De volta com uma criação de Rob Liefeld que foi revitalizado e se tornou umas das melhores histórias de ficção científica da realidade! John Prophet está em uma jornada para cumprir sua missão de salvar o Império Terrestre... nõa vou me prolongar para deixar aqui um ótimo texto do Rafael Dugatto (que sempre comenta por aqui) feito segundo ele para uma comunidade do Orkut, mas vale a pena ler, espere que cative voce que ainda está com o pé atrás em ler esta história!! Parceria Vertigem e Guardiões do Globo nesta edição!
"Em meados de 1992, o personagem John Prophet fez sua primeira aparição na revista Youngblood # 2, sendo apresentado como um supersoldado que ostentava armas comicamente desproporcionais, trajado com vestimentas roxas, ombreiras do Didi Mocó, um elmo ridículo e um cabelo que fazia parecer que tinha sido expulso de um filme da Cinderela. Por esses motivos, obviamente, foi um sucesso instantâneo - como praticamente todas as merdas que o criador desse personagem (o infame Rob Liefeld), fez na época. Portanto creio que o universo agradeceu o fato daquela porcaria não ter durado muito tempo...apenas uns 20 números e desapareceu. Sendo assim, se você não estiver familiarizado com a história (não muito longa e célebre) do personagem, pode ter certeza que você não está sozinho. Note que essa comunidade NÃO versa sobre essas primeiras 20 edições, mas sim sobre o que ocorre com após o lançamento do nº 21.
Com roteiros de Brandon Graham, Prophet continuou a numeração da série anterior muitos anos após seu cancelamento, dando uma guinada radical que colocou o personagem em um rumo completamente inesperado. Após essa repaginação, a história passou a transcorrer cerca de 10 mil anos no futuro, um período em que a raça humana está virtualmente extinta depois de uma guerra que se debruçou por galáxias inteiras. O planeta natal da humanidade jaz ocupado por xenomorfos e parasitas, e o outrora poderoso Império Terrestre está aparentemente morto.
Depois do que talvez sejam gerações de silêncio, um sinal do Império Terrestre desperta um clone de John Prophet que se encontrava em animação suspensa. Esse evento põe em atividade uma cadeia de acontecimentos que leva ao despertar de centenas de outros clones humanos espalhados por todo universo, desenvolvendo uma história original com conceitos tão ricos que lhe conferem possibilidades praticamente ilimitadas. Possibilidades que, até agora, tem sido selvagens, estranhas, épicas e nada menos do que brilhantes!
Combinando a violência e selvageria dos gibis do Conan de John Buscema da década de 1970 (principal influência de Graham) com a beleza ímpar de mestres da ficção científica franceses como Moebius e Enki Bilal, Prophet arrasta os leitores a uma viagem que nenhum outro quadrinho foi capaz de fazer: para outros mundos que realmente se parecem como outros mundos. Não tem nada mais chato do que perceber que muitos planetas alienígenas com os quais nos deparamos na ficção científica são parecidos com o nosso. Em Prophet, a Terra está tão infectada e amontoada de criaturas bizarras com quatro mandíbulas que nem sequer lembra a Terra - e mundos alienígenas são tão esquisitos e convincentes que você pode até sentir um pouco de nojo de vez em quando. De qualquer forma, o nível de engenhosidade colocado na construção dos cenários é irreal - e leva apenas alguns segundos para que você seja arrastado até qualquer ambiente esquizofrênico apresentado na mais nova edição. Aliás, mesmo dentro do ritmo frenético em que os novos e variados cenários são apresentados, essa engenhosidade ainda não foi capaz de faltar.
Prophet é desenhado por um rodízio de quatro artistas: Simon Roy, que desenhou as três primeiras edições do renascimento; Farel Dalrymple, que trabalhou nas edições #24 e #25; Giannis Milonogiannis, que está ilustrando outras seis edições, e o próprio Graham, que desenhou a edição #26. Cada artista incidirá sobre um dos clones Prophet principais. Devo admitir que gosto muito dessa ideia de que o estilo de cada artista represente como o personagem vê o(s) mundo(s) ao seu redor.
Enfim, se tu ainda não leu Prophet, não sabe o que está perdendo."