te amei como quem acende vela
em noite de tempestade:
sabendo que ia apagar
mas querendo a luz, mesmo assim
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te amei como quem acende vela
em noite de tempestade:
sabendo que ia apagar
mas querendo a luz, mesmo assim
Ecoa a voz do íntimo dentre vidas, tempos que já não são e tempos que ainda serão. É o sussurro levado com sopro de vida.
Gotas do Céu
às vezes quero arrancar minha própria consciência,
pendurá-la no varal e deixar o vento secar a parte que pensa demais.
mas ela volta, vestida de mim.
não há nada mais íntimo do que mergulhar no caos de outra pessoa e não sufocar com a colisão.
não somos apenas partida, nem somente destino.
somos o caminho vivo entre o que pulsa e o que ainda floresce.
sorte ruim
espero que, em algum momento distraído, você pense em mim sem querer.
que alguma coisa banal, um gesto, um som qualquer, te puxe de volta pra um lugar que já não existe.
não o suficiente pra voltar, claro. só o bastante pra pesar.
como se fosse azar. ou sorte ruim, se quiser romantizar a queda.
e que você não entenda por que isso ainda acontece.
você é como a colisão de duas estrelas. um evento que pode ser extremamente violento e espetacular na mesma medida.
às vezes eu queria ser o vento.
ou o oceano.
algo que nunca para, nunca pertence, nunca permanece tempo demais em lugar nenhum.
sempre me movendo.
sempre vendo o agora de incontáveis ângulos.
porque me parece impossível que algo feito de movimento consiga sentir tudo tão profunda e intensamente.