Aprendi a vivenciar o caos todos os dias na minha vida quando se trata de amor, e então acabei encontrando paz no caos.
Leonardo Sequim.

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Aprendi a vivenciar o caos todos os dias na minha vida quando se trata de amor, e então acabei encontrando paz no caos.
Leonardo Sequim.
Amizade
Por muito tempo fui aquela que priorizava a amizade acima dos demais sentimentos. Dedicava-me ao outro mais que ele a mim, acreditando piamente nas conexões verdadeiras, nos elos únicos. No entanto, nunca fui correspondida, tampouco considerada. Depois de, mais vezes que poderia contar, ser posta na última posição, a mais empoeirada da prateleira das preferências e, ocasionalmente, lembrada devido às conveniências que poderia oferecer, finalmente compreendi: ninguém me escolheria, pelo contrário, se possível me substituiriam. E substituíram. Sempre houve alguém, apenas não eu. Sempre houve conexões verdadeiras e únicas, apenas não para mim. Fizeram-me temporária, agudamente descartável. Daí em diante, tive que escolher a mim. Ser a minha própria conexão verdadeira. Uns desacreditam do amor, eu desacredito da amizade; e tem quem me culpe por isso.
não esqueço seus olhos o jeito que pairaram sobre mim eu nunca me senti tão vista em toda a minha vida era como uma plateia de milhares de pessoas me fitando eu não era capaz de me esconder estava exposta nua de alma
depois de você eu passei a prestar atenção em olhares nunca mais nenhum foi como o seu que tanto gritou em silêncio o desejo
é essa minha saudade da verdade que vinha de você
te procurei em outros olhos azuis mas só o seu foi capaz de ser um céu de verão no inverno da minha alma
sinto falta do teu calor.
Beatriz Pontes
A lua está cheia e minha vida vazia
Irônico né.
Quero saber que vivi o mais humilde possível. Que não quis pisar no caminho de ninguém. Que abri o meu coração, mesmo ele estando em pedaços, e que soube, além de tudo, agradecer.
Uma vez dancei com um estranho
quer dizer, eu já havia conversado com ele uma ou duas vezes mas não imaginei que teria sido algo relevante. Nós trocamos algumas bebidas durante um momento e outro, sempre se perdendo de vista.
E tudo bem, eu não esperava encontra-lo novamente de qualquer forma.
Mas meus amigos foram embora cedo demais, e eu fiquei.
O cara com quem eu havia conversado uma ou duas vezes apareceu de novo. Eu sorri pra ele. Ele sorriu pra mim. A bebida dele não era tão boa quanto a minha.
E nós dançamos inúmeras músicas das quais eu não conhecia, mas depois conhecia. Ele conhecia todas. Absolutamente todas.
Dançamos tanto que a hora passou rápido demais, e o sol já nascia do lado de fora.
Foram muitas as caronas noturnas e as conversas atoa depois desse dia. Foi muito o afeto que existiu e ainda existe entre esse não mais estranho e eu.
E quando penso nisso, me sinto sortuda. Talvez eu seja a única que veja dessa forma, e tá tudo bem. É como eu vejo as coisas: poéticas.
E foi lindo. Ainda é. Pra mim, sempre será.
- pusp
Eles deveriam fazer estátuas nossas
Nas ruas mais cruéis e sem amor da cidade do Rio de Janeiro, aonde a violência e as balas perdidas brincam em um domingo ensolarado na ponte Rio-Niterói apenas por diversão.
Nas praias distantes de Copacabana aonde a água é gelada e as areias tem cor de ouro, e escondem os segredos mais profundos dos casais que resolvem conversar na beira do mar às duas horas da manhã.
Deveriam esculpir os nossos corpos nas ruas mais movimentadas de São Paulo, sua silhueta perfeita e os meus ombros largos, e nos colocar no meio das ruas só para atrapalhar os automóveis e mostra-los que vivemos
E que...
Amamos!
Eu não sei se unicórnios estão por aí vivos, mas o que eu ainda sinto por você está bem vivo.