Uma coisa que reparei agora em meus devaneios, é que você sempre foi de me fazer sentir como o infinito, como se eu fosse a pessoa mais importante do universo. Com esse teu jeitinho pra cima de mim, teu sorriso meia lua, e eu acabei por deixar que você virasse meu satélite natural. Porém no fim sai de órbita, fiquei solta, sozinha nesse infinito, que era nosso, agora é meu particular. Sou uma tola, escrevo milhares de cartas pra ti, versos e mais versos de poemas sem fim, enquanto você me destrói, suga minha vida, por puro capricho teu. Enquanto os pedaços seus dilaceram cada vez mais meu peito eu fico aqui tentando entender onde foi que nos perdemos, onde foi que o infinito virou adeus e o sentimento virou saudade. Eu tentei não me tornar passado, tentei viver cada segundo como se fosse o último, mas perdi a chance de te mostrar que o meu infinito eu queria ao seu lado e que a minha saudade só tem fim de tiver você em meus braços. Tão tola eu fui ao me imaginar assim com você, enquanto você dividia sorrisos e alguns tragos com os amigos, meu coração estava tentando regular a batida, concertar todas as partes que de quebraram. Tantas coisas idealizei para poder te mostrar, para lhe falar que você era toda a minha constelação, pra dizer que todo o amor que eu sentia era para você. Enquanto eu nomeava estrelas em tua homenagem, você me largava em um buraco negro.
Escrito por Alex, Giovana, Bruna e Paula em Julietário.















