High As Hope
One Nice Bug Per Day
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The Bright Sessions
Color Me Curious
The Bowery Presents
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Sade Olutola
Doug Jones
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High As Hope
Aquecer e colorir
A maturidade parece ser cada vez mais real, embora a plena convicção de ser totalmente inalcançável e antes de querer reforça-la como um estereótipo do que deveria ser um adulto(a). Mas a sinto crescendo de mim... saio para caminhar, observo outras pessoas e me sinto cada vez mais próxima de viver uma realidade como aquela, a famosa rotina casa-trabalho-casa e repete... ao mesmo tempo tenho convicção que existe uma parte de mim que busca colorir isso tudo de alguma forma e minha preocupação prioritária é deixa-la viva e aquecida.
Fazer, reproduzir, (re)existir
O que é importante é descobrir que diabos eles acham que estão fazendo disse Clifford Geertz sobre o fazer antropológico. Será que realmente achamos que estamos fazendo algo? Será que a existência não pode se resumir apenas a existir e sentir? O registro pode estar na pele, através das cicatrizes, no cérebro e nossas lembranças... o registro escrito não é superior, mas ele é a concretização.
Partida [um mês depois]
O que dói mais: a ferida assim que aberta ou a cicatriz quando vira ferida novamente?
Parece que o vazio voltou para me acompanhar.
“Amor só é bom se doer.”
Sim, a dor e o amor é o que juntos causam o ardor da alma. Combustível que faz queimar a pele tão intensamente que não se sabe se começa de dentro para fora ou se é de fora pra dentro com o toque aveludado e intenso da pessoa amada.
Escrevo, escuto, aprecio porque a arte, assim como o amor, faz doer, faz chorar, faz querer viver e estar presente todos os momentos. Talvez a arte e o amor sejam tão complementares que um impulsiona ao outro, pelo menos no meu caso, e está tudo bem quanto a isso. Escrever com amor e com ardor aquece o peito que aquece o universo e este acaba por vibrar amor de volta para mim. Você estava certo, Vinícius (de Moraes), amor só é realmente bom se doer.
a questão sobre escrever é que não sei se vou acabar me curando ou me destruindo
KAUR, Rupi. Outros jeitos de usar a boca.
Em tempo de refletir sobre tempo
“[...] que o tempo te ensina, mas te mata.” (Medulla)
Dentre tantas coisas que nascem com a nossa própria vida, está o tempo. O tempo é uma verdade absoluta posta sobre nossos ombros. Estamos acorrentados a ele, tudo é tempo e uma questão de tempo. Ele te tortura as vezes, mas também te traz alivio em outras. Tão perigoso quanto outro sentimento, ele te arrebata. Você pisca, fez 18 anos, você pisca de novo, os 30 estão chegando. A rotina ele traja e, como um ninja, passa por você imperceptivelmente se você não estiver preocupado em aproveita-lo e senti-lo como uma breve brisa.
Perigo é nunca mais ver o sol como ele era antes, O mundo tinha menos luz antes de conhece-la
Medulla (BR)
Cheirinho de vida começando, cherinho de café coando.
Toda fonte é uma moça bonita que foi amada por um deus, que disse não a um rio, que fugiu de um sátiro, nada é real, nada é apenas isso, tudo é transformação, [...], tudo vibra de significar
LEMINSKI, Paulo. Metaformose, página 21.
cEGO
O ego é a causa maior da cegueira.
Sobre o amor despadronizado
Você nunca vai ser amado. Sim, isso mesmo, nunca. Esperamos ser amados da forma que idealizamos, da forma das expectativas que criamos. Mas o amor não é sentido da mesma forma, o amor não é padronizável. Só seremos realmente amados e esse "vazio" por falta de amor preenchido quando houver maturidade para admitir que nossas expectativas sobre amor são injustas e narcisistas demais. O amor não acontece como queremos, ele acontece porque amamos amores diferentes.
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Cabelo molhado acariciando o rosto com toques gelados por causa do vento; sabor adocicado que impregna na língua em uma crosta amarela se sobrepondo no vermelho, desce gelado e esquenta o peito. Tranquilidade e sinfonia bela e harmoniosa dos lençóis e das folhas das árvores dançando com o vento.
Forgive
E quantas vezes você disse que perdoava, mas ainda sentia aquele nó na garganta que mais parecia que alguém estava tentando te asfixiar? E quantas vezes você resolveu guardar todos esses sentimentos ruins pra si? E quantas vezes você nem pensou em como aquela outra pessoa que te pedia o perdão de sentia por estar tão focado nos seus próprios sentimentos? Por que é tão difícil? Ou seria nosso foco que está apontando para o lugar errado?
A recepção de calourxs
Lembro-me, com clareza, da primeira vez que nos vimos, esse é a lembrança mais clara que tenho daquele dia. Como de costume, você tinha um cigarro entre os dedos e mantinha o cabelo colorido, você tinha acabado de mudar para o rosa-algodão-doce que (perceptível apenas para um bom observador, já que você estava usando um boné), por acaso ou não, combinava perfeitamente com aquela sua blusa que possui uma estampa de gatinho e é alguns tamanhos maiores que o seu, ela cobria boa parte do tecido do seu shorts, eu me recordo. Recordo-me com a mesma clareza dos nossos olhares se cruzando e a intensidade, demasiada para duas estranhas, que foi trocada naquele momento. Será que eu teria sido uma boa caloura pra você caso tivesse te escolhido como veterana? Como estaríamos agora? Nunca saberemos... Agarro as possibilidades no escuro do meu quarto com o ventilador fazendo sinfonia ao fundo.