tenho caçado momentos de felicidade. sabe quando você sente uma vez e é um sentimento tão bom que você quer se agarrar a ele e viver repetidamente? rir por horas a fio com uma pessoa que entende todas as suas incertezas e engrenagens da sua mente, ouvir uma música que ativa todas as suas células em inércia e te faz querer gritar pro mundo, porque aquela música é boa demais pra simplesmente não ser escutada no último volume.
tenho procurado formas de fugir da rotina e sentir a euforia do inovador sob meus olhos, de encontrar um passatempo tão prazeroso que me faça fugir da realidade e ser transportada praquela sexta dimensão que eu não sei onde fica. e às vezes eu prefiro mergulhar na rotina também, me prender nas ocupações e esquecer da caminhada até perceber que, na verdade, eu já estou lá na frente.
eu consigo encontrar felicidade até mesmo na exaustão, de ter um dia tão cheio que, quando eu relaxo as costas no colchão, eu sinto todos os meus músculos perderem a tensão. para então me lembrar que através de todos os dias difíceis moram os momentos felizes. como a sensação reconfortante depois de ouvir algo legal que uma pessoa me disse apenas porque ela quis, e não porque sentiu a obrigação de dizer. ou olhar no espelho e ficar feliz com o que eu vejo e me sentir bonita. e eu definitivamente fico feliz quando vejo que causei sentimentos bons em outra pessoa sem precisar me esforçar pra isso.
talvez a felicidade não seja um sentimento constante, pode ser que seja melhor eu parar de procurar por ela e me importar em sentir.
margot.













