Te busquei em espaços que você não estava;
Te vi em rostos que não eram o seu; nada me impressionava.
Abracei alguém, mas não era você; Nada me agradava.
Me mandaram mensagem, mas não sorri; não era a sua.
Só existe você que despertou em mim o que eu senti...
Um dia, até vi um olhar, que me lembrou o seu, me lembrou muito, até me aproximei, mas apesar da semelhança de longe me atrair a aproximação me mostrou que o olhar do outro não enxergava o mundo, as pessoas e a vida, com a mesma inspiração, fé, ousadia e gentileza, que você.
O erro foi meu. Ou talvez não. Mas eu assumo a responsabilidade. A esperança foi minha, em cogitar achar outro de você, que não fosse você.
Eu até queria ouvir sua voz, mas não falar com você...
Não tem como matar sede tomando suco.
É impossível tocar o mar, pulando na piscina.
Não tem como alguém existir no outro. Cada ser é um, serve até pra você, que cabe tantos num só...
O erro foi meu, em te buscar no raso, e no pouco, como se a distração fosse o suficiente para te esquecer!
Errei muito te olhando nos olhos como quem se perde numa miragem.
Te procurei em pessoas ao invés de te encontrar em você...
O erro foi meu. E da sua crise de ausência.
Não te deixei saber o quão único você foi de acordo com o que os meus olhos enxergaram em você, através do seu olhar...
Seu abraço preenchia o espaço que existe entre o que amo e o que penso sobre o que acho que amo, era um abraço certeza. E ainda assim, me fez recuar.
E todo abraço que não foi o seu, ocupou espaço entre o ar, o outro e eu. Apenas isso. O preenchimento, segue sendo algo raro, entre as pessoas que se dividem pela metade. E eu não estou culpando o outro. Talvez, a metade seja eu.
- fragmentada

















