"From error to error, one discovers the entire truth."
-- Sigmund Freud
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"From error to error, one discovers the entire truth."
-- Sigmund Freud
Freud ( Sigmund Freud ) acreditava que nem todos querem realmente a liberdade, já que com ela tem por consequência uma responsabilidade. Eu concordo com ele, muita gente fala sobre liberdade mas não conhece a responsabilidade de muitas coisas que já tem. Responsabilidades afetivas, emocionais, sentimentais, racionais e até mesmo responsabilidades do dia a dia.
Leis
Depois de um tempo
Você se acostuma
A manter a porta sempre fechada.
Logo, a janela também.
E a luz artificial que brilha,
Aos poucos vai perdendo sua intensidade.
Tudo começa a ficar escuro por fora.
Mas não faz tanta diferença.
Por dentro sempre esteve.
Então você aprende a percebe as coisas
Sem os olhos.
Afinal, eles só servem para nós enganar
Sorrisos, olhares, beleza, grandeza.
Mas com o tempo vai perdendo,
Junto a visão,
A capacidade de sonhar.
Afinal, o sonho é um agregado de denso de
Pensamentos emaranhados, de tudo que foi visto.
Passa a aprender a ouvir,
Agora sim, disso vale alguma coisa o proveito da vida:
Ouve de longe os passos dos predadores.
E também, ouve de perto, o pulsar dos corações.
Aprende a entender o que ele diz.
Então já sabe ouvir, entender, e o que deve fazer
Mas ainda sim
Continua confinado na sua escuridão dilacerante.
O preço que pagas pelo intrínseco imensurável é caro
Não podes fugir disso.
Tem dias de terapia de choque. Será que é o seu caso? 😜 http://psico.online vem vem... #terapeutas #terapia #psicologiaonline #psicologos #psicoonline #sitepsicoonline #freudexplica #freudnaoexplica
Labirinto
A espantosa realidade das coisas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.
Basta existir para se ser completo.
Tenho escrito bastantes poemas.
Hei-de escrever muitos mais, naturalmente.
Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada coisa que há é uma maneira de dizer isto.
Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada,
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.
Outras vezes ouço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.
Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem esforço,
Nem ideia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos,
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.
Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer coisa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade.
“Poemas Inconjuntos”. In Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa.
homenagem fúnebre
Dedico os verbetes seguintes à todas as almas que já não sentem mais
À todos que já partiram e perduram
À todos os amantes do diabo
À todos os residentes do purgatório
À todos os crucificados
À todos que escrevem palavras mortas
À todos que aguardam na fila de espera
Dedico meu poema àqueles que não tem mais fé
E aos que nunca tiveram
Aos que morreram de amor – e aos que o mataram
Aos que moram sozinhos
Aos estéreis
Aos cleptomaníacos
Ao vício e aos viciados
Aos traídos e aos traidores
Aos que dormem em caixões
Aos vermes
À escória
Dedico meus versos aos amantes mal amados
À miséria dos miseráveis
Aos ateus e aos perdidos
Aos que o coração foi amputado
À ausência de luz da avenida
À São Paulo
Às rosas de plástico
E tudo aquilo que não tem mais vida
À sociedade dos poetas mortos
E aos mortos na sociedade dos poetas
Dedico minhas palavras enxutas àqueles que viajam no tempo e vivem na memória
À luz da estrela há mil anos
Aos buracos da camada de ozônio
À imensidão agonizante do universo
Aos aviões de papel
Às pinturas penduradas nas paredes
Às artes e aos artistas esquecidos
Aos letrados e aos analfabetos funcionais
Às funções
Aos alienados
E aos frustrados
Que sintam o que já não podem sentir
E calem-se ao ouvir a voz que alcança
Que arrepia a espinha que não tem
Dedico-vos a solidão de um texto sem autor
Para que qualquer um possa se apropriar de uma carta
Que não tem destinatário
Não tem destino
E é mais triste que o acaso
E tudo o que jaz citado.
Maria Clara Beta (freudexxplica)
Recaídas
Não se culpe, nem se mate
Às vezes é pessoal
O poeta é fingidor mas constantemente isso é consensual
Você ainda sabe escrever?
Me diz se você ainda sabe andar
Se vai sempre precisar de uma mão ou ombro
Ou rima pra segurar
Me diz se é um jogo de palavras
De sedução
ou malandragem
Se é um quebra-cabeças
Se é metalinguagem
Se é uma coisa ou outra
Ou apenas uma recaída
Qual a sua essência?
Qual o sentido da sua vida?
Está na carreira certa? Qual a sua vocação?
É um riso, um choro perdido
Ser a saudade
Ser o vício, renegação
Só não se martirize
Ainda há tanto pra fazer
Tem por aí mais uns vinte anos
Uma vida inteira e nova pra viver
Resgata o contemporâneo
O dom maior de ser
Aprenda com as recaídas
Com as ameaças e as despedidas
Que ainda é muito nova para deixar de ser
— maria clara beta (freudexxplica)
Toda vez que te lembro significa que te esqueci por um segundo e cada vez dói um pouco menos. Não há de se mencionar a tanta dor que sente Sem esquecer da dor que já não sente mais Se for pra ser, já foi Se não, nunca será.
maria clara beta (freudexxplica)