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cosas de la vida, supongo :/
O lugar que não me cabe
Há lugares em que eu gostaria de estar: Salas em que as vozes ecoam com clareza, palcos em que as ideias se encontram com a eloquência, espaços em que a palavra parece nascer pronta, quase sem esforço.
Eu já me imaginei ali. Mas sempre que tento, descubro a distância. As frases me escapam, a mente se embaralha, a lucidez me atravessa com uma dor seca: talvez esse lugar não seja para mim.
É nessa hora que vem o coro: “Todo mundo é capaz, basta se esforçar.” Mas será mesmo? Será que todo esforço do mundo cria o dom da fala, a desenvoltura da oratória, a calma diante do olhar de tantos?
Eu não sei. Só sei da minha verdade: do silêncio que me trava, dos papéis cheios de rascunho que precisei recorrer quando o corpo não encontrou as palavras.
E talvez essa seja a parte mais difícil: o luto do não-pertencimento. Reconhecer que certos lugares não me cabem, por mais que eu os deseje.
Dói menos aceitar o limite do que fingir que ele não existe. Porque a lucidez, mesmo dolorosa, ainda é mais digna do que a mentira.
- Caroline.💜
Não existe um sonho. Quando não há liberdade para viver esse sonho. Sempre somos impostos a fazer o que não queremos para sobreviver no mundo em que vivemos.
- Thalita Saad
Y en esa observación hay una verdad que cambia la forma de entender el progreso. No fueron las herramientas ni los avances lo que nos hizo humanos, sino la capacidad de detenernos por otro. De renunciar a seguir adelante para no dejar atrás a quien cayó.
La civilización no empieza cuando el hombre aprende a crear, sino cuando aprende a cuidar. Cuando comprende que la fuerza no está solo en sobrevivir, sino en ayudar a que otro también lo haga.
Porque en un mundo donde lo natural es avanzar, lo verdaderamente humano es quedarse. Y quizá ahí reside todo: en ese gesto silencioso de acompañar, de sostener, de no abandonar. Ahí, exactamente ahí, comienza lo que somos.
Autor :Ankor Inclan
Perdón si alguna vez abandone 🥹
Há frases que não pedem resposta. Pedem atravessamento.
“Te colocaram no SPC da saudade” não é sobre ausência é sobre permanência.
O SPC não grita, não alerta, não avisa. Ele apenas registra. Silenciosamente, algo fica marcado. Mesmo quando a vida segue, mesmo quando você muda, cresce, amadurece. A saudade, ali, não é sentimento passageiro é pendência emocional. Um vínculo que não foi encerrado dentro de você, mesmo tendo terminado fora.
Ser colocado no SPC da saudade é perceber que o tempo não resolve tudo. Ele apenas ensina a conviver. Porque algumas presenças se tornam parte da estrutura interna. Não ocupam mais espaço físico, mas seguem influenciando decisões, silêncios, comparações. Você tenta amar de novo, mas algo em você ainda está restrito. Não por deslealdade, mas por profundidade.
E o mais desconcertante: você não tem controle sobre isso.
Não existe pedido de exclusão para sentimentos que foram verdadeiros. A saudade não responde à lógica do “já passou”. Ela surge quando você está distraído, quando acredita que superou. Vem em forma de pensamento breve, mas suficiente para lembrar que certas conexões não se apagam apenas mudam de lugar dentro de nós.
Há uma solidão específica nesse processo. Não é a solidão de estar só, é a de carregar algo que ninguém vê. Um débito emocional que não pode ser explicado sem parecer exagero. Mas você sabe. O corpo sabe. A memória sabe.
Talvez o amadurecimento não seja limpar o nome no SPC da saudade, mas aceitar que algumas marcas não são negativas são testemunhos. Provas de que você sentiu fundo, entregou de verdade, viveu sem garantias. O problema nunca foi amar demais. O problema é tentar fingir que não marcou.
Com o tempo, a saudade deixa de impedir e passa apenas a lembrar. Não bloqueia mais caminhos, apenas sinaliza por onde você já passou. E isso muda tudo.
Porque no fim, não é sobre sair do SPC da saudade é sobre não permitir que ele defina quem você ainda pode se tornar.