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Aos 19 anos, Maria Larissa Ferreira Paiva, também conhecida nas redes sociais como Larittrix, entrou para a lista da Forbes Under 30, sendo destaque na categoria Ciência e Educação. O reconhecimento veio após anos de dedicação aos estudos de astronomia. A lista foi publicada pela revista Forbes no fim de 2024.
Em 2021, aos 16 anos, durante a pandemia, Larissa fez sua primeira grande descoberta ao identificar um asteroide por meio do programa Asteroid Hunt (NASA/MCTI/IASC), uma iniciativa da NASA em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A estudante já detectou 25 asteróides, identificou mais de 2 mil galáxias e foi a primeira astronauta análoga do estado (termo usado para se referir a pessoas que realizam simulações de missões espaciais sem sair da Terra). Seu trabalho ganhou reconhecimento nacional e internacional. A jovem, nascida em Pires Ferreira, no Ceará, é embaixadora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), sendo homenageada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Você sabia que Blaise Pascal, além de matemático e físico, foi um dos precursores da computação? 🤯 Ele inventou a Pascalina, uma das primeiras calculadoras mecânicas do mundo! 🧮✨ Mas não para por aí! Pascal também foi um dos pioneiros no estudo da pressão atmosférica, criando o princípio que leva seu nome! 🌬️⚖️ E tem mais! Ele foi um grande pensador religioso e influenciou a filosofia com sua famosa ‘Aposta de Pascal’ 🎭📖. Gostou dessas curiosidades? Deixe um like e compartilhe com quem também vai achar isso incrível! E não se esqueça de se inscrever no canal e ativar o sininho para não perder nenhum dos próximos vídeos!
Gaster Comic Undertale (PT BR)
...ese tipo de cientista que cree en la unificación de los hombres mediante la Ciencia, aunque hasta hoy no haya servido más que para mutua destrucción. Esa clase de cientistas que, horrorizados ante los efectos de la bomba atómica —que al fin de cuentas ha sido inventada por ellos— preconizan la unión de los pueblos sobre la base de la tolerancia y el bienestar colectivo. Pero estos cándidos sabios son más eficaces en la fabricación de la bomba que en la realización de esa utopía donde al parecer el lobo estaría al lado del cordero escuchando una clase de Electrónica.
Ernesto Sabato; Hombres y engranajes (1951)
1- ATEÍSMO NA HISTORIA (reeditado)
Inicialmente, temos que entender que o ateísmo tem sua própria historia. Com isso estou querendo dizer que o ateísmo, ao longo da historia, sempre foi visto como uma antítese a religião, uma negativa a religião, por essa conotação negativa ao ateísmo, proposto por Minois (2014), que a poucos estudos sobre sua historia. Até mesmo o próprio termo ateu possui um tom pejorativo: “a” de negação e “teu” de deus. Uma herança de uma historia de perseguição.
Da mesma forma, nenhum historiador consegue dizer se o conceito de ateísmo, o conceito de não existir um deus, surgiu primeiro ou foi depois da primeira religião. Um dos motivos para isso é que ambos estão fora do campo de estudo sobre a mentalidade do homem primitivo, apenas recentemente começaram a fazer estudos sobre isso. Minois (2014) afirma que o próprio ateísmo em si pode ser mais antigo do que a religião, pois no começo não havia religião, os homens primitivos eram todos ateus, que começaram a acreditar em uma essência, num ser espiritual, a natureza como uma força dominante, regida pelos espíritos, mas não existia a divindade. Com o tempo esse conceitos a natureza e os espíritos se tornaram divindades, surgindo assim a religião como conhecemos. Concordo que todos os humanos primitivos eram ateus, não no sentido de negação de deuses, mas no sentindo de não terem desenvolvido deuses ou crenças no espiritual. Conforme a humanidade foi evoluindo, a necessidade de entender e questionar o mundo a sua volta também aumentava.
Um desses conceitos, na pré-história da humanidade, quando ainda éramos tribais, era o misticismo, a ciência e a religião eram uma única coisa só. A ideia deles era que tudo no universo era constituído por mana, que vejo como o éter dos gregos e a substância hipotética do início do século XX. Nesse universo de mana todos estavam interligados. Nesse ponto também podemos colocar o conceito de mana como um conceito de ateísmo primitivo, pois não há entidades superiores, deuses, todos os acontecimentos são fenômenos da natureza provocados pela relação de tudo e todos com o universo. Além disso, apesar do mana ser o místico, e o místico ter forte relação com o religioso, o conceito de mana se tornou o primeiro contraponto das religiões, reforçando a ideia da possibilidade de ser a primeira forma de ateísmo. Isso me leva a entender que é possível acreditar no sobrenatural e no místico e ser ateu, considerando que o sobrenatural e o místico podem existir, sem a necessidade de uma divindade.
As crenças começaram a existir com os conceitos de alma e espirito, aqueles que morriam ainda, de alguma forma, continuavam a existir, protegendo e zelando por aqueles que ainda estão vivos, eram eles que faziam as coisas na natureza acontecer. A crença nos ancestrais, um conceito bastante difundido no extremo oriente e em tribos africanas e das Américas.
Com o tempo, começou a existir o conceito de espíritos mais poderosos que outros. Espíritos esses que podiam controlar a natureza e o mundo a volta dos humanos primitivos. Essa ideia se desenvolveu, transformando os fenômenos da natureza e do mundo em deuses, como nas tribos na polinésia ou em tribos antigas do oriente médio, podemos dizer que são até mesmo deuses amorfos.
Logo em seguida surgiu a ideia de que animais podiam ser deuses, como em tribos africanas, australianas e indígenas norte americano. Depois veio os deuses antropomórficos, deuses animais com características humanas ou que podiam se tornar humanos, os antigos egípcios, hindus, os chineses antigos e xintoístas, são exemplos de antropomorfismo. Com o tempo vieram os deuses humanos, com formas humanas, gregos e nórdicos são bons exemplos desse desenvolvimento. Por fim o conceito de deus único, que um deus governa tudo e todos. Os vários deuses são uma única divindade.
Mesmo traçando uma linha evolutiva das religiões, é bastante incerto definir quem foi o primeiro ateu. O termo foi cunhado na França do séc. XVI, contudo, as ideias e filosofias consideradas ateias surgiram na antiguidade clássica, segundo Carneiro (2014). Uma coisa é possível dizer sobre o primeiro ateu: desde que o homem criou a religião e o mito, quando o primeiro homem duvidou, ou não acreditou na religião e no mito, esse foi o primeiro ateu.
Na Grécia Antiga, segundo Lopes (2015), o filósofo Diágoras, que viveu no séc. V a. C., é conhecido como o primeiro ateu, não por ser o primeiro ateu da história, mas por ser o primeiro pensador grego, ateu, encontrado na história. Quando Diágoras negou os deuses gregos, publicamente, os atenienses o expulsaram de sua cidade natal. Outros filósofos ateus, posteriores a Diágoras, são: Protagoras (480 – 415 a. C), Teodoro (340 – 250 a. C.) e Estratão de Lâmpsaco (340 – 268 a. C.). Mas, com certeza, o mais famoso filósofo que se declarou ateu, publicamente, registrado pela história, foi Sócrates (469 – 399 a. C.) que acabou sendo condenado à morte por ter negado os deuses gregos. Ao mesmo tempo, em que ideais ateístas estavam surgindo, também surgiram ideais anti-ateistas, que começaram com Platão. Aliás, Minois (2014) explica que as próprias ideologias de Platão foram a força motriz para as religiões da Idade Média, em diante, atacarem os ateus.
Não foi apenas na Grécia antiga que houve, podemos assim dizer, uma manutenção do ateísmo. Na Índia existiram duas escolas hinduístas que rejeitavam a ideia de Deus: Sankhya e Mimansa. Também na Índia podemos encontrar a escola filosófica mais explicitamente ateísta que a escola socrática na Grécia, Canvaka, fundada por volta do séc. VI A. C. Da mesma forma, ainda na Índia, foram fundadas duas religiões, ainda com adeptos, que rejeitam o conceito de um Deus criador, o jainismo e o budismo. Entretanto, o budismo acredita no conceito da evolução espiritual humana, a ponto do ser humano se tornar uma divindade, um Buda. Um conceito bastante comum na mitologia chinesa, onde muitas de suas divindades eram mortais que se tornaram imortais, divindades.
Da mesma forma, na China Antiga, Confúcio, um dos primeiros formadores da cultura chinesa, apresenta uma filosofia que pode ser considera ateísta. É uma filosofia focada no ser humano, no individuo e na sociedade. Uma filosofia onde a percepção da finitude nos dá a percepção da putrefação, da morte. Isso nos faz buscar algo que permaneça, pode ser a alma ou âmago, no ocidente seria Deus. Porém Confúcio se recusa a entrar na metafisica e evita falar do pós-vida. A religião chinesa é uma soma do budismo mahayana, ou maaiana, com o confucionismo. A linha de budismo que foi somada ao confucionismo acredita que não exista uma substancia ultima, não exista uma essência, um tipo de niilismo e ceticismo, um ateísmo por assim dizer. Também existe na China atual o taoísmo, que é mais antigo que o confucionismo, que acredita que tudo está relacionado de forma harmônica, mas não há um tipo de divindade, talvez até mesmo um tipo de ateísmo.
Vamos avançar um pouco agora, para a Idade Média, período em que a Igreja Católica dominava toda e qualquer forma de conhecimento humano na Europa.
Comumente se pensa que em tal período da história é impossível se afirmar ateu, devido à forte repreensão ideológica. Qualquer pensamento contrário às ideias da igreja Católica era condenado à tortura e à morte. Entretanto, certos fatos mostram que havia repressão, mas existiam ateus. Martin (2015) diz que existiam correntes de pensamento que questionavam as assunções teístas. Minois (2014) também afirma o mesmo, que existia ateísmo durante a Idade Média, até mesmo entre os povos árabes. Contudo, para os povos árabes, naquele período, qualquer um que não professasse a fé islâmica era considerado ateu. Até mesmo cristãos e judeus podiam ser considerados ateus, pelos mulçumanos da Idade Média. De toda forma, com certeza ocorria a perseguição dos ateus, da mesma forma, certo repudio do uso da razão para entender Deus, assim como do uso da ciência para entender a natureza.
Mesmo na Renascença, época após a Idade Média, quando as pesquisas e os estudos sobre o mundo e o homem foram retomados e, também, iniciou-se um rebuscamento das filosofias gregas antigas, era quase impossível se nomear ateu, ou revelar pesquisas sobre o tema sem repreensão. Nascimento (2015) diz que Galileu (1564 – 1642), embora não fosse ateu, quase foi morto quando expôs suas ideias do heliocentrismo que explica que a Terra gira ao redor do Sol, contrário à ideia geocêntrica dominante, instituída pela Igreja, segundo a qual a Terra é o centro do universo. Para escapar da condenação, ele teve que desmentir a sua teoria, correta, que mostrava a religião dando uma compreensão errada sobre o mundo. Isso mostra o poder que a religião e a Igreja tinham sobre a ciência e suas descobertas. Até mesmo Nicolau Maquiavel (1469-1527) era visto da mesma forma que o mundo vê hoje Richard Dawkins.
Com o aparecimento da Reforma Protestante, que permitiu uma compreensão do mundo menos dogmática, deu-se início ao Iluminismo, movimento cientifico e filosófico que surgiu no final do Séc. XVII e que tentava explicar o mundo pelas leis naturais. Embora ainda houvesse muito a tradição religiosa, Martin (2015) explica que os primeiro pensadores ateus militantes começaram a surgir nesse período. Da mesma forma, segundo Minois (2014), muitos relatos de viajantes, em terras distantes, começaram a produzir questionamentos nas pessoas e na fé. Na China deste período e em algumas terras no Atlântico e Pacifico, muitos religiosos ficaram surpresos pelos relatos dos viajantes, de encontrarem civilizações que não acreditavam em Deus, não apenas no Deus cristão, mas em nenhum tipo de divindade.
Um fato curioso sobre esse período que gostaria de ressaltar é que durante o século XVII a maior concentração de ateus do mundo estava na sede do poder cristão, na Itália.
Somente a partir do Séc. XVIII, com a Revolução Francesa, o ateísmo, como hoje se conhece, pode surgir, uma vez que um dos objetivos da revolução era a reestruturação da relação do clero com o Estado. Já no Séc. XIX, com a Revolução Industrial, a ciência estava ampliando seus campos e confirmando fatos e certos indivíduos da sociedade puderam se declarar ateus, publicamente. Embora não houvesse uma forte recriminação às pessoas, ainda se discriminava quem se afirmava ateu. Nesse tempo, o ateísmo ganhou forças graças aos trabalhos de quatro grandes pensadores da história da humanidade. São eles:
· Charles Darwin (1809 – 1882), com sua descoberta sobre seleção natural, a evolução e a publicação da “Origem das Espécies”, onde explica que os seres vivos surgiram de um processo de seleção natural e transmissão de caracteres, pondo assim em xeque a visão criacionista das religiões, mostrando que o homem não é uma criação divina, apenas um primata evoluído. (SAS, 2015)
· Karl Marx (1818 – 1883) com seus tratados sobre movimentos sociais e da predominância da materialidade sobre a ideia, mostrando que a religião e a história nada mais são que um trabalho humano e não divino. Segundo Gomes (2015), o economista também mostra que a religião consiste em um mundo fantástico, criado pela mente humana que tenta dar a certos fenômenos naturais um ar sobrenatural.
· Friedrich Nietzsche (1844 – 1900), em suas obras sobre a transmutação de valores e desconstrução dos conceitos de verdades e valores, critica a cultura ocidental e as religiões, mostrando as verdades ocultas sobre elas. As ideias niilistas do filósofo, segundo Marton (2008) criticam abertamente as religiões, em especial a cristã, também dizendo, abertamente, que não há um Deus criador, soberano e absoluto, com desígnios insondáveis.
· Sigmund Freud (1856 – 1939) e seus trabalhos sobre a mente e o comportamento humano, tirando a mente do patamar divino e mostrando que as ações humanas não são regidas por nenhuma divindade, mas, sim, por fatores do próprio humano. Appignanesi e Zarate (2012) falam que o psicanalista também mostra que a razão não é algo dado, mas algo que deve ser batalhado, além de mostrar a religião como um tipo de neurose obsessiva, que são crenças moldadas pelo desejo.
Estes quatro pensadores definiram a cultura do Séc. XX e permitiram um maior questionamento religioso, consequentemente, uma maior possibilidade de aceitação do ateísmo. Mesmo assim, na atualidade, é difícil se proclamar ateu sem sofrer uma discriminação, pois o mundo, em sua maioria, é religioso, embora admita que não é preciso Deus para explicar tudo.
Os ateus mais famosos, mesmo hoje, segundo Lopes (2015) continuam sendo Richard Dawkins, Sam Harris, James Randi, e Stephen Hawking. Eles tentam promover o desenvolvimento do pensamento cientifico, além de criticarem atitudes de extremistas religiosos, como atentados, ou proibição de algum saber científico.