Aquele momento depressivo da vida em que você apela pro LinkedIn

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Aquele momento depressivo da vida em que você apela pro LinkedIn
NÃO SE ILUDA...
Não se iluda: quem não “te quer” mais por perto vai minimizar as suas qualidades e vai super dimensionar os seus defeitos.
Vai esquecer o quanto você foi útil, o quanto iluminou e o quanto tornou tudo melhor. Não vai defendê-lo de nenhuma injúria e vai até se calar diante dela.
Não se iluda: quem não “te quer” mais por perto vai substitui-lo por pessoas que nem vão gostar de fazer o que você fazia, mas custarão menos do que você custava.
Mas acredite: o fato de não quererem mais você por perto não quer dizer que você perdeu o valor. Quer dizer apenas que a lente usada para enxergar as suas virtudes nem sempre é a mesma usada para ver as suas limitações.
Lídia Vasconcelos
Hoje eu só queria ficar deitado o dia todo
Sem força para enfrentar o mundo aonde estou fracassando dia após dia e hoje qualquer vontade se ausenta no meu corpo
Me sinto mal
Mal mal mal
Sem emprego, sem entrevista
Não me sinto capaz de conquistar nada do que almejo
Me falta coragem e determinação
Um dia ruim, um mês ruim, um ano ruim.
Uma vida
Não quero que seja isso
33 million people are hungry in Brazil, 14 million more than in 2020.
We already know that there will be some zombies who will defend him… I can't understand how there are still people who support him. Unemployment, Inflation, Hunger, Deforestation all on the rise, what is the purpose of these people??
Annihilation Government. instagram.com/porracristo/
O desemprego dói a alma
me sinto perdida
eles me pedem pra ter calma
não sei o que será de mim.
Preciso ter idade
preciso ter experiência
ter necessidade
não querer muito
nem pouco
"mas todo mundo tem emprego
o problema deve estar em você"
Talvez esteja
vagabundo, parado, endividado
o jovem não tem lado
somos sempre os culpados
nunca é a nossa vez
e agora teremos que aceitar qualquer coisa
pra poder comer
pra poder sobreviver
mas se esqueceram de uma coisa
muito útil
sem a gente não tem futuro.
26 anos e a frustação não me larga
Li em qualquer lugar um tempo atrás que depois dos 20 anos quando você mora com seus pais, no meu caso com a avó, você passa a ser meio que um inquilino, já está ali incomodando, apesar de ninguém dizer nada, você sente que está incomodando, mesmo que não esteja.
Eu pedi demissão do meu trabalho no começo de dezembro de 2021 e não estava programado mas eu estava em um trabalho que eu odiava e falta de respeito e como era tratada naquele lugar se tratou um problema no qual eu não conseguia mais lidar até que um dia explodi e pedi para sair.
Após um mês ainda não tive aquele dia de desempregado, no sofá de pijama o dia todo, comendo salgadinho e tomando refrigerante dormindo e acordando no meio da sua bagunça, tomar uma cerveja às 08h da manhã, pois você é desempregado, merece esse, para mim, reconhecimento de fracasso, sentir esse sentimento, vocês entenderam o que eu quis dizer, e então, seguir com a vida, como se ressurgisse de suas cinzas e então começar a virada de vida na busca do novo emprego. Sinto que ainda estou presa que não consigo virar a página.
E é sobre isso e não tá tudo bem.
Apesar de eu estar plantando sementes todos os dias quero que elas floresçam o quanto antes, a paciência de pensar no longo prazo têm me consumido e a ansiedade atrapalhado meu sono, logo, não consigo ser produtiva e fico reclamando que não sou produtiva. Há outro fato, quando estou a toa, minha consciência pesa para um c4r4lh0 que eu estou a toa e quando estou fazendo algo me rodeia o pensamento de eu preciso ficar um pouco a toa.
É uma fase, vai passar, mas é difícil.
Reticente
O que eu realmente amo?
No que eu realmente sou boa?
Costumava acreditar que escolher ser uma historiadora era a resposta para isso. Costumava amar os livros, costumava amar os artigos científicos, costumava amar todo o ambiente universitário, costumava amar a ideia da profissão, costumava acreditar que eu era realmente boa nisso.
Acontece que todas as minhas certezas caíram por terra de uns tempos para cá.
Eu não sou mais a mesma. Mas o mundo não é mais o mesmo.
De repente eu precisei parar de sonhar, apostar no “trabalho por amor” e acordar para a vida adulta.
Precisei deixar um pouco o drama e pensar em dinheiro, outros planos, outros sonhos, alguns desejos egoístas.
A carreira que eu sonhei construir não tem feito mais sentido. Só que ao mesmo tempo, eu não vejo outra que faça sentido.
Nada faz sentido.
Talvez nunca tenha feito. Mas, eu fui tola demais, imatura demais.
Não estou desempregada, mas, não trabalho no que amo e nem no que escolhi amar e fazer. Parece que historiadores só vivem de ideias. Só que eu preciso pagar as contas (apesar de, nesse emprego, não ganhar o suficiente para isso).
Tenho tentado abrir a mente, me permitir alternativas. Tenho me esforçado muito para amar o que eu estou fazendo agora. Mas, não consigo me ver aqui nesse lugar para o resto da minha vida.
Não sei o que fazer com o meu diploma, com as minhas contas, com os meus sonhos e com o meu futuro.
Lá atrás, quando eu me permitia ter esperanças, parecia uma matemática básica: me formaria no curso que escolhi e trabalharia fazendo aquilo que estudei para ser.
Ser. Talvez esse seja o problema. Quem eu sou? Nessa sociedade o trabalho, mais que dignificar o “homem”, o define. Talvez eu busque mais que amor pela profissão. Talvez eu busque a mim mesma e por isso é tão difícil.
Entreguei todos os currículos que pude. Não obtive respostas. É o estado natural de muitos jovens brasileiros como eu. Ultimamente, não tenho terminado os livros que começo a ler. Perdi a motivação. O prazer. Seguir a carreira acadêmica? Para que? O mestrado parece um enfeite no meu currículo. Não existem palestras motivacionais ou coaching que me salvem disso.
A realidade é um rolo compressor.
Talvez eu tenha demorado muito para acordar para isso. Quando penso nas minhas escolhas passadas, talvez eu devesse ter aceitado mais os conselhos dos adultos, talvez eu devesse ter ignorado um pouco minhas paixões, talvez eu devesse ter sido mais objetiva, menos impulsiva, devia ter pensado mais na minha segurança, pensado nesse papel frágil e tão significativo em nossas vidas, que chamamos de dinheiro. Devia ter prestado atenção nos livros de História do Trabalho, eu não nasci com privilégios e nem sou a porra da dona dos meios de produção.
Será que é cedo pra dizer que eu fracassei em tudo?
Será que estou sendo dramática demais agora?
E a minha realização pessoal? Finjo que eu não preciso disso?
Tento não me comparar. Vejo amigos e conhecidos que estão dando “certo”, tento não me cobrar demais, pegar leve comigo. Mas, não posso deixar de me perguntar: “Que merda eu fiz de errado?”.
As vezes, parece que eu peguei o roteiro errado da vida. Tento fazer exatamente tudo o que está no script dos outros e não consigo o mesmo resultado que eles conseguem. Me pergunto se é assim tão fácil. Porque pros outros parece que é. E aí eu fico puta. Quero esmurrar quem está dirigindo a minha vida, porque esse roteiro é o pior que eu já vi, um filme lento, confuso, tedioso, acontece tudo e coisa nenhuma.
Quem era a “Lala” que escolheu esse futuro? Porque ela estava tão convicta de que seria uma pesquisadora e viajaria o mundo fazendo isso? Que ao invés de escrever livros de ficção, escreveria análises científicas? Quem era essa “Lala” que achou que isso tudo daria tão certo como dois mais dois...
Teimosa demais ou persistente por ainda não querer abrir mão disso?
Eu me decepcionei. É verdade. Alguma coisa quebrou minhas convicções. As eleições de 2018, as coisas que meus pais dizem, não conseguir um emprego na minha área, voltar para a casa dos pais, querer morar sozinha e não ter como me alimentar, as viagens que eu achei que faria e que não fiz nenhuma, olhar para minha conta no vermelho todos os dias. Alguma coisa no meio disso quebrou minhas convicções. Achei até que elas seriam inabaláveis.
Eu sigo a linha tênue entre desistir de tudo e me adaptar ao caos. Nessa confusão eu sinto como se tivesse perdendo um pedacinho de mim, dos meus sonhos, de uma “Lala” do passado, a cada dia. A cada dia eu mato um pedaço de alguma coisa em mim. Eu não sei o que é mas, faz falta. Tudo o que eu entrego, tudo o que eu me proponho a fazer parece sem vida, murcho, estranho.
Nada tem me deixado apaixonada. Pensar se tornou meu maior fardo, que eu não me arrependo de carregar, mas, que mesmo assim, machuca e eu não ignoro a dor. Nada tem me feito sentir viva de verdade, numa existência plena e satisfeita. Estou morna. É sem sal. Sem ânimo. E a fatura vence todo o mês. Mas, morando com meus pais eu me sinto uma criança de novo, presa em um corpo adulto, que deveria ter mais maturidade, responsabilidades. Eu até tento assumi-las mas, eles me lembram todos os dias que eu ainda sou uma criança, apesar de me exigirem um comportamento de adulta. Foi assim quando era de fato uma criança, aos cinco anos. E nada mudou agora.
Eu não sei o que fazer, não me preparei para esse momento. Não me preparei para nada disso. Eu queria um botão para avançar no tempo ou um impulso pra sair desse buraco mais depressa. Quem sabe uma cena pós-crédito com o vislumbre do que eu vou superar.
Será que eu vou superar essa?
A triste falência do Judiciário do Brasil
A triste falência do Judiciário do Brasil
O Poder Judiciário do Brasil é um conjunto de órgãos responsáveis por julgar os conflitos com base nas leis. Muito lindo, quando verdade. Temos magistrados que se comportam como deuses gregos, conflitando entre si, mas permanentemente unidos contra os mortais. Às vezes, contra os outros Poderes também. Magistrado significa “superior”. A ideia é essa mesmo. Um ser superior, que por estudar muito,…
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