As borboletas ainda vivem no meu estômago e minhas mãos ainda insistem em suar um pouco só de pensar em você mesmo depois de todo esse tempo, depois de tantas mudanças. Você ainda vive em mim, ainda posso lembrar de quem você era e de como você me fazia sentir.
Hoje acordei me perguntando se você ainda gosta daquele jogo, ou daquele suco estranho. Me perguntei se você fica irritado em ter que estudar certas coisas, se aquela comida ainda é sua preferida. Se você ainda pensa em mim.
Você ainda lembra de como me chamava? Lembra como me dizia com total convicção o quanto me amava e me queria, mais do que qualquer outra coisa? Eu lembro.
Lembro de como eu me sentia segura e como o mundo parecia tão insignificante quando você estava aqui. Posso lembrar do seu ânimo e do meu sorriso bobo ao olhar, assim que amanhecia, o seu acordar. Lembro de cada coisa, até das datas que normalmente eu sou péssima em memorizar.
Mas é só, são só memórias visitadas por uma alma angustiada, por uma falta incessante. Penso em me arriscar, penso em voltar, eu queria poder ainda te ter como lar... Mas essas memórias só serviram para lembrar, com arrependimento, o que um dia eu perdi. (Instagram: @100textos_sobrevoce)











