cedo, dar-se-á a morte para o eu te amo, tardio sempiterno é o Logos logo, o meu amor, um finito martírio
— Gery Almeida

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@geryalmeida
cedo, dar-se-á a morte para o eu te amo, tardio sempiterno é o Logos logo, o meu amor, um finito martírio
— Gery Almeida
Avenida Paulista
O efeito hipotético da paz, o submerso do pateta apoplético da sapiência ao anencéfalo sem senso do perplexo no celeuma dialético num ambiente controverso da ciência populista simulacro de charneca welcome! chauvinista segura essa peteca mas aqui não é praia pára! seu pateta.
— Gery Almeida
Tenho uma sede de justiça em mim, tal qual a bem-aventurança goteja sem se ver, mas que ao perceber, já transbordei a vida.
Gery Almeida
Há na grama, o Incompleto
há na grama, um ser incompleto que ama amar gana . há na grama, um ser incompleto amar gana? inverso! tens mente insana . há na grama, um ser incompleto busca na beleza, o bel-prazer . há na grama, um ser incompleto que no prazer, reza! contrário a viver . há na grama, um ser incompleto que mede, pede: dê-me mais vida! . há na grama, um ser incompleto de pé, pede mais volta e ida . há na grama, um ser incompleto de amor ensandecido . há na grama, um ser incompleto degustando uma romã, fruto de seu amor apodrecido . há na grama, um ser incompleto há na grama, incompleto há na grama
— Gery Almeida
O apego é uma pequena caixa cujo você se adequa até parecer confortável e nunca percebe que pode achar outras caixas que lhe sobrem até mais espaço para viver.
Gery Almeida
Viver solitário é comparar-se a Deus.
Gery Almeida
Se perder na vida é um encontrar de novos universos. Se perder dentro de si é um encontrar-se com Deus.
Gery Almeida
Notas Sobre Ela
Amou como uma puta Sentiu como uma donzela.
— Gery Almeida
Pretendo eu, com a poesia, denunciar aos que veem, a sua cegueira, aos que ouvem, a surdez e, aos que falam, a incapacidade de transmitir o oculto, o inaudível, e sons que, da alma, falam em silenciosos solilóquios.
Gery Almeida
Talvez o lado obscuro da vida seja o mais útil de todos. Como quando há a necessidade de realçar a beleza e a vida das cores, usa-se o contorno de um lápis preto.
Gery Almeida
O problema do poeta é achar que a poesia lhe pertence. No máximo, sou um coautor do que os deuses esqueceram de dizer ao mundo.
Gery Almeida
Quando eu era adolescente, maior parte das divagações que eu tinha era de dominar o mundo. Não muito tarde, deparai-me com a impossibilidade para realização de tal façanha. Hoje adulto, ainda nutro o mesmo sentimento. Entretanto, o mundo agora a ser cobiçado é o interior. Continuo, ainda, deparando-me com a mesma impossibilidade.
Gery Almeida
Engana-se quem, ao olhar pro céu, acha que sua beleza está nas estrelas que o permeiam. Estas, um dia, hão de se apagar. O céu é perene e solitário, desde o firmamento. A cada gota de chuva que cai, revela o gesto fúnebre desta abóbada celeste, a perda de amigos e o seu brilho que outrora esperançava-lhe luz, de certo que, de tempo em tempo, o sol vira-lha as costas.
Gery Almeida
{{{ Síncope cardíaca }}}
Por um motivo mor que haja amor mas, se há dor tira-lhe o haver, temporal . agrega-lhe, o A essa vogal eis que há, o amar atemporal . A, vogal, para o mar tão profundo e denso quanto esse amar mar-mor, to digo: . eia! mar Morto {síncope} donde decorre a escassez de vida (dores) em vossas águas, eu revivo (amores) sem mágoas. . — Gery Almeida
Pecúlio
Contava-se as economias. Foram dias a fio o que juntou. Sentado, em sua varanda, num fim de tarde, percebera seu triste pecúlio. Logo, começou a lembrar dos anos impressos nas moedas e, o quão resistiram ao tempo. Algumas, quase equivaliam-se à suas cãs. Sentira então que, melhor era contar os seus dias, posto que a vida não era tão perene quanto o cobre, a prata ou o ouro. . — Gery Almeida (Microconto da série 'Cãs|ado')
Seus traços eram tão marcantes, uma beleza natural, uma paixão que cortava meu coração, de forma tão aguda, dilacerava-o. Assim a tinha e, assim, era sua beleza, tão aguda quanto a navalha de um carrasco. Assim era seu coração, um carrasco.
— Gery Almeida
Soneto 'like in modern times'
Eu vi, lá, onde tudo deu-se início, parecia-me bom Como isca de fazer fogo, uma chama se ascendeu Naquele mundo binário, gostou, um 'like' lhe deu Perigo não há, num cio, para um pária e seu dom Um disparate, não é Juan... sacrifício? Holocausto! Pior que Casa Nova, 'home sweet home', não é um lar Abriu-se o coração, fobia, claustro, câmaras de gás, imolar De humilde amor, tão redentor... Óh, que fulgor! Nada fausto! Quantos momentos, intensos, idiossincrasias, 'we share' Seu beijo fingido, lampejo cínico, falso alarido, não vê? O profano feminino, se vou, ou se fico, um falso 'take care!' Não percebes, não intuís, não sentes, cega, não crê! Essa dor, indolor, pra um amor, Romeu e Julieta, 'in an affair' Bebes! deste veneno, mata-me, saudades, que aqui tu lê. . — Gery Almeida