I need to post more of my art🥀
Cause I'm over here making character arcs for each of my side characters and nobody knows about it 😭
*cries*
But I'm lazy
I'm so damn lazy💔

seen from Bangladesh

seen from Philippines
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Februllage 2026 - Jour 26 : XRAY.
(Pour soutenir mon travail ~ Ko-Fi)
« [...] La majorité des hommes « sans religion » continuent néanmoins d’adhérer à des pseudo-religions et à des mythologies dégénérées. Il n’y a là rien de surprenant, car, comme nous l’avons vu, l’homme profane est le descendant de l’homo religiosus et il ne peut effacer sa propre histoire — c’est-à-dire l’héritage des comportements de ses ancêtres religieux, qui ont fait de lui ce qu’il est aujourd’hui.
Cela est d’autant plus vrai qu’une grande partie de son existence est nourrie par des impulsions qui lui viennent des profondeurs de son être, de cette région que l’on a appelée « l’inconscient ». Un homme purement rationnel est une abstraction ; on ne le rencontre jamais dans la vie réelle. »
— Mircea Eliade, Le Sacré et le Profane (Paris : Gallimard, 1957).
LIBER NOVUS — O Livro Vermelho: A Obra Secreta de Carl Gustav Jung que Ficou Meio Século Trancada em um Cofre
LIBER NOVUS — O Livro Vermelho: A Obra Secreta de Carl Gustav Jung que Ficou Meio Século Trancada em um Cofre by Claudio Suenaga on Patreon
Carl Gustav Jung, o psiquiatra suíço que desbravou os territórios inexplorados da psique humana, não pode ser compreendido senão como um moderno alquimista que buscou transmutar o chumbo da neurose no ouro da individuação. Sua trajetória, longe de ser uma linha reta de ortodoxia científica, foi uma espiral descendente — e ascensional — em direção ao Pleroma gnóstico. Desde cedo, Jung percebeu que o racionalismo da psiquiatria positivista era incapaz de conter a vastidão dos fenômenos que ele observava tanto nos pacientes quanto em si mesmo.
Sua formação, profundamente influenciada pelo idealismo alemão, pela tradição hermética e por um interesse latente no ocultismo — manifestado desde sua tese sobre fenômenos ocultos em 1902 —, colocou-o em rota de colisão com a psicanálise freudiana, a qual ele considerava demasiado restrita ao complexo edipiano. Jung compreendeu que a psique não era apenas um repositório de desejos recalcados, mas um teatro de forças arquetípicas autônomas. Esse interesse pelas correntes subterrâneas do espírito, manifestado em suas obras sobre o gnosticismo, a alquimia e, em última análise, em sua exegese sobre o fenômeno dos OVNIs em Um Mito Moderno sobre Coisas Vistas no Céu, consolidou sua imagem como um pensador heterodoxo. Para seus detratores, esse mergulho no arcaico e no irracional não passava de uma descida às trevas, uma flutuação perigosa nas águas do "satanismo" — entendido aqui não como a adoração de uma entidade, mas como a rendição total às forças ctônicas e aos aspectos sombrios (a Sombra) que a moralidade cristã tradicional tentou, sem sucesso, suprimir.
O Liber Novus, ou Livro Vermelho, não é um texto acadêmico; é o registro de uma nekyia, uma descida aos infernos pessoais que Jung empreendeu entre 1913 e 1930. Em um período de intensa crise existencial — o que ele chamou de seu "confronto com o inconsciente" —, Jung utilizou a técnica da "imaginação ativa". Ao suspender o julgamento do ego consciente, ele permitiu que as figuras do inconsciente coletivo se materializassem através de diálogos, pinturas e escrituras.
O livro permaneceu confinado em um cofre bancário por cinco décadas após a morte de Jung, não por negligência, mas por um pudor arquetípico e uma necessidade de preservação da integridade da obra. O medo que o Liber Novus desperta nos leitores modernos advém de sua crueza: ele é a psique despida de suas máscaras sociais. Ao ler Jung dialogando com figuras como Salomé, Elias, ou o espírito de Philemon, o leitor é confrontado com a realidade de que a "razão" é apenas uma crosta fina sobre um oceano de divindades e demônios que não possuem um juízo moral humano.
Por que, então, a persistente acusação de satanismo? No contexto da psicologia profunda, o "Satã" é a própria Sombra, o adversário, aquele que detém o conhecimento proibido e que, ao ser integrado, paradoxalmente, torna-se o portador da luz (Lúcifer). O Livro Vermelho é frequentemente lido como um manifesto de gnosticismo moderno, onde o indivíduo deve atravessar a escuridão para encontrar o centro do Si-Mesmo (Self).
As ilustrações que acompanham os textos, ricas em mandalas, formas orgânicas e símbolos alquímicos (o Ouroboros, o Mercurius), funcionam como chaves hermenêuticas. Elas não são meramente artísticas; são dispositivos de ancoragem para energias arquetípicas. O título "Livro Vermelho" deriva de sua encadernação em couro vermelho, uma escolha que, na simbologia alquímica, evoca a rubedo — a fase final da Grande Obra, onde a transmutação é completada através do sangue e do fogo. Não é um livro satânico no sentido teológico vulgar; é, antes, um texto luciférico, no sentido de que ilumina as sombras sem o filtro das instituições religiosas que, historicamente, se empenharam em enterrar o conhecimento oculto sobre a natureza dual e divina da alma.
O Liber Novus representa o documento mais audacioso do século XX sobre a autonomia da psique. Ele nos lembra que a mente humana não é um produto da cultura, mas um receptáculo de forças atemporais que exigem ser reconhecidas, dialogadas e, por vezes, temidas. A relutância de Jung em publicá-lo em vida revela o quanto ele estava consciente de que o mundo não estava preparado para lidar com a natureza da psique sem a mediação da religião ou da ciência racionalista.
“Méthode, Méthode, que me veux-tu? Tu sais bien que j'ai mangé du fruit de l'inconscient.” — Jules Laforgue
Un psy amer et insatisfait de sa carrière
Une épouse inquiète
Une collègue amoureuse
Un adolescent pétri d’angoisses
Un appareil révolutionnaire
Pas de raton laveur dans cette histoire, non, désolée (D’ailleurs j’aime pas Prévert)
Pas de cul, non plus (Merde...)
En revanche, tout un tas de créatures échappées de l’enfer
Un brin d’humour (Toujours !)
Et une araignée...
https://www.atramenta.net/lire/lhomme-qui-avait-peur-des-femmes/99049
😱
En ce qui me concerne, je suis capable de lire un article que j’ai écrit et de ne me souvenir de rien. Je ne me souviens pas de l’avoir écrit. Parce que sa structure est complexe. Je ne me souviens pas de mes recherches, des déraillements. Je lis ça, et j’ai oublié tout le travail effectué. C’est logé quelque part mais ça a disparu. À ma connaissance, les œuvres d’art ont ce pouvoir : elles peuvent vous rappeler de manière répétée des choses que vous avez oubliées. Pour moi l’inconscient est – faute de pouvoir le dire autrement – une sorte d’appareil de socialisation. Il se débarrasse de tout ce qui est problématique et l’enterre dans des compartiments pré-catégorisés de l’expérience, pour qu’on puisse retourner à un mode d’être plus normatif. On doit constamment retravailler, retravailler, et toujours la même chose, indéfiniment, on voit perpétuellement revenir le même matériau, encore et toujours. C’est quelque chose dont est capable ce genre de « concasseur » qu’est l’art. Il peut secouer et agiter ce matériau, de manière répétée, mais il a besoin d’être perpétuellement reconfiguré. Il faut qu’il y ait cet élément de surprise. Et s’il existe une excuse pour la position avant-gardiste, c’est tout simplement celle-ci : la surprise est nécessaire, pour accomplir ce boulot. Mike Kelley, conversation avec Jean-Philippe Antoine, in Les Cahiers du Musée d’art moderne, automne 2000
Valentin Fougeray©
https://www.instagram.com/valentinfougeray/ Chantal_Blurry project