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Yan!Batfamily! X Neglected Fem!Lesbian!OC - Capítulo 19
A escuridão fechou completamente o mundo. Não existia mais céu acima delas.
Nem mar.
Nem Themyscira.
Só o tal “Infinito Santuário das Sombras”.
A barreira colossal envolvia apenas a região destruída das prisões, separando aquele pedaço da ilha do resto do mundo como uma ferida viva. O chão havia se transformado numa superfície negra líquida. Ruínas quebradas flutuavam lentamente no vazio. Correntes surgiam e desapareciam sob as sombras como organismos respirando. E no centro…Reina.
Parada imóvel.
O sangue ainda escorria lentamente pelos dedos dela. As heroínas reapareceram espalhadas pelo domínio junto das vilãs restantes. Kara respirava pesado. Zatanna segurava o braço quebrado contra o corpo enquanto tentava manter a consciência focada. Diana imediatamente percebeu. Aquilo não era simplesmente uma técnica. Era um território. Dentro dali…Reina era a própria regra do mundo. Cheetah foi a primeira a entender o perigo real. Os pelos do corpo inteiro eriçaram.
Instinto puro.
Ela recuou lentamente.
— Não ataquem ela de frente.
Giganta olhou em volta irritada.
— Isso é só um maldito truque de—
A sombra abaixo dela se moveu violentamente. Giganta pulou no último segundo quando dezenas de dentes negros surgiram do chão como armadilhas vivas.
Nem Reina olhou, as sombras obedeciam sozinhas agora.
Medusa avançou primeiro. Os cabelos-serpente cresceram instantaneamente como chicotes vivos atravessando o domínio inteiro. As serpentes abriram as bocas tentando alcançar Reina. O infinito impediu todas. As cobras congelaram no ar sem conseguir tocar nela. Medusa rosnou irritada.
— Que tipo de poder irritante é esse?!
Os Cães Divinos surgiram atrás dela. Não correram e não saltaram.
Caçaram.
O preto apareceu primeiro saindo silenciosamente das sombras atrás das pernas dela. As presas atravessaram o tendão do joelho. Medusa caiu gritando. No mesmo instante o branco atacou por cima. Não a garganta.
Os cabelos.
As serpentes vivas começaram a morder os cães desesperadamente, tentando transformar eles em pedra. Nada aconteceu. Porque não eram carne comum, mas os cães responderam como predadores reais. O branco prendeu parte dos cabelos-serpente entre as mandíbulas e puxou violentamente. O couro cabeludo começou a rasgar junto. Medusa gritou tão alto que até algumas vilãs estremeceram. As serpentes se contorciam enlouquecidas enquanto tufos inteiros de cabelo saíam junto de pele e sangue. O cão preto circulou ela devagar.
Esperando a abertura.
Observando.
Como um animal treinado abatendo uma presa por diversão.
Medusa tentou transformar qualquer coisa que pudesse salva-la em pedra. As sombras simplesmente engoliram o efeito. Então o preto avançou. As mandíbulas fecharam no braço dela. Não arrancaram de uma vez.
Sacudiram violentamente.
Como lobos quebrando ossos de uma caça viva.
CRACK.
O ombro saiu do lugar primeiro. Depois o braço inteiro rasgou parcialmente enquanto Medusa berrava tentando rastejar. Os cães não terminaram rápido. Continuaram cercando.
Mordendo.
Rasgando.
Sempre recuando antes dos cabelos alcançarem eles. Caçando ela viva, até que o branco finalmente atravessou a garganta dela inteira. O som virou um gargarejo molhado.
Silêncio.
Stephanie virou o rosto imediatamente.
Beatriz ficou imóvel.
Até Donna pareceu desconfortável agora.
Reina não demonstrou reação nenhuma, só observava Kara.
Sempre Kara.
Zatanna respirou fundo apesar da dor.
— Reina… pare com isso.
Nenhuma resposta.
As sombras continuavam pulsando ao redor delas.
Zatanna deu outro passo.
— Você precisa lembrar do que o senhor Yuji dizia.
Aquilo fez Reina piscar.
Pequeno e instável.
— Você não é uma arma.
O domínio inteiro vacilou levemente.
As sombras oscilaram como fumaça perturbada pelo vento.
Zatanna percebeu imediatamente.
— Você não precisa agir como aquilo que fizeram você virar.
Silêncio.
Então Reina respondeu baixo.
— O senhor Yuji tem compaixão demais pra entender certas coisas.
Mas a voz falhou no final.
Quase imperceptivelmente.
Rainha Clea percebeu a abertura. Ela ergueu as mãos imediatamente conjurando rajadas mágicas. Símbolos azuis explodiram ao redor dela.
— ENTÃO MORRA!
As rajadas atravessaram o domínio inteiro. Nunca alcançaram Reina, pararam no infinito congeladas no ar. Reina virou lentamente o rosto na direção dela, o olhar vazio.
Frio absoluto.
A sombra abaixo de Clea começou a se mover. Ela tentou recuar, era tarde demais. O Tigre emergiu lentamente.
Não rugiu.
Não atacou imediatamente, só apareceu atrás dela. Enorme e silencioso. Olhos brilhando no escuro.
Clea congelou.
Instinto puro percebendo o predador. Então tentou correr. O Tigre acertou ela nas costas, as garras atravessaram armadura, carne e parte da coluna ao mesmo tempo.
Clea caiu gritando.
O Tigre não matou, ele prendeu.
As patas esmagaram o torso dela contra o chão negro enquanto as presas arrancavam lentamente pedaços do ombro.
Carne.
Depois músculo.
Depois parte da clavícula.
Clea berrava tentando lançar magia. As sombras engoliam cada feitiço antes de formar completamente.
O Tigre continuou.
Calmo.
Metódico.
Como um animal realmente alimentando-se. Sangue escorria pelas presas enquanto ele arrancava outro pedaço.
E outro.
E outro.
Courtney começou a chorar baixo.
— Faz ela parar…
Kara não conseguia tirar os olhos de Reina.
Porque Reina parecia… destruída.
Não enlouquecida.
Destruída.
Banshee Prateada atacou de repente. O grito supersônico atravessou o domínio inteiro acertando Kara em cheio. Ela foi arremessada contra ruínas flutuantes. O impacto rachou pedra negra. Sangue desceu pela testa dela e Reina parou de respirar por um segundo.
Só um.
Então desapareceu.
Banshee tentou recuar. Uma sombra surgiu atrás dela. Depois outra, depois dezenas. Mãos negras agarraram braços, pernas e garganta. Banshee começou a berrar enquanto era puxada lentamente pras sombras abaixo dela. As unhas rasgavam o chão tentando escapar.
Não adiantou.
Ela afundava aos poucos.
Como alguém sendo arrastado pro fundo de um oceano vivo.
— NÃO! NÃO! ME TIRA DAQUI! ME TIRA — As sombras engoliram o rosto dela por último. O grito morreu abruptamente. Só ficaram bolhas negras estourando na superfície escura.
Kara levantou lentamente.
Assustada.
E Reina percebeu, de novo.
Aquilo atingiu ela pior que qualquer ataque.
Diana avançou imediatamente, instinto puro de uma guerreira, Donna veio junto. As duas tentaram alcançar Reina ao mesmo tempo.
Correntes explodiram das sombras.
Prenderam os braços delas no ar.
Depois as pernas.
Depois a cintura.
As duas foram puxadas violentamente contra pilares negros surgidos do próprio domínio.
Donna tentou romper as correntes.
Nada.
Diana encarou Reina diretamente.
— Isso não é justiça.
Reina olhou pra ela sem emoção.
— Nunca foi.
Zatanna forçou outro passo mesmo quase perdendo equilíbrio pela dor no braço quebrado.
— Reina… olha pra você…
Ela tremia agora. Não de medo, de desespero.
— O senhor Yuji não criou você pra isso.
O silêncio veio imediatamente.
As sombras vacilaram outra vez.
Kara percebeu primeiro.
A respiração de Reina ficou instável.
Zatanna continuou.
— Você não é uma maldição.
Aquilo atingiu direto.
Reina fechou os olhos por um instante.
E foi exatamente nesse segundo de instabilidade…
Que Circe sorriu.
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Cass: “Its actually not that serious, I just need you to stay calm. Okay?”
Jason: “Yeah, I’m just gon- Imma just stay angry. I find that relaxes me!”
Yan!Batfamily! X Neglected Fem!Lesbian!OC - Capítulo 17
O amanhecer em Themyscira veio acompanhado pelo som do mar, do vento atravessando as colunas de pedra e… de alguém batendo palmas no meio do dormitório.
— Hora de acordar, meninas.
Donna caminhava entre as camas com um sorriso paciente demais para aquele horário.
— O sol já nasceu faz um tempinho e as amazonas estão treinando há horas.
O resultado foi imediato.
Um travesseiro voou na direção dela.
Donna desviou sem dificuldade.
— Bela jogada — comentou calmamente.
Uma voz extremamente hostil surgiu enterrada na cama de Zatanna.
— Morra.
Zatanna nem abriu os olhos.
— Ah. Ela acordou no modo assassina hoje.
— Hoje? — Dinah perguntou enquanto sentava na própria cama. — Então isso piora?
— Muito.
Reina levantou o rosto lentamente do travesseiro.
O cabelo escuro completamente bagunçado caía sobre os olhos claros ainda semicerrados de sono. Mesmo acabada daquele jeito, havia alguma coisa perigosamente bonita nela.
A expressão vazia. O olhar de alguém que claramente considerava homicídio uma solução válida antes das oito da manhã.
— Se alguém encostar em mim antes do café da manhã eu vou transformar essa ilha num caso diplomático.
Kendra segurou o riso.
— Você parece uma criança que dormiu pouco e acordou cedo.
— E você parece alguém que vai cair de um penhasco misteriosamente.
Donna cruzou os braços, ainda tranquila.
— Reina, as amazonas já estão treinando.
— Isso não é disciplina. É distúrbio psicológico coletivo.
Stephanie soltou uma risada curta enquanto calçava os sapatos.
— Finalmente algo em que concordamos.
Beatriz apareceu praticamente pulando da cama.
— Eu quero ver treino de amazona! Espada, escudo, lança, combate lendário… isso parece incrível.
Reina virou lentamente a cabeça pra ela.
— Você está feliz cedo demais. Isso é suspeito.
— E você ameaça pessoas cedo demais. Isso também é suspeito.
— Continue falando e vou quebrar suas pernas antes de te jogar no mar pra estudar a fauna local.
Tora soltou um pequeno suspiro cansado.
— Bia, talvez não provoque ela antes do café.
Cassandra observava Reina em silêncio do outro lado do dormitório, sem medo só... analisando. O que irritava Reina mais do que deveria.
Kara saiu do banheiro prendendo o cabelo num rabo de cavalo alto.
— Honestamente? Você fica engraçada de manhã.
Reina olhou pra ela com absoluta seriedade.
— Kara, meu anjo exuberante. Eu pisaria em você agora sem culpa nenhuma.
Kara riu.
— Viu? Engraçada, mas se continuar assim vou acabar me apaixonando então pode parar.
Reina encarou ela por dois segundos inteiros.
Então simplesmente afundou o rosto de volta no travesseiro.
— Eu odeio kryptonianas gostosas.
— Isso parece pessoal e vou ignorar a última parte.
— É pessoal.
Zatanna finalmente abriu os olhos.
— Você dormiu agarrada em mim igual um gato possessivo. Não tem direito de odiar ninguém hoje.
— Estava assegurando território.
— Você quase me sufocou.
Donna suspirou divertida.
— Dez minutos. Depois disso, Diana vai vir pessoalmente buscar vocês.
Reina levantou o rosto de novo.
— Isso foi uma ameaça?
— Foi um aviso carinhoso.
— Pior ainda.
Pouco tempo depois, o grupo atravessava os corredores abertos de Themyscira.
A luz dourada da manhã atravessava os templos e as colunas enormes da ilha, refletindo nas construções de mármore branco e bronze. As cachoeiras desciam das montanhas cercadas por vegetação intensa, alimentando rios cristalinos que atravessavam partes da cidade por canais de pedra. Pontes arqueadas ligavam diferentes áreas da ilha enquanto estátuas gigantescas observavam tudo do alto.
O lugar parecia vivo.
Amazonas treinavam nas praças abertas enquanto outras carregavam cestos, afiavam armas ou organizavam pergaminhos em bibliotecas abertas.
O som constante de espadas se chocando ecoava junto da água correndo pelas encostas da ilha.
Reina caminhava atrás do grupo usando uma camisa roxa larga de tecido leve, parcialmente aberta no pescoço. A roupa contrastava com a postura fechada dela e com o olhar atento que parecia analisar cada detalhe da ilha como se esperasse uma ameaça surgir a qualquer momento.
O cabelo escuro ainda estava levemente bagunçado do sono, caindo sobre os olhos claros enquanto ela observava tudo em silêncio.
Courtney praticamente girava enquanto caminhava.
— Isso continua parecendo cenário de filme épico.
— Porque é um lugar construído com séculos de história — Diana respondeu enquanto guiava o grupo. — Cada templo, praça e arena daqui carrega memórias das amazonas que vieram antes de nós.
Stephanie olhou para um grupo treinando com lanças.
— Ok… isso é absurdamente intimidador.
Kate analisava os movimentos com atenção militar.
— Formação impecável. Nenhuma delas desperdiça movimento.
— Eficiência é sobrevivência — Diana respondeu calmamente.
Reina caminhava atrás do grupo ainda claramente mal-humorada.
Até uma amazona passar por ela carregando uma bandeja de frutas.
A mulher desacelerou imediatamente ao olhar pra Reina.
Alta, musculatura elegante e com abelos escuros presos em tranças longas.
Ela ofereceu uma fruta vermelha para Reina com um pequeno sorriso.
— Você parece precisar mais disso do que as outras.
Reina piscou uma vez.
Depois outra.
Claramente pega desprevenida.
— … eu sobreviveria sem isso.
— Mas sobreviver não é a mesma coisa que cuidar de si mesma.
A amazona colocou a fruta na mão dela mesmo assim antes de continuar andando.
O grupo inteiro ficou em silêncio por dois segundos.
Zatanna foi a primeira a sorrir.
— Ah… isso foi adorável.
Reina olhou lentamente pra fruta.
— Ela literalmente pegou isso com a mão. Sem luvas. Sem utensílio. Querem genuinamente que eu coma? Que falta de higiene.
Dinah arqueou uma sobrancelha.
— Você já não arrancou corações ou qualquer outra coisa desses tais "espíritos amaldiçoados"? Por que esse seria o problema?
— O sangue deles evapora após a eliminação completa, não tem problema.
Zatanna segurou o riso.
— A Reina tem um pequeno problema com limpeza.
— Pequeno? — Kate repetiu.
— Ela vive usando o infinito não só por sua própria proteção, mas porque é uma garantia de que nenhuma sujeira possa tocá-la.
Kara riu baixo.
O café da manhã acontecia numa enorme área aberta próxima aos jardins centrais.
Mesas longas de madeira estavam organizadas sob pilares enormes cercados por oliveiras e flores coloridas.
Havia frutas, pães, mel, carnes, queijos e recipientes de barro cheios de bebidas e grãos.
Tudo compartilhado.
Tudo coletivo.
Courtney parecia encantada.
— Isso é muito melhor do que café da manhã de torre.
— Concordo — Dinah respondeu pegando um pão. — E ninguém aqui colocou proteína em pó em tudo.
Stephanie sentou imediatamente.
— Finalmente, comida.
Cassandra permaneceu em silêncio observando as amazonas ao redor. Muitas riam alto, conversavam e pareciam leves.
Donna percebeu o olhar dela.
— Diferente do que imaginava?
Cassandra assentiu devagar.
— Menos… frio.
Donna sorriu pequeno.
— Themyscira foi construída pra ninguém se sentir sozinha.
Enquanto isso, Reina observava desconfiada o próprio prato. Então a mesma amazona apareceu de novo e colocou mais frutas na frente dela.
— Você ainda parece cansada.
Reina olhou lentamente pra pilha extra de frutas.
Depois pra amazona.
— Você está insistindo muito na minha alimentação.
— Talvez eu esteja preocupada.
— Você nem me conhece.
A amazona apoiou o braço na mesa.
— Ainda posso me preocupar enquanto acho você bonita.
Silêncio absoluto.
Stephanie arregalou os olhos.
Beatriz quase engasgou.
Kara apertou a taça com força sem perceber.
Reina claramente travou por meio segundo.Só meio.
— … isso foi muito direto.
— Foi errado?
— Não. Só inesperado.
Zatanna apoiou o rosto na mão completamente entretida.
— Eu nunca achei que viveria pra ver alguém flertando com a Reina antes dela começar.
Kara desviou o olhar.
— Talvez ela só esteja sendo educada.
A amazona olhou diretamente pra Kara.
— Não estou.
Silêncio de novo.
Stephanie estava boquiaberta.
— Meu Deus, ela foi direta MESMO.
Beatriz já sorria igual uma criança vendo fofoca ao vivo.
— Reina, você tá vermelha.
— Mais uma palavra e eu vou te afogar até suas chamas apagarem.
Diana observava tudo à distância.
E, pela primeira vez naquela manhã, riu baixo.
O treinamento começou logo depois.
A arena principal de Themyscira era cercada por colunas gigantescas e plataformas elevadas onde amazonas observavam os exercícios.
Espadas, lanças, escudos, arcos e muito mais.
Metal brilhava sob o sol da manhã enquanto o som de impacto ecoava constantemente.
Diana caminhou até o centro da arena.
— Amazonas não lutam apenas com força.
Ela ergueu um escudo redondo.
— Lutamos para proteger umas às outras. Cada movimento existe por um motivo.
Donna pegou uma espada curta.
— Antes de atacar, vocês precisam aprender postura, equilíbrio e leitura de movimento.
Stephanie já parecia cansada.
— Então a gente ainda nem começou a parte divertida?
— Isso já é a parte divertida — Kendra respondeu segurando uma lança.
As amazonas começaram distribuindo armas de treino.
Kara girou um bastão nas mãos com naturalidade.
Kate analisava o peso das espadas antes de escolher uma.
Courtney segurava um escudo quase maior que ela.
— Isso pesa muito mais do que parece nos filmes.
— Porque nos filmes normalmente não tentam quebrar sua costela com ele — Dinah respondeu.
Enquanto isso, Cassandra copiava silenciosamente cada movimento das amazonas.
Postura, respiração e passos.
Uma amazona mais velha observou ela por alguns segundos antes de entregar outra espada de treino em silêncio.
Cassandra entendeu imediatamente.
Treino duplo.
Ela bloqueou o primeiro golpe quase sem olhar.
A amazona sorriu satisfeita.
Pela primeira vez desde que chegaram na ilha, Cassandra pareceu minimamente confortável.
Os primeiros exercícios eram simples.
Passos, defesa, posição do escudo e controle do centro do corpo.
Mesmo assim Stephanie quase caiu girando a espada.
Courtney acertou o próprio escudo.
Beatriz reclamava dramaticamente do peso.
— Como vocês lutam lindas desse jeito carregando isso tudo?
Uma amazona respondeu naturalmente:
— Porque crescemos treinando desde o momento em que conseguimos ficar de pé.
— Ah. Isso explica bastante coisa.
Kendra já estava claramente se divertindo.
Até Donna bloquear a espada dela com calma.
— Você depende muito da força.
— E funciona.
— Contra alguém menos experiente, sim.
Donna desarmou ela num movimento limpo.
Silêncio.
Dinah soltou uma risada curta.
— Isso foi bonito.
Enquanto isso, Reina permanecia encostada numa coluna observando tudo.
Sempre observando.
Kara percebeu primeiro.
— Você vai mesmo ficar aí o treino inteiro?
— Estou analisando antes de decidir me mover.
— Você só está dando desculpas.
— Não confio em treinamento coletivo. Sem falar que se eu não analisar alguém pode morrer e não serei eu.
Diana ouviu.
Mas não pressionou.
— Então continue observando — respondeu calmamente. — Toda guerreira aprende de maneira diferente.
Aquilo pegou Reina desprevenida por um instante.
Porque Diana não tentou forçar ela.
Só deixou espaço.
O treino continuou.
As amazonas começaram formações em dupla.
Escudo protegendo parceira. Movimento sincronizado. Troca constante de posição.
Kara lutava contra duas amazonas usando bastões de treino.
Rápida e impulsiva.
Ela claramente estava gostando daquilo.
Até errar o tempo de uma esquiva.
Uma amazona acertou o ombro dela com o bastão.
Kara travou irritada.
Reina suspirou profundamente.
— Seu centro de gravidade sobe toda vez que você tenta acelerar.
Todo mundo olhou pra ela.
Kara cruzou os braços.
— Então vem mostrar.
Zatanna sorriu imediatamente.
— Ah. Péssima ideia.
Reina saiu lentamente da coluna.
Pegando apenas uma kopis de treino.
A mudança foi sutil.
O olhar vazio desapareceu.
Os ombros relaxaram.
E alguma coisa na postura dela simplesmente encaixou.
Kendra percebeu primeiro.
— Ah… agora ferrou.
Dinah arqueou uma sobrancelha.
— Então esse é o modo sério dela?
Zatanna riu baixo.
— Infelizmente não, nunca tive a chance de ver ela lutando de forma séria. Ela só está muito confiante e segura a ponto de provocar, pelo menos dessa vez ela não vai de mãos vazias.
Reina girou a kopis devagar nas mãos. Testando peso, equilíbrio e curvatura, então apontou a lâmina pra Kara.
— Pode vir, meu anjo. Tenta me acertar dessa vez.
Kara avançou primeiro.
Rápida.
Direta.
Reina desviou no último segundo girando o corpo sem esforço. O bastão passou perto demais. A kopis travou a próxima sequência de golpes com precisão absurda.
CLANG.
CLANG.
CLANG.
Sem força exagerada.
Só técnica perfeita.
— Você avisa cada ataque com os ombros — Reina comentou enquanto desviava de novo. — É quase educado da sua parte.
Kara estreitou os olhos e acelerou.
Reina sorriu.
Um sorriso pequeno. Provocador. Irritantemente confiante.
O famoso “modo Gojo”.
Ela começou a andar ao redor da Kara durante a luta.
Relaxada, como se estivesse brincando.
— Melhorou. Mas ainda tá pensando igual alguém que resolve tudo atravessando parede.
Kara atacou mais forte. Reina girou a kopis prendendo o bastão por baixo, puxou o equilíbrio da Kara e a obrigou a recuar dois passos.
As amazonas começaram a parar pra observar.
Porque Reina lutava estranho.
Tudo nela parecia calculado.
Ela economizava energia em cada movimento enquanto obrigava Kara a gastar cada vez mais.
— Tá irritada? — Reina perguntou sorrindo. — Seu pé direito fica pesado quando você fica irritada.
Kara avançou outra vez tentando pegar ela desprevenida. Reina simplesmente inclinou o corpo pro lado deixando o bastão passar perto do rosto. Depois bateu com o cabo da kopis atrás do joelho da Kara, ela perdeu equilíbrio por um segundo.
Tempo suficiente.
Reina girou atrás dela e encostou a lâmina no pescoço da kryptoniana.
Silêncio.
Courtney arregalou os olhos.
— O QUE FOI ISSO?!
Reina deu dois passos pra trás.
— Técnica básica. Ela depende demais da força física.
Kara respirava mais rápido.Mas sorria.
— De novo.
— Nossa, você realmente gosta de apanhar. É bom saber seus gostos para o futuro.
— Cala a boca e luta.
Kara atacou outra vez.
Mais rápida. Mais agressiva.
E Reina começou a rir baixo durante o combate.
Finalmente leve.
Finalmente se divertindo de verdade.
Mais tarde, depois de horas de treino, várias amazonas levaram o grupo até os rios cristalinos próximos das cachoeiras. O lugar parecia saído de um sonho.
Água transparente refletindo o céu dourado do fim de tarde. Pedras claras aquecidas pelo sol. Vegetação enorme cercando tudo.
As cachoeiras desciam das montanhas formando lagos naturais largos entre as rochas.
Amazonas mergulhavam das pedras mais altas. Outras nadavam. Algumas apenas descansavam na água conversando.
O clima era completamente diferente da arena.Mais leve. Mais livre.
E Kara claramente amava aquilo.
Ela praticamente entrou na água antes de todo mundo.
Mergulhando sem hesitação.
Quando voltou à superfície, o cabelo loiro grudava parcialmente no rosto enquanto ela ria.
— Eu tinha esquecido o quanto isso aqui é bom.
Ela nadava rápido.
Livre.
Como alguém finalmente relaxando.
Stephanie tentou pular de uma pedra. Escorregou no meio do caminho. E caiu na água gritando.
Dinah começou a rir imediatamente.
— Isso foi satisfatório.
— EU ESCORREGUEI.
— Eu vi.
Enquanto isso, Reina permanecia perto da margem parcialmente escondida entre plantas altas e pedras úmidas aquecidas pelo sol. Os cabelos escuros caíam bagunçados sobre os olhos claros enquanto ela observava a água com desconfiança visível demais.
Agachada daquele jeito, escondida entre a vegetação, parecia mais um animal arisco observando antes de decidir fugir ou atacar alguém.
Kara percebeu na hora.
Claro que percebeu.
Ela nadou até perto da margem.
— Você não vai entrar?
— Prefiro não morrer afogada hoje.
Kara piscou.
— Você sabe nadar?
— Só porque sei não significa que eu goste.
Zatanna se aproximou calmamente.
— Não pressiona muito ela, Kara. A Rei não é muito boa com água por causa de algumas coisas da infância… e ela também odeia ficar “vulnerável” perto de outras pessoas.
Kara olhou pra Reina por alguns segundos.
Depois voltou pra Zatanna.
— Ela realmente confia em você, né?
O sorriso de Zatanna ficou pequeno. Quase carinhoso.
— Mais do que admite.
Kara observou Reina outra vez.
Depois sorriu de canto, um sorriso um pouco envergonhado por agora estar vendo Reina com outros olhos.
— Entendi. Vou pegar leve… talvez.
Ela voltou lentamente pra margem.
Dessa vez sem provocar.
— Você tava diferente no treino.
Reina ergueu uma sobrancelha.
— Diferente como?
— Mais leve. Igual ontem depois da luta.
A resposta saiu rápida demais. Honesta demais.
Reina desviou o olhar imediatamente.
— Você deve estar com insolação. Estou igual a como sempre fui.
Kara riu.
Então segurou a mão dela.
E puxou.
Reina caiu direto na água.
Silêncio.
Perigosíssimo.
Kara começou a rir imediatamente.
— Sua cara foi impagável.
Reina emergiu lentamente.
O cabelo molhado agora grudava parcialmente no rosto, nos ombros e no pescoço dela, revelando muito mais expressão do que normalmente deixava aparecer.
A roupa encharcada colava no corpo enquanto ela encarava Kara com uma expressão perigosamente vazia.
— Você acabou de cometer um erro grave.
— É mesmo? E o que você vai fazer?
Reina avançou imediatamente tentando pegar a Kara.
Kara segurou Reina pelos braços antes que as duas afundassem.
O problema era que Reina claramente entrou em pânico no segundo em que perdeu apoio.
Ela grudou na Kara sem perceber.
Braços ao redor dela.
Pernas tentando desesperadamente encontrar equilíbrio.
As duas afundaram juntas.
Voltaram.
Afundaram de novo.
Kara saiu da água rindo sem ar.
— Você tá tentando me matar ou sobreviver?
— Qualquer coisa que me mantenha com a cabeça fora d'água.
Reina voltou a se agarrar nela quando escorregou outra vez.
O rosto perigosamente próximo de um lugar importante.
Kara travou por meio segundo inteiro.
Porque Reina estava completamente colada nela molhada, perigosamente sexy e claramente tentando fingir que não estava nervosa.
— Para de rir — Reina resmungou baixo.
— Como eu não vou rir? Olha a situação que você se encontra, eu estaria rindo mais se eu não tivesse sendo afogada tantas vezes.
Reina afundou ela de novo na água por vingança.
As duas emergiram tossindo e rindo ao mesmo tempo.
Zatanna observava tudo da margem com um sorriso pequeno.
A mesma amazona do café passou perto dela carregando toalhas.
Ela olhou para Reina na água.
— Sua amiga sorri bonito quando esquece de tentar parecer perigosa.
Zatanna acompanhou o olhar.
Depois sorriu de leve.
— É… eu sei.
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Yan!Batfamily! X Neglected Fem!Lesbian!OC - Capítulo 16
O caminho até o centro de Themyscira foi surpreendentemente silencioso. Não porque faltasse assunto. Muito pelo contrário.
Era porque todo mundo ainda estava processando Reina.
Ou melhor: processando o fato de que aquela criatura socialmente perigosa aparentemente tinha ficado ainda pior depois de relaxar.
As sombras já tinham desaparecido completamente da arena. Nem o Tigre permanecia mais ali. O chão de pedra estava limpo outra vez, como se criaturas monstruosas nunca tivessem surgido naquele lugar.
Só restava a sensação.
Só Reina parada no centro da arena parecendo emocionalmente esgotada por ter lidado com sentimentos por mais de trinta segundos seguidos.
— Estou cansada. Podemos ir logo pro tour dessa ilha? Quero descansar logo.
Kate soltou uma risada baixa pelo nariz.
— Você fala como uma senhora de oitenta anos cansada da vida.
— Obrigada. Sempre busquei essa energia de serenidade.
Diana desceu calmamente as arquibancadas, postura firme e serena como sempre.
— Muito bem. Venham. Há muito de Themyscira que vocês ainda precisam conhecer.
O grupo começou a seguir pelas construções da ilha enquanto o sol atravessava as colunas gigantescas do lugar.
As ruas de pedra branca lembravam ruínas gregas preservadas perfeitamente pelo tempo. Grandes pilares sustentavam estruturas abertas decoradas com tapeçarias, mosaicos dourados e estátuas enormes das deusas gregas. Algumas construções tinham cúpulas de mármore vermelho e bronze refletindo a luz do fim da tarde, enquanto outras eram erguidas diretamente nas encostas das montanhas cobertas de vegetação.
Pontes de pedra ligavam partes diferentes da cidade acima de canais cristalinos vindos das cachoeiras da ilha. Mais ao longe era possível ver templos construídos nos pontos mais altos de Themyscira, quase tocando as nuvens.
Amazonas treinavam em praças abertas enquanto outras trabalhavam em armas, tecidos e livros.
Tudo parecia coletivo.
Compartilhado.
Como se a ilha inteira respirasse em conjunto.
Courtney girava o rosto de um lado para o outro com brilho genuíno nos olhos.
— Isso aqui é incrível… parece um lugar saído de uma lenda.
— Foi exatamente para isso que Themyscira nasceu — Diana respondeu. — Um lugar construído para união, conhecimento e força. Aqui ninguém está realmente sozinho.
Passaram por uma espécie de feira enorme, com áreas abertas onde dezenas de amazonas conversavam, afiavam armas, vendiam coisas ou organizavam refeições juntas. Nada parecia realmente individual ali. Nem mesmo as moradias.
Reina observava tudo em silêncio.
Muito mais quieta do que antes.
Zatanna percebeu imediatamente.
— O que foi, Rei?
Reina desviou o olhar por um instante.
— Algumas partes lembram o complexo principal do clã.
Stephanie virou na hora.
— Complexo?
— O complexo Zenin — Zatanna explicou naturalmente.
Reina assentiu de leve.
— Principalmente os corredores internos. Lugares antigos têm… o mesmo peso.
Cassandra observou Reina por alguns segundos antes de murmurar baixinho:
— “Rei”…
Zatanna sorriu de canto.
— Eu conheço ela desde criança. Ganhei privilégios.
— Claramente injustos — Stephanie respondeu imediatamente.
Zatanna sorriu pequeno.
— Sabe Rei, quando fiz minha turnê pelo Japão, fiquei hospedada lá por um tempo.
Cassandra murmurou:
— Mal consigo ter uma conversa com ela e tem outra pessoa dando até apelido pra Reina.
Dinah cruzou os braços enquanto caminhavam.
— Você realmente ficou hospedada com o clã dela?
— Fiquei. Foi a última parada da minha turnê no Japão.
A voz de Zatanna ganhou um tom nostálgico.
— Eles sempre me trataram muito bem. Afinal, eu sou amiga da jovem dama deles.
Reina fez uma expressão cansada.
— Eles ainda usam esse título…
— É claro, você ameaçou arrancar o braço de um homem quando ele não foi respeitoso o suficiente aos seus olhos.
— E eu faria de novo. Respeito aos fortes é obrigação básica.
Kendra soltou um riso curto, quase desacreditado.
— Você fala essas coisas com uma calma assustadora.
— Continua falando assim e eu vou transformar suas asas num apanhador de sonhos muito bonito pro meu quarto.
Beatriz riu alto imediatamente.
— Tá, essa foi boa.
Tora olhou para Zatanna com curiosidade genuína.
— Então o clã inteiro conhece você?
— Desde pequena. O pai da Reina praticamente oficializou que qualquer Zatara deveria ser tratado com respeito. E comigo eles exageravam bastante.
Courtney arregalou os olhos.
— Isso é muito exagerado.
— O clã Zenin leva honra e hierarquia muito a sério — Reina respondeu. — Principalmente com aliados importantes.
O sorriso dela diminuiu um pouco depois da frase.
Só um pouco.
Porque falar do clã inevitavelmente trazia lembranças dos pais.
Zatanna percebeu na mesma hora.
Então mudou o assunto imediatamente.
— O Panda ficou insuportável quando descobriu que eu ia embora.
Beatriz piscou.
— Espera aí, que tipo de apelido é Panda? Ele é grande, gordo, fofo e ama pandas? — Perguntou curiosa.
— Não — Zatanna respondeu tentando segurar o riso. — O nome dele realmente é Panda. Courtney travou.
— … quem é o idiota que da o nome do próprio filho de Panda?
— Tecnicamente ninguém — Reina respondeu. Zatanna riu mais forte lembrando.
— No penúltimo dia da turnê ele tentou convencer os anciãos do clã de que eu devia morar permanentemente no Japão porque “a jovem dama fica menos ameaçadora perto da Zatanna-chan”.
— Isso é mentira.
— Você ficava me seguindo pela propriedade inteira igual um gato emburrado que não gosta de estar sozinho.
— Estava garantindo que não se perdesse ou se machucasse.
— Você estava sempre reclamando da vida e dos outros feiticeiros por serem fracos irritantes.
— Proteção sem desconforto do convidado.
Dinah soltou uma risada curta.
— Impressionante como você consegue transformar perseguição em argumento técnico.
Zatanna pegou o celular ainda sorrindo.
— Eu pedi para tirarem uma foto minha com o Panda e o senhor Yuji, olha. Foram os mais jovens que tiraram, eles estão animados sabendo que falta mais dois anos até seu retorno.
Ela mostrou rapidamente a tela para o grupo — especialmente para Reina.
Uma foto simples.
Zatanna no meio.
Panda fazendo pose exagerada atrás dela.
E um garoto de cabelo rosa sentado um pouco mais afastado, segurando a nuca com expressão cansada enquanto claramente ignorava alguma confusão fora da câmera.
Courtney arregalou os olhos.
— VOCÊS REALMENTE TÊM UM PANDA.
Beatriz inclinou a cabeça curiosa para o garoto sentado.
— Ok… e quem é o bonitão cansado da foto?
Zatanna olhou para a imagem por um instante.
— Esse é o senhor Yuji.
O grupo inteiro ficou em silêncio por um segundo.Stephanie franziu a testa primeiro.
— Espera. Senhor?
Cassandra inclinou levemente a cabeça.
— Ele parece jovem.
Tora concordou calmamente.
— Muito jovem para alguém chamado assim.
— Respeito aos fortes é importante — Reina respondeu imediatamente.
Stephanie apontou para a foto.
— Não, desculpa. Se esse cara foi seu mentor, eu esperava alguém com idade pra reclamar de coluna igual o Bruce.
Reina abriu a boca.
Fechou.
Zatanna percebeu imediatamente e salvou a situação antes que Reina inventasse alguma atrocidade social.
— O senhor Yuji é… complicado de explicar.
— Isso definitivamente não respondeu nada — Stephanie rebateu.
— Você já está recebendo alguma resposta, fique quieta e aceite.
— REINA.
Donna soltou uma risada baixa, tentando aliviar a tensão crescente.
— Acho que ela realmente não gosta quando mexem com as pessoas importantes pra ela.
Kara olhava a foto em silêncio.
Porque o garoto parecia gentil demais para combinar com tudo que envolvia Reina.
Ou talvez exatamente por isso combinasse.
— Ele também pediu pra eu garantir que ela estivesse se alimentando direito — Zatanna comentou.
Kate arqueou uma sobrancelha.
— Que fofo, alguém que consegue se preocupar com você sem medo.
— Velho irritante — Reina falou imediatamente.
— Você sabe que ele não gostaria de ouvir isso — Zatanna respondeu divertida.
— E eu continuo falando mesmo assim. Isso se chama liberdade de expressão e não é como se o velhote estivesse aqui para ouvir.
Elas continuaram caminhando enquanto o céu começava a escurecer lentamente sobre a ilha.
Passaram por bibliotecas abertas construídas em mármore branco, anfiteatros usados para debates e música, jardins enormes cercados por estátuas antigas e áreas de treino onde amazonas praticavam combate em perfeita sincronia.
Mais ao alto da ilha, o palácio principal surgia entre montanhas verdes e cachoeiras gigantescas iluminadas pela luz dourada do fim de tarde.
Reina observou aquilo por alguns segundos.
— Isso realmente parece um clã antigo.
Zatanna olhou pra ela com suavidade.
— Tá com saudade?
Silêncio.
Reina demorou alguns segundos para responder.
— Talvez.
A honestidade da resposta foi baixa demais.
Real demais.
Quando finalmente chegaram aos dormitórios temporários, Diana parou diante das grandes portas de pedra.
— Vocês ficarão aqui durante a estadia. Espero que tratem este lugar como tratariam seu próprio lar.
O interior era amplo, organizado e simples. Camas alinhadas, tecidos claros, armas decorativas nas paredes e janelas enormes abertas para o mar.
— As rotinas de Themyscira começam ao amanhecer — Diana continuou. — Vocês acordarão no mesmo horário das amazonas e acompanharão seus horários de treino, refeições e estudos. Disciplina faz parte da vida aqui.
Reina pareceu pessoalmente ofendida.
— Acordar cedo igual em um quartel? Isso soa criminoso.
— Isso se chama comprometimento — Donna respondeu com calma firme. — E ninguém vai te deixar pra trás, mas você precisa acompanhar o ritmo.
— Então exijo cochilos estratégicos durante a tarde.
Kara acabou soltando uma risada curta.
Reina virou imediatamente pra ela.
— Você ri agora porque nunca viu meu estado antes das dez da manhã.
Kara cruzou os braços, divertida.
— E como seria?
Zatanna cortou Reina antes que essa tivesse a chance de falar.
— Rabugenta, perigosamente carente e facilmente mortífera.
— Isso explica muita coisa, na verdade — Dinah comentou.
Diana ignorou completamente o caos crescente.
— O treinamento físico começa ao amanhecer. Sem poderes.
Reina colocou a mão no peito dramaticamente.
— Bruce realmente armou tudo isso. Não é?
— Você só percebeu agora?
— Não, achei estranho desde o momento em que ela comentou, sem falar que ele tá quieto demais. Não discutiu, não tentou controlar nada e simplesmente me deixou decidir. Isso não é um bom sinal.
E ali, pela primeira vez desde que chegaram na ilha, Reina realmente ficou pensativa.
Porque Bruce não tinha tentado impedir ela. Não tinha imposto condições absurdas. Não tinha provocado discussão, só deixou que viesse. O que significava duas possibilidades: ou ele confiava que Diana conseguiria manter equilíbrio suficiente pra Reina não destruir alguma coisa ou estava ocupado planejando outra coisa.
O problema era que Bruce normalmente fazia as duas opções ao mesmo tempo.
Reina suspirou lentamente. Então olhou pela janela aberta para o mar escuro ao redor de Themyscira. Muito longe dali existia Tokyo. O clã. Os corredores enormes da propriedade Zenin. Os treinos. As missões. O barulho constante do Panda. A presença silenciosa do velho.
Ela fechou os olhos por um instante.
Então virou dramaticamente para Zatanna.
— Vou dormir com você essa noite. Volto pra minha cama quando me acostumar com o ambiente e não reclama se não vou pra cama de outra pessoa e já tenho uma em mente, então pode recusar se quiser.
Kate soltou uma risada curta pelo nariz.
— Impressionante como você transforma qualquer frase numa ameaça.
Zatanna nem pareceu surpresa.
— Tudo bem. Só não me joga da cama igual da última vez.
— O chão constrói caráter.
Kara quase tropeçou no próprio pé.
Courtney arregalou os olhos.
— COMO VOCÊS CONSEGUEM FUNCIONAR COMO AMIGAS?!
Zatanna sorriu com aquela calma naturalmente provocadora dela.
— Não foi fácil. Mas ela tem um certo charme quando baixa a guarda.
Kate soltou um pequeno riso pelo nariz.
— Isso parece perigoso vindo de você.
Stephanie encarou Zatanna em choque absoluto.
— Você NÃO pode simplesmente falar isso e continuar andando normalmente!
— Estou sendo gentil. E aliás… conhecendo seus gostos, Kate, recomendo não cair no charme dela. Tecnicamente ainda é parte da sua família.
— Nunca foi minha intenção. Relaxa, princesa mágica.
Reina ignorou completamente o caos que causou, entrou no dormitório e se jogou sem cerimônia nenhuma na cama de Zatanna, afundando o rosto no travesseiro como um gato doméstico reivindicando território.
— Talvez eu devesse colocar o símbolo do clã Zenin aqui e reivindicar como meu.
— Reina.
— Tá bom. Mas talvez eu faça isso caso encontre alguém interessante que queira reivindicar como meu.
Stephanie imediatamente apontou pra Kara.
— NÃO OLHA PRA ELA QUANDO FALA ISSO.
— Eu nem tava olhando! — Reina respondeu ofendida.
— Você virou a cabeça literalmente no meio da frase!
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Yan!Batfamily! X Neglected Fem!Lesbian!OC - Capítulo 15
O silêncio ainda pairava sobre a arena depois da luta contra Dinah.
Não um silêncio de medo.
Um silêncio de processamento.
Porque era difícil assistir Reina lutar e continuar enxergando ela como alguém normal depois.
As amazonas murmuravam baixo entre si. Algumas analisavam os danos na arena. Outras analisavam Reina.
O problema era que Reina claramente não ligava.
Ela estava largada nas arquibancadas de pedra de um jeito quase ofensivo, pernas abertas, braços apoiados atrás do corpo e expressão relaxada demais pra alguém que tinha acabado de invocar criaturas gigantescas e esmagar uma das melhores lutadoras da Liga.
— Então… acabou o evento ou alguém ainda quer perder em público?
Courtney apontou na hora.
— Viu?! EU DISSE que ela era irritante!
— E eu continuo linda mesmo assim.
Stephanie estreitou os olhos.
— Você ficou cem vezes pior depois da luta.
— Obrigada.
— Isso não foi um elogio.
Reina colocou a mão no peito dramaticamente.
— Nossa relação é tão complicada.
Dinah subiu as escadas ainda dolorida.
— Ela fala assim mesmo depois de quase arrancar minha alma no soco?
— Tecnicamente você ainda tá viva — Reina respondeu. — Então fui extremamente gentil.
— Gentil?!
Kara tentou esconder o riso.
Falhou miseravelmente.
Reina percebeu imediatamente.
E sorriu.
— Ah. Ela gosta quando eu sou violenta.
Kara quase engasgou.
— O QUÊ?!
Courtney começou a rir alto.
— TÁ VENDO?!
— Cala a boca!
Reina inclinou a cabeça olhando Kara com diversão genuína.
— Interessante… suas reações são divertidas.
— Você provoca todo mundo assim? — Kendra perguntou.
— Não. Só quem reage. A Cassandra é quieta demais. A Stephanie só é irritante mesmo.
— Então eu tô segura.
— Não muito.
Stephanie suspirou.
— Meu Deus, ela tá feliz.
Zatanna observava tudo alguns degraus acima. Então sorriu de canto.
— Faz tempo que eu não vejo ela assim.
Dinah olhou pra ela.
— Assim como?
— No modo Gojo.
— Quem? — Courtney perguntou.
Zatanna apoiou o rosto na mão.
— Gojo era o antigo professor do senhor Yuji, que virou professor da Reina. O senhor Yuji dizia que ele era o mais forte e mesmo assim agia como um idiota relaxado o tempo todo.
Isso fez Reina olhar rapidamente pra Zatanna.
Só por um instante.
Então ela abriu um sorriso de novo.
— Credo. Que clima pesado.
Ela levantou num impulso só, equilibrando-se no encosto da arquibancada como se fosse impossível cair dali.
— Ok! Decidi oficialmente que gosto dessa ilha.Diana arqueou a sobrancelha.
— Decidiu agora?
— Tem mulheres bonitas, violência, história, provavelmente comida boa e ninguém tentando me matar. Experiência nota dez.
Donna levou a mão ao rosto.
— Ela sempre fala assim?
— Sempre irritante ou indiferente — Stephanie respondeu.
— Felizmente — Kara murmurou sem perceber.
Silêncio.
Courtney virou tão rápido que parecia ter quebrado o pescoço.
— AHHHH, ENTÃO AGORA VOCÊ ACHA ENGRAÇADO?!
Kara travou.
— Eu não falei nada.
— Falou SIM.
Reina apontou pra Courtney.
— Essa aqui é meio insuportável, mas é fofa então vou aguentar.
— E você parece professora expulsa de escola particular.
Reina colocou a mão no peito, ofendida.
— Nossa. Isso foi especificamente cruel.
Então ela simplesmente deixou o corpo cair pra trás.
— REINA?! — Stephanie gritou.
Sombras surgiram abaixo dela.
E Reina reapareceu deitada preguiçosamente em cima de um dos Cães Divinos como se estivesse num sofá gigante.
— Dramática — Dinah definiu.
— Icônica — Reina corrigiu.
O cão sombrio soltou um som baixo enquanto ela afundava o rosto no pelo dele.
Kara observava em silêncio absoluto.
Porque aquilo não combinava com a criatura monstruosa que quase destruiu a arena minutos atrás.Courtney percebeu.
— Você tá encarando de novo.
— Ela invocou um cachorro gigante das sombras e tá usando ele de almofada!
— EXATAMENTE!
Reina ergueu a mão sem olhar.
— Ele é confortável. Quer testar?
Kara abriu a boca.
Fechou.
Stephanie apontou imediatamente.
— Ela bugou a Supergirl DE NOVO!
— Tá ficando muito fácil — Reina comentou.
Então ela sentou no cão e olhou ao redor da arena como uma criança procurando problema.
— Então… qual é o próximo treino?
Diana cruzou os braços.
— Controle corporal. Sem poderes.
Reina apontou pra si mesma.
— Isso inclui trauma psicológico nos adversários?
Donna soltou uma risada curta.
Até algumas amazonas esconderam sorrisos.
Dinah percebeu primeiro.
— Ah, não.
— O quê? — Courtney perguntou.
Dinah apontou discretamente pras amazonas.
— Ela conquistou Themyscira.
Reina abriu um sorriso gigantesco.
— Eu SABIA que elas tinham bom gosto.
Então ela arrancou um monte de pelos do Cão Divino.
— Z.
Zatanna olhou imediatamente.
Reina espetou os pelos na própria cabeça.
— Eu sou Satoru Gojoooo.
O silêncio seguinte foi estranho.
Não porque fosse ameaçador.
Mas porque Reina estava sentada num lobo gigante usando pelo como cabelo branco enquanto fazia pose ridícula com os dedos.
As amazonas encararam sem entender nada.
Dinah franziu a testa.
— …quem?
Courtney olhou entre as duas.
— Tá, eu perdi contexto.
Zatanna foi a primeira a rir.
Uma risada curta. Verdadeira.
Kara observava quieta.
Porque aquilo era ridículo.
Mas estranhamente fofo.
— Isso é piada interna? — Stephanie perguntou.— Mais ou menos — Zatanna respondeu ainda sorrindo.Reina puxou mais pelos do cão.
— Eu sou extremamente poderoso, bonito e irritante. Igualzinho.
— A parte irritante bate bastante — Dinah comentou.
Zatanna respirou fundo antes de explicar:
— Gojo Satoru foi o feiticeiro mais forte da era dele. Talvez o homem mais forte que existiu no mundo deles.
As heroínas ficaram quietas.
— …e ele agia assim? — Courtney perguntou.
Zatanna apontou pra Reina.
— Pior.
— IMPOSSÍVEL — Stephanie respondeu na hora.
Reina ergueu a mão dramaticamente.
— O legado dele vive através de mim.
Kara ainda olhava pra ela quieta demais.
Porque aquilo mudava alguma coisa.
Até então Reina parecia impossível de alcançar. Forte demais. Perigosa demais.
Mas agora ela tava fazendo pose idiota em cima de um lobo gigante.
Parecia… humana.
Reina percebeu Kara olhando.
Claro que percebeu.
Então fez outra pose ridícula.
— Kara, testemunhe meu potencial ilimitado.
Kara desviou o olhar tentando não sorrir.
— Você é muito estranha.
— E você continua olhando pra mim. Então claramente funciona.
— Ela faz isso de propósito! — Courtney acusou.
— Sim — Reina respondeu sem vergonha nenhuma.
Então caiu pra trás do Cão Divino.
A sombra abaixo dela engoliu seu corpo inteiro.
— Ah não. Lá vai ela — Stephanie murmurou.
Um segundo depois Reina apareceu agachada no topo de um dos pilares da arena.
Muito alto.
Equilibrada perfeitamente na ponta da estrutura.
O vento atravessava o cabelo dela enquanto os olhos brilhavam suavemente.
Ela colocou a mão acima dos olhos olhando a ilha inteira.
— Hm.
— O que você tá fazendo? — Dinah perguntou.
— Vigilância estratégica.
Pausa.
— Também conhecida como fofoca visual.
Courtney arregalou os olhos.
— Ela consegue enxergar daqui de cima?!
— Os Seis Olhos processam muito mais informação que um cérebro humano comum — Zatanna explicou.
Reina apontou pro horizonte.
— Amazonas treinando arco no lado leste. Três patrulhando a costa. Alguém derrubou uma caixa perto do porto.
Pausa.
— E acho que vi amazonas tomando banho então vou parar antes de virar crime.
Kate suspirou.
— Você analisou uma ilha inteira e focou nisso.
— Priorização de informação.
Então Reina simplesmente se jogou do pilar.
Kara levantou no susto.
— REINA— Sombras explodiram abaixo dela.
A Grande Serpente surgiu enrolando parcialmente o pilar enquanto Reina aterrissava na cabeça da criatura como se aquilo fosse normal.
Stephanie ficou horrorizada.
— VOCÊ USA UMA COBRA COMO TRANSPORTE?!
— Tecnicamente ela é uma serpente.
— ISSO NÃO AJUDA!
Reina agachou na cabeça da invocação apoiando o rosto na mão.
— Vocês são dramáticas. Ela é educada.
A serpente virou lentamente pra Stephanie.
— NÃO. Ela me odeia.
— Ela só sente cheiro de gente irritante.
— ISSO É PIOR!
Beatriz começou a rir.
Diana observou tudo em silêncio antes de falar:
— Você parece diferente agora.
Reina inclinou a cabeça.
— Diferente ruim ou diferente gostosa?
— Mais leve.
O sorriso dela diminuiu por um instante.
— Ah.
Então voltou.
— Talvez eu só goste daqui.
Zatanna observou aquilo quieta.
Porque sabia que Reina raramente baixava a guarda daquele jeito.
Então sombras começaram a se espalhar pela arena inteira.
— Ah não — Cassandra murmurou.
Reina levantou uma mão dramaticamente.
— Senhoras.
Dezenas de coelhos surgiram das sombras.
Mas ao invés de atacar, começaram a correr pela arena inteira sem direção nenhuma.
Pulando nas arquibancadas.
Subindo nas amazonas.
Se espalhando igual infestação sobrenatural.
Courtney arregalou os olhos.
— ELA SOLTOU ELES DE NOVO!
Uma amazona extremamente séria ficou imóvel enquanto um coelho sombrio subia calmamente no colo dela pedindo carinho.
O silêncio durou dois segundos.
Então Kara começou a rir.
De verdade dessa vez.
Reina virou imediatamente na direção dela.
E sorriu como se tivesse vencido alguma coisa.
— Ahhh. Finalmente.
Kara percebeu tarde demais.
— Não faz essa cara.
— Que cara?
— Essa de quem acabou de conquistar o mundo.
— Mas eu conquistei.
Courtney levantou as mãos.
— Meu Deus, ela tá flertando em escala industrial.
— EU NÃO TÔ DEIXANDO! — Kara rebateu.
Reina colocou a mão no peito dramaticamente.
— Kara… depois de tudo que vivemos juntas…
— A gente se conhece faz UM MÊS!
— E já construímos tanto.
Então as sombras da arena começaram a mudar outra vez.
Os coelhos desapareceram primeiro.
Depois a serpente.
Depois os cães.
Tudo afundou nas sombras.
Só uma presença ficou.
Pesada.
Violenta.
O Tigre surgiu ao lado de Reina no centro da arena.
Gigante. Musculoso. Olhos dourados brilhando como predador puro.
Diferente das outras invocações… ele parecia feito exclusivamente pra matar.
Stephanie deu um passo pra trás.
— Ah. Não gostei desse.
Reina apoiou casualmente o braço na cabeça do tigre.
— Tá vendo? Elegante.
— Isso não é elegante. Isso é trauma visual.
O pior?
O Tigre simplesmente encostou a cabeça nela procurando carinho igual um gato gigante.
— …ele ronronou? — Dinah perguntou.
— Sim. Ele é muito carinhoso.
Kara observava tudo em silêncio absoluto.Porque aquilo parecia absurdo.
Mas também… bonito.
Então ela percebeu Zatanna.
A maga estava rindo baixo.
Mas lágrimas começaram a escorrer também.
Reina travou imediatamente.
O sorriso desapareceu.
— …Z?
Zatanna tentou responder.
Não conseguiu parar de rir direito.
— Você tá chorando?!
Reina dispensou o Tigre no mesmo instante.
As sombras desapareceram completamente da arena.
Ela surgiu nas arquibancadas num salto só parando na frente de Zatanna.
— Por que você tá chorando? Eu fiz algo errado?
— Não — Zatanna respondeu entre risos e lágrimas. — Eu só… fazia tempo que eu não via você assim.
Reina ficou completamente perdida.
— Isso é bom ou ruim?
Zatanna continuava rindo emocionada.
Reina entrou em pânico instantaneamente.
— Não chora não! Olha-olha o que eu consigo fazer — Sombras começaram a surgir ao redor dela de novo.
— Quer que eu invoque outra coisa? Tá feliz agora? Se sente melhor? Não vai chorar mais, né?
Zatanna tentou limpar os olhos ainda rindo.
E então ouviu a frase que fez o sorriso desaparecer na hora:
— Eu posso chamar o General Divino se quiser.
Silêncio absoluto.
Donna e Diana trocaram olhares imediatamente.
Mesmo sem conhecerem o nome… parecia errado.
Zatanna segurou o rosto de Reina imediatamente.
— NÃO. Nem brinca com isso.
Reina travou na mesma hora.
— …ok.
Ela realmente parecia assustada agora.
Não pelo General.
Mas por ter deixado Zatanna pior.
Então desviou o olhar emburrada.
— Tantas emoções me deixam mal.
Pausa.
— A gente pode ir logo pro tour?
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@kohaiyuki
I didn't have the peach colour for her face, so I had to improvise. Also, she's spinning so that's why her waist is so small.
Cassandra "a girl, not a tool" Cain-Wayne