Un'idea morta produce più fanatismo di un'idea viva; anzi soltanto quella morta ne produce. Poiché gli stupidi, come i corvi, sentono solo le cose morte. E sono tanti, e talmente brulicano sulle cose morte, da dare a volte l'impressione della vita (Leonardo Sciascia, Nero su nero).
Antonio Gramsci, il principale teorico comunista italiano, sosteneva che «non si impara il latino e il greco per parlare queste lingue, per fare i camerieri o gli interpreti o che so io. Si imparano per conoscere la civiltà dei due popoli, la cui vita si pone come base della cultura mondiale»*. Di certo il senso del passato di Gramsci era per molti versi radicalmente diverso da quello di coloro che avevano simpatie conservatrici, ma ciò che legava entrambe le parti era il loro attaccamento a quelle conquiste del passato che costituivano le fondamenta della cultura mondiale.
*Antonio Gramsci, Quaderni del carcere, 4 (XIII) 55, a cura di Valentino Gerratana, Torino, Einaudi, 1977, vol. I, Quaderni 1-5, p. 500.
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Frank Furedi, La guerra contro il passato. Cancel culture e memoria storica, traduzione di Riccardo Cristiani, Fazi Editore (Collana Le terre n° 288), 2025¹.
[Edizione originale: The War Against the Past. Why the West Must Fight for Its History, Polity Press, Cambridge, UK, 2024]
"Tanto Faz" — Anatomia de uma Rendição Intelectual: O Comentário do Reddit como Espelho de uma Geração Engolida pela Tribalidade
"Tanto faz, essa merda ia acontecer se a Harris fosse POTUS também. Prefiro muito mais o Trump lá do que a Harris. Prefiro muito mais apoiar Israel do que um país do eixo do mal. Prefiro muito mais não estar mandando dinheiro pro Irã..."
— Usuário JohnQPublic1917, Reddit, 2025
Às vezes, numa única postagem de três frases, a história condensa décadas de erosão intelectual, cultural e espiritual de um movimento. O comentário acima — escrito por um usuário de Reddit em resposta a uma crítica da política Israel First de Trump, numa thread chamada com crueza desconcertante de "Prepare to be Drafted, Trumpists" — não é uma anomalia. É o arquétipo. É o exemplar de laboratório de um fenômeno que está destruindo o conservadorismo por dentro com mais eficiência do que qualquer ofensiva esquerdista jamais conseguiu.
Vale a pena dissecar esta pequena joia de capitulação intelectual com o cuidado que ela merece. Não para humilhar quem a escreveu — esse jovem, como veremos, é mais vítima do que agente — mas porque compreender a anatomia desse pensamento é compreender por que a direita ocidental continua perdendo batalhas que deveria vencer, por que continua sendo usada como combustível para projetos que traem sistematicamente seus valores declarados, e por que continuará sendo assim enquanto não houver uma ruptura honesta com a mentalidade tribal que a paralisa.
Três Frases que Revelam Tudo
Há momentos em que a história inteira de uma geração cabe em três frases.
Não em tratados. Não em discursos. Não nos documentos que os historiadores do futuro consultarão para entender o que houve com o conservadorismo ocidental no início do século XXI. Três frases, escritas por um usuário anônimo de Reddit, num comentário que durou menos de trinta segundos para ser digitado e que provavelmente o próprio autor já esqueceu — esse é o documento. Esse é o retrato. Esse é o espelho que esta análise se propõe a segurar na frente de uma geração inteira, com a firmeza de quem sabe que o espelho dói e faz isso assim mesmo, porque a alternativa é a continuação de uma ilusão que está custando caro demais.
"Tanto faz, essa merda ia acontecer se a Harris fosse POTUS também. Prefiro muito mais o Trump lá do que a Harris. Prefiro muito mais apoiar Israel do que um país do eixo do mal. Prefiro muito mais não estar mandando dinheiro pro Irã..."
Se você leu isso e não sentiu nada — se passou os olhos e seguiu em frente com a sensação de que é apenas mais uma opinião na internet, uma das milhões que circulam diariamente sem consequência — então você faz parte do problema que este texto descreve. Porque este comentário não é ruído de fundo. É sinal. É o sinal mais claro possível de que algo profundo, algo estrutural, algo que vai muito além de qualquer eleição ou candidato específico, está errado no modo como uma geração inteira foi ensinada a pensar sobre política, sobre valores, sobre o que significa ser de direita.
Este texto não foi escrito para a esquerda. A esquerda vai lê-lo com satisfação e tirar as conclusões erradas — vai ver nele confirmação de que a direita é sempre hipócrita, sempre violenta, sempre tribal. Essa leitura é superficial e equivocada, e não nos interessa. Este texto foi escrito para o conservador que ainda tem exigências intelectuais, que ainda aplica padrões morais com alguma consistência, que ainda sente desconforto quando o seu lado faz o que condenaria no lado adversário — e que está ficando cada vez mais sozinho num ecossistema que substituiu o pensamento pela torcida.
O que você vai encontrar aqui é a dissecação clínica de um comentário de três frases que, sob análise, abre como uma boneca russa: dentro de cada frase há uma suposição, dentro de cada suposição há uma lacuna, dentro de cada lacuna há décadas de história que não foi contada, de autores que não foram lidos, de perguntas que não foram feitas. Você vai encontrar o perfil de quem escreve esses comentários — não como caricatura, mas como diagnóstico, com a compreensão de que esse jovem foi produzido por um ecossistema específico que é responsável por boa parte do que ele é. Vai encontrar a análise de como o sionismo entrou nas igrejas evangélicas e transformou a fé em instrumento de política externa. Vai encontrar a história da China que o Ocidente construiu com as próprias mãos. Vai encontrar Putin, o Papa, Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e o Banco Master, Trump e Epstein — e o silêncio ensurdecedor da direita diante de tudo isso.
E vai encontrar, no final, o episódio que não tem defesa possível: as 120 crianças mortas numa escola infantil iraniana no primeiro dia da guerra, o Pentágono admitindo o erro americano, a repórter fazendo a pergunta, e Donald Trump — o homem ungido, o campeão da civilização, o guerreiro de Deus segundo seus admiradores — respondendo com seis palavras que são, por si mesmas, a sentença moral de todo um projeto político: "I'm willing to live with".
"Estou disposto a conviver com isso".
E o que este texto pergunta, ao longo de cada um de seus capítulos, com a insistência de quem se recusa a aceitar o "tanto faz" como resposta, é simplesmente isso: e você? Você pode?
Porque se pode, então talvez não seja conservador. Talvez seja apenas torcedor. E torcer, como veremos, não salva ninguém — nem o time, nem o torcedor, nem a civilização que ambos dizem defender.
Leia a análise completa em meu Patreon:
"Tanto Faz" — Anatomia de uma Rendição Intelectual: O Comentário do Reddit como Espelho de uma Geração Engolida pela Tribalidade by Claudio
Sai perché la maggioranza degli attivisti non servono a niente, sono considerati pericolosi più o meno quanto il "male" che vorrebbero sconfiggere e tendenzialmente generano solo fanatismo?
Per lo stesso motivo per cui studiare psicologia non risolve i tuoi problemi, fare ricerca spirituale non fa di te un risvegliato e mostrare rabbia fine a se stessa non è indignazione funzionale.
Chi non ha superato i propri traumi non può occuparsi in modo sano di ciò che gli crea dolore. Per quanto abbia buone intenzioni, finirà solo col reiterare la stessa sofferenza e lo stesso odio che ancora gli brucia dentro.
Imagen spoiler de regalo aniversario que nunca se enterara porque no tiene cuenta por aquí: Unos Sketches de nuestros artistas favoritos (entre mi pareja y yo).