Os olhos são grandes para o delírio As mãos grandes para os doze trabalhos Os braços enormes funcionam como araras Os pés grandes para sustentar mitos Caput, curta verdade Reclino de poltrona Corpo descaso Descanso dos sábios Estômagos mictórios Estanca todo o moinho Que faz-se de enguia E percorre corpos Dedicatória descascada Vitória de festim Prologando o feitiço Impuro da igreja do corvo A estrela que reluz entre cicatrizes Era incêndio domesticado Em âmbito plural sem defeitos Um semblante comestível, sabor naftalina Orbitas através da rosa Que consente com cruzadas Desde que sejam para afagar a morte E diluir no sangue algumas rosas brancas O cavalo e o coice O veículo e o carma A os punhos serrados E o bisturi feito de lupa Como de fígados que se entregam Como a carne que se regenera Ainda em meus lábios abutres Colorindo pupilas de anjos empalhados
Tardar, Ser e Outros Cacos de Vidro, Pierrot Ruivo












