A gente tá quarentenado mas ainda tem que tomar sol, viu? E quem não tem varanda caça com janela, mesmo 🌞 . Passa pro lado pra ver a foto que circulou no twitter esses dias e inspirou essa ilustra!
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A gente tá quarentenado mas ainda tem que tomar sol, viu? E quem não tem varanda caça com janela, mesmo 🌞 . Passa pro lado pra ver a foto que circulou no twitter esses dias e inspirou essa ilustra!
Chamamos de "fronteiras" esse processo de entrar e sair do contato com aquilo externo a nós.
Quando as nossas fronteiras são muito fechadas, como uma parede, pouca ou quase nenhuma parte exterior pode entrar. É o caso de ser "autossuficiente", ou mesmo um isolamento.
Já quando estão muito abertas, podemos ficar expostos à perda da nossa integridade e autonomia, não deixando o que não nos interessa de fora.
Estar disponível para ver o que está lá fora, deixar ficar o que nos interessa e tirar o que não precisamos, sem perdermos nossa autonomia pode ser uma forma equilibrada de nossas fronteiras funcionarem. A psicoterapia
Isso faz sentido para você?
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Isolamentos
Fui dormir e acordei com o bebê chorando. Alarmada, abri os olhos, lembrei que não tenho filhos. Relaxei. Queria voltar para meus sonhos, mas o bebê continuava chorando e eu havia despertado. Olhei as horas, 7h30. Parece um desperdício acordar cedo em um dia de folga, ainda mais quando se está cansada. Porém, não conseguiria pegar no sono com aquela choradeira na vizinha. Levantei contrariada, desejando poder prover um isolamento acústico para este apartamento. De qualquer forma, pelo que deu para ouvir das conversas nem um pouco baixas da vizinha, ela estava cuidando do neto por uns tempos. Era o primeiro dia do bebê dormindo na avó e a criança parecia apegada à mãe. Às vezes eu conseguia distinguir um 'mama' entre os berros do bebê, aos quais a avó respondia gentilmente: “ não é mama, é vovó”. Era uma boa mulher, nova para ser avó, passava pouco dos 40. Ela tinha um filhinho de cinco anos que ficou empolgado com o sobrinho e pegava fogo com a sobrinha, irmã do bebê. A menina tinha a mesma idade do tio e, na maior parte do tempo, davam-se bem. As paredes que separavam os apartamentos eram de tijolos duplos, ou seja, o problema era que a vizinha era mesmo escandalosa. Não sabia medir o volume da própria voz: conversava alto, ao cantar competia com o volume do som, falava ao telefone aos berros. Certo dia cheguei a me convencer de que ela não precisa usar o telefone — certamente, com o vento a favor, os parentes do interior a ouviriam se ela gritasse na direção correta. Tenho um certo pavor que outros saibam da minha vida e não sei se a vizinha sabe que fala tão alto. Será que devo avisá-la? Será que tem essa consciência? Ou simplesmente não se importa? Será que ela me escuta também? Acho que de vez em quando sim, ela me escuta, quando bebo umas, canto e danço com a vassoura. Bom, isso é raro e todo mundo extrapola às vezes. A verdade é que eu poderia ir lá falar com ela: “Oi, me desculpa, sou sua vizinha do lado direito... Sim, tem gente morando lá... gostaria de saber se sua tia melhorou da gripe, pelo telefonema de ontem parecia que ela estava mal, espero que ela se recupere... Como sei disso? Ouvi por cima do volume máximo da minha TV. Eu não quero me intrometer em sua vida, mas você bem que poderia falar um pouco mais baixo, por favor”. Bom, talvez eu não fosse tão atrevida e meu discurso fosse atenuado ao ver uma cara bondosa abrindo a porta. A verdade é que não tenho coragem de falar com ela, eu poderia piorar as coisas, ela poderia começar a fazer barulho por querer. Poderíamos evoluir, sermos vizinhas que discutem e que acabam aparecendo no jornal. Eu poderia ser presa por homicídio qualificado (motivo fútil) e acabar na cadeia, onde o barulho e a falta de privacidade seriam meus menores problemas. Ou acabaria a sete palmos, onde a terra seria um excelente isolamento acústico. Pena que meus ouvidos já não funcionariam. De qualquer maneira, já comprei abafadores devido às noites calorosas que ela passa com o marido, então posso suportar um netinho por uns tempos. Além do mais, apesar de saber de alguns detalhes da vida dela, nunca lembro do seu nome e o pior: acho que nunca a vi, não a reconheceria no hall do prédio ou no mercadinho da esquina. Não sei quem é. Não conheço meus vizinhos, não sei se eles me conhecem, vivo em uma sociedade, não em uma comunidade. Faço meu trabalho, dou “bons dias” automáticos para quem quer que eu encontre, sorrio com facilidade para estranhos. No fim, sempre quero voltar para casa para descansar e ter paz, porém acabo ouvindo uma "rádio novela" e questionando se tenho dinheiro para me mudar para o meio da floresta. Aí me lembro, não tenho dinheiro e acabaram-se as florestas. Só temos algumas reservas ambientais e não quero roubar a paz de ninguém, nem de uma preguiça... Sei bem como é ter um vizinho indesejado. O jeito é conviver com o barulho e fazer uma doação ao Greenpeace. A consciência pesou, afinal já roubei a paz e habitat de muitos alguéns. Assim continuo a sonhar com isolamentos acústicos.
Autor: thatsns
Acordar cedo porém tarde, atrasada e não dá tempo de comer. Pegar o ônibus das 6:30 comer qualquer coisa no caminho, resolver todos os problemas da manhã, almoçar aquela quentinha de 7 reais ou só comprar um lanche pra disfarçar a fome. Resolver os imprevistos da tarde, cair quase morta no ônibus a caminho de casa e enfim descansar... A rotina nada saudável de muita gente acabou, a minha também. Cabe a nós agora nos redescobrirmos e lembrar lá no fundo o que faz o nosso coração bater mais feliz de certa forma.
“Lloyd, mi sono chiuso in me stesso!”
“Temo di sì, sir”
“Come faccio adesso? Qui dentro mi sento soffocare”
“Non si preoccupi, sir. Basterà attendere la persona giusta con cui aprirsi”
“E la persona giusta sarà quella che mi farà uscire?”
“Al contrario, sir. Sarà quella che non avrà paura di entrare”
“Grazie mille, Lloyd”
“Dovere, sir"
Vita con Lloyd
Em um mundo onde os sorrisos se escondem, ser reconhecido pelo olhar é uma forma de encontrar quem se encontra com a gente.
- depois.doponto
E mi isolo perché stare in compagnia è troppo difficile, ma stare sola non è da meno...
Mais um vinho brasileiro de alto nível que tenho o privilégio de conhecer e recomendo: 📍 Este é o “Habitat Alta Gama Lote 5” — o vinho ícone da excelente @QuintaDonBonifacio (de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha). 🍇 É elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot da safra 2015, Pinot Noir da safra 2017 e Tannat, Syrah, Ancellotta e Sangiovese da safra 2018. Depois, o vinho amadurece 12 meses em barricas novas de carvalho francês. 🍷 Rubi de média intensidade na taça. Aromas de frutas vermelhas compotadas, pimenta do reino, madeira, couro e um toque animal. Em boca tem corpo médio, acidez moderada e taninos macios de média intensidade. Muita fruta, especiarias e um discreto vegetal, com longa persistência e leve dulçor. 📝 Gostei muito! Me surpreendeu pelo equilíbrio, complexidade e longa persistência. Vinho macio e pronto para beber! Ganha 90 pontos. . Uma produção super limitada (de apenas 2700 garrafas numeradas) que me foi gentilmente enviado de presente pela vinícola numa caixa de madeira que vira um ninho de passarinho! 🐦 . Degustado em uma das minha taças favoritas: a “Masterclass 70” da @ItalesseBr @Italesse. . #vinhonosso #vinhobrasileiro #vinhobom #vinhonacional #vinhotinto #vinho🍷 #degustando #estilodevida #enogastronomia #enologia #quintadonbonifacio #sommlife #winelifestyle #campinas #isolamentosocial (em Campinas, Sao Paulo) https://www.instagram.com/p/CKUjtAZD8UA/?igshid=kdocusvnsb2n