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“The love of learning, the sequestered nooks, and all the sweet serenity of books” ― Henry Wadsworth Longfellow
― Dejan Stojanovic, The Shape
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“The love of learning, the sequestered nooks, and all the sweet serenity of books” ― Henry Wadsworth Longfellow
“Era gostoso levar uma bebida quente para o quarto e deixá-la a seu lado enquanto lia quietinha, durante a tarde, na casa vazia. Os livros a transportavam para mundos novos e a apresentava a pessoas diferentes, que viviam vidas incríveis. Matilda navegou em veleiros antigos com Joseph Conrad. Foi para a África com Ernest Hemingway e para a Índia com Rudyard Kipling. Viajou pelo mundo todo, sem sair de seu quartinho, numa cidadezinha inglesa. (...) Suas leituras haviam lhe dado uma visão de vida que ela jamais tinha conhecido.”
Matilda esteve presente na minha vida desde pequena. Era o filme preferido meu e das minhas irmãs, víamos milhões de vezes (até hoje vejo!). Aproveitando esse tempo para ler livros que sempre tive curiosidade, escolhi esse clássico: Matilda. O autor, Roald Dahl é autor de outros clássicos infantis muito profundos como A Fantástica Fábrica de Chocolate e James e o Pêssego Gigante (quem já viu deve ter notado).
A obra é infantil mas acredito que não seja difícil notar que Dahl aborda assuntos sérios e adultos como machismo, autoritarismo e relações conturbadas entre pais e filhos. Além disso, sempre a admirei: Matilda é corajosa, delicada, inteligente e passava horas na biblioteca, lendo um livro atrás do outro.
A leitura é agradável. Devo admitir que como para mim a história tem um apelo emocional, talvez eu goste mais do que alguém que leia ocasionalmente. Já o filme é lindo e é uma versão mais aprofundada e madura do livro (algo que não imaginava que seria). No mais, recomendo o filme!
[Matilda - Roald Dahl]
From Incidental Comics l Grant Snider
No café da tarde de ontem minha irmã me contou a história de Verity. Fiquei tão curiosa que assim que saí da mesa procurei o livro e agora a tarde já terminei de ler. Não consegui parar desde que comecei o primeiro capítulo.
Não sei como ser mais enfática mas eu realmente recomendo esse livro. Foi o melhor suspense que li nos últimos anos.
A história é mais ou menos o seguinte: Verity é uma autora best-seller de uma série de livros famosa. Ela tá fazendo o maior sucesso mas de repente sofre um acidente grave e não consegue terminar a história porque está invalidada. Daí aparece a Low que também é escritora mas não faz tanto sucesso na carreira, e é convidada pra acabar de escrever os livros.
Pra isso ela vai passar um tempo na casa da Verity e de seu marido, o Jeremy, pra entender mais sobre o processo criativo da autora lendo seus rascunhos, ideias etc (já que Verity não consegue andar, falar.. pra passar essas informações). O clima na casa não é dos melhores pq além do acidente de Verity, as filhas do casal também morreram em situações aleatórias nos últimos meses. Entre pesquisas na residência deles, Low e Jeremy vão se aproximando e ao mesmo tempo ela encontra uma autobiografia da Verity e vai descobrindo que nem tudo é o que parece e que existem segredos perversos dentro daquela casa.
[Verity - Colleen Hoover]
Aquele livro que dá para ler umas mil vezes! Essa foi a leitura da semana: 500 páginas do melhor conto já escrito!
Gosto do 4° livro, o Cálice de Fogo, porque a saga começa a se desenrolar mesmo a partir dele, acredito ser um divisor de águas de Harry Potter. Os acontecimentos começam a ser mais sombrios mas, na mesma medida, mais profundos e maduros. A construção do livro é impecável, adoro o ano agitado em Hogwarts, os personagens tem mais personalidade e começam a deixar o lado infantil pra traz.
O melhor da história são as muitas explicações do período da queda de Voldemort até a volta que acontece no livro, fazendo a cronologia do mundo bruxo ter mais sentido. Outro lado que gosto é o contato mais afetivo de Harry com Sirius, Dumbledore e a breve aparição do pai Tiago (que é uma das partes mais emocionantes de todos os livros). O que deixa a desejar? Nada! Só meu personagem favorito Snape ainda muito “escondido” na história.
Sou da opinião de que livros são sempre melhores que filmes e em Cálice de Fogo, principalmente, meu pensamento não muda. Desde que me entendo por gente amo Harry Potter e não é ocasionalmente. Pra mim, JK Rowling é provavelmente uma das pessoas mais criativas do mundo. 🤍
[Harry Potter e o Cálice de Fogo - J.K. Rowling]
Les cousins, 1959 (dir. Claude Chabrol)
“A água vai pelo caminho mais fácil. O bambu curva-se no vendaval para não quebrar. Sempre a primavera, nunca as mesma flores.”
Dessa forma, com frases simples mas profundas em seus significados, termino o livro “A Sabedoria da Natureza”. O livro nos instiga a olhar a vida de uma perspectiva mais simples com a consciência de que nós também fazemos parte da natureza.
Viver é mudar, adaptar-se, aproveitar cada etapa da vida e não ir contra as leis naturais do planeta, se entregando aos novos ciclos. Entretanto, preferimos a ilusão do duradouro à realidade da impermanência. Lidar com a impermanência é um exercício de aceitação da realidade. E a realidade basta por si só. Tem de bastar.
[A Sabedoria da Natureza, Roberto Otsu]
Não peça garantias.
“Mas o fato é que precisamos de uma pausa para tomar fôlego. Precisamos de conhecimento. E talvez em mil anos possamos escolher precipícios menores de onde saltar. Os livros servem para nos lembrar quanto somos estúpidos e tolos. São o guarda pretoriano de César, cochichando enquanto o desfile ruge pela avenida: “Lembre-se, César, tu és mortal”.
A maioria de nós não pode sair correndo por aí, falar com todo mundo, conhecer todas as cidades do mundo. Não temos tempo, dinheiro ou tantos amigos assim. As coisas que você está procurando, Montag, então no mundo, mas a única possibilidade que o sujeito comum terá de ver noventa e nove por cento delas está num livro. Não peça garantias. E não espere ser salvo por “uma” coisa, uma pessoa, máquina ou biblioteca. Trate de agarrar a sua própria tábua e, se você se afogar, pelo menos morra sabendo que estava no rumo da costa.”
[Fahrenheit 451, Ray Bradbury]
“Sultana forçou-me a enxergar a verdade. Ainda que fosse verdade que existe muita coisa de bom na Arábia Saudita, a vida não poderia ser comemorada nesta sociedade enquanto as mulheres não tivessem a liberdade de viver sem medo. Sultana ressaltou o óbvio.” .
Escolhi sábado aleatoriamente na biblioteca esse livro, não consegui parar de ler e hoje terminei impressionada com a realidade das mulheres árabes.
História verídica de uma princesa da família real Al Saud da Arábia Saudita: privadas de liberdade e com um papel inferior em uma sociedade de extremismo religioso onde só homens podem comandar.
Parece um típico livro de distopia, mas não é! Duro reconhecer que existem mulheres vivendo como reféns.
[Princesa - A História Real Da Vida Das Mulheres Árabes Por Trás De Seus Negros Véus, Jean P. Sasson]
Silêncio é a ausência de ruído mental e emocional, nada pensar e nada a desejar. Silêncio é presença, ele pode ser ouvido, é um estado de consciência.
Em silêncio, a alma está mais preparada para ouvir. A essência é compreender a voz do silêncio e isso leva à vida simples. Vida simples é a vida sem conflito.
Mais uma leitura maravilhosa. Um copilado de Jesus, Buda, Lao-Tsé, Gandhi e Einstein sobre a essência do silêncio.
[A Essência do Silêncio]
“Assim prosseguiremos, barcos contra a corrente, incessantemente atraídos em direção ao passado.” … e desta maneira acaba um dos melhores, se não o melhor (até hoje), livros que tive a sorte de poder ler. A história faz uma crítica à sociedade nova-iorquina da década de 20 e retrata a fragilidade das relações que, em sua maioria, são pautadas pela conveniência. Isso soa tão atemporal… Sinto que o autor guardou segredos entre as páginas e, se lido atentamente, uma história que parece supérflua, tem muito a ensinar. [O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald]