As estrelas ainda fazem parte do céu, o mesmo céu que olhávamos quando estávamos tentando fugir dos nossos problemas; Mas agora meu problema é com a lua. A mesma lua que testemunhou nossa dança sem ritmo ao som de blue moon com a voz da Billie Holiday ecoando pela sala. Meu problema com a lua é que ela foi testemunha de todas as vezes que jurei amor, de todas as vezes que rolamos na grama rindo por algo estúpido, de todas vez que você se agarrou em mim para chorar. Em um impulso sempre fizemos juras, com o céu, as estrelas e a lua de testemunha, como se aquilo ali fosse durar para sempre. Ah, como eu queria que durasse para sempre, que naquele momento, o mundo parasse, a hora congelasse, só para que eu tivesse você comigo mais tempo. Riamos com nossas histórias, com cada vez que olhamos para o céu e tentamos criar desenhos. Até quando dissemos pela primeira vez, eu te amo. Se lembra quando juramos amor eterno? Como Romeu e Julieta em um romance clichê, aquela noite eu te contei a história do sol e da lua. O sol amava a lua mas não podia ficar com ela, então todos os dias ele se matava para que a lua pudesse respirar. Eu me lembro quando você olhou nos meus olhos e disse que eu era seu sol. Meu problema com a lua é que ela me lembra você, e eu morro todos os dias vendo você brilhar no céu. É uma morte interna, porque cada detalhe da vida me lembra você e a cada momento que me toco que esses momentos são passados, que você é o meu passado e que o passado não pode voltar, é doloroso. Eu sei que muita gente me avisou sobre ingenuidade no amor, que quando estamos apaixonadas ficamos flutuando e isso nos leva para um campo emocional, assim fugindo do racional e algumas vezes até fugindo da realidade. Mas naquele momento em que existia só eu e você, o céu e a luz do luar, nossos beijos e abraços, como eu poderia pensar que isso não era para sempre? Como eu poderia adivinhar que um dia essas juras de amor não seriam suficientes para estarmos na nossa bolha de amor? Posso ter me precipitado em acreditar tão genuinamente no amor, mas se acreditei assim foi porque senti, foi porque vivi de verdade a história mais linda que eu pude construir. Meus olhos só viam você, mesmo que de longe, apenas você. E ainda lembro de ti quando olho pro céu. Porque ainda não passou tudo. Ainda há aqui dentro um pouquinho de nós dois. Mas já era, né?
Escrito por Klebold, Bruna, Marcela e Nathane em Julietário.












