“Até o céu que é imenso, às vezes chora.”
— Pedro Pinheiro.

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@cherry-rey
“Até o céu que é imenso, às vezes chora.”
— Pedro Pinheiro.
“Sou aquela que diz para todos sempre acreditarem que vai dar tudo certo, que é só mais uma fase ruim, mas que já já vai passar. Mas se perguntarem de mim, vou dizer que já desisti.”
— Christiellen Pinto.
não quero ter você
para preencher minhas partes vazias
quero ser plena sozinha
quero ser tão completa
que poderia iluminar a cidade
e só aí
quero ter você
porque nós dois juntos
botamos fogo em tudo
“O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara incolor. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã. Que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. ‘Problemas de moça’ viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do ‘não’ não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está maldita. A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças.”
— Luís Fernando Veríssimo.
“O rouge virou blush. O pó-de-arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss. O rímel virou máscara incolor. A Lycra virou stretch. Anabela virou plataforma. O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã. Que virou silicone. A peruca virou aplique… interlace… megahair… alongamento. A escova virou chapinha. ‘Problemas de moça’ viraram TPM. Confete virou MMs. A crise de nervos virou estresse. A purpurina virou gliter. A tanga virou fio dental. E o fio dental virou anti-séptico bucal. Ninguém mais vê: O à-la-carte porque virou self-service. A tristeza agora é depressão. O espaguete virou miojo pronto. A paquera virou pegação. A gafieira virou dança de salão. O que era praça virou shopping. A areia virou ringue. O LP virou CD. A fita de vídeo é DVD. O CD já é MP3. É um filho onde eram seis. O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail. O namoro agora é virtual. A cantada virou torpedo. E do ‘não’ não se tem medo. O break virou street. O samba, pagode. O carnaval de rua virou Sapucaí. O folclore brasileiro, halloween. O piano agora é teclado, também. O forró de sanfona ficou eletrônico. Fortificante não é mais Biotônico. Polícia e ladrão virou Counter Strike. Fauna e flora a desaparecer. Lobato virou Paulo Coelho. Caetano virou um pentelho. Elis ressuscitou em Maria Rita. Raul e Renato. Cássia e Cazuza. Lennon e Elvis. A AIDS virou gripe. A bala antes encontrada agora é perdida. A violência está maldita. A maconha é calmante. O professor é agora o facilitador. As lições já não importam mais. A guerra superou a paz. E a sociedade ficou incapaz. De tudo. Inclusive de notar essas diferenças.”
— Luís Fernando Veríssimo.
Dê outra chance pra você mesmo.
Winter, 1996
Pronto, desabafei!
O que você diz quando não sabe o que dizer? Uma vez alguém me disse "eu te amo" e eu não sabia o que dizer; e essa mesma pessoa, me disse que eu poderia "agradecer" quando não soubesse o que dizer. Mas isso está certo?
Eu tô magoada. Arrasada. No fundo do poço. E a pessoa causadora disso tudo... Eu não sei o que dizer para ela, quando fala comigo. Eu me importo, me preocupo, mas não sei o que dizer.
O que 'fode' tudo, é que essa pessoa, em específico, nunca poderia me magoar. Nunca poderia me deixar em dúvida sobre viver ou não. Jamais deveria me deixar em prantos, praticamente todos os dias. Pelo menos não na posição em que ela está.
São anos de decepções. Coisas que ficam na minha cabeça e retornam quando eu estou no meio de uma crise. Péssimo momento. Isso parece me devorar, como um buraco negro. Eu só queria fugir de tudo isso. Sair por aí sem rumo, sem pensar em ninguém. Mas tem 'alguens' que precisam de mim. 'Alguens' que amanhã podem vir passar pelo mesmo que eu. E eu quero estar aqui, pra ela não enfrente certas partes sozinha...
Cherry-rey 💧
EU SOU LOUCA
É, eu sou louca mesmo. Quase que psicopata. Menos, RS. Tem um cara que sigo no Instagram, me atraí. Conversamos algumas poucas vezes, coisas irrelevantes. Gosto sempre de ver os stories dele, pra saber onde está, o que tá fazendo... LOUCA.
Na minha cabeça bem fértil de escritora, já tenho tudo roteirizado. Precisaria ser "próxima" dele, desenvolver algum tipo de amizade. Ai numa bela noite, nós iríamos a um bar, tomar uma breja e falar sobre a vida. Seria algo comum entre nós. Best friend forever.
Perto de ir para casa, já dentro do carro, eu, muito viciada em gravar stories, começaria a gravar cantando uma música, sofrência, como a "gente" gosta. E naquele momento ele perceberia que me ama e me beijaria.
Teríamos gravado aquele momento mágico, com direito a nossa música e tudo. Música pelo qual uma parte da letra ele poderia muito bem usar contra mim, caso a gente brigasse e eu estivesse a beira de terminar.
O mais louco é que eu escuto a música e penso nessa história (KKKKK) e nos demais detalhes que são só meus. Eu sou muito louca mesmo.
Cherry-rey 🤪
Fósforo em meio a gasolina
A gente se conheceu num show. Em meio a multidão eu vi ele e logo me interessei. Usando o termo "em meio a multidão" até parece clichê, mas isso é normal, no meio de tanta gente, alguém vai te despertar algum interesse. Ele se aproximou de mim, jogando aquelas cantas bobas, RS. Quando dei por mim, já estava beijando ele. Beijo molhado, com intensidade, me lembrou beijo de saudade. E naquele toque de lábios, pareceu que a gente se conhecia, pode dizer que eu sou louca, mas parecia que a gente se amava.
Ficamos juntos o show todo, ele se ofereceu para me levar pra casa, mas cá entre nós, eu assisto o noticiário. RS. Ele me deu seu telefone, para que eu ligasse quando chegar em casa. Ligo? Não Ligo?
Liguei duas semanas depois. Crendo que ele já haveria me esquecido.
Mas eu sempre deposito fé nas coisas erradas. Ele lembrava de mim. Até demais. Marcamos um encontro! Ai que frio na barriga. Roupa casual, maquiagem quase indetectável, bem diferente da primeira impressão que ele deve ter tido de mim naquele nosso, encontro? Posso chamar assim? Perfume marcante, porque sou dessas.
Ele foi um fofo. E aliás, vendo ele agora, abaixo da luz de led de uma lanchonete, como ele é lindo. Cabelos longos, melhor até que o meu, olhos claros, barba como eu gosto. Alto. Atraente. Me faz querer acompanhá-lo até seu quarto, modéstia à parte. RS.
Já estávamos no fim de tudo, caminhando por uma rua calma, até demais. Conversando um pouco, eu meio sem jeito como sempre. Até que ele me perguntou que horas a gente iria se beijar de novo. Eu com voz trêmula e pausada, questiono, se beijar? E ele susurra "É... " encaixando seu braço direito na minha cintura e me puxando para perto, respeitosamente. E o esquerdo acariciando minha bochecha rosada e seguindo em direção a minha nuca. Tudo isso sem tirar os olhos dos meus.
Aquilo foi... Foi como riscar um fósforo em meio a gasolina. Preciso contar como terminou?
1/2 ¦ Segue pra não perder o próximo! ¦
Cherry-rey
+18 🌶️
É que para mim soa tão poético, o jeito que você acerta meu ponto fraco. Era apenas uma conversa a dois. Algumas bebidas. Você me comendo viva, com o olhar. Um beijo quente. Sua mão agarra firme em minha coxa. Chega doer. Mas não estou reclamando...
Da coxa, sua mão desliza lentamente até meu quadril, e corre direto para o meu pescoço. Você se levanta, quase que de maneira agressiva. Tesão. Cola seu corpo no meu. Trocamos beijos. Deixo soltar alguns sons, indicadores da minha total aprovação.
Ah, parede. Claro. Indefesa? Pode apostar!
Gosto como você esfrega sua mão na minha b*c*t* e busca a direção do ziper. Gosto quando se abaixa e faz as honras. Como em fração de segundos me deixa em chamas. Me faz conhecer o céu e o inferno. Como me olha fundo nos olhos. E ai de mim se estiver em silêncio... Às vezes é de propósito, admito.
Tantas sensações só para o começo dessa história super certa em tantos pontos, mas, erradas em outros milhões. O que faz dela mais prazerosa!
Cherry-rey 🔥
Meio tempo
No geral, eu gosto de me sentir observada. As vezes. Quando estou com boa autoestima. Quando me sinto a mulher que deveria ser todos os dias, empoderada, corajosa, sedutora, divertida. Quando estou arrumada. Combo de cabelo, unhas, aquela make, um batom cor de cherry "🍒" .
Nesses dias gosto de sair. Observar as pessoas, encontar aquele carinha que me desperta curiosidade, em meio a multidão. Flertar com ele. Olho no olho, certas técnicas que acredito ser só minhas. Tudo feito com muita calma. Como um leão observando uma zebra.
Leve a bebida até os lábios. Beba. Encare. Disfarce. Sorria, mas foco no olhar. Fundo. Não pense que essa é minha técnica, RS, isso toda mulher sabe, ou pelo menos deveria saber.
Nessa altura, se recebo sinais positivos, começo a imaginar o fim dessa noite. Ai droga, comecei a imaginar. Pensamento voa, para o futuro e para o passado ao mesmo tempo. Já tenho formada uma história toda, baseada nas cagadas que já fiz com outros caras, porquê eu sou um caos. Eu estrago tudo que toco. O que é bom vira mal.
Pisco. Volto para o presente, o tempo em que posso fazer algo. Ele está ali. Mas eu já fiz a burrada de imaginar. Maldita cabeça. Respiro fundo. A confiança vai pelo ralo. Auto-estima? Nem pergunte.
O que me resta é me afogar no álcool. Novamente. É sempre assim. Mas é espontâneo. Um dia eu mudo!? Quem dirá? Sei lá, mas hj hoje não vai rolar. Droga.
É que longe de você eu sou menos triste. O fardo não fica tão pesado. Você fica dentro da minha cabeça e fode tudo, tem a sua presença... Várias coisas que talvez não faça sentido para você. Eu juro que dentro da minha cabeça faz mais sentido o que eu tô dizendo. Eu sou um caos. Eu sou um caos e não posso falar isso pra ninguém. Porque ninguém quer ouvir. Todo mundo quer me ver feliz, mas ninguém quer ouvir.
Querem me ver feliz a qualquer custo. Eu fazia isso... Mas era diferente, ninguém sabia. Eu não queria contar. Mas agora eles sabem. Eles sabem e querem me ver feliz, não querem me ouvir dizendo "que droga, eu quero morrer", só querem me ver feliz. Mas não querem entender. Ou seja "Vamos lá, não importa o que esteja acontecendo, engula isso. CONSUMA ISSO PARA DENTRO DE VOCÊ E SORRIA".
E isso me faz querer morrer mais...
Cherry-rey
can we agree that this was the HOTTEST THING EVER?
Como pode, uma pessoa tão rodeada de gente como eu, sentir-se tão sozinha. Família, amigos, gente que não conheço querendo ser alguém na minha vida... Às vezes me pego pensando o por que de me sentir assim. Um vazio, é como se tudo a minha volta rodasse e me deixasse acuada. As vozes me irritam, me fazendo querer afastar. As brincadeiras sem graça me deixam agressiva. "Grossa", segundo eles. Já não consigo me encaixar verdadeiramente em lugar nenhum. Tô ali por estar. Tô rindo por rir. Até me sinto bem. Sem nada incomodando a alma. Porque em casa, sozinha, é só choro, vozes... Socorro.
Eu não me entendo. E se isso pra você já é coisa demais, meu amigo, é só o começo! É como dizem... Welcome to my life.
Observo tudo. "Pego coisas no ar", que os outros não pegam. É como se estivesse ali somente para analisar. Observar. Anotar. Reportar. Mas à quem? A minha mente à noite? Porque depois tudo isso fica me agredindo. E se eu tiver cometido um "erro" então... Piorou! A cena se repete. "Ai que idiota, IDIOTA! Poderia ter dito outra coisa, não falasse nada".
Inquietação. Culpa. Choro denovo. "Calma, respira, já foi e não dá pra mudar... Aaaah, idiota".
TO BE CONTINUED
Cherry-rey