Mediante ao estrondoso grito,
próximo ao Ipiranga,
ecoava palavras da farsa conquista.
Um povo fugido de natureza
que fora fragmentado por intrusos dessa Terra gentil.
Fomos escravos de uma interminável punição
cuja qual não sei.
Não me disseram e muito menos ao meus irmãos
de tribos diferentes.
Ocas extintas deram lugar a longos concretos,
globalizados e manipulados pela burguesia.
Enquanto os outros suam o verde e amarelo.
O azul cada dia mais cinza inocula a atual situação.
Nossa signa no qual palavras a cortam,
apenas estrelas encobertas guardam uma pequena luz.
O espírito nacionalista eclodiu tempos atrás,
perdera força e encurralou os irmão dessa pátria amada.
Olhe só o verde,
Olhe o azul, o amarelo... Vermelho...
Variedades de cores abrangem o território.
Ó beleza mil deste impávido colosso Brasil.
Este povo que muitos invejam,
nada conquista!
É triste e impiedosa essa terra.
Choram rios! Negro e Solimões se unem.
tão diferentes são...
Choram aves... E na cidade,
Choram covardes.
Ó amada seja pátria dentre as quais a mais injustiçada.
Passa inverno, chega verão, quatro anos se passam
e a dor de uma geração é herdada.
Herança tão miserável.
Enquanto irmãos crescem, a opugnação corre solta.
Representantes vestem bandeira partidária debaixo do manto.
A farsa corre solta igual ao eco de outros tempos.
Muito se fala! Que lindo!
Todos comentam, comemoram...
Cadê a atitude, meus irmãos?
Venham... Venham...
A hora é agora.
Túmulos que por séculos ficaram soterrados por impiedosos traíras,
pela ação da natureza foram resgatados lentamente.
Era uma espécie de urna lacrada.
E o sistema vicioso tinha posse permanente desse túmulo.
Uma fresta fora permeada pelo clarão externo.
O gigante acordou.
Despertou de um mais longo e interminável pesadelo.
Ilusão!
Acordaram famintos.
Bandeiras destruídas, monumentos...
Meus irmãos que a pouco para as arquibancadas foram
pouco sabem da vida.
A vida os engazopa,
dentro de um labirinto de 26 fases,
cujo líder desvia as tensões.
Será possível mesmo vitória da massa?
A vontade cresce a cada pôr.
Os patriotas ressurgiram no coração de pedras
/inertes.
Metamorfose ambulante.
Cidade para, país para.
Cidade muda, país muda.
O começo de uma tentativa de progresso,
com desordem.
Asnos compõe a massa.
Triste... Uma tentativa que para muitos é honrosa,
outros banalizam e festejam.
Ruas pavorosas,
líderes assustados.
O verde vivo de um povo oprimido
evapora na massa de corações batentes.
Mobilização para uns, comodismo para outros.
Pois é, quiçá desistir é sinônimo de fraqueza.
Mas para a realeza, cujo vermelho é a capa,
O medo jamais existiu.
Permuta urbana exige o mínimo necessário.
Enquanto seres perdem a luta,
outros lutam pelos incapacitados que de longe observam.
O que ser quando crescer?
O futuro para muitos chegou,
e o glorioso gigante começa a ter perna e cabeça.
O planalto será o destino final.
A estrela caiu.
Murilo Mattar