Às vezes, a vida exige autotomia de nós: desprender-se da parte machucada para tentar salvar o que sobrou inteiro.
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Às vezes, a vida exige autotomia de nós: desprender-se da parte machucada para tentar salvar o que sobrou inteiro.
Morire quanto necessario, senza eccedere. Ricrescere quanto occorre da ciò che si è salvato. L'abisso non ci divide. L'abisso circonda.
Wislawa Szymborska, Autotomia || @alwayschoosewisely
"Autotomia" di Wisława Szymborska. La Dicotomia della Vita e della Morte. Recensione di Alessandria today
"Autotomia" di Wisława Szymborska è una poesia che esplora la capacità di scindersi in risposta al pericolo, utilizzando l'oloturia (un tipo di cetriolo di mare) come metafora della condizione umana.
“Autotomia” di Wisława Szymborska è una poesia che esplora la capacità di scindersi in risposta al pericolo, utilizzando l’oloturia (un tipo di cetriolo di mare) come metafora della condizione umana. La poesia inizia descrivendo come l’oloturia si divide in due parti, una destinata al sacrificio e l’altra alla fuga. Questa scissione diventa simbolo della dicotomia tra rovina e salvezza, tra ciò…
Pandemia. Una riflessione sulla normalità che richiama all’«autotomia» del premio nobel Szymborska L'Autotomia - Un ritorno alle "cose com'erano". Ma le cose com'erano? Il titolo rimanda alla poesia "Autotomia" di Wislawa Szymborska, premio Nobel per la letteratura 1996, e indica il procedimento per cui alcuni animali dinanzi al predatore abbandonano una parte di sé e con l'altra si mettono in salvo: la parte mutilata è in seguito destinata a ricrescere.
Wislawa Szymborska - Autotomia
Wislawa Szymborska – Autotomia
Em perigo, a holotúria se divide em duas: com uma metade se entrega à voracidade do mundo, com a outra foge.
Desintegra-se violentamente em ruína e salvação, em multa e prêmio, no que foi e no que será.
No meio do corpo da holotúria se abre um abismo com duas margens subitamente estranhas.
Em uma margem a morte, na outra a vida. Aqui o desespero, lá o alento.
Se existe uma balança, os pratos não…
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“Autotomia”
W niebezpieczeństwie strzykwa dzieli się na dwoje: jedną siebie oddaje na pożarcie światu, drugą sobą ucieka.
Rozpada się gwałtownie na zgubę i ratunek, na grzywnę i nagrodę, na co było i będzie.
W połowie ciała strzykwy roztwiera się przepaść o dwóch natychmiast obcych sobie brzegach.
Na jednym brzegu śmierć, na drugim życie. Tu rozpacz, tam otucha.
Jeśli istnieje waga, szale się nie chwieją. Jeśli jest sprawiedliwość, oto ona:
Umrzeć ile konieczne, nie przebrawszy miary. Odrosnąć ile trzeba z ocalonej reszty.
Potrafimy się dzielić, och prawda, my także. Ale tylko na ciało i urwany szept. Na ciało i poezję.
Po jednej stronie gardło, śmiech po drugiej lekki, szybko milknący.
Tu ciężkie serce, tam non omnis moriar. trzy tylko słówka jak trzy piórka wzlotu.
Przepaść nas nie przecina. Przepaść nas otacza.
Wisława Szymborska
Autotomia
Diante do perigo, a holotúria se divide em duas: deixando uma sua metade ser devorada pelo mundo, salvando-se com a outra metade.
Ela se bifurca subitamente em naufrágio e salvação, em resgate e promessa, no que foi e no que será.
No centro do seu corpo irrompe um precipício de duas bordas que se tornam estranhas uma à outra.
Sobre uma das bordas, a morte, sobre outra, a vida. Aqui o desespero, ali a coragem.
Se há balança, nenhum prato pesa mais que o outro. Se há justiça, ei-la aqui.
Morrer apenas o estritamente necessário, sem ultrapassar a medida. Renascer o tanto preciso a partir do resto que se preservou.
Nós também sabemos nos dividir, é verdade. Mas apenas em corpo e sussurros partidos. Em corpo e poesia.
Aqui a garganta, do outro lado, o riso, leve, logo abafado.
Aqui o coração pesado, ali o Não Morrer Demais, três pequenas palavras que são as três plumas de um voo.
O abismo não nos divide. O abismo nos cerca.
— Wislawa Szymborska
Morire quanto necessario, senza eccedere. Ricrescere quanto occorre Da ciò che si è salvato. L'abisso non ci divide. L'abisso circonda.
Wislawa Szymborska - Autotomia