As vezes é bem difícil ser… “o ponto fora da curva”.
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@thehourspass
As vezes é bem difícil ser… “o ponto fora da curva”.
você foi e continua sendo a coisa mais bonita que esbarrou em mim em meio a tanta sujeira tóxica e hipocrisia, viver me dá náuseas, mas não se for com você.
continuas sendo a minha pessoa favorita.
[nunca deixou de ser]
b.
Amanhã pode ser tarde demais então eu te digo hoje de peito cheio e sem medo: te amo até que as estrelas se apaguem.
Você é uma surpresa boa.
Daquelas que a vida entrega sem avisar, sem planejamento, mas que faz todo sentido quando chega. Apareceu no meio de um novo ciclo, como se tivesse sido colocado exatamente no momento certo, na hora em que eu mais precisava de algo que fosse leve, mas verdadeiro. E eu recebi isso de braços abertos, sem pressa, sem expectativas sufocantes, apenas deixando fluir.
É engraçado como, às vezes, as coisas que não estavam nos meus planos acabam sendo justamente o que dá mais cor aos dias. Eu me preparei para mudanças grandes: cidade nova, trabalho novo, rotina nova. Mas eu não esperava que, nesse meio, viesse também a sensação de que algumas conexões simplesmente acontecem, e que não precisamos forçar nada.
Você chegou como quem não exige espaço, mas, ainda assim, acabou conquistando um. E não foi um espaço qualquer, foi aquele lugar discreto, mas importante, onde cabem pequenas alegrias, conversas que fazem bem, silêncios que não pesam. Foi leve desde o início, e leveza é um presente quando tudo em volta parece tão exigente.
Talvez seja isso que me faça valorizar tanto: não o barulho, não as promessas exageradas, mas a forma natural como as coisas se encaixaram. Eu estava pronta para tantas mudanças externas e, de repente, percebi que as mudanças internas também estavam acontecendo, sem que eu tivesse controle, sem que eu tivesse medo.
Você se tornou parte desse ciclo sem eu precisar nomear, sem eu precisar explicar. Apenas é. E isso já basta. É como se, em meio a tantas novidades, a vida tivesse me mostrado que ainda sabe me surpreender da melhor forma: trazendo alguém que chega devagar.
E no fundo, acho que é isso que faz diferença: o inesperado que vem e, mesmo sem alarde, transforma. Porque há encontros que não pedem nada em troca, só pedem para existir. E você foi um desses. Uma surpresa boa. Uma surpresa bem-vinda.
no escuro do seu quarto quando você deita a cabeça no meu peito eu te pergunto: o que você tem? e você não fala te abraço forte
lembro de zimbra em ‘eu te amo e nem sei’
“quando ninguém quiser te escutar, eu vou”
você começa a balbuciar algumas coisas reclama do clima da cidade barulhenta e das coisas que não saíram tão certo
que agora não sabemos quando saíra tão certo
ou se alguma vez saiu assim
não saiu, não
a vida não anda incerta nesse país, ela sempre foi
e então quando te escuto respirar fundo, eu sei que nós não sabemos por que a raça humana anda tão fria enquanto o universo nos engole cada vez mais quente
tanta coisa tanta coisa pra lidar tanta coisa pra construir tanta coisa pra ajeitar do lado de dentro e no meio disso, não saber compreender as merdas que acontecem no país e mundo não saber entender o lado de fora
nos forçamos a lembrar que somos tão capazes de amar e receber amor mesmo dentro do caos
eu penso se calculamos o tempo em um estado de só coisas ruins? se calculamos o nosso tempo em um estado de coisas em que só elas próprias contariam no final de tudo e você se apressa pra se culpar o tanto que eu me apresso pra me desculpar
respiro fundo
porque não sei quem era antes do amor me impulsionar, porque não sei quem eu era sem todos os frames do que é isso e que é preciso ter pra agarrar-se em alguma coisa real quando não me sinto real. eu leio que têm muito mais disso na desistência do que na permanência mas não quero fazer do amor somente isso. e você me diz:
não sei quem eu seria se não me importasse tanto.
quero o amor como àquele que fica e acolhe e é calmo, tem que ser calmo e palpável porque não suporto o inalcançável. a gente não ama sem saber que ama e a gente não gosta sem saber que gosta porque o corpo manda sinais, e o meu me envia todos os sinais para criar casa e lar onde você está
a gente não ama sem saber que ama, porque o amor é toda pequena coisa que faísca do lado de dentro quando o mundo é podre do lado de fora e eu não sei desistir das coisas que me causam esse efeito.
eu sei que as cores das pulseiras deveriam ser azuis. sei que você sabe que nós sempre construímos nossas próprias coisas aqui. então é isso. se eu pudesse mudar alguma coisa seria: nossa linha invisível nos ligando esse tempo todo provavelmente é azul. eu gostaria que a cor fosse azul.
não contrariando a lenda, mas azul cai muito melhor em você e azul cai bem nos sentimentos que carrego comigo sobre você. que… são muitos.
azul é cor de coisas grandes como o céu o mar o atlantis e todas as coisas dentro da imensidão incluindo você que não só carrega essa imensidão como se transforma nela você é uma pessoa imensa e se eu tenho algo pra destacar hoje é isso: sua imensidão quebra fronteiras. por essa razão ou muitas outras eu deixo você correr livre dentro de mim, porque o que você é ninguém segura ou impede. tudo o que você vai ser, também não pode ser segurado nem impedido porque já faz parte de algo maior do universo e o universo quer o que ele quer e quando ele quer ele faz. talvez por isso ele fez você, porque ele te queria tão fortemente aqui. acredite, eu gostaria de usar uma metáfora melhor ou maior mas me pergunto: “existe algo maior do que o universo lutando por você?” e talvez ele nem lute, talvez o universo não precise disso. talvez te ver crescer e ser foi tão fácil e gentil por vinte um anos: como você é um ser humano fácil de lidar e pra se amar por vinte um anos. eu sei que não te conheço por. todo esse tempo mas talvez sim, talvez o nosso tempo seja um verdadeiro jeremy bearimy escrito de forma vinculativa em um só traço. talvez a nossa linha tenha sido isso por tanto tempo uma coisa fora de entendimento, porque você me alcança de tantas formas que já não sei o princípio ou o meio disso. não sei explicar o que sinto quando a tua existência acaricia a minha seja às dez da noite ou às três da manhã.
você sabe que eu poderia escrever demais sobre você – sobre teus jeitos e cheiros, sobre como balança o cabelo, sobre tuas manias e sobre os traços que você herdou da sua família. eu escreveria sobre tudo porque de todas as declarações essa: eu te amo nas pontas dos dedos. e se você chora ao ler o que te escrevo em dias como esse, nem imagina como é te assistir vivendo, porque você é maior do que qualquer palavra minha sobre você. escrever sobre você é semelhante a tirar foto de qualquer coisa bonita demais e captar apenas metade disso. se você chora ao me ler nem imagina como é pra mim escrever sobre e para você. eu te desejo sempre os melhores sentimentos do mundo e as melhores sensações.
você merece tanto! não cabe aqui!
obrigada por plantar bibliotecas de amor em mim.
Tudo aquilo que eu não consegui dizer em voz alta
Às vezes eu sinto que preciso fazer coisas que me lembrem que ainda estou no controle. Porque, na maior parte do tempo, parece que não estou.
Me sinto parado diante do mundo e de tudo que acontece.
É um cansaço absurdo.
A procrastinação não dá trégua, e eu vivo deixando de cumprir minhas responsabilidades — principalmente com os estudos.
É como se eu me sabotasse o tempo todo e o fim é sempre o mesmo, eu acabo me sentindo pra baixo.
Sinto que já não sou tão bom nas coisas que antes eu fazia bem e nada parece suficiente.
Mesmo quando estou “bem”, tem uma angústia presente. Uma dor silenciosa.
Vontade de tudo e, ao mesmo tempo, vontade de nada.
Você já sentiu um medo absurdo e irracional de perder o interesse pela vida? Eu sim, o tempo todo, porque eu sei que se as coisas que eu sonho não acontecerem e eu desistir de sonhar... É perigoso pra mim não ter algo em que acreditar.
E quando digo pra meu terapeuta que me sinto falso… É porque, mesmo fazendo terapia, nunca confiei 100% em ninguém pra falar tudo exatamente como sinto ou como foi.
Tenho essa mania feia de mascarar, de diminuir a dor, de focar em partes da história que me fazem parecer mais forte do que eu realmente sou.
É estranho, porque eu sei que a terapia funciona.
Mas toda vez que acho que estou progredindo, esbarro nesse sentimento que me arrasta de volta pra esse lugar triste. Não é como a depressão de antes — aquela dor profunda, aquela angústia constante — É uma dor diferente. Que me pega no meio dos meus dias, no meio da rotina da vida adulta. E mesmo sabendo que eu não posso dar espaço pra ela, as coisas simplesmente acontecem… sem que eu perceba.
Eu me sinto sempre assim: Perdido. Insuficiente.
Nada que eu faço parece bom e tenho sérios problemas com constância.
Eu sonhava demais.
Hoje, cultivo um único sonho. E nem sei até onde ele vai se manter de pé, porque eu me saboto o tempo inteiro. Fechei um programa de intercâmbio há quase dois anos, e apesar de tudo que mudou, eu deveria estar num nível intermediário de inglês, mais interessado, mais dedicado, mais perseverante... Mas eu me engano. Digo pra mim mesmo que é falta de tempo, que “agora vai” — e no fim, eu nunca faço o que é preciso pra realmente viver esse sonho. Talvez por medo de tudo que ele significa, e tudo que vem junto com ele, as responsabilidades, o adeus, inconscientemente, meu corpo grita por cuidado e eu não sei pedir ajuda.
Além do abandono, da rejeição e da indignidade, tem um sentimento que me destrói por dentro: a insuficiência.
Eu me cobro, não consigo fazer nada, e o ciclo se repete, e repete, de novo e de novo, mais uma vez.
E mesmo sabendo que ainda sou jovem, eu tenho medo. Medo de que meus sentimentos me façam desperdiçar a juventude. Medo de perder algo que nunca mais vai voltar.
Por muito tempo, me perguntei: Como tirar a dor sem tirar a vida? E eu nunca consegui me responder, assim como nunca entendi por que tenho que viver sempre esse looping, nessas repetições de mim.
Eu só espero ter forças. Forças pra fazer o que preciso, pra não me arrepender da vida que tenho levado. Eu queria viver de forma mais leve.
Mas, por enquanto, entre o silêncio abafado e o grito, essa é a forma que encontrei de não me calar, de colocar pra fora e não desistir de mim.
Estamos fadados a desafiar os céus a desafiar o destino e a confrontar nossa mente pequena porque quanto mais ela expande mais pequena parece sob a vastidão do que ainda não conhecemos estamos fadados a acalmar nosso espírito com a criatividade dos loucos e perturbar nosso espírito com as coisas mundanas e com o cinismo dos nobres.
vou te levar ao supermercado, vamos comprar nata e achocolatado vamos assistir o sol se pôr no retrovisor do carro enquanto a autoestrada nos convida a ir a outra ilha.
você sabe quando seu coração quer. você sabe quando algo te chama.
sua vida não é nada além de um livro de no máximo 80 páginas que história você quer contar?
Desafie os céus.
Desafie o destino.
não há nada, pra mim, mais poético do que amar você.
é como se toda vez o mundo fosse reinventado.
lembro de portrait de la jeune fille en feu
quando Héloïse pergunta:
"todos os amantes sentem como se estivessem inventando alguma coisa?" e aquilo ficou em mim. porque é exatamente isso. amar uma mulher é viver nesse ineditismo, nessa sensação de estar criando uma linguagem secreta, feita só pra dois.
e quando a taylor canta: "você me ensinou uma linguagem secreta que não consigo falar com mais ninguém". porque essa invenção é um idioma silencioso, construído em olhares demorados, gestos pequenos, de escutas presentes. de um tipo de carinho que vive até no jeito de respirar perto.
um sentimento singelo mas que possui a força de mil furacões. nunca tive vergonha e nunca poderia ter. amar você me deixa inteiro, mais real, mais próximo de mim. porque o jeito que você fala, me olha, me percebe... é diferente. é mágico. é o tipo de sentimento que eu passarei a vida inteira escrevendo sobre.
Y
Ac a
Boir saco pô hj u se p
Kkkkkklkkkkkk l @062 0
Á
(primeiro texto de Heloísa, 7 meses) 🖤