Kafka-Benzina-Antivhax
O corpo decompõe na saliva O licor mancha areias do tempo Sorriso simples à flores de zinco Cravadas em teus calcanhares A maldição era a autossatisfação E utopias foram engolidas por ânforas Soterradas em um baú de velhas roupas Doadas a esquecimento dos dias funestos Conspirando centenas de pernas Dentro da minha boca Mas era mentira, quiçá desejo Coelhos assassinam espelhos Barganharam minhas vontades com um saco de sal Entre pecados e sarcasmo, o açúcar sangrado das tuas feridas Condiz com qualquer temperamento explosivo Angustiado nas tua feições abóbora da meia noite Nas vezes que me engano, faça caminho dos punhos Veneração ao teu calor eterno entre deuses de madeira Comoção em pupilas dilatadas, eis a ti o teu Brutus Que a decadência da lua varra a lembrança do luto Teu gabinete apunhalado Ouçam o som desarmônico Anjos arrastam dentes em tua pele Contato entre traças e espanto Besta blasfema contra minha vaidade Onde tu mesma, me deste esses hinos Retalha meu rosto com teu segredos infames Faça de qualquer beijo um ato de álibi O mar recluso te fita de volta Está na hora de engolir outra despedida? Romãs no lugar de teus olhos A espreita de juras indecentes
















