Trocar energia com alguém é algo inexplicável e único.

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Trocar energia com alguém é algo inexplicável e único.
Dormir por mil anos, sofrer em um único dia
Você já sentiu como se os seus ossos pesasem um milhão de toneladas?
Existem dias que a minha visão embaça, que o meu coração aperta, que a minha mente colapsa e que o meu corpo inteiro se quebra em um milhão de poeiras de exaustão. São dias que eu me sinto profundo como o oceano, mas solitário como a lua... Eu não consigo falar com ninguém e, me tranco nessa prisão invisível, como se os meus demônios fossem a minha única leal e verdadeira companhia. Deitar a cabeça sobre um macio travesseiro, deixar as camadas dos lençóis me protegendo e fechar os olhos como quem morre eternamente é tudo o que eu preciso.
Eu quero dormir por mil anos, enquanto sofro em um único dia (de toda a minha existência).
Eu queria ter um piano.
Eu queria ter um piano, ou quem sabe até um teclado. Queria colocar em prática as aulas sobre "como ler partituras" que tive na escola e quem sabe até aprender a tocar golden hour. Confesso até que, quando me dá na telha, eu fico um grande tempo vendo aqueles vídeos de pessoas que tocam nas estações de trem estrangeiras, me imaginando tocando todo aquele repertório que parece tão distante de mim. Eu queria mesmo ter um piano e quem sabe, finalmente trocas as teclas do computador por aquelas musicais ou talvez até comemorar que aprendi a tocar "do-re-mi-fa-sol-la-si-do". Na verdade, eu nunca fui boa com instrumentos, até aprendi a tocar um pouco de flauta, mas sempre saia um versão piorada de titanic. Também tentei aprender violão, mas as dores nos dedos me distraíam e no fim das contas, talvez eles fossem realmente curtos demais para a tarefa. Ainda assim, eu queria ter um piano bem no meio da sala da minha casa, para me acolher quando eu ficar triste ou quem sabe, para eu aprender a cantar com os dedos. Mas ainda assim, o tempo passa rápido e até hoje não tive um piano. Troquei esse desejo por barbies, celulares e livros de presente no Natal. Temo que chegará o dia em que eu vou comprar um piano para mim, com dinheiro suado de dias intensos e, como qualquer final melancólico, ele ficará esquecido por muito tempo. Irá se tornar uma mesa ou um porta trecos bem no meio da minha sala de estar. Até mesmo quando ele estiver na frente da televisão, me impedindo de ver as legendas de um filme, eu vou me contentar em ir para o lado e ignorar que tem um piano bem na minha frente. Vou me sentir velha demais para tocar um piano. Tudo isso porque em quase vinte anos, eu nunca encostei em um de verdade. Algumas coisas são assim, almejamos calorosamente e quando finalmente conseguimos, nos acomodamos com a ideia e deixamos ela de lado ou quem sabe, temos medo de tentar algo novo. Paramos no tempo.
@leitedeamendoas
Eu te perdi pra mim mesmo.
O que eu sou além de comodismo, medo e preguiça?
Sou a insegurança, a ansiedade, a inconstância, o esgotamento físico e mental.
Sou a necessidade de salvar os outros sem conseguir salvar a mim mesmo.
Guardião do Bosque
Seria possível continuar amando uma pessoa depois de anos? Talvez os olhos já não brilhassem mais, o coração não ficasse acelerado e nem as mãos suando, mas não, tudo parece como desde a primeira vez que te vi. Uma grande sensação de querer sair correndo para os teus braços, sentir seu cheiro e te beijar.
Eu queria ler coisas bonitas vindo de você. Queria poder tá contigo nos seus piores e melhores momentos. Queria entender porque não foi, mas também queria entender porque ainda sinto e ainda sinto tanto.
Amar-te foi à coisa mais bonita que eu senti por alguém, mas te amar foi à coisa que mais me destruiu também.
Camiss
"Não sou eu que estou apaixonada por você, é você que precisa sair da minha cabeça."
By: algum lugar do qual não me lembro
Sobre desapego
Quando as pessoas ouvem esse papo sobre "desapegar" sempre relacionam com relações afetivas, mas não é apenas sobre isso. Desapegar é saber ser só, saber selecionar, saber impor limites e ter consciência emocional. Desde pequenos aprendemos duas coisas: a obedecer sem reclamar e a não ser egoísta. O problema, na verdade, está na forma que nos mostram isso e em como acaba refletindo para a vida adulta. Aprendemos, no fim das contas, a aceitar situações sem opinar e a tentar agradar todo mundo. Nunca nos mostraram, porém, como identificar e colocar para longe tudo aquilo que nos machuca o peito ou muito menos a sermos sinceros quanto aos nossos sentimentos. Acumulamos muitas coisas: boletos, cartas, roupas, talheres, afazeres, relações. Olhamos para um livro velho que mal gostamos da história e devolvemos para a prateleira mesmo que ele nos incomode toda a vez que o vermos de novo. Não queremos aceitar que ele não agrega em nada e mantemos ele de decoração por pura simpatia. É complicado viver assim, porque quando nos damos conta, estamos colecionando coisas sem sentido. E em um mar turbulento de confusão, a única forma de navegar sem medo é se livrando das ondas. Por isso que desapegar-se é tão necessário quanto amar e, na verdade, as duas coisas estão juntas. É preciso encarar a verdade: alguns objetos, alguns conhecimentos ou algumas relações não nos fazem bem e por isso, talvez devamos mandar embora. Uma casa nunca fica limpa se você só arrumar a cama. Nossa mente funciona da mesma forma, por isso precisamos cuidar de todos os cantos para tranquilizar e organizar as ideias. Desapegar é isso. Saber reconhecer o que não te cabe e simplesmente aceitar que é melhor deixar pra lá. Desapegar é ser independente das coisas e das pessoas. Somos o que temos, o que lemos, o que somos. Quanto menos tiver, mais sou dono de mim.
Eu odeio esquecer as coisas
Eu queria escrever esse texto para compartilhar minha insatisfação com a forma que nosso cérebro funciona. Hoje, voltando para casa, eu estava ouvindo um álbum que gosto muito e tive milhares de ideias para escrever uma análise aprofundada de cada faixa. A questão é que horas depois, sentada no computador, não consegui escrever nada útil sobre as músicas. Toda aquela criatividade que surgiu no ônibus foi somente instantânea e simplesmente sumiu quando eu quis colocar para fora. Porque isso acontece? É claro que deve ter uma explicação científica do porquê esquecemos as coisas, mas eu só queria que minha cabeça fosse organizada em pastas com etiquetas coloridas nas quais eu só precisaria reler para lembrar. Enquanto isso não acontece, o jeito é ter sempre onde anotar as ideias. Façam isso!! Sempre que tiver uma ideia, não deixe ela escapar! Não finja que você vai lembrar daquela senha dois meses depois ou que não vai esquecer de pegar o lanche na geladeira no dia seguinte. Talvez você lembre, mas pode ser tarde demais e também corre o risco de nunca mais pensar em algo tão brilhante. Coloquem tudo para fora no papel ou no bloco de notas. Façam listas. Pelo menos essas coisas nós podemos categorizar e, pensando bem, nossa sanidade mental agradece ;b