Amy Youngs: Hydroponic Solar Garden (2005)

seen from Finland
seen from Colombia
seen from China
seen from TĂŒrkiye

seen from United Kingdom

seen from United States
seen from United Kingdom
seen from Canada
seen from United Kingdom
seen from Brazil

seen from United States

seen from Germany
seen from Italy

seen from Malaysia

seen from Malaysia

seen from Malaysia

seen from Israel

seen from United Kingdom

seen from Netherlands
seen from United States
Amy Youngs: Hydroponic Solar Garden (2005)
escoffier & furina - story teaser: waltz of farewell
Big fan of hand kisses, more specifically, hand kisses with Neuvillette. He reverently lifts your hand to his lips planting trails of gentle, featherâlight kisses to the crater of your palm. Every touch from Neuvillette's lips feels like silk against your skin. Hand kisses; such a glazed-over subject, but for you and Neuvillette, it was nothing short of devotion dressed in the gentlest, intimate gestures. Neuvillette always manages to fit such kisses into his hectic schedule; he has no qualms about what kind: kisses to your fingertips, palm, wrist, and so forth. As air-stealing as all this is, nothing compares to the touch he grants your lips. Neuvillette isn't particularly handsy, not that he's immune to his needs but his kisses are nothing short of devotional. How funny he's so inexperienced in such matters, yet he reduces you to sighs and limpness in his arms with such poised ease.
(Authorâs note here!! I'm sorry this is sorta wonky and short I had a crazy week so far ˶ËáË˶)
Genshin Impact Columbina Transparent PNGs / Vectors - Part 1!
Genshin Impact Columbina Transparent PNGs / Vectors / Decor! Google Drive Link for full quality & transparency
> Please do not repost/reupload > PNGs are F2U, no credit needed > If you prefer Discord, here is a link to my server!
power station.
Brutalism on calm water. Wimbleball Lake Dam, Somerset.
Hasselblad X2D 30mm
Photographed by Freddie Ardley
IMAGINE NEUVILLETTE
Fontaine inteira podia afundar sob uma nova profecia absurda, os mares podiam subir até cobrir os telhados prateados e azulados da Corte de Fontaine e ainda assim Furina encontraria tempo para se preocupar com o que ela considerava o caso mais urgente e irritante de toda a nação.
A completa, absurda e quase ofensiva incapacidade emocional de Neuvillette e S/N de perceberem que estavam ridiculamente apaixonados um pelo outro.
E Furina estava cansada.
Profundamente cansada.
Porque ninguĂ©m poderia convencĂȘ-la de que aquilo era amizade.
Ninguém.
Muito menos Neuvillette, que claramente havia perdido qualquer traço de dignidade racional quando o assunto envolvia o adoråvel bibliotecårio do Palais Mermonia.
S/N havia começado a trabalhar na biblioteca central do tribunal hå pouco mais de um ano e rapidamente se tornou querido por todos. Era gentil de uma forma quase perigosa, sempre sorrindo com delicadeza para os funcionårios, recomendando livros conforme os gostos de cada pessoa e cuidando daquele enorme espaço com devoção quase romùntica.
As prateleiras brilhavam sob a luz suave que entrava pelas janelas altas do Palais Mermonia. Os livros estavam impecĂĄveis, capas limpas com um pano macio todas as manhĂŁs. As flores perto das janelas eram trocadas semanalmente, alguns lĂrios brancos ou pequenas violetas que combinavam perfeitamente com o azul hidro da nação. O prĂłprio ambiente parecia mais acolhedor por causa dele. O ar carregava um leve cheiro de papel antigo misturado com o perfume suave de chĂĄ de camomila que S/N preparava para si mesmo enquanto organizava os tomos.
Neuvillette percebeu isso rĂĄpido demais.
Furina notou logo de cara, ela caminhava pelos corredores elegantes do Palais Mermonia, os saltos ecoando no piso de mĂĄrmore polido, quando viu Neuvillette parado diante do balcĂŁo da biblioteca com um livro nas mĂŁos.
Aquilo por si sĂł jĂĄ era suspeito.
Neuvillette não tinha tempo para leituras recreativas. Ele lia documentos, relatórios, leis antigas, acusaçÔes detalhadas. Mas romances históricos sobre naçÔes antigas, com påginas amareladas e ilustraçÔes delicadas de reis e rainhas perdidos no tempo? Estranho.
Mais estranho ainda foi vĂȘ-lo olhando fixamente para S/N enquanto o rapaz falava animadamente sobre a obra, os olhos brilhando de empolgação, as mĂŁos gesticulando com leveza.
â E essa parte Ă© maravilhosa porque mostra como o rei abriu mĂŁo do trono por amor. Ele preferiu uma vida simples ao lado da pessoa que amava do que o peso da coroa.
Neuvillette permaneceu em silĂȘncio por alguns segundos longos. Seus olhos violeta estavam fixos demais na boca de S/N, na forma como os lĂĄbios se curvavam ao sorrir.
â Entendo.
â O senhor sequer ouviu o que eu disse, nĂŁo Ă©?
Neuvillette piscou lentamente, como se acordasse de um transe.
â Ouvi.
â EntĂŁo o que eu falei?
SilĂȘncio.
S/N começou a rir, um som leve e contagiante que encheu o espaço entre as estantes altas.
E então Neuvillette sorriu. Sorriu de verdade, um sorriso que suavizava as linhas severas de seu rosto e fazia os cabelos prateados parecerem ainda mais etéreos sob a luz.
Furina quase caiu dura no corredor, escondida atrĂĄs de uma coluna. Porque Neuvillette raramente sorria daquele jeito. Mas com S/N? Aquilo parecia natural, como se o Iudex guardasse aquele sorriso sĂł para aqueles momentos roubados na biblioteca.
Meses depois, Furina presenciou algo ainda pior. Ou melhor. Muito melhor, dependendo do ponto de vista.
Ela havia decidido visitar discretamente uma cafeteria famosa de Fontaine, uma das que ficavam à beira do lago com mesas ao ar livre e vista para as fontes dançantes. O aroma de café fresco e doces amanteigados enchia o ar.
E lĂĄ estavam os dois, sentados prĂłximos Ă janela, ombros quase se tocando.
Nenhum deles percebeu sua presença. S/N segurava uma xĂcara quente com as duas mĂŁos, soprando suavemente antes de tomar um gole, enquanto falava sem parar sobre um novo livro que havia chegado na biblioteca.
â E entĂŁo eu descobri que o final era trĂĄgico. O herĂłi sacrifica tudo, mas a amada nunca chega a saber o quanto ele a amava. Fiquei com o coração apertado por dias.
Neuvillette observava cada palavra como se estivesse ouvindo a mais fascinante Ăłpera de toda Teyvat. Sua postura era impecĂĄvel, mas o olhar era suave, quase hipnotizado pela forma como S/N se animava.
â VocĂȘ chorou.
S/N arregalou os olhos, a xĂcara parada a meio caminho da boca.
â Como vocĂȘ sabe?
Neuvillette levou calmamente sua prĂłpria xĂcara aos lĂĄbios, o vapor subindo devagar.
â VocĂȘ sempre chora quando finais sĂŁo trĂĄgicos. Seus olhos ficam vermelhos por horas depois, e vocĂȘ fica mais quieto no dia seguinte.
S/N ficou vermelho até as orelhas, mordendo o låbio inferior.
â VocĂȘ percebe essas coisas?
Neuvillette nĂŁo respondeu imediatamente. Apenas assentiu, um gesto quase imperceptĂvel, mas carregado de algo mais profundo. Seus dedos longos tamborilavam de leve na mesa, como se quisesse estender a mĂŁo e tocar a de S/N, mas se contivesse.
Furina, escondida atrås de um menu gigante na mesa ao lado, bateu a própria testa contra a madeira. Claro que ele percebia. Neuvillette provavelmente sabia até quantas vezes S/N piscava por minuto, ou como ele inclinava a cabeça para o lado quando estava concentrado em catalogar um livro novo.
Mas nada superava o incidente da chuva.
Fontaine estava coberta por uma tempestade particularmente intensa naquela noite. O cĂ©u escuro rugia com trovĂ”es distantes, e a chuva caĂa em cortinas grossas, transformando as ruas em rios temporĂĄrios.
Furina observava da sacada de seus aposentos no Palais quando viu duas figuras correndo pelas ruas iluminadas por lampiÔes.
S/N ria enquanto tentava proteger alguns livros preciosos dentro do casaco, o corpo curvado para frente. Neuvillette corria ao lado dele, segurando um guarda-chuva completamente inclinado para proteger apenas S/N.
Ă claro que Neuvillette podia acabar com a chuva em um segundo, mas perder a visĂŁo de S/N ofegante e meio molhado...
Resultado?
S/N permaneceu quase seco, os cabelos apenas levemente Ășmidos nas pontas.
Neuvillette ficou completamente encharcado. A camisa branca grudada no peito largo, os cabelos prateados colados ao rosto, ĂĄgua escorrendo pelo queixo.
Quando finalmente pararam sob uma cobertura prĂłxima ao tribunal, S/N arregalou os olhos, ofegante.
â VocĂȘ estĂĄ molhado! Completamente encharcado!
Neuvillette apenas o encarou em silĂȘncio, o peito subindo e descendo devagar.
â Os livros estĂŁo bem?
S/N piscou, ainda segurando o casaco contra o peito.
â Sim... graças a vocĂȘ.
â EntĂŁo estĂĄ tudo bem.
Ele disse aquilo com a mesma calma com que julgava casos no tribunal, como se sacrificar o prĂłprio conforto fosse a coisa mais Ăłbvia do mundo.
Furina soltou um grito abafado em sua sacada, mĂŁos cobrindo a boca.
DOENTIO.
ABSURDAMENTE ROMĂNTICO.
INSUPORTĂVEL.
Depois veio o incidente da mão e aquele que quase fez Furina invadir a biblioteca e trancar os dois em uma sala até se beijarem.
S/N estava em uma escada alta de madeira, esticando o braço para alcançar um livro raro na prateleira mais alta da seção de arquivos antigos. Seus dedos roçavam a lombada quando perdeu o equilĂbrio. A escada balançou perigosamente.
Neuvillette apareceu como um raio, movendo-se com uma velocidade que traĂa sua natureza dracĂŽnica. Segurou a cintura de S/N antes da queda, puxando-o contra o peito largo.
S/N caiu direto em seus braços.
Os rostos ficaram próximos demais. RespiraçÔes misturadas. Olhares presos. O cheiro de chuva que sempre acompanhava Neuvillette misturava-se ao perfume suave de papel e flores que vinha de S/N.
SilĂȘncio.
SilĂȘncio longo demais, carregado de tensĂŁo doce.
Furina, escondida entre as estantes prĂłximas, apertava as mĂŁos uma contra a outra.
â BEIJA LOGO! â sussurrou para si mesma, quase vibrando de expectativa.
Mas nĂŁo.
Os dois apenas ficaram vermelhos. Muito vermelhos. As bochechas de S/N queimavam, e Neuvillette desviou o olhar primeiro, embora suas mĂŁos demorassem um segundo a mais do que o necessĂĄrio na cintura do bibliotecĂĄrio.
â Cuidado... â murmurou Neuvillette, voz baixa e rouca.
â Obrigado... eu... eu sou desastrado Ă s vezes.
Eles se afastaram em pĂąnico, ambos fingindo que nada havia acontecido, mas o ar entre as prateleiras ficou mais quente por minutos.
Patéticos.
EntĂŁo aconteceu a noite definitiva. Aquela que fez Furina perder completamente a paciĂȘncia.
Ela precisou retornar tarde ao Palais Mermonia para buscar documentos esquecidos. Esperava corredores vazios e silĂȘncio absoluto.
Mas encontrou Neuvillette saindo da biblioteca com S/N nos braços.
Furina congelou atrĂĄs de uma pilastra ornamentada.
S/N havia adormecido sobre uma pilha de livros recĂ©m-organizados. O rosto pressionado contra pĂĄginas abertas, a bochecha amassada de forma adorĂĄvel, Ăłculos tortos no nariz. A marca das folhas impressa levemente na pele. Um fiozinho de baba escorrendo discretamente do canto da boca entreaberta. Os cabelos bagunçados caĂam sobre a testa, e ele soltava ronquinhos baixinhos e fofos, completamente alheio ao mundo.
E ainda assim parecia a criatura mais adorĂĄvel do universo.
Neuvillette o segurava com tanto cuidado que parecia carregar algo sagrado. Um braço por baixo dos joelhos, o outro sustentando as costas. Cada passo era lento, preciso, quase reverente, como se temesse que qualquer movimento brusco pudesse acordar o bibliotecårio.
â O que estĂĄ acontecendo? â Furina sussurrou para si mesma, saindo da sombra.
Neuvillette olhou para o rapaz dormindo em seus braços. Seu olhar suavizou instantaneamente, os olhos violeta ganhando um brilho quente e raro.
â Ele caiu no sono enquanto organizava novos arquivos. Trabalhou atĂ© tarde demais.
â E vocĂȘ estĂĄ carregando ele atĂ© em casa?
â Sim.
â Por quĂȘ?
Neuvillette pareceu genuinamente confuso com a pergunta, como se a resposta fosse Ăłbvia para qualquer um.
â Porque ele estĂĄ cansado. NĂŁo quis acordĂĄ-lo.
S/N se mexeu levemente durante o sono e agarrou a gravata de Neuvillette com os dedos, puxando-a contra o peito como se fosse um cobertor.
O Iudex literalmente parou de respirar por um segundo. Seu corpo inteiro ficou imĂłvel. Furina viu claramente: a expressĂŁo dele derreter, o olhar impossĂvel de esconder, a forma como ele ajustou S/N nos braços com ainda mais delicadeza e, quase involuntariamente, inclinou a cabeça para beijar o topo dos cabelos bagunçados do bibliotecĂĄrio.
Um beijo leve, quase um roçar de lĂĄbios, cheio de uma ternura que Neuvillette nunca demonstrava em pĂșblico.
Furina ficou em silĂȘncio por longos segundos, o coração batendo forte.
Depois respirou fundo, saindo completamente da sombra.
â Neuvillette.
Ele ergueu os olhos, ainda com S/N seguro no colo.
â Sim?
â VocĂȘ ama esse homem.
Neuvillette ficou imóvel, o corpo tenso como se uma acusação grave tivesse sido feita no tribunal.
â NĂŁo diga absurdos. Somos amigos. Ele Ă© uma companhia agradĂĄvel, nada mais.
Furina sorriu como uma predadora que finalmente encurralara a presa.
â Amigos? VocĂȘ carrega ele no colo pela cidade inteira, deixa a chuva te encharcar sĂł para proteger uns livros, fica olhando para a boca dele enquanto ele fala de finais trĂĄgicos, e agora beija a cabeça dele enquanto dorme? Neuvillette, por favor. AtĂ© as fontes de Fontaine sabem que vocĂȘ estĂĄ apaixonado.
O Iudex tentou manter a compostura, mas um leve rubor subiu pelo pescoço pålido.
â Furina... isso Ă© inapropriado. S/N merece respeito, nĂŁo especulaçÔes.
â EspeculaçÔes? Eu vi tudo! As risadas na biblioteca, os cafĂ©s onde vocĂȘs terminam as frases um do outro, os toques acidentais que fazem os dois corarem como adolescentes. E agora isso? â Ela apontou para S/N, que continuava dormindo pacificamente, babando na gravata do Iudex. â Seu coração derrete quando ele faz isso. Eu vi.
Neuvillette ficou quieto. Seus olhos voltaram para o rosto amassado de S/N, e algo dentro dele pareceu ceder um pouco.
Furina se aproximou, voz mais suave mas ainda firme.
â VocĂȘ sabe que Wriothesley comentou casualmente que pretendia convidar S/N para um encontro? Algo sobre tomar chĂĄ nas fortalezas ou sei lĂĄ.
O ar no corredor ficou pesado instantaneamente. Uma aura azulada, fria e opressora, começou a emanar de Neuvillette. Seus olhos estreitaram, expressão sombria e perigosa, como as åguas profundas prestes a transbordar.
â Wriothesley... nĂŁo vai chegar perto dele.
A voz saiu baixa, quase um rosnado.
Furina sorriu, vitoriosa.
â Viu? Apaixonado! Completamente, ridiculamente apaixonado!
Neuvillette piscou. A aura diminuiu. O rubor voltou com força.
â NĂŁo acredito...
â Agora a ficha caiu, nĂŁo caiu?
O Iudex olhou novamente para S/N em seus braços. O bibliotecårio murmurou algo incoerente no sono e se aninhou mais contra o peito largo.
Neuvillette suspirou, longo e profundo.
â ...Eu sou um idiota.
â Sim, vocĂȘ Ă©. Mas um idiota apaixonado. E S/N tambĂ©m Ă©. VocĂȘs dois sĂŁo os maiores idiotas romĂąnticos de Fontaine. Agora, vamos planejar a melhor confissĂŁo de todos os tempos. Ele merece o mundo, e vocĂȘ vai dar a ele.
O plano começou duas depois no escritório privado de Furina no Palais Mermonia.
A ex-Arconte andava de um lado para o outro como uma atriz no palco principal de uma Ăłpera lotada, as saias rodopiando dramaticamente a cada giro. As luzes suaves das lĂąmpadas hydro refletiam em seus cabelos brancos e azuis, dando-lhe um ar ainda mais teatral.
â Muito bem! â ela declarou, batendo palmas com força exagerada. â Agora iremos planejar a confissĂŁo mais romĂąntica, mais Ă©pica, mais digna de ser recontada por sĂ©culos na histĂłria de Fontaine! Algo que farĂĄ as ĂĄguas do lago dançarem de emoção e os melusines chorarem de felicidade!
Neuvillette, sentado de forma impecĂĄvel no sofĂĄ ornamentado com detalhes em ouro e azul, cruzava as pernas com elegĂąncia, mas seu rosto carregava a expressĂŁo de alguĂ©m prestes a enfrentar uma execução pĂșblica. Os dedos longos apertavam levemente a borda da xĂcara de ĂĄgua importada de Qiaoying, como se o lĂquido pudesse lhe dar forças.
â Isso Ă© realmente necessĂĄrio, Furina? Eu poderia simplesmente falar com ele de forma direta. Uma conversa sincera...
Furina parou lentamente no meio do passo, virando o rosto na direção dele com um movimento exagerado de cabeça.
Sorriu de um jeito perigosamente teatral, olhos semicerrados em pura malĂcia.
â VocĂȘ quer mesmo arriscar confessar seu amor como se estivesse anunciando uma mudança na legislação hidrĂĄulica de Fontaine? âEu, Iudex Neuvillette, declaro por meio desta que meus sentimentos por S/N sĂŁo profundos e baseados em evidĂȘncias coletadasâ?
SilĂȘncio absoluto.
Neuvillette imaginou a cena por um segundo e baixou o olhar para a xĂcara, claramente horrorizado.
â ...NĂŁo.
â Ătimo! EntĂŁo fiquei quieto e deixe a especialista em drama romĂąntico assumir o controle absoluto.
Ela bateu palmas duas vezes, o som ecoando como um comando real.
â Primeiro, precisamos entender do que S/N gosta. Detalhes, Neuvillette. Eu quero tudo, cada pequeno hĂĄbito fofo que faz seu coração dracĂŽnico derreter.
Neuvillette piscou, surpreso com a prĂłpria facilidade em responder. Sua voz grave saiu calma, mas carregada de uma ternura quase palpĂĄvel.
â Eu sei do que ele gosta.
Furina arqueou a sobrancelha perfeitamente desenhada, inclinando-se para frente com curiosidade exagerada, mĂŁos no queixo.
â Ah? Prove, grandĂŁo aquĂĄtico. Me impressione.
E então começou. Neuvillette falou por vinte minutos inteiros sem parar, como se estivesse recitando um veredito importante, mas cada palavra revelava o quanto ele observava S/N com devoção silenciosa.
â S/N gosta de chĂĄ de flores adocicado nas manhĂŁs frias, especialmente com um toque generoso de mel de abelhas de Sumeru. Prefere cafĂ©s pequenos e silenciosos ao invĂ©s de restaurantes luxuosos, onde o barulho das conversas o distrai dos livros que ele sempre leva escondidos na bolsa. Gosta de livros de romance trĂĄgico, apesar de sempre reclamar dos finais com um suspiro longo e depois secar os olhos discretamente com a manga da camisa. Adora caminhar perto das ĂĄguas de Fontaine ao entardecer, quando as luzes da cidade se refletem no lago como estrelas caĂdas do cĂ©u. Acha lĂrios azuis mais bonitos do que rosas, porque eles florescem mesmo em ĂĄguas profundas e calmas. Tem o hĂĄbito de prender o cabelo com uma fita simples quando estĂĄ organizando livros altos demais na escada da biblioteca. Dorme facilmente quando lĂȘ por muito tempo apĂłs o almoço, a cabeça caindo devagar sobre os braços cruzados, com um ronquinho baixinho. Morde o interior da bochecha quando estĂĄ nervoso, um tique quase imperceptĂvel que faz sua boca se franzir de leve. E sempre sorri torto quando estĂĄ genuinamente feliz, o canto esquerdo da boca sobe primeiro, como se o sorriso tivesse vergonha de se revelar por completo.
Furina ficou completamente em silĂȘncio durante todo o monĂłlogo. Lentamente, apoiou o rosto nas mĂŁos, cotovelos na mesa ornamentada, olhos arregalados em puro espanto cĂŽmico.
â Isso Ă© assustador.
Neuvillette ficou vermelho até as orelhas, o rubor subindo pelo pescoço pålido como uma maré inevitåvel. Ele pigarreou, tentando manter a compostura.
â Eu apenas... observo. Ă Ăștil para compreender as pessoas ao meu redor.
â Observa? VocĂȘ catalogou ele como se fosse um tomo raro da seção proibida! â Furina levantou-se de um salto, apontando o dedo dramaticamente.
â Furina...
â SILĂNCIO! O plano estĂĄ se formando na minha mente genial. Isso vai ser Ă©pico!
Nos dias seguintes, Furina transformou funcionĂĄrios do Palais Mermonia em participantes involuntĂĄrios de uma gigantesca conspiração romĂąntica. Melusines foram recrutadas discretamente para arranjar lĂrios azuis frescos sem chamar atenção. Servidores da Maison Gardiennage receberam ordens vagas de âpreparar o terraço principal para um evento de importĂąncia judicial confidencialâ. A biblioteca seria fechada mais cedo sob o pretexto de âmanutenção urgente de prateleiras antigas que ameaçavam desabarâ.
Furina comandava tudo como uma diretora de teatro obcecada por perfeição, correndo de um lado para o outro com uma prancheta nas mãos e um megafone improvisado feito de concha hydro.
No primeiro dia de preparação, ela arrastou Neuvillette para sua sala novamente, fechando a porta com um estrondo teatral.
â Certo! Vamos ensaiar a confissĂŁo. Diga algo romĂąntico. Algo que faça o coração dele derreter como gelo sob o sol quente de Sumeru. VĂĄ!
Neuvillette pigarreou, postura rĂgida como no tribunal.
â Eu amo vocĂȘ.
Furina fez uma careta exagerada, levando a mĂŁo ao peito como se tivesse sido atingida por uma flecha envenenada.
â HorrĂvel! Parece que vocĂȘ estĂĄ lendo a sentença de um caso menor de roubo de pĂŁo! Mais emoção! Mais paixĂŁo! Tente de novo, com sentimento!
Neuvillette fechou os olhos por um segundo, buscando palavras que nĂŁo soassem como um veredicto.
â Eu o amo profundamente.
â Parece um testamento final antes de uma execução! Mais suave, mais poĂ©tico. Pense nas ĂĄguas que vocĂȘ controla â profundas, calmas, mas capazes de mover montanhas quando necessĂĄrio.
Neuvillette tentou novamente, voz um pouco mais baixa.
â Minha existĂȘncia tornou-se mais leve desde sua chegada. VocĂȘ trouxe cor para dias que eu julgava cinzentos como ĂĄguas paradas.
Furina levou a mĂŁo ao peito dramaticamente, olhos marejados de forma teatral, fingindo secar uma lĂĄgrima.
â Melhor... continue! Adicione algo pessoal. Fale dos livros, dos cafĂ©s, daquela vez que vocĂȘ o carregou no colo pela cidade inteira como um prĂncipe adormecido.
Neuvillette corou novamente, mas obedeceu, voz grave ganhando um tom mais suave.
â Quando vejo vocĂȘ dormindo entre os livros, com a bochecha amassada contra as pĂĄginas e um fiozinho de baba escapando... meu peito se aquece de uma forma que nenhuma sentença jamais conseguiu explicar. Eu quero proteger esses momentos. Quero ser a razĂŁo dos seus sorrisos todos os dias.
â Talvez sem a parte da baba, mas estĂĄ Ăłtimo.
Furina aplaudiu devagar, com reverĂȘncia fingida, mas os olhos brilhavam de satisfação.
â Perfeito! Agora repita dez vezes sem gaguejar. E pratique o olhar. Aquele olhar suave que vocĂȘ faz quando ele ri baixinho na biblioteca. NĂŁo o olhar de juiz imparcial! O olhar de homem completamente apaixonado, como se o mundo inteiro coubesse no sorriso dele.
Os ensaios duraram horas. Neuvillette, acostumado a discursos longos e solenes no tribunal, tropeçava nas palavras quando tentava tornå-las pessoais e emotivas. Em um momento, ele disse com seriedade excessiva:
â Segundo as evidĂȘncias coletadas ao longo de nossos encontros casuais na biblioteca e cafĂ©s...
Furina caiu na gargalhada, rolando dramaticamente no sofå enquanto batia os pés.
â NĂŁo! Nada de âevidĂȘnciasâ! Tente: âSeus sorrisos sĂŁo como as primeiras gotas de chuva apĂłs uma seca longa no deserto de Sumeru.â
Neuvillette repetiu, hesitante no começo. Furina corrigia cada pausa, cada tom, batendo o pĂ© no chĂŁo com impaciĂȘncia cĂŽmica quando ele voltava ao modo âIudex imparcialâ.
Dois dias depois...
â Furina, isso estĂĄ tomando tempo demais. E se ele nĂŁo...
â SilĂȘncio! Ele vai amar. Agora, repita a parte sobre o livro dos dragĂ”es antigos. E sorria no final! Um sorriso de verdade.
Neuvillette obedeceu, repetindo o discurso com mais fluidez a cada tentativa. Furina batia palmas ou fingia desmaiar de emoção a cada acerto, transformando os ensaios em uma mistura hilåria de tensão romùntica e comédia pura.
No quarto dia, a conspiração atingiu o ĂĄpice. A biblioteca foi fechada mais cedo com um cartaz educado. Flores foram posicionadas com precisĂŁo milimĂ©trica. Os mĂșsicos ensaiaram baixinho em um canto escondido. Furina ajustava cada detalhe como uma perfeccionista obcecada.
â Perfeito! Isso vai ser lendĂĄrio. Fontaine vai falar disso por geraçÔes!
Neuvillette, segurando um buquĂȘ de lĂrios azuis frescos, parecia mais nervoso do que antes de qualquer julgamento importante. Suas mĂŁos tremiam levemente ao ajustar a gravata.
â E se ele chorar de tristeza, Furina? E se eu o assustar?
â EntĂŁo vocĂȘ o consola como o namorado fofo que vai ser! Agora vĂĄ se arrumar. O sol estĂĄ se pondo.
No dia marcado, S/N recebeu um bilhete elegante entregue por um melusine tĂmido, pedindo sua presença no terraço principal do Palais ao anoitecer. Ele subiu as escadas confuso, ajustando os Ăłculos no nariz.
E parou completamente ao abrir as portas duplas.
Velas flutuantes iluminavam o local com um brilho dourado suave. LĂrios azuis decoravam o ambiente em arranjos elegantes, perfumando o ar com delicadeza. A vista noturna de Fontaine brilhava abaixo deles, o lago refletindo as luzes da cidade como um mar de estrelas. MĂșsicos tocavam baixinho ao fundo uma melodia suave de ĂĄguas correntes.
E no centro de tudo estava Neuvillette.
ImpecĂĄvel no terno formal, cabelos prateados soltos caindo como cascata, nervoso de uma forma que sĂł Furina conseguia notar.
Segurando um buquĂȘ de lĂrios azuis.
S/N arregalou os olhos, coração disparando.
â Neuv...?
O discurso tinha fugido completamente de sua mente. Neuvillette respirou fundo, o peito largo subindo devagar.
Furina observava escondida atrĂĄs de uma enorme estĂĄtua ornamentada com binĂłculos de Ăłpera, mordendo o lĂĄbio de ansiedade.
â Vai, grandĂŁo aquĂĄtico... nĂŁo me decepcione agora â ela sussurrou, vibrando de expectativa.
Neuvillette caminhou lentamente atĂ© S/N. As mĂŁos tremiam de forma quase imperceptĂvel ao segurar as flores.
Era agora...
â Eu passei muito tempo sem compreender meus prĂłprios sentimentos.
S/N permaneceu imĂłvel, olhos fixos nele.
â Sua presença tornou meus dias mais leves... mais felizes. Eu procuro vocĂȘ em todos os lugares sem perceber. Espero por nossas conversas na biblioteca. Guardo cada sorriso seu comigo como um tesouro raro.
Os olhos de S/N começaram a tremer, um brilho Ășmido aparecendo.
Neuvillette continuou, cada vez mais vulnerĂĄvel, voz grave ganhando rachaduras emocionais.
â Quando vocĂȘ estĂĄ triste, eu sinto dor como se as ĂĄguas dentro de mim estivessem agitadas. Quando sorri, meu dia melhora instantaneamente. E quando imaginei outra pessoa ocupando seu coração... percebi que nĂŁo suportaria isso. Nem por um segundo.
A respiração de S/N falhou, peito subindo råpido.
Neuvillette deu o Ășltimo passo, parando bem perto.
â Eu amo vocĂȘ, S/N.
SilĂȘncio.
S/N apenas encarou Neuvillette.
Sem falar nada.
Sem se mover.
E entĂŁo...
Uma lĂĄgrima caiu pela bochecha.
Depois outra.
E outra.
E outra.
Em segundos, S/N estava chorando descontroladamente. Soluçando. Respirando errado, ombros tremendo.
Neuvillette congelou completamente. Seu rosto perdeu toda a cor, olhos violeta arregalados de puro pĂąnico.
â Eu...
S/N continuava chorando, tentando limpar o rosto com as mĂŁos trĂȘmulas.
Neuvillette entrou em pĂąnico genuĂno, voz falhando.
â Eu sinto muito. Eu fui egoĂsta.
Mais lĂĄgrimas de S/N.
â Eu nĂŁo queria assustĂĄ-lo.
S/N balançava a cabeça desesperadamente, mas as palavras nĂŁo saĂam.
â Se meus sentimentos o deixaram desconfortĂĄvel...
A voz de Neuvillette começou a falhar de verdade, algo extremamente raro para o Iudex.
â Eu jamais desejaria causar medo em vocĂȘ. Nunca.
Aquilo fez S/N arregalar os olhos molhados.
â N-Neuv..
â Esqueça tudo que eu disse. Se quiser que eu me afaste, eu o farei. Imediatamente.
S/N agarrou o rosto dele com ambas as mĂŁos, dedos tremendo contra a pele pĂĄlida.
E o beijou.
Desesperado.
Molhado por lĂĄgrimas quentes.
Neuvillette simplesmente parou de funcionar. Os olhos completamente arregalados, corpo rĂgido por um segundo eterno.
S/N se afastou apenas o suficiente para respirar, ainda chorando, ainda tremendo.
â Seu idiota...
Neuvillette piscou lentamente, voz rouca.
â ...o quĂȘ?
S/N riu entre lĂĄgrimas, um som molhado e aliviado.
â Eu estou chorando porque esperei por isso hĂĄ tanto tempo que achei que nunca aconteceria. Achei que era sĂł amizade para vocĂȘ.
O cérebro de Neuvillette claramente demorou alguns segundos para processar a informação.
â VocĂȘ...?
â Eu sou apaixonado por vocĂȘ hĂĄ muito tempo.
Neuvillette parecia completamente quebrado emocionalmente, alĂvio inundando seu olhar.
â HĂĄ quanto tempo?
S/N limpou o rosto com a manga, sorrindo torto apesar das lĂĄgrimas.
â Desde a primeira vez que vocĂȘ voltou Ă biblioteca sĂł porque eu disse casualmente que gostava daquele livro raro sobre dragĂ”es antigos.
Neuvillette ficou em silĂȘncio, olhos suavizando.
â VocĂȘ lembrou disso?
S/N quase gritou, voz embargada mas cheia de alegria.
â VOCĂ APARECEU NO DIA SEGUINTE COM UMA EDIĂĂO ORIGINAL! Como eu poderia esquecer?
Furina, escondida atrĂĄs da estĂĄtua, apertou o binĂłculo contra o peito e sussurrou vitoriosa:
â FINALMENTE!
Neuvillette começou a rir. Uma risada genuĂna, rara e completamente apaixonada, ecoando suave no terraço.
Então puxou S/N para seus braços com cuidado firme.
Dessa vez o beijo foi lento.
Profundo.
Cheio de alĂvio.
Cheio de amor reprimido por tempo demais, lĂnguas se tocando com ternura exploratĂłria.
Quando se separaram, S/N encostou a testa na dele, olhos ainda Ășmidos mas brilhando de felicidade.
â NĂŁo demore tanto para me beijar da prĂłxima vez, Neuv.
Neuvillette sorriu suavemente, um sorriso verdadeiro que iluminava todo o rosto, ajustando uma mecha de cabelo de S/N com os dedos.
â Pretendo beijĂĄ-lo com bastante frequĂȘncia daqui em diante. Todos os dias, se vocĂȘ permitir.
Atrås da eståtua, Furina limpava lågrimas dramåticas com um lenço, fungando alto.
â Eu sou uma gĂȘnia romĂąntica. Fontaine deveria me agradecer oficialmente com uma estĂĄtua e uma Ăłpera inteira dedicada a mim!
O terraço ficou em silĂȘncio confortĂĄvel, apenas a melodia suave dos mĂșsicos e o som distante das ĂĄguas de Fontaine ao fundo. Neuvillette puxou S/N para mais perto, abraçando-o com força protetora, enquanto o bibliotecĂĄrio se aninhava contra o peito dele, ainda rindo baixinho entre soluços residuais.
A confissão épica que Furina tanto planejou havia funcionado mesmo que com lågrimas, pùnico, beijos molhados e todo o drama romùntico que Fontaine merecia.
E os dois idiotas apaixonados finalmente pararam de ser idiotas.
Furina nunca imaginou que precisaria cobrir o Iudex de Fontaine em âfĂ©rias emergenciaisâ apenas porque o homem havia finalmente arrumado um namorado.
â Ele disse o quĂȘ?! â ela gritou para o espelho do seu camarim privado, os olhos arregalados de puro ultraje dramĂĄtico. â FĂ©rias? Neuvillette? O homem que trabalha atĂ© enquanto dorme? Por causa de um bibliotecĂĄrio fofo?!
Mas era verdade. Depois da confissĂŁo Ă©pica no terraço, Neuvillette havia entrado no modo ânamorado apaixonadoâ com uma intensidade que assustava atĂ© a ex-Arconte. Ele simplesmente declarou, com aquela voz grave e calma, que tiraria alguns dias para âacompanhar assuntos pessoais urgentesâ. Assuntos pessoais que envolviam S/N sorrindo torto, mĂŁos dadas pelas ruas de Fontaine e beijos roubados em cada esquina.
Enquanto isso, Furina ficava enterrada em pilhas de documentos, assinando papéis com a assinatura falsificada de Neuvillette (que ela praticara por horas) e resmungando para os melusines:
â Se ele nĂŁo voltar logo, vou declarar que o DragĂŁo da Ăgua foi engolido por uma profecia romĂąntica!
Mas Neuvillette não tinha a menor intenção de voltar tão cedo.
Os primeiros dias do namoro foram puro açĂșcar. Eles caminhavam de mĂŁos dadas pelas ruas calçadas de Fontaine, ignorando os olhares curiosos dos cidadĂŁos. S/N corava toda vez que Neuvillette se inclinava para beijar sua testa em pĂșblico, mas nĂŁo se afastava. Pelo contrĂĄrio, apertava os dedos do namorado com mais força.
â As pessoas vĂŁo comentar... â murmurou S/N uma tarde, enquanto tomavam cafĂ© em uma mesinha escondida.
â Que comentem â respondeu Neuvillette, voz baixa e possessiva, roçando o polegar na palma da mĂŁo dele. â VocĂȘ Ă© meu agora.
S/N derreteu na cadeira, sorrindo torto como sempre.
O dia do teatro foi um dos mais perigosos.
Neuvillette havia reservado um camarote privado no ópera mais prestigiada de Fontaine, uma peça romùntica sobre um amor proibido entre um cavaleiro e uma donzela das åguas. A cortina mal havia subido quando S/N, sentado ao lado dele, inclinou-se e roubou um beijo råpido.
Neuvillette retribuiu. E nĂŁo parou.
Os beijos ficaram mais longos, mais profundos. LĂnguas se tocando devagar enquanto os atores declamavam no palco. S/N subiu no colo de Neuvillette sem pedir permissĂŁo, pernas abertas ao redor da cintura larga do mais velho. O camarote era alto e afastado, longe dos olhares do pĂșblico, mas ainda assim arriscado.
â Neuv... â gemeu S/N baixinho contra a boca dele, quadris se mexendo de leve.
Neuvillette segurou a cintura fina com mãos firmes, o pau jå duro pressionando contra a bunda de S/N através das roupas.
â VocĂȘ estĂĄ me testando, meu amor... â rosnou baixo, mordendo o lĂĄbio inferior de S/N. â Se continuar assim, eu vou te foder aqui mesmo, no meio da peça.
S/N sorriu safado, olhos brilhando.
â E eu nĂŁo reclamaria...
Os beijos ficaram famintos. Neuvillette apertava a bunda de S/N, esfregando-o contra o próprio pau enquanto a peça seguia no palco. Gemidinhos manhoso escapavam da boca de S/N, abafados pelos beijos. Neuvillette estava a um fio de perder completamente o controle, jå imaginava virando S/N de bruços no assento do camarote e metendo fundo nele ali mesmo.
Mas a peça acabou. As luzes se acenderam. Eles foram obrigados a se separar, ambos ofegantes, rostos corados e roupas amarrotadas. S/N desceu do colo com as pernas tremendo, ajustando discretamente a ereção na calça.
â Vamos embora... â sussurrou Neuvillette, voz rouca. â Agora.
Outro dia, passeando pela cidade ao entardecer, Neuvillette simplesmente nĂŁo aguentou mais.
Fazia apenas quinze minutos que haviam saĂdo de casa e ele jĂĄ sentia falta da boca de S/N. A dependĂȘncia era ridĂcula. Ele parou no meio da rua, puxou S/N pelo pulso e o arrastou para um beco estreito entre duas construçÔes antigas.
â Neuv, o que...
NĂŁo deu tempo de terminar. Neuvillette o prensou contra a parede fria, boca faminta colando na dele em um beijo desesperado. As mĂŁos grandes seguravam o rosto de S/N enquanto a lĂngua invadia, explorando fundo, quase esmagando o corpo menor contra os tijolos.
S/N soltou gemidinhos manhoso no beijo, mĂŁos agarrando a camisa de Neuvillette.
â Hmm... Neuv...
O Iudex perdeu a razão. Virou S/N de costas com facilidade, peito do bibliotecårio pressionado contra a parede. A bundinha redonda encaixou perfeitamente contra o pau duro que latejava dentro da calça.
â Eu quero vocĂȘ... â rosnou Neuvillette no ouvido dele, beijando e mordendo o pescoço exposto. â Quero tanto te foder agora...
Ele esfregava o pau contra a bunda de S/N em movimentos lentos e provocantes, mĂŁos descendo para apertar os quadris. S/N gemia baixinho, manhoso, empinando levemente para trĂĄs.
â EntĂŁo me fode... por favor...
Neuvillette mordeu o ombro dele, deixando uma marca vermelha.
â NĂŁo aqui. NĂŁo em um beco sujo. VocĂȘ merece mais que isso.
Com um esforço sobre-humano, ele se afastou, pegou a mĂŁo de S/N e praticamente o arrastou atĂ© o apartamento particular que mantinha perto do Palais â um lugar discreto, luxuoso e silencioso.
Assim que a porta se fechou, Neuvillette o puxou para um beijo novamente, dessa vez sem restriçÔes. As mĂŁos grandes desceram pelas costas de S/N, apertando a bunda enquanto as lĂnguas se enroscavam molhadas.
S/N sorriu contra a boca dele, provocante.
â VocĂȘ estĂĄ tĂŁo desesperado hoje... â murmurou, voz manhosa. â Quer que eu cuide de vocĂȘ?
Neuvillette rosnou baixo, olhos violeta escurecidos de tesĂŁo.
â De joelhos. Agora. VocĂȘ foi um garoto muito mau me provocando o dia inteiro.
S/N obedeceu com um sorrisinho safado, ajoelhando-se no tapete macio da sala. Abriu a calça de Neuvillette com dedos ågeis e puxou o pau grosso e longo para fora. Era grande, pesado, a cabeça rosada jå brilhando de pré-gozo.
â TĂŁo grande... â sussurrou S/N, lambendo os lĂĄbios.
Ele começou devagar, beijando a base, subindo com a lĂngua plana atĂ© a cabeça. Depois abriu a boca e engoliu o mĂĄximo que conseguia, chupando com vontade. O boquete era molhado, barulhento, saliva escorrendo pelo pau, sons obscenos enchendo a sala. S/N chupava fundo, garganta relaxando, olhos lacrimejando enquanto olhava para cima.
Neuvillette gemeu grave, mĂŁo grande segurando os cabelos de S/N.
â Porra... vocĂȘ chupa tĂŁo bem... tĂŁo gostoso... â murmurou, genuinamente surpreso. â Eu nĂŁo esperava que fosse tĂŁo safado, meu pequeno...
S/N sorriu ao redor do pau, acelerando o ritmo, chupando com mais força, lĂngua girando na cabeça sensĂvel. Neuvillette jogou a cabeça para trĂĄs, quadris se mexendo devagar para foder a boca quente.
â Isso... Que delĂcia amor...
Depois de minutos deliciosos, Neuvillette puxou S/N para cima, beijando-o com fome enquanto o carregava atĂ© o sofĂĄ. NĂŁo se deu ao trabalho de ir atĂ© o quarto. Jogou o namorado de quatro no estofado macio, tirando as roupas restantes com urgĂȘncia.
â Fica assim pra mim â ordenou, voz dominante.
S/N empinou a bunda, olhando por cima do ombro com olhos manhoso.
Neuvillette se ajoelhou atrĂĄs dele, separou as nĂĄdegas e atacou o cuzinho apertado com a lĂngua primeiro, lambendo, chupando, penetrando com a ponta enquanto os dedos espalhavam lubrificante. S/N gemeu alto, corpo tremendo.
â Neuv... ahh...
Dois dedos entraram devagar, depois trĂȘs, abrindo e curvando atĂ© acertar a prĂłstata. S/N choramingava, empinando mais.
Quando Neuvillette finalmente posicionou o pau na entrada, empurrou devagar. O cuzinho apertado resistiu no começo.
â TĂŁo grande... â reclamou S/N, voz manhosa. â Neuv, vocĂȘ Ă© enorme...
Aquilo deixou Neuvillette completamente maluco de tesão. Ele segurou os quadris com força e meteu até o fundo em uma estocada lenta mas firme, enterrando-se completamente.
â Toma tudo... â rosnou. â Esse cuzinho Ă© meu agora.
E entĂŁo ele fodeu.
Forte. Profundo. Sem pressa de acabar. Estocadas ritmadas que faziam o sofĂĄ ranger, o pau grosso acertando a prĂłstata a cada vez. S/N gemia alto, manhoso, unhas cravadas no estofado.
â Neuv... ahh... mais forte...
Neuvillette obedeceu, aumentando o ritmo, uma mĂŁo puxando os cabelos de S/N para trĂĄs enquanto a outra apertava a cintura. Ele fodeu S/N a noite toda â mudando de posição, colocando-o de lado, depois de frente para ver o rosto dele se desfazer de prazer.
S/N gozou pela primeira vez sem tocar no pau, corpo convulsionando ao redor do pau grosso. Neuvillette não parou. Continuou metendo, fazendo ele gozar uma segunda vez, depois uma terceira, até o bibliotecårio estar uma bagunça tremendo e choramingando.
SĂł entĂŁo Neuvillette se permitiu gozar, enchendo o cuzinho apertado com porra quente e grossa enquanto rosnava o nome de S/N.
Eles ficaram ali, ofegantes, Neuvillette ainda dentro dele, beijando as costas suadas com carinho.
â Eu te amo... â murmurou S/N, voz rouca.
Neuvillette sorriu contra a pele dele, abraçando-o por trås.
â Eu tambĂ©m te amo. E vamos fazer isso todas as noites.
Enquanto isso, no Palais Mermonia, Furina olhava para a pilha de documentos com Ăłdio puro.
â Quando esses dois voltarem, vou obrigĂĄ-los a assistir a uma Ăłpera inteira sem se beijarem nem uma vez. Ă o mĂnimo que merecem!
Mas no apartamento discreto, Neuvillette jĂĄ puxava S/N para mais um beijo lento, mĂŁos descendo novamente pela cintura fina.
As âfĂ©rias emergenciaisâ ainda durariam mais alguns dias.
tc_hydro has a great dev history behind it.
So like ... different Team Fortress 2 maps have different game modes. Hydro is a "Territory Control" map, a symmetrical game mode where the different rounds consist of each team trying to conquer the other's territory until one team has it all.
When TF2 was first released, the six maps that it shipped with had developer's commentary. One of Hydro's commentary nodes said that the devs wanted it to be the most popular map, an evergreen thing players would keep coming back to. So they gave it various traits -- random elements, higher complexity and multiple configurations, an ain't-over-'til-it's-over end-condition -- which had the net result that Hydro was and is the least popular of the original six maps by a large margin, because matches were either one-sided curbstomps or interminable stalemates, with nothing in between.
It's just wonderful. That's natural-grown irony, you can't do that on purpose.