Fragmentada Eu não sei mais quem eu sou, se criei uma fantasia de um eu ideal, com uma personalidade cheia das referencias que invejava, que eu queria para mim, mas agora não me serve mais, não dei conta de segurar, algo estava sendo cobrado de novo, mas eu não queria dar mais. Se eu olho para o que restou do passado, não me surpreende que eu me matei no meio do caminho, e outra coisa se apossou do meu corpo, escondeu algumas memórias e usa meu nome, mas quem está escrevendo? sou eu? sou ela? sou quem? E me lembro daquelas paixões que me faziam sentir eufórica, faltante, insuficiente. nessas lembranças sempre houve incertezas, assim como agora. Se foram as drogas, o gene doente do meu avô ou o próprio diabo mordendo cada pedaço do que eu lhe prometi, eu não sei, talvez isso tudo. Nunca deu pra voltar atrás e agora eu nem confio mais em mim pra seguir em frente.



































