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wendy🌙 zimzalabim 190621
HELP??????
sugartown01:
❥ 〰 ❛ Candy sabia como era estar na pele da mais nova. Havia esperado por muito tempo até seu primeiro Lunae Messis e agora ela se sentia mudada. Ela não tinha realmente feito nada… Mas ela havia conseguido. Era o terceiro dia do Lunae Messis e ela participou. Sentia-se mais mulher, como um rito de passagem luxurioso. Ela estava comentando para as garotas mais novas como tinha sido perfeito, tudo aquilo que ela sempre sonhou quando notou que uma de suas ouvintes não estava prestando atenção. — — Hey, Min! Foco! Quando chegar sua vez você vai ficar completamente perdida… Quero dizer, não é tão simples quanto parece, okay? É um ritual realmente importante… Mas se quiser, pode continuar organizando copos..
Minsun sempre fora uma menina demasiado ansiosa, especialmente porque ela sempre via seus amigos crescendo demasiado rápido. Talvez por conta da proteção em demasia que seus pais sempre lhe haveriam dado, a asiática nunca fora uma garota que conhecesse as tradições que envolviam seu mundo, bem como o porquê de ela ser praticamente obrigada a seguir todas aquelas regras. Era meio idiota na sua opinião, e talvez esse pensamento acabava por fazer com que a Yoon se perdesse um pouco naquele mundo. Assim que a atenção da coreana fora chamada, as suas íris âmbar se voltaram para o rosto da mais velha. Ela sabia que deveria ter foco, ainda para mais num momento como aquele. Porém, sua mente parecia ser invadida por diversas questões, em especial questões que a deixavam completamente nervosa e ansiosa. Um sorriso meio sem jeito tomou conta dos lábios da morena, enquanto ela sentia suas bochechas esquentarem brevemente. --- " Ahm, me perdoa, Candy, eu prometo que agora presto atenção, sim? " --- se desculpou sentindo seu rosto queimar, uma vez mais. Ela assentiu levemente com a sua cabeça. --- " Eu sei disso, mas é que eu já 'tou tão nervosa e ansiosa que me perco, sabe? Tenho medo, em parte, não sei. "
hcundling:
Já era de se esperar que, tendo sido pareado com quem tinha, não desfrutaria, exatamente, de uma noite agradável no último dia do festival. Elizabeth não ia querer ser vista em público com ele, menos ainda tê-lo como acompanhante oficial — não que Andras visse nisso um problema; estava bastante satisfeito com sua liberdade e gostaria de assim permanecer por um bom tempo. Provavelmente a herdeira da Inglaterra se faria acompanhar de qualquer daqueles princepezinhos esnobes dos quais fazia questão de caçoar. Havia, ao menos, uma parte daquela festa que ele estava gostando, até ver o estoque de uísque se esgotar. Como todos se voltavam para a mesma pessoa diante de qualquer problema no salão, julgou que poderia fazer o mesmo. Quase pensou que a asiática estava o ignorando deliberadamente, o que o obrigou a se inclinar na direção de seu ouvido, gritando por conta da música alta. ‘ EU DISSE QUE QUERO ALGUMA COISA PRA BEBER. Será que dá pra conseguir? O uísque acabou. Agora só tem aqueles vinhos de mulherzinha na mesa ’
Na verdade, a Yoon ainda se sentia demasiado perdida no meio de tudo aquilo, afinal sua tenra idade fazia com que a garota não conseguisse aproveitar tanto do festival. Talvez em parte a coreana nem queria, afinal ela ainda era bastante nova para pensar em algo como aquilo. Contudo, sua curiosidade parecia cegá-la e fazer com que ela se sentisse realmente curiosa sobre todos os detalhes que envolviam aquele festival tão conhecido no seu mundo. Seria de todo errado a menina se sentir assim tão ansiosa e curiosa sobre algo que era demasiado falado? Minsun realmente gostava de entender mais sobre tudo aquilo, em especial sobre o que o futuro lhe reservava. O medo parecia ser uma verdadeira constante, acabando por fazer com que os pensamentos da asiática fossem constantemente invadidos por questões aleatórias. Ao escutar o outro gritando consigo por conta da música alta, a mais baixa se assustara afinal não esperava que ele falasse tão alto. Suas bochechas tomaram um leve rubor e ela sorriu sem jeito acabando por baixar seu olhar para os próprios pés. --- " Me perdoa, mas não precisa gritar comigo, certo? " --- começou por dizer enquanto soltava ligeiramente o ar de seus pulmões. Voltou novamente seu olhar para o rosto alheio. --- " E eu não sei onde eles colocaram o uísque, provavelmente terminou de vez. "
ainemvem:
৴ ✨ ˙ ˖ ¸ Caso se encontrasse em alguma situação semelhante, esperava que fosse avisada. Por isso, após bebericar o restante de sua água, deixou o copo sobre a mesa para aproximar-se da asiática. ❝ —— O zíper de seu vestido. ❞ Ela murmurou, talvez baixo demais, considerando a resposta que tivera da outra. Em sua defesa, tentava apenas colocar em prática o que havia aprendido nas aulas de etiqueta: deveria ser discreta. Balançou levemente as mãos em negação, exibindo um sorriso à outra antes de se aproximar um pouco mais. ❝ —— Eu disse que está linda nesse vestido, mas o seu zíper está um pouco aberto. ❞ Confidenciou, alto o bastante para que apenas ela ouvisse, dando uma breve olhada ao redor para se certificar de que mais ninguém havia ouvido. ❝ —— Se quiser podemos ir ao banheiro cuidar deste imprevisto. Ou aqui mesmo, caso se vire para mim… ❞ Sugeriu, carregando um sorriso doce nos lábios.
Sem dúvida alguma que Minsun se encontrava perdida naquele mundo. Sua, ainda, tenra idade fazia com que a inocência bairasse na sua doce personalidade, fazendo com que a menina não conseguisse entender muitas das atitudes e situações que se passavam por aquele mundo fora. Na verdade, a Yoon nem queria de todo entender, talvez fosse até mais fácil desse jeito, pois assim a garota evitava grandes desilusões. Contudo, seria de todo saudável viver daquele jeitinho tão inocente? A verdade era que a asiática não sabia, e de fato, ela tinha um ligeiro medo de descobrir. Ela sentia medo de acordar para a vida real, pois isso era a prova que seu coração iria acabar profundamente machucado. Ou talvez ela acabasse por machucar alguém. Era doloroso pensar em tais questões, porém a morena não conseguia fugir de tais pensamentos. O rosto da coreana fora tingido por um rosado forte após ela escutar as palavras da garota na sua frente. A asiática sorriu sem jeito agradecendo por ainda ninguém ter reparado em tal fato, afinal seria ruim demais para si. --- " Obrigada, my dear. " --- sua voz era baixa, contudo audível aos ouvidos da outra. A garota se virou de costas para a mais velha para assim esta conseguir subir seu zíper. --- " Só espero que ninguém tenha reparado para além de você. "
bludric:
O sotaque fora a primeira coisa que o conde reparara antes de importar-se com os dizeres da outra, procurando em sua mente uma possibilidade para uma região, contudo, logo se voltara para os dizeres femininos, um tanto incrédulo. O italiano permaneceu em silêncio com os lábios unidos em uma linha fina a medida que considerava qual seria a melhor resposta à sua interlocutora — embora também pudesse ser dito que o homem estava esperando que a outra percebesse que, em verdade, ele não poderia vê-la. “É um desejo, é verdade, mas não uma possibilidade em minhas circunstancias atuais.” E, então, retirou os óculos, revelando as íris esbranquiçadas. “Acredito que a bengala pode ser vista como objeto de decoração para alguns, mas ela é necessária para mim.” A utilização de um cão-guia, apesar de ser indicada para muitos, também era inviável em um ambiente como o da instituição — um lugar cheio de regras de conduta —, portanto, além de temer uma vida em suas mãos, o italiano também não via como era viável o projeto que pensaram para si. “Quando tem um obstáculo no caminho, não tenho como saber se estou diante de um poste ou uma pessoa de fato. Sempre acreditei que caberia a um não-cego entender e dar licença.” O tom utilizado indicava que Cedric apresentava a informação como algo óbvio, passível de observação para qualquer um que o percebesse em um ambiente. “Mas não esperava que o ideal de cooperação fosse compartilhado por todos por aqui.” A alfinetada não fora tão sutil quando o esperado pelo italiano ao pronunciá-la, contudo, ainda era válida.
Apesar de ter aquele lado inocente, tímido e envergonhado, Minsun tendia a ser uma garota um tanto rebelde sempre que se sentia ofendida ou notava que alguém estava sendo rude para consigo. Era, sem dúvida alguma, errado a menina ser daquele jeitinho, porém a asiática odiava se deixar ficar diante de uma provocação. Além de que no seu ponto de vista, não responder às provocações era aceitar se ser fraca, e especialmente, aceitar que pisassem em si. E sem dúvida que seu ponto de vista era completamente errado, pelo menos aos olhos da sociedade coreana. A Yoon sabia que deveria respeitar os mais velhos mesmo que estes acabassem por insultá-la ou até mesmo rebaixá-la, contudo a personalidade da menina não consentia que outros a tratassem de um jeito ruim. As palavras do mais velho fizeram com que o olhar da morena se tornasse completamente confuso, contudo logo ela percebera tais palavras assim que ele retirara os óculos. A menina mordeu seu próprio lábio com ligeira força ficando realmente sem jeito ao notar as condições do outro. Um longo suspiro se soltou por entre os lábios da asiática, afinal seu jeitinho rebelde poderia provocar situações complicadas, tal como aquela que acabara de presenciar. --- " Peço perdão por isso...não tinha reparado que você, bem...isso aí. " --- se desculpou, ou pelo menos tentou sentindo sua voz falhar por breves segundos. Seu rosto queimava de plena vergonha, mesmo que no fundo a menina soubesse que não haveria tido de todo culpa em tal fato, afinal ela não conseguiria adivinhar quem se aproximava de si visto que seus olhos se encontrava em seu rosto e não nas suas costas. --- " Eu realmente entendo, porém eu não posso adivinhar quando alguém se aproxima de mim, certo? Afinal digamos que não é meu costume olhar para quem segue atrás de mim. " --- sua voz era calma, apesar da forma como o sangue irradiava em suas veias. Minsun odiava quando lhe falavam daquele jeito, especialmente porque ela não haveria tido culpa alguma. --- " Eu posso cooperar, e acredite que amo ajudar o próximo, contudo, uma vez mais digo que não posso adivinhar quando alguém se aproxima. "
democratacristao:
“ ––– Estava comentando sobre a organização do evento.” Proferiu, voltando os olhos azuis para a morena. Ainda que não fosse participar, não permaneceria trancado em seus aposentos enquanto seus colegas se ocupavam em bordar, caçar e cozinhar. Pelo contrário, Ishmael rondava cada cômodo de Hyacithum, travando conversas com o alheio e, de quebra, verificar se não estavam precisando de ajuda com uma atividade ou outra ––– não que Hesse fosse dos mais prendados. “ ––– No segundo dia é permitido levar métodos anticoncepcionais? Tem a ver com fertilidade, mas não é como se alguma aluna quisesse ter um bastardo por conta de um dia do ritual.” Deu levemente de ombros. “ ––– Só fico em dúvida se se tiver que levar camisinha, eles levam escondidos ou se esconder não é necessário.” Não é como se os alunos quisessem arriscar aquilo.
Após escutar a resposta alheia, Minsun voltara suas íris âmbar para o rosto do mais velho sentindo seu rosto ainda esquentando, porém fora apenas quando o outro mencionara o fato de ser permitido levar métodos anticoncepcionais que a menina sentira de fato seu rosto esquentar ainda mais. O tom de seu rosto era completamente vermelho, demonstrando claramente que a asiática nunca haveria falado de tal coisa, afinal sua inocência ainda era a mesma que a de uma criança. A Yoon baixara seu rosto por breves momentos sorrindo ligeiramente de canto e completamente sem graça. Ela assentiu levemente com a sua cabeça enquanto soltava um breve suspiro. --- " Para ser sincera eu...não sei muito acerca disso, sabe? " --- começou por dizer sentindo sua voz falhar por breves momentos. A coreana respirou fundo de modo que pudesse ganhar novamente fôlego para continuar sua explicação. --- " Eu só fiquei encarregue da entrega de algumas cestas. " --- concluiu por fim sentindo seu sorriso se ampliar um pouco mais pelo fato de ter sido útil em alguma coisa. A princesa voltou novamente seu olhar para o rosto do mais alto. --- " Você não participou do evento? "
tristnd:
❛ —— Tudo bem. Eu só tinha pedido para você checar se eles ainda vão demorar para entregar as cestas. ❜ o moreno comentou enquanto apontava para a bancada em que algumas das cestas começavam a ser preparadas para a entrega aos alunos. A escola costumava dar tudo pronto para que eles saíssem para se divertir, mas, bem, parecia ter tido um atraso no itinerário deles e Tristan havia sido informado que a princesa estava participando da organização do evento. Quem sabe ela poderia ter informações ou meios úteis para ajudá-lo? ❛ —— É que eu queria me organizar para sair mais cedo. Quem sabe você não pode dar um jeitinho de me ajudar? ❜ complementou ao empregar um sorriso amigável nos lábios.
Após a explicação do mais velho a Yoon sentira suas bochechas esquentarem, afinal ela haveria ficado sem jeito pois não era de sua índole não escutar quando falavam consigo. O sorriso que se formara nos lábios da asiática fora verdadeiro, apesar de tímido e envergonhado. Ela assentiu levemente com a sua cabeça voltando seu olhar para a bancada onde ainda se encontravam algumas cestas. --- " Ahm, pelo que eu ouvi dizer houve um pequeno percalço, porém elas já estão sendo entregues. " --- replicou sentindo a timidez sumir aos poucos, mesmo que no fundo ela continuasse sendo uma menina quieta e envergonhada perante os demais. A princesa arqueou ligeiramente as suas sobrancelhas diante do pedido do menino. --- " Hum...e como eu poderia ajudar você? "
Sem dúvida que ter se oferecido para ajudar na organização do festival fora uma decisão acertada, afinal a menina poderia assim ajudar os diversos casais que se formavam por ali. Chegava até sendo engraçado o jeito como os outros pareciam nervosos com tudo aquilo, e sem qualquer dúvida que aquilo fazia com que a Yoon pensasse como seria quando chegasse a sua vez. Os pensamentos da asiática estavam longe assim que ela escutou alguém chamar sua atenção. Ela voltou suas íris âmbar na direção do rosto alheio sorrindo meio sem jeito. --- “ Ahm, me perdoa, mas estava distraída aqui. “ --- se desculpou ainda sem jeito acabando por baixar levemente seu rosto por alguns instantes. --- “Poderia repetir, por favor, o que falou? “
bludric:
( @oxminsun )
Ora, era esperado que o italiano não participasse do festival — e, bem, não fora totalmente encorajado por seu pai e Cedric não sabia dizer por que a urgência em fazê-lo negar algo que já negaria de qualquer forma. Fato era que, agora, o homem estava na biblioteca, ignorando completamente os burburinhos — e tentando ignorar o aroma que inundava todo o ambiente com pratos que bem pareciam deliciosos — e esperando o bibliotecário com a lista de livros em braile. “Bourdieu e a Educação.” Ugo pediu e recebera o exemplar em francês — grazzie a Dio! — e em seguida começou a andar para fora. Pegara o funcionário quase deixando seu expediente! Estava caminhando para a área de convivência quando sua bengala tocara um objeto, procurando desviar-se rapidamente. No entanto, acabara esbarrando um pouco, percebendo, então, tratar-se de uma pessoa. “Você não viu que eu estava atrás de você?” Embora não desejasse soar rude, era quase natural para ele soar um tanto rude.
Já era esperado que a Yoon não participasse do festival, afinal ela era menor de idade, além de que estava bem longe dos planos da coreana se prender a alguém tão cedo. Minsun ainda era bastante nova, e no seu ponto de vista, ela ainda precisava de aprender mais sobre o mundo que a rodeava. Talvez com o tempo sua doce inocência acabasse por se tornar uma forma de aprendizagem para evitar problemas futuros, ou apenas a menina se tornasse alguém demasiado inocente capaz de cair nas piores artimanhas que poderiam cruzar seu caminho. Sem dúvida que seus pais esperavam que a garota acabasse por crescer, pois só assim poderiam garantir que o reinado da Coreia do Sul ficasse realmente seguro nas mãos da novata. Apesar de estar participando na organização do festival, acabando por ficar responsável pela distribuição das cestas, a asiática naquele dia decidira ir até à biblioteca. Sem dúvida que a falta de alguns livros começam lhe fazendo uma certa impressão, afinal a morena amava ler um pouco todas as noites antes de adormecer. A coreana saíra da biblioteca com diversos livros em suas mãos, e graças a Deus que ela conseguira requisitar aqueles maravilhosos livros naquele dia. A Yoon caminhava lentamente tentando não derrubar os livros que carregava quando sentira alguém esbarrar contra si, acabando assim por fazer com que seus livros caíssem no chão. Ela soltou um longo suspiro voltando suas íris âmbar para o rosto alheio mal escutou as palavras do outro. --- “ Infelizmente eu não consigo olhar para trás, já você consegue ver quem vai na sua frente, certo? “
171101 | red flavour
tristnd:
❛ —— Vocês saem contando segredos de estado, como se estivessem em um chá da tarde com amigos, e esperavam que não existissem consequências? ❜ a ironia estava presente em cada uma das palavras de Tristan, seu olhar vagando pelos ocupantes de sua mesa de jantar enquanto um riso incrédulo deixava a sua garganta. Não se importava verdadeiramente com nenhuma das avoxes recém-criadas, mas poderia dizer que não era tão sínico a ponto de colocar a culpa em outras pessoas. Todos tinham culpa naquele desastre ocorrido naquela madrugada e ele não pretendia fazer com que as consciências dos nobres saíssem ilesas. ❛ —— Eu espero que os senhores consigam dormir em paz essa noite porque nós sabemos que o sangue está nas mãos de cada um desse lugar. ❜
A Yoon estava jantando perto dos meninos que conversavam sobre os acontecimentos da última madrugada, e por mais que ela quisesse não estar atenta ao que se falava ali era inevitável, afinal a asiática acabava por atrair tudo. Seu corpo parecia gelar por completo ao escutar as palavras do francês, que no seu ponto de vista parecia estar sendo demasiado cruel, afinal nem todos tinham culpa sobre o sucedido. A coreana tentou manter a calma enquanto jantava, contudo as últimas palavras de Tristan fizeram com que ela se engasgasse. Minsun tossiu tentando assim voltar ao normal, contudo a atenção fora chamada para si. Suas bochechas rapidamente tomaram uma coloração avermelhada, e ela desviou seu olhar. --- “ Eu só acho que vocês estão julgando errado. “ --- sua voz saía baixa, porém audível o suficiente para que a escutassem.
gaspardbonaparte:
‘ — é totalmente estúpido proibir um assunto. só vai fazer o assunto crescer.’ coçou o queixo, pensativo. é o velho caso. te falam para não pensar numa maçã vermelha, não pensar numa maçã vermelha, quando você vê tem uma macieira inteira no teu cérebro, dando mais maçã vermelha que uma primavera inteira poderia permitir. ‘ — você coloca um bando de jovens num mesmo lugar, deixa que todos saibam de uma notícia com potencial de virar a sociedade de cabeça pra baixo, e depois diz que eles não podem falar sobre isso ou sofrerão terríveis consequências impostas por seus pais. quer dizer, essa galera estuda como a mente do jovem funciona? receita do caos total.’ o dedo indicador desmanchava e refazia um cachinho em seu cabelo - hábito antigo que gaspard se via fazendo mais do que gostaria. ‘ — se eu mencionar a criança-vermelha-toda-poderosa-que-não-pode-ser-mencionada, eu culpo nossos sábios líderes mundiais por me fazer pensar nisso o tempo todo. ops…’ sejamos sinceros - num mundo dominado por famílias nobres, com uma tendência compulsiva por manter as coisas na família e exercer sua dominação genética, qual seria a real chance que todos da escola fossem deserdados? pff… Gaspard chamava isso de blefe barato. apesar disso, a coragem do jovem não era irrestrita - parecia aproveitar o fato de estarem totalmente sozinhos para descumprir ordens de maneira tão imprudente.
As palavras do menino faziam com que a mente da Yoon ficasse ainda mais confusa, especialmente porque em parte ela não entendia os motivos para serem proibidos de mencionar aquele fato. Minsun apenas acabava por fazer o que seus pais lhe ordenavam sem sequer questionar o porquê de tal, porém a menina estaria sendo hipócrita se mencionasse que aquela questão não lhe estava fazendo uma certa confusão. A coreana não conseguia entender a razão de todo aquele secretismo, ainda para mais quando parecia que todos já sabiam o que estava de fato acontecendo por ali. Um pequeno suspiro se soltou por entre os lábios da asiática assim que ela escutou as palavras do outro. Ela tombou sua cabeça para o lado e evitou olhar no rosto alheio, afinal timidez era algo que sempre acabava por dificultar seus diálogos do dia a dia. --- “ Eu acho que você ‘tá julgando um pouco errado, sabe? “ --- replicou tentando colocar sobre a mesa um pouco sobre seu ponto de vista, mesmo que na verdade ela não tivesse de todo um ponto de vista seu. --- “ Você já pensou que eles só nos querem proteger? “ --- questionou voltando suas íris âmbar para o rosto alheio pela primeira vez. A menina engoliu em seco tentando assim ganhar coragem para continuar falando. --- “ Ei, não fala o nome dela, por favor! “
wrrirprincss:
Aisha não havia recebido a carta do pai, não era a herdeira mas sabia muito bem o que ele tinha dito para o irmão mais velho e orgulhava-se pelo patriarca não ser extremo como os outros - sempre mostrava-se mais calmo que os outros governantes e apenas mantinha as boas relações - não privaria os filhos de dar suas opiniões sobre qualquer assunto, mas recomendava que não fossem tão abertos principalmente a mais nova que não tinha medo algum de expressar seus pensamentos embora agora devesse segurar um pouco aquela vontade. - Nos impedir de dar opinião, que coisa mais retrograda. Parece que voltei em vários séculos, só porque esses merdas não sabem governar para todos. - resmungou consigo mesma sem notar que tinha alguém ali do seu lado.
Talvez por ser bastante nova, Minsun acabava sempre por escutar tudo que seus pais lhe diziam para fazer. Responsabilidade acima de tudo sempre fora o lema de vida da menina, especialmente após ter sido mandada para aquele instituto, afinal a Yoon tinha uma imagem a manter ainda para mais sendo herdeira a um trono tão importante quanto o de seu país. As palavras da morena fizeram a coreana semicerrar seus olhos ligeiramente, enquanto tombava sua cabeça para o lado a encarando um tanto confusa. Inocente, sem dúvida alguma que a menina o era, ainda para mais porque não conseguia entender que o mal vinha todo de quem governava. --- “ Porque você ‘tá falando essas coisas? “ --- questionou um tanto confusa, sendo visível em seu olhar a confusão que se instalava em sua mente. --- “ Eu sei que é um pouco errado nos impedirem de algo, porém é para o nosso bem, certo? “
mxilingyuzhng:
Por ser melhor amiga de Minsun a muito tempo, a chinesa sabia muito bem quando ela estava mentindo para si e quando ela falou que estava bem, a garota estreitou os olhos na direção dela colocando as mãos na cintura antes de fazer uma expressão brava para a garota. - Eu estou bem, mas é óbvio que você não está cem por cento bem, Min. Eu sei quando está mentindo, não é atoa que eu sou sua melhor amiga. - diz como se estivesse dando uma bronca, o que não dava muito certo já que a princesa não sabia nem um pouco como dar broncas nas pessoas. - Ah, eu só estava despistando um principe idiota, mas agora ele não sabe mais onde eu estou. Acredita que ele ficou bravo só porque eu colei a calça dele com chiclete? - o tom da garota saiu indignado como se aquilo nem fosse motivo para alguém ficar irritado.
Minsun já deveria saber e estar ciente que era impossível esconder algo da chinesa, afinal Mei-Ling era sua melhor amiga a longo tempo, e sem dúvida que outra a conhecia praticamente melhor que ninguém. Um longo suspiro se soltou por entre os lábios da coreana assim que ela vira a expressão da amiga, e logo desviou seu olhar após escutar suas palavras. Na verdade, a Yoon só não queria preocupar a asiática, afinal era sua uma indisposição. --- “ Que bom, meu amor. E ahm....você não precisa se preocupar, sim? Eu juro que não é nada, e que logo passa, sim? “ --- assentiu levemente com a sua cabeça tentando esboçar um de seus melhores sorrisos, porém sem sucesso. As palavras seguintes da melhor amiga fizeram com que a mais nova soltasse uma risada baixa e fraca. --- “ De novo, não é mesmo? E nossa, né, Mei, é óbvio que ele ficou bravo. Eu também ficaria. “
bcuthillired:
Ora, brincar com uma pessoa aparentemente assustada — caso fosse o contrário, e há alguns anos atrás, ela também o estaria —, contudo, enquanto a outra não descobria que de fato havia alguém ali… “O que faz você imaginar que eu estou viva?” O humor presente em sua voz, tal como as palavras, trazia um duplo sentido à frase da vermelha que, ainda distante, acompanhava a reação alheia à medida que podia. Não que estivesse vendo muito atrás de uma parede, certo? Mas a escuridão do amanhecer lhe auxiliava.
A Yoon sabia que deveria controlar um pouco seu medo, porém era inevitável especialmente quando se encontrava diante de uma situação como aquela. Todo seu corpo parecia estremecer, e escutar as palavras alheias fizera com que um completo arrepio percorresse sua espinha. A menina piscou suas pálpebras e tossiu ligeiramente enquanto andava um pouco mais para trás. --- “ Ahm...que eu saiba ainda não consigo escutar vozes então eu afirmo que você ‘tá viva, sim. “ --- replicou tentando se manter completamente firme nas suas palavras, mesmo que no fundo Minsun duvidasse de sua capacidade em aparentar calma e coragem.
tatiavcnlsch:
𝐅𝐋𝐀𝐒𝐇𝐁𝐀𝐂𝐊.
A alemã não sabia ao certo como desfrutar da primeira sexta de julho: única certeza, certamente, que tivera ao preparar-se para o evento. Era novidade, em mais de uma maneira, não saber o que esperar ou como comportar-se diante do costume. Não seriam os métodos e intenções de Hermann que moveriam-a, mas o que tinha, verdadeiramente, como objetivo se não a retomada do território Europeu? Optara pelo inesperado desde que optara por proteger a criança vermelha, das vestes avermelhadas ao que faria a seguir. Ainda poderia visar aliados, ou buscar por distração onde pudesse encontrar. Não tinha muito interesse na culinária brasileira, entretanto. A muito perdera o toque para gostos que lhe distraíssem em demasiado de sua tarefas e bom… A cultura alheia nunca estivera no topo dos pensamentos da Von Losch, era simplesmente desinteressante demais. A conversação que iniciara com a coreana, no entanto, poderia mostrar-se como um bem-vindo passatempo. Não conhecia muito da princesa e mal algum teria em o fazer. Uma sobrancelha erguera-se, portanto, em resposta automática a discordância: Tatiana não sabia dizer ao certo se tratava-se de cândida visão do funcionamento da monarquia ou de mera prepotência. Detalhes eram importantes. Ao menos, ao lidar com os aspectos de um reino e esperar que facilitassem a pronúncia de comidas típicas para o agrado alheio? Soava fraco e submisso. Não que se incomodasse verdadeiramente, de qualquer forma, mas gostaria de entender de onde vinha a visão de Minsun. Quer dizer, era inocente, presunçosa ou simplesmente inconsciente quanto as categorizações que atribuíam aos detalhes? ❛ ┆ Nenhum que tenha importância.❜ O tom contundente não fora amenizado propositalmente, dispensando-o com calmaria típica. Buscava uma reação, a menor que fosse, ao esclarecer, por fim, suas motivações para resistir a facilitação. ❛ ┆ Mas é claro que você pode discordar, tanto por esperar certa… subordinação de outros tanto por altruísmo.❜ Complacência, de certo, não era uma boa característica para países mais brutais, o que não impedia outros de agirem de maneira a contribuir para mais agradável convivência. Tornar o dialeto acessível era uma possibilidade para melhor relação, afinal, ou assim sugerira. ❛ ┆ Mas qual dos dois é você, realmente, liebe¹?❜
Nervosismo e ansiedade, sem dúvida que eram duas coisas que pareciam não largar o corpo da coreana, especialmente naquele dia. A menina se sentia extremamente nervosa, e mesmo sabendo que ela não iria prestar provas, Minsun não conseguia ignorar o quanto aquela situação lhe deixava ansiosa. Na verdade, a asiática só sentia um medo tremendo de errar e assim deixar seus pais decepcionados. Não que a morena se importasse totalmente com a opinião dos mais velhos, porém eles eram as únicas pessoas em quem a menina confiava a cem por cento. E talvez até fosse errado confiar tanto em seus pais, afinal os mais velhos eram apenas duas pessoas que se preocupavam apenas com o bom nome da família real coreana. E em parte, a Yoon até estava ciente disso, contudo era mais fácil para si ignorar tudo aquilo que seu país, e em especial, sua família pensavam. Talvez o fato de estar sendo consumida pelo nervosismo fizera com que a menina acabasse por se dedicar em provar todas aquelas iguarias que pareciam tão gostosas aos seus olhos. Óbvio que para a coreana aqueles nomes eram extremamente complicados, ainda pra mais tendo em conta que a língua portuguesa era uma das línguas mais difíceis do mundo, pelo menos para si. A conversa com a outra estava deixando Minsun completamente sem jeito, não que isso fosse alguma novidade, até pelo contrário, porém a asiática parecia nem conseguir pensar direito por conta de sua timidez. A coloração avermelhada estava evidente em seu rosto, e o fato de a menina não olhar no rosto alheio denunciava claramente que ela estava sem jeito. A morena tombou sua cabeça para o lado enquanto escutava com atenção as palavras da alemã, tentando assimilar tudo o que ela estava falando. Um suspiro breve se soltou por entre os lábios da coreana. --- " Me perdoa, mas acho que falar que não tem importância é um pouco rude de sua parte. " --- começou por dizer enquanto mordia ligeiramente o seu próprio lábio. Os olhos da Yoon estavam fixos nos seus próprios pés, contudo logo ela voltara os mesmos para o rosto alheio. --- " E com toda a certeza que discordo, minha cara. " --- replicou acabando por não conseguir controlar suas palavras. A menina semicerrou seus olhos enquanto olhava para a outra. --- " Como assim, qual dos dois eu sou? "