Como dói o julgamento, principalmente, quando olham para você, em seu canto, bem manso e o atacam. Vão cutucando as feridas e despertando o choro guardado, aquele preso, escondido como uma criança embaixo da pia, brincando de esconde-esconde com seus pais. Mas como machuca, você no seu canto, bem manso, atacando como um animal faminto, em silêncio e cobrando empatia do mundo. Como posso cobrar que as pessoas não me julguem, sendo que minhas palavras soam como sirenes assim como as de quem me machucou? A balança arrebenta, não há culpados. Só errados.