Recentemente a editora de quadrinhos DC Comics anunciou um novo projeto chamado Future State, onde seremos apresentados a novas versões das personagens que já conhecemos e amamos, mas no futuro, se passando após os acontecimentos da mega saga Noites das Trevas: Death Metal, que será finalizada em janeiro.
Com os anúncios, conseguimos perceber mais diversidade chegando ao Hall da Justiça da DC com heróis de diversas etnias, identidade de gênero e sexualidade. Na verdade, diversidade sempre foi algo que a editora procurou manter em suas histórias e a abraçou de vez na última década com a nova linha editorial, Os Novos 52, lançada em 2011.
Com o anúncio de Future State, podemos perceber isso, uma Mulher-Maravilha indígena e brasileira, uma Lanterna Verde mulher negra bissexual e Flash, uma pessoa não-binária de gênero fluido, aqui destacando apenas alguns membros da nova Liga da Justiça.
Eu poderia vir aqui e listar heróis de diversas etnias que surgiram nos últimos anos, como o titã mexicano e gay Banker, os Lanternas Verdes Jessica Cruz e Simon Baz ou até mesmo os novos membros da Bat-Família, mas na verdade hoje vim apenas para falar de Yara Flor, Jess Chambers e Jo Mullein.
Yara Flor é uma brasileira filha de uma amazona com um Deus do folclore local, conforme ela vai descobrindo sua origem, descobre também está ligação com as Amazonas. De acordo com os criadores da personagem, ela fará o caminho inverso de Diana. "A humanidade de Yara ainda está intacta e isso é muito importante. Diana Prince é uma deusa, então ela está sempre um pouco acima de nós. Esta é uma chance de voltar às raízes iniciais da Mulher-Maravilha, quando Diana estava tentando aprender a ser humana. Agora estamos indo na direção oposta — como uma humana aprende a ser uma deusa?" comenta Rich.
Já sobre seus traços, a artista Joelle Jones afirmou que se baseou na atriz e modelo brasileira, Suyane Moreira e vou confessar, foi a primeira coisa que eu percebi quando olhei para Yara Flor. Em um vídeo a atriz agradeceu a quadrinista.
O manto que ficou conhecido com o Homem mais rápido vivo agora pertence há uma pessoa não-binária de gênero fluido. Jess Chambers surgiu na Terra-11, onde os heróis tem os gêneros invertidos.
Em uma entrevista, o roteirista Ivan Cohem disse “Sugeri que Kid Quick poderia ser o primeiro personagem de gênero fluido da Terra-11 e assim que os editores viram a incrível abordagem de Eleonora Carlini sobre o design da personagem, de repente houve muito interesse nele para histórias além do Especial Feliz Multiverso”
Jess Chambers, sobrinho da famosa velocista da era de ouro Jesse Quick será introduzido como Kid Quick no especial que será lançado em Dezembro e a partir de 2021 irá se tornar Flash ao lado da Liga da Justiça.
Particularmente falando, eu estou muito feliz com esta versão do Flash, se ver através das histórias é uma parte importante quando conhecemos personagens e como não-binário assim como Jess, eu me sinto abraçado e incluído.
Vindo direto da Terra Primordial, Jo Mullein assume o papel de Lanterna Verde nesta nova versão da Liga da Justiça. A heroína negra e bissexual que foi apresentada na história Setor Distante, em 2019.
A história de ficção científica criada por N.K. Jemesin e Jamal Campbell foi muito bem recebida pelos fãs e críticos por ter uma abordagem diferente das histórias atuais que conhecemos.
Após o sucesso em Setor Distante, Jo retorna ao planeta Terra para se juntar a Liga da Justiça.
Esses foram alguns destaques que eu quis colocar em pauta justamente pela fácil identificação, tanto por Yara ser brasileira quanto por Jo e Jess serem LGBTQIA+, o fato é, a DC abraça a diversidade mais uma vez com personagens de destaque em sua equipe principal.
Nova série do Apple TV+, a comédia com Hailee Steinfeld conta a história de Emily Dickinson, uma importante poetisa século XIX, uma época onde mulheres era treinadas para serem esposas e donas de casa, algo que Emily nunca quis ser e lutou para mudar em sua vida. Após sua morte, foram encontrados em um baú mais de 1750 poemas de sua autoria.
É Halloween, as bruxas estão mais fortes, os vampiros sedentos por sangue e os espíritos mais animados do que o normal, então o que você acha de conhecer um pouco sobre algumas histórias de assombrações aqui do Rio Grande do Sul?
IGREJA NOSSA SENHORA DAS DORES - PORTO ALEGRE, RS
Apesar de ser um território santo, a igreja foi construída por escravos há mais de cem anos, em frente onde eram realizadas as execuções dos condenados a morte por enforcamento.
Dizem que sombras, espíritos e vultos são vistos ali principalmente durante a noite e que um deles, o de um escravo condenado injustamente amaldiçoou o local.
MUSEU FARROUPILHA - TRIUNFO, RS
Bento Gonçalves, um dos líderes da Revolução Farroupilha, morreu em 1847. Seus restos mortais estão no monumento da Praça Tamandaré, em Rio Grande. Segundo lendas, seu espirito não conseguiu se livrar das lembranças de sua vida e assombra a casa onde ele nasceu, em Triunfo.
Hoje em dia o local é um museu com vários artefatos da Guerra dos Farrapos e muitos turistas e funcionários dizem já ter visto seu fantasma e o de outros combatentes que morreram na guerra vagando pelo Museu.
A CASA DO MORRO - CRUZEIRO DO SUL, RS
Na cidade de Cruzeiro do Sul existe uma casa, construída pelo Ten. Cel. Azambuja e foi revitalizada recentemente. Os moradores que já passaram por ali dizem que já ouviram ruídos estranhos, pessoas e fantasmas no local.
LAGO DOS BARROS - OSÓRIO/STO ANTONIO DA PATRULHA, RS
Segundo as lendas, em 1940 um homem matou sua noiva na margem da lagoa e jogou seu corpo amarrado em uma pedra na água, desde então moradores relatam ver uma mulher de branco vagando próximo a lagoa a procura de seu noivo.
Outra lenda na Lagoa é que um barco iluminado aparece e desaparece nas noites escuras ou de padres que aparecem em sua margem.
CASTELINHO ALTO - PORTO ALEGRE, RS
Dizem que o castelo foi construído em homenagem a um grande amor que acabou tendo um trágico final. A noite pessoas que passam por lá relatam lamentos dos amantes desafortunados e barulhos de correntes vindo de dentro do castelo.
A ILHA PRESÍDIO - PORTO ALEGRE,RS
Construído no séc. XVIII, a ilha passou a ser lar de jovens detentos e pessoas com problemas psiquiátricos nos anos 50 até ser tomada pelo estado durante a Ditadura Militar para ser lar de presos políticos, perseguidos no regime.
Dizem que muitos presos torturados lá durante a ditadura acabaram morrendo no local, um dos detentos tentou fugir dentro de um panelão através do Rio Guaíba e outro foi encontrado no rio com as mãos amarradas após ser torturado, este era o Sargento Manoel Raymundo Soares.
Antes disso o local também serviu como a Casa da Pólvora, lar de munição militar e um centro de pesquisas em animais
CAMPUS 8 (UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL) - CAXIAS DO SUL, RS
No final dos anos 60 o prédio foi construído como um internato para freiras e antes e seu fechamento, uma freira morreu no local e passou a aparecer nos corredores do internato. A propriedade foi adquirida pela Universidade de Caxias do Sul que em 2001 o transformou na Cidade das Belas Artes.
Ainda hoje, pessoas dizem que veem o fantasma da Madre vagando pelos corredores do famoso Campus 8 buscando as meninas e freiras que queriam fugir do local.
MUSEU JULIO DE CASTILHOS - PORTO ALEGRE,RS
O casarão construído em 1887 para servir de moradia ao Cel. Augusto Santos Roxo, tem essa fama após a morte de Julio de Castilhos, em seu quarto após retirar um tumor da traqueia e sua esposa que suicidou-se em um dos quartos da casa.
Após a abertura do museu, relatos de visitantes e funcionários afirmam que já foram vistos fantasmas, sombras e vultos estranhos pela casa, um dos vigilantes inclusive foi demitido após dizer ter visto um fantasma.
Pra ajudar, a casa foi construída em cima do primeiro cemitério da cidade e que os ossos estariam até hoje enterrados embaixo do museu.
É isso, espero que tenham gostado e agora vamos aproveitar e ver aquele filminho de terro gostoso com uma pipoquinha e claro, com a luz acesa.
Cursed acerta na trama, mas peca no desenvolvimento de alguns personagens.
Estrelada por Katherine Langford, a nova série Netflix, Cursed revisita A Lenda do Rei Arthur colocando como protagonista, Nimue, a dama do lago das lendas arthurianas. Nesta versão, com os feéricos sendo perseguidos e mortos pelos Paladinos Vermelhos e o Homem Choroso. Em seu leito de morte, a mãe de Nimue pede que ela entregue a cobiçada Espada do Poder para Merlin, o mago e é aí que começa a jornada da jovem em busca de Merlin para proteger seu povo da morte.
Nesta trama somos apresentados a um Merlin sem magia, bêbado e sem esperanças, porém ainda esperto o suficiente para desdobrar um inexperiente Rei Uther Pendragon e assim continuar sendo visto como o mago poderoso que aconselhou inúmeros Reis na história.
Em sua jornada de fuga dos Paladinos Vermelhos e do Homem Choroso, a agora chamada de Rainha do Sangue de Lobo, Nimue conhece Arthur, um ladrão que tenta a todo custo limpar a honra de sua família.
Enquanto Nimue tem uma evolução constante em cada episódio, ainda que eu ache-a melancólica demais em certos pontos, ela evolui até o final do décimo episódio, já Arthur continua na mesma obsessão de limpar a honra de sua família, traindo a confiança de sua nova amiga e futura paixão.
Nimue é levada por Arthur para um monastério onde sua irmã Igraine, que mais tarde descobrimos ser Morgana, mora e serve a religião como freira. O que ela não esperava é que o local fora tomado por Paladinos e isso a deixa em perigo ao mesmo tempo que cruza com uma noviça, Íris, que busca reconhecimento e servir os Paladinos.
Após ajudar Nimue a fugir, Morgana também precisa fugir, deixando para traz seu amor Célia e uma Íris enfurecida pela traição.
Enquanto a feérica avança em sua busca, Arthur tenta se redimir diante de sua família e corrigir os erros de seu pai, mas sem sucesso após seu tio descobrir que ele roubou a espada.
Arthur, Nimue e Morgana voltam a se encontrar no esconderijo dos Feéricos no meio da floresta e aí temos mais um passo da evolução de Nimue que após seu encontro com Merlin, decide ficar com a espada e se tornar a Rainha.
A história tenta justificar o motivo de Nimue ser tão poderosa colocando a como filha de Merlin, o que para mim foi preguiçoso por parte dos roteiristas e que logo se torna esquecido, mas apresenta a espada do poder como motivo de Merlin ter pedido seus poderes enquanto forjava a espada diretamente em seu corpo.
Enquanto Morgana caminha para se tornar a mais poderosa bruxa que já viveu, como dito a ela pelo espirito de Célia, seu irmão continua a se tornar o interesse romântico chato da protagonista, buscando salvá-la, protegê-la e aconselha-la, mas ainda assim com o plano de redenção do nome de sua família.
Cursed tem inúmeros personagens que mostram uma evolução agradável, a melhor amiga de Nimue, Pym, tem um dos arcos que mais me agrada e deixa com vontade de vê-la liderando os saqueadores da Lança Vermelha. O pequeno Esquilo também é um dos meus favoritos, sendo um garotinho destemido e impulsivo, ele é tão esperto quanto corajoso e nos apresenta o coração dentro do Homem Choroso que trabalha ao lado dos Paladinos Vermelhos.
As personagens femininas da série roubam a cena e você vai querer ver muito mais delas. Nimue, Morgana, Pym, Kaze chamam atenção quando estão em tela pela excelente construção das personagens.
A série consegue entregar bem a trama principal e de alguns personagens, mas outras que poderiam ter sido melhor exploradas, acabam sendo finalizadas rapidamente e se tornam esquecíveis. A trama também não tem medo de mostrar a violência e até mesmo causa um desconforto, mas que não a estraga de forma alguma.
A primeira temporada entrega o que propõe com efeitos especiais elaborados, mas que acabam atrapalhando um pouco em algumas cenas. Eles acertam no tom de cada personagem, apesar de algumas atuações me incomodarem quando temos em tela Gustaf Skasgard e Daniel Sharman que entregam muito bem o que é proposto.
Para uma segunda temporada, espero mais das mulheres da trama e do Homem Choroso ou Lancelot, como revelado no final da temporada, e que agora cavalga ao lado de Percival ou nosso corajoso Esquilo. Merlin recuperou seus poderes e uma luta pelo trono se aproxima. Uma nova aliada de Roma surge em busca da extinção dos Feéricos.
O arco de Nimue tem início, meio e fim, vemos ela evoluir na série e como vimos no final, não sabemos se ela está viva ou não, mas se não estiver, confesso que não atrapalharia a trama de um segunda temporada, já que sua história foi fechada de forma bem feita e entregando tudo o que propunha.
Cursed tem 10 episódios e já está disponível na plataforma Netlix.
Na quarta-feira, 8 de julho, a atriz Naya Rivera, 33 anos, desapareceu no Lago Piru, Califórnia, enquanto nadava com seu filho Josey, de 4 anos. Já na última segunda-feira, 13 de julho, um corpo foi encontrado no lago e horas depois, infelizmente, foi confirmado ser o corpo da atriz que marcou uma geração de jovens adultos e adolescentes dando vida a Santana Lopez na série Glee.
Naya deixa um legado incrível como atriz, cantora, pessoa, mãe. Em um momento em que não tínhamos muitos personagens LGBT para nos espelhar, a série Glee fazia o papel de aconselhadora, amiga e nos dava um norte no que era ser LGBT.
Com a série criada por Ryan Murph, que durou 6 temporadas de muito sucesso, aprendemos a respeitar cada um, e de um jeito delicado, Ryan conseguiu através de inúmeros personagens nos representar e levar a comunidade LGBT para mais longe.
Tanto Santana, como outros, fizeram o papel de nos ajudar a nos entender enquanto LGBT e que nem sempre a vida é fácil ou que adolescência é um conto de fadas, mas devemos sempre buscar nossos sonhos e o mais importante, sermos nós mesmos.
É difícil dizer como seria se eu não tivesse assistido Glee na minha adolescência, apesar de ter demorado pra entender o que era ser LGBT pra mim, se não fosse por esta série eu teria demorado muito mais tempo.
Glee reuniu personagens e divas do pop em performances incríveis que nos tiravam lágrimas e sorrisos. Quem nunca derramou uma lágrima vendo a personagem trans Unique cantando If I Were a Boy após sofrer transfobia no banheiro da escola?
A série marcou uma geração de jovens hoje entre 20 e 30 anos que na sua descoberta de sua sexualidade, tinham Glee pra lhes ajudar a entender um pouco.
Em 2009 não tínhamos séries voltadas para o público LGBT, tínhamos apenas personagens aleatórios e a grande maioria como alivio cômico em um filme, novela ou série de TV, mas Glee veio e explodiu entre o público jovem que viu ali um refúgio.
Podemos dizer que Glee está entre as pioneiras nas séries que incluíram personagens LGBT no núcleo central e fez isso muito bem. Santana, Kurt, Blaine, Brittany e outros moldaram uma geração LGBT que jamais será esquecida disso.
Naya se tornou um ícone LGBT e sempre foi muito amada por todos, deixo aqui meu respeito e agradecimento por ela ter nos prestigiados com seu talento.
O ano é 1977, os indicados ao Oscars são divulgados e entre eles está a italiana Lina Wertmüller que concorre na categoria de Melhor Direção, fazendo história por ser a primeira mulher a ser indicada nesta categoria. O longa era Pasqualino Settebellezze (1975).
Lina fez história, concorreu com diretores de nome forte na época, com um filme estrangeiro. Não levou a estatueta, mas fez algo grandioso para a história do cinema, mesmo assim só após 17 anos outra mulher foi indicada na categoria, Jane Campion. A neozelandesa foi indicada por seu trabalho em O Piano (1993).
E após mais alguns anos, em 2003, Sofia Copolla se tornou a terceira mulher a ser indicada na categoria por seu trabalho em Encontros e Desencontros (2002).
Em 2010 foi a vez de Kathryn Bigelow fazer história se tornando a quarta mulher indicada a categoria e a primeira mulher a levar a estatueta de Melhor Direção por seu trabalho em Guerra ao Terro (2009).
Para alguns é apenas uma diretora ganhando um prêmio importante, no dia seguinte suas vidas voltam ao normal e as expectativas para os próximos filmes começam. Para as mulheres que dirigem filmes é algo marcante, pensa comigo, após 81 anos uma mulher foi considerada pelos votantes da Academia, digna de levar a estatueta pra casa e antes disso, 48 anos foi o tempo que levou para uma mulher ser indicada a categoria desde que o Oscars surgiu em 1929. É muito tempo.
Em 2018, graças ao seu trabalho em Lady Bird (2017), a diretora Greta Gerwig se tornou a quinta mulher a ser indicada como Melhor Direção.
Estamos em 2020, nenhuma mulher foi indicada a categoria de Melhor Direção pela Academia, não é para fazer polêmica, é um lembrete que mulheres só poderão mostrar seu trabalho como diretoras se tiverem oportunidades dos estúdios, por exemplo, Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa (2020) é dirigido por Cathy Yan e esse trabalho elogiado pela crítica em suas recentes exibições é seu primeiro longa-metragem. Patty Jenkins, conhecida por filmes como Monster (2003) que conta a história da assassina Aileen Wuornos e Mulher-Maravilha (2017) está dirigindo agora seu terceiro longa, a continuação da elogiada aventura da maior heroína que conhecemos que estreia em junho.
É aqui que quero chegar, diretoras talentosas são pouco vistas pelo grande público devido a falta de oportunidade. Sempre que pergunto sobre diretoras de cinema, as pessoas pensam e não conseguem encontrar um nome sem pesquisar, principalmente se for brasileira, quando falo em diretor, surgem Scorsese, Spielberg, Snyder, Nolan e por aí vai.
Fica difícil pedir e subir tags nas redes sociais quando os estúdios não ouvem seus fãs e não procurar dar oportunidades a diretoras que podem ser tão grandiosas quando os homens.
O cinema ainda é uma indústria muito machista, a gente tem percebido pequenas mudanças, mas a gente quer mais. Mais filmes com olhares diferentes, tem tantas mulheres talentosas escondidas, mas fica difícil quando temos apenas homens no topo.
A comunidade nerd desde seus primórdios sempre se mostrou bem machista e muitas vezes intolerante, não aceitando muito bem as mulheres ou qualquer outra minoria ganhando mais destaque do que eles achavam que essas pessoas mereciam.
Heroínas deveriam estar no local delas, sem atrapalhar os grandes heróis da sociedade e personagens LGBTQ+ não tinham espaço. Se formos pensar, o primeiro herói gay surgiu em 1979, muito tempo depois que histórias em quadrinhos estavam no seu auge, depois disso algumas vitórias e algumas derrotas, mas muitos nerds machistas irritados.
Com o passar dos anos tivemos o primeiro casamento entre dois homens, um herói e um civil. Mulheres ganhando mais destaques, sendo ouvidas e ganhando o mundo. Histórias em quadrinhos nunca foram apenas para os garotos correndo na rua pela tardinha, mas era o que todos pensavam.
Grande parte da comunidade lgbtq+ demorou muito mais do que gostaria para se enxergar nestes cenários heroicos, posso citar a edição de X-Men em que o Bobby Drake se assumiu gay em 2015, após muitos anos de sua estreia nas revistas, eu diria 52 anos. Bem, muito jovens se identificaram com o que o rapaz sentia, viver anos em um armário, tentando ser alguém que não é por completo, quase toda a comunidade sente isso por anos.
Por mais que o trabalho dessas histórias seja fugir da realidade mesmo deixando algo dela para não ficar tão absurda, por muito tempo apenas parte dos leitores se via nestas páginas, o que mudou recentemente. São pequenas vitórias como essas que gostamos de comemorar.
A comunidade nerd é composta sim por nerds machistas, mas que estão perdendo seu espaço e voz intolerante vendo que nesta comunidade existem mulheres, gays, lésbicas, transgêneros, pessoas negras e outras minorias.
O ano é 2020 e finalmente podemos dizer que conseguimos nos ver nos gibis que amamos ler quando mais jovens e ainda amamos ler depois de adultos, mas com um orgulho a mais de sermos nós mesmos.
Leio histórias em quadrinhos faz muito tempo e as vezes enquanto observava os detalhes das artes me vinha na cabeça se a heroína da história se sentia bem naquela roupa justa e curta, algo que sinto quando vejo animes também. Vendo a série Supergirl pensava a mesma coisa “como ela consegue voar com aquela saia?”, ai me vi no episódio em que ela ganha um novo traje e pra surpresa dela e de todos ela estava de calça e a alegria que ela sentiu em finalmente não trajar mais uma saia me fez pensar no conforto e no traje de outras heroínas que também demoraram muito tempo para finalmente deixar os maiôs de lado e usarem algo com conforto.
Ao longo dos anos as histórias em quadrinhos foram evoluindo, as personagens foram mudando e seus uniformes, bem, a maioria mudou bastante. Se você for analisar, os trajes dos super-heróis até que não evoluíram tanto, eles já usavam roupas que cobriam o corpo todo e o máximo que aconteceu foi terem aprendido a usar cueca dentro da calça, por outro lado, as heroínas dessas histórias tiveram uma batalha fora das páginas tão grande quanto dentro delas. Seus vilões não eram Magneto, Darkseid ou Ultron, mas sim os desenhistas que davam vida a elas, vidas vestidas com roupas que hoje fazem a gente pensar “como ela luta com essa roupa?”
Heroínas como Emma Frost, Tempestade, Estelar e outras sempre tiveram seus trajes mínimos ou um tanto quanto sensuais demais até para elas que mesmo vestidas dos pés a cabeça continuam esbanjando sensualidade.
Então listei algumas evoluções que tivemos em trajes de algumas heroínas, enquanto outras como a Supergirl ainda luta para conseguir voar de saia sem mostrar nada. (força amiga, na tv você já usa calças).
- Miss Marvel/ Capitã Marvel:
Carol Danvers sempre teve que lutar muito para chegar onde está, enfrentou vilões nas paginas e nerds babões fora delas. Usando o nome Miss Marvel, um maiô preto que dependendo do golpe parecia completamente desconfortável, a heroína quando mudou seu nome para Capitã Marvel também mudou seu traje para um uniforme militar confortável e prático deixando até seu brilho heroico mais incandescente.
- Tempestade:
Quando a deusa africana surgiu, ela usava um maiô preto que a deixava pronta para a qualquer momento mergulhar uma piscina. A mutante com o passar dos anos foi ganhando uniformes diferentes, alguns escondiam todo seu corpo, outros eram refinados e estilosos, atualmente a x-woman usa um traje incrivelmente lindo e até então um dos meus favoritos.
- Emma Frost/ Rainha Branca:
Se for falar em personagens sexualizadas e não falar de Emma Frost, a lista nem tem credibilidade. A rainha Branca, antiga vilã dos X-Men sempre usou sua sensualidade com arma, o que justificava sua roupa que era composta em um corpete justinho, uma bota de cano alto e uma capa luxuosa. (não precisa andar quase nua para ser sensual). Agora parece que finalmente temos roupas que sirvam na grandiosa Rainha Branca e ela continua sedutora.
- Estelar:
A princesa de Tamaran que beija para aprender o idioma de quem estão ao seu redor desde sua criação usava pequenos pedaços de tecidos que chamavam de roupa. Atualmente faz parte da Liga da Justiça e finalmente ganhou roupas confortáveis e uma armadura que protege seu corpo laranja.
- Caçadora:
Helena Bertinelli é um caso raro da personagem que vestia roupas e foi despida com o passar dos anos. Com o tempo voltou a ganhar roupas e atualmente é uma das melhores heroínas da DC, vestidas dos pés a cabeça.
- Zatanna:
Da roupa de assistente de mágico, a heroína ganhou calças e continua sendo a membro mais icônica da Liga da Justiça Sombria que esperamos ver logo nos cinemas.
- Canário Negro:
A dona do grito mais icônico dos quadrinhos, Canário Negro sempre exibiu sua meia arrastão, mas infelizmente sempre foi sexualizada demais em suas histórias (nunca esqueço dela e do Batman se pegando na chuva depois de uma luta com um vilão, foi assombroso). Agora que ela é uma diva do rock, Canário Negro ainda exibe suas meias arrastão, mas com um short estiloso e o mínimo de sexualização possível.
- Psylocke/ Kwannon/ Capitã Britãnia:
Quando a britânica Elizabeth Braddock assumiu o corpo da ninja assassina Kwannon, suas vestes se tornaram mínimas. Para uma ninja chinesa, as roupas não eram anda confortáveis nem em lutas, nem em nada, ela andava de maiô e qualquer movimento em falso “tudo” era exibido. Após um tempo Psylocke ainda no corpo da ninja assumiu vestes que cobriam todo seu corpo e recentemente ela voltou para seu corpo original, assim Kwannon ficou desaparecida e Elizabeth continuou sendo a Psylocke, mas com vestes mais confortáveis branca e roxa. Atualmente Kwannon pegou o nome de Psylocke para si e voltou a usar as vestes mínimas (nem todo mundo aprende) e a britânica se tornou Capitã Britãnia.
- Mulher-Maravilha:
Assim como a Caçadora, a princesa de Themyscira iniciou sua jornada heroica usando roupas mais recatadas e com o passar do tempo começou a exibir mais seu corpo em um maiô nada protetor para uma guerreira. Houve inúmeras tentativas de pôr calças na Mulher-Maravilha, mas os fãs (e aqui enfatizo os nerds p...eiros) não aceitaram bem a troca. Recentemente Diana passou a usar um traje semelhante ao dos filmes e que lembra mais uma guerreira do que todos os anteriores, volta e meia ela também usa suas armaduras para não estragarem em seu armário.
- Feiticeira Escarlate:
Se seus trajes nos cinemas exalam conforto (ou nem tanto já que a própria atriz diz que no início eram meio difíceis de usar), nos quadrinhos Wanda Maximoff teve que se acostumar a usar um maiô que apertava todo seu corpo por muito tempo. Após trocar de trajes algumas vezes e passar a utilizar calças também, a poderosa vingadora e mutante finalmente consegue se manter confortável em seu estiloso uniforme.
Mesmo que estejamos no ano de 2020, muitas personagens ainda são sexualizadas e usam maiôs, corpetes justinhos que anatomicamente falando resultam em dois ou três fios de costela fraturados. Dá pra enfatizar que o problema nem sempre são as vestes, mas muitas vezes os desenhistas e até os fãs que não sabem que sexualizar personagens femininas não ajuda em nada na luta diária das mulheres contra assédio e outros crimes que sofrem.
Queria muito que os desenhistas e nerds babões soubessem responder sem envolver sensualidade ou sexualidade no meio, o porquê homens usam capas e armadura que protegem todo o corpo, muitas vezes ficando apenas o rosto a mostra mulheres tem que usar saias ou maiôs justos que mostram metade do bumbum e metade dos peitos e em um movimento todo pode vir a mostra?
Se o mundo evolui, porque não dar mais comodidade as heroínas assim como os heróis tem? Ou pelo menos focar na história e não nos atributos das personagens, já seria um bom começo.
Com Coringa, filme do vilão mais icônico do Batman, a DC viu mais uma vez uma de suas produções chegar casa dos bilhões em bilheteria, antes alcançada apenas por Aquaman, mas não faltaram as tentativas para este feito, com o gênero dos filmes de heróis em alta e a concorrência ganhando cada vez mais dinheiro, a Warner e a DC começaram a ver com outros olhos estas adaptações, vamos voltar lá no início, quando a ideia do Universo Expandido da DC era um sonho bonito.
Em 2008 a Marvel deu seu ponta pé inicial com Homem de Ferro. O filme foi bem recebido por público e crítica, o que fez a Casa das Ideias investir no UCM (Universo Cinematográfico Marvel). No outro lado, a DC estava investindo na franquia Cavaleiro das Trevas com Christopher Nolan e companhia que continuavam a escrever a continuação do bem recebido Batman Begins.
Enquanto a Marvel estava cada vez mais investindo em suas produções diversas e apresentando mais heróis como Hulk, Thor e Capitão América, todos com exceção de O Incrível Hulk obtendo uma boa crítica e bilheteria para um universo inicial, a DC estava chegando ao final da Trilogia Nolan para o Cavaleiro de Gotham.
Em 2012 com a estreia bombástica de Vingadores no cinema, dando mais certo do que se esperava, fez com que os fãs da editora concorrente começasse a questionar quando veríamos a Liga da Justiça nos cinemas.
No ano seguinte, após a trilogia rentável, premiada e aclamada do Batman, foi a vez do Homem de aço ganhar as telas em uma nova adaptação, apostando em um lado mais realista e sombrio bastante utilizado por Zack Snyder. O filme do Superman rendeu boa bilheteria e o consenso da critica foi "Man of Steel proporciona ação emocionante e espetáculo para superar seus desvios no território de blockbuster genérico.”
Com o grande sucesso de Homem de Aço, na SDCC de 2013 a DC anunciou que Zack Snyder e David S. Goyer estariam trabalhando em uma sequência e em um filme da Liga da Justiça. Parecia que os fãs finalmente iriam ganhar uma versão cinematográfica de sua equipe favorita.
Enquanto a concorrência planejava sua Guerra Civil colocando os principais heróis da franquia batendo de frente, a DC apostava em Batman V Superman com participação da Mulher-Maravilha e Lex Luthor e Apocalypse como os vilões do longa. O filme estava sendo muito esperado, as expectativas estavam altas, os trailers estregavam o que queríamos ver, mas o conjunto da obra foi muito criticado por fãs e críticos, apenas da bilheteria ter sido aceitável. A atuação de Bem Affleck e Gal Gadot foram muito elogiadas, mas Jesse Eisenberg e Henry Cavill não agradaram tanto o público. O longa tinha informações demais, mostrava o desespero e a pressa da DC em ter seu universo estendido ganhar forma logo. Essa pressa fez o estúdio anunciar longas como Liga da Justiça 1 e 2, Mulher-Maravilha, Aquaman, The Batman, Ciborgue, The Flash, Tropa dos Lanternas Verdes, a maioria desses nunca saíram do papel.
Com a principal crítica sendo o tom sombrio do filme, quem sofreu foi Esquadrão Suicida, seus trailers vendiam algo colorido, uniformes e caracterizações bonitas de se ver e uma trilha sonora impecável. O resultado foi apenas uma bagunça nas telas, as bizarrices de Jared Leto nos bastidores e um destaque para as atuações de Margot Robbie, Viola Davis e Will Smith. O longa até levou um Oscar, mas não por sua qualidade de roteiro e direção, mas sim por Maquiagem que realmente foi um ponto muito positivo no filme.
Enquanto a Marvel estava cada vez mais conquistando os fãs e as bilheterias com Guardiões da Galáxia, Vingadores e suas continuações, a DC estava se mostrando apressada e sem planejamento.
Foi quando chegou o primeiro vislumbre de uma luz no fim do Túnel, Mulher-Maravilha. Gal Gadot foi muito bem recebida e pontuada com um dos pontos altos de Batman V Superman, e o longa da Amazona estava sendo esperado por grande parte do público muito por ser por o primeiro filme de uma super-heroína e também por ser da maior e principal heroína da DC comics.
O longa rendeu criticas positivas por grande parte dos críticos e uma bilheteria que agradou aos bolsos dos executivos. Pareciam que as coisas estavam entrando nos eixos, mas o filme que veio a seguir não mostrou isso.
O tão esperando longa da Liga da Justiça foi um desastre, o tom leve de Mulher-Maravilha que tanto agradou o público fez que os bastidores do longe ficasse tenso, refilmagens foram feitas, a troca da direção de Zack Snyder por Joss Whedon fez o clima ficar sombrio e o roteiro mal construído do filme fez que o longa fosse vergonhoso, nem mesmo o carisma de Gal Gadot e companhia fizeram o longo ser bem recebido. Foi í que começou a virada do Universo Estendido da DC.
Com a saída de Zack Snyder da produção dos filmes, longas que haviam sido anunciados foram cancelados e novos longas foram anunciados. Uma continuação para Esquadrão Suicida já era certa, Mulher-Maravilha também viria a ter uma sequência. 2018 foi o ano que a luz no final do túnel foi alcançada e a DC se replanejou. Esqueçam o Universo Compartilhado, vamos trabalhar agora com cada filme em seu próprio eixo podendo futuramente se conectar ou não. Sem pressa, apenas produzindo com qualidade.
The Batman que havia sido anunciado com Affleck na direção, roteiro e atuação foi todo reestruturado com Matt Reeves assumindo a direção e recentemente Robert Pattinson escalado para o novo longa do Homem-Morcego, deixando a versão apresentada em Batman V Superman no passado.
The Flash estava sendo reestruturado e longas como Ciborgue, Liga da Justiça, uma nova adaptação do Lanterna Verde foram canceladas dando espaço para Batgirl, Supergirl, Aves de Rapina, Sereias de Gotham, Adão Negro, Shazam! e Novos Deuses.
Em 2018 o primeiro indicio dessas mudanças chegou as telas com um visual incrível, uma direção aclamada e o primeiro bilhão alcançado pelo estúdio. Jason Momoa retornou com seu Aquaman parrudo e fanfarrão em seu próprio longa. O filme foi muito bem recebido pela crítica, público e a Warner viu suas moedinhas de ouro surgirem. A direção de James Wan, conhecido pela franquia Invocação do Mal, foi elogiada garantindo ao longa uma sequencia e um spin-off baseado na Trincheira.
Em seguida foi a vez de Shazam! chegar e agradar os fãs. Por sua estreia bater quase que de frente com a conclusão a Saga do Infinito, moldada pela Marvel durante esses últimos 10 anos, o filme não teve uma bilheteria tão expressiva, mas foi elogiado e conquistou mais fãs que já estavam desacreditados nos longas baseados nos heróis da DC.
Recentemente Coringa estrou nos festivais e cinemas do mundo, ganhado prêmios, Joaquin Phoenix sendo elogiado por sua atuação no longa e rendendo mais que 1 bilhão de bilheteria. Um filme baseado no vilão mais icônico da editora, classificação Rated R, ou seja, para maiores de 18 anos no Brasil, quebrando recordes e mostrando que agora a DC estava realmente e focada em fazer filme com qualidade sem se preocupar com universo estendido e isto está dando certo
Para o próximo ano teremos Mulher-Maravilha 1984 que está sendo muito aguardado pelos fãs, assim como Aves de Rapina, Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa que chega já em fevereiro nos cinemas. Em 2020 teremos duas personagens femininas que deram certo em filmes duramente criticados tomando conta.
Aves de Rapina, Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa, 07 de Fevereiro de 2020.
Mulher-Maravilha 1984, 05 de Julho de 2020.
Já para os próximos anos temos:
The Batman, dirigido por Matt Reeves e estrelado por Robert Pattinson, Zoe Kravitz, Andy Serkins e elenco ainda a ser anunciado. Previsão de estreia para Julho de 2021.
O Esquadrão Suicida com o retorno de Margot Robbie, Viola Davis, Joel Kinnaman e Jai Courtney, direção de James Gunn e grande elenco. Previsão de estreia para Agosto de 2021.
Adão Negro estrela por Dwayne Johnson e estreia prevista para Dezembro de 2021
Aquaman 2 previsto para 2022.
A DC parece estar envolvida em estregar qualidade, por mais que personagens que já apareceram em sua tentativa de universo expandido retornem as telas, sua ligação com o passado sombrio e realista do estúdio não é nem ignorada e nem enfatizada, aconteceu, sabemos que aconteceu, mas não precisamos forçar um universo compartilhado.
De um universo bagunçado e apressado para um Multiverso coeso e aclamado.
Nova série do Apple TV+, a comédia com Hailee Steinfeld conta a história de Emily Dickinson, uma importante poetisa século XIX, uma época onde mulheres era treinadas para serem esposas e donas de casa, algo que Emily nunca quis ser e lutou para mudar em sua vida. Após sua morte, foram encontrados em um baú mais de 1750 poemas de sua autoria.
1. O ELENCO
Além de Hailee Steinfeld, a série ainda tem a incrível Jane Krakowski no papel da Mrs. Dickinson, Toby Huss como o pai de Emily, Ella Hunt como a melhor amiga e interesse amoroso da protagonista e a participação de Wiz Khalifa como a Morte.
Protagonista da série, Hailee Steinfeld já foi indicada ao Oscar por sua participação em Bravura Indômita e protagonizou os filmes Bumblebee e Romeu e Julieta. Ela também participou de A Escolha Perfeita 1 e 2. Hailee também é excelente cantora com um EP lançado, Haiz.
2. FEMINISMO, AMIZADE E RELACIONAMENTOS
Dickinson consegue com leveza mostrar o quanto a mulher era submissa ao marido no século XIX e ainda consegue mostrar como o tema feminismo vem sendo retratado século após século mostrando que a mulher pode fazer o que ela quiser.
No decorrer dos episódios vemos Emily indo contra o patriarcado, não sendo uma mulher do lar como sua mãe gostaria, mas sim forte, empoderada e que luta por seu espaço em sua casa e fora dela. Vemos também sua relação com sua melhor amiga e cunhada Susan, por quem é apaixonada.
(história real) Muitas relações lésbicas naquele século eram vistas como amizades. Naquela época ver duas mulheres trocando cartas de amor, andando de mãos dadas nas ruas era um simples ato de amizade e carinho, assim mulheres conseguiam manter seus relacionamentos em segredo. A própria Emily trocou muitos poemas e cartas de amor com uma de suas amigas. Ela morreu aos 55 anos sem se casar ou viver intensamente um de seus amores antigos, apenas os registrando em poemas e cartas.
3. DURAÇÃO
A série é rápida, tem apenas 10 episódios de entre 25 e 35min cada. Cada episódio contando sua história sem atropelos e prendendo a atenção de início ao fim além de ser leve e divertida. A série também já garantiu a sua segunda temporada antes mesmo da estreia.
4. TRILHA SONORA
Ponto alto da série, sua trilha sonora moderna se funde aos figurinos e visuais da época, fazendo até mesmo as personagens interagirem com essa modernidade, o que se torna cômico. Nomes como Billie Eilish, Lizzo, compõem a trilha sonora, além da própria Hailee.
5. DIVERTIDA E ATRAENTE
Se você assistir ao 1º episódio, com certeza vai querer ver o que vem a seguir e tão logo terminará a série. A comédia consegue ser divertida e te prender cada segundo querendo saber o que mais vai acontecer depois, sem enrolação ela vai direto ao ponto.
Umas das apostas do novo serviço de Streaming surgindo neste final de 2019. Dickinson se destaca e tem ganhando alguns elogios da crítica como a única a ter dado certo nessa empreitada da Apple. Entre See, estrelada por Jason Momoa e The Morning Show protagonizada por Jennifer Aniston e Reese Whiterspoon, a série aborda um tema diferente dos dramas citados, mas é a que mais se destaque e mostra que pode ter uma longa vida pela frente, sendo renovada para a segunda temporada antes mesmo da estreia.
O serviço Apple TV+ está disponível por apenas 9,90 e conta com áudios dublados e originais.
Coringa está sendo visto como um filme de arte desde as primeiras notícias divulgadas e com grande chance de ser indicado ao Oscars. Além das criticas estarem muito positivas elogiando a história, o roteiro e a direção de Todd Philips, a fotografia e enquadramento do filme estão deslumbrantes o que encanta aos olhos. Até o momento podemos imaginar que Coringa pose ser indicado ao Oscar de Melhor Fotografia, Melhor Ator, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Direção e porque não Melhor Figurino, Melhor Maquiagem e Melhor Direção de Arte. É ambicioso, mas a qualidade do filme está agradando o grande público critico, então não custa sonhar, alias, fãs da DC Comics estão acostumados a ter sonhos e grandiosos.