As águas eletrizantes
Não me parariam
Pois este é meu jeito.
Eu dedilho o incompreensível
Eu busco a melodia no vazio.
O meu jeito ninguém muda
Nem a imensidão do vazio.
Caê.

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As águas eletrizantes
Não me parariam
Pois este é meu jeito.
Eu dedilho o incompreensível
Eu busco a melodia no vazio.
O meu jeito ninguém muda
Nem a imensidão do vazio.
Caê.
O teu cabelo cinza caído nos ombros, o casaco oversized, o seu cheiro amadeirado, o calor dos meus lábios úmidos e ansiosos indo como disparo de encontro a tua derme macia, a sua mão sendo o dobro do tamanho da minha me puxando com tanta delicadeza para aquele abraço regado a saudade… Tudo só me faz pensar em como é bom ser tua. Como é bom saber que és meu… Como é bom saber que somos predestinados. Tudo que aconteceu cooperou para que este momento acontecesse.
Quando tua voz suave me assegurou que estava tudo bem, que eu não precisava mais me desesperar para te ter porque você estava ali para mim… Eu me desfiz. Meu peito pesou com o amor e a ansiedade de finalmente ter o respiro da tua presença comigo ter se tornado realidade. Era como se por um momento eu estivesse em um devaneio negando-me a acordar.
Foi mágico. Foi intenso demais. Por mais que tenha durado pouco, não quero desistir de nós… Não tão cedo. Nós fomos feitos para ser um do outro, coisa de destino… E eu sempre esperarei o tempo que for por você.
Destinados.
Por favor, não vá embora da minha vida assim. Não vá embora como os outros se foram sem nem ao menos olhar para trás. No meu peito você não pode virar mais uma estatua de sal. Você não.
Poderia ser qualquer outra pessoa, mas você… Realmente me fustiga. Você chegou sem malas, mas ainda assim adentrou meu coração e foi bem vindo do jeito que era.
Você sabia que meu coração era cheio de remendos.
Sabia que meu peito doía por ser tão cheio de amor e desamores.
Sabia que eu aceitava pouco, porque fui criada apreciando o simples.
Você prometeu que era para sempre… Mas não te vejo de onde eu estou. Meu campo de visão está turvo, e o futuro que planejamos hoje não passa de um devaneio mútuo.
Não troque o jardim de girassóis que por anos plantamos por uma flor artificial. Flores artificiais sujam. Girassóis podem murchar, mas sempre renascem lindos e grandes.
Só não vá embora.
Por favor, girassol, não vá embora.
Não mais que um fato fustigante para mim descobrir que o mar sorumbático que me afogava sempre foi consequência de meus pecados. Pecados esses que foram cometidos por insolência minha, pois de tanto querer algo que não era de minha concernia, acabei perdendo aquilo que mais era valioso: eu.
Ofélia.
A tua existência é importante para mim, não só porque eu te amo, mas porque sem você eu jamais teria aprendido ver o mundo através de uma luz diferente.
Aprender a viver aproveitando-me devotadamente do lado doce da existência humana.
Foi você, sempre será você, o meu maior presente. não importa quanto tempo passe, quantas chuvas caiam e nem o oceano que nós afogue na armadilha do tempo: sempre será você. O habitante favorito de meu coração, o único que sabe de meu âmago e partilha do seu comigo. Eu amo cada detalhe azul em você.
oceano azul.
posso não carregar dores e machucados físicos,
mas tenho hematomas e machucados de alma.
eu deixei que me machucassem, me submeti a tortura
de palavras afiadas como adagas vindo disparado ao encontro da derme.
e agora eu estou aqui, tentando ver um jeito de esconder.
considero esses machucados e hematomas os mais difíceis de sarar.
os hematomas e machucados físicos, eu posso até fazer um esforço e esconder.
já os hematomas e machucados da alma… esses são impossíveis de esconder sem se machucar mais ainda.
se machucar porque se sente incompleto, incapaz de amar novamente. pois da promessa de não por mais ninguém em sua vida, acaba se isolando do mundo e parando no tempo.
hematomas.
Eu quero, eu busco, eu almejo, eu tenho a necessidade de ser amada. Chega a ser extenuante para mim, buscar o amor incansavelmente em outros porque eu não me sinto o suficiente para me amar e poder lidar com toda essa merda de solidão sozinha e tranquilamente, como todos fazem ou fingem fazer.
Eu quero alguém para me dizer, no final de um dia difícil como esse, que eu fiz o suficiente dentro de meu alcance. Quero orgulhar essa pessoa, quero que ela me ame o tanto quanto eu a amo; quero poder me doar a ela sem o medo e o sabor da angústia salgada de lágrimas que me trás quando me lembro do passado. Não é sobre idealismo, sobre inventar alguém em padrões inalcançáveis físicos, é sobre amor.
Eu nunca me importei com o exterior de alguém. Por que logo eu, que não tenho muito do exterior para dar, me importaria com uma banalidade dessas? Meu high standard é apenas a sorte de um amor tranquilo, com o sabor de fruta mordida; como já dizia o poeta na canção. Viver na tranquilidade de dormir e acordar me sentindo amada o suficiente para encarar o dia, por pior que ele seja, ou no melhor que ela possa vir a ser.
Quero alguém que me espere no ponto de ônibus tarde da noite, me beije ao chegar, pergunte-me como foi o meu dia… E depois, leve-me para casa e diga-me que tem janta fresca pronta. Essas coisas simples, são o suficiente para mim, pois não almejo nada mais do que a simplicidade. Quero que essa pessoa me dê a segurança de seus braços ao redor do meu corpo a noite, e caso eu não consiga dormir; que me dê o conforto de me fazer dormir vendo algo, ou escutando o que seu cansaço tem a me dizer entre sonos e murmúrios ao pé do ouvido. Necessito de reciprocidade.
Quero ser amada por completo, mesmo cheia de defeitos e inseguranças. Quero ser amada por quem eu sou, não por fantasias e expectativas que possam minar minha essência. Eu quero amar, quero poder dar tudo que estou recebendo em dobro, sem medo do abandono. Sem medos, sem angústias, sem laminas na pele… Sem me sentir mal por demonstrar o que sinto verdadeiramente.
Quero o desnude de almas, assim como me comprometo a me desnudar-me por completo. Quero que saiba tudo e tudo bem. Quero que saiba quem eu sou de verdade, quero estar presa a alguém e mesmo assim me sentir em liberdade. A liberdade de se sentir pertencente ao coração de alguém, ser parte de boas memórias; entregar o meu e receber um coração em troca.
Ouça-me.
a partir do momento em que você aceita colocar a fantasia de ser a pessoa que alguém tanto quis, você morre. a idealização de pessoas, as expectativas, à necessidade de ser alguém ou ter algo que alguém queira que você tenha que não pode acontecer, gerando decepção e rejeição, não pode e nem deve ser sua culpa.
para amar e ser amado, nós devemos visualizar todos com os olhos da verdade. sem fantasias, sem expectativas altas, sem padrões comportamentais a serem seguidos porque a gente quer assim. a idealização mata, não só aquele que idealizou e se decepcionou porque aquilo que tanto fantasiou sobre alguém não era verdadeiro, mas para aquele que vestiu a fantasia e cumpriu com elas até o último momento, apagando sua verdadeira essência em prol daquilo que não vai acrescentar nada, mas só crescer o monstro de expectativas criadas.
não é sua culpa decepcionar ninguém, não é sua culpa ser verdadeiro e não é sua culpa não cumprir com as expectativas alheias em cima de você. você é humano, você pode errar, pode decepcionar… mas não esqueça de você. não esqueça que andar com a verdade não é algo ruim, e nem sempre decepcionar alguém é problema seu. você não tem obrigação com os problemas de ninguém, ao menos que eles também envolvam você - o verdadeiro, sem idealizações ou expectativas exageradas.
não deixe que te roubem de você – @naoprescrito.
Devemos ter muito cuidado ao confundir uma “personalidade forte” ou o fato de não levar desaforo para casa com ser um narcisista arrogante. Pessoas assim não se importam em ofender e inferiorizar os outros, afinal, estão sempre prontas para armar um briga que muitas vezes só existe na cabeça delas. Não ter empatia pelo próximo, por vezes, não ter nem solidez em seus relacionamentos (profissionais e pessoais), fingir ser algo que não é só para fazer o outro se sentir inferior a você. Uma coisa é lutar pelos seus direitos, outra coisa é ser arrogante ao ponto de afastar as pessoas de você porque você as machucou com palavras e atitudes. As vezes o discurso de “personalidade forte” ou ser “oito ou oitenta” não passa de narcisismo e arrogância.
nem sempre é sobre ter uma personalidade forte —@naoprescrito.
você me perdeu, e hoje, pelo menos, eu não consigo lamentar pelo teu “bloqueio” e o teu “deixar de seguir”.
eu finalmente apaguei todas as suas fotos e vídeos no meu celular, eu joguei tudo que você deixou na minha casa no lixo, como você pediu… e a verdade é que eu já não sinto sua falta como antes, há um bom tempo. pelo menos por hoje, a minha abstinência do que vivi ao seu lado te amando sozinha, está mais controlada do que nunca. hoje eu desfruto da calmaria que estando ao seu lado eu jamais tive… e sentir essa calmaria é mágico. me trás um frenesi de querer viver longe de você como nunca antes.
eu te perdi, eu sei, mas me ganhei novamente. eu chorei ao ver que sua foto de contato não aparecia mais, mas era pra ser… não posso nem devo sentir sua falta. e nem faço mais questão de sentir. eu chorei porque me apeguei a um passado que era florido apenas dentro da minha cabeça.
você disse que eu era especial, mas tudo hoje não passa de lembranças cobertas por uma névoa de como estragamos tudo. e como o seu desprezo por nós sempre foi um sinal a todo instante me mostrando que só havia eu ali. apenas um coração batia, apenas um lado amou, e você sabe que foi o meu.
eu prometi pra mim mesma que jamais permitiria que você nem ninguém mais iria repetir o inferno que eu passei por ser empática demais com que não merecia, e aqui estamos nós. estou lutando por mim mesma com unhas e dentes pra não recair, pois tu sabe que foi o pior vício que eu poderia ter.
te perder pra me ganhar foi o que eu mais precisava agora. doeu tanto… e aos ver aquelas fotos antigas sem brilho próprio eu só sinto vontade de me abraçar e me proteger da droga que você foi. te perder foi a melhor coisa que eu poderia ter ganhado, pois havia esquecido que eu era muito mais do que aquela frágil que te amava e que se deixava ser sugada por você.
eu te perdi mas me ganhei, e no final de tudo, esse foi meu maior presente. – @narcotriste.
sumir não foi acidental, foi por opção.
quando eu sumo, eu tomo de volta as rédeas da minha vida. vida essa que aprendeu que é necessário se guardar para se manter plena.
pode não ser a melhor opção por hora, porque a solidão que eu mesma trouxe pra mim as vezes sufoca.
mas só de pensar que quando sabem demais o que se passa comigo… eu não me arrependo por me desaparecer tanto assim.
minhas inseguranças ficam guardadas comigo no quarto velho, escuro e mofado que eu vivo.
minhas dores e desafetos não são interessantes nem relevantes, porque nenhuma é.
estou mais do que acostumada de ter que viver todas as dores sozinha, e bem… aprendi isso da pior forma.
doeu aprender que as pessoas querem saber delas para usar contra mim.
é cuidado próprio se resguardar e vestir a máscara da felicidade, sempre. solidão e isolação a longo prazo não é saudável, não é prazeroso, não é bonito e não trás felicidade. mentiroso aquele que diz que é feliz isolado num quarto escuro fedendo a mofo, trancado, cheio de inseguranças e cobranças.
solidão e isolação a longo prazo é a resposta daqueles que cansaram de tentar explicar o inexplicável.
aquela dor vivida que só você sabe o quanto dói.
é a resposta concreta para os ignorantes que dizem pra você “ser feliz” e superar aquilo que por muitas vezes pede tempo.
é a resposta do choro incontrolável preso na garganta, que por noites a fio, ninguém mais do que você entenderia o quão fustigante segura-lo pode ser.
num mundo doente no qual as pessoas vestem suas máscaras, é melhor trancar seu verdadeiro eu dentro do quarto, do que dar respostas que podem ser complexas demais para aquele que se acha mais importante e feliz por estar consumido pela máscara de sua “felicidade”.
dentro de mim, nunca está tudo bem - narcotriste.
ando vagando pelos lugares
triste, sozinho, em clausura na própria mente
meu presente me trás desesperança
meu coração já não bate mais como antes
eu sinto saudades, tristeza, mágoas e
dor no peito demais…
já não consigo mais seguir confiando
pois seja lá em quem eu confie
possa ser mais um daqueles que me causou o mal.
insolar de tudo foi a solução mais dolorosa
que eu poderia escolher e é triste que isso sempre
funciona. enclausurar dentro de si e dramatizar
estar tudo bem para não preocupar ou ser julgado.
todas as maneiras de me punir são válidas,
porque eu prometi que não ia mais confiar em ninguém.
— eu ando triste demais e sinto que já morri há muito tempo.
por narcotriste.
eu queria poder viajar ao passado e me dar um abraço.
por todas às vezes que eu precisei de um,
e ninguém me deu.
e não só por isso…
mas por todas as vezes
que eu tive que descer os degraus
me diminuir, me sujeitar
só pra que alguém
ficasse acima de mim.
porque me criaram priorizando a felicidade alheia,
mais do que a minha. e por muitas vezes,
isso me feriu a alma.
peço ao meu eu do passado o perdão.
e lhe prometo que por mais difícil de que seja…
eu não vou deixar ninguém te machucar novamente.
{não me peça para ficar}.
àquela mensagem eu apaguei para todos, mas queria mesmo era apagar o que eu sozinha ainda sinto por você. se fosse assim, seria o meu mundo ideal.
sentir por você é meu karma. seja amor ou ódio, você fez questão de me engarrafar e me manter sua prisioneira, acatando todos os seus caprichos, e eu me deixei me enfeitiçar como um pescador se encanta pelo canto da sereia.
carregar comigo um pedaço de você, sem você aqui, é a minha sentença de morte. você me fez enterrar todos os meus sonhos para que os seus fossem reais. ouvir calada tudo o que os seus quiseram e querem dizer comigo é como os gritos de horror no corredor da morte.
eu nem posso argumentar, pois eu estou errada demais, e se eu falar o que penso irei machucar. não posso mais pedir nada a ninguém. nem aos meus, porque os meus me machucam também. estou só, abandonada, literalmente largada as traças como disseram que eu ficaria. e isso é problema meu. só meu.
madrugadas frias, regadas a insônia, tristeza e gritos abafados pelo travesseiros com o seu cheiro é a minha rotina. e só de pensar que eu sou a única sozinha passando por isso tudo enquanto você está seguindo com a sua vida, como se nada tivesse feito comigo e com o fruto dessa relação, me mata.
novo contato.
VOCÊ MORREU PARA MIM.
Um aperto no peito me consumiu ao dizer que queria deixar de te amar, tal qual ouvir que “eu te amei” no passado, ardeu como brasa no meu coração já tão machucado. Eu quis que você ouvisse isso numa esperança tola de te machucar tanto quanto você me machucou.
Numa esperança tola de que você chorasse e ficasse triste, talvez insistisse na ideia de não desistir do “nós” que um dia você enterrou com suas palavras e atitudes. Egoísmo meu? Talvez. Ingenuidade achar que você insistiria tanto quanto eu insisti. Você como professor de vida me ensinou que ser egoísta é a solução para a “felicidade” momentânea.
Vi medo no seu olhar. Medo quando eu disse que “talvez eu não queira mais te ver”… Seja lá o que quer que você tenha pensado, esse é o meu grito de liberdade. Minha cabeça arde do choro preso na garganta, um salgado com amargo se mistura na boca que outrora fazia tanto questão de encontrar com a sua.
Eu não queria seu abraço. Foi a primeira vez que me senti forçadamente a ser educada para não demonstrar mais o coração roxo de tão magoado. Quando você tocou minha testa com os lábios que eu tanto beijei, não consegui sentir nada a não ser incomodo. Como se o abraço e o beijo ali dados, não fossem mais o porto seguro que foram durante os meses que fomos um do outro — Ou eu fui sua, sozinha. Porque nunca senti que fosses meu.
Verdade inconveniente até para mim, insistir e querer te esquecer. Eu não quis, não quero… Porque depender de você esses meses foi o vício mais destrutivo e tristemente o melhor da minha vida tão curta. Eu ainda não sei dizer que “nós” não existe, não me acostumei com a ideia de “eu” novamente ser um termo a ser usado no futuro.
Admitir que “nós” só existiu para mim, me fere mais que qualquer caco vitral que usei para marcar minha pele com o meu merencório. Fez bater mais forte do que qualquer batimento acelerado que senti nas vezes que a ansiedade me consumiu quando você me deixou, fez-me sentir mais destruída por dentro do que qualquer palavra dita na intenção de me fustigar.
Palavras que fustigam, nunca serão esquecidas. Elas ferem mais a derme do que qualquer adaga. Elas me feriram a alma. Elas doem mais do que a morte. E cicatrizar isso, vai doer mais do que se deve.
Para mim, fingir que você morreu ao passar por tudo isso sozinha também vai me machucar. Mas é preferível por mim, pois antes viva e tendo uma segunda chance de viver com alguém que queira somar, do que morta estando com você.
Mudar de número, de casa, de vida. Pelas feridas de alma que você deixou marcadas em mim, mudarei até o jeito o qual aprecio e amo às pessoas. Tenho medo de que todas tenham tuas maneiras e atitudes, mesmo me negando a generalizar que todas sejam desprezíveis e egocêntricas como você foi e insiste em continuar sendo.
Num momento desesperança como esse, resta-me lhe doar tudo aquilo que me desse como migalha. Talvez num eterno looping de infantilidade, ou de chagas abertas que passasse para mim, de tanto de mágoas que engoli. A chegar um ponto que viver sobre o mesmo teto com você seja como conviver com o fantasma de um conhecido que não aceitou seu desencarne.
Nada disso eu queria dizer, mas me feriu tanto que prefiro tratar que você morreu pra mim.