis, com aquele olhar que até as medusas sentiriam inveja.
Harry nem pensou.
–Eu quero jogar– anunciou, os olhos já em Louis.
O grupo vibrou, achando graça. Louis ergueu o olhar, lento e pesado –o mundo pareceu diminuir.
–Não– Louis disse, de imediato, firme.
–Ah, qual é, cara!– alguém bateu em suas costas –Você é o nosso melhor jogador!
–Não– pareceu definitivo.
–Porra, se Tomlinson não quer que se foda ele. Eu jogo– outro cara se pronunciou, se sentando no sofá velho que tinha ali –Vem cá, gatinha.
Louis suspirou fundo, tentando não se irritar com a cantada fajuta, mas ver Harry indo até ele sem hesitar foi demais. Ele caminhou em passos largos até os dois e, com uma carranca fechada, disse:
–Tá, eu jogo. Sai do meu lugar, Phill.
O garoto em questão não se opôs, mas não pareceu muito feliz ao sair resmungando.
Harry, por outro lado, sentou-se sorrindo enquanto esperava Louis fazer o mesmo.
–Uma rodada– especificou Louis, sentando de frente para a garota no sofá.
Eles ficaram de frente um para o outro, tão próximos que Harry sentiu o cheiro de álcool na respiração de Louis. E ele percebeu que ela estava trêmula –mas não de medo.
Louis apoiou uma mão no encosto estofado do sofá, corpo inclinado, postura firme. Harry ergueu o rosto, encarando.
–Valendo!– alguém gritou.
E então começou.
Louis olhava como se quisesse atravessar. Frio, intenso, segurando tudo o que sentia como se fosse um metal quente entre as mãos. O ar denso e pesado fazia o ar difícil de respirar, mas olhar para Harry fazia ser fácil viver.
Harry sustentava o olhar de volta, mas era completamente diferente –era esperançoso, como quem vê um incidente iminente. Ela abriu um sorriso, insolente, lento e perigoso, como quase todos os seus até então.
–Você não vai vencer– murmurou.
Louis sentiu o impacto daquelas palavras por inteiro. E, por um segundo, o álcool venceu a lógica.
Em um momento ele estava encarando aqueles verdes lindos e amazônicos e no outro olhava para aquela boca vermelha e brilhante, sorrindo para ele. Só para ele.
Não conseguiu se conter.
Ele segurou o queixo de Harry com uma mão firme e a puxou pela metade de um segundo, colando a boca na dela.
Foi rápido. Duro. Quente.
Um beijo que parecia reprimido desde o primeiro encontro.
Tão forte que Harry fez um som baixo, surpresa, deixando Louis aprofundar o toque quando sentiu os dedos em seu pescoço.
E então…
Louis soltou-a como se tivesse encostado em fogo. Tão rápido como tudo começou, também acabou.
Levantou e recuou dois passos, a respiração acelerada e olhos arregalados.
–Eu… Ar– foi tudo o que ele disse antes de escapar para fora do galpão enquanto os gritavam e se desesperar com algo do tipo:
–ISSO QUE É PERDER O JOGO! MANDOU BEM, LOUEH!
Harry tentou sorrir e fingir que isso não a havia abalado, mas era em vão. O rosto queimou de vergonha, mas ela não hesitou em ir atrás de Louis, aproveitando o alvoroço da situação para se perder.
O ar fresco ajudava a situação, mas pouco. Louis estava com as mãos apoiadas nos joelhos, respirando fundo como se tivesse corrido uma maratona.
Harry chega perto, ofegante também, deslizando a mão no braço dele.
–Eu preciso te falar uma coisa– diz ela, com uma urgência que Louis nunca viu antes –Aquilo.. Hum… Foi o meu primeiro beijo.
Louis fechou os olhos.
Droga.
Porra.
Merda!
–Harry…– ele começa, mas a voz vacila –Você não devia ter me contado isso. Olha… Aquilo… Aquele momento não foi um beijo.
Silêncio imediato.
Harry desaba um pouco por dentro. Não era aquilo que ela esperava ouvir, de todas as coisas, ainda mais no seu primeiro beijo.
–Ah– ela diz. Só isso. Como se não conseguisse montar mais qualquer outra frase –Então é assim que você vê.
Louis passa a mão no rosto.
–Eu to querendo dizer que foi um acidente. Que a gente tava bêbado. Que-
Ele tenta explicar, mas Harry escuta outra coisa: rejeição.
Ela dá um passo à frente, olhar quente e agressivo –decidido.
–Você acha que aquilo não foi um beijo?– ela pergunta, voz baixa, quase um sussurro.
–Foi um erro– ele insiste, mas o tom falha. Ele não queria realmente acreditar nisso.
Harry aproxima-se mais. As mãos sobem devagar, tocando o rosto de Louis com uma delicadeza que não combina com o coração disparado dos dois.
–Então deixa eu te mostrar a diferença.
Louis congela.
E Harry o beija.
Não como antes. Não rápido. Não acidental.
Era mais; profundo, quente, úmido. Havia língua e movimentos desgovernados. Um beijo de uma não beijadora –porque era isso que Harry era, até então.
Era o tipo de beijo que arranca o ar, que atravessa tudo, que diz “eu esperei por isso e agora tenho”.
Louis perde o chão. Os dedos seguram a cintura da garota com força, como se tentasse se agarrar a uma realidade alternativa. Onde não precisasse lutar contra si mesmo.
E, por um momento, –curto, perigoso e verdadeiro– ele se permite relaxar, deixar as coisas fluírem.
E ele odeia cada segundo em que gosta disso.
Quando finalmente se separam, o rosto dele está vermelho, os lábios entreabertos e molhados de saliva.
–Isso nunca mais… Nunca mais vai acontecer– ele consegue dizer, mas é fraco, quase um pedido para que o mundo o deixe em paz –Esquece, Harry. Por favor.
Harry dá um meio passo para trás, abalada. O beijo parecia ter sido uma porta aberta, mas bastou que Louis caísse em si novamente que a tranca voltava a se fechar. Com duas voltas, ainda.
–Certo…– ela diz, mas a voz se quebra.
Louis já estava andando para o próprio carro quando ouve e vê, por cima do ombro, uma das piores cenas que já vivenciou. A garota deixava lágrimas mancharem seu belo rosto em um choro silencioso. E o pior, ele sabia que era o motivo.
___
Os dias seguintes passaram devagar. Se arrastando em climas quentes e ensolarados, sem se importar que Harry parecia mais trovoadas e nuvens cinzas.
Ela tentou fingir que nada havia acontecido. Tentou se convencer de que tinha sido só um beijo errado numa festa barulhenta, com gente muito bêbada e luzes fracas. Tentou rir quando Yohana contava suas piadas engraçadas. Tentou prestar atenção quando os professores davam matéria de prova. Tentou voltar a ter a rotina confortável que sempre foi lhe imposta com a vida fácil que sempre teve.
Mas o gosto não saia da boca.
Não o gosto de físico–o outro. O da experiência quebrada. Da vergonha silenciosa. Da decepção de entregar-se sem receber em troca.
Era estranho pensar que aquele tinha sido seu primeiro beijo. Não foi romântico, como sempre pensara que ia ser –apesar da química inegável que tinha com Louis–, nem bonito. Ela não queria soar dramática, mas agora ficaria para sempre em sua memória; não a ação, mas as palavras duras que foram faladas depois.
Às vezes, Harry se pegava encarando o nada, lembrando da mão de Louis em sua cintura, como se a quisesse ali.
Ela não contou para Yohana. Não contou para ninguém.
Apenas… Guardou.
Até que, numa tarde qualquer, depois de pouco mais de uma semana, sem nem perceber que estava repetindo um vício perigoso, soltou:
–Você vai na corrida esse fim de semana?
Yohana ergueu a sobrancelha.
–Que isso? Vai virar tradição essa porra, agora?
Harry deu de ombros, tentando parecer casual.
–Sei lá… Não tenho nada melhor para fazer mesmo, então por que não?
Era mentira. Os pais só a deixavam sair aos fins de semana porque viajavam tanto que se sentiam mal de deixá-la sozinha, mas sempre exigiam estudos fervorosos dela. Mas Yohana não tinha como saber.
–Posso te levar, sim– ela respondeu –Mas vê se dessa vez assiste a corrida, né? Das outras vezes você parecia no mundo da lua.
Harry riu, sem humor.
Ela achou melhor não comentar o verdadeiro motivo: que só queria ver Louis. Nem que fosse de longe, apenas para saber que ele era real. Que o que ela teve com ele foi real, mesmo que por um breve segundo.
___
Harry reconheceu o lugar antes mesmo de o carro parar. O coração já estava acelerado quando Yohana desligou o motor.
–Vai ficar me olhando assim até a corrida começar?– ela provocou, rindo –Parece até que tá esperando alguém aparecer do nada.
Harry desviou o olhar rápido demais.
–Nada a ver.
Mentira. Ela o viu quase que imediatamente.
Louis estava próximo a caminhonete, conversando com dois caras, postura relaxada demais para quem normalmente se isolava. O estômago de Harry apertou –ele estava lindo, como sempre.
Ela ficou onde estava, sem saber se devia se aproximar. Tinha prometido a si mesma que não faria papel de boba novamente.
Mas não precisou se decidir.
Louis quem a olhou primeiro –os olhos azuis já estavam nela quando ela o avistou. E dessa vez ele não desviou.
O olhar demorou um segundo a mais do que seria neutro. Um segundo que dizia: eu te vi. Depois, ele se despediu dos caras com um gesto curto e caminhou na direção dela.
Acontece que Louis também não parou de pensar no beijo durante aqueles dias. Não no ato em si, mas na imagem que o perseguiu e o atormentou: o rosto choroso de Harry. Ele tinha sido duro, mais do que queria e, com certeza, mais do que precisava. Sabia que tinha falado aquilo por medo, e não porque era verdade.
Por isso se aproximou de Harry sem esperar que ela o fizesse. Culpa? Ou algo assim…
Harry sentiu o corpo ficar em alerta.
Louis parou a uma distância respeitosa –nem perto demais para pressionar, nem longe demais para parecer indiferente.
–Sua amiga dirige bem– ele comentou, apontando discretamente para o carro de Yohana –Ela devia pensar em competir.
Yohana abriu um sorriso de orelha a orelha. Era meio que seu sonho correr, mas ela não tinha confiança o suficiente para se inscrever.
–Obrigada! Mas quem sabe um dia, não é mesmo?
Louis assentiu, quase sorrindo.
Harry observava em silêncio. Aquilo já era estranho o suficiente: Louis conversando casualmente. E pior, não dando indícios de que queria parar. Gentil…
Ele então voltou a olhar para Harry. Não intenso, como antes, mas cauteloso. Humano.
–Você voltou– ele disse, sem acusação no tom.
–Voltei– Harry respondeu, simples.
Um silêncio breve se instalou. Não desconfortável, apenas carregado. Uma nuvem de tensão pairando sobre a cabeça dos dois. Yohana notou, mas tentou fingir que não… Harry teria muita coisa para lhe explicar mais tarde.
–A corrida hoje vai ser mais curta. A pista não tá muito segura, sabe? Semana passada alguém estourou as rodas nos meio-fios, já estavam bêbados demais– Louis disse, para quebrar o silêncio.
Era apenas uma informação banal –a qual ele sabia que Harry não dava a mínima. Mas isso não era sobre corrida, era uma tentativa de manter a conversa viva.
Harry entendeu.
–Mesmo assim eu gosto de assistir– respondeu –Dá pra sentir a vibração de longe.
Louis assentiu lentamente.
–É… Dá mesmo.
Os olhos deles se encontraram novamente. O verde e o azul conectando-se além de palavras. Não havia desculpas ditas. Mas ainda estava diferente: tinha cuidado, respeito, espaço.
Yohana percebeu mais uma vez a tensão e decidiu lhes dar um pouco de privacidade. Estava claro que eles tinham mais para conversar do que ela tinha para assistir.
–Vou ali pegar uma bebida antes que acabe– ela disse, sem intenções reais de ser ouvida, já que eles pareciam presos no próprio mundinho.
Louis sentou-se no lugar antes ocupado por Yohana.
–Você…– ele parou, como se estivesse escolhendo as palavras –Você ficou bem depois da outra noite?
Harry não esperava por aquilo. Ela achava que Louis tinha esquecido, assim como a mandara fazer.
–Fiquei– mentiu.
Louis assentiu novamente, aceitando sua resposta –mas seu olhar suavizou, como se parte da culpa encontrasse um lugar para pousar, mesmo que ele suspeitasse que era mentira.
–Que bom.
Eles ficaram em silêncio por um longo período. Yohana ainda não tinha voltado e o clima estava voltando a ficar pesado.
Harry cruzou uma perna sobre a outra, descansando as mãos sobre o colo. Louis não pode deixar de notar as unhas bem feitas e pintadas em um vermelho que destacava seu tom de pele.
–Você sempre vem em todas as corridas?– perguntou, apenas para manter a conversa respirando.
Louis inclinou a cabeça.
–Quase todas. Os caras sempre precisam de alguma ajuda ou outra com os carros, sabe? Não sou o único mecânico, mas sou o melhor e eles sabem– um canto de sua boca se ergueu em um quase sorriso –E você? Não parece muito do tipo que gosta de lugares barulhentos.
Harry soltou um riso curto.
–Não sou mesmo– depois, mais honesta: –Mas aqui é… Diferente.
Louis entendeu o que não foi dito.
–Diferente como?
Harry demorou meio segundo para responder.
–Menos previsível.
Ele assentiu.
–É. Aqui nada vem com um manual.
O comentário pairou entre eles com mais significado do que transparecia.
Harry observou as mãos de Louis –ainda com vestígios de graxa, unhas curtas, marcas de trabalho duro e um tanto grossas. Tão diferente das mãos dos garotos que tinham em sua escola, acostumados com a vida fácil.
–Você trabalha com isso desde quando?– perguntou.
–Desde sempre, praticamente– Louis olhou para onde ela estava olhando e de repente sentiu vergonha, escondendo as mãos no bolso do macacão –Meu tio tinha uma oficina, sabe? Ele me criou e eu tentava retribuir da melhor forma que podia, mesmo que às vezes eu mais atrapalhasse que ajudasse.
Harry riu da piadinha mal feita.
–E você gosta?
Louis pensou um pouco antes de responder.
–Não é sobre gostar. É sobre precisar fazer– ele percebeu que soou um pouco grosso, então acrescentou: –Mas tem dias que eu gosto, sim.
A garota sorriu.
–Dá pra ver quando você fala de carro. Você fica menos… Fechado.
Louis arqueou uma sobrancelha.
–Tão óbvio assim?
–Um pouco.
Louis riu de verdade dessa vez –breve, baixo, mas riu.
–E você?– foi a vez dele perguntar –O que você gosta, além de se meter onde não conhece?
Harry fez uma careta fingida de surpresa.
–Eu não me meto em qualquer lugar!
–Só nos mais barulhentos e perigosos.
–Exato!
Eles sorriram cúmplices. Era estranho como a conversa fluía melhor agora. Sem pressão, sem bebida, sem gente olhando.
Louis permaneceu em silêncio, esperando Harry responder. Ele não pode deixar de notar que ela mudara de assunto de propósito, mas deixou que ela falasse no tempo dela.
–Eu…– ela começou, indecisa, mordendo o lábio inferior. O que ela diria? Nem sabia do que gostava, não como se ela tivesse um hobby, como Louis.
Louis esperou, pacientemente.
Ela soltou um riso sem graça, baixinho, quase como uma lufada de ar.
–Isso pode parecer patético, mas, na verdade,...– ela coçou a nuca –Eu não sei.
Louis franziu a testa.
–Não sabe?
–Não sei do que eu gosto de verdade– a confissão saiu mais baixa do que esperava, quase envergonhada –Tipo, eu faço um monte de coisas, mas nada parece realmente meu. Sempre teve alguém decidindo por mim. Ou esperando algo de mim.
Ela ergueu os ombros, desconfortável.
–Acho que nunca parei pra descobrir.
Louis sentiu algo apertar no peito –uma empatia silenciosa que ele não esperava.
–Isso não é patético– ele disse, simples.
Harry arriscou um olhar.
–Não?
–Não– ele deu de ombros –Só significa que você ainda não encontrou seu lugar no mundo. E tá tudo bem.
Harry absorveu aquilo como quem recebe algo precioso demais para responder na hora.
O silêncio voltou, mas agora diferente –mais humano e mais próximo.
Harry arrumou a barra da saia, como se estivesse juntando coragem para continuar.
–Você sempre foi assim? Mais na sua?
Louis respirou fundo antes falar algo.
–Sempre. É mais fácil, sabe? Menos expectativa dos outros.
–E menos confusão– Harry completou, sem perceber o peso da palavra.
Louis olhou para ela por um longo momento, parecendo ter uma questão interna.
–É… Menos confusão.
O garoto percebeu de longe a amiga de Harry voltando. Passou a mão na nuca, nervoso –coisa que não combinava com ele.
–Harry… Eu queria que você entendesse uma coisa.
Harry ergueu o olhar, atenta.
–Eu gosto da sua companhia. De verdade– ele escolheu as palavras com cuidado –Mas eu não posso te dar… O que você tá procurando. Não agora. Talvez nunca.
O coração de Harry apertou –não como um choque, mas como um aperto lento, resignado, oprimido.
–Então você quer que a gente…– ela começou.
–Seja amigo– Louis completou, direto, mas gentil –Se você topar. Eu não quero mais continuar te afastando, mas também não quero mais te machucar.
Harry engoliu em seco. Amigo não era o que ela sonhava, mas perder Louis também não estava sob cogitação. Não agora, pelo menos, que ele se permitiu abrir tanto com ela.
–Tá– ela disse, após um minuto inteiro –Eu consigo tentar.
Louis pareceu aliviado –e, ao mesmo tempo, estranhamente triste.
Yohana apareceu finalmente, alegre como sempre e com o copo de bebida pela metade, interrompendo o momento.
–Desculpa a demora, parei para conversar com uns amigos. O que eu perdi?
Louis deu um sorriso educado, se levantando.
–Nada demais, eu já estava de saída.
Antes de se afastar, ele deu um passo na direção de Harry –hesitando por um instante, como se avaliasse se devia ou não– e então inclinou-se, deixando um beijo rápido e leve na bochecha dela.
Não foi romântico. Não foi provocativo.
Apenas um gesto de cuidado.
–Fica bem, tá?– ele murmurou.
E foi embora.
Harry ficou parada, o rosto quente e o peito bagunçado.
Tinha acabado de concordar em ser só amiga, mas o beijo na bochecha fazia seu coração bater como se ainda houvesse esperança.
E talvez –só talvez– existisse mesmo.
___
Os dias não mudaram de uma vez. Eles foram se encaixando uns nos outros, como peças pequenas formando algo maior sem que nenhum dos dois percebesse exatamente quando começou.
Harry passou a aparecer nas corridas mesmo quando Yohana não ia –que por falar nela, agora sabia de toda sua história com Louis e não aprovava, mas também não opinava sobre para a amiga. Às vezes chegava mais cedo só para sentar na traseira da picape de Louis enquanto assistia ele mexer nos carros dos corredores.
No começo, ela fazia perguntas demais –muito bobas, outras curiosas demais para alguém que claramente não entendia de mecânica. “Isso aí serve pra que?”, “E se você errar essa parte?”, “Você já correu em algum desses carros?”.
Louis respondia com frases curtas, meio defensivo no início. Mas, aos poucos, começou a explicar de verdade –desenhando com o dedo no ar, apontando peças, usando exemplos simples para que ela entendesse. Ele podia ver que ainda assim era confuso para ela, mas achava muito fofo vê-la tentar.
E Harry ouviu como se fosse a coisa mais interessante do mundo. Não pelo carro, mas por Louis.
Com o tempo, Harry começou com pequenas ofertas: uma garrafa da água gelada em um dia quente, um lanche que sua empregada preparou para ela, mas ela achou que Louis ia gostar mais do que ela, uma música que ela mostrou pelo celular.
Nada grandioso, mas constante.
Louis não era muito de agradecer –apenas aceitava– e isso, estranhamente, era mais íntimo do que a palavra “obrigado”.
Eles passavam a dividir silêncios sem desconforto. Harry ia à oficina de Louis após a escola, sentava no sofá velho dele e ficava assistindo-o trabalhar –ou, às vezes, fazia sua lição de casa e estudava enquanto ouvia ele xingar quando algo dava errado.
Em algum momento, Louis começou a perceber que deixava Harry chegar perto demais do que normalmente protegeria: tocar seus instrumentos, invadir seu espaço, sua concentração.
E Harry começou a perceber que aquele galpão improvisado, cheio de óleo de motor e metais, era o único lugar onde ela não sentia como se precisasse performar algo.
Eles se tocavam sem perceber: quando Louis vinha descansar perto dela no sofá e, por muitas vezes ficava curioso para saber que tipo de matéria eles estudavam nessas escolinhas de ricos e acabava passando o braço em volta do pescoço de Harry; ou quando Louis segurava sua mão e a levava para mostrar algo no motor; ou Harry vinha ajudá-lo e seus ombros chegavam a se encostar.
Nada declarado, mas muito carregado.
As conversas também passaram a ser diferentes.
Harry começou a falar mais da própria vida, de como os pais quase não paravam em casa mas ainda assim colocavam expectativas nela –e só ai Louis percebeu uma semelhança entre eles, pois ambos eram sozinhos nesse quesito– e de como sua vida inteira já tinha sido planejada e ela não tinha nem o direito de opinar pois já estava acostumada a “agradar” os pais.
Louis a ouvia com paciência, percebendo que talvez sua vida fosse tão limitada quanto a dele. Por motivos diferentes, mas ainda assim.
Às vezes, ele dizia:
–Isso parece ser cansativo.
E Harry sentia como se finalmente alguém estivesse enxergando algo que ela mesmo não sabia explicar.
Louis, por sua vez, começou a deixar escapar pequenos fragmentos de si: histórias soltas de sua adolescência, noites dormindo na oficina, de como às vezes matava aula para ficar vendo o tio trabalhar para aprender o que seria seu futuro.
Nada organizado, mas real.
A relação foi ficando confortável demais para ser casual. E intensa demais para ser apenas amizade –mesmo que ninguém dissesse isso em voz alta. Eles estavam se dando muito bem.
Até que um dia as coisas mudaram.
Harry foi animada para o galpão naquele dia. Estava abafado naquela tarde, o sol baixo atravessava as frestas do telhado e iluminava partículas de poeira no ar. Um carro diferente, incompleto e sujo, estava parado bem no centro da oficina. Desmontado em partes, como um corpo aberto em uma mesa de cirurgia.
Ela viu Louis sentado no sofá, lendo algum tipo de livro/manual/jornal –ela realmente não sabia dizer– com uma cara amarrada. Percebeu logo que algo não estava certo.
–Oi– ela disse, para começar –Aconteceu alguma coisa?
Louis demorou um pouco para responder.
–Um cara me passou esse Mustang– disse, finalmente, levantando os olhos para o carro –Um modelo bem antigo. Raro.
Harry arregalou os olhos.
–Isso é incrível!
Ela olhou para o carro também. Não podia dizer muito sobre pois não entendia nada de mecânica, mas era um lindo carro. Azul marinho, capô grande e bem estruturado. Daria um belo exemplar quando pronto.
Louis soltou um meio sorriso.
–É… E não é.
Ele se levantou e caminhou até o carro, apoiando as mãos no buraco da janela.
–Pra deixar ele rodando de verdade, eu vou ter que praticamente reconstruir tudo. O motor, suspensão, parte elétrica… É como começar do zero.
Harry acompanhava atenta, séria.
–Mas você consegue, né?
–Tecnicamente? Sim– Louis respirou fundo, de olhos fechados –Financeiramente? Não.
Harry nem pensou antes de falar:
–Eu posso ajudar?
Louis ergueu o olhar de imediato, virando-se para ela.
–Não.
–Por que não?– Harry rebateu, rápido –Não faz sentido você ficar travado quando existe uma solução óbvia.
–Óbvia pra você.
–Louis, dinheiro não é um problema pra mim. Não vai me fazer falta nenhuma.
A frase saiu errada. Harry percebeu tarde demais.
O maxilar de Louis travou.
–Esse é exatamente o problema, Harry.
–Qual problema? Eu tô te oferecendo ajuda!
–Você tá me mostrando o quanto vive em outro planeta.
Harry cruzou os braços, já na defensiva.
–Ah, então eu sou a alienígena da história?
–Você não entende o peso das coisas, Harry. Você nunca teve que pensar duas vezes antes de gastar.
–Isso não faz de mim uma pessoa ruim!
–Não, mas faz inconsequente.
–Inconsequente?– Harry riu, sem humor –Você nem me conhece o suficiente pra falar isso.
–Conheço o bastante pra saber que resolve tudo com dinheiro.
Harry deu um passo à frente.
–Porque às vezes dinheiro resolve mesmo! Você que insiste em tornar tudo nem drama de sobrevivência.
Louis sentiu o golpe.
–Drama?– a voz dele subiu –Você acha que é drama saber se eu vou conseguir manter esse projeto vivo? Eu sonhei com um desses a minha vida inteira, Harry, e eu gostaria muito que ele fosse meu.
–E eu tô tentando te ajudar!
–Eu quero que ele seja meu, não nosso.
Harry se sentiu ofendida.
–Você acha que eu cobraria o carro de você?
–Cinquenta, cinquenta, não é assim que funcionam negócios?
–Louis, eu não quero fazer negócios com você, eu só quero investir no seu sonho!
–Não, Harry, o que você tá tentando fazer é me controlar.
–Eu não tô!
–Tá sim. Do seu jeito bonito, educado, mas tá. Você entra na minha vida achando que pode organizar tudo como se fosse mais um ambiente da sua casa perfeita.
Harry empalideceu, não acreditando que Louis falara aquilo depois de tudo o que contara para ele.
–Você não sabe nada sobre a minha casa.
–Sei que você nunca dormiu com medo de não pagar uma conta.
–Isso não te dá direito de me tratar como se eu fosse uma idiota mimada!
–Dá sim, quando você age como uma.
O ar entre eles ficou pesado, quase irrespirável.
Harry sentiu algo quebrar.
–Você me deixa ficar, me deixa ouvir suas histórias, me deixa achar que faço parte da sua vida… Mas na hora que eu tento entrar de verdade, você me empurra pra fora como se eu fosse um erro!
Louis desviou o olhar, atingido –mas não recuou. O orgulho falava mais alto.
–Talvez porque você seja.
Harry piscou, tentando manter a postura. Se recusaria a chorar na frente dele novamente.
–Então você acha que eu sou um problema.
–Eu acho que você complica tudo.
–Eu só tô tentando não ser inútil.
A frase escapou sem filtro.
Louis olhou para ela, confuso.
–Inútil?
–É. Porque eu não sei fazer nada de verdade, Louis! Eu não tenho nada que seja meu, eu não sei do que eu gosto e você ainda faz parecer que a única coisa que eu posso oferecer é dinheiro!
Louis respirou forte, a culpa e a raiva se misturando.
–Isso não é culpa minha.
–Não, mas você reforça!
Eles estavam falando mais alto agora. O eco do galpão fazendo tudo parecer ainda mais forte.
–Você não sabe dividir espaço, Harry!
–E você não sabe deixar ninguém chegar perto!
–Porque quando eu deixo, dá nisso!
–Nisso o quê?!
Louis passou a mão pelo rosto, exausto e irritado.
–Em duas pessoas que não falam a mesma língua.
Harry ficou em silêncio por um instante. Ela queria rebater, dizer que ele estava errado, que essas últimas semanas foram as melhores de sua vida. Que ela nunca se sentira tão bem antes e que ela não só o entendia como o enxergava. Mas nada adiantaria, Louis não queria ouvir –ele estava abalado, irritado e frustrado demais consigo mesmo até para ouvir a própria voz.
Então ela engoliu o orgulho uma última vez.
–Eu só vim aqui pra te avisar que vai ter uma festa lá em casa. Meu aniversário– a voz saiu mais baixa, mas firme –Dezoito anos.
Louis não respondeu. Ele sequer a olhava.
–Você pode ir… Se quiser– Harry deu um meio sorriso amargo –Mesmo depois de tudo.
Era um convite, embora soasse mais como uma despedida mal resolvida.
Louis ficou parado, incapaz de responder. De reagir.
Harry assentiu sozinha.
–É. Eu imaginei.
Então ela saiu, segurando as lágrimas para quando estivesse no carro.
Quando alcançou a porta do galpão, ela olhou para trás e disse com o fio de esperança que seu coração insistia em manter:
–Oito horas. Você sabe o endereço.
___
A música estava alta demais, as luzes coloridas ficavam girando por todos os cantos, as risadas se perdiam em meio a multidão e a casa ficava cada vez mais cheia –como se Harry tivesse tantos amigos assim.
A garota já nem contava mais quantos copos tinha bebido. Claro, não estava bêbada a ponto de perder o controle –ela estava naquele estado tênue de solta, leve e risonha, com aquele calor no peito que fazia tudo parecer o máximo mesmo que no dia seguinte não fosse mais.
Ela ria alto, gesticulava mais do que o normal, encostava nas pessoas sem perceber. Mas ainda assim, ela estava linda.
Os cachos compridos caiam sobre os ombros desnudos e pálidos. Usava um vestido tubinho simples vermelho com um salto alto da mesma cor, entretanto conseguia ser a pessoa que mais chamava a atenção. E não apenas por ser a aniversariante, mas porque tudo nela era convidativo e elegante, desde o sorriso doce com aquelas covinhas profundas, até o modo como se movia entre as pessoas em busca de espaço.
E por mais divertido que estivesse, uma parte dela ainda estava atenta a porta.
Quando Louis finalmente apareceu, parado meio sem jeito na porta de entrada –com uma calça jeans simples e uma camisa branca de botão– ela demorou alguns segundos para registrar que ele era real e não apenas um pensamento insistente da própria cabeça.
Então um sorriso veio. Grande, aberto, luminoso demais para alguém que tinha passado dias magoada.
Harry se levantou do sofá em um pulo, assustando Yohana –que já se atracava com um engomadinho qualquer ao seu lado– e praticamente correu na direção dele.
–Você veio!– foi o que ela disse antes de se jogar nos braços dele.
Louis mal teve tempo de reagir quando braços o envolveram em um abraço forte e desajeitado. O cheiro do perfume dela invadindo suas narinas junto com o frescor doce de alguma bebida.
Por um segundo, ele ficou rígido.
Mas então relaxou –devagar– subindo a mão pelo corpo de Harry até se fechar em suas costas. Foi um abraço um pouco breve, mas que durou tempo o suficiente para saber o quão quente e macio o corpo dela era. E –ele se odiou por reparar– o quanto ela se encaixava nele como se tivesse sido feita sob medida.
–Oi– ele disse, meio sem fôlego.
Harry se afastou o suficiente para encará-lo, os olhos brilhando. Deus, ela era tão óbvia!
–Eu achei que você não vinha.
Louis engoliu em seco.
–Eu… Queria falar com você.
O tom sério destoava daquele ambiente.
–Sobre aquele dia… Eu f-
–Não– Harry disse, rapidamente, colocando a mão sob a boca de Louis. Ela sorriu gentil, mas ainda havia algo firme em sua postura –Hoje é meu aniversário. Eu não quero estragar.
Antes que Louis pudesse insistir, Harry já tinha puxado-o pela mão, fazendo-o acompanhá-la.
–Vem. Shot comigo. É obrigatório!
–Harry, eu nem-
–Aniversário, lembra?– ela ergueu uma sobrancelha, de modo teatral –Sem discussão.
Louis se deixou ser arrastado, abrindo um sorriso de quem não acredita que cedeu.
A cozinha estava cheia demais, gente demais falando ao mesmo tempo, copos coloridos de plástico jogados por todo o balcão de mármore branco. E ainda assim, tudo parecia extremamente limpo e organizado. Podia ser porque tudo ali era extremamente bem polido, refinado e limpado cuidadosa e religiosamente todos os dias –e isso só lembrava a Louis o grande abismo que havia entre suas realidades, chegou a se envergonhar de já ter oferecido água a Harry em um copo que comprou por dois reais em uma promoção relâmpago.
Harry serviu algo em dois copinhos e lhe entregou um.
–Essa é forte. Eu acho– ela riu, meio sem saber.
–Você acha?
–Confia em mim.
E eles viraram juntos.
Louis fez uma careta automática com o gosto e sentiu queimando quando passou pela garganta. Mas ele, definitivamente, já tinha tomado coisas piores.
Harry riu alto, quase tropeçando para trás.
–Viu? Tradição de aniversário.
Louis sorriu, apesar do desconforto.
Ao redor deles, pessoas bonitas demais e roupas caras demais, conversas sobre viagens, festas e mais roupas, coisas que Louis nunca tinha vivido ou experimentado –e provavelmente nunca teria.
Ele sentia os olhares curiosos, avaliando-o. Não pareciam hostis, mas Louis sabia que eles deviam achá-lo um alienígena e se perguntou se era assim que Harry se sentia em seu território.
Sentia-se tenso.
Mas toda vez que começava a ficar insuportável demais, Harry aparecia de novo ao seu lado –oferecendo outra bebida, puxando conversa, apresentando-o a alguém. Como se, instintivamente, soubesse que Louis precisava de um ponto de apoio. Uma âncora em meio a esse mar desconhecido.
–Você está muito quieto– Harry comentou em dado momento, encostando perto demais por causa do barulho.
–Só observando– ele respondeu.
Harry sorriu torto.
–Você observa demais.
Louis ia responder, mas um grupo passou rindo alto e esbarrando neles sem pedir desculpas. Seu corpo foi jogado contra o de Harry e ele pode sentir os seios da garota em seu peito.
Ele sentiu o incômodo subir.
A casa não era dele. A linguagem não era dele. As pessoas não eram dele.
Mas Harry era. E ela estava ali, olhando-o com tanta esperança que doía.
Ele apertou os olhos com força e se afastou um pouco, voltando a sua posição de antes.
___
Harry estava determinada a aproveitar cada segundo que conseguisse roubar dentro da própria festa.
Toda vez que conseguia escapar de alguém –seja para uma foto, um parabéns aleatório, uma pergunta idiota sobre música, ou até barrar aqueles que queriam se esgueirar pelo andar de cima– ela voltava para Louis como se fosse um reflexo automático. O corpo encontrava o dele antes mesmo do pensamento.
Encostava ao lado dele na bancada, inclinava o rosto para falar por cima da música, sorria daquele jeito mais pequeno, mais verdadeiro, que não usava com mais ninguém ali.
–Você ainda tá vivo?– Harry brincou, oferecendo um copo que ela não lembrava de ter ido buscar.
–Por enquanto– Louis respondeu.
Harry riu, apoiando-se na bancada, tão perto de Louis que seus corpos se tocavam.
–Eu odeio essas festas, sabia?– Harry confessou, sem drama, como quem revela um segredo pequeno –Mas hoje… Tá menos pior.
Louis ia perguntar o porquê –mesmo que no fundo ele já soubesse–, mas alguém gritou o nome de Harry do outro lado da sala.
Harry fechou os olhos, frustrada.
–Droga.
Ela tocou rapidamente o antebraço de Louis –leve, quase nada– e saiu, já pedindo desculpas por cima do ombro.
Louis ficou onde estava, parado, sentindo todo o lado do corpo que Harry estava monopolizando quente.
Observou-a de longe.
Viu ela sorrir para outras pessoas, mudando o tom de voz, a postura, o tipo de atenção que oferecia. Como ela se personalizava e se moldava para atender a todos. Viu como todos pareciam querer um pedaço dela. Como ela pertencia àquele excesso –ou, ao menos, performava muito bem que sim.
Sentiu uma fisgada incômoda no peito.
Quando Harry voltou, alguns minutos depois, estava ainda mais solta. O sorriso mais lento e o olhar mais brilhante.
–Prometo que agora eu fico– disse, como se fosse uma jura.
Eles ficaram próximos de novo. Harry parecia ter essa coisa com espaço pessoal –ou era apenas com Louis.
Ela começou a falar de alguma lembrança boba da infância, algo sobre uma piscina enorme e uma festa que deu errado por causa de um cachorro.
Louis, no entanto, parecia prestar mais atenção na forma como a boca dela se movia, com o sorriso se expandindo a cada frase.
Harry gesticulava demais. Encostava no próprio braço, no balcão, no espaço entre eles.
–... e aí todo mundo saiu correndo molhado, foi um caos total– ela concluiu, rindo.
Louis sorriu, mas porque o sorriso dela era lindo e contagiante. Ele sequer prestou atenção na história, mas estava pronto para responder algo quando foi interrompido:
–Harry!
Uma voz a chamou.
Harry suspirou, revirando os olhos, antes de abrir o sorriso mais gentil que conseguiu.
–Eu volto. Juro.
E saiu outra vez.
Louis apoiou a mão no balcão atrás de si, respirando fundo.
Ele não queria sentir aquilo. Aquela expectativa boba. Aquele sentimento que ele sabia nomear mas que era como Voldemort.
Quando Harry retornou pela terceira vez, já tinha dois copos.
–Agora ninguém me tira daqui– anunciou, teatralmente.
Eles brindaram. Aquela bebida era doce puro, Louis gostaria muito de saber o que era aquilo.
Harry encostou um pouco mais perto agora –se proposital ou não, nem ela saberia dizer. A música vibrava no chão. O calor dos corpos ao redor deixava o ar tenso.
E então alguém entrou no espaço deles.
Um cara alto, loiro, confiante e com um sorriso fácil.
–Desculpa interromper– ele disse, olhando diretamente para Harry –Mas eu precisava te conhecer. Oi, sou Theo.
Louis sentiu essa interrupção como um ataque.
Já Harry sorriu educado.
–Oi, Theo. Eu sou Harry.
–Você tá incrível hoje– o garoto, que parecia um universitário, continuou –A festa também, mas digo… Você tá um absurdo!
Louis observou em silêncio.
O jeito como Theo olhava para Harry, se inclinava para dentro de seu espaço –como ela fazia com ele, droga!– e como ele a elogiou, deixava claro suas intenções.
Harry respondia por educação, mas o corpo se afastava no automático –sinal esse que Theo ignorava– chegando cada vez mais perto de Louis.
–Você sempre faz festas assim?– ele insistiu em manter a conversa.
–Nem sempre– ela respondeu, breve.
Louis percebeu algo estranho acontecer dentro dele: uma tensão no maxilar, um calor subindo pelo peito,uma vontade absurda de se fazer presente na conversa, de se impor de algum modo.
Mas ele não tinha esse direito.
Então apenas ficou parado. Olhando como um terceiro.
Theo riu de algo pequeno demais para ser engraçado e, num gesto quase casual, tocou o braço de Harry.
O toque foi rápido, mas foi o suficiente.
Louis sentiu o estômago revirar e desviou o rosto, olhando para a parede enquanto bebericava sua bebida.
Harry lançou um olhar para Louis –um pedido silencioso que nem ela mesmo entendia o que significava.
Louis nem viu. Estava fechado. Distante.
Harry voltou sua atenção para Theo.
–Eu vou ali falar com umas pessoas, mas a gente se vê depois– Theo disse, confiante, como se já estivesse combinado.
–Talvez– Harry respondeu, educada, mas vaga.
Theo se afastou.
O espaço que ele deixou parecia pesado entre eles.
Harry soltou o ar devagar.
–Desculpa– ela murmurou, sem saber exatamente por quê.
–Não precisa– Louis respondeu rápido, tentando ao máximo deixar o tom neutro.
Mas precisava.
O silêncio entre eles ficou carregado de algo que nenhum dos dois estava pronto para falar.
Louis sentia o limite que ele mesmo impôs gritar por dentro. Gritando para que ele acabasse com esse negócio de amizade, pois ele sabia que nunca seria só isso.
Harry sentia o vazio estranho de não ter sido escolhida naquele microinstante.
E a festa ao redor deles continuava, indiferente.
___
A festa foi perdendo força aos poucos, como uma onda que recua sem ninguém perceber exatamente como começou.
A música foi ficando mais baixa, as risadas mais espaçadas, os grupos se desfazendo um a um até que não sobrasse mais ninguém.
Exceto Louis.
Que continuou ali, orbitando Harry sempre que dava. Com conversas curtas, comentários soltos, risadas pequenas. Nada tão intenso quanto antes –mas também não era distante.
Era como se estivessem reaprendendo a existir no mesmo espaço depois da briga.
Harry estava claramente bêbada, mas não de um jeito perigoso. Apenas mais lenta, solta, rindo das próprias falas, apoiando o peso no que estivesse mais perto sem nem perceber.
Quando o último convidado foi embora, Louis percebeu um pequeno desequilíbrio na forma como Harry andava.
–Ei– ele segurou o braço dela com cuidado após fechar a porta da frente –Você tá bem?
–Tô ótima– Harry respondeu, arrastando um pouco as palavras –O chão que tá estranho.
Louis suspirou, mas sorriu.
–Vem, garotinha. Vamos nos sentar.
Ele ajudou ela a caminhar, mas ela entendeu tarde demais a sua fala.
–Ei! Garotinha não, agora eu tenho dezoito anos, esqueceu?
Isso não mudava nada, mas Louis não iria discutir com ela. Não enquanto ela não tivesse condições de rebater a altura, pelo menos.
Ele fez ela se sentar, mas ela praticamente despencou nos almofadões, rindo sozinha.
–Isso aqui é macio demais– comentou, esticando as pernas de qualquer jeito.
O vestido subiu bastante durante a queda, revelando que a calcinha fazia parte da paleta de cores daquela noite. Louis desviou os olhos rápido demais, tirou os saltos dela e a cobriu com a manta que decorava o sofá.
–Tenta ficar quieta um pouco.
Harry fez um biquinho dramático. Louis não pode impedir seus olhos de correrem por ali.
–Você tá mandão hoje!
–Alguém tem que ser responsável.
Harry virou o rosto para ele, os olhos meio pesados, mas atento. Ele estava de sua altura, sentado no chão zelando por ela.
–Você ficou.
Louis demorou mais do que alguns minutos para responder.
–Fiquei.
Harry sorriu pequeno.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Era calmo.
–Sobre aquele dia…– Harry começou, a voz baixinha –Eu sei que passei dos limites.
Louis respirou fundo.
–Eu também disse coisas que não deveria.
Harry franziu a testa, pensativa.
–Eu não queria te fazer sentir pequeno. Eu só… Não sei como ajudar sem tentar resolver.
Louis assentiu devagar. Parte dele imaginava aquilo.
–Eu sei. E eu não deveria ter jogado na sua cara daquele jeito.
Harry brincou com a barra da manta, envergonhada.
–Eu fiquei com medo de você não vir hoje. Yohana falou pra eu não ter esperanças, porque você não ia vir.
–Eu quase não vim mesmo.
Harry levantou o olhar, rápido.
–Quase?
–Eu não queria que a nossa última conversa fosse aquela.
Harry absorveu aquilo como algo importante.
–Ainda bem que você veio, então.
O clima ficou mais leve, honesto. Menos ofensivo.
Harry piscou devagar, abrindo um bocejo, claramente lutando contra o sono –e perdendo.
–É meu aniversário– murmurou, quase que para si mesma.
–É– Louis concordou, com um sorriso discreto.
Harry virou de novo o rosto para ele, meio séria agora.
–Eu posso pedir um presente?
Louis arqueou uma sobrancelha.
–Já não teve bebida o suficiente por hoje?
Harry riu, baixinho. Contida.
–Não é isso.
Ela hesitou por um segundo –o que não era de seu feitio.
–Um beijo.
A palavra ficou suspensa entre eles.
Louis sentiu o corpo inteiro reagir antes de a cabeça conseguir organizar qualquer argumento que fosse lógico.
–Harry…
–Só um– Harry insistiu, a voz suave, quase sonolenta –Eu prometo esquecer amanhã.
Ela não estava segura dessas palavras –e esperava não esquecer mesmo–, mas se era o que Louis precisava ouvir, ela diria.
Louis olhou para ela por um longo tempo, decidindo o que fazer.
Viu a confiança torta. A vulnerabilidade. O carinho que não sabia para onde ir.
Ele sabia que não devia.
Mas mesmo assim se inclinou.
Foi um beijo simples. Um toque de lábios leve, cuidadoso, mas que demorou mais do que Louis prometera que seria. Ia além do pedido, era um desejo dele também.
Ele pensou, que se aquele fosse o último, então que fosse uma despedida.
Os lábios de Harry eram macios contra os seus. Ele adorou a sensação.
O mundo pareceu encolher naquele pequeno tempo.
Quando Louis se afastou, Harry ainda estava sorrindo.
Era pequeno, satisfeito, quase infantil.
–Gostei– ela murmurou, a voz já pesada de sono.
Os olhos dela se fecharam logo em seguida. A respiração ficou lenta, tranquila.
Louis permaneceu imóvel, olhando para ela dormindo tão serena como se não tivesse acabado de causar uma bagunça em seu coração.
Ele sabia que aquele beijo tinha acabado de bagunçar mais coisas do que resolver. Mas mesmo assim sorriu. Ele se deixou permitir o gosto de Harry, porque ele sabia que era um dos poucos luxos que ele teria na vida.
O cheiro doce dos fios cacheados tomava conta do olfato de Louis há uns bons minutos. Não fazia nem uma hora que Tomlinson havia voltado de uma viagem de duas semanas e o seu namorado já estava o seguindo por todos os cantos.
Bastou somente colocar o pé dentro de casa para que o seu garoto grudasse em si como um coala faz em sua árvore favorita, quase não dando espaço para Louis guardar as malas de qualquer jeito no quarto do casal e tomar banho em seguida para enchê-lo de beijos e abraços. Ele merecia por ter sido um menino tão paciente. Louis até achava engraçado o barulho que o salto baixo dos sapatinhos de Harry fazia ao chocar-se contra o piso enquanto ele ia pra lá e pra cá à sua espera.
Harry havia sentido falta de Louis. Muita. Sua gatinha até era uma boa companhia e serviu para não deixá-lo tão sozinho nos primeiros dias, mas ela não lhe dava beijinhos de boa noite ou perguntava como havia sido seu dia. Louis era insubstituível e fazia o coraçãozinho de Harry quebrar-se em mil pedaços quando acidentalmente, através de uma troca de mensagens, lembrava do quão longe estavam um do outro.
Mensagens essas que eram enviadas por Harry a qualquer hora do dia para informar o namorado de cada pequena coisa que acontecia consigo.
As mais improváveis eram as favoritas de Louis. Desde fotos da pequena gatinha até áudios onde o mais velho conseguia identificar alguns soluços e fungadas chorosas reprimidas enquanto Harry dizia pela quinta vez no dia que estava perto de, literalmente, morrer de saudade. Styles era sensível demais por natureza, e Louis sabia que todo seu cuidado e amor incondicional com ele o deixava ainda mais dependente de si. Porém, o método de contar junto de Harry as poucas horas que faltavam para se verem novamente ajudou a confortar seu garoto, de certa forma, até sua volta para casa.
Foi uma tortura esperar até que Louis saísse do banheiro e finalmente lhe desse a devida atenção. Ele até tentou ficar quieto como o namorado havia lhe pedido, mas foi impossível quando seus pés instintivamente o guiaram para o corredor e ele acabou sentado ao lado da porta como um cachorrinho abandonado. Ora amassando a camisola entre os dedos, ora fazendo trancinhas nos cabelos sedosos por entre as mechas soltas. As quais acabaram o deixando ainda mais lindo e foram finalizadas com finas fitas de cetim brancas — que Harry fez questão de buscar em seu quarto — em formato de pequenos laços.
O mais novo percebeu que duas semanas se transformam em dois anos quando se espera pela pessoa amada. Mas Louis estava ali agora, e ele não podia pedir mais quando o viu sentar-se no sofá e abrir os braços em sua direção para convidá-lo a acomodar-se em seu colo.
Era onde ele estava agora. Uma perna de cada lado do quadril do namorado vestido com uma calça de moletom cinza. Sua cabeça repousou no ombro esquerdo desnudo de Louis. Seus pés vestiam meias brancas com uma faixa de babados ao redor dos tornozelos e eram abrigados dentro de sapatos Mary Jane, os favoritos de Harry. Ambas as mãos dos namorados estavam carinhosamente entrelaçadas, desejando encostar cada célula de um em cada célula do outro para matar a saudade de uma vez por todas.
Louis estava sempre o mimando demais, lhe dando tudo antes mesmo que o garoto pensasse em querer, mas principalmente o colocando em um pedestal intocável. Fazia questão de lembrá-lo todos os dias sobre o quão perfeito e único ele era, se contentando com as bochechas rubras de Harry e as mãos de dedos finos escondendo o próprio rosto com vergonha. Mesmo sabendo que seu menino era confiante o suficiente em outras situações, o jeito tímido que ele agia em tais momentos ainda era adorável.
— Senti tanta saudade de você — Harry murmurou, erguendo o rosto apenas para depositar um beijo casto no maxilar de Louis, acomodando-se novamente em seguida como um filhotinho.
— Eu também senti saudade de você, carinho — a mão livre de Louis fazia uma carícia singela nas costas de Harry, a qual estava coberta pelo tecido da camisola fininha e branca com estampa de pequenas margaridas.
— Não faz mais isso — os olhos esmeraldinos encontraram os azuis novamente. Seus lábios tinham um biquinho manhoso e Louis tinha vontade de beijá-lo apenas para mostrar que não iria a lugar algum, mas percebeu que Harry ainda tinha algo a acrescentar — Não fica longe por tanto tempo. Promete.
Louis realmente nunca havia feito uma viagem tão longa, porém, daquela vez, um imprevisto de última hora tomou mais do seu tempo do que ele havia planejado. O que o afastou do seu garoto e lhe causou uma dor de cabeça que o acompanhou por todos os minutos a mais. Foi desumano informar Harry de que ficaria longe por um tempo mais longo e acompanhar seus olhos enchendo d'água através da tela do celular.
Em casa, Louis precisava relaxar, desligar do mundo agitado e focar apenas em Harry e toda sua doçura que serviam como um calmante natural para si. Estar com seu amor assim, tão próximo, era o suficiente para melhorar seu humor rapidamente.
— Prometo — tirou algumas mechas do cabelo cacheado que acabaram caindo no rosto do mais novo, aproveitando para repousar a palma da mão na bochecha direita apenas para deixá-la ali. Harry se inclinou contra seu toque como um gatinho — Não vai acontecer de novo. Você é minha prioridade, sempre.
Uma covinha sutil surgiu no canto do sorriso de Harry. Em sua bochecha corada. O garoto tímido e manhoso de Louis estava ali, começando a dar seus ares. Completamente adorável.
Apesar do jeito que Harry sempre se portava na presença do namorado, o relacionamento tinha muito diálogo. Tudo era consensual em literalmente todos os aspectos da relação, o que a tornava saudável e agradável de ser vivida. Louis tinha o dom de fazer com que Harry se expressasse e colocasse em palavras tudo o que gostava ou não no convívio entre os dois, melhorando e consertando os aspectos juntos em seguida como um casal dedicado em cumprir todas as juras de amor e compromisso.
Mas havia um problema. Harry era, sem dúvida, a pessoa mais inibida que Louis já conheceu, e foi exatamente isso que despertou a curiosidade do mais velho. Foi o que fez com que ele se aproximasse do cacheado.
Por mais difícil e demorado que tenha sido o processo de deixar Harry confortável o suficiente até ele perceber que Louis tinha interesse em si e em tudo aquilo que o fazia ser quem ele era, Tomlinson esperou pacientemente para tê-lo e secretamente sempre orgulhou-se de tal feito. Afinal, isso o levou a encontrar a pessoa mais amável que ele já teve a oportunidade de desfrutar da companhia.
Porém, Louis sabia melhor do que ninguém sobre a habilidade que o namorado tinha de utilizar uma feição inocente enquanto fazia coisas que não condiziam nada com ela. Como, por exemplo, encará-lo de baixo com os olhos brilhantes enquanto esfregava seu rosto no volume da sua calça e silenciosamente pedia permissão para retirá-la. Ou, também, quando sentava em seu colo como quem não tinha segundas intenções e acabava ondulando mais o quadril do que o recomendável para manter a sanidade de Louis. Sempre jurando que não era nada proposital por ter muita vergonha de confessar que na verdade sempre foi.
Entender quando seu garoto queria algo a mais de si tornou-se fácil com o passar do tempo.
Apesar de raramente verbalizar, Harry sabia demonstrar que sentia falta de Louis de outros modos. Toques eram os melhores. Mas existiam os momentos em que o namorado não dava o braço a torcer. Então, depois de cinco tentativas ignoradas, tudo o que restava era um Harry com olhos cristalinos pelas gotas de água que se derretia em sensibilidade a qualquer mínima resposta calculada de Louis. Respostas extremamente bem pensados para que não tivessem nada que o deixaria satisfeito, menos ainda algo que o tirasse daquela bolha íntima em que haviam entrado. Louis gostava de levar Harry ao limite só para vê-lo declarar com todas as letras que precisava ser fodido. Ele sabia o quão doloroso e humilhante isso era para seu garoto. Assim como também sabia, na mesma medida, o quanto aquilo o excitava e o deixava perto de um orgasmo sem ao menos ser realmente tocado.
Harry estava começando a dar indícios de que queria Louis naquele momento. Depois de toda aquela eternidade sem vê-lo, ele estava precisando mais do namorado do que nunca. Suas coxas grossas e malmente cobertas pelo tecido do vestidinho apertavam o quadril de Louis com necessidade enquanto sua bunda macia deslizava discretamente pelo colo do namorado. Ele queria ser visto e principalmente implorava para ter seu desejo de duas semanas saciado, mas Louis parecia não reparar em suas investidas, concentrado demais na televisão.
Por outro lado, Tomlinson estava completamente ciente das intenções do mais novo. Mas aquele dia seria um dos quais ele deixaria Harry cansado até tê-lo despudoradamente implorando por si. Afinal, estava com imensa saudade do seu menino. Descrever como e onde queria ter Louis seria um preço a ser pago para que isso de fato acontecesse.
Quando as mãos habilidosas de Louis moveram-se e pousaram em seu quadril, Harry arrepiou-se. Por pouco não se gabando de ter conseguido um toque sem muito esforço. Mas sua esperança e seu ego murcharam assim que os dedos pressionaram a pele com uma força considerável para fazê-lo parar de se mover. Foi possível escutar um muxoxo triste vindo do cacheado enquanto seu peito subia em um suspiro. Ele estava tão pertinho de conseguir o que queria, era somente frustrante ter suas expectativas cortadas tão cruelmente.
Os olhos verdes estavam baixos, em conjunto com os dedos finos apoiados no peito de Louis em um toque quase leve demais para ser sentido. Seu punho direito se fechou ansiosamente perto da tatuagem próxima da clavícula do namorado e sua última reação antes de voltar a afundar o nariz no pescoço de Louis foi soltar mais um suspiro impaciente e derrotado.
Louis havia percebido tudo, cada mínimo movimento e suspiro de Harry, e isso seria interessante.
Enquanto o garoto choramingava e soltava leves lufadas de ar ou barulhinhos bobos para lembrar Louis de que estava ali, o mais velho fingia não notar nenhuma de suas ações. Seu quadril ficou imóvel depois que foi colocado assim, mas o resto do seu corpo denunciava a sua vontade, mexendo-se até mesmo involuntariamente, ansiando pelo namorado.
As coisas foram levadas assim até que, em certo ponto, quando a carência havia alcançado cada canto do seu ser, sua mão correu em direção aos fios da nuca de Louis e ele provocou uma leve puxada ali. Foi inocente, mas Louis tomou isso como a hora perfeita para começar a colocar seu plano em prática, pegando o controle e desligando a televisão que realmente não era importante agora.
— Harry? — chamou, virando o rosto para tentar encontrar os olhos do namorado mesmo naquela posição onde eles estavam praticamente escondidos.
Mas não por muito tempo. Em um pulo, o cacheado ergueu a cabeça e fitou Louis com suas grandes esmeraldas. Ele finalmente havia atraído a atenção do mais velho. Um sentimento bom fez seu peito aquecer enquanto um sorriso feliz brotou em seu rosto. Ele não precisou responder para que Louis continuasse falando.
— Está precisando de alguma coisa? — perguntou falsamente. Suas mãos se mantiveram na camisola que revestia a epiderme cheirosa de Harry.
O garoto pensou um pouquinho e então seu lábio inferior ficou proeminente em um biquinho quando a realização caiu sobre ele como um balde de água fervente, a qual ocasionou o aquecimento de cada centímetro da sua pele.
Louis estava ali tão perto, mas iria brincar consigo e com a sua timidez como se Harry fosse apenas um fantoche moldável aos seus gostos e preferências. Não que isso fosse ruim, muito pelo contrário. Porém, esse modo de humilhá-lo, especificamente, sempre resultava em um cacheado trêmulo reduzido a uma bolinha de vergonha e lágrimas, apesar de totalmente satisfeito e agradecido ao namorado.
Tentando reunir sua coragem para despejá-la em uma única frase e aproveitar a oportunidade que provavelmente só ganharia novamente depois de algumas horas, Harry posicionou-se melhor em cima de Louis e pegou a mão dele na sua, levando-a lentamente para baixo do tecido que vestia e a posicionando sobre sua intimidade que já molhava levemente o tecido da calcinha pelos pensamentos antecipados sobre o que aconteceria a partir dali, finalmente conseguindo proferir:
— Aqui. Dói — seu tom era lamurioso e Louis se divertia internamente com isso, mesmo que não deixasse transparecer. Harry se frustrou ao esperar e não receber qualquer tipo de movimentação por parte do outro.
Talvez ele devesse começar a baixar suas expectativas e parar de ser tão precipitado com suas ideias.
— E o que você quer que eu faça? — indiferente, Louis perguntou. Seus ombros subiram e desceram como se não entendesse o pedido do seu garoto e a cabeça foi inclinada em questionamento.
Harry suspirou pela milésima vez em um curto período de tempo. Sua dose de confiança já havia sido injetada ao fazer Louis tocá-lo e, em seguida, pronunciar as duas palavras. A partir dali ele estaria completamente exposto e suscetível à degradação enquanto seu atrevimento de minutos atrás evaporava de uma vez só.
— Papai — o garoto murmurou, reclamando, tentando esquivar-se de dar uma resposta objetiva. Ele estava dando tantas dicas do que precisava que Louis fizesse consigo, mas o namorado parecia estar cada vez mais longe de realmente tentar entendê-las.
Sua cabeça estava baixa mais uma vez, os fios cacheados e compridos pendiam e impediam Louis de visualizar seu rosto. Suas bochechas provavelmente já estavam coradas o suficiente naquele momento e Harry odiava a ideia de deixar Louis saber disso, mesmo tendo noção de que as futuras lágrimas inevitáveis seriam vistas de qualquer forma.
— O papai não me ama mais? — perguntou em um fio de voz. Foi possível ouvir quando Harry fungou, provavelmente para se controlar e não começar seu choro tão cedo. Seus olhos esmeraldinos ainda não olhavam os oceânicos de Louis.
Louis, esse que quase se deixou levar pelo jeito de Harry, por pouco não fez o garoto deitar-se no sofá para fodê-lo como ele merecia e acabar com aquela tortura que estava sendo para si também. Mas ele estava disposto a levar tudo aquilo até o fim, ciente de que a última pergunta de Harry foi apenas para fazê-lo sentir-se uma péssima pessoa e mudar seus planos.
— O papai ama você, sim — os dedos da sua mão livre percorreram o braço de Harry, unicamente pelo prazer de vê-lo lutar contra as ações involuntárias e acabar arrepiando-se lindamente — Ele só ficou longe do menino dele por muito tempo — a mesma mão subiu a carícia até o topo da cabeça de Harry, afagando o começo dos seus fios — E acabou esquecendo o que o filhote dele quer quando age de um jeitinho tão… — ponderou por alguns segundos, tentando encontrar as palavras — Carente e necessitado.
Harry fechou os olhos com força ao ouvir seu namorado. Era isso, Louis tinha o resumido em carência e necessidade, nada além. Quando tornou a abri-los, notou sua visão ficar turva por lágrimas, se amaldiçoando por ser tão sensível. Suas coxas pressionaram as de Louis com força, causando um atrito significativo contra o toque no seu pau, enquanto o mais velho sentiu a renda em contato com os seus dedos grossos ficar ainda mais pegajosa. As palavras do moreno, querendo ou não, mexiam notavelmente com o corpo e as reações do mais novo. Louis deu um sorriso ladino.
— Mas você pode ajudar o papai a lembrar — deu a ideia, ainda acariciando os cabelos de um Harry amuado sentado em si. Ele decidiu não forçar o garoto a olhá-lo, pelo menos não por enquanto — Eu só quero fazer meu menino se sentir bem.
Em uma última tentativa, Harry choramingou e negou com a cabeça. Ele ainda tentava lutar contra o poder de persuasão que Louis tinha, ciente de que remar contra a maré seria em vão. Seus dedos seguraram o pulso de Louis com força por medo de que aquele mísero toque no seu pau fosse interrompido.
— Não, papai — seus cachinhos adoráveis, em conjunto com as tranças, balançavam enquanto negava — Não consigo.
Mesmo com a resposta, Harry tinha dois corações naquela situação, dois pensamentos que o levavam a lugares diferentes. Ele poderia pensar somente em si e decidir de uma vez por todas que não faria o que Louis estava sugerindo, deixando a timidez consumi-lo por inteiro. Por outro lado, fazer isso seria puro egoísmo, já que Louis sempre o fez sentir-se tão bem e o mínimo que ele poderia fazer era retribuir por ser intensamente cuidado e amado. Ele não conseguia sequer imaginar como seria decepcionar seu papai e jamais tomaria uma decisão que resultasse nisso.
— É até irônico — Louis voltou a falar, ocasionando um pulinho discreto e assustado de Harry que havia se perdido em pensamentos. Dedos firmes empurraram seu queixo para cima, o fazendo ver o namorado por entre as mechas castanhas — Você ser tão tímido que não consegue nem falar com o seu dono, e ao mesmo tempo tão cadela a ponto de se molhar feito uma virgem na minha mão — Harry sentia seu rosto quente de vergonha enquanto travava uma batalha árdua contra si mesmo para não deixar as lágrimas teimosas caírem — Você quer isso. Você quer o papai. Então vamos tentar mais uma vez, vou te dar mais uma chance, sim?
Foi quase difícil notar quando Harry assentiu tão discretamente. Louis tinha um poder tão grande sobre si. Era até intimidador o modo como ele sempre conseguia o que queria, obrigando e convencendo Harry a fazer qualquer coisa por si. O peso do seu corpo já estava todo sobre o colo do namorado, incapaz de manter parte dele apoiado em seus joelhos. Sua mão livre estava caída ao lado com receio de agir e fazer o namorado desistir da sua última tentativa. Ele queria ser bom. Ele precisava ser bom.
— E eu juro que vou te deixar na mão se você decidir continuar sendo tímida, porque você sabe como o papai gosta de te ouvir — o cacheado fungou e negou várias vezes com medo de ser deixado ali sozinho, prometendo que faria tudo corretamente. Louis suspirou e retirou os fios de cabelo do rosto de Harry mais uma vez, ligando os olhares de maneira intensa — Coisinha, você quer dizer alguma coisa para o papai?
Os ombros de Harry desabaram assim como sua postura em um claro sinal de desistência.
Louis sabia como conseguir o que queria do mais novo de uma forma tão natural que às vezes até era difícil para o garoto perceber que havia cedido e ido contra seus princípios. Mas, naquele momento, ele via claramente toda sua estabilidade e auto preservação indo para o ralo, dando espaço para que as próprias palavras proferidas ocupassem as lacunas deixadas e o consumissem com seus significados sujos e pervertidos.
— Preciso de você. Preciso do meu papai — pediu em um fio de voz. Seu olhar baixou por alguns segundos, mirando a mão de Louis que desaparecia entre suas pernas junto da sua que servia para manter a palma quente dele ali. Mostrando a que se referia.
Quando teve coragem de olhar Louis novamente, foi simplesmente demais. Os olhos azuis estavam tão concentrados em si e esperavam tanto que foi inevitável segurar seu choro contido. As primeiras gotas escorreram lentamente por suas bochechas rubras. Não tinha mais volta.
Seu peito ardia como se pegasse fogo, desejando ser um pouco mais desinibido ou que Louis simplesmente esquecesse aquela ideia e fosse realmente para a parte que interessava e que sonhou durante todo aquele tempo longe do namorado.
— Preciso do pau do papai tão fundo dentro de mim, me comendo como só ele sabe, por favor — seu corpo tremeu involuntariamente ao ser estimulado. Louis esfregava seu pau levemente por cima da renda, gostando do que ouviu, mas aqueles panos começaram a irritar Harry profundamente e ele teria que pedir para livrar-se deles, caso contrário não teria nada — P-pode rasgar minha calcinha.
Não é como se Harry estivesse mandando em algo ali, ele apenas estava proferindo seus desejos durante uma grande luta interna sobre ser bom para si mesmo ou para Louis. O poder ainda era totalmente do mais velho e isso jamais mudaria.
Tomlinson depositou um beijo em cima da lágrima acumulada no canto dos lábios de Harry. Ele amava seu menino, assim como também amava seu choro desesperado.
O barulho do rasgo do tecido foi momentâneo, libertando o pênis do garoto que pesava e molhava a palma de Louis aos montes. Era vergonhoso demais.
- Caralho… Que porra - Tomlinson deu um riso anasalado, claramente debochando de Harry que se encolheu ainda mais - E eu ainda nem te toquei de verdade. Agora você me deixou curioso pra saber como vai se molhar quando eu estiver fodendo sua bunda.
O garoto emitiu um chorinho manhoso e tentou esconder o rosto no pescoço do outro em busca de alívio para toda a vergonha que estalava em cada célula do seu ser, algo que não agradou muito Louis.
- Por favor, olhos em mim - ele segurou seu rosto molhadinho de lágrimas com apenas uma mão, não forte o suficiente para formar um biquinho em seus lábios, era apenas para lhe passar uma ordem - Você não vai me privar de ver o estrago que está fazendo consigo mesmo, não é?
As borboletas no estômago de Harry estavam agitadas e a engrenagem dos seus pensamentos mal funcionava àquela altura. Ele negou com a cabeça vezes demais.
Styles sabia como o namorado estava fingindo uma grande simpatia consigo. Não foi ele que se colocou naquela situação, o garoto jamais passaria tamanha vergonha de propósito. Era Louis quem estava no controle e o manipulava para que ele acreditasse que a intenção de se humilhar vinha dele. Como se o namorado não fosse o diabo sussurrando no seu ouvido.
Os dedos tatuados subiam e desciam preguiçosamente pela extensão de Harry que manhava baixinho, o último sabendo que aquilo indicava que ele precisaria de mais do que somente isso para finalmente ser recompensado.
— Meus peitos — sua voz estava levemente embargada, as gotas grossas já deslizavam pelo seu rosto sem impedimento — Brinque com eles, papai, eles são todos seus — ao pedir, Harry levou as mãos até a barra da camisola curtinha e a tirou em um piscar de olhos, tamanha necessidade que sentia.
Um ar gélido natural e noturno beijou sua pele ao despir-se. Seus cachos ficaram ainda mais selvagens pelo movimento rápido e repentino. Seus braços instintivamente cobriram seu corpo ao perceber o quão exposto estava e a vontade de encolher-se para se proteger do olhar azul quase venceu, porém, antes que pudesse, Louis segurou seus braços com delicadeza e os afastou para ter acesso ao seu peito e aos mamilos durinhos em antecipação.
Seus peitos não eram grandes, mas possuíam um tamanho perfeito para Louis.
Harry esquivou-se ao sentir a barba de Louis roçar contra sua pele, e seus mamilos rosinhas ficaram ainda mais eriçados e convidativos para que o namorado pudesse mamar naqueles peitos como se a vida dele dependesse disso. E talvez, naquele momento, realmente dependesse.
"Você é incrível" foi tudo o que Louis disse antes de aproximar-se do seio esquerdo, passar a língua molhada de saliva sobre o botãozinho e soprar diretamente em cima dele em seguida apenas para ver o garoto se arrepiar, enfim começando a realmente chupá-lo.
Harry se mantinha estável com as mãos nos cabelos de Louis enquanto os lábios finos faziam um ótimo trabalho em deixá-lo sedento por mais. A glande de Harry pingava na calça de Louis e ele podia sentir perfeitamente o pau duro do namorado entre sua bunda. Era uma troca, quanto mais Harry movimentava os quadris e consequentemente estimulava Louis, mais ávidos eram as lambidas do namorado em seus peitinhos sensíveis.
Ambos saiam ganhando.
Quando mudou de lado, usando os dedos para continuar dando atenção para um e poder começar a chupar o outro mamilo, pôde reparar em Harry. Nas suas sobrancelhas franzidas. Nas lágrimas que escorriam pela sua face. Nos gemidos gostosos que saíam por entre seus lábios gordinhos. Na obra de arte que era Harry no cúmulo do desejo sem nenhum pudor. Mas Louis estava com saudades das suas esmeraldas, então, para chamar atenção, despejou um fino filete de saliva sobre o botãozinho e o acompanhou deslizar pela pele leitosa, hipnotizado com a cena.
O garoto abriu os olhos chorosos na direção de Louis e segurou ainda mais forte os cabelos do namorado. Ele só era incrível porque Louis o fazia sentir-se assim. Único. Desejado. Harry sabia o quão sortudo era por ter tido seu destino cruzado com o de Louis.
— O meu papai me faz tão bem. Sua boca é tão boa — divagou, mantendo o contato visual com um Louis abaixo de si dedicado em seus peitos, machucando seus mamilos com fome - Obrigado papai.
Foi tarde demais para Louis pensar nas próprias ações ao ouvir aquilo, ocasionando uma mordida leve na pontinha excitada do seio direito e logo em seguida um puxão no biquinho entre os dentes, sentindo sua calça molhar com o líquido de Harry mais uma vez.
— Você vai querer gozar assim? — Louis sussurrou contra sua pele, Harry estremeceu pela sensação, feliz por poder escolher, e derramou mais algumas lágrimas.
— Sim. Sim, por favor — então lembrou-se de adicionar: — Eu quero gozar enquanto o papai cuida dos meus peitinhos e toca meu pau — Harry se perdeu um pouco nas palavras, estava ficando cada vez mais difícil formular frases que faziam sentido — Tão bom pra mim.
Harry conseguiu ouvir um gemido satisfeito vindo de Louis, o qual se perdia nos cílios molhados acima dos olhos verdes e fazia disso uma motivação para acelerar o movimento do seu punho. O pênis de Harry molhava cada vez mais e facilitava o toque enquanto seus gemidos e ofêgos envergonhados, necessitados e sensíveis eram como música para os ouvidos do mais velho.
Harry vinha sendo estimulado desde o momento em que o namorado exigiu que ele se humilhasse a ponto de expor seus desejos em palavras, mesmo sabendo que ele tinha dificuldade e que sempre ficava vermelho como se estivesse queimando. Louis não ligava. Sabia que o fruto daquela degradação seriam as suas tão amadas lágrimas de Harry, e Styles amava a sensação do cúmulo. Chegar ao cúmulo com lágrimas nos olhos, hipersensibilidade e gozo de Louis em qualquer parte do seu corpo era como chegar ao paraíso, só que melhor.
A boca de Tomlinson deixava o namorado perto de colapsar, e a junção com a estimulação gostosa no seu membro resultava em cada vez mais gotas caindo dos olhos verdes. Seus dedos permaneciam entre os fios de Louis e seu quadril ia de encontro à mão dele, tentando saciar-se o mais rápido possível. Sua bunda deixava Louis cada vez mais duro e com vontade de vê-lo gozando logo para poder finalmente entrar nele.
Louis passou a utilizar os dentes para arranhar de leve os mamilos e Harry se contorcia ainda mais em seu colo.
— E-estou quase — soprou em meio lágrimas e suspiros, a visão completamente nublada — Quase gozando para o papai — mesmo em tais circunstâncias, deu um sorriso com o canto dos lábios, não deixando de sentir orgulho de si mesmo. Afinal, ele estava falando.
Mas sua felicidade morreu assim que Louis resolveu voltar a falar:
— Você se contenta com pouco — e então ele estava sorrindo. Não era amigável, era debochado. Louis estava rindo de Harry como se ele não fosse nada além de um garotinho sensível e carente de contato — Não sente vergonha de si mesmo?
Harry assentiu cabisbaixo e se sentiu inferior ao ver o namorado daquele jeito, em uma posição totalmente oposta à sua. Seus ombros chacoalhavam conforme seu choro e seu ventre doía ao tentar segurar seu orgasmo para não parecer tão desesperado como Louis estava dizendo que ele era. O que não aconteceu por estar recebendo uma punheta tão bem tocada ao passo que tinha sua área erógena chupada com afinco.
Tudo o que restava era vir na mão de Louis com gritinhos e lágrimas e comprovar a visão que ele tinha sobre si.
Quando a sensação de formigamento se apossou da sua virilha, Harry não viu necessidade de perguntar se poderia ou de avisar Louis de que estava vindo. Ele estava precisando disso a uns bons minutos, foi uma libertação se deixar levar pelas ondas prazerosas que se apossaram do seu corpo frágil. Suas costas arquearam de leve e suas coxas tremeram com a liberação do orgasmo. O líquido perolado manchando a mão e a calça de Louis, junto de algumas gotinhas pelo abdômen moreno. Seu gemido mais alto da noite foi abafado pelo pescoço de Louis, onde Harry inconscientemente escondeu o rosto e privou o namorado de vê-lo chorar como nunca enquanto gozava.
Ele já tinha sido repreendido por ter se escondido antes.
Um silêncio suspeito se apossou em seguida. Suas pálpebras, que provavelmente ficariam inchadas amanhã, estavam pesadas pelo cansaço e seu corpo doía por ter ficado tanto tempo naquela posição. Alguns espasmos do orgasmo recente ainda o percorriam. Harry sentia seu rosto molhado, alguns fios de cabelo grudavam sobre ele. O garoto estava incapaz de ter noção dos próprios atos com a mente nublada e a visão turva enquanto pintava a roupa e a pele de Louis com a sua porra, muito menos pensava sobre as possíveis consequências que eles trariam.
Mas então ele sentiu. Ou, melhor dizendo, não sentiu. Louis estava imóvel embaixo de si. Talvez limpando sua mão pegajosa ou fazendo alguma outra coisa, Harry não sabia identificar. Por isso, o cacheado resolveu ver com os próprios olhos. Checar por si mesmo o motivo de Louis não tê-lo jogado contra o tapete e o usado como quisesse assim que ele gozou.
A expressão que Harry encontrou no rosto de Louis partiu seu coração. Era uma feição quase magoada. Talvez melhor definida como decepcionada. Seus olhos eram um azul vazio enquanto o canto dos seus lábios estavam voltados para baixo em chateação. Harry sentiu como se ele simplesmente fosse levantar dali sem qualquer explicação e ir embora, e isso o deixou desesperado.
Foi tentando relembrar de minutos atrás que a realização caiu sobre si. Ele sabia como o namorado tinha tesão e amor por suas lágrimas em momentos íntimos. Harry já viu como Louis ficou excitado enquanto o assistia usar um plug em público e chorar contido por se sentir exposto demais, triplicando a sensação de ser estimulado exatamente no seu pontinho com o objeto. Mas então, ao afundar seu rosto no pescoço do namorado, ele impediu que Louis visse o que ele provavelmente idealizou desde o começo.
Harry se sentia extremamente culpado. E essa culpa foi revertida em um choro com direito a soluços e gotas grossas que pingavam na calça de Louis, onde antes foi derramado seu prazer. Ele sentia a angústia percorrer seu corpo frágil e precisava tomar uma atitude urgentemente para tentar redimir-se. Era o objetivo que ele tinha em mente quando começou a beijar todos os cantos do rosto impassível de Louis, até que teve seu maxilar segurado sem muita força, apenas para mandá-lo parar.
- Me… Me desculpa papai - ele chorou, sentindo um aperto forte em sua pele.
— O papai está tão chateado — Louis falou contra os lábios de Harry, nunca deixando o garoto beijá-lo — Eu tento ser bonzinho e fazer meu menino se sentir bem, mas ele não se importa nem um pouco comigo.
Harry negou com a cabeça com veemência, odiando que tivesse deixado Louis se sentir daquele jeito. Seu rosto foi apertado ao ponto de um biquinho formar-se em seus lábios cheios, mas não doía. Nada doía tanto quando a sensação de ter decepcionado seu papai. As lágrimas deslizavam por seu rosto em maior quantidade a cada minuto.
— Você entende o papai, coisinha? Estou decepcionado — continuou, internamente se deliciando com o choro do garoto.
— Não. Não, não, me desculpe. Por favor, papai, eu errei — suplicava entre os espasmos que seu corpo dava, já se sentindo sobrecarregado e confuso, as palavras somente escapavam por seus lábios — Por favor. Eu sou seu. Sua coisinha, para você usar quando quiser.
Harry estava uma bagunça completa, seus cachos emolduravam seu rosto de forma desordenada e a fina camada de rímel nos seus cílios começava a escorrer como tinta escura brutalmente arremessada em um quadro branco delicado. Tinha um contraste. Era lindo. Seu pau doía de sensibilidade a cada esbarrão acidental e seu físico e emocional estavam perto de se esgotarem. Mesmo que tenha sido apenas um orgasmo, a vergonha tomava conta de absolutamente todos os seus sentidos, fazendo com que a exaustão fosse geral. Porém, mesmo nessas condições, tudo o que Harry precisava era provar para Louis que ele era um bom menino, e ele o faria.
— Papai — tocou a barba aparada de Louis com a mão trêmula. Os olhos azuis o miraram com descontentamento — Eu posso ser bom, muito bom. O papai pode usar e me comer como ele quiser — pediu, o polegar acarinhando a bochecha de Louis singelamente — E eu prometo que não vou ficar quietinho — acrescentou — Vou dizer tudo o que o meu papai quiser ouvir. Por favor.
A luz amarelada do cômodo refletia nos olhos verdes e aguados. Por fim, Harry encostou a sua testa na de Louis, não sabendo se deveria beijá-lo ou não. Demorou alguns segundos de contato visual para que Louis decidisse o que faria com a sua coisinha, acabando por compadecer-se com a expressão pidona, afinal, Harry só queria agradá-lo e estava disposto a conseguir isso. Ele lhe daria uma chance.
— Você vai ter que aprender a usar essa boca gostosa se me quiser dentro de você — proferiu, atacando os lábios de Harry em seguida.
Era um beijo onde não havia disputa, apenas dois extremos. Dominância e submissão. O controle e o controlado. Louis guiando a dança de línguas enquanto Harry apenas seguia seu ritmo. Os sons molhados faziam o cacheado tremer por finalmente estar recebendo aquilo do namorado depois de tanto tempo e a angústia se dissipava aos poucos. As mãos de Louis se perderam entre os fios de cabelo de Harry, o puxando para si em busca de mais.
Harry, mesmo fraco e sonolento, relutantemente teve que impedir o contato e verbalizar suas ideias. Sua necessidade de ser bom o impedia de secar as lágrimas para poder agradar Louis e suas duas mãos seguravam o rosto barbado para ter total atenção enquanto pronunciava com todas as letras o que precisava que o namorado fizesse.
— Você vai me deitar no tapete e meter em mim sem preparação. Nada de língua ou dedos, apenas o seu pau — Harry se surpreendeu com o quão confiante sua voz saiu, atrevendo-se em descer seus dedos pelo abdômen de Louis até o caminho de pelos bem aparados e segurar o pau grosso, ofegando discretamente em surpresa ao sentir o tecido da calça extremamente molhado contra as costas da mão.
Harry sabia que aquilo iria doer como o inferno, mas precisava de uma punição bem feita depois do que aprontou.
— O papai já está babando para ter o garotinho dele - Louis estava sem cueca e isso explicava o pênis tão bem delineado entre as bandas gordinhas da sua bunda
Louis quis sentir na pele a temperatura das bochechas avermelhadas de Harry. Estavam extremamente quentes, notou. O choro tinha diminuído um pouco. Talvez o garoto se arrependesse de toda aquela coragem em minutos, mas era incrível para Louis poder ouvi-lo daquela forma. Com atenção e foco. Não deixando de reparar no esforço que ele fazia para fazê-lo sentir-se bem.
Harry estava sacrificando a si mesmo para mostrar que a única coisa que importava ali era Louis.
— Mas se doer e eu implorar para você parar, não dê atenção. Eu quero sentir você — sua palma espalhou o pré gozo do namorado pela extensão antes de puxá-la para fora da calça e fazê-la bater contra a pele bronzeada, dura e necessitada de alívio.
Louis gemeu e apoiou a cabeça no encosto do sofá ao ter seu pau devidamente punhetado junto com as palavras tão pecaminosas vindas de lábios tão doces. Ao voltar a postura anterior, não pensou duas vezes antes de agarrar as coxas de Harry e levantar-se com ele no colo para deitá-lo no tapete macio da sala. Contemplando cada centímetro do seu menino ao deixá-lo ali para remover sua única peça de roupa, arremessá-la em qualquer canto, e ajoelhar-se próximo às pernas fechadas de Harry.
Encarando o teto sobre si, as lágrimas voltaram para a visão de Harry. Um momento de lucidez o fez cair na realidade da situação e perceber o estrago que aquilo faria na sua reputação introvertida. Mas agora era tarde demais. Duas gotas escorreram pelos cantos dos seus olhos e foi preciso tomar ar para continuar com o seu maldito falatório.
— Agora o papai vai abrir as pernas do garotinho dele — fungou, apoiando-se sobre os cotovelos para ver Louis por cima dos seus joelhos, o qual se mantinha em silêncio com um sorrisinho sacana para não assustar Harry que já estava desinibido.
Louis afastou suas coxas e Harry voltou a deitar as costas no chão, deixando ser usado de acordo com o próprio roteiro. Ele tinha vontade de voltar a fechar as pernas, e aquela luta interna sobre preservar-se ou ser bom causava gotas grossas que saiam dos seus olhos e se desfaziam no tapete. Seu peito ardia em uma mistura de sentimentos, somado ao estado quase sonolento que sua mente e corpo entraram ao desfazer-se no colo de Louis. Ele tinha sido cruel e estava pagando por isso, mesmo assim Harry não conseguiu evitar a tentativa de uma fuga.
De repente, seus joelhos foram juntados novamente por si mesmo e ele se pôs de bruços, engatinhando, tentando ir para longe dali e de toda aquela humilhação que estava passando. Harry não pensou em Louis ou em como ele ficaria furioso ao ver sua falta de colaboração mesmo depois de ter prometido que seria bom, não, ele só precisava se esconder no primeiro lugar que encontrasse pela frente e chorar seus pulmões fora por ter sido tão exibido e desagradável consigo mesmo.
Porém, antes que pudesse começar a sua fuga, mãos agarraram ambos os lados da sua cintura com força e o trouxeram de volta, virando seu corpo para cima novamente com um baque surdo do seu corpo contra o tapete.
— Não! Papai, pare — seus punhos fechados batiam contra o peito de Louis, tentando empurrar-se para cima e sair do aperto dos seus dedos — Por favor, me deixe ir, eu não quero mais.
Com isso, Louis substituiu as mãos pelo antebraço para prender Harry contra o chão, o pressionado em seu ventre, e inclinou-se sobre o corpo que se debatia debaixo de si, espalmando a palma contra o tapete felpudo ao lado da cabeça de Harry e ficando a centímetros do seu rosto. Harry parou de esquivar-se, com medo de qual seria o próximo passo de Louis e focou nos olhos azuis que pareciam observar sua alma. O garoto sentiu seu lábio inferior tremer pelo choro enquanto esperava Louis reagir.
Louis levou os lábios finos até a orelha de Harry e usou o tom mais rouco para proferir:
— Não — foi simplório, mas causou um efeito notável em Harry. Os olhos verdes se fecharam com força e ele pode sentir o próprio pau voltando a ficar duro contra o abdômen do namorado somente com isso — Você vai ficar aqui e vai ser usado pelo papai até que ele decida ser o suficiente — enquanto pronunciava com seu sotaque carregado, impulsionava seu pênis entre as bandas macias da bunda de Harry que ainda lutava, superficialmente esbarrando sobre seu buraquinho — A única coisa que eu quero de você são as suas palavras e suas lágrimas, o resto não importa. Não importa se você não quer mais. Não importa se você quer fugir. Não importa se você me mandar parar. Eu não dou a mínima para o que você quer, coisinha.
Harry tinha a respiração pesada, seus dedos agarraram o tapete felpudo para tentar descontar sua angústia. Ele estava derrotado, perto de esgotar-se totalmente e virar apenas um objeto que o namorado usaria para foder e gozar assim que terminasse.
Louis pegou a primeira almofada que encontrou em cima do sofá e a posicionou embaixo da bunda de Harry, elevando os quadris do garoto na sua direção.
O cacheado inutilmente ainda tentava colar as coxas com o resquício que tinha de ânimo para defender-se, mas Louis estava entre elas e proibia qualquer recuo que ele pensasse em fazer. O salto baixo dos seus sapatos batia contra o chão sem causar um som realmente alto enquanto suas pernas debatiam-se e sua respiração estava cada vez mais dificultosa.
— Você quer sentir o papai aqui? — Louis indicou o ventre de Harry com a mão e sentiu-se vazar ainda mais quando o garoto negou desesperadamente. Foi uma pergunta retórica, Louis não estava nem um pouco interessado na resposta de Harry.
Como estavam, Louis pode ver o cuzinho de Harry se contraindo em nada em busca de qualquer coisa que o preenchesse. Seu polegar não tardou em contornar o buraquinho apertado, sem forçá-lo para dentro em momento algum, afinal, o pedido foi claro. Harry queria sentir-se abrindo no pau de Louis. O mais velho usou a mão livre para espalhar mais lubrificação por sua extensão e preparar-se para foder seu garotinho.
- Por favor, me deixe ir - ele tentou mais uma vez, apoiando seus antebraços no chão para poder afastar-se um pouco para trás, olhando o pau grande de Louis e engolindo em seco, sabendo como iria doer levar aquilo sem preparação nenhuma.
Estava sendo desobediente e aquilo não agradava seu papai nem um pouquinho.
Louis se inclinou na direção de Harry, irritado, pegando um punhado do seu cabelo com força para que o garoto prestasse muita atenção.
- Que merda, Harry, você tá me irritando pra caralho - ele cuspiu as palavras descontentes contra seu rosto - Abre a boca, eu vou refrescar a porra da sua memória - ordenou, vendo Harry relutar um pouco antes de fazê-lo, não sabendo o porquê do pedido.
Mas então ele soube. Assim que viu Louis acumular uma quantia de saliva em sua própria boca para então cuspir dentro da sua cavidade aberta em expectativa. Imediatamente sentindo o gosto do seu dono em sua língua e fazendo novas lágrimas brotarem em seus olhos.
Isso o afetou mais do que deveria. Mostrava a ele o quão inútil seria lutar e o quão insignificante eram suas súplicas.
— É isso que você é e é pra isso que você serve, você entendeu? - perguntou, firmando seu aperto nos fios de cabelo e amando ver Harry chorar novamente concordando com a cabeça - Agora engole.
Louis esperou pacientemente até que visse a garganta de Harry mexer em sinal de que ele havia obedecido e então relaxou o punho, apenas encostando a palma na parte de trás da cabeça de Harry para que ele mantivesse a atenção.
— Faça mais uma dessas suas ceninhas e você vai pagar caro por isso — sua voz estava um pouco mais grossa, impondo limites e respeito ao que Harry assentia levemente.
Harry ainda sentia uma necessidade absurda de fuga, apesar de impossibilitado. Ele virou seu rosto para o lado e pressionou a bochecha contra o chão, não querendo olhar a cena que se desenrolava acima de si. Seus lábios tinham um biquinho triste e seu peito subia e descia com dificuldade, afetado pela clara raiva de seu papai. Harry não percebeu o momento em que Louis voltou a deitar sobre seu corpo, apenas sentiu os dedos virarem grosseiramente o seu rosto para encará-lo.
— Nem pense em virar seu rosto mais uma vez. O papai quer ver como você chora pra ele igual uma virgenzinha — murmurou contra seus lábios, segurando a base do próprio pau e o encaixando no buraquinho do garoto.
A glande vermelhinha brincou um pouco na entradinha ao que o mais novo gemia incessantemente, sem sequer pedir para que seu dono parasse. Seu pai já duro novamente caído sobre seu estômago.
— Não brincou sozinho aqui atrás quando o papai esteve fora? — Louis perguntou curioso, notando como seu rabinho estava com dificuldade para recebê-lo.
— Não, papai — Harry sussurrou, tentando se controlar e relaxar para que não doesse tanto.
Entrar em Harry estava sendo difícil. Mesmo que ele já tivesse conseguido até a metade, a entradinha do seu menino o apertava na tentativa de expulsá-lo a cada segundo.
— Porra, duas semanas te deixaram ainda mais apertado — falou entre dentes. Suas mãos seguravam as coxas de Harry com força para mantê-lo quieto e facilitar o processo.
— Por favor, não fale assim — manhou — E-estou tão envergonhado, papai — a última palavra foi prolongada em sua voz, acabando em soluços que fizeram seu corpo tremelicar. Seus braços estavam jogados sobre o chão, inúteis. Malmente tentando livrar-se de Louis. Apesar de tudo, seu quadril ia de encontro ao pau do namorado para tê-lo cada vez mais.
Os pés de Harry estavam plantados no chão, as pernas dobradas e o quadril obrigatoriamente erguido enquanto Louis terminava de forçar-se para dentro, logo sentindo as bolas pesadas baterem contra sua bunda branquinha. Rastros de maquiagem desenhavam linhas na pele rubra do seu rosto. Sua perna inconscientemente circulou o quadril de Louis para mantê-lo dentro de si o maior tempo possível enquanto uma lufada de ar presa em seus pulmões foi liberada.
— V-você me machuca. Dói muito — sussurrou, fechando os olhos com força ao sentir a primeira estocada de Louis, sem tempo para se acostumar com a invasão.
— Oh, eu imagino — respondeu, falsamente secando uma linha molhada no rosto de Harry — Mas, sinceramente, espero que você acabe ainda pior.
O cacheado tremeu com as palavras cruéis de Louis, deitado ali como um ser sem sentimentos ou emoções enquanto se acostumava com o pau gostoso em seu buraquinho intocado há duas semanas.
Louis estava encantado pelas lágrimas de Harry que escorriam em abundância logo no primeiro impulso do seu pau. Harry tinha o corpo impaciente e usou os cabelos de Louis para agarrar-se à consciência que lhe restava, erguendo o pescoço até colar ambas as testas. Seus olhos imploravam por algo que ele sequer sabia exatamente o que era e, pela proximidade, Louis conseguia ver cada nova gota d'água que se formava na superfície esmeraldina.
Louis o comia tão bem e tinha os olhos azuis tão penetrados em Harry que faziam a sensação ficar ainda mais intensa. Harry desviou o olhar para baixo por um momento, acompanhado a cena dos quadris do namorado batendo contra o seu enquanto o pau dele sumia dentro de si, exatamente quando sentiu a glande tocar seu pontinho doce. O que o obrigou a agarrar-se ainda mais em Louis e gemer em sua boca para incentivá-lo a foder exatamente ali.
Ambas respirações tinham descompasso. A de Louis pelos movimentos certeiros em busca do próprio orgasmo depois de tanto tempo duro, enquanto a de Harry por se sentir sobrecarregado, com estímulos e lágrimas demais, tudo ao mesmo tempo.
Harry não pensou duas vezes antes de pegar a mão de Louis na sua e a descansar sobre seu ventre, onde os dígitos do mais velho sentiram a saliência do próprio pau sob a camada de pele macia de Harry.
— Eu te sinto tão fundo — pronunciou-se entre soluços chorosos, sem quebrar o contato visual com Louis — Você está machucando a sua coisinha tão bem, papai.
— Porra…
Louis continuava investindo seu quadril contra a bunda de Harry, já avermelhada pelo atrito dos corpos, e aproveitou para deslizar a mão mais para baixo até encontrar o pênis sensível e novamente duro do seu garoto. Seus dedos envolveram a extensão e Harry chiou, encolhendo-se e negando com a cabeça vezes demais.
— Não! — gritou, segurando o pulso de Louis que malmente o estimulava — Eu quero gozar com você.
Louis gemeu baixinho e ondulou o quadril dentro de Harry. O som de peles se encontrando misturava-se com os choramingos do cacheado.
Buscar por ar estava sendo cada vez mais difícil, e só piorou quando Louis subiu a mão mais uma vez, agora em direção ao seu pescoço infelizmente imaculado, e manteve um aperto significante. Aquilo extrapolou o limite de Harry. Mais lágrimas salgadas foram produzidas até que sua mente processasse o que ele deveria fazer para parar com o ato. Demorou três segundos para que sua mão abrisse e fechasse duas vezes, indicando que Louis deveria interromper a privação de ar, o que ocorreu imediatamente.
Harry reconheceu a feição preocupada de Louis enquanto ele o analisava para checar se estava tudo bem para continuar com a cena. Então, para provar que sim, estava tudo perfeitamente bem, e que não, Harry não precisava de um tempo, o cacheado segurou os dedos de Louis anteriormente posicionados em seu pescoço e sem cerimônia levou dois deles até os lábios. O cenho de Louis franziu por um instante sem compreender o que o garoto faria, até que ele sentiu uma quantidade significativa de saliva escorrer sobre seus dígitos e logo em seguida ambos serem forçados para dentro da boca receptiva de Harry que começou a chupá-los, simulando um boquete.
O garoto sentia sua entradinha ser abusada enquanto mantinha a boca cheia de Louis, fazendo questão de deixar os dedos bem molhados assim como faria se fosse o pau do seu papai no lugar deles. Suas bochechas quentes formavam vincos por tamanha dedicação que ele tinha em abrigar cada vez mais dos dígitos tatuados dentro de si. Louis os forçou até sentir a garganta de Harry resvalar nas pontas, fazendo o namorado engasgar uma última vez antes de acabar com a sua diversão, os tirando de entre os seus lábios.
— A coisinha se arrependeu de não ter mamado o pau do papai? — os dedos molhados de saliva seguraram o rosto do garoto, fazendo seus fluidos se misturarem enquanto Harry revirava os olhos — Bichinho inútil.
Harry amaldiçoou Louis por não deixá-lo virar o rosto em uma tentativa frustrada de escapar da humilhação, ao mesmo tempo em que sentiu seu próprio pênis vazar contra o abdômen e seu choro aumentar notavelmente.
— Desculpe, papai — choramingou, podendo ver as pequenas gotículas de água acumuladas em seus próprios cílios.
O cacheado, mesmo naquelas condições onde tudo era demais e ele almejava um bom descanso para recuperar-se depois que fosse usado, ainda tinha um pouco de consciência e persuasão em seu interior. Harry sabia o quão bom era em afetar Louis com as palavras certas. Mesmo que o mais velho tivesse um fetiche absurdo em ouvi-lo falar coisas obscenas, parte do mérito era seu por saber exatamente como moldar as sílabas até que as frases fizessem algum efeito sobre Louis, e ele sempre conseguia.
Então, ali, viu-se completamente submisso de Louis. Com o rosto molhado de lágrimas e os fios de cabelo grudando nas trilhas que elas deixaram. Ouvindo os gemidos gostosos do namorado próximo a sua orelha enquanto era fodido com força e sentia-se totalmente entregue a ele. Tendo a sensação de que seu rosto pegaria fogo a qualquer momento pelo calor presente em suas bochechas. Além de, é claro, a sensação incrível de se sentir pequeno e usado apenas para o prazer de Louis. Com tudo isso, Harry estava no limite mais uma vez, impedindo-se de vir até que Louis também viesse. Mas ele teria que acelerar o processo se quisesse cumprir com suas palavras.
Styles utilizou do seu último fôlego para olhar profundamente nos olhos de Louis e pedir com a voz mais doce que pôde utilizar:
— Goza dentro de mim, papai. Deixa o seu garotinho vazando você — sua outra perna também circulou o quadril de Louis para o manter dentro assim que suas palavras tiveram efeito.
Harry pode sentir o líquido de Louis jorrar dentro de si assim que pronunciou a última palavra, cruzando ainda mais os tornozelos nas costas do namorado para deixar a porra acumular-se no seu interior e pingar assim que seu buraquinho fosse abandonado. Louis gemeu rouco com o olhar cravado no cacheado assim que teve o orgasmo finalmente liberto. Harry comprimiu os lábios quando sentiu-se esporrando entre os dois abdomens, lembrando-se de não quebrar o contato visual para que Louis visse o estrago que suas lágrimas exaustas causaram.
O cacheado sentiu-se relaxado ao constatar que havia sido usado e servido como o brinquedo de Louis. Foi um milagre que seus dedos não tivessem perdido a força assim que sentiu o mais velho gozar jatos longos dentro de si. Sua obediência o mantinha ali até que a última lágrima escorresse pela sua face. Harry quase ronronou quando Louis levou uma mecha ondulada do seu cabelo para trás da sua orelha.
O papai estava tão orgulhoso dele e nada além disso importava.
Os olhos verdes fecharam assim que Louis repousou sua cabeça sobre uma almofada macia, entregue ao sono e ao cansaço com a certeza de que Louis cuidaria bem de si. Logo Harry sentiu-se vazio quando Louis saiu de dentro dele, perdendo a imagem do namorado que assistiu a porra vazar do seu cuzinho a medida que ele se contraia involuntariamente.
— Amo você. Amo o papai — murmurou, seus braços enlaçaram o pescoço de Louis em um abraço estranho quando ele voltou para perto de si.
O mais velho sorriu carinhoso para o seu menino, usando os polegares para enxugar as trilhas mais finas de água sobre seu rosto e aproximou-se para deixar um beijinho casto em seus lábios.
— Eu também amo você, carinho.
E foi com essa frase tomando o lugar de todos os seus pensamentos, com mais uma comprovação de que Louis o amava, que Harry adormeceu profundamente.
"Para garantir que o mais novo chegasse lá, o de olhos azuis levou a mão que antes estava entranhada entre os cachos, até o clitóris saltado e carente de atenção e começou a friccionar em movimentos circulares. Logo, as perninhas que rodeavam sua cintura, estavam tremendo indicando o quão perto Harry estava.
— Você é tão bondoso comigo, que goza com bem pouco… é o melhor irmãozinho que eu poderia ter, hm? — Mesmo que cauteloso nas colocadas, o ritmo que Louis se mexia já era mais intenso que o anterior, somente porque ele precisava ser mais rápido para não ser torturado.
A boca vermelha do cacheado estava aberta e dela, tudo o que saia, eram gemidos e chamados, ele clamava pelo maior quase como se ele fosse sua salvação. Suas unhas pintadas machucavam a pele das costas e ombros levemente malhados, seu corpo inteiro tremulava e então, sem mais nem menos, outro intenso orgasmo se explodiu de sua matéria.
Prontamente, seu corpo suado ficou mole e relaxado, as pernas que antes estavam apertando o meio-irmão se soltaram, assim como o aperto de seus dedos. Mas, nem por isso, parava de solavancar ao que ainda recebia as estocadas ritmadas.
Reformulando o pensamento, agora ele acha que não, Louis não é sua salvação, com certeza estaria mais para a perdição.
O maior, ao sentir como a bucetinha o espremeu quando gozou, foi incapaz de não aumentar a velocidade e a força que botava no menino, ele precisava de mais. Afinal, havia deixado claro para o de olhos verdes que, mesmo quando alcançasse seu orgasmo, continuaria o fodendo.
Louis sabia que precisava ir com mais calma com seu menino, mas toda aquela atmosfera estava deixando-o fora de si, ele não lembrava de algum momento de sua vida ter ficado assim, tão sedento.
Mas, é claro que isso não o impedia de notar caso o cacheadinho quisesse parar ou, apenas, de um tempo para respirar. Ele sabia, olhando para aqueles lindos focos iluminados, naquele tom de verde único, lacrimejantes como nunca, que Harry estava preso em um êxtase ardente, desfrutando dos instantes intensos que o prazer o proporciona. Belo e natural como jamais fora.
Tomlinson se apaixonou um pouco mais.
O mais novo ainda estava processando o orgasmo cru que fora arrancado de si, quando, parecendo acordar novamente, seus braços instáveis se agarraram no de olhos azuis como se necessitasse estar mais perto.
O membro pulsante e gotejante que entrava e saia de si sem dó alguma, passou a ser seu foco novamente, a forma como abria seu canal interno estava lhe deixando tonto. Havia acabado de chegar ao clímax e sentia que, a qualquer momento, poderia vir de novo. Dessa vez, não sabia se iria aguentar.
Voltando um pouco a si, Harry estava gemendo outra vez, agora mais manhoso e arrastado, suas cordas vocais estavam cansadas.
— Cacete, Harry. — Os sons de suas bolas colidindo com a pele do cacheado ficavam cada vez mais molhados, seu pau ainda encontrava dificuldade no vai e vem, mas quando se encaixava, escorregava para dentro como se devesse ficar ali para sempre — Eu vou te encher tanto de porra, vai ficar vazando a noite inteira. Eu sei que você tá doidinho por isso… p-pra ficar todo cheio de mim.
Louis levantou seu tronco, colocou as mãos na linda cintura do irmão e segurou firmemente, a usando de apoio para suas arremetidas. As pernas de Harry continuavam ao seu redor, as mãozinhas que agora estavam longe da pele quente tiveram de se contentar em agarrar o estofado do sofá até as juntas dos dedos ficarem esbranquiçadas.
Sua garganta não tinha descanso ao não parar de gemer e suspirar.
Tomlinson, quando viu aquela boquinha vermelha aberta, não resistiu a vontade e segurou o pescoço de Harry, usando o dedão para massagear o lábio inferior, num objetivo comando de que o menor deveria deixá-la daquele modo, se inclinou um pouco e apenas deixou com que a saliva que se acumulava em sua boca, fosse diretamente em direção a língua que, muito receptiva, se encontrava levemente para fora. Louis se segurou para não revirar os olhos quando observou como o cacheado apenas engoliu, até mesmo fechando os olhos numa clara satisfação pelo ato.
A mão calejada ficou ali mesmo, onde se encontrou confortável naquele pescoço tão atrativo, continuou metendo firme até sentir as bolas repuxarem e aquele conhecido calor se apossar de seu corpo.
— Lou. — A vozinha rouca saiu entrecortada, agora, numa tentativa de controlá-lo, Harry segurou no pulso do maior em seu pescoço. — Tá sendo demais… tá m-muito forte, Lou, n-não aguento assim. Você prometeu que ia m-me comer com carinho. — Suas falas traziam o esgotamento de seu corpo.
Sendo contraditório a suas próprias palavras, o menor revirava os olhinhos cada vez que era impulsionado para cima.
Tomlinson estava à beira de enlouquecer com a carinha que o irmão fazia. Uma mistura de inocência com uma impureza que parecia pertencer a ele. Fazia o mais velho querer acabar com o menor, meter nele até que a bucetinha gorda ficasse num tom próximo a vermelho sangue.
Aproximou-se de seu ouvido e sussurrou.
— E eu estou cumprindo com o que prometi. — Cada vez que sentia seu orgasmo mais próximo, Louis enfiava o pau de maneira menos ritmada. — To fodendo você com todo o carinho do mundo, bebê. — Dizia gemendo, sabia que isso deixava Styles tonto. — Não 'tá sentindo o quanto eu te amo?"
🍒
amores eu escrevi só até esse ponto. Obviamente não da pra finalizar ai, mas to meio sem ideias e desmotivado, me digam oq acharam pfvvv
Louis entra no quarto, sua calça de moletom cinza deixava a linha de seu quadril a mostra, o tronco nu e brilhante contra a luz do sol que atrevessava os vidros da janela.
– Eu preciso da sua ajuda!
Tomlinson deixa o celular sobre a bancada do quarto e fixa seus olhos em Harry. O marido tinha seus cachos presos em um coque mal feito, seu peitoral estava a mostra, as andorinhas em seu peito, a mariposa em seu estômago e as folhas em seu quadril, aquele tecido fino do baby doll pendia em um pedaço tão pequeno de seu quadril que escondia somente seu membro.
– Do que precisa boneca?
Louis tinha esse jeito sacana de ser. Harry não sabia dizer se era a diferença de 12 anos de idade que deixava o mais velho ainda mais charmoso ou se era só o tesão falando mais alto.
Harry formou um bico nos lábios e chamou o marido com a ponta do dedo logo tendo ele deitado nos lençois junto dele.
– Pode me ajudar a gravar um video? – ele pediu baixo enquanto tinha as mãos de Louis passeando por seus ombros.
Louis beijou sua nuca e seu pescoço colando a boca em sua orelha. – Que video? – Lambeu o lóbulo e raspou os dentes.
Harry gemeu e levou uma das mãos pra debaixo do travesseiro puxando as duas caixinhas de cor vinho. Louis apertou os olhos quando viu as letras em branco 'Pleasing' decorando a caixinha fosca.
– O que pretende fazer com isso, Harry? – ele perguntou, agora sua mão passeava pelo pescoço dele.
– Quero que use em mim, Lou – ele manhou jogando o pescoço no ombro do marido.
Louis suspirou. – Quer que eu use isso em você?
Harry chacoalhou a cabeça. – Eu preciso que você me ajude Lou, use em mim e me grave enquanto faz.
Louis franziu as sobrancelhas. – Quer que todos vejam o quanto você é sujo? – ele perguntou com a voz mansa. – Quer que vejam o quanto você implora por um pau enterrado nessa sua bunda?
– Uhum, por favor senhor, mostre como sou bom e como meus brinquedinhos novos são bons também. – ele implorou com a boca colada na bochecha de Louis.
Tomlinson sorriu sádico. Ele se levantou e posicionou o celular na ponta da cama, o ângulo era propositalmente escolhido pra gravar somente o corpo dos dois. Ele clicou no botão de gravar e seus olhos rapidamente se dirigiram ao marido.
– Você é uma vagabunda sabe disso não sabe?
Os olhos de Harry brilharam e ele chacoalhou a cabeça concordando. Louis engatinhou pelos lençois subindo lentamente pelo corpo do esposo. Primeiro deixou beijos sobre as pernas lisas e brilhantes, eram tão cheirosas, algo como tangerina e gengibre, subiu até as coxas tão roliças e gostosas. Mordiscou e sentiu Harry se remexer e arquear as costas.
Passou os lábios por cima do pau dele sem muito contato, apenas por provocação. Harry gemeu alto. Subiu mais um pouco e beijou o umbigo pequeno, pequenas lambidas sobre a barriga e principalmente sobre a mariposa bonita. Os peitos foram os proximos alvos.
Primeiro sua língua forçou o biquinho amarronzado arrancando de Harry um suspiro alto, depois deixou um selinho na pele, para logo em seguida mordiscar aquele montinho sensível e sentir Harry puxando seus cabelos da nuca.
– Senhor, por favor! – Harry suspirou sentindo seu corpo inteiro tremelicar.
Louis sorriu contra o peito do marido e passou a boca para o outro mamilo, cuspindo sobre a área sensível e mordendo com força em seguida. Seus dedos foram ágeis em apertar o outro mamilo, massageando e arrancando de Harry cada vez mais gemidos gritados.
Louis continuou beliscando com os dedos o mamilo de Harry, sua boca subia em direção ao pescoço, era uma pele tão cheirosa, tão macia e porra, tão gostosa de sentir sob os lábios. Sua língua traçou o caminho até os lábios róseos do marido.
Seu rosto pairado ao rosto dele, os olhos tão escuros e tão brilhantes fitando seus azuis. A boca aberta tão pequena soltando suspiros, as bochechas tão vermelhas de calor, de tesão. Tomlinson contornou os lábios dele com a língua, como se sua boca fosse uma tela em branco e sua língua o pincel, pintando sua obra mais bonita e valiosa.
Enquanto Louis passava sua língua sobre a boquinha de Harry, ele se esfragava como uma cadelinha em seu quadril, suas mãos arranhavam os quadris do marido e suas pernas se entrelaçavam juntas. Tomlinson-Styles chupou a lingua do marido pra dentro de sua boca, sugou com seus lábios atraindo o olhar dele pra cena.
Chupava de forma tão pecaminosa a língua, insinuando obscenamente um boquete, um boquete babado como ele sempre fazia na rola dele.
– Porra, você tem uma boquinha de puta tão boa. – Louis gemeu passando a mão sobre os cachos os puxando pra baixo.
Harry suspirou e mordeu os lábios de Louis, mordeu e sugou pra dentro de sua boca pra em seguida beija-lo de forma sedenta. Era um beijo molhado, babado e profano.
Tomlinson agora subia sua mão pro pescoço do marido, seus dedos apertavam a pele branquela privando-o de respirar. O beijo ia ficando mais lento conforme os dedos se apertavam com mais força e os suspiros se tornavam mais altos.
– Putinha suja.
Louis cuspiu as palavras sobre a boca dele, Harry sorriu lento e fechou os olhos mordendo os lábios.
– Me usa senhor. Se dê prazer com o meu corpo. Se dê o prazer como se quisesse isso.
O mais velho bateu na cara de Harry, um tapa fraco mas que foi forte o suficiente pra virar o rosto dele. Quando Harry voltou o rosto ele tinha um sorriso nos lábios, um daqueles sorrisos provocadores, daqueles que a ponta dos olhos até se curvam.
Louis apertou as bochechas dele formando um bico, bico esse onde ele cuspiu, a saliva pintando seus lábios rosados, ele não demorou a engolir toda a baba sorrindo grande quando Louis o elogiou.
Tomlinson sentou sobre a barriga de Harry, suas mãos puxaram a caixa vinho e sem mais delongas a abriu. O vibrador era lindo. A parte mais cumprida era da mesma cor fosca da caixa, os dois botões ficavam no topo logo perto da cabeça do brinquedo, que era em uma cor rosada.
Ele segurou o brinquedo com uma das mãos e encarou o marido, franziu as sobrancelhas e desceu seu tronco até que seus cabelos encostassem na testa do outro.
– Você quer isto dentro da sua boca? Hum? – ele perguntou enquanto beijava a bochecha de Harry, esse que assentia desesperado. – Quer babar nesse brinquedinho até engasgar e deixa-lo melado com a sua saliva? Quer?
– Sim senhor, por favor!
Louis sorriu e se endireitou. Segurou o vibrador em uma das mãos e em seguida o levou até os lábios de Harry, esfregou a ponta emborrachada naquela boca rosada e em segundos Harry tinha a lingua pra fora lambendo a ponta do brinquedo.
Tomlinson estava absorto, seus olhos se perdiam na pecaminosidade que era a lingua melecada de Harry lambendo aquele brinquedo tal como ele fazia quando lambia sua piroca.
– Que boquinha mais linda não é boneca? – Louis suspirou quando enfiou o brinquedo na boca de Harry vendo-o engolir tudo sem se engasgar.
Os olhos com lágrimas grossas, a respiração sôfrega, as bochechas coradas, os cabelos bagunçados e aquelas mãos delicadas passeando sobre os lados de sua cabeça, acariciando seu cabelo que estava maior na parte de cima e curto nas laterais.
Harry amava quando Louis cortava o cabelo daquela forma.
Tomlinson não tinha dó de Harry, afundava o brinquedo ao fundo da garganta, e toda vez que ele saía e voltava com o brinquedo pra dentro daquela cavidade gostosa, ainda mais sujo de saliva ele voltava.
Louis continuou a meter o vibrador na boca do esposo, desceu os lábios pros mamilos gordos dele. Porra ele passaria o resto dos seus dias mamando naqueles peitos. Tomlinson-Styles tremelicou na cama quando sentiu o vibrador atingir o fundo de sua garganta e Louis mordiscar seu mamilo.
– Senhor por favor – a voz saia abafada pela boca ocupada.
Louis mordiscava ainda mais seus mamilos, era até mesmo bonito de se ver a pele ficando cada vez mais vermelha por estar sendo extremamente estimulada. Com a mão livre Louis passeou pelos quadris de Harry e dedilhou seu pau, o baby doll ja estava totalmente arruinado pela quantidade de pré-porra que vazava da glande.
– Não tem vergonha de estar tão molhado assim? – Louis segurou o brinquedo dentro da boca de Harry, ele respirava pelo nariz de forma lenta. – Você não passa de uma vadia sedenta por pau, não é Harry?
Styles choramingou, a lágrima rolou por seu rosto enquanto chacoalhava a cabeça de forma agoniada. Ele sentiu o engasgo quando Louis meteu o brinquedo em sua boca e no mesmo instante apertou a glande de seu pau.
– S-senhor – Harry gemeu empurrando o quadril pra ter mais contato com as mãos do marido.
Louis sorriu grande quando percebeu o que ele fazia.
– Fique quieto e pare de mexer esse quadril, se controle. – Louis ditou empurrando o quadril dele com as mãos de volta pra cama.
Tomlinson arrancou o brinquedo da boca, um fio de saliva permaneceu grudado aos lábios de Harry e a ponta do vibrador, Louis fez questão de o esfregar sobre a ponta dos mamilos deixando-os cada vez mais durinhos.
Sem que ele esperasse Louis apertou o botão e o brinquedo tornou a vibrar. Era uma vibração intensa, fazia Harry gemer sôfrego e curvar o tronco na cama, o de olhos azuis assistia a cena maravilhado.
– Senhor! – Harry apertou os fios de cabelos de Louis – P-papai, lá embaixo, por favor!
O mais velho forçou o brinquedo sobre o peito de Harry quando escutou a palavra suja saindo da sua boca.
– Papai é? – Louis mordeu o lóbulo da orelha dele, a voz saindo junto com o rosto em uma feição sacana. – Agora sou seu papai?
Harry choramingou.
– Você sempre foi meu papai. M-meu único papai – ele apertou os cabelos da nuca de Louis – Meu p-papai favorito!
Louis desceu o brinquedo pela barriga e sua mão ousou descer pelas coxas de Harry. Ele apertou o pedaço de pele tão forte que Harry precisou choramingar, o vibrador descia por sua barriga chegando provocativamente perto da barra do baby doll.
O de olhos verdes se remexia impaciente.
– Mas que caralho. – Louis bufou e deixou um tapa sobre a coxa de Harry, no mesmo instante ele arregalou os olhos e voltou o corpo quieto ao colchão, Tomlinson subiu seu corpo sobre o dele novamente, seu rosto em frente ao rosto dele. – Você é uma putinha burra que não fica quieta enquanto não tem o que quer não é bebê? Mas isso me deixa tão chateado, porra.
Louis exasperou. Ele mordeu os labios de Harry, forte o bastante pra que um filete de sangue escorresse pelo canto deles.
– Se fosse bonzinho o suficiente eu iria te fazer gozar com os meus dedos, depois ia te fuder com o brinquedinho que você tanto quer ter enterrado na sua bunda, só então que o papai ia te usar como você merece. – ele revirou os olhos e negativou com a cabeça – Mas parece que não é isso que você tá merecendo, não é? Você é uma vadia barulhenta e impaciente, vou te usar como acho que devo usar, tá bem? E se você ousar fazer alguma graça, eu acabo com você, bebê.
Harry chorava. Chorava de tanto tesão, sentia seu pau escorrendo por entre suas pernas e seu cuzinho piscando desejando ter alguma coisa dentro dele.
Sem demora Louis puxou o baby doll pra fora do corpo dele e o virou de bruços no colchão, abriu as bandas gordinhas da bunda e cuspiu ali, sem dó algum, como se Harry fosse seu brinquedo. A saliva brilhou na entrada de Harry e o cuzinho piscou clamando por contato.
Esse que foi atendido, Louis esfregou a ponta do vibrador na entradinha de Harry, a outra parte rosada servindo de apoio para que ele pudesse provocar o esposo. A vibração enviava arrepios por todo o corpo dele, pequenos espamos atrevessavam seu corpo e ele segurava os gemidos em sua garganta.
Tomlinson estapeou a bunda branquela no mesmo momento em que enfiou o brinquedo de uma vez só. Styles gritou, sua garganta doeu e ele apertou os dedos nos lençois, os nós dos dedos brancos de tamanha força.
– Era isso que queria, não era? – Louis perguntou aumentando a velocidade do vibrador segurando ao fundo dentro de Harry enquanto com a outra mão puxava os cachos trazendo a cabeça pra trás.
As lágrimas escorriam livremente pelas bochechas. Harry não respondeu.
– Responde sua putinha.
– S-sim senhor, era i-isso que eu queria! – o mais novo forçou a cabeça no travesseiro – Oh porra!
Louis havia encontrado sua próstata. O esposo conhecia cada canto daquele corpo, seria quase como uma piada se não encontrasse a próstata tão rápido como o fez.
– Geme um pouquinho mais alto. – o tom da voz sarcástico saiu como um desafio ao de olhos verdes.
Harry virou sua cabeça de lado nos travesseiros e gritou. Literalmente gritou até que a veia do seu pescoço saltasse.
– Isso, geme assim mesmo – Louis massageou suas bolas pesadas – Bem alto pra que todos saibam que é o seu senhor que tá te fodendo.
Harry contraiu a entrada e Louis soube que ele estava bem proximo do orgasmo.
– Você não goza agora, tá me ouvindo?
Tomlinson-Styles abriu os olhos e fitou Louis, ele com uma expressão tranquila, diferente da sua que estava com as sobrancelhas franzidas, bochechas molhadas e vermelhas e lábios inchados de tanto morder.
Louis empurrou o vibrador até ter ele enterrado dentro do cuzinho do esposo. Ordenou que ele permancesse assim, de quatro com a bunda exposta pra cima e na visão da câmera. Saiu de trás do corpo dele e se deitou por debaixo do corpo magro, sua rola estava extremamente marcada e dura, as veias marcando no tecido claro do moletom.
Harry salivou enquanto tinha o quadril do marido ali, tão pertinho de sua boca, seus olhos eram pidões e boca ansiava para te-lo dentro dela, sentir o peso da pica esfregando contra sua língua e a cabecinha gorda surrando sua garganta.
– Cacete, dá pra parar de ser uma putinha burra e me mamar logo? – Louis pediu impaciente puxando a calça pra baixo.
Seu pau saltou pra fora em um som molhado, bateu na barriga e formou uma pocinha de pré-porra. Harry foi rápido e obediente ao estender a língua pra fora pra recolher todo aquele tesão que vazava da piroca dele.
Louis era bem dotado. Seu pau era grosso e grande, as veias tão grossas e marcadas, a cabeça grande e vermelha brilhava contra a luz do quarto. Harry salivava, a piroca de Louis era seu brinquedo favorito.
Ele esticou sua língua e lambeu desde a base até a glande, arrancando um suspiro sôfrego do marido. Louis foi rápido em segurar os cabelos da nuca de Harry, segurava com a outra mão a base do seu caralho, estava duro e pingante.
Bateu com a cabecinha sobre os lábios de Harry e a forçou pra dentro da boca dele, os lábios eram melados e a glande escorregava com facilidade ali, as bochechas sugavam com tanta força que era possível ver os vincos fundos deixando a maçã do rosto saliente.
Styles era provocante, mantia o olhar pregado em Louis, seus olhares permaneciam conectados não importava quão fundo sua rola batesse na garganta, seus olhos poderiam aguar e eles ainda estariam conectados aos azulados de Louis.
A câmera filmava perfeitamente a bunda de Harry empinada, o corpo todo inclinado pra frente, os cachos bagunçados presos por entre os dedos de Louis, ele que tinha o controle da cabeça cacheada e ditava a velocidade do boquete. Não tinha piedade da boca de Harry, o fazia engolir toda sua piroca sem pudor algum, fazia sua língua se esfregar em suas veias e massagear sua glande.
– Isso amor! – Louis jogava a cabeça pra trás – Mama o papai direitinho, isso! – Harry sugou a glande vermelha e gorda e punhetou o restante da piroca causando arrepios em Louis.
Tudo a partir daquele momento foi uma bagunça.
Louis tomou controle da situação e segurou a cabeça de Harry parada no lugar, as duas mãos segurando a cabeça cacheada e o quadril trabalhando arduamente metendo com força pra cima. As bolas batiam no queixo de Harry e ficavam molhadas pela saliva que escorria pelos cantos da boca dele.
Os lábios inchados de tanto rodear o pau gordo de Louis, a garganta já dolorida de tanto aguentar aquele tamanho grande batendo ao fundo dela. Seu cuzinho piscava entorno do vibrador, seu baixo ventre se revirava pelo orgasmo se aproximando mas ele obedeceria seu senhor.
– Isso amor! Sua boca de putinha me aquece tão bem! – Louis jogava a cabeça pra trás inerte a qualquer coisa que acontecia naquele quarto.
Harry rebolava lentamente sobre o vibrador, tirando dali seu próprio prazer, era tão gostoso sentir aquela vibração incessante em seu pontinho, ele podia notar o abdômen do marido se repuxando e subindo e descendo mais rapido, sabia que ele estava proximo de seu orgasmo.
– Isso boneca, mostra pra todo mundo como você me mama até ter meu leite escorrendo da sua boca – Louis bateu com a palma da mão sobre a bochecha de Harry – Até o fim boneca do papai, tô quase enchendo sua boca de porra!
Louis tinha os olhos escuros, como ele sempre ficava quando estava proximo de gozar. Harry amava quando a cor dos olhos dele ficava assim. A mão de Louis segurou o vibrador e no mesmo instante que estocou sua piroca na boca do marido empurrou o brinquedo até o fim.
O gemido que ele soltou enviou vibrações para o pau de Louis que não precisou de mais nenhum estímulo e esporrou todo seu prazer.
– Caralho!
Ele mantinha a rola enfiada na boca do marido derramando sua porra, fazendo-o engolir tudo. Harry tinha seus olhos chorosos, a boca extremamente vermelha e o corpo tremelicando, ele também havia gozado junto ao marido.
– Uma boneca tão boa, gozando junto do papai – Louis elogiou tirando o pau ainda duro da boca dele.
Segurou as bochechas do marido e o aproximou da câmera. Apertava a pele formando um bico gordo nos lábios dele, esses lábios que estavam melados e vermelhos, brilhavam contra a câmera do celular.
– Olha que boca de putinha, toda melada de porra do papai – o dedão se esfregou no lábio e empurrou pra dentro fazendo-o sugar o polegar. – Fala pra eles amor que você ama ter a porra do papai escorrendo da sua boca.
– Eu amo quando o papai me enche de porra!
Louis abaixou seu tronco e beijou os lábios do marido, beijou de forma faminta, sugou o lábio inferior e mordiscou arrancando um gemido sofrego. Empurrou ele de volta sobre o colchão e suas mãos puxaram o brinquedo de dentro dele, um gemido baixo foi a resposta pelo vazio que se instalou ali.
Tomlinson pegou o lubrificante e melecou seu próprio pau, punhetou bem proximo a entrada de Harry, a cabecinha esfregando naquele buraquinho sedento. Melecou o pau de Styles e punhetou na mesma velocidade que fazia em si.
– Você é tão gostoso Harry, tão perfeito pra me receber – Louis elogiava o corpo do marido enquanto provocava empurrando a pontinha de sua piroca no cuzinho dele.
– Me come senhor, me faça ser seu mais uma vez – a voz era tão sôfrega. – Me dê tudo de você, me usa, por favor!
Louis tinha um sorriso sacana enquanto punhetava seu próprio pau e afundava a cabecinha na entrada do esposo. Era gostoso sentir aquele calor lhe abrigar, tão gostoso que Louis sentia que iria ter que fazer um esforço absurdo pra não gozar assim que entrasse nele.
Empurrou sua piroca devagar, provocando tanto a si quanto ao marido que se remexia impaciente.
– Porra Lou me fode logo, mete logo esse caralho em mim – ele arranhou a nuca de Louis e puxou os cabelos curtos dali em sinal claro de impaciência.
Tomlinson então sorriu e sem esperar mais nada meteu todo seu caralho na entradinha dele. Seu quadril bateu nas nadegas branquelas e as bolas estalaram na bunda, os dois gemeram em uníssono, Harry por ter aquele pau grande e grosso atolado em si e Louis por ter um calor gostoso abrigando sua piroca.
– Ai caralho – Louis gemeu descendo o tronco só pra sua boca encontrar os mamilos de Harry.
Mordeu os biquinhos e puxou por entre os dentes, beijou a pele sensível e estocou fundo no marido. As costas se arqueavam a cada vez que Louis ia lento e fundo dentro de si, o pau encostando em sua próstata em todas as estocadas.
O calor que abrigava sua piroca era uma das melhores sensações do mundo, Louis passaria o resto de sua vida dentro do esposo. Tomlinson empurrava seu quadril com força na bunda de Harry, eram estocadas lentas, mas tão profundas que o corpo solavanca pra cima nos lençóis.
– Awn, senhor...V-você me fode como ninguém! – Harry arranhou a nuca de Louis – O-olhe, eu posso te s-sentir aqui.
Sua mão foi até seu baixo ventre onde ele sentia a cabecinha do pau de Louis batendo e causando uma protuberância . Seus olhos brilhavam enquanto mantinha a mão de Louis ali pra sentir o quanto o marido o fodia gostoso.
Louis pegou o brinquedo esquecido no colchão e o ligou, na velocidade media, o aproximou da glande do pau de Harry e sentiu o espasmo que percorreu o corpo dele, ele esfregava aquela ponta cor de rosa por toda a extensão do caralho de Styles, a pré-porra formava até uma poça proximo ao umbigo dele.
– Você dá gostoso demais boneca! – Louis elogiou descendo o tronco mordendo o lóbulo da orelha e prendendo o vibrador por entre eles. – Porra, essa sua 'bucetinha' de puta é tão gostosa.
Harry gritou. Seu corpo todo se arrepiou, sua entrada apertou Louis e seu pau liberou uma quantidade absurda de porra.
– F-fala de novo papai, por favor – Harry pediu agarrando o pescoço de Louis.
Ele sorriu sacana, obvio, levou sua mão até o pescoço de Harry, seus dedos envolveram a garganta como uma gargantilha das mais caras expostas nas vitrines, apertou com força a ponta dos dedos arrancando um suspiro dele.
– Você tem uma 'bucetinha' de putinha tão boa, tão gostosa, porra! – ele segredou raspando os lábios nos dele – Tenho vontade de te usar pra sempre boneca.
Harry tinha os olhos chorosos enquanto chacoalhava a cabeça afirmando que sim, Louis poderia usa-lo para sempre. O vibrador escorregava do pau de Harry de tão molhado que ele estava, o pau de Louis ia fundo, alcançando seu baixo ventre, o quarto fedia a sexo, a garganta de Harry raspava por estar tão seca e mesmo assim continuar a gritar pleno pulmões.
Louis socava sua piroca fundo na 'bucetinha' de seu esposo, o prazer dos dois nevoando o quarto e os deixando malucos, sedentos, com mais vontade um do outro. Harry já não sabia mais como estava aguentando tanto estímulo assim.
Era Louis empurrando sua rola até a base, a mão dele brincando com seus mamilos e vez ou outra apertando seu pescoço, o vibrador provocando sua glande avermelhada a todo momento e os lábios do seu senhor chupando e machucando o bico dos seus peitos.
– Isso!....Ai mesmo papai, não para – Harry gemeu quando Louis massageou com sua glande gorda sua próstata. – Você come minha buceta tão bem...
Ele estava inerte. Sempre ficava assim quando Louis o fodia, porque o marido era assim, um deus do sexo na cama.
– Que 'buceta' apertadinha hein bebê – Louis desceu seu corpo, o vibrador sendo preso por sua barriga no pau de Harry – Não importa quantas vezes eu já tenha te comido, ela sempre continua tão apertadinha pra receber meu cacete.
Ele falava contra a bochecha de Harry, o ar quente batendo ali fazendo o esposo revirar os olhos. Lambeu uma linha desde o maxilar até sua boca e mordeu os lábios, sem dó nem piedade, passou a lingua pelo corte recolhendo o sangue e sem esperar mais nada o beijou de forma sedenta e faminta.
Ele controlava o beijo, ele controlava o ritmo, a forma como sua lingua rodopiava, os estalos que saiam e até mesmo a forma como Harry mexia sua cabeça.
Ele sentia em seu pau os apertos da entrada de Harry, avisando que estava bem proximo de seu orgasmo, Louis o privava a tantos minutos que saberia que o esposo ficaria inconsciente quando finalmente gozasse.
– Vai gozar de novo pra mim bebê? – Louis perguntou socando mais rápido seu pau, apertando o vibrador junto do membro do marido e acariciando seus cachos. – Vai vir pro teu papai como a boa vadia que é, hum?
Harry gritou e chacoalhou a cabeça.
– Então vem amor. – Louis levantou seu tronco e dobrou os joelhos ficando com as coxas de Harry acima das suas, as pernas arreganhadas e o caralho ao fundo em sua bucetinha. – Fode essa 'bucetinha' no cacete do papai e goza pra mim mais uma vez.
Tomlinson-Styles não esperou mais nem um minuto pra começar a rebolar os quadris de forma lenta e sentir o pau de Louis saindo até a glande e entrando até a base. Era bom, tão fodidamente bom que era impossível pra Louis segurar os gemidos dentro de sua própria boca.
Louis forçava o brinquedo contra a glande melecada de seu bebê, subindo e descendo sobre todo o comprimento desenhando as veias e o provocando arduamente enquanto sentia seu pau ser bem aquecido.
– Isso é o máximo que consegue? Vamos brinque direito no meu pau, caralho – Louis estapeou a coxa de Harry que no mesmo momento começou a rebolar com rapidez. – Isso, assim...Cacete!
Harry sabia exatamente o que fazer. Cada vez que levava o pau do marido até a base contraia sua entrada pra que quando chegasse até a glande a apertasse com ainda mais força. Se fodia tão bem no cacete do marido que via estrelas passando por entre suas pálpebras.
– V-você... – Harry começou ofegante enquanto apertava seus próprios mamilos – V-você é meu brinquedo f-favorito.
Louis gemeu manhoso e começou a punhetar o caralho de Harry, punhetava com uma mão enquanto a outra ficava responsável por segurar o vibrador contra sua glande. Cuspiu em seu próprio pau ajudando a bagunça molhada de Harry, sabia que ele estava bem próximo.
Percebia o marido vez ou outra perdendo a força no quadril por tamanho esforço que fazia pra alcançar seu prazer. Louis tinha vontade de voltar a meter com força nele, só pra que pudesse ver os olhos se revirando e a boca em um O perfeito, mas esperaria que o marido implorasse.
Mesmo com a dificuldade não deixou de rebolar a bunda, o pau batendo todas as vezes em sua próstata o fazendo tremelicar e gemer gritado. Descia e subia no pau de Louis o fazendo ser seu próprio brinquedo, o usando em busca de seu próprio orgasmo.
– L-lou, eu não a-guento – ele arranhou as coxas de Louis debaixo das suas – Mete por favor.
Tomlinson sorriu contente, segurou o vibrador junto ao pau de Harry e deitou seu corpo sobre o dele, seu rosto pairando ao rosto do marido, ele estendeu a lingua e lambeu o queixo dele até que ela estivesse dentro de sua boca mais uma vez abusando daqueles lábios escarlates.
Seu quadril voltou a bater contra o do marido com uma força absurda, os corpos solavancavam na cama, Harry nem conseguia gemer, sua boca formava um O perfeito e seus olhos estavam revirados na pálpebra, suas unhas arranhavam as costas do marido descontando ali toda a euforia do orgasmo que chegava.
Louis também estava bem proximo de gozar, se segurava ao máximo pra simplesmente não encher o marido de porra. Sentia seu pau entrando em uma facilidade absurda por estar soltando tanta pré-porra, suas bolas estavam pesadas e causavam barulhos molhados na bunda do marido.
Não sabia como mas suas mãos ainda mantinham o brinquedo rente ao pau de Harry, ele pulsava tanto sobre sua palma que Louis achava até mesmo que ele estava gozando.
– Eu passaria o resto...Da minha vida fodendo sua 'buceta' bebê – Louis mordiscou o lábio inferior de Harry – Vem pra mim, goza no pau do teu papai, goza...
A voz era aveludada, e as investidas tão mas tão gostosas que Harry simplesmente não aguentou mais.
Sua entrada se contraiu com tanta força que Louis começou a empurrar ainda mais forte seu quadril contra ele, seu pau pulsava absurdamente na mão do marido esporrando tudo contra os abdômens dos dois, a boca gemendo alto, o pescoço todo jogado pra trás e as costas arqueadas no colchão.
– Isso amor...Assim mesmo... – Louis ficava maravilhado quando Harry gozava forte assim.
O de cabelo cacheado tinha os olhos fechados, como se estivesse fora de órbita, sua entrada se contraindo toda vez que Louis voltava com o cacete todo pra dentro, o pau extremamente sensível pulsava no meio dos corpos.
Tomlinson não parou de o foder, queria chegar no seu ápice.
– Agora você é meu brinquedo, putinha – Louis desferiu um tapa sobre o rosto de Harry não tão forte visto que o marido estava inerte pelo segundo orgasmo.
Louis levantou e se apoiou com as duas mãos ao lado da cabeça de Harry, seu corpo já extremamente suado e cansado pelo esforço, sua barriga suja pela porra do marido, alguns fios grudando em sua testa e suas costas tão molhadas que parecia que ele havia acabado de tomar banho.
Esfregou dois de seus dedos na poça de porra que Harry tinha feito em sua barriga e sem mais delongas chupou saboreando do sabor agridoce. Se abaixou apenas para deixa-lo limpo enquanto ainda metia dentro dele.
Juntou seus lábios aos de Harry fazendo o outro sentir seu próprio gosto.
– P-papai – a voz era tão baixa que se não tivesse colado ao rosto dele não escutaria. Louis resmungou esperando que ele continuasse – Me deixa cheio de porra, por favor.
Louis gemeu deixando mais duas investidas contra o marido. Rapidamente pediu que Harry se virasse de bruço, um travesseiro foi posto embaixo do quadril dele deixando a bunda empinada.
Tomlinson começou a punhetar seu pau rente a entrada do marido, sua glande arroxeada por estar se segurando, notou que Harry tinha as mãos inquietas mexendo nos lençois e os pés se esfregavam contra o tecido já todo amassado.
Louis então viu que Harry rebolava sobre o travesseiro buscando aliviar a dor de seu próprio pau.
– Já tá se esfregando como uma cadelinha boneca? — Louis perguntou enquanto provocava metendo só a cabecinha de seu pau dentro do marido.
Harry prontamente respondeu chacoalhando a cabeça. Tomlinson parou de provocar o esposo e enfiou o caralho de uma vez nele.
– Porra de cuzinho gostoso amor.
A visão que tinha era absurda, Harry se contorcendo e gemendo alto contra o travesseiro, vez ou outra mordendo a fronha por tamanho prazer que sentia. O mais novo contraiu a entrada apertando o caralho de Louis fazendo com que ele metesse ainda mais rapido.
Louis soltou um gemido estridente jogando a cabeça pra trás, as veias de seu pescoço saltadas, seu abdômen contraia e seu pau pulsava no cuzinho do marido. A porra quente prenchia Harry que tinha os olhos fechados, as sobrancelhas franzidas e o peito subindo e descendo freneticamente.
Harry também gozava de novo. Só o fato de ver Louis ali se desmanchando dentro de si foi o suficiente pra que ele viesse em sua barriga de novo. Seu corpo todo tremelicava na cama e sua cabeça rodopiava.
– Caralho!
Louis estava maluco. Seu pau pulsava tanto que chegava até doer e repuxar. Suas coxas tremiam e ele achava que iria até mesmo perder a força nas pernas.
Harry então se encontrava em outro planeta, os olhos fechados o corpo subindo e descendo na cama completamente inerte e tudo que acontecia no quarto.
Demorou algum tempo até que Louis se recuperasse e fosse até o celular ele focou na imagem de Harry acabado sob os lençóis e
em seguida desligou o video, a cama estava uma bagunça e Harry agora respirava de forma mais calma ainda de olhos fechados, Tomlinson foi até ele e acarinhou os cabelos cacheados.
O quarto fedendo a sexo, estava quente, assim como o corpo dos dois que estavam suados e pegando fogo.
– Amo você boneca. – Louis beijou a bochecha do esposo e trouxe o corpo mole pra si.
Tomlinson pegou o corpo do marido e o levou até o banheiro, encheu a banheira do quarto e permaneceu ali por tempo suficiente até que Harry estivesse consciente e limpo.
– Amo você Lou. – foi o que ele disse antes de se deitar sobre o peito do marido nos lençóis quentinhos.
Hazza estava tendo um dia horrível. O trabalho a deixou exausta, uma nota baixa em um projeto da faculdade a frustrou, e, para piorar, seu namorado lhe deu um bolo, deixando-a sozinha com seus pensamentos. Mas Hazza não era do tipo que ficava em casa chorando, remoendo o dia e se sentindo pior. Em vez disso, ela decidiu agir. Colocou seu vestidinho preto favorito, curto o suficiente para atrair olhares, e foi para um bar, determinada a encontrar um homem mais velho que a fodesse do jeito que ela gostava, com força, sem rodeios, tratando-a como a putinha que ela adorava ser. Era a melhor solução que Hazza podia imaginar para transformar seu dia em algo memorável.
Avisos de Conteúdo: Esta história contém conteúdo explícito, incluindo sexo oral e vaginal, dinâmicas de dominação/submissão, daddy kink, humilhação leve, privação de orgasmo, sexo bruto, marcação (chupões), exibicionismo, diferença de idade, sexo em local semipúblico, fluidos corporais e leve dor. Leia por sua conta e risco!
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O bar estava lotado, o ar denso com o burburinho de risadas, tilintar de copos e o som abafado de uma música que saía de uma jukebox encostada na parede. Era por volta de uma da manhã quando Hazza passou pelas grandes portas de madeira do local, o rangido delas se misturando ao caos sonoro. Ela usava um vestidinho tomara que caia preto, justo o suficiente para destacar suas curvas. Nos pés, suas fiéis mary janes, que já haviam pisado em muitos bares e muitas noites incertas. Seu cabelo solto balançava levemente enquanto ela atravessava o salão, desviando de corpos suados e olhares curiosos.
Hazza se direcionou ao balcão com passos decididos, já sabendo o que queria: uma bebida forte o suficiente para soltar as amarras da sua timidez e dar coragem para conversar com alguém. Porque, apesar de carregar uma aura de quem sabe o que quer, e, às vezes, de quem já teve o que quis, Hazza era um paradoxo ambulante. Por fora, uma verdadeira putinha, como ela mesma se descrevia com um sorrisinho malicioso; por dentro, uma garota que sentia as bochechas queimarem só de pensar em puxar conversa com um estranho. Beber, então, era o empurrãozinho que ela precisava para deixar a vergonha no fundo do copo.
— Vou querer uma bebida, por favor — pediu baixinho, quase num sussurro, enquanto se acomodava no banco alto do balcão, cruzando as pernas com cuidado para não deixar o vestido subir demais. Só então levantou o olhar, e foi aí que o mundo pareceu desacelerar. O barman era um homem mais velho, talvez na casa dos quarenta, com a pele bronzeada contrastando com um par de olhos azuis que pareciam enxergar através dela. Ele tinha uma barba rala, bem aparada, os braços cheios de tatuagens que escapava pela manga da camisa preta, enrolada até os antebraços. Hazza engoliu em seco. Se tivesse olhado para ele antes de falar, com certeza as palavras teriam travado na garganta, emboladas como um novelo de lã.
Ele ergueu uma sobrancelha, um meio sorriso surgindo nos lábios enquanto pegava uma garrafa de uísque sem nem perguntar se era isso que ela queria. Como se soubesse. Como se já tivesse lidado com garotas como Hazza antes.
— Gelo ou puro? — A voz dele era grave, com um toque rouco que fez os pelos da nuca dela se arrepiarem.
— Puro — respondeu ela, tentando soar mais firme do que se sentia. Ele assentiu, sem desviar o olhar, e deslizou o copo na direção dela com uma precisão que denunciava anos atrás daquele balcão.
Hazza segurou o copo, os dedos brincando com o vidro frio enquanto tentava organizar os pensamentos. O barman voltou a limpar o balcão, mas ela podia jurar que ele a observava pelo canto do olho. O ambiente ao redor parecia pulsar, como se o bar inteiro soubesse que algo estava prestes a acontecer. Ela tomou um gole generoso da bebida, sentindo o calor descer pela garganta e se espalhar pelo peito. Era exatamente o que precisava para se lembrar de quem era, ou de quem queria ser naquela noite.
— Noite longa? — perguntou ele, casualmente, enquanto polia um copo que já parecia limpo demais. Hazza hesitou, surpresa com a iniciativa. Normalmente, era ela quem precisava dar o primeiro passo, mesmo que tremendo por dentro.
— Ainda não sei — respondeu, inclinando a cabeça com um sorriso tímido, mas com um brilho nos olhos que dizia mais do que as palavras. — E a sua?
Ele riu baixo, um som que parecia vibrar no ar entre eles, e se apoiou no balcão, chegando um pouco mais perto. Perto o suficiente para Hazza sentir o leve cheiro de colônia misturado com o aroma de uísque e madeira polida.
— Depende de como essa conversa vai terminar — disse ele, os olhos azuis cravados nos dela, como se estivesse desafiando-a a decidir o próximo passo.
Hazza sentiu o coração acelerar, mas dessa vez não era só timidez. Era o tipo de faísca que fazia suas noites valerem a pena. Ela tomou outro gole, deixou o copo no balcão e se inclinou ligeiramente para frente, diminuindo a distância entre eles. A noite, que até então era só mais uma, de repente parecia cheia de possibilidades.
─── ୨୧ ───
A conversa fluiu como a bebida no copo de Hazza, cada gole a deixando mais solta, mais atrevida, enquanto o bar ao redor parecia desvanecer num borrão de vozes e luzes amareladas. O barman, que agora se apresentava como Louis, mantinha aquele meio sorriso que parecia saber demais, como se já tivesse jogado esse jogo antes, e vencido. Ele se movia com uma calma deliberada, limpando o balcão, servindo os últimos clientes, mas sempre voltando os olhos azuis para Hazza, que sentia o peso daquele olhar como se fosse um toque.
— E você, Louis? — perguntou ela, a voz arrastada pela bebida, inclinando-se para frente até que seus seios quase tocassem o balcão. — Nunca ficou com alguém que entrou por essas portas? Ou só fica olhando… como tá fazendo agora?
Ele riu, um som gutural que fez os pelos da nuca dela se arrepiarem. Seus olhos não disfarçavam mais, cravados no decote, onde o vestido mal segurava o volume dos peitos.
— Olhando? — Ele se inclinou mais, a voz baixando a um tom quase íntimo. — Tô imaginando como seria tirar esse vestido de você bem aqui, com o bar vazio.
Hazza engoliu em seco, o calor da bebida agora misturado com o fogo que subia pelo seu corpo. Ela sentiu a bucetinha molhar e mordeu o lábio, os olhos travados nos dele, e respondeu, quase num sussurro:
— E o que te impede?
A tensão entre eles era palpável, como uma corda esticada prestes a romper. O bar foi esvaziando, os últimos clientes tropeçando para fora, o relógio marcando quase três da manhã. A música parou, as luzes ficaram mais fracas, e só restavam Hazza, Louis e o eco do que estava por vir. Ela estava no quarto copo, a cabeça leve, o corpo solto, as pernas cruzadas balançando no banco. Louis varria o chão, mas seus olhos voltavam para ela a cada poucos segundos, como se estivesse marcando território.
— Tá ficando tarde, Hazza — disse ele, apoiando a vassoura contra o balcão. A voz era um convite disfarçado, os olhos ainda devorando o decote, agora sem nenhuma tentativa de disfarce. — O bar tá fechando.
Ela girou o copo vazio entre os dedos, o coração disparado, a timidez completamente afogada no uísque.
— E se eu não quiser ir embora? — retrucou, descendo do banco com um movimento lento, o vestido subindo o suficiente para mostrar mais coxa do que deveria. Ela se aproximou do balcão, os seios quase roçando a madeira, e olhou para ele com um desafio nos olhos. — O que você faz com quem fica?
Louis largou a vassoura, deu a volta no balcão e parou a poucos centímetros dela. Ele era mais alto, mais imponente de perto, o cheiro de colônia misturado com uísque e suor a envolvendo.
— Fica que assim você descobre — disse ele, a voz rouca, quase um comando. — Meu turno acaba quando eu trancar essa porta. E eu quero você aqui quando isso acontecer.
Hazza sentiu um arrepio descer pela espinha, o corpo inteiro respondendo ao tom dele. Os outros funcionários já tinham ido embora, o bar estava silencioso, exceto pelo som da respiração dos dois. Ela sorriu, um sorriso bêbado e provocador, e se recostou no balcão, deixando o vestido subir mais um pouco.
— Então tranca logo essa porta, Louis — disse ela, a voz carregada de intenção. — Porque eu não vou a lugar nenhum.
Ele a encarou por um longo segundo, o olhar tão intenso que parecia despi-la ali mesmo.
— Fica aí — disse ele, a voz grave carregada de algo que não era exatamente uma sugestão, mas também não era uma ordem. Era um convite, um desafio. Ele largou o pano que usava para limpar o balcão e caminhou até a porta da frente, os passos firmes ecoando no silêncio. Hazza o observou, o jeito que os ombros largos se moviam sob a camisa preta, a tatuagem no antebraço flexionando com cada gesto. Quando ele girou a chave na fechadura, o clique metálico soou como o estopim de algo inevitável.
Louis voltou devagar, como um predador que sabe que a presa não vai escapar. Seus olhos não deixavam os dela, mas desciam sem pudor pelo corpo de Hazza, o decote apertado, os seios que pareciam implorar para serem tocados, as coxas expostas contra a madeira do balcão. Ele parou a poucos centímetros dela, tão perto que ela podia sentir o calor que irradiava dele, o cheiro de colônia misturado com uísque e algo mais.
— Última chance de correr, garotinha — murmurou Louis, a voz rouca, um sorriso torto nos lábios enquanto se inclinava, as mãos apoiadas no balcão, uma de cada lado dela, prendendo-a sem nem tocar.
Hazza riu baixo, a cabeça leve do álcool, o corpo vibrando de antecipação.
— Correr pra onde? — retrucou, inclinando-se para frente, o vestido esticando ainda mais contra os seios. — Eu disse que ficava, não disse?
O sorriso de Louis se alargou, quase perigoso. Sem aviso, ele a agarrou pela cintura com uma força que arrancou um suspiro dela, erguendo-a como se ela não pesasse nada e jogando-a sobre a bancada do bar. A madeira fria bateu contra as coxas grossas de Hazza, e ela abriu as pernas instintivamente quando Louis se encaixou entre elas, o corpo dele firme, quente, dominando o espaço. Ela se arrepiou inteira, o toque dele eletrificando cada centímetro de pele.
Louis não perdeu tempo. Inclinou-se, os lábios encontrando o pescoço branquinho dela, deixando uma trilha de beijos molhados que começaram suaves, quase doces, mas logo se tornaram mais famintos. Ele inalava o cheiro de morango que vinha da pele dela, um contraste com o ambiente pesado de uísque e madeira. Hazza se derreteu, as mãos agarrando os ombros dele, sentindo os músculos tensos sob a camisa. Cada selinho deixado no pescoço a fazia tremer, o corpo se rendendo, ficando molinho enquanto ela se entregava ao calor da boca dele.
Ele chupou a pele com mais força, os dentes roçando de leve, marcando o pescoço com a clara intenção de deixar roxos que ela sentiria no dia seguinte, um lembrete pulsante de quem tinha estado ali. Uma das mãos dele subiu, agarrando o pescocinho dela com firmeza, os dedos pressionando o suficiente para fazer o pulso dela disparar, enquanto a outra mão deslizava pela coxa, puxando-a mais para si, o vestido subindo até quase revelar tudo.
— Você é um problema, sabia? — rosnou ele contra a pele, mordiscando o lóbulo da orelha dela, sentindo-a se contorcer sob ele. Hazza só conseguiu gemer baixo, as unhas cravando na camisa dele, puxando-o mais perto, os seios quase pulando do decote enquanto arqueava as costas, querendo mais, querendo tudo.
Louis a ergueu com um movimento firme, jogando-a sobre a bancada do bar, a madeira fria contra as coxas grossas de Hazza. Ele se encaixou entre elas, forçando-as a se abrirem para acomodar sua presença, o calor do corpo dele contrastando com o arrepio que subia pela pele dela. Hazza tremia, o corpo inteiro reagindo ao toque, à proximidade, ao jeito que Louis a dominava sem dizer uma palavra. Ele inclinou a cabeça, os lábios roçando o pescoço branquinho dela, inalando o doce cheiro de morango que parecia emanar da pele quente.
Os beijos começaram suaves, quase torturantes, selinhos molhados que desciam pela curva do pescoço, cada um arrancando um suspiro trêmulo de Hazza. Ela se derretia sob ele, as pernas instintivamente se apertando contra os quadris dele, o vestido preto subindo ainda mais, expondo a pele macia das coxas. Louis sorriu contra a pele dela, os dentes arranhando de leve antes de chupar com mais força, marcando o pescoço com intenção. Ele queria deixar roxos, queria que ela acordasse no dia seguinte e sentisse cada marca latejando, um lembrete dele.
As mãos dele subiram, uma agarrando o pescocinho dela com firmeza, os dedos pressionando justo o suficiente para fazer o pulso dela acelerar, enquanto a outra mão deslizava pela cintura, puxando-a mais para si. Hazza arqueou as costas, os seios quase saltando do decote, e deixou escapar um gemido baixo, entregando-se completamente ao calor da boca de Louis e à pressão dos dedos que pareciam saber exatamente onde tocar.
— Você é um perigo, garota — murmurou ele contra a pele, a voz rouca, quase um rosnado, enquanto mordiscava o lóbulo da orelha dela, sentindo-a se contorcer. Hazza só conseguiu responder com um suspiro, as mãos agarrando a camisa dele, puxando-o mais perto, querendo mais, querendo tudo.
— Lou, eu tô tão molhadinha — sussurrou Hazza, a voz baixa e trêmula, roçando os lábios na orelha de Tomlinson. Seus dedos estavam enterrados na nuca dele, puxando de leve os cabelos castanhos enquanto os acariciava com uma mistura de timidez e ousadia. — Fode a minha bucetinha, por favor! — implorou ela, o tom carregado de desejo, mas com um toque de vergonha que só tornava as palavras mais provocadoras.
Hazza sempre foi uma garota tímida, mas aquela tortura estava além do que ela podia suportar. O tesão a consumia desde a manhã, uma vontade ardente de se entregar que pulsava em cada pedaço do corpo. Ela não aguentava mais esperar, queria o pau de Louis entalado na sua buceta, enchendo-a o mais rápido possível.
Louis não pensou duas vezes. Sem hesitar, deitou Hazza sobre a bancada do bar, as mãos firmes abrindo suas coxas grossas com uma urgência que fazia o ar crepitar. Ele arrancou a calcinha rosa, já encharcada, revelando a bucetinha lisinha, vermelhinha e pingando de tesão. A visão era quase demais para ele. Louis queria meter de uma vez, foder aquela garota a noite toda até ela implorar por mais. Mas antes, precisava sentir o gosto daquele paraíso molhado.
— Porra, você é tão gostosa — sussurrou ele, a voz rouca e cheia de desejo, os lábios tão próximos da buceta dela que o calor do hálito fez Hazza se arrepiar inteira. Ele selou o grelinho com um beijo leve, quase cruel de tão provocador. Louis queria mergulhar de cabeça, chupar sem parar até sugar cada gota, mas torturar a garotinha era delicioso demais. Começou distribuindo selinhos lentos por cada canto da buceta, os lábios ficando melados com o doce que escorria dela. Apertando as coxas macias com força, ele finalmente caiu de boca, lambendo e chupando aquele pedacinho de céu com uma fome que fez Hazza gemer alto, o corpo tremendo sob o toque da língua dele.
Hazza gemia alto, os dedos cravados na cabeça de Louis, puxando os cabelos dele enquanto ele se enterrava contra a xoxota molhada dela. Louis se lambuzava sem pudor, a língua deslizando por toda a buceta, chupando o grelinho com uma fome que fazia as pernas dela tremerem. Ele lambia, beijava, explorava cada centímetro, tentando enfiar a língua o mais fundo que podia naquele buraquinho apertado e encharcado.
Os dedos do mais velho entraram em cena, roçando a bucetinha antes de se concentrarem no grelinho, esfregando-o em círculos precisos que arrancavam gemidos mais altos de Hazza. Enquanto isso, a língua de Louis mergulhava no buraco apertado dela, invadindo com uma mistura de urgência e provocação, saboreando cada gota do mel que escorria. O corpo de Hazza se contorcia na bancada, completamente entregue ao prazer que ele arrancava dela.
— Papai, por favor — Hazza gemeu baixinho, a voz quase um sussurro, as bochechas já rosadas ficando vermelhas como brasa quando percebeu o que tinha escapado. O apelido “Papai” saiu sem querer, e ela mordeu o lábio, envergonhada, o coração disparando enquanto tentava avaliar a reação de Louis.
Ele ergueu o rosto da buceta dela, os lábios brilhando com o mel que escorria, os olhos azuis cravados nos dela com um brilho de diversão e desejo. Seus dedos, no entanto, não pararam, continuando a brincar com o grelinho dela em movimentos lentos e torturantes que faziam Hazza se contorcer na bancada.
— Papai, é? — perguntou Louis, a voz rouca, carregada de um tom provocador que a fez estremecer. — Você gosta de me chamar assim, princesa?
Hazza hesitou por um segundo, o rubor nas bochechas intensificando, mas o olhar dele, tão seguro e sem julgamento, a fez deixar a timidez de lado.
— Gosto, Lou — admitiu ela, a voz ainda tímida, mas com um toque de ousadia que crescia a cada segundo.
— Então me chama assim, gatinha — rosnou Tomlinson, um sorriso safado nos lábios antes de mergulhar de volta na buceta dela. Sua língua voltou ao trabalho com fome, lambendo toda a extensão daquele lugarzinho molhado, do grelinho inchado até o cuzinho intocável da mais nova, explorando cada pedaço com uma mistura de devoção e provocação que arrancava gemidos cada vez mais altos de Hazza.
— Me fode, papai — Hazza reuniu o restinho de coragem que o uísque e o tesão lhe davam, as palavras saindo firmes, sem o tremor tímido de antes. Suas bochechas ainda estavam vermelhas, mas o sorriso de ladinho de Louis, cheio de aprovação e malícia, a fez relaxar, o corpo vibrando de antecipação na bancada do bar.
— Se é isso que a princesinha quer… — Louis respondeu, tirando a boca da buceta molhada da menina, a voz grave e carregada de promessa, os olhos azuis brilhando com um desejo quase predatório. — O papai vai foder essa bucetinha gostosa a noite toda.
Com um movimento rápido, Louis abaixou as calças, deixando o pau grosso e duro saltar da cueca. A cabecinha vermelhinha brilhava, molhada de tesão, pulsando de vontade. Hazza abriu ainda mais as pernas, os olhos arregalados ao ver o cacete do “papai” tão perto da sua buceta, que já pingava de expectativa. Era grande, muito maior do que ela estava acostumada, bem mais grosso que o do namorado, com veias marcadas que prometiam esticar cada centímetro dela.
— Você é tão grande, papai — murmurou Hazza, a voz misturando excitação e um toque de receio. — Não sei se minha bucetinha vai aguentar.
Louis riu baixo, um som rouco que a fez se arrepiar, enquanto segurava o pau com uma mão, roçando a cabecinha contra a entrada molhada dela, só para provocá-la.
— Você é uma putinha, amor. Tenho certeza que aguenta — rosnou Louis, a voz carregada de desejo enquanto passava o pau grosso por toda a bucetinha de Hazza, sentindo o calor molhado dela envolver a cabecinha vermelhinha. Ele esfregava a rola no grelinho inchado, arrancando gemidos trêmulos dela, que se contorcia na bancada, implorando por mais com cada som.
— Mas antes, quero que você mame no meu pau — ordenou ele, afastando o cacete da entrada dela, o que fez Hazza soltar um gemido de protesto, o corpo vibrando de frustração.
Ainda deitada no balcão, ela se virou, empinando a bunda branquinha de um jeito que fez o vestido preto, já embolado na cintura, exibir cada curva. Hazza lambeu os lábios, a língua saindo provocadora enquanto Louis se aproximava, o pau duro pulsando diante dela.
— Chupa do seu jeitinho, princesa — disse ele, segurando os cabelos dela com firmeza, mas deixando espaço para ela brincar. — Depois, o papai vai foder essa boquinha até você não aguentar mais.
Hazza sorriu, os olhos brilhando com uma mistura de ousadia e timidez, e começou deixando selinhos suaves na cabecinha do pau, saboreando o gosto salgado do tesão dele. No começo, ela chupava só a ponta, lambendo devagar, tentando torturá-lo como ele havia feito com ela. Mas Hazza não tinha o mesmo autocontrole, o desejo a dominava. Logo, ela abriu mais a boca, engolindo o pau o máximo que conseguia, a língua dançando enquanto tentava abrigar o tamanho dele. Suas mãos subiram, apalpando as bolas com cuidado, sentindo o peso delas, enquanto gemia baixo, os olhos fixos no rosto de Louis, que se contorcia de prazer.
— Porra, que boquinha gostosa — grunhiu Louis, a voz rouca, os olhos semicerrados. — Mas você gosta de deixar o papai foder ela, não é?
Sem esperar resposta, ele puxou os cabelos dela com mais força, tomando o controle. Começou a foder a boca gordinha de Hazza, o pau acertando o fundo da garganta dela a cada estocada. Ela se esgasgava, os olhos marejando, mas não recuava, as mãos agarrando as coxas dele para se equilibrar. O vestidinho, completamente embolado na cintura, deixava a bunda branquinha empinada, balançando a cada movimento, os pezinhos dela balançando no ar enquanto Louis metia sem piedade, o som molhado dos lábios dela ecoando no bar vazio.
Louis segurava a cabeça de Hazza com uma mão, os dedos entrelaçados nos cachos dela, enquanto a outra mão apertava e dava tapas firmes na bunda branquinha, deixando marcas rosadas na pele. Ele não aguentava mais a pressão, o calor da boca dela o levando ao limite. Com um gemido rouco, puxou o pau da boquinha dela, admirando o rosto da garota, as bochechas coradas, os olhos brilhando com lágrimas suaves, o batom borrado dando um ar de puro desejo.
— Abre a boquinha, deixa o papai gozar no fundo dessa garganta de putinha — ordenou ele, a voz grave e carregada de tesão. Hazza obedeceu na hora, a língua saindo provocadora, os olhos fixos nos dele, esperando ansiosa. Tomlinson gozou com um grunhido, o leitinho jorrando na boca dela, que engoliu tudo com um sorriso safado, lambendo os lábios enquanto o encarava.
— Boa garota — sussurrou Louis, acariciando os cachos dela com uma ternura que contrastava com a intensidade do momento. Ele deu leves tapinhas com o pau nas bochechas rosadas dela, o som ecoando no bar vazio. — Agora, continue sendo boa e vira essa bunda pra mim.
Hazza sorriu ainda mais, o corpo vibrando de excitação. Ela deslizou do balcão com um movimento lento, tirando o vestido preto num gesto rápido, deixando os peitinhos livres, os mamilos endurecidos pelo ar frio e pelo desejo. Virou-se de costas para Louis, apoiando o tronco na bancada, os pés firmes no chão, a bunda empinada para ele, os peitos esmagados contra a madeira fria. A posição a deixava completamente exposta, vulnerável e pronta, exatamente como ela queria.
— Vou foder tanto você hoje que seu namoradinho vai perceber o estrago na sua bucetinha — sussurrou Louis no ouvido de Hazza, a voz rouca e carregada de promessa, o hálito quente contra a pele dela. Ele esfregava o pau duro sobre a bunda empinada da mais nova, sentindo o cuzinho dela contrair de leve sob o toque provocador. — Você é mesmo uma putinha, hein? — continuou, o tom entre o deboche e o desejo. — Nem deu a buceta ainda e já tá louca pra me dar o cuzinho também?
— Papai, não diz isso, por favor — murmurou Hazza, as bochechas ardendo de vergonha ao ser chamada de putinha, mesmo sabendo que havia verdade nas palavras de Louis. Ela nunca tinha dado aquele lugarzinho, mas agora, sentindo o pau grosso dele esfregar gostoso contra seu cuzinho, o desejo a consumia. Tudo o que ela queria era que Louis a tomasse, que a fodesse até não aguentar mais.
— Por quê? Não é o que você é? Uma putinha sedenta por rola? — retrucou Louis, rindo baixo, a voz carregada de provocação enquanto dava um tapa forte na bunda da mais nova, o som ecoando no bar vazio e deixando uma marca rosada na pele branquinha.
— Lou, por favor, fode a minha bucetinha, papai — implorou Hazza, deixando a timidez de lado. Com as mãos, ela abriu as bandas da bunda, exibindo a xoxotinha molhada e brilhante para Louis, o convite descarado fazendo o corpo dela tremer de antecipação.
— Porra — grunhiu Tomlinson, os olhos fixos no buraquinho reluzente. Ele se aproximou, segurando os pulsos dela com uma só mão, imobilizando-a contra a bancada. A cabecinha do pau dele roçou a entrada da buceta, e quando ele empurrou, o buraquinho apertado abrigou a ponta tão bem que Louis não segurou o gemido rouco. Hazza se contorcia, sussurrando um “Papai, tá doendo” entre gemidos, mas mesmo assim rebolava, o corpo pedindo mais, querendo tudo.
Louis não se conteve. Enfiou o pau inteiro na bucetinha dela, começando a foder devagar, sentindo o calor e a pressão ao redor dele.
— Que delícia, papai — gemeu Hazza, as bochechas esmagadas contra a bancada, os olhos semicerrados de prazer. — Mais forte, Lou.
Louis não precisava de mais incentivo. Ele acelerou, fodendo com força, o som dos quadris batendo contra a bunda dela preenchendo o silêncio. Uma das mãos dele deslizou até os peitos grandes de Hazza, apertando os mamilos endurecidos com firmeza, arrancando gemidos desesperados dela enquanto a bancada rangia sob o peso dos dois.
Louis não resistiu, acelerando as estocadas, fodendo a bucetinha de Hazza com força, o som dos quadris batendo contra a bunda dela ecoando no bar vazio. Os gemidos desesperados dela enchiam o ar, e uma das mãos dele deslizou até os peitos grandes, apertando os mamilos rosados com firmeza enquanto beijava o pescocinho dela, os lábios quentes deixando uma trilha de calor na pele marcada.
— Caralho, que buceta gostosa, amor — grunhiu Louis, as mãos voltando para a cintura dela, os dedos cravando na carne macia enquanto ele metia com ainda mais força. O aperto da xoxotinha dela ao redor do pau grosso era enlouquecedor, cada estocada o levando mais perto do limite. Ele imaginava gozar naquele buraquinho apertado, vendo a porra escorrer lentamente, marcando-a como sua.
Hazza gemia alto, lágrimas escorrendo pelas bochechas rosadas, o prazer misturado com a intensidade quase insuportável. Era bom demais sentir o “papai” alargando seu buraco, esticando-a de um jeito que fazia seu corpo tremer. Seus peitos doíam, esmagados contra a bancada fria, enquanto Louis a fodia por trás, as pernas dela bambas, o desespero gostoso crescendo no fundo do ventre. Ela sabia que estava no limite.
— Papai, eu vou gozar — sussurrou ela, a voz entrecortada por gemidos, o corpo se contorcendo enquanto se rendia completamente ao prazer.
— Então goza gostoso pro papai, amor — grunhiu Tomlinson, aumentando a velocidade e a força das estocadas, o pau grosso deslizando com fúria na bucetinha apertada de Hazza. Sua mão desceu até o grelinho dela, começando uma siririca gostosa, os dedos esfregando o montinho de prazer com precisão. O toque foi demais para Hazza, que gozou no mesmo instante, o corpo tremendo enquanto gemia manhosa, sentindo Louis continuar a foder sem parar.
— Você é tão gostosa… poderia passar a noite toda comendo essa buceta — murmurou Louis, a voz rouca de satisfação.
Hazza mal conseguia se segurar na bancada, o corpo tremendo violentamente enquanto o orgasmo a atravessava como um choque elétrico. Seus gemidos ecoavam no bar vazio, misturando-se ao som molhado das estocadas de Louis, que fodia sua bucetinha sensível com uma força que parecia querer marcá-la para sempre. As lágrimas grossas escorriam pelas bochechas rosadas, o prazer tão avassalador que ela mal conseguia respirar.
A xoxotinha dela apertava o pau grosso dele com cada espasmo, leite quente do gozo anterior escorrendo pelas coxas, deixando um rastro pegajoso na bancada. Louis grunhiu, o aperto dela o levando à beira da loucura.
— Caralho, amorzinho, você goza como uma putinha perfeita pro papai — rosnou ele, os dentes cravando no pescoço dela, deixando mais um chupão roxo que pulsaria por dias.
Ele não parou, metendo mais fundo, mais rápido, prolongando o orgasmo dela até Hazza achar que ia desmaiar de tanto prazer. Com um último impulso brutal, ele gozou, o leitinho quente jorrando dentro da bucetinha apertada, enchendo-a até transborda, a porra escorrendo em fios grossos pelas coxas dela, pingando no chão escuro.
Hazza estava destruída, o corpo mole, as pernas bambas, os peitos doloridos enquanto tentava recuperar o fôlego. Louis se inclinou sobre ela, o peito largo pressionando as costas dela, o pau ainda meio duro roçando a bunda empinada enquanto ele mordiscava a orelha dela.
— Olha o estrago que o papai fez nessa xoxotinha — sussurrou ele, a voz rouca e carregada de satisfação. Ele deslizou a mão entre as pernas dela, os dedos roçando a buceta melada, espalhando a mistura de porra e melzinho dela enquanto ela se contorcia, sensível demais. — Tô pensando em te levar pra casa e te foder até você esquecer o nome daquele seu namoradinho.
Hazza gemeu baixo, o corpo reagindo mesmo estando no limite. Ela virou o rosto, os lábios entreabertos, os olhos brilhando com uma mistura de exaustão e desejo insaciável.
— Papai… eu não aguento mais —lmurmurou, mas o jeito que abriu as pernas de leve, expondo a xoxota pingando, dizia o contrário. Ela lambeu os lábios, o sorriso safado lutando contra a timidez. — Mas quero ser todinha sua, a putinha do papai.
Louis riu, um som gutural que fez os pelos da nuca dela se arrepiarem. Ele a agarrou pela cintura, virando-a com um movimento rápido, os seios dela balançando livres enquanto ele a puxava para sentar na beira da bancada. Sem aviso, ele meteu dois dedos na bucetinha dela, mexendo devagar, sentindo o calor e a porra que ainda escorria. Hazza gritou, as unhas cravando nos ombros dele, o prazer misturado com a dor da sensibilidade a deixando à beira de outro orgasmo.
— Você é uma putinha gulosa, hein? — provocou ele, os dedos acelerando, o polegar esfregando o grelinho inchado enquanto a outra mão agarrava o cabelo dela, puxando com força para trás, expondo o pescoço. Ele chupou a pele ali, os dentes marcando mais um roxo. — Vou te levar pro meu apartamento, te jogar na cama e foder cada buraquinho seu até você implorar pra parar. E mesmo assim, talvez eu não pare.
Hazza gemeu, o corpo se contorcendo sob os dedos dele, a cabeça jogada para trás.
— Papai, me leva… faz o que quiser comigo — sussurrou ela, a voz quebrada pelo desejo, as pernas se abrindo ainda mais, como se estivesse implorando para ser usada. Louis parecia faminto, os olhos devorando cada centímetro dela.
Louis devorava a boca de Hazza com um beijo feroz, a língua invadindo-a, dominando cada canto enquanto seus dedos continuavam fodendo a bucetinha dela sem piedade, o polegar esfregando o grelinho inchado com uma precisão cruel. Hazza gemia contra os lábios dele, o corpo tremendo na bancada, as pernas abertas, a xoxotinha pingando e apertando os dedos dele, à beira de outro orgasmo. Ela estava desesperada, os quadris rebolando contra a mão dele, implorando sem palavras para gozar.
Mas Louis tinha outros planos. Bem no momento em que os gemidos dela ficaram mais altos, o corpo se contorcendo no limite, ele parou de repente, retirando os dedos com um sorriso sádico. Hazza arfou, os olhos arregalados, as bochechas vermelhas de frustração.
— Papai, por favor… eu tava quase… — implorou ela, a voz manhosa, o corpo tremendo com a necessidade não satisfeita.
— Não, gatinha — rosnou Louis, lambendo os dedos melados dela enquanto a encarava, os olhos azuis brilhando com malícia. — Você só goza quando o papai quiser. E agora, não quero.
Ele deu um tapa leve na bucetinha sensível, arrancando um gritinho dela, antes de se afastar, deixando-a ofegante e à beira da loucura.
Hazza ficou ali, na bancada, o corpo ainda vibrando, a xoxota pulsando de desejo, a porra e o melzinho escorrendo pelas coxas. Louis pegou o vestido preto embolado ao lado, o tecido que mal cobria o corpo dela, e começou a vesti-la com uma calma provocadora. Ele puxou o vestido pelos braços dela, ajustando-o sobre os peitos grandes, os mamilos ainda duros marcando o tecido fino. Cada toque dele era deliberado, os dedos roçando a pele dela de propósito, fazendo-a se contorcer de frustração.
— Papai… por favor, deixa eu gozar — sussurrou ela, a voz trêmula, enquanto tentava esfregar as coxas para aliviar a tensão. Louis apenas riu baixo, um som gutural que a fez estremecer.
— Quieta, putinha. Você vai esperar até chegarmos na minha casa — disse ele, ajeitando o pau ainda duro dentro das calças, o volume evidente sob o tecido. Ele fechou o zíper com um movimento lento, os olhos fixos nela, como se estivesse saboreando cada segundo da tortura. — Lá, o papai vai te foder até você não lembrar nem do seu nome.
Hazza mordeu o lábio, o corpo inteiro implorando por alívio, mas a promessa na voz dele a mantinha rendida. Ela desceu da bancada com as pernas bambas, o vestido mal cobrindo as coxas, a bucetinha sensível roçando contra o tecido a cada passo. Louis pegou a bolsa dela do chão, jogou-a sobre o ombro e a puxou pela mão, guiando-a em direção à porta dos fundos. O pau dele, ainda pulsando nas calças, roçava contra a bunda dela enquanto caminhavam, uma provocação constante.
— Vamos, gatinha — murmurou ele, a voz carregada de promessa enquanto abria a porta, o ar frio da noite contrastando com o calor do corpo dela. — A noite tá só começando, e na minha cama, você vai implorar por cada gozo que o papai te der.
Ele a levou para fora, o bar ficando para trás, enquanto Hazza, com a xoxota latejando e o coração disparado, sabia que estava caminhando para uma noite que a destruiria de todas as formas que ela secretamente desejava.
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Então, essa foi minha primeira história, espero que tenham curtido tanto quanto eu gostei de escrever. Se vocês quiserem mais dessa putinha e do “papai” Louis, é só comentar que eu posto a parte 2, com eles na casa dele. 💗
Apenas mommry e louddy quase papais de primeira viagem
Harry, 27
Louis, 28
Tw: Omegaverse, tradicional, Lactation k1nk
Boa leitura!
Desde que Harry descobriu a gravidez Louis não tinha dormido uma noite completa, seu lobo estava inquieto demais para conseguir fechar os olhos por mais de 2 horas seguidas
Ele se sentia na obrigação de checar seus filhotes para ter certeza que tudo estava indo como deveria
Ele trazia café da manhã na cama e o aromatizava antes de sair para o trabalho - a aromatização é uma ação muito importante durante a gravidez já que ajuda a estabilizar os hormônios do omega - e sempre deixava um moletom inundado nos seus feromônios para Harry deixar no ninho
Depois que chegava do trabalho ele ia direto tomar banho para se livrar do cheiro de outras pessoas no seu trabalho, oque podia enjoar o cacheado, para só então poder passar o resto da noite acariciando a barriga que crescia cada vez mais
Essa rotina continuou por 7 meses até a barriga de Harry estar grande demais para qualquer uma de suas roupas conseguir cobrir
“Alfa eu não posso ir no shopping com a suas roupas!” Harry fala ignorando o homem emburrado que o olhava pelo espelho
“Fica bem melhor do que isso ai” ele faz cara feia para a regata que cobria apenas metade da sua barriga “está expondo os meus filhotes e fora que você é um omega casado, não é de bom tom”
“Alfa bobo” Harry ri enquanto termina de arrumar seu cachos “vamos?” Louis apenas assente
O passeio foi um pequeno caos, qualquer pessoa que chegasse perto demais da barriga cheinha era motivo do mais velho começar a resmungar e puxar Harry para longe
Assim que eles compraram o primeiro cardigan apropriado Louis fez Harry vestir com a desculpa que “o vento estava começando a ficar frio demais”, Harry não questionou sabendo que só assim o moreno sairia da defensiva
No fim da tarde Louis já trazia consigo 6 sacolas de lojas diferentes enquanto Harry tomava o seu milk shake de morango e caminhava engraçado - aos olhos de Louis - por causa de sua barriga
“Theo não gosta de morango” Louis não gostava de morango “ele me falou por telepatia”
“Não seja bobo, Louis. Ele sequer sabe oque é morango” Harry acaricia a barriga sentindo os chutes em sua palma “viu?”
“Essa foi a Layla, traidora” ele resmunga a ultima parte “Theo já tem muita certeza do que ele gosta” Louis pousa a mão no outro lado da barriga e pequenos chutes começam ali também “esse foi o Theo” Harry sorri bobo
🍼
“Louis seu cachorro! Eu já falei para se transmutar antes de entrar em casa!” Harry grita caminhando de encontro ao mais velho, encontrando apenas um lobo de pelagem cinza deitado ao pé do berço que ficava no quarto deles “você sujou toda a sala com essas patas imundas” Harry resmunga baixo antes de deitar na cama e observar o outro que dormia com a cabeça apoiada em suas patas “eu sei que você ta fingindo” o alfa bufa antes de abrir os olhos, o azul intenso focando em Harry
“Porque está transmutado?” O lobo levanta caminhando até a beira da cama e apoiando a cabeça ali, proximo a barriga de Harry “você tem feito um bom trabalho aromatizando eles, está tudo bem” o focinho gelado analisa o cheiro dos filhotes e então Louis se transforma novamente
“Senti o cheiro de Layla oscilar hoje de manhã, quis apenas ter certeza que estava tudo bem” ele deita puxando Harry para seu peito “acho que fiquei ansioso demais porque falta pouco tempo para eles nascerem”
“Não precisa se preocupar, o próprio medico ja disse que eles estão fortes e saudáveis” Harry ronrona com o carinho em seus cachos “Lou você prometeu que faria de tudo para garantir o bem estar meu e dos filhotes, certo?”
“Uhum, oque aconteceu? Está com dor? Sabe que pode ser contrações de treinamento! Eu li esses dias que gravidez de gêmeos podem acabar antes do tempo! Ai meu deus será que eles já vão nascer?!” O mais velho levanta e começa a caminhar em círculos falando sem parar
“Louis!” Harry o chama mas é apenas ignorado “alfa! Me escuta” Ele tinha entrado em um certo transe de ‘meu deus os gêmeos vão nascer’ “Louis William Tomlinson-Styles será que da para parar de surtar?” E então o moreno congela no lugar observando Harry ofegante no centro da cama fofinha, porem um detalhe chamou atenção das orbes azuis, o pijama de ceda estava molhado na altura dos seios gordinho e o cheiro de leite invadiu suas narinas
“Hazza você… você ta produzindo leite!” Ele se aproxima sentando na frente dele “porque não me disse antes
“É isso que eu estava tentando falar nos últimos 5 minutos!” Ele ofega sentindo Louis apertar levemente o peito cheio fazendo mais leite vazar “não faz assim… tá sensível” ele afasta a mão tatuada com um biquinho nos lábios
“A gente pode testar aquela bombinha que a gente comprou”
“Eu ja testei, ela faz doer muito” Harry começa a desabotoar o pijama devagar “eu tava pensando em tentar um jeito mais tradicional” as pupilas dilatam tomando conta do azul assim que Harry deixa a roupa cair por seus ombros
“Você quer que eu mame?” O omega assente e mal tem tempo de piscar antes de Louis o puxar para seu colo e abocanhar seu seio
Harry geme sentindo o piercing estimular seu mamilo sensível enquanto Louis fechava os olhos sentindo o liquido morno invadir seu palato
Ele sugou com mais força fazendo o mais novo agarrar os fios castanhos em busca de apoio
A sucção só cessou quando Louis se afastou para começar a mamar no outro lado, Harry rebolava no pau de Louis sentindo ele começar a endurecer abaixo de si
“Deixe eu terminar meu trabalho, omega” ele falou ríspido ainda com o peito em sua boca e desferiu um tapa na coxa gordinha, deixando a mão ali como sinal para ele ficar parado. Harry geme ainda mais alto com a ardência em sua pele
Harry já sentia sua lubrificação escorrer molhando o interior de suas coxas e se misturar com o pré gozo que vazava de seu pau, ele nunca imaginou que ficaria tão excitado em sentir Louis mamar o leite de seus peitos mas o alfa continuava a o surpreender cumprindo promessas que o cacheado sequer lembrava
“Você é tão docinho, amor” ele se afasta com um barulho estalado e trilha um caminho de beijos até o pescoço do cacheado em seu colo, mordendo proximo a glândula aromática dele, mas não forte o suficiente para selar uma marca. Harry ofega sentindo um arrepio correr pela sua espinha, ultimamente Louis tem o instigado muito mais em selar a sua marca.
“Me fode, Lou” Harry o puxa para um beijo faminto, o cheiro de chocolate e café se misturando no ambiente
O alfa deita o mais novo na cama novamente para poder puxar o short do pijama para fora do corpo dele, o cheiro de chocolate ficando cada momento mais forte
Louis se encaixa entre as coxas gordinhas e começa a beijar a barriga de Harry o segurando com carinho até chegar no interior da coxas molhadas pela lubrificação
Ele segurou o membro de Harry pela base, o masturbando devagar antes de o tomar inteiro na boca
Harry xingou se frustrando pela barriga o impedir de ter a visão completa de seu alfa, Louis notou os choramingos e se afastou, se deitando atrás dele
“Eu estou uma baleia, Lou!” Lagrimas escorreram pelas bochechas vermelhas
As mudanças de humor se tornaram algo recorrente na gravidez e Louis já tinha se acostumado com a imprevisibilidade do cacheado
“Shh… você nunca esteve mais lindo, neném” ele tira sua calça de moletom e cueca em um movimento e logo volta para o aconchego do calor de seu omega “olha como você me deixa” Harry sente o membro duro roçar contra sua bunda “você fica tão gostoso que eu poderia te deixar para sempre gravido, sempre cheio dos meus filhotes” a glande gorda pressiona contra a entrada de Harry arrancando um gemido dos lábios cheinhos “você é a mamãe mais linda desse universo, Hazza”
“Porque você me ama tanto, Lou?! Eu fui um babaca com você nos primeiros anos da faculdade!” mais lagrimas teimosas escorreram dos olhos verdes, isso era demais para Harry.
“Pois é, olha onde estamos agora, casados e esperando gêmeos mesmo depois de você jurar que iria me matar durante o meu sono naquela viagem de turma” Louis afundou o rosto no pescoço de Harry, se perdendo no cheiro de seu marido enquanto continuava estocando exatamente contra a próstata sensível “no fim das contas eu sou o mais perfeito para você”
Harry tremia nos braços de Louis sem conseguir raciocinar direito, ele sentia seu baixo ventre revirar formando um orgasmo que o tiraria de orbita. Ele teve certeza quando Louis estocou mais uma vez contra seu ponto sensível e o fez liberar toda a tensão acumulada em faixas de gozo contra o edredom
Louis grunhiu com o aperto em seu pau e não conseguiu se controlar mais, por fim gozando por toda bunda e costa do cacheado
Harry ainda gemia baixinho contra o travesseiro enquanto sentia Louis o limpar com uma toalha úmida, o tecido morno passeando por sua pele com cuidado
“Quer que eu prepare a banheira? Pode relaxar um pouco enquanto eu troco os lençóis” Louis fala acariciando as costas de Harry, um toque inocente sem segundas intenções
“Quero que tome banho comigo, alfa”
“Posso entrar depois”
“Então eu quero”
🍼
A agua da banheira começava a esfriar quando Harry relaxou completamente contra o peito tatuado, ressonando baixinho nos braços de seu alfa
“Fiquem quietos a mãe de vocês está dormindo!” Louis fala baixo sentindo os chutes em sua palma cessarem
Ele aproveitou que Harry acordou por um breve momento para o carregar até o quarto e o ajudar a se trocar e secar o cabelo, ele estava praticamente dormindo sentado
“Boa noite, nenem” ele beija testa do cacheado e dois beijos em cada lado da barriga “boa noite, filhotes” então ele se deita abraçando o corpo de Harry, o prendendo contra si