Em tudo o que faz, coloca uma intensidade tão grande que, por vezes, transborda. Isso, às vezes, gera incompreensão. Você é demais, gosta de tudo e de todos. Quer conhecer o mundo em um dia e, no outro, só dormir. Quer um amor para a vida toda e, em outro momento, apenas uma paixão passageira. Em alguns momentos, quer tudo; em outros, o nada.
A confusão não é por cansar-se de tudo rápido, mas pelo medo da perda, da falta, da rejeição e de não ser prioridade para alguém. E, por isso, há muitas… muitas pessoas, muitos desejos, muitos. Mas, ao deitar-se à noite, a mente agitada se pergunta: quem é você e o que quer? Para onde ir? O que fazer amanhã? Por que não fazer agora? E se mudasse de país?
Eu sei que você parece a pessoa mais forte que todos conhecem e se sente orgulhosa por mostrar isso. Mas, na verdade, é tão frágil que qualquer palavra mal dita ou expressão de desgosto te faz chorar. Mas isso é ser forte, não é? Não é porque você vive sorrindo para o mundo e chora ao se ver sozinha que você não é forte. Ser forte é mostrar, sem medo, as fragilidades e os sentimentos, não é?
Você já se culpou por ser intensa. Mas por que fugir de quem você é? Por quê? Não será essa a sua maior habilidade? Transformar dias comuns em grandes dias?
Olhe para o sol agora, veja se você não está lá. Ou será que não é o sol que está dentro de você.