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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
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@letsgosurtar
Segunda-feira - 30.05.2022
Eu sinto como se nada que eu fizesse fosse suficiente. Faz 10 anos que eu estudo A MESMA coisa e simplesmente não consigo aprender tudo. Assim, não acho que ninguém seja capaz de aprender tudo, mas eu queria aprender o suficiente para passar. SÓ ISSO. Porém, isso parece impossível. Eu não aguento mais as pessoas me falando que tudo tem o tempo certo, que minha hora vai chegar, me pedindo para ter paciência... Eu entendo que essas são palavras de carinho, mas eu não aguento. Ninguém sabe se existe hora certa e se a hora certa já passou e eu não vi? Faz tempo demais eu espero essa hora e olha, que espera insuportável! A gente já tá em junho praticamente e agora já tá batendo o desespero de “PRECISO VER TUDO PARA REVISAR”. A ansiedade já está aumentando, as vontades de chorar do nada também. Eu espero que esse ano eu finalmente consiga me livrar desse inferno. Eu espero que esse ano eu realmente consiga começar a realizar esse sonho, porque eu acho que se não for esse ano, eu vou começar a desistir dele. Enfim, estou de tpm. Não tenho cabeça para escrever bem porque estou contendo minha crise existencial que sempre surge nesse momento. Próxima vez eu escrevo algo mais profundo kkk
L.
Quinta-feira - 26.05.2022
Hoje o desabafo é sobre saudades. Eu acordei com uma postagem de minha tia, um vídeo meu, com minha prima e meus avós de quando eu tinha 1 ano. Na legenda ela colocou assim “Quando vocês chegaram, vocês trouxeram razão para nossa família”. Eu me emocionei tanto. Minha avó faleceu quando eu tinha 1 ano, o que lembro dela é o que vejo em vídeos como esse. Meu avô faleceu 2 semanas antes de eu fazer 15 anos e minha vida desde então é baseada na saudade que eu tenho dele. É muito difícil colocar em palavras o que eu sentia e sinto pelo meu avô. Muito díficil mesmo. Porém, quem estivesse por perto quando estávamos juntos era capaz de enxergar nossa conexão. Meu avô não media esforços para me alegrar, para cuidar de mim e todo puxão de orelha era com amor, tudo era uma lição.No dia que soube que ele estava com cancêr, apesar de triste, eu tinha certeza que ele ficaria bem. Certeza absoluta. Eu não me imaginava perdendo esse conexão, então me senti segura nela. Nada abalaria ela. Então, foi acontecendo o que essa doença sempre faz acontecer, a vida foi deixando meu avô aos poucos. Na frente da gente. Sem que a gente pudesse fazer nada além de estar ali. Meu avô, graças a Deus, era meu vizinho e eu pude estar com ele em todos os momentos. Não vou mentir, as vezes eu fugia porque vê-lo partindo aos poucos me destruia. Eu só tinha 15 e eu não sabia o quanto essa saudade era desesperadora, não sabia quanto arrependimento viria por não estar por perto o tempo inteiro, por não dizer a todo momento que eu o amava. Por isso, as vezes, eu fugia. Porém, eu tento acalmar meu coração na certeza de que não era desses últimos dias que ele gostaria que eu lembrasse. Ele queria que eu lembrasse das nossas idas aos sítios, que eu lembrasse das nossas viagens para praia, que eu lembrasse dele me ensinando a dançar forró “não olha para os pés, olha pra frente. É questão de postura” ou então ele fazendo os passos mais loucos de dança e dizendo para mim e minha prima “eu duvido vocês fazerem é isso aqui” ou dele me ensinando a desfilar e a girar no meio do desfile, que eu lembrasse do orgulho que ele tinha ao me apresentar aos amigos dele, lembrasse dele me chamando de Claúdia Raia por causa das minhas pernonas... E eu lembro. Não tem um dia que eu não lembre de como era divertido estar por perto, de como ele era engraçado, brincalhão e animado. Meu avô era alma de toda comemoração. Nada ficava triste quando ele estava por perto! Uma vez fomos a um casamento e o rapaz que estava filmando caiu e continuou filmando do chão e todo mundo rindo descontroladamente, inclusive ele, mas ai ele olhou pra gente segurando os riso, respirou bem fundo, colocou uma cara bem séria “Tá bom já ne? Vamos parando de rir que o rapaz tá trabalhando” a gente parou de rir no ato com tanta seriedade na fala dele. No mesmo segundo ele olhou pra frente e voltou a rir (dei até uma risada aqui lembrando dessa cena). São dessas coisas que eu tenho tanto medo de esquecer. Tanto medo de não lembrar mais da risada dele, não lembrar mais dele vindo me buscar para ir pra o sítio, dele de óculos rayban bebendo uísque e se achando o bonitão (que ele era). Morro de medo de esquecer como ele era um dançarino incrível que jogava os cabelos na primeira oportunidade no meio da dança. Tenho pavor só de pensar em não conseguir me lembrar tudo que ele me falava quando a gente estava só, os conselhos. Uma vez, no sítio, painho e mainha brigaram comigo por algo bobo, ele veio me consolar e disse “Ninguém no mundo vai amar você mais que seus pais, só eu, então não fique com raiva. Escute eles” o som do carro ficava ligado estacionado la lateral da casa que tinha um alpendre enorme e então começou a tocar “ai ioio, eu nasci pra sofrer, fui olhar pra você, meus olhinhos fechou” e ele comecou a cantar. Eu tenho tanto medo de não ter mais isso em mim. Eu acho que o luto é sobre isso, medo de perder o que já perdemos. Vai fazer 14 anos que perdi meu avô. Não teve um dia nesses 14 anos que a saudade não doeu. No grupo dos netos dele não houve um mês que a gente passasse sem falar de Luiz Carlos, nosso vovô Luiz. Eu achava que seria impossível aguentar tanto tempo sem a felicidade que ele trazia, mas é incrivel como ele me fez forte. Como o amor da gente ultrapassou todas as barreiras possivéis e simplesmente cresceu, se multiplicou. E eu espero que de onde ele estiver, ele possa saber que eu o amo mais que nunca, que eu sempre irei amá-lo e que eu nunca vou esquecer a nossa conexão. Tô roxa de saudade, mas tenho certeza que um dia a gente mata essa danada!! É aquilo, o que temos pra hoje é saudade!
L.
Segunda-feira - 23.04.2022
Esses dias eu estava pensando no momento da minha vida eu decidi que faria medicina. Porque eu não sinto que sou a mesma pessoa de 5 anos atrás. Eu passei por uma série de eventos que me tranformaram na pessoa que sou hoje e eu não sou mais a pessoa que escolheu que queria ser médica. Como que eu sei que essa certeza não mudou também? Como que eu sei que não estou insistindo nisso por costume ou porque desistir dá muito trabalho? Vocês já pararam para pensar o quanto desistir é trabalhoso? A gente fala como se desistir fosse fácil, como se desistir fosse algum sinal de fraqueza ou cansaço e como se qualquer pessoa no mundo fosse capaz de desistir. Porém, depois desses anos todos insistindo eu posso dizer com toda a certeza do mundo: para desistir de qualquer coisa que se está insistindo há algum tempo, a pessoa precisa ter o quíntuplo de força que estava tendo até o momento! Desistir quer dizer mudar, quer dizer reorganizar desejos e planos, quer dizer se transformar. Desistir é o novo arrombando a porta! E eu acho que poquíssimas pessoas estão prontas para o que vem depois. Quando eu decidi ser médica eu tinha perdido o meu avô para o câncer e esse é o tipo de perda que tansforma a gente para sempre. Eu prometi que cuidaria de outros avós de uma forma que não pude cuidar do meu. É uma causa nobre, é o que me motivava a seguir em busca desse sonho. Porém, eu não vejo mais a morte como um castigo final, não vejo mais a morte como o fim. Eu mudei essa visão, eu estou trabalhando minha espiritualidade e tenho estado cada dia mais certa que essa vida é só uma passagem e o que vem depois é o que importa. Então, porque eu ainda quero medicina? Porque eu mudei tanto minha visão e isso não sai de mim? Eu não acredito que a gente nasceu para fazer só uma coisa. Eu cozinho incrivelmente bem e toda pessoa que conversa mais de 30 minutos comigo me pergunta porque eu não faço psicologia, até minha tia psicóloga fala que eu séria uma profissional exemplar. E eu sei disso. Eu sei que se eu quisesse fazer outra coisa eu faria muito bem porque eu sou determinada, porque sou dedicada. Eu só não consigo querer outra coisa e é simplesmente frustrante você querer algo com todo seu coração, há anos se dedicar isso e mesmo assim, essa coisa não chegar até você. É desolador ver pessoas que se dedicaram menos conseguir porque têm dinheiro, é angustiante ver pessoas que compraram vagas no vestibular, pessoas que são herdeiras e têm condições de pagar 10 mil reais numa mensalidade e eu não tenho a capacidade de passar numa federal e muito menos tenho esse dinheiro. É como se para mim fosse impossível. Será que é impossível? Será que eu estou insistindo no impossível? Quanto mais eu vou inisistir? Quanto mais eu vou aguentar essa série de decepções? Eu sinto que não existe resposta certa para nenhuma de minhas dúvidas e isso é tão desesperador, eu não sei de onde tiro forças pra simplesmente continuar. É isso. Se um dia eu achar a resposta de tudo venho aqui divulgar para vocês!!! L.
Quinta-feira - 19.05.2022
Eu queria escrever, mas não estou conseguindo organizar as palavras. Estou sem tempo até para parar um pouco e organizar meus pensamentos. Quando foi que eu fique tão irresponsável com meus sentimentos? Tudo parece ser mais urgente. Eu acho que estou precisando de férias. Inclusive de mim mesma.
Terça-feira - 17.05.2022
Variando um pouco de assunto, mas sem perder o drama que me cabe. Como que a gente sabe que o amor que está na nossa vida é o amor para toda nossa vida? Como a gente sabe que vai durar para sempre? É só pelo fato da gente querer muito isso que a gente tem uma fé absurda que aquele amor é o amor da vida inteira? Eu estou me perguntando isso porque estou numa relação incrível há quase 4 anos e eu realmene quero que dure para sempre, quero casar, morar junto, ter 5 cachorros, uma casa com uma varanda cheia de plantinhas... quero tudo isso com meu amor. Eu o amo, mas eu ando meia pessimista com a vida e claro que isso reflete na relação, então eu fico naquilo de acreditar sem acreditar muito para não me decepcionar. Para completar eu tenho um “E se...” grandioso em minha vida. Um primo meu (a mãe dele era irmã de criação de minha avó, então não há laços sanguineos). Nos viamos poucas vezes, mas acabamos nos envolvemos sentimentalmente, mas nunca chegamos nem a nos beijar. Era uma série de declarações que não passavam de palavras. 5 anos atrás, ele tocava numa banda e chamou todos os primos para uma apresentação, porque ele iria abrir o show de Tico Santa Cruz. E eu fui disposta a beijá-lo. Ensaei mil vezes uma desculpa para nos afastarmos de todos e eu poder dizer que não aguentava mais só falar sobre o que eu sentia. Estava realmente decidida a fazer acontecer. Quando cheguei lá, ele me apresentou a namorada (insira aqui o emote de palhaço, porque é isso que eu sou). Nossa, foi uma coissa horrível. Eu fiquei bebada naquela noite, eu chorei o show inteiro porque Detonautas era praticamente a minha trilha sonora de sofrimento. Depois de um tempo isso foi ficando para trás. Ele namorou 2 anos com essa menina, foi morar com ela, tiveram um filho... Eu comecei a namorar com um cara incrível. E começaram a surgir boatos que o casamento dele era péssimo, que ela gritava ele, que ela ameaçava ele, que ela batia nele... Ontem ele veio falar comigo como quem está se separando. Não com a intenção de ficar comigo, mas na intenção de desabafar. E infelizmente o “e se...” gritou no meu ouvido. Será que o meu namorado continua sendo o amor da minha vida mesmo eu tendo um “e se...”? Será que se ele fosse mesmo o amor da minha vida eu não deixaria de lado todas essas possibilidades? Ou será que estou tendo uma visão muito idealizada do amor? Eu realmente não sei o que pensar. Não consigo me afastar de meu primo nessa situação, ele não tá bem... Me sinto mal de pensar essas coisas, me sinto culpada. Enfim, se não bastasse toda a confusão que já existe em minha vida, eu resolvi agregar mais uma para meu surto diário! Vem aí euzinha cada dia mais louca. L.
Segunda-feira - 16.05.2022
Eu sinto que se eu parar por um segundo de fingir que sou forte o mundo inteiro ao meu redor desaba em minha cabeça. Quando eu penso que as coisas finalmente vão ficar em paz e eu vou ter o meu momento de ser frágil, de ser chorona, de ser triste... Acontece algo maior e eu tenho que pegar minha armadura novamente e fingir que tá tudo bem, que eu aguento. SENDO QUE EU NÃO AGUENTO MAIS (digitei em caps porque na minha cabeça essa frase sempre parece um grito). Não sei por quanto tempo eu vou aguentar o que não aguento mais.
Sexta-feira - 13.05.2022
Ontem eu estava conversando com uma pessoa querida sobre o peso do fracasso. Como é cansativo e assustador você sentir que está fracassando, mesmo que você não esteja realmente. Eu queria enxergar essa caminhada de outra forma sabe? Gostaria, realmente, de conseguir ser mais positiva como um dia eu fui. Algumas vezes eu paro para lembrar quem eu era há 6 anos atrás e me pergunto “MEU DEUS O QUE ACONTECEU COMIGO?” Eu simplesmente não me reconheço mais. Não que eu tenha mudado para melhor... Eu costumava ser positiva, alegre, feliz, animada, entusiasmada, otimista e, o mais importante, eu costumava sentir isso tudo com as conquistas alheias!!! Eu via as pessoas realizando seus sonhos e ficava “Daqui a pouco é minha vez!” E eu realmente acreditava nisso. Agora, nada disso faz sentido. Eu sinto que me tornei uma pessoa péssima. Porque eu não consigo mais me sentir feliz com as conquistas de outros. Eu só consigo achar tudo muito injusto e pensar que isso nunca irá acontecer comigo. Parece-me simplesmente que o gosto da realização não é para mim. Lidar com esse sentimento tem realmente me enloquecido. Entender que eu posso ser aquela que nunca foi ninguém, nunca conquistou nada e morreu sozinha, porque ninguém vai querer passar o resto da vida com uma derrotada. Eu fico me perguntando se mais alguém se sente assim, eu tenho vergonha de falar abertamente com as pessoas ao meu redor que parecem se importar comigo, porque eu não quero parecer uma pessoa péssima, que além de fracassada é podre por dentro. Então eu fico guardando, me afastando, me excluindo, porque fingir cansa demais. Eu tenho que fingir que sou forte, que acredito em mim, que não estou enloquecendo por dentro e ainda fingir que estou super feliz por todo mundo ao meu redor conseguir realizar seus planos. Eu lendo esse desabafo e me julgando horrores. O que mata é o auto julgamento mesmo! Mas é isso... mais uma vez estava precisando escrever. Do fundo do meu coração, eu espero voltar a ser a pessoa feliz que eu era antes ou pelo menos metade, porque depois de passar por isso tudo não sei se tenho como voltar ao que um dia fui. Então espero só ser melhor!!
L.
Quinta - Feira - 12.05.2022
Bem, escrever sempre me fez muito bem, mas estudando em casa por muito tempo, eu fiquei com preguiça de escrever realmente num diário e para não enlouquecer sem escrever, estou aqui. Em um site que eu usava quando tinha 15 anos. Eu acho que eu queria ter 15 anos de novo. Não que muita coisa tenha mudado na minha vida, afinal esse é o grande problema da minha existência! Eu estou presa na mesma vida há 28 anos! Nada muda, nada evolui! Eu acho que esse é sentimento de quem está no cursinho há tantos anos: se sentir totalmente parada no tempo! Não acho que ninguém vá ler nada disso e nem pretendo que nenhum conhecido me ache e me ache louca ou tenha pena *RISOS* eu quero só desabafar, fazer dessa rede social um diário e sofrer bastante ao longo desse ano. Porém, se algum dia alguém achar esse perfil e estiver passando por isso, pode contar comigo! Tenho experiência no assunto e posso ser uma ótima ouvinte ou conselheira. Enfim. Vem aí uma série de desabafos sem sentidos, frases sem nexos, pensamentos confusos e palavras bagunçadas. Afinal, eu surtei e é isso que me resta! Eu do futuro, eu espero que você esteja minamente realizada para isso aqui ser só uma piada sem graça da vida!
L.