Eu me vejo um pouco em cada olhar que fito pelas ruas. Não por conseguir enxergar neles meu próprio reflexo. Mas parece que vivenciei juntamente à eles cada turbilhão de sentimentos que enfrentaram ao longo do dia. Porque além do dia ser feito de decisões, ele é feito de emoções. Eu sinto cada decisão minha correr pelo meu sangue. Às vezes me pego pensando o quê teria sido de mim se eu tivesse tomar uma decisão diferente... teria sido melhor? Será que eu errei em algum momento? Me equivoquei? Minha cabeça roda a mil por hora, sempre pensar no passado, no presente e no futuro. Dizem que é ansiedade, mas parece que eu só sou acelerada mesmo. Queria ter tudo sob meu controle, queria saber o certo e errado de cada decisão, queria saber o futuro que eu poderia ter ao invés do agora. Mas, a verdade é que eu não sei de nada, eu sigo nesse mundo tentando encontrar qualquer coisa que me desperte algo, que me guie para um caminho que eu sinta que talvez, apenas talvez, possa me mostrar quem é o meu eu verdadeiro. Acredito que entre todas essas emoções, pedaços de mim se agitam, como moléculas de um todo, ansiosos pelo sentir, viver e criar. Os arrependimentos e as inseguranças vem na mesma intensidade, mas acho que isso me fez quem sou e não reclamo, mas há dias em que eu só queria que existisse um botão para diminuir a velocidade em que tudo passa, que vai acelerando meu coração até que eu fique perdida dentro de mim mesma
Escrito por Nathália, Isadora M., Grazi e Aline em Julietário.


















