Ouvi o barulho da destrava do revólver e outro: algo como se estivesse arrastando alguma coisa, afastando do caminho para abrir alas aos seus passos...
Lentamente coloquei o pote de doces naquela bancada...
Sabia que se fizesse algum movimento brusco estaria morta.
Em poucos segundos senti o canudo na minha cabeça...
Pelas minhas costas, ao pé do meu ouvido, você sussurrou:
_ Fica quietinha senão eu atiro!
Devagar, levantei as mãos para o alto como uma menção de que não iria reagir...
Senti o cano do seu revólver na minha cabeça e outro, encostado na altura da minha cintura, completamente armado...
De imediato, uma das suas mãos percorreu por entre as minhas pernas
Desesperado tentando encontrar algum objeto para uma possível defesa...
Fechei os meus olhos com força e quando abri
Já me vi completamente nua
Naquela bancada o pote de doce era eu...
Sem camisa e com o seu jeans desabotoado
O zíper já havia-se rendido...
Nessa maneira, já não suplicava a Deus que chegasse alguém em meu socorro...
Deixa eu te fazer a mulher mais feliz desse mundo...
O medo tomou conta da minha garganta, era impossível gritar...
Estava tudo escuro com as vendas nos meus olhos...
Você acarinhando os meus seios de uma maneira primordial...
Sua boca entrou em ação...
Como se estivesse sugando o meu amor...
Eu senti o peso do seu desejo sob mim
Se deliciando com o meu corpo se contorcendo...
A sua respiração chegou nos meus lábios...
O seu paladar tocou o céu da minha boca
Batimentos cardíacos estavam à mil...
O meu coração iria estourar dentro do meu peito...
Tentei reviver esse transe...
Na ânsia de avançar de onde pousamos...
Apertei os meus olhos e voltei a dormir
Na esperança de voltar a sonhar...
Quem sabe eu retorne neste sonho da cena em que eu despertei
Quem sabe eu volte para te contar
O quê você faria comigo...
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