Reverbera o rito no prato
O grito contido não estufa
A fome física e a metáfora
Hão de duelar por tua orbita
Risquei verbetes
Dissequei verbos
Brindei em primaveras tardias
O eco protagonizado por minha raiva
A morte não lhe absolverá
Enquanto decide o tamanho de jazigos
E inscrições talhadas em portões dourados
Estrela, cruz, coroa a miragem subversiva
Este pó fora o amor da mais alta fidúcia
Abelhas de jardins, ratos de castelos
Ambos sonham com os senhores de seus destinos
As mãos, a pele, a reza sob o corpo da plebe
Fitavam e iniciavam-me em outros ciclos
Da qual a função seria o rodopio por esporte
Feito bailarino foragido dos palcos
Não fui o transporte de retorno dentro da noite...
Sinta o próprio estômago um privilégio
Com malas, folias e fábulas
O teu rei de estômagos fora um efeito meu
Também pudera, eramos a polaridade de jantares
Estaria estéril à Ester?
Sua voz não saia de mangas três quartos
Os lábios rachados eram chão de São Paulo
As olheiras fundas eram paraísos farmacológicos
A mesa faria parte da prataria
Combinando ornamentos como os do garfo e do bisturi
Afiadíssima memória exaltou os anos da prosperidade de polpa
A carne servida à visitas crua, pronta para o primeiro corte ao sabor da saliva...