𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑 𝐂𝐀𝐋𝐋 ( ᴜᴘ ᴛᴏ ᴏ4 )

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𝐒𝐓𝐀𝐑𝐓𝐄𝐑 𝐂𝐀𝐋𝐋 ( ᴜᴘ ᴛᴏ ᴏ4 )
hcundling:
Haveria quem dissesse que Andras era absurdamente corajoso, enquanto outros diriam que era apenas burro. Não via nos outros alunos da instituição um verdadeiro desafio, considerando as situações que já tinha enfrentado fora dali, como o “Cão” do rei irlandês — uma figura muito mais alegórica do que real. Tudo, mesmo os poderes sobrehumanos, lhe pareciam normais e pouco ameaçadores, como se, apesar de não ser muito mais que um vermelho em se tratando de suas condições físicas, pudesse sobrepujar garotos como Jesse; confrontá-los, chamá-los para a briga e, com sorte, ridicularizá-los. A verdade era que pessoas como Andras estavam sempre ansiosas por algum confronto, porque o bastardo era movido pela adrenalina decorrente de tais momentos. Entretanto, no momento em que colocou as mãos em Ainé, não esperava que as coisas fossem se desenrolar com tanta rapidez. A expressão pavio curto acabava de ganhar nova significância; talvez devesse passar a se chamar “Gruzinsky”. Estava claro que, em se tratando dos poderes do moreno, ele sentiria o impacto do empurrão e, por instinto, a reação imediata foi golpear a mão alheia, afastando-a de seu peito. ‘ O que eu estou fazendo? ’ riu sem humor, empurrando de volta a montanha de músculos que era o herdeiro. ‘ O único que está fazendo uma cena aqui é você, cacete! E eu lá tenho culpa que você não se garante? ’
A respiração estava ofegante, não pelas passadas largas até chegar ao meio do salão e nem pelo empurrão, mas pela raiva que se arrastava pela corrente sanguínea no príncipe; Seus olhos estavam vidrados no rosto do vermelho e ele sentia a pele adotar um tom azulado perto da nuca e todos aqueles sinais fisícos eram indicativos de apenas uma coisa: Jesse Gruzinsky era uma bomba. Uma bomba prestes a explodir e levar tudo pelos ares. Um príncipe era uma figura política, alguém capaz de manipular interesses em prol do seu país e do povo, alguém que entendia de políticas públicas, economia, história, geografia, estratégia e, claro, batalhas. Jesse se esforçava em ser tudo o que um príncipe precisava ser, aos olhos da nação ele não falhava em sequer uma das habilidades requeridas para o cargo, alguém que poderia resolver qualquer conflito sem arrastar o povo para uma guerra desnecessário, no entanto, se o vissem daquela forma, eles mudariam de ideia rapidamente. Ele poderia ter se afastado, ter resolvido as coisas com a namorada quando não estivesse de cabeça quente ou bêbado, mas ele não raciocinou direito quando avançou em direção ao casal. As coisas já eram ruins o suficiente quando Andras decidiu comprar aquela briga. Ao afastar a mão de Jesse de seu peito e ao enfrentá-lo a reação do georgiano não foi nada diplomática: Sem nem ao menos exitar, ele desferiu um soco na boca do irlandês, o empurrando para o chão, e fazer isso não era sequer difícil, desferir os socos então, era fácil, como respirar e ele não sentia os punhos doendo ou sequer dor nos músculos ao canalizar toda a sua força em um soco atrás do outro no rosto do vermelho bastardo que ousara tocar em sua namorada.
estufaonassis:
“Está perdoado. Não todo dia que acontece esse tipo de revelação, ainda mais com todo mundo olhando. Falem que quiser, mas não tem Lunae Messi que sirva de desculpa para algo assim.” Lívia sabia que provavelmente deveria ter segurado sua língua, para evitar uma confusão, mas naquela altura do campeonato, o álcool já havia tirado qualquer freio moral. “Bom, é um pouco complicado. Meu par deve estar com a noiva dele por aí, já que ela deve estar servindo no evento, então, tecnicamente é um sim. Também tentando fugir da conversa política, as coisas andam meio tensas por aqui ultimamente. Mas enfim, como foi a caçada?” Respondeu, dando graças a Deus que o vermelho que trouxera de acompanhante tinha desaparecido no começo da festa. “Se quiser posso te arranjar algo mais pesado na adega da cozinha. A criada de lá está servindo aqui, e a porta está aberta”
Jesse assentiu com a cabeça uma vez. Não iria vocalizar em alta voz o fato de estar sendo traído pela namorada daquela forma, e apenas levou o copo até os lábios, terminando o liquido de uma só vez. Ele ouviu toda a explicação confusa da mais velha sobre estar sozinha ou não. Não era uma pergunta dificil, ele esperava ouvir um sim ou um não mas deu de ombros diante da pergunta alheia. ‘ O de sempre. Lenços, floresta... ’ Para alguém com seus poderes a tarefa de caçar lenços era quase tola, seus sentidos aprimorados o tornavam um caçador nato e não é como se um tecido fosse oferecer resistência. ‘ O que acha da gente cortar a parte da festa e ir para uma parte mais interessante? Eu já cansei disso daqui. ’
quesina: ╱ 𝕗𝕝𝕒𝕤𝕙𝕓𝕒𝕔𝕜
Talvez ela não o encarasse justamente por saber que seu medo se intensificaria. Para um ser insignificante, sem poderes, confrontar outro sabidamente bem mais poderoso era o equivalente a suicídio. Dasina não tinha certeza se fazia aquilo porque precisava, ou se em razão da necessidade de provar um pouco de adrenalina. A insistência da parte do pai para que se comportasse como uma lady fazia com que quisesse fugir do lugar comum, temendo que a vida se tornasse monótona. Jesse podia ser apenas o escape da vez, mas o azul não fazia ideia isso, tampouco das ideações masoquistas da mais jovem. ‘ Aí está uma cena que não vamos ver tão cedo ’ pendeu a cabeça, em arrogância, fazendo o possível para estampar um sorriso. Mesmo falso, era difícil mostrar um para Jesse. ‘ Ouso dizer, até, que não veremos nunca ’ completou, virando-se finalmente para encará-lo, apenas que captasse o quão sério falava. Uma pontada de ansiedade a preencheu ao realizar o que o outro estava sugerindo, semicerrando os olhos diante do quão doente parecia a seus olhos. Somente a sugestão era uma espécie de humilhação, e o Gruzinsky sabia disso perfeitamente. Porém, quando ele finalmente soltou a verdade que não podia ser ignorada, Dasina foi incapaz de encontrar argumentos para rebater. Ela realmente tentava mostra-se como mais do que era, e isso a inseria em situações como aquela. ‘ Patética é a sua necessidade de autoafirmação. Não pode conviver comigo por que tem medo de perder seu lugar? Lide com isso ’. Naquele momento, não conseguiria ver nada bom no moreno, mesmo que se esforçasse. Já tinha formado seu convencimento e não voltaria atrás tão cedo, da mesma forma que ele sabia exatamente o que pensar dela. Aliás, por julgar rápido, a Hersy acreditava ter delineado o perfil do herdeiro, somente com bases nas observações anteriores. Estranhamente, sabia muito, e só então percebia que tinha estado observando-o mais que o indicado quando se odeia uma pessoa. Sabia que ele não gostava de ser perturbado enquanto comia; que não se encaixava direito em nenhum dos assentos oferecidos pela instituição; que gostava de ser o centro das atenções mas dava migalhas em retorno, e que, mesmo sendo figura pública, ainda conseguia manter certa aura misteriosa. ‘ Acontece que descobri que não posso te dar atenção nos próximos vinte minutos ’ soltou, irritada por ter de aguentar o príncipe mimado. Então, ergueu a mão, chamando a atenção de Crawford: ‘ Professora, estou com cólica. Preciso sair agora ’ — e assim que a mulher assentiu, a ranudense recolheu o material, limpando a mesa, somente para sussurrar ‘ talvez devesse verificar com o seu terapeuta ’ antes de sair.
❛ Decida-se Hessy. Não tão cedo ou nunca? ❜ O sorriso pretensioso nos lábios alheios, no entanto, deixavam claro qual das duas opções ele acreditava. Não é que não acreditasse no potencial da vermelha, ele só enxergava os vermelhos de forma muito linear e no fim, eles implorariam, fariam qualquer coisa para manter sua vida, seus empregos. Jesse sabia disso. Eram criaturas pérfidas e desleais e ele tinha cansado de por suas esperanças nelas, até em alguém com tamanha força de vontade com Dasina. Ela tinha coragem, e isso ele reconheceria ( não em voz alto, é claro! ) e sua bravata o fez rir, rir de verdade, como nenhum dos seus amigos conseguiam. ❛ Medo? De você? Tomando meu lugar? ❜ Ele bufou, em descrédito, dando um pequeno tapinha no joelho esquerdo. ❛ Não é uma questão de poder. Afinal a gente se acostuma com qualquer coisa é apenas uma questão de escolha. Mas não é nada pessoal, eu até te acharia interessante se tivesse sangue azul. ❜ Incrivelmente, Jesse achava que sua fala era praticamente revolucionária, uma espécie de subversão ao sistema, como se ele fosse um traidor do sangue e apoiasse a causa dos vermelhos. Se fosse ser sincero, Jesse achava a vermelha interessante, ainda que fosse a cor do seu sangue. E isso não era bom, porque ele estava tentando não ceder aos seus impulsos e eles ficavam inquietos demais com a presença da morena. Seria tão fácil... Ele poderia reverter aquela atitude, fazer com que confiasse nele até que ficassem a sós. Ele podia, mas não confiava em si mesmo o suficiente para testar. Quando ela chamou a professora, Jesse não fez nada para impedí-la, afinal, era melhor que ela fosse embora. Era isso que ele queria, não? Mas, quando ela se foi, ele não se viu aliviado, não se viu contente e nem tranquilo. Por isso, pegou sua mochila, colocou sobre o ombro direito e foi atrás da garota. ❛ Eu sou seu parceiro e tenho que saber mais sobre você. Se tiver que ser no banheiro que seja... Então: Vai precisar ir a enfermaria ou podemos conversar num lugar melhor? ❜ Jesse torcia para que ela dissesse sim ao mesmo tempo que sabia que seria melhor e mais sábio que ela dissesse não.
tatiavcnlsch:
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊.
A cesta, agora em mãos, fora analisada de maneira rápida, certificando-se de que seus preparativos cobririam as necessidades da noite e que os mantivessem propriamente abastecidos. Bom… Poderia não ter cozinhado, o que não a impedira de deixar uma lista de exigências para que suas damas o fizesse. Um sorriso sutil, gracioso até, tomara conta dos lábios da princesa diante do questionamento, desperdiçando um olhar falsamente curioso na direção do Gruzinsky sem cessar seus passos, dando continuidade a caminhada floresta a dentro. ❛ ┆ Por quê? Pareço despreparada?❜ Tom melódico entregava a provocação inofensiva, indicando que dispensaria conversações cordiais se ele o fizesse. E o que os impedia? Estavam afastados demais para qualquer supervisão. Seu objetivo era distrair-se e, ao que imaginava, ele poderia usar da distração. Tatia, então, tratara de aproximar-se, virando-se para Jesse. ❛ ┆ Sie sehen¹, Jesse,¹❜ Começara, uma das sobrancelhas erguendo-se previamente — da maneira que costumava fazer antes de uma de suas sugestões. ❛ ┆ Não precisamos fazer tudo o que esperam, sabe? Hoje não é sobre cortesia, dever ou diplomacia… Ou não precisa ser. Podemos quebrar uma regra ou outra, ja²?❜ Era uma tradição, sim, mas uma que fornecia um escape, um raro de todas as responsabilidade de estar em Hyacinthum. Agora, não importava com quem desejavam ser pareados ou que pouco se conheciam, preferia que tirassem proveito disso, inclusive se incluísse uma particular quebra das regras, um pequeno desvio a trilha estabelecida. ❛ ┆ E, sendo esse o caso, eu posso saber um lugar perfeito.❜
Jesse normalmente não era do tipo tímido, não costumava dar voltas e não era desajeitado no que dizia respeito a mulheres, no entanto, encontrava certa dificuldade em estipular uma conversa com a alemã. Talvez porque ele lutasse para ter a mente no momento, ou porque eles ainda não tiveram a oportunidade de realmente sentar e conversar mas ele tinha que adimitir que gostou da provocação da ruiva para quebrar o gelo. ‘ Eu nunca diria nada do tipo. ’ Ele riu, colocando as mãos no bolso enquanto caminhava ao lado dela e quando ela parou, ele imitou seus movimentos, se virando para ela com as sobrancelhas erguidas. Ele não entendia bem o que ela queria dizer, a noite em questão tinha o objetivo principal de quebrar as regras em geral, quebrar as regras do evento queria dizer agir de maneira cotidiana? Ele então se aproximou, ainda com as mãos nos bolsos, parando o rosto bem perto do dela. ‘ Acho que terá de ser mais clara. ’ A proximidade dele não deixava muita margem para dúvidas, ele tirou uma mão do bolso, arrumando o cabelo da garota atrás da orelha e, abaixando-se para que os lábios pairassem perto demais da derme feminina, ele quase depositou um beijo quente nos lábios dela antes que ela sugerisse um pequeno desvio. ‘ Guie o caminho. ’
esscminaelouca:
“ ––– Ciúmes, mein liebe?” Ronronou, dando levemente de ombros e levando a taça de vinho branco os lábios. Os olhos castanhos discretamente acompanharam o olhar de Jesse, indo dele, para Ainé e novamente até ele. Não que fosse próxima de Ainé ––– as duas simplesmente não tinham nada a ver para estabelecer qualquer relação além do formal ––– mas até onde sabia, ela e Jesse eram namorados. “ ––– Bem, caso necessite reforçar sua segurança emocional… Vá até ela. Ninguém está lhe impedindo."
Jesse bufou, como se a possibilidade trazida pela loira fosse absurda, mas ela não podia estar mais correta. Jesse não achava que Willa poderia entender o que ela estava passando, afinal, ela também era noiva e também tinha sido pareada com alguém que não era seu futuro marido. Ela e Hakon poderiam se modernos o quanto quisessem, mas ele não aceitava esse tipo de comportamento de suas mulheres. ‘ Eu não preciso de conselhos sobre o meu relacionamento... Mas já que está aqui, pode me conceder essa dança? ’ Ele não esperou a resposta dela, para que tomasse sua mão e depositasse um beijo casto na destra feminina.
betinhc:
⊰ ˙ ˖ ¸ Mesmo rainha, Elizabeth havia aprendido dentro de seu próprio castelo que sua voz podia não ser ouvida simplesmente por ser mulher, desta forma, situações nas quais era ignorada, principalmente por um homem, a deixavam irritadiça. Suspirou, porém, convencida de que deveria ser mais empática e ofereceu um sorriso à ele. ❝ —— Eu disse que não é elegante ficar olhando para eles desse jeito. ❞ Suspirou novamente, avançando a mão para a gravata do rapaz apenas para justificar sua aproximação. ❝ —— Você vai dançar comigo, e sorrir como se estivesse realmente se divertindo. E depois, você vai pegar uma bebida. Tenho certeza de que ela vai procurá-lo. ❞ Orientou, conforme fingia arrumar a gravata dele, finalmente olhando-o nos olhos. Não era habitual dela bancar a cupido, mas já havia desistido de manter uma conversa séria com o rapaz, que ignorava sua presença ao observar a ruiva, que deveria despertar nele algum sentimento. ❝ —— Estamos entendidos? Depois não diga que nunca fiz algo para você, Gruzinsky. ❞
Por fora, Jesse sempre fazia questão de estar no controle. Por isso, o fato de Ainé estar se divertindo sem ele lhe incomodar tanto era uma clara ofensa ao poder que ele acreditava que tinha. Sempre tão seguro e auto confiante, Gruzinsky sabia que estava fazendo papel de idiota por encará-los daquela forma, mas ele simplesmente não podia evitar. Quando Elizabeth voltou a falar, apesar do claro descaso que ele tinha demonstrado a pouco, ele não pareceu desmerecer a ideia dela. Ele a ouviu calado, vendo-a arrumando a sua gravata sem a impedir, até que ela lhe deu um ultimato e ele, para o seu próprio espanto assentiu positivamente com a cabeça, em rendição. Se levantou, puxando a rainha pela mão até a pista de dança, a trazendo para mais perto, abaixando o rosto até que apenas ela pudesse ouvir. ‘ Obrigado. ’ Era uma reação estranha para o estado de nervos do rapaz, mas o fato da garota ter tomado as redeas e lhe oferecido uma saída daquela o fez sentir-se muito melhor. ‘ Desculpe não ter prestado atenção antes... Podemos começar de novo? ’ Ofereceu, conduzindo Elizabeth no ritmo da música, com as mãos na parte de baixo de suas costas. ‘ Por exemplo, posso mencionar como Vossa Alteza está linda essa noite? ’
bellonxs:
‘Eu perguntei se estava sentindo alguma dor na sua cabeça Jesse, you know ?? Com essas coisas pontiagudas saindo dai ‘ Mentiu. Apesar da brincadeira, Naeun se restringiu apenas a dar mais um gole no seu whisky neat, com um sorriso maldoso pintando os lábios ‘ Tsc, tsc ‘ Balançou a cabeça. Dramatizando uma decepção pelo estado do maior ’ Sabe Jesse, ela parece estar se divertindo, devia fazer o mesmo ‘ Não estava exatamente se insinuando ao outro, bem, não como se era esperado. Os conceitos de diversão da coreana eram certamente… não ortodoxos, talvez até de mais pra Jesse, pensava, ainda que duvidasse de sua mente, já que tinha uma ideia do ser de baixo de tal máscara dourada. Apesar de cheia de provocações, havia a verdadeira e crua vontade de ver o outro liberto de cena decadente e patética . E tudo isso por amor ?? Lamentável ‘ It’s sad, really, you look desperate ’ Deu os ombros, sabendo que as palavras tinham servido de desaforo, esperando atingir um nervo.
Ele trincou o maxilar, fazendo que os dentes se fechassem em uma velocidade que causou certa dor e um barulho perturbador de dentes rangendo. Brincar com Jesse em relação a algo que ele era particularmente sensível não era uma boa ideia. ‘ Eu teria cuidado se fosse você. ’ Jesse não era violento com mulheres, pelo menos não as de sangue azul, mas ele não estava no seu melhor humor e ele não se responsabilizaria pelas atitudes se Naeun continuasse a provocá-lo daquela forma. ‘ Ela não está se divertindo. ’ Ainé não merecia que ele a defende-se, mas ele ainda o fazia, sabendo que ela só estava agindo assim por influência do parceiro dela. ‘ Sabe o que parece desesperador? Desperdiçar seu tempo comigo enquanto tem uma festa para aproveitar. O que está havendo? Ninguém é bom o suficiente para você? ’
hcundling:
Uma das mãos envolvia de forma possessiva a cintura de Ainé, enquanto a outra lhe estendia uma taça com líquido transparente e borbulhante — a única bebida que acreditava que ela poderia ingerir naquela noite para que não caísse nas mãos de aproveitadores. Os anos de convivência com a O’Keefe tinham feito dele alguém exageradamente protecionista em relação a ela, mesmo sabendo que o papel não lhe cabia, tampouco se ela permitiria. Dizer que a condessa estava deslumbrante naquela noite era pouco, e foi com um tanto de ousadia que o bastardo se inclinou para colar os lábios no lóbulo feminino, sussurrando parte dos pensamentos impuros que estava tendo ao vê-la daquele jeito, sem se importar com quem estava olhando. Ao virar-se de frente, novamente, para vistoriar o salão, captou o olhar de Jensen, o namoradinho de Ainé, aproveitando para dar um aceno breve na direção do outro, com um sorriso presunçoso nos lábios.
Era uma péssima ideia, mas ele não conseguia parar de olhar. Era como se ele estivesse hipnotizado e o Gruzinsky não se permitia sequer piscar. Os olhos azuis do principe não deixavam escapar nenhum movimento que a irlandesa dava, cada sorriso ou respiração, nada era ignorado pelo mais velho. Quando o bastardinho trouxe o corpo da namorada para mais perto, Jesse se remexeu na cadeira, passando a mão pelo queixo de maneira irritada. Os copos que se acumulavam no balcão eram uma prova do que ele não deveria tomar nenhuma atitude, porém, quando ele viu Andras sussurrando coisas no ouvido da condessa, Jesse não levou nenhum segundo para cruzar o salão, o uso de seus poderes eram dificeis de controlar e antes que ele desse por si ele estava empurrando o irlandês. ‘ O que você acha que está fazendo? ’
verenaotequerer:
“E é chiaro que ela não podia ser …” Os olhos azul-piscina seguiram o olhar de Gruzinsky antes mesmo de completar o comentário sobre a Condessa armênia, e Nena se viu mordendo o interior da bochecha para apartar a risada ao pender a cabeça para o lado, as mãos repousadas sobre a cintura fina. “Dio mio, Jessie!” Começou, estalando os dedos na frente dos olhos do moreno, para então tocar no maxilar do colega delicadamente, virando-o de modo que ele encarasse tão somente ela. Vabbè, mais do que um colega em dados momentos. O georgiano podia não prestar para nada além de uma ajuda, vez ou outra, mas Verena gostava do que sua companhia trazia. Assim que obteve a atenção dele, entretanto, Nena deu de ombros, entreabrindo os lábios em um sorriso convencido. “Meglio! ¹” Piscou, estreitando os olhos na direção da irlandesa antes de equilibrar a taça de suco de melancia, tomando um gole. Oh, Nena nunca bebia nada com álcool: acabava com a pele! Bastou um olhar para entender do que se tratava — Dio, menos do que um olhar, já que Nena conhecia os trejeitos dele —, e a italiana se viu pendendo a cabeça para o lado, beicinho à mostra. “You know… I don’t get it. ²” Deu de ombros, como se não pretendesse nada com aquilo, em que pese a cabeça estivesse maquinando toda sorte de tramas. Ora, a própria Nena não sentia ciúmes com facilidade, mas havia algo em Jesse que parecia borbulhar sempre que via alguém que deveria ser seu com outra pessoa… Dio, Nena podia usar aquilo a seu favor, vero? Não seria pecado, mas tão somente um empurrãozinho. “Se você está com tanto ciúme, por que não fez nada para chamá-la pra uma dança, Jessie?” Arqueou uma das sobrancelhas, em tom conspiratório. Devia haver alguma resposta, tinha certeza. Ainé podia muito bem estar testando o amigo, e Verena só conseguiu pensar em uma resposta para aquilo: ora, no amor e na guerra, tudo valia! “Mas dois podem jogar esse jogo, vero?” Entreabriu os lábios em um sorriso, depositando a taça de suco na mesa antes de acenar para a pista de dança. Dois podiam jogar. Bene, talvez três também.
Normalmente, Jesse não se incomodava com a presença da italiana. Ela costumava preencher os silêncios sem que ele tivesse que participar ativamente nas conversas em grupo e por isso ele era eternamente grato, além disso, ela era sempre disposta a ajudar e sabia de tudo o que acontecia nos corredores do colégio e nas fofocas mais sujas da corte, o que ajudava muito quando se era o próximo rei.... No entanto, ele não podia dizer que gostava do talento natural de Verena em sentir no ar problemas amorosos. Ele não queria falar sobre aquilo, não gostava de ter que admitir que sua namorada passara a noite com outro homem, que desde que chegaram ela estava o evitando e que ele estava fazendo papel de idiota, e ele internamente implorava para que, se Nena percebsse algo, guardasse para si mesma e por isso ele deu corda para qualquer que fosse o tópico que ela tagarelava naquele momento.... Porém, quando ela o puxou pelo maxilar, obrigando-o a encará-la, Jesse soube que sua sorte tinha acabado. ‘ Porque ela não devia ter participado do evento e ela sabe. ’ Orgulho era um pecado comum entre a realeza mas nem por isso tornava menos insuportável de conviver. Em algum lugar da sua mente, Gruzinsky sabia que estava sendo desagradável, mas ela não era suficientemente forte para que ele agisse de maneira contrária até então. Mas a italiana o surpreendeu, o chamando para dançar e aquela tinha sido a ideia mais agradável de toda a noite. Sem falar nada, Jesse terminou sua bebida em um gole só antes de encontrar a loira na pista de dança, tomando a cintura diminuto da mulher com as mãos largas em uma pegada fácil. Ele apoiou o rosto no cabelo dela, guiando os dois na música lenta. ‘ Tenho que adimitir, Verena... As vezes sua cabecinha é realmente criativa. ’ Ele então buscou a mão dela para a sua, e mesmo parecendo pequena diante da sua, ele fazia carinhos no pulso dela conforme se moviam no ritmo da música. ‘ Você está me usando para fazer ciúmes em alguém ou isso é um ato completamente altruísta? ’
৴ ✨ ˙ ˖ ¸ Ainé ria baixo com as conversas de suas amigas sobre a noite anterior ao baile, e as histórias que cada uma delas compartilhava. Algumas pareciam absurdas demais para Ainé, enquanto outras a faziam corar diante de tantos detalhes. ❝ —— Eu acho que não tenho nada tão interessante para contar, meninas. Que tal Cora continuar nos falando sobre como o príncipe de Gales é faminto? ❞ Ela riu baixinho, dando uma leve cotovelada para incentivar a amiga. Qualquer sorriso, no entanto, desapareceu dos lábios pintados de vermelho ao ver @safewxrrd se aproximando. Mentiria se dissesse que não havia evitado ele durante todo o baile, mas agora não podia simplesmente enfiar-se embaixo de alguma mesa ou correr para o banheiro — se fizesse, não tinha dúvidas de que ele a seguiria, ou esperaria na porta. Por isso, com uma pequena reverência, ela afastou-se das amigas, e respirou fundo antes de encerrar a distância entre ela e o mais alto, pronta para recebê-lo com um sorriso, quando o aperto em seu braço a pegou desprevenida, fazendo com que arregalasse os olhos para ele. ❝ —— Ai. O que? Está me machucando! ❞ Bufou, conforme permitia que fosse levada por ele para algum lugar mais reservado, estando surpresa demais pelo comportamento para ser capaz de medir forças com o Gruzinsky. ❝ —— Me solta! ❞
Tudo poderia ter sido muito diferente. Ainé poderia não ter participado daquele evento idiota, ele poderia ter sido rápido o suficiente para achar o lenço dela e evitar que ela se prestasse àquele papel lamentavel e então ele não teria sido obrigado a beber além da conta para suportar aquela cena ridícula. Jesse sempre achara Ainé inteligente, diferente das azuis fúteis que ele conhecia, mas enquanto ela ficava lá, sorrindo, dançando e conversando como se nada tivesse acontecido ele só.... Não conseguia controlar a raiva e com isso, vários refis de whisky se acomularam no balcão até que ele não aguentou mais e, sem se incomodar de interromper a namorada, a puxou pelo braço, ignorando os protestos dela. A verdade é que devido aos seus poderes, ele tinha certa dificuldade em controlar suas forças, agora bêbado, ele não tinha o benefício do autocontrole. ‘ Você deveria me agradecer de te tirar de lá! Não vê o papel ridículo que está passando? ’
princesoguerreiro:
A falta de atenção de Jesse não passou despercebida pelo ateniense e um meio sorriso se formou em seus lábios ao acompanhar o olhar do amigo. Veja, normalmente aquela situação acontecia ao contrário, com Xeno sendo aquele quem se distraía por não conseguir tirar os olhos de Briana. E foi justamente por isso que não evitou a brincadeira, apenas para ver o quão serio era. ❝ — … então você leva ao forno, and that’s the tricky part. Os livros de receitas vão tentar te dizer que são 30 minutos em fogo baixo, mas eles mentem. Se você quiser realmente crocante, tem que esperar até os últimos cinco minutos ( e tem que ser exatamente cinco minutos ) você trocar para fogo alto ❞, discorreu a receita com certa seriedade na fala, quase como se estivesse mesmo tendo aquele tipo de conversa logo com Jesse ( o pensamento em si já era o suficiente para fazer o Karahalios comprimir os lábios ao tentar segurar a risada ). ❝ — Oras, Jesse, não está tomando notas? ❞, a sobrancelha se ergueu teatralmente ao provocá-lo, e posteriormente cruzou os braços, o sorriso logo o denunciou. ❝ — Não que não eu não esteja verdadeiramente lisonjeado com a sua companhia, Gruzinsky, mas por que não vai até ela? Pelo visto é onde quer estar. Ou será que Ainé finalmente percebeu que merece coisa melhor? ❞
A voz do ateniense era apenas um barulho ao fundo, que se misturava com a música e com o falatório geral do salão. Jesse levou a bebida aos lábios sem tirar os olhos da namorada que dava risadas com quem quer que seja. Diferente do sentimento que Xeno compartilhava ao ver a esposa, Jesse sentia um ódio homicida ao encarar a cena a sua frente. Era como se a loira fizesse de propósito. Não contente em ter participado do evento contra a sua vontade, ela fazia questão de ficar sorrindo com outras pessoas que não era ele. Jesse estava a um passo de cometer uma besteira quando sua atenção foi trazida de volta pelo uso de seu nome. ‘ Notas? Do que você está falando? ’ Era um eufemismo dizer que o Gruzinsky não estava prestando atenção, e ele bufou, tirando os olhos da namorada apenas por um instante para dar de cara com o rosto do grego retorcido em uma careta. ‘ Você não sabe o que está falando... ’ Sim, Jesse poderia ir até Ainé, mas isso significaria nele se arrastando até ela, e ele não estava bêbado o suficiente para abrir mão do orgulho. ainda. ‘ Você não tem uma frauda pra trocar, não? ’
estufaonassis:
“You’re pouring your drink on my boots” Lívia respondeu, balançando o pé, para que o resto da bebida caísse de cima, enquanto fugia do campo de visão do diretor para evitar uma conversa chata sobre política, quando estava apenas querendo aproveitar a bebida de graça. Virando a cabeça, pode vislumbrar a garota para quem Jesse olhava. “Is that your girlfriend? I mean, she seems very cozy with that other dude.”
Foi necessário quase um segundo inteiro para que o georgiano conectasse as palavras da morena a realidade. Ao ver o drink dele derramando nos sapatos alheios, ele endireitou o copo, passando a mão no rosto em frustração. ‘Foi mal ’ Normalmente, Jesse não era tão distraído, ele só não gostava do que ele via e, quando Lívia mencionou em voz alto aquilo que ele andava pensando nos últimos minutos, foi o suficiente para ele fechar a cara de vez. ‘ Yeah ...’ Ele então desviou o rosto de Ainé, se apoiando no balcão, pedindo outra bebida já que a sua tinha ido parar no chão. ‘ Você está sozinha? ’
Geralmente, Jesse, não era nada, se não cortês em uma festa. Ele tinha um nome a zelar, uma reputação para conservar e uma coroa para manter. Sorrisos, gentilezas, piadas e tapinhas nas costas eram distribuídos amplamente. No entanto, naquela noite, o Gruzinsky mais velho não tirava os olhos da namorada no outro lado do salão, acompanhada por outro homem. Foi como se seus ouvidos tivessem perdido o foco e ele demorou algum tempo até perceber que tinha sua atenção sido requisitada. ‘ I’m sorry... What?¹ ’
Era isso, segunda noite de Lunae Messis, Helaine decidira ir para o jardim andar um pouco, tomar um pouco de ar antes que as festividades retornassem, seu parceiro não era sua pior possibilidade. Ela encarava o por do sol que tingia o lugar de laranja,a noite não seria nem fria nem quente, uma noite perfeita para um encontro, quando ouviu alguém se aproximando: “Nossa que susto! Como vão os preparativos para essa noite?”
Não era a atividade favorita de um irmão mais velho imaginar sua irmã em uma espécie de ritual de acasalamento... No entanto, tradição era tradição e ele sabia que era uma honra para a família participar. Helaine, no entanto, precisava ser cuidada, era o que o pai esperava dele e antes dele cumprir suas responsabilidades com Tatiana, ele procurou pela irmã de cabelos castanhos perto as flores. ❛ Tudo... em ordem. ❜ Ele procurou uma palavra que pudesse definir os planos para a noite e ele limpou a garganta antes de continuar, dando alguns passos em direção a irmã. ❛ Você tem tudo o que precisa? Sabe... Se precaveu? ❜ Havia alguns chás que evitavam a concepção, tradições eram importantes, bastardos.... não tanto.
tatiavcnlsch:
Quando decidira tomar parte nas festividades do Lunae Messis, a alemã não pensara muito. Na verdade, evitara o fazer ao máximo. Não era como se a Von Losch fosse estranha aos costumes que desenvolviam-se noite a dentro, de qualquer forma, e a característica permissiva do evento tornava-o mais atrativo que grande parte das festividades de Hyacinthum. Não teria de lidar com cordialidades, afinal, ou tornar-se particularmente cautelosa quanto a suas palavras e sugestões, mas essas, dificilmente, eram as razões pela qual abandonara maiores ponderações. Sua razão tinha nome e compartilhavam uma história complexa que parecia incapaz de deixar para trás. Precisava tirar Martin de si — abandonar, ao menos por aquela noite, memórias dos dois —, e era, mais uma vez, desonesta, visto que esperava também, inconscientemente, que fosse ele a encontrar seu lenço. Ao ser abordada pelo giorgiano, as orbes azuladas desceram ao próprio bordado, um sorriso ronhoso tomando protagonismo nos lábios pobremente tingidos de vermelho. Encantador. ❛ ┆ Gruzinsky.❜ Disse em reconhecimento, distribuindo um olhar perceptível para as garotas que lhe acompanhavam: Tatia nunca fora adepta a ouvidos curiosos. ❛ ┆ I guess you’re stuck with me.❜ Sussurrou um pouco mais perto, garantindo que suas palavras apenas o alcançassem, antes de afastar-se para buscar, a apenas alguns metros, a cesta pronta.
Apesar de um histórico complicado com vermelhas, Jesse não enxergava seus pequenos affairs como traição. Era uma lógica doida, mas que para ele fazia sentido. Ele nunca traía suas namoradas. Azuis deviam ser respeitadas. Sua namorada um dia seria sua rainha, sua esposa e sua família, e família deve ser protegida. Por isso, Jesse nunca levantou a mão para elas, nunca as desrespeitava, ainda que nem sempre ele tivesse paciência para os interesses das namoradas. Lunae Messis, era uma tradição, uma obrigação, e também não entrava na categoria de traição, e se fosse ser sincero, havia pessoas muito piores para passar o evento. Tatiana era bonita, era inteligente até onde ele sabia, e since they were in hell... ❛ I guess I am... ❜ O georgiano tratou então de seguir a garota, era esperado que ela tivesse escolhido um lugar na floresta, feito pratos suculentos e trazido mel, leite e outras iguarias exóticas.... Mas Jesse também sabia que nem todas as garotas cumpriam o ritual da maneira que era esperado. ❛ É sua primeira vez no festival? ❜