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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ

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Esse é LEO STANISLAVOVICH DAVIDOV perambulando pelos corredores de thornhill? antigamente ele era conhecido como O INVESTIGADOR, mas hoje em dia é um ator de teatro e radio. eu me lembro de sua disposição calma e curiosa mas também de seu temperamento mimado e arisco. Eu espero que Lyonya ache seu caminho para fora desses portões.
Onde: Jardim de Thornhill.
Quando: perto das 12h
Milo manteve sua melhor expressão de ator enquanto levava a xícara de chá aos lábios, saboreando o líquido quente na esperança de que isso lhe trouxesse alguma lucidez naquele lugar deplorável. Ir até sua antiga casa havia sido, sem dúvida, um dos piores erros desde que decidira voltar a Thornhill. Passou a noite inteira atormentado por pesadelos - preso naquele lugar, incapaz de sair, fadado a ser um mero jardineiro e empregado pelo resto da vida. Um verdadeiro pesadelo.
Foi arrancado de seus devaneios pelo som de passos se aproximando. Balançou a cabeça em um cumprimento discreto, abaixando a xícara antes de soltar, com ironia:
— Eu diria "bom dia", mas acho que nem a Srta. Banks está tendo um bom dia.
starter aberto, no jardim de thornhill às onze horas da manhã.
aviso de conteúdo: uso de substância ilícita.
ele se vê no espelho e a cena é deplorável; não foi a luz do abajur que o manteve acordado, foram aquelas formas contorcidas e as vozes que, pelo sibilar umbroso, não soavam convidativas. os benzodiazepínicos não serviram de nada, quase como se tivesse tomado um placebo. nunca conseguia prever quando os pesadelos iriam atacar o subconsciente, já havia tentado encontrar um padrão, dias e dias sem dormir, mas eles pareciam ter vida própria. não ligou para as manchas abaixo dos olhos que começavam a enfeitar a feição nada amistosa. encheu o copo com a água da pia, imediatamente o levando até a boca após engolir os três comprimidos analgésicos — queria exterminar a dor de cabeça cuja a latência parecia piorar com o passar dos minutos. victor seca o corpo e larga a toalha sobre a cabeceira da cama e não demora para colocar a roupa. contrariando a moda vigente, preferia usar cores sóbrias e optou pela calça marrom escuro e blusa de gola alta preta. perfeitamente vestido, já deveria ter descido para o café da manhã. entre quatro paredes, victor separa uma única fileira do pó branco e inspira com vontade, jogando a cabeça para trás e ardência corre por sua pele, enquanto o cômodo parece ser consumido pelo cheiro desagradável. o mau humor proveniente da noite mal dormida desaparece, a falsa sensação de bem-estar apoderando-se de seu corpo.
a lembrança vem como um leve sopro. ele nunca gostou dos domingos em thornhill, mesmo que adorasse tomar o chá preto com leite após o culto insuportável. lembrou-se das vezes em que recebeu sermão da senhora banks após profanar a igreja com seus comentários ácidos e cheios de rancor. porém, na memória, a velha não parecia tão insana como agora. quase podia se ver cochichar no ouvido de daphne enquanto dividiam um pedaço de bolo de chocolate, a língua quase sentiu o gosto doce; que havia se tornado amargo, quase podre. victor cruza as pernas e deixa a fumaça de cigarro ir com o vento antes de afundar o que restou dentro de uma xícara de chá perfeitamente cheia. da sua xícara com café preto e leite, a mesma escolha de quando era criança, mas sem guimba de cigarro, ele dá um pequeno gole. ‘ se eu fosse você não beberia isso. ’ aconselha quando muse se senta na cadeira ao lado e tenta beber do líquido agora estragado.
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤstarter aberto ⋅ ⋅ ⋅ por volta das 23:45 ⋅ ⋅ ⋅ solário
ㅤㅤㅤㅤㅤㅤ─ ⋅ ⋅ ⋅ ──── ♡ ─── ⋅ ⋅ ⋅ ──
Estava atrasada. Era o que a voz dentro dela repetia incansavelmente, os pensamentos amontoados demais para que conseguisse pensar. No que Elizabeth estava atrasada? Quanto à chegada na casa após o jantar ou com a própria vida? Ainda tinha aquele sentimento de culpa que batia em seus membros, vibrando em seus ossos, mas que não fazia qualquer motivo. Ela havia chego tarde por conta do trabalho, Elizabeth demorou para conseguir adiantar seu plantão, tendo tido dificuldades em explicar o porquê precisava ir para Yorkshire o quanto antes, o que a esperava à espreita na casa que foi seu refúgio e, também, seu próprio pesadelo. Mas ali estava Betty após o jantar, sentada em uma cadeira que havia pego do salão de jantar, observando a escuridão lá fora, junto com o próprio reflexo, que parecia mais cansado quanto ela se sentia realmente. Um barulho seguido de um reflexo a despertou dos próprios devaneios, o sorriso abatido, característico da enfermeira, enfeitou os lábios dela no mesmo instante. "Insônia?" Ela perguntou, arqueando levemente as sobrancelhas. Era, talvez, a primeira vez que Betty abria a boca desde o momento em que colocou o pé em Thornhill, quando todos já estavam jantando e ela, pela primeira vez, estava atrasada. "Isso me lembra a nossa primeira noite aqui, de alguma forma." A enfermeira continuo, os olhos brevemente desfocados pelas memórias.
essa é ELIZABETH JAMES FINLAY perambulando pelos corredores de thornhill? antigamente ela era conhecida como A CURANDEIRA, mas hoje em dia é uma enfermeira. eu me lembro de sua disposição persuasiva e empática mas também de seu temperamento depressivo e estoico. eu espero que Betty ache seu caminho para fora desses portões.
Não há muito o que entender sobre a guerra quando se tem sete anos.
Mas Milo não era ingênuo. Ele podia não compreender todas as nuances do conflito, mas era inteligente o suficiente para perceber o nervosismo dos pais, o peso da tensão que pairava sobre a casa como uma nuvem carregada. O perigo se fazia presente de maneiras sutis e, ao mesmo tempo, inescapáveis — na forma como seu pai, o Sr. Suthipong, reagia a cada estrondo do lado de fora, puxando esposa e filho para debaixo da mesa sem hesitar; ou no tremor discreto de suas mãos, que se fechavam com força ao redor deles, como se o aperto fosse suficiente para protegê-los do que quer que estivesse à espreita lá fora.
Milo via tudo. Sentia tudo.
E isso o aterrorizava. Seu pai sempre fora seu porto seguro, o homem que nunca demonstrava medo, que sempre soube o que fazer. Se até ele tremia... então o que poderia ser mais assustador do que isso?
Milo estava nos jardins, ajudando o pai a podar alguns arbustos, quando os carros começaram a chegar. O som dos motores interrompeu o ritmo tranquilo da manhã, e sua curiosidade foi imediata. Ele parou o que estava fazendo para observar as crianças que desciam dos veículos, uma a uma, tentando entender o que estava acontecendo.
Afinal, existiam tantos Thornhill assim no mundo? Como Lydia nunca havia mencionado aquilo?
— Pá, pá! — chamou, correndo até o pai, que cortava as folhas de uma árvore com paciência meticulosa. — Quem são todos esses? Eu não sabia que nong Lydia tinha tantos parentes.
Sem esperar resposta imediata, Milo agachou-se no chão, distraindo-se por um momento ao brincar com as folhas e pétalas espalhadas pela grama. Seus pequenos dedos traçavam padrões entre os galhos podados quando ouviu o som dos passos do pai descendo as escadas. O homem se aproximou em silêncio, agachando-se ao lado dele, acompanhando-o na brincadeira por alguns instantes antes de falar.
— Milo, quero que escute pá. — A voz do pai era gentil, mas carregava um peso que o menino não compreendia completamente. — Todas essas crianças vieram de longe. Estão aqui por causa da guerra, para se protegerem.
Milo franziu a testa, ainda distraído com a pétala de rosa em sua pequena mão. — Mas por que a guerra queria pegar elas?
O pai suspirou, os olhos cansados pousando sobre o filho.
— A guerra pega e destroi tudo o que está à sua frente, Milo. Não importa se são lék como você, grandes como pá ou velhos como sua yâa. — Ele fez uma pausa, garantindo que o filho estava ouvindo. Depois, inclinou-se ligeiramente, sua voz baixando para um tom ainda mais suave. — Quero que seja um bom menino para essas crianças. Elas sentem falta de casa, e isso as deixa tristes. Você pode fazer isso por mim?
Pela primeira vez desde o início da conversa, Milo levantou os olhos para o pai, piscando algumas vezes antes de assentir. Se esse era o desejo dele, não havia motivo para negar.
O mais velho observou o filho por um momento, um sorriso suave surgindo em seus lábios antes de levar a mão aos cabelos negros e lisos do menino, acariciando-os com carinho. Milo retribuiu o sorriso, pequeno, mas sincero, antes de voltar sua atenção para as folhas espalhadas no chão, retomando sua brincadeira como se, por um instante, o peso daquela conversa não existisse.
Dicionário do Milo.
ป๊า (pá) – Forma carinhosa e informal de chamar o pai.
เล็ก (lék) – pequeno.
ย่า (yâa) – Avó paterna (mãe do pai).
น้อง (nóng) – usado para se referir a alguém mais jovem de forma amigável.
da janela do carro, a criança assistia o pai no topo da escada acenar brevemente com a mão direita, enquanto a esquerda envolvia a cintura da mulher com quem havia se casado após o falecimento de diana. a expressão da irmã era fingida, tentou sorrir com compaixão, mas as sobrancelhas e o olhar demonstraram toda a sua apreensão. do seu lado no banco de trás, a governanta apertou carinhosamente a mão de criança que a ofereceu um sorriso sem graça em resposta. a viagem até yorkshire durou cerca de quatro horas e trinta minutos, com pausas rápidas para abastecer e esticar as pernas. deixaram a criança em frente aos grandes portões da mansão, abraçado a uma malinha de couro. ‘ tudo irá dar certo, não se preocupe ’ sussurrou a governanta, victor duvidou em pensamento. com a mão em suas costas, o incentivou gentilmente e ele obedeceu, sendo recebido pelos empregados da mansão e sem sequer olhar para trás.
a magnitude de thornhill estava além dos bens materiais que sua família possuía; embora fossem bastante endinheirados, não conseguiria fazer uma comparação na qual não se sentisse inferior. desfez a postura de pobre coitado abandonado, passando a pequena mala para uma das mão, endireitou a coluna e elevou ligeiramente a cabeça, como quem se orgulha. com a expressão de theodore no fundo da mente, agiu de forma que achassem que não se importava com a tentativa de abandono parental. levaram-no até o quarto espaçoso, victor jogou a mala em cima da cama e a abriu, revelando seus arsenal de bobeiras; um livro de sartre e outro de nietzsche — leituras que certamente não eram próprias para a idade do rapaz, mas que seu pai o julgava capaz o bastante para compreender as questões filosóficas —, folhas e mais folhas de carta, uma caixa de lápis de cor com vinte cores de excelente qualidade e, bem no fundo, o terço que sua mãe havia deixado para ele, a irmã também tinha o dela. victor pegou o cordão de contas com as pontas dos dedos antes de apertá-las tão forte contra a palma da mão ao ponto de deixar marcas. não sabia quem havia colocado aquilo lá, contudo, julgou como uma surpresa extremamente desgostosa. arremessou o objeto para o outro lado do quarto, o barulho preenchendo o ambiente. o deixou ali, no chão, longe.
após o tomar banho e jantar, retornou ao novo quarto. a luz do luar iluminando o cômodo através da janela e, apesar da falta de familiaridade, aconchegou-se na cama e permaneceu observando a paisagem e o balançar das árvores por quase quinze minutos até cair no sono. durante a madrugada, o quarto esfriou, fazendo com que o sonolento victor puxasse a coberta até o pescoço e abraçasse o corpo. o som da maçaneta girando soou baixinho e, embora as janelas estivessem fechadas, as cortinas balançavam como se algo as soprasse. a criança sentou na cama, as íris acinzentadas e gélidas ainda escondidas atrás das pálpebras, a agitação parou. sempre que sentia medo, corria até o quarto da irmã e a acordava, com sono, ela dava um beijo em sua testa e dizia que era coisa de sua imaginação, então o mais novo retornava e acreditava fielmente nas palavras de lisa, pois bem, era a mais velha e mais sábia que ele, obviamente. em sua primeira noite na mansão, fez o mesmo. é tudo obra da sua imaginação, victor.
o sol raiou e acordou com a luz entrando por debaixo da cortina. esfregou os olhos e, quando finalmente os abriu, logo percebeu que o terço que deveria estar jogado no chão, estava pendurado na peseira da cama.
“𝙼𝚎𝚖𝚘𝚛𝚢 𝚒𝚜 𝚝𝚑𝚎 𝚍𝚒𝚊𝚛𝚢 𝚝𝚑𝚊𝚝 𝚠𝚎 𝚊𝚕𝚕 𝚌𝚊𝚛𝚛𝚢 𝚊𝚋𝚘𝚞𝚝 𝚠𝚒𝚝𝚑 𝚞𝚜.” | (task #001)
tw: violência doméstica.
STARTER ABERTO LOCAL: sala de estar HORÁRIO: após o jantar, antes das 22:00
Não era estranho para Peter carregar consigo por aí manuscritos. Podiam ser versões iniciais de seus próprios projetos, ou rascunhos de colegas que prezavam imensamente por sua opinião, antes mesmo até da publicação. Ficava lisonjeado, e muitas vezes tal elogio subia à cabeça, terminando em críticas mais pesadas do que o necessário. O que quer que estivesse lendo em seu colo, Peter mal prestava atenção, olhos fixados no aparelho de rádio desligado ao canto da sala. Somente pôde parar de encarar o objeto quando deixou de ouvir o familiar ruído (o rádio não estava desligado?), passando a ouvir passos se aproximando. "Estranho como nada mudou, não é? É como se a Senhora Fahey ainda estivesse em comando dos temperos."
( harris dickinson, masculino cisgênero, vinte e nove anos ) esse é victor theodore blyth perambulando pelos corredores de thornhill? antigamente ele era conhecido como o cientista, mas hoje em dia é um médico. eu me lembro de sua disposição inteligente e meticulosa mas também de seu temperamento frívolo e arrogante. eu espero que vic ache seu caminho para fora desses portões.
✶ dados básicos ❜
name: victor theodore blyth ; nickname: vic, mas tão pouco é fã de apelidos ; birthday: dezesseis de fevereiro ; age: vinte e nove ; pronouns: ele / dele ; orientation: bissexual ; occupation: médico legista.
✶ aparência ❜
faceclaim: harris dickinson ; hair color: loiro escuro ; eye color: azul acinzentado ; height: um metro e oitenta e seis.
✶ personalidade ❜
estudioso, inteligente, meticuloso, incisivo e engenhoso. porém, também é frívolo, arrogante, pouco flexível, ardiloso e sarcástico.
✶ estética ❜
crude words falling from privileged lips, restless nights, black coffee, burning sips of vodka warming your insides, losing grasp of reality.
✶ história ❜
diferente da irmã mais velha e indo contra os hábitos metódicos da família, victor não foi planejado. a gestação veio como uma agradável surpresa, embora o casarão fosse recheado de trabalhadores domésticos durante o dia, diana queria escutar a doce gargalhada de um bêbe e não o som de louça sendo lavada e a palha da vassoura escovando os cantos dos tetos, queria algo para que ela pudesse cuidar e amar. theodore, por outro lado, engoliu as próprias palavras e obrigou-se a digerir a notícia, pois bem, devia à esposa.
diana nunca precisou lavar uma xícara sequer; sua vida era resumida em pentear os cabelos da filha, lisa, pela manhã antes que fosse para escola, cuidador de seu precioso jardim e, durante a noite, dedicar-se à leitura bíblica e às orações antes de dormir. theodore possuía uma vida muito mais agitada que a de sua esposa, como professor universitário e diretor do departamento de ciências humanas da universidade de oxford, seu dia dividia-se entre lecionar e orientar, planejar aulas e estudar, fumar charuto em algum momento propício e, após o expediente, encontrar com a amante.
não chegou a conhecer o filho, diana faleceu durante o parto. e, apesar de toda riqueza e grandiosidade, é possível afirmar que viveu miseravelmente. enlutado, theodore logo colocou a amante para assumir o papel de mãe de família dos outros. então, as duas crianças cresceram aos cuidados das governantas — seu pai nunca foi uma pessoa afetuosa. o único afeto que dava era para a nova esposa dentro de quatro paredes. mas, ainda assim, cobrava muito dos filhos, assim como ele, deveriam ser estudiosos e excelentes em todas as suas tarefas.
foi uma criança estudiosa, de mente ágil e língua duplamente mais ágil e afiada, fazia questão de desafiar o próprio pai e contestá-lo sempre que possível. quando a guerra começou, victor foi despachado antes mesmo que os funcionários homens da casa. lisa, por ser mais fácil de lidar, permaneceu em londres com a madrasta, dando um beijo da cabeça do irmão antes do motorista abrir a porta do carro para ele. se deus existisse mesmo, sua mãe não teria morrido, seu pai não teria a substituído, a guerra teria começado e não precisaria ir para thornhill.
lembra-se de comemorar quietamente o fim da guerra, feliz porque deixaria aquele lugar e reencontraria a irmã, mas desgostoso porque aquilo implicava em também ter que reencontrar o pai. a verdade é que theodore faleceu alguns poucos anos depois, acidente doméstico. foi um enterro grandioso, muitos amigos e estudantes e colegas foram visitar o morto, perdeu a conta de quantos pêsames e abraços recebeu. quando todo mundo já havia se despedido, victor cuspiu sobre a lápide.
✶ extra ❜
victor faz uso de uma série de substâncias lícitas e ilícitas, algumas para diversão ou para mantê-lo acordado, outras para fazê-lo dormir.
constantemente tem pesadelos perturbadores e sem sentido; quando fecha os olhos, ele vê rostos sem cor e desfigurados, mãos com unhas sujas de sangue seco que tentam constantemente o envolver, sussurros zombeteiros e sibilantes no pé do ouvido, sombras que permanecem no canto de seu quarto e o observam.
já teve muitos relacionamentos, todos curtos.
ainda mora no casarão da família, mas unicamente porque jamais deixaria a madrasta se apossar de algo que era de sua mãe. então, eles coexistem apesar de se odiarem fortemente.
victor estudou em oxford e ainda tem muitos contatos e amigos por lá. participa de laboratórios e pesquisas.
starter aberto horário: por volta das 23h local: cozinha
Estranho, muito estranho. Era o que se limitava a repetir na sua mente. Era muito estranho estar de volta àquela mansão e rever todos os amigos — assim considerava, na infância. A versão mais nova de si teria ficado em êxtase ao receber uma carta de convite, mas o Tobias adultos não estava gostando muito de reviver aquelas memórias ingênuas. "Não conseguiu dormir também?" Perguntou, ainda de costas, assim que ouviu passos adentrando a cozinha. Mastigava algumas bolachas, muito sem gosto, por sinal, já que não conseguia pregar os olhos no antigo dormitório.
caso prefira um starter fechado, responda com algum dos lugares da mansão.
"You are made of dreams and this world is not for you."
Cassandra era uma criança quieta, que só abria a boca quando realmente tinha algo a dizer; ela sempre foi assim. Para quem não a conhecia direito, como os vizinhos de seus pais e os comerciantes locais, ela era encantadora, com seu rostinho redondo, grandes olhos cor-de-mel e um sorriso tímido que iluminava seu rosto, mas uma vez que se aproximavam, a natureza inquietante de Cassandra se revelava, e ninguém parecia querer ver mais; as vozes e tremores faziam seu trabalho em deixar qualquer um à distância.
esse é TOBIAS WILKINSON perambulando pelos corredores de thornhill? antigamente ele era conhecido como O VIZINHO, mas hoje em dia é um pugilista. eu me lembro de sua disposição afável e leal mas também de seu temperamento imprudente e ingênuo. eu espero que TOBY ache seu caminho para fora desses portões.
about. character's study. tasks.
𝑻𝑯𝑬 𝑴𝑰𝑫𝑫𝑳𝑬 𝑪𝑯𝑰𝑳𝑫 ⨾ lives in a dream , waits at the window wearing the face that she keeps in a jar by the door who is it for ?
ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ ㅤ 𝐼. ㅤ, ㅤthe first days. ❛ how fragile life was, how fragile they were. ❜ ၇୧ 𝐷𝐴𝑃𝐻𝑁𝐸 𝐵𝐿𝑌𝑇𝐻𝐸'𝑆 𝑃𝑂𝐼𝑁𝑇 𝑂𝐹 𝑉𝐼𝐸𝑊.
Open starter. Local: Sala de Música Horário: por volta das 17:30
Talvez a parte mais difícil de estar em Thornhill fosse encarar novamente o quarto escuro que foi palco de grande parte de seus pesadelos. Odiava estar ali sozinho tanto quanto odiava quando era criança, então deixou seus pertences tão rápido quanto podia e começou a caminhar pelos corredores. Vincent não tinha lembranças muito específicas dos momentos que passou naquela mansão, mas seus passos o guiaram quase automaticamente até a Sala de Música. Abriu a porta devagar e deu uma olhada nos instrumentos empoeirados. Sentia como se o local fosse uma cápsula de um momento distante, e começou a analisar cada instrumento como se fosse capaz de se lembrar do que havia tocado neles. Ficou tentado a sentar no piano e tocar, mas teve medo de que as teclas se soltassem ou as cordas se arrebentassem depois de tanto tempo sem uso, então pegou o violino. Soprou a poeira, testou as cordas que surpreendentemente ainda estão firmes, e começou a tocar uma canção da qual mal se lembrava.